Skip to Content

Os Maravilhosos Cookies da Taylor Swift

1 de outubro de 2014 às 19:30, por

Olá, queridos leitores nupeanos. Estamos tentando fazer vocês felizes postando algumas receitas que fizemos durante o mês aqui no blog, além de colocar lá nosso lindo tumblr. A receita de hoje é um oferecimento da linda e perfeita Taylor Swift.

“Como assim?”, você deve estar se perguntando. A nossa querida popstar entrou para o fantástico mundo do tumblr e além de postar as coisas mais engraçadas do mundo, ela também respondeu uma fã que pediu a receita dos cookies de abóbora dela.

Como boa fã, eu traduzi a receita e fiz para testar. Halloween tá aí, nada melhor que já começar a entrar no clima com esses biscoitos de abóbora, né? Eu juro que não tem gosto de abóbora (por incrível que pareça)!!!

cookies

Cookies de Abóbora

Ingredientes

1 xíc de manteiga sem sal amolecida
1 xíc de açúcar cristal
1 xíc de açúcar mascavo
2 ovos grandes
1 col de chá de essência de baunilha
1 xíc de purê de abóbora
3 xíc de farinha de trigo
2 col de chá de bicabornato de sódio
½ col de chá de sal
1 col de chá de canela
½ col de chá de gengibre
¼ col de chá de noz moscada
¼ col de chá de cravo da índia
2 xíc de gota de chocolate ou chocolate picado

Modo de Preparo

Pré-aqueça o forno à 180°C.

Usando uma batedeira, bata a manteiga até ela ficar cremosa. Acrescente os açúcares, um pouco de cada vez, até a mistura ficar clara e fofa. Bata os ovos um por vez, depois acrescente a baunilha e o purê de abóbora. Numa vasilha grande, misture a farinha, o bicabornato, o sal, a canela, o gengibre, a noz moscada e o cravo da índia. Devagar, acrescente a mistura seca na batedeira, um terço por vez. Coloque o chocolate e mexa. Usando colheres, coloque a massa na forma untada ou com papel manteiga. Asse por aproximadamente 20 minutos ou até os cookies ficarem marrons nas beiradas. Retire do forno e deixe descansar por uns minutos antes de tirá-los com uma espátula.

 

Vocês podem conferir essa e mais receitas no nosso tumblr, o Cozinha Nada Épica.

Com essa receita maravilhosa, o NUPE dá início a mais um especial de Halloween \o/ Algum pedido de post para o especial desse ano? Dessa vez, vamos fazer durante o mês inteiro e não só durante uma semana!

NUPE Recomenda! #1

30 de setembro de 2014 às 17:39, por

Não é sempre que conseguimos fazer posts inteiros dedicados a algum livro que lemos, algum anime/série que estamos vendo, uma banda maravilhosa, e outras coisas desse tipo, então em mais uma série “NUPE faz alguma coisa”, resolvemos criar o NUPE Recomenda!

Aqui você vai encontrar indicações curtas do que a equipe tá amando esse mês e que quer LOUCAMENTE QUE VOCÊ LEIA/JOGUE/CONSUMA! Pra deixar as coisas mais interessantes, nós não vamos falar quem fez indicação de que, mas vocês estão super convidados a adivinhar (até porque nem eu sei quem indicou tudo hehehehe). O capslock não só é esperado, como quase mandatório. Vocês estão avisados.

  •  Livros:

- “O Misterioso Lar Cavendish”, da Claire Legrand: OMG COMPREM COMPREM COMPREM OK BYE. Não, peraí. Eu li esse livro em inglês e, alguns meses atrás, descobri que a Editora Gutenberg ia lançá-lo por aqui. EIS QUE ESSE DIA FINALMENTE CHEGOU! Ele é muito querido por várias pessoas da equipe (Trash, Dayse, Bell, Tassi) e, roubando a descrição do post da Trash, é “a história de uma menina de doze anos, inteligente e perfeccionista, e seu único amigo – mesmo que, bem, ela não o considere um amigo, mas um projeto: Lawrence é tão esquisito que Victoria sente que tem o dever de ajudá-lo. E aí: coisas estranhas acontecem. Hmmmmmm!” E INSETOS! Insetos e pessoas estranhas. OLHA ESSA CAPA LINDA. E UGH VÃO LER LOGO E VOLTEM AQUI PRA GENTE CONVERSAR.

