Nem Um Pouco Épico

Desafio Ler Além – Indicações 3/5

Para variar, estou bastante atrasada com o post, mas em minha defesa, não tenho noção de tempo… NUNCA TIVE NOÇÃO DE TEMPO, SINTO MUITO.

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Enfim.

Temos mais livros para indicar para o Desafio Ler Além que estamos fazendo em parceira com a Revista Polén e as Valkírias (leia mais sobre o desafio aqui)! Desta vez as três categorias escolhidas foram: Infantojuvenil escrito por autor(a) brasileiro(a) negro(a)Livro de poeta mulher brasileiraNão ficção que não seja autobiográfica.

Você pode ler as partes um e dois deste especial também!

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Vida

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Em ‘Vida’, ficção cientifica dirigida por Daniel Espinosa (Crimes Ocultos), seis astronautas de distintas nacionalidades são enviados a uma estação espacial para uma missão ultra especial: estudar amostras coletadas em Marte por um satélite. Já viu isso antes? pode ser que sim (risos nervosos).

No elenco, os machos alfa Jake Gyllenhaal e Ryan Reynolds contracenam com Rebecca Ferguson, Hiroyuki Sanada, Olga Dihovichnaya e Ariyon Bakare.

A película entra em cartaz hoje (20).

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TRIGGER WARNING: Abuso e Empatia

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Trigger Warning (TW, ou ‘Aviso de Gatilho’ em uma tradução livre e literal) é um pequeno aviso sobre o conteúdo de um determinado material que pode, entre outras coisas, ativar memórias e causar algum efeito de estresse pós-traumático nas pessoas, o que vai desde um pequeno desconforto até um ataque de pânico. O termo surgiu no contexto dos blogs feministas, onde muitos artigos sobre violência sexual feminina eram escritos e colocados para discussão, como uma maneira de avisar aos leitores que, caso aquilo fosse incomodá-los, havia uma oportunidade para que a pessoa não o lesse.

Esse post é sobre 13 Reasons Why e outras coisas, vai ser MUITO longo e se você não se importar em ler, talvez ele faça mais sentido do que eu pensava que faria.

Todos temos algum problema, ou em algum momento da vida passamos por alguma situação que não conseguimos lidar sozinhos. Quando se é adolescente, estes problemas parecem que vão ser eternos e consomem todo o nosso ser. É algo explicado cientificamente, e se você viu a série da Netflix, 13 Reasons Why, principalmente o especial com os produtores e atores, você sabe disso. Pode parecer algo exagerado e uma informação desnecessária, afinal, todos já foram adolescentes e “eu não passei por isso” muitas vezes vem na cabeça de algumas pessoas. Se colocar na posição de alguém em sofrimento, é ignorar completamente o que VOCÊ sentiria e o que VOCÊ faria, é parar para pensar como aquela pessoa sente e o que ela faria. A empatia é algo muito complexo e nem sempre a gente consegue por em prática, mesmo achando que estamos.

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A Cabana (Filme)

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É comum ao ser humano não assumir seus erros tanto quanto se culpar por atos que lhe fogem o controle. Em ”A Cabana”, filme de Stuart Hazeldine que adapta a trama do bestseller de William P. Young para as telas, aquele último entendimento transcorre em exatidão com o que acontece a Mack Philipps (Sam Worthington). Um pai de família transtornado pela morte da filha mais nova e pela culpa que carrega em relação ao ocorrido. Na trama, Mack é levado a atravessar um caminho longo de auto-conhecimento para perdoar a si mesmo e dar-se a chance de viver em paz.

O processo de amenização das dores desse pai é realizado quando ele recebe um chamado divino de Deus, Jesus e o Espirito Santo para visitar ‘A Cabana’ secreta onde o incidente ocorreu. Os três personagens, em sequência, são vividos por Octavia Spencer/Graham Greene,Avraham Aviv Alush e Sumire Matsubara.

O longa, que é um dos lançamento desta quinta-feira (06), ainda tem a participação da atriz brasileira Alice Braga e do cantor/ator Tim McGraw.

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A Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo, aparecem com os nomes de Elouisa (Spencer), Jesus (Alush) e Sarayu (Matsubara)

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O Cidadão Incomum, de Pedro Ivo

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15203226_1206987516061091_2006007959383776375_nEra pra ser uma noite comum na vida de Caliel quando ele descobre que pode voar. Não há respostas, e as perguntas de sempre deixam de fazer sentido. Em velocidade estendida, perto da Lua, ele contempla a cidade que se move em três dimensões. Seu corpo, no entanto, flutua à revelia do tempo – ao menos, de como o conhecemos.