- “Eleanor & Park”, da Rainbow Rowell:  NÃO LIGO SE TODO MUNDO JÁ RECOMENDOU, PORQUE É ÓTIMO E TODO MUNDO DEVERIA LER.

- “Ask The Passengers” da A.S. King: E todos os livros da King, na verdade, ela é muito boa, excelente, uma das melhores, de verdade. Os livros são interessantes e engraçados e criativos e tudo que o mercado gosta e precisa. “Ask The Passangers” é muito, a menina principal até decide dar um primeiro nome para Sócrates. Então agora sempre que eu penso nele, eu penso em Frank. LEGAL, NÉ? NÉ.

  • HQs, graphic novels e mangás:

- “As mais belas fábulas – Bem Despertos”, de Bill Willingham: Mais um spin-off de Fábulas (tem resenhas aqui e aqui), dessa vez focado nas princesas. No primeiro volume, temos Bela Adormecida de Ali Babá numa enrascada que envolve a… Rainha Gelada. É super divertido e em breve terá resenha aqui. Foi lançada pela Panini em Julho e está em todas as bancas em português. RESUMO: LEIAM.

- “Defense Devil”, de Youn in-Wan: Defense Devil é um manhwa (mangá coreano) que conta a história de Kucabara, um demônio expulso do inferno por se importar com os pecadores. Relegado ao purgatório, ele assume o papel de advogado de almas e passa a inocentar pessoas que estão sendo condenadas injustamente ao inferno – e a enfrentar os demônios por trás da falcatrua no processo. Um dos maiores diferenciais da obra é a arte e Yang Kyung, que já compensa a compra por si só. O título foi lançado esse ano pela Panini e tem apenas dez volumes, o que o torna perfeito para quem, assim como eu, curte Shounens, mas não tem paciência para histórias infinitas.

- “Kakukaku Shikajika”, da Higashimura Akiko: É LINDO. É TRISTE. EU CHORO DE RIR E CHORO DE CHORAR. O MUNDO TEM QUE LER ESSE MANGÁ. TODOS PRECISAM SABER O QUE PODERIA TER ACONTECIDO COM O SENSEI. SÓ DE PENSAR, QUERO CHORAR.

  • Música:

Troye Sivan: Talvez você o conheça por sua pequena participação em “X-men Origens: Wolverine”, seus vídeos no Youtube, ou seu suposto relacionamento com Tyler Oakley. Ele anunciou seu primeiro EP, intitulado “TRXYE”. O primeiro single, Happy Little Pill, já faz parte da trilha sonora da minha vida. Seu material tem pegada eletrônica, tom melancólico e certo ar de Lana del Rey que simplesmente me conquistou. Há outras quatro músicas, todas muito boas, incluindo “The Fault in Our Stars”, que ele escreveu inspirado no livro de John Green e que muitos fizeram campanha para elencar na trilha sonora oficial do filme.

- Alt-J: estava eu lá, de bobs no twitter, quando a Maggie Stievfater, Regina Corvus, rainha do meu coração, começou a surtar em capslock por causa do novo álbum de uma banda aí que nunca ouvi falar. Aí eu entrei no spotify e a minha vida acabou. Desde que conheci a banda, não escuto outra coisa e as músicas do novo album são muito, muito boas. Destaque para Left Hand Free e Leaving Nara. (adendo da Dayse: e para Dissolve Me)

Conan acha que você deveria ouvir Alt-J.

  • Filmes:

- No Limite do Amanhã: Tem o Tom Cruise, mas prometo que é um dos melhores filmes (mesmo com o final não tão legal assim). Gostaria de dar parabéns para o Tom Cruise, que voltou a atuar bem e fiquei chocada, porque apesar do filme ser baseado em uma novela japonesa de sucesso (“All I You Need is Kill”, de Hiroshi Sakurazaka), quando esse homem quer, ele consegue estragar os filmes, mas esse não foi o caso de “No Limite do Amanhã”. Altas emoções e um ótimo enredo!!! <3

- Lucy: Se você é super fã do mais puro significado de ficção científica, eu super recomendo Lucy! É a mistura perfeita de quasi-trash com filosofia e questionamentos. Eu amei, amei, amei, um dos meus filmes favoritos, acho!

  • Séries e animes:

- “GEKKAN SHOUJO NOZAKI-KUN“: É GENIAL. SEM MAIS PALAVRAS. APENAS UMA IMAGEM:

Eu queria ter nascido como um bishounen esguio! Como odeio meus músculos!

Eu queria ter nascido como um bishounen esguio! Como odeio meus músculos!