As cores estão diferentes. O clima. O cheiro. Criaturas rastejam pelas sombras do centro da cidade. O sangue circula em câmera lenta pelas veias de Caliel, mas não se trata apenas de poderes e transformações físicas, não, isso seria simplificar essa história. É preciso olhar mais de perto, para o lado de dentro, onde se constrói um homem. Só assim é possível ouvir a dor e a angústia de Caliel em seus passos quebrados pela metrópole. Read more

The Wings Tour São Paulo 19/03

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Quem acompanha o blog, sabe que eu praticamente fali ano passado no final do meu intercâmbio pra poder ir na KConNY ver meus meninos BTS e outros grupos. Quando São Paulo foi anunciada como uma das primeiras paradas da nova tour do BTS, eu PRECISAVA ir, ter visto só 5 músicas daquela vez não foi o suficiente, principalmente porque eles não cantaram I Need U e sério, eu não poderia viver sem ouvir ao vivo a música que me fez amar eles.

Por ser uma fangirl de sorte, meu irmão é cliente Citibank e eu não precisei sofrer naquela fila de horas no site para comprar meu ingresso e no final, meu irmão nem me cobrou o dinheiro do ingresso #vantagensdeseracaçula

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Por morar em outra cidade, o deslocamento para SP é a pior parte de um show: acordar de madrugada, fazer conexão, arrumar lugar pra ficar, gastar com comida, transporte… são tantas coisas para organizar e se preocupar que a ansiedade para o show em si acaba sendo a menor coisa. Só fui me tocar mesmo que ia ver BTS de novo no dia do show.

Como alguém que foi em vários shows antes desse, eu posso dizer uma coisa: que organização horrível. Estava 18 graus com uma garoa gelada e nenhuma informação concreta sobre abertura dos portões. Fiquei sabendo que MUITA gente que pagou pelo soundcheck (para entrar na hora em que eles fazem a passagem do som) não conseguiu entrar antes e acabou perdendo parte ou tudo do que deveria ter visto. Eu entendo que a liberação da entrada seja algo que possa causar problemas, mas abrir as portas para 7 mil pessoas apenas uma hora antes é pedir para dar problema. Os seguranças pararam de verificar ingresso, o meu era meia e ele nem olhou na minha carteirinha, já foi rasgando o papel e mandando entrar. Se qualquer pessoa quisesse pegar um ingresso e fazer cópias, com certeza iria entrar sem problemas no domingo. Eu e minha amiga entramos com garrafas de água lacradas e ninguém falou nada. O risco que os fãs e o grupo estavam correndo com essa “liberada” na fiscalização é enorme e não é algo que a gente paga caro para acontecer. Realmente espero que a T4F repense nessa abertura dos portões do Citibank apenas uma hora antes no próximo show, antes que cause um problema maior do que apenas reclamações.

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Essa fila que dava pra ver da janela da lanchonete da frente. Uma hora e meia antes do show começar.

Eu vivo falando que não gosto de ARMY no meu twitter, e antes que venham falar algo: tenho 26 anos e nem quando tinha 15 anos eu gostava de adolescente fangirl, mas é impossível não elogiar as surpresas e todo o amor que eles devem ter sentido.

Se eles derem mais valor pra uma Rainbow Ocean fajuta do que pras dancinhas e gritos, vou ficar muito decepcionada. Foi muito lindo ver todo mundo cantando antes do show com os MVs na tela, mas nada vai se comparar com os nomes gritados antes de cada solo e com as dancinhas organizadas. São poucos shows em que o artista não precisa pedir pra gritar ou pular e nenhum deles precisou fazer isso. Desde a fila até a luz acender, o do Citibank Hall foi o show mais barulhento e animado que eu já fui. Eu com certeza, se tiver filho um dia, vou ser uma das milhares de mães que estavam filmando, pulando e cantando junto com os filhos no meio da pista.

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Eu amei muito ver o monte de pais acompanhando as filhas com camisetas de banda.