Bônus: ele pode ser visto DE GRAÇA no Crunchyroll

- “OUTLANDER”: OLHA, ESSA RESENHA AQUI DIZ QUE O LIVRO DARIA UMA SÉRIE MUITO MELHOR E ELA TÁ CERTA!!!! NUM GUENTO VÊ JAMIE, MEU LABRADOR FAVORITO, EM CARNE E OSSO. E os atores são muito bons e a série conseguiu captar o ar de intriga política dos últimos clãs das Highlands de forma maravilhosa. Escorrem lágrimas de sangue dos meus olhos porque a série está em hiatus e só volta ano que vem.

 

Essa foi a imagem mais usada do mês entre os membros do NUPE.

Essa foi a imagem mais usada do mês entre os membros do NUPE.

- Danger 5: OK, essa é uma série australiana, INCRIVELMENTE TRASH, sobre um grupo de espiões cuja missão é matar Hitler. É tudo de absurdo que vocês podem imaginar, dinossauros andando pela cidade, Torre Eiffel sendo abduzida, um capitão com cabeça de águia… É MUITO BOM. Trailer aqui.

  • Jogos e outras coisas legais:

- PLANTS VS. ZOMBIES: GARDEN WARFARE: NUNCA JOGUEI, MAS SEMPRE TE AMEI.

- Plants vs Zombies 2: Porque tem um mundo novo, um modo de jogo novo, e o amor continua lá, firme e forte, apesar dos magos malditos que transformam suas plantas em ovelhas.

- Valiant Hearts: Um jogo com gráfico estilo HQ sobre a primeira guerra mundial, com vários POV. EU gosto como é uma história que não implica que alemães são os vilões, inclusive, um dos personagens principais é alemão! É simplesmente um jogo triste e bonito que mostra o tanto que guerras são uma droga. Me fez chorar e é lindo e um dos finais mais incríveis que já joguei! Veja o trailer aqui.

 

E é isso, pelo menos esse mês. Você tem mais alguma coisa pra recomendar? Ficou com vontade de saber mais sobre alguma das recomendações? Quer chutar quem recomendou o que? Perguntas, muitas perguntas. Até mês que vem!

Motivos para assistir: How to Get Away With Murder

29 de setembro de 2014 às 15:41, por

tumblr_n5ldsfMLDN1qzj5t4o1_250

Passo um: desacredite a testemunha.

tumblr_n5ldsfMLDN1qzj5t4o2_250

Passo dois: introduza um novo suspeito.

tumblr_n5ldsfMLDN1qzj5t4o3_250

Passo três: enterre a evidência.

tumblr_n5ldsfMLDN1qzj5t4o4_250

É assim que você se livra de um assassinato.

Então chega a Fall Season e se você, assim como eu, gosta muito de séries, mas também gosta de fazer coisas básicas como respirar, comer, dormir e viver, é necessário parar um minuto para pensar e tomar a terrível decisão de escolher: o que assistir? Pois é, meus amigos, eu sei que essa não é uma tarefa fácil e que dá vontade de sair acompanhando todas as 1092032980913801 séries ao mesmo tempo, mas um pequeno conselho de quem já tentou fazer isso: não dá certo. É simplesmente muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, muitas emissoras e muita concorrência. É preciso selecionar o que assistir para conseguir separar bem o tempo entre ver seriados e fazer outras coisas produtivas para a vida em sociedade.

Eu em 2011, quando decidi assistir todas as séries que eu queria

Eu em 2011, quando decidi assistir todas as séries que eu queria.

Nessa Fall Season, resolvi me desprender emocionalmente das séries e nem pesquisei quais seriam as estreias mais promissoras. Mas uma série nova que todo mundo estava comentando – incessantemente – foi a How to Get Away with Murder. Ela veio sendo veiculada como ‘a nova série de Shonda Rhimes’ (nossa querida Shondanás, criadora de Grey’s Anatomy e Scandal), mas na verdade a Shonda é só a produtora, e o nome é só uma jogada de marketing. Mas é um baita chamariz, e eu, apaixonado por Scandal que sou, coloquei essa série na minha lista de prioridades. E, meus amigos, não me arrependi.

Ah, então você tá começando a gostar dele... Deixa eu matar ele aqui pra você. (ELA É PIOR QUE O GEORGE R. R. MARTIN, GENTE, É SÉRIO)

Ah, então você tá começando a gostar dele… Deixa eu matar ele aqui pra você. (ELA É PIOR QUE O GEORGE R. R. MARTIN, GENTE, É SÉRIO).

How to Get Away With Murder é a história de um grupo de jovens ambiciosos, estudantes de direito, que tem a oportunidade de trabalhar com a professora Annalise Keating, uma das maiores autoridades americanas de direito criminal. A professora está prestes a montar um grupo com os quatro alunos que ela julgará mais promissores em sua turma, e passar pelo crivo dela não é das tarefas mais fáceis.

Mas então: essa série. Estou aqui para tentar te convencer a fazer igual a mim e abrir um espacinho a mais na sua agenda de séries para acompanhar esse novo turbilhão de dramas, reviravoltas e segredos que podem te deixar com um pouco de dor de cabeça (ou não, se você já é acostumado com uma boa novela mexicana). Essa é a lista de MOTIVOS PARA ASSISTIR AQUELA QUE TALVEZ SEJA A MELHOR ESTREIA DESSA FALL SEASON.

1 – A série não subestima a sua inteligência

Não tem nada que eu odeie mais do que série que acha que sou retardado. HTGAWM (começarei a usar essa sigla porque né, ficar repetindo esse nome gigante mil vezes nem rola) parte da premissa que você, espectador, está prestando atenção no que está acontecendo, e que por isso você não precisa de explicações desnecessárias para preencher os vácuos narrativos. Nesse primeiro episódio, por exemplo, isso fica evidente quando o caso do tribunal no qual a professora Keating está trabalhando é solucionado.

Você devia prestar atenção. É capaz de você aprender alguma coisa

Você devia prestar atenção. É capaz de você aprender alguma coisa.

2 – MISTÉRIOS, MUITOS MISTÉRIOS

Logo no início da série, somos jogados no meio de uma festa de faculdade. E somos apresentados a um grupo de quatro adolescentes que certamente fizeram alguma coisa muito errada e precisam resolver (rápido) como se livrar do que quer que tenham feito. E a gente só vai descobrir o que eles fizeram mesmo lá no final do episódio, só que ainda ficam dezenas de dúvidas: POR QUE ELES FIZERAM? COMO ELES FIZERAM? PRA QUE ELES FIZERAM? ETC ETC. Isso é instigante. Te dá vontade de ser o Obama e pedir pra emissora os episódios antecipadamente, sabe? É tanta coisa acontecendo e tanta resposta que precisa ser preenchida que a gente quer logo descobrir tudo de uma vez.

 tumblr_n5j8g9yVo21qieaoio5_250 tumblr_n5j8g9yVo21qieaoio6_250

3 – Diversidade (hell, yeah!)

Sou um grande defensor de diversidade em qualquer meio midiático, e acho que uma das características dos projetos da Shonda Rhimes é o de ser brilhante nesse aspecto. Nessa série não é diferente: a personagem mais competente dentro desse universo é uma mulher negra (que é casada com um cara branco), e o próprio protagonista é negro; temos um personagem gay que não é estigmatizado nem colocado como bonzinho; e também gente odiosa e misógina, porque o mundo não é perfeito. E nada disso é uma desculpa, sabe. Nenhum personagem usa suas características pessoais como forma de se vitimizar, e isso é simplesmente incrível.

tumblr_ncivjzDgyR1qhzql2o1_250 tumblr_ncivjzDgyR1qhzql2o2_250 tumblr_ncivjzDgyR1qhzql2o3_250 tumblr_ncivjzDgyR1qhzql2o4_250 tumblr_ncivjzDgyR1qhzql2o5_250 tumblr_ncivjzDgyR1qhzql2o6_250 tumblr_ncivjzDgyR1qhzql2o7_250 tumblr_ncivjzDgyR1qhzql2o8_250 tumblr_ncivjzDgyR1qhzql2o9_250 tumblr_ncivjzDgyR1qhzql2o10_250

4 – VIOLA DAVIS, SENHORAS E SENHORES

É isso aí, não preciso de argumentos com Viola Davis na equação.

abc16tvf-1-web

Então é isso. Esses são os meus argumentos. Não sei se foram o suficiente para te convencer, e se não foram, vamos lá, não custa nada baixar o piloto e dar uma olhada. São só uns 40 minutos e eu tenho certeza que você pode ver. Aí depois que você ver quero que comente aqui PORQUE EU PRECISO DE UMA SOCIEDADE SECRETA PARA DESENVOLVER TEORIAS SOBRE ESSA SÉRIE!!!

That’s all. Fui.