Meu bias é o Suga, mas no show sem dúvida alguma foi o JHope. Ele conquistou meu coração no primeiro sorriso com a testa aparecendo. Ele sem dúvidas é o melhor performer do grupo, o carisma dele é incrível e durante MAMA, o solo, parecia que o show era só dele e aquela era a apresentação principal. Me marcou MUITO e com certeza foi a minha parte preferida de todas em se tratando de apresentação. Amei muito os corações em Boy in Luv, a dancinha de 21st Century, os balões caindo das plateias para as pistas e, sem dúvidas, o coral depois de Spring Day (se você achou lindo o povo dos EUA copiando, não fale comigo).

Esse show valeu muito a pena apesar de ter tido uma das piores estruturas que já vi, a começar pelo palco baixíssimo sem passarela, que fez com que só quem estivesse na pista premium realmente tivesse uma visão “boa”. Digo “boa”, porque vendo algumas fancams dá pra ver como a pista premium estava cheia e apertada.

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gif da minha fancam de dope lá do final da pista normal na ponta dos pés no zoom máximo quase morrendo de dor no braço.

Sei que as pessoas que tiveram a sorte de ir em um ou nos dois dias de TWT, em São Paulo, representaram bem as milhares as que não puderam ir por não conseguirem ingresso ou por não terem como ir. Espero que esses shows tenham mostrado a força e o amor que a gente tem pelo KPop para as produtoras brasileiras, assim como as tour de fansign e fanmeet que estão vindo no resto do ano. Para quem ainda tem aquele preconceito, espero que até o natal você esteja com um bias no seu coração, porque quanto mais kpopper, mais amor e mais possibilidades de shows acontecerem. Vamos divulgar, vamos amar e vamos abrir os nossos horizontes.

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♥♥♥♥♥♥♥

Power Rangers, De Dean Israelite

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Vamos começar sendo bem sinceros aqui: a gente não estava esperando nada por esse filme. Tá, não posso falar pelo resto do mundo, mas eu não estava esperando nada por Power Rangers. No máximo, um filme galhofa mal executado com efeitos especiais ruins, uniformes que mais parecem armaduras saídas de um sonho adolescente – principalmente as femininas, com aqueles seios marcados que ainda me incomodam – e uma tentativa de fazer as coisas soarem épicas com Power do Kanye West tocando ao fundo. Não me levem a mal: a DC já me deixou calejado de ter expectativas depois de Esquadrão Suicida, e hoje em dia prefiro voltar a ser o pessimista que sempre fui.

Meu irmão comprou ingressos na pré-estreia e eu estava com aquele sentimento de ISSO VAI SER TÃO RUIM, QUERO ASSISTIR PARA DAR UMAS RISADAS!, que foi se sustentando até que as primeiras críticas começaram a sair e as pessoas começaram a falar bem desse filme. Não falar bem do tipo “esse filme é tão absurdo e tão ruim que acaba sendo bom”, mas a falar de fato que o filme possuía qualidades no roteiro, na construção dos personagens, no andamento da trama e nas referências à mitologia dos adolescentes que salvavam a Alameda dos Anjos uma vez por semana. Então esta praga de expectativa começou a voltar a residir em mim, e fui ao cinema com a maior empolgação, cantarolando go go power rangers abraçado com a minha cabeça de ranger vermelho cheia de pipoca – que meu irmão me obrigou a comprar para levar para casa, sabe-se lá porquê.

E não é que o filme é excelente?!

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Litbaits: um jeito diferente de incentivar a leitura de clássicos

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“Um clássico da literatura.” Você já deve ter escutado essas palavras em alguma aula de Literatura que provavelmente te fez bocejar. Convenhamos: na maioria dos casos, o jeito de se estudar Literatura nas escolas não é algo muito interessante. Na verdade, até costuma desencorajar o jovem à leitura de obras clássicas, que logo são interpretadas como chatas, maçantes, inacessíveis ou cansativas. Aquela velha leitura forçada que termina com um: “não entendi nada.” Às vezes, a pessoa até gosta de ler – como eu –, mas – como eu – não consegue controlar o tédio quando é apresentada pela primeira vez a livros que tem a “obrigação” (escolar ou moral) de ler.

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É aí que entra a estratégia da livraria The Wild Detectives, dos Estados Unidos: eles usaram a internet como uma forma de despertar a curiosidade sobre obras clássicas. Como? Usando clickbaits – ou, nesse contexto, litbaits (lit = literária; bait = isca) que redirecionavam o leitor a textos integrais de obras em domínio público. Basicamente, transformando livros clássicos em manchetes sensacionalistas que acabavam gerando interesse nos curiosos. Read more

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