NUPE entrevista: Fernanda Nia

25 de setembro de 2014 às 19:46, por

BEM VINDOS, SERES ILUMINADOS! TUDO BEM COM VOCÊS?

Desculpa o capslock, mas é que eu tô animadíssimo! Acabei de fazer minha primeira entrevista para o NUPE (de muitas que estão por vir, aguardem) e foi com uma pessoa que se não é a mais fofa do mundo, elenca no mínimo o top 5.

Sem mais delongas, deixe-me apresentar a entrevistada como se vocês não tivessem lido o nome dela no título do post:

113291401411480G

Srta. Garrinhas estarrecida que não pediram permissão pro agente dela antes de tirar fotos.

Fernanda Nia é uma publicitária carioca conhecida pelo fanatismo por gatos, luta contra o crime e seu blog de tirinhas semi-biográficas, o Como eu realmente… - que ela produz desde 2011. Suas tirinhas tem um ar de casualidade maravilhoso que torna simplesmente impossível não se identificar. Ela consegue ir do hilário ao emocionante, do político ao aleatório, mas sempre mexendo com a gente. E este ano, para alegria geral da nação, ela lançou o primeiríssimo livro do Como eu realmente…, com conteúdo revisado, material inédito e várias surpresas pensadas com amor e carinho para os fãs.

Se você já é fã de longa data ou está se deparando com o nome dela pela primeira vez, não importa. Tenho certeza que o carisma da Fernanda vai te fazer querer botar o Como eu Realmente… nos favoritos logo de uma vez:

Vamos começar logo com a pergunta mais importante: você tem aquela saia florida e aquela blusa azul no seu guarda-roupa?

Hahahah, tenho sim. É um vestido. Aqui uma foto. Mas não tenho o usado muito (além de quando o visto à noite para combater o crime secretamente, shhhh).

Em uma escala de zero à Felícia, o quanto você ama animais? (bônus: Faz tempo que eu não vejo o Sargento Fofura, a Srta. Garrinhas fez algo com o coitado?!)

Amo demais! Mas não ao nível Felícia, que é um amor egoísta e doentio. Prefiro vê-los felizes, mesmo que prefiram ficar longe de mim. Quanto ao Sargento Fofura, é que eu não tenho um cachorrinho de verdade, infelizmente, então acabo tendo menos inspiração para fazer tirinhas sobre ele, hahahah.

Já aconteceu de alguém vir recomendar o “Como eu Realmente…” para você sem saber que você era a autora? 

Não, mas já aconteceu de eu ver pessoas lendo o site ou o livro perto de mim sem saber quem eu sou. Foi bem divertido, hahahah. Também já aconteceu de não acreditarem que eu sou a autora. Isso é mais divertido ainda, hahahahah.

Qual a ascendência do sobrenome Nia? Sério, ele é tão legal! Conheço pessoas que dariam o fígado para ter um sobrenome desses (sempre bom avisar, caso um dia você precise de um e não tenha problemas morais com casamentos por interesse). 

Então ainda bem que eu nem bebo e meu fígado está bem saudável pelo momento, hahahahah. (Ei, pode ir parando de desejar uma crise hepática pra mim aí! Tô de olho!) Nia não é um sobrenome, é só um apelido. E, por mais loser que isso pareça eu inventei ele pra mim mesma quando tinha uns 11 anos. Sério. Eu estudava com outras 5 Fernandas na mesma sala, e estava cansada de me chamarem pelo meu sobrenome. Então, como eu estava lendo muito O Diário da Princesa na época, e a protagonista é Mia, tive a ideia de Nia. Pois é, a fantasia acabou, hahahah.

Você sempre quis lançar seu material em formato físico ou a produção do livro foi tudo obra do destino? Como foi que tudo isso aconteceu?

Quando criei o Como eu realmente eu não tinha qualquer pretensão com ele. Claro que, conforme os anos foram passando e o público aumentando, eu via outros webcomics lançando livros e pensava que talvez algum dia poderia fazer um também. Mas nada próximo. Eis que surge na minha caixa de e-mail uma mensagem da Gui Liaga, minha agente literária, perguntando se eu não estava interessada em publicar algo. Nascia então o primeiro projeto de livro impresso do Como eu realmente. :)

E depois do lançamento, o que podemos esperar da Nia no futuro?

Bom, eu espero ganhar um pônei e desenvolver superpoderes algum dia. Definitivamente. Espera, a pergunta não era essa? Er… Sim, pretendo continuar criando. A carreira autoral é o meu xodózinho (pode usar essa gíria se tiver menos de 30 anos? Confere aí, por favor), e produzir conteúdo é a minha paixão. Teremos sim mais volumes do Como eu realmente. Fora isso, quem sabe alguma graphic novel também, ou quem sabe eu me aventure na ficção escrita. Veremos!

***

Consternados com a dúvida existencial de nossa entrevistada, nós do NUPE fomos verificar sobre o uso da palavra xodózinho por menores de 30 e…

arnaldo-disse-que-pode

A regra é clara: menor de 30 pode sim!

Agora de volta a entrevista:

***

Pergunta polêmica: você acha que as mulheres quadrinistas no Brasil estão conseguindo ganhar seu espaço no mercado?

Existem algumas quadrinistas brasileiras absurdamente talentosas e sensacionais conquistando espaço sim. Claro que ainda vai demorar MUITO para ganharmos uma visibilidade e um marketshare no mesmo nível dos homens, mas estamos caminhando aos poucos. O segredo é nunca desanimar e lutar por um futuro melhor (*bandeira brasileira flamulando atrás de mim nesse momento, por favor*).

Já que estamos aqui, faça sua contribuição para a discussão que tem se desenrolado aqui no NUPE: comer carne de sereia é canibalismo?

Canibalismo, total. Se são meio-humanas e têm pensamento racional, isso já é suficiente para classificá-las como um ser semelhante a mim. Mesmo se não for da mesma espécie, ainda é um canibalismo ideológico.

Queria aproveitar e agradecer seu engajamento social e político: seu blog prega o feminismo, a igualdade social, o voto consciente, e faz tudo isso com elegância e bom humor. São pequenas mensagens que podem causar grandes mudanças no mundo! 

Obrigada! Tento fazer a minha parte para trazer reflexão ao leitor sempre que possível. É sempre extremamente gratificante quando vejo que fiz alguém pensar.


E AGORA, UM MOMENTO JUNGUIANO:

O que você está lendo no momento: Prodigy, segundo livro da trilogia de Legend.

Uma música importante para você: Reflexos, do filme da Mulan. <3

Um Fandom: Sherlock

Um Guilty Pleasure: Colocar leite condensado demais nas coisas

Bolinhos ou Churros: Se o bolinho tiver um bom recheio, bolinho. Se não, churros.

Sabor de sorvete favorito: Torta alemã de doce de leite (JURO que tem uma sorveteria aqui no Rio que vende esse sabor!)

Qual personagem da Disney você gostaria de ser por um dia: A Bela, porque ela é podre de rica e pode literalmente passar a vida inteira lendo os milhares de livros da biblioteca. Além disso, o vestido dela é o mais divo.

Como você Realmente se sente dando entrevista: Muito animada! Acho que essa foi a entrevista mais divertida que eu já respondi, hahahaha.

Muito obrigado pela entrevista! E continue sendo incrível!

Eu que agradeço! É um prazer estar aqui no NUPE. Beijos e até a próxima, seus bolindos!

Para encerrar, deixo para vocês essa emocionante tirinha, que me deixou com lágrimas nos olhos quando a vi:

tirinha206

ALGUÉM ENTENDE ;-;

10 músicas para fazer você gostar de K-Pop (ou não, mas espero que você goste)

24 de setembro de 2014 às 21:11, por

Não sei se já falei, apesar de ser bem provável que sim, mas sou fã de K-Pop (fiz até um post sobre a Oppa Gangnam Style do Psy antes de fazer sucesso mundial) e estou sempre acompanhando as notícias desse povo todo e as novidades de lançamento de músicas e dos artistas! E para aproveitar que o K-Pop está se espalhando pelo mundo, inclusive pelo Brasil, decidi que era a hora de fazer um post com as dez músicas mais legais e que espero muito, muito, muito, MUITO, que façam as pessoas gostarem como eu gosto!

*PISCA PISCA*

*PISCA PISCA*

1) 2PM – Go Crazy

Falei do lançamento do MV dessa música na newsletter, no entanto, como sou uma songamonga, obviamente, esqueci de colocar o link para o Youtube. Sinto muito por isso, mas já expliquei o motivo (songamonguice). As roupas usadas nesse clipe são tão absurdas que se tornam divertidas de se ver! Principalmente a roupa de cortina do Nickhun (vocês não sabem quem ele é, mas quando as roupas aparecerem, vocês saberão NA HORA).

2) Taeyang – RINGA LINGA

Sempre que toca essa música, fico empolgada! E SUPER queria aprender a coreografia dela, porque ela é simplesmente sensacional e até o enjoado do meu irmão gostou dessa música quando ele ouviu e ISSO DEVE SIGNIFICAR ALGUMA COISA (não para mim, mas para pessoas enjoadas como ele).

3) Akdong Musician – 200%

Esses dois irmãos são as coisas mais fofas, esse clipe é adorável e triste e fofo e não dá nem para acreditar que eles só têm 18 e 15 anos (irmão e irmã, respectivamente)!!! E sabe o que é mais chocante ainda? Há dois anos, eles ganharam um concurso de música chamado K-Pop Star 2, o que significa que eles só tinham 16 e 13 anos… Eles são talentosos assim! :D

4) CL – 멘붕(MTBD)

CL é a líder da banda sul-coreana 2NE1 e, UGH, ELA É TÃO PODEROSA E TÃO GENIAL!!!! ARGH, QUERIA SER CHEIA DOS ESTILOS COMO ELA!!!! E CL DANÇA TÃO BEM E O RAP DELA É SUPIMPA DEMAIS, SABE? É UMA VIDA INJUSTA (para mim. A CL deve amar a vida dela)!!!!!

(essa é uma apresentação do 2NE1, no qual a CL introduz com o single solo The Baddest Female e depois começa a tocar MTBD)

5) Super Junior – Sorry, Sorry

UM CLÁSSICO, MEU POVO. UM CLÁSSICO.

É possível que você nem goste da música, mas te garanto que quando menos perceber você estará cantando “sorry, sorry” e fazendo o gesto da mãozinha e Super Junior se tornará uma banda muito legal do nada (aconteceu comigo, mas ainda sou uma mocinha dos singles, então só conheço as que tocam na rádio).

E só por motivos de curiosidade, existe um vídeo da Babi Dewet e do Pedro Brício do weareGDproductions no youtube deles dançando e cantando essa música na Bienal de São Paulo de 2012. Não vou colocar o link, porque nunca perguntei se poderia?? Então deixa quieto… MUHAUHUAHUAHAHAHAHA >D

6) Miss A – I don’t need a man

Posso dizer com toda a segurança do mundo, que essa é a minha música favorita do grupo! A música fala sobre mulheres que não precisam e conseguem sobreviver sem um homem e que mesmo sem ganhar muito dinheiro, pelo menos o dinheiro veio do suor dela e essas mulheres têm confiança o suficiente para viver sem um homem, principalmente se for um homem mimado. Parece besteira e algo de conhecimento geral, no entanto, numa sociedade machista como a sul-coreana, essa é uma mensagem MUITO forte.

7) Girls’ Generation – I Got a Boy

A verdade é que não sou lá fã de GG, gosto de algumas músicas, mas não posso negar o sucesso dessas meninas pelo mundo! Elas já se apresentaram no David Letterman antes mesmo do Psy fazer sucesso mundial. Legal, né?? Ah, e acho que parte da minha implicância é porque tenho um(a) vizinho(a) que passa dos limites do saudável, uma vez, a criatura tocou a música The Boys das oito da manhã às seis da tarde (não estou exagerando. Semana retrasada foi Mr. Mr. e foi horrível).

I got a boy é uma música bem diferente porque ela é como se fosse um pot-pourri de várias, mas ela é só uma e dá para notar e a música é legal justamente por isso. Ah! E no Youtube Music Awards 2013, as meninas ganharam o prêmio de Vídeo do Ano.

8) B.A.P. – No Mercy

Os meninos do B.A.P. precisam entrar na lista, porque essa música e essa dança são MUITO legais e eles têm um estilo bastante diferente das boy bands coreanas, meio meninos maus. <3

9) BIGBANG – Fantastic Baby

Não se fala de k-pop sem citar pelo menos UMA música do BIGBANG e não sou eu que vou mudar essa regra porque:

  • Essa é uma das poucas bandas que me fariam viajar para um show deles, sou uma VIP de carteirinha (é assim que os fãs de BIGBANG são chamados).
  • A Angel Sakura do Eu Insisto e do BIGBANG BRAZIL me mataria se eu fizesse uma lista de músicas de k-pop sem colocar NADA da banda mais amada do universo inteiro e da vida por ela.
  • MELHOR BANDA DE K-POP. BEIJOS.

10) 2NE1 – I Am the Best

Fiquei mil anos pensando em qual das músicas de 2NE1 seria a escolhida e pensei em colocar alguma do último CD delas, Crush, no entanto, acabei decidindo por I Am the Best mesmo, porque é a música mais famosa delas e fez tanto sucesso que até mesmo em festas que fui em boates, ela tocava! E, não sei, falar de K-pop sem falar dessa música é estranho demais e parecia que tinha algo faltando???? Não sei, Não sei.

Menções honrosas:

Agora me digam!

Ajudei vocês a gostar de K-Pop???? <3 <3 <3 <3

Rapidinhas: Como ser uma dama na Era Regencial

23 de setembro de 2014 às 18:54, por

RL29

OLÁ! Se você visita o blog a tempo suficiente, sabe que o “Rapidinhas” normalmente compila séries de pequenas resenhas de diversos livros. Dessa vez, fiz como a Valéria e agrupei alguns do mesmo gênero no mesmo post. E o gênero foi: Romance Histórico. Eu sei, a gente já teve um desses aqui, mas esses são títulos diferentes. Algumas pessoas chamam esse tipo de livro de romance de época, para diferenciar de livros de autores como a Phillipa Gregory e Bernard Cornwell, mas eu pessoalmente acho o título besta.

Enfim, nomes não importam, sentimentos são os únicos fatos.

Normalmente eu leio romances históricos enquanto estou em aula, porque eles são uma leitura rápida, cheia de sentimentos e que são diversão garantida – o entretenimento que preciso enquanto estou rodeada de teoria dos jogos, covariâncias e taxas de juros. Vou comentar dos 4 últimos que li aqui e todos eles são na Era Regencial (esse é o motivo do título do post!). A Era regencial é um período da história inglesa que compreende de 1811 a 1830 (você pode ler mais detalhes sobre isso aqui) e precede o reinado da Rainha Victoria. Foi a época que Jane Austen lançou seus livros, por exemplo, e existe toda uma subcategoria de Romances Históricos que se passam nesse período.

Mas vamos deixar de lenga-lenga e falar do que importa: REALEZA E GAROTAS REBELDES.

Love and other scandals, da Caroline Linden

16065684O que é: Temos aqui a Joan, que é “invisível”, a meio caminho andado de virar uma solteirona e cansada da vida chata que ela leva seguindo as regras. Por outro lado, temos Tristan, Lorde Burke, que é melhor amigo do irmão de Joan e trata a garota como o que ela é: TRETA. Joan não leva nenhum desaforo para casa e Tristan tem uma reputação um tanto duvidosa – e tudo isso leva a alguns escândalos quando, depois de um acidente, Tristan tem que dar uma de babá da garota.
Nível de FEELS: ALTO.
O que achei? Meu ponto fraco sempre é esses romances em que as garotas falam mais do que devem e os caras ficam meio irritados/atraídos/divertidos com o fato das garotas não seguirem o padrão. Em Love and Other Scandals, Tristan chama a Joan de harpia e toda vez que ela começa a reclamar com ele (com razão, diga-se de passagem)  ele fica “OH MEU DEUS PORQUE VOCÊ NÃO CALA A BOCA” e bate boca com ela. Ou seja: é super divertido. Além disso, tem um dos pontos que acho mais legais nos romance de época: inovações tecnológicas. O início do século XIX estava cheio de tecnologia surgindo a torto e a direito e a Linden explora isso muito bem!
A história é divertida, a escrita da Linden é muito boa e eu adorei os personagens. Foi uma ótima leitura.
Classificação: Quatro passeios de balão

No Good Duke goes Unpunished, da Sarah MacLean

16240497O que é: Temple é conhecido como Duque Assassino desde um dia, anos atrás, em que foi encontrado numa posição comprometedora no dia do segundo casamento do seu pai. Ninguém sabe muito bem sobre essa figura que aterroriza os devedores do Anjo Caído, o maior clube de apostas de Londres… até que Mara Lowe volta dos mortos para pertubar a sua vida.
Nível de FEELS: UGHHHH WHYYYY OMG
O que achei? Esse é o terceiro livro da série The Rules of Scoundrels, da Sarah Maclean, que é uma das minhas autoras favoritas de romance. Eu fiz a sinopse super vaga para não estragar a história, porque é algo interessante de ir descobrindo ao longo dos volumes. Eu normalmente digo que não precisa ler as séries de romance na ordem, mas nessa aqui VOCÊ PRECISA ler o terceiro e o quarto na ordem. O primeiro e o segundo não tem tanto problema de serem trocados.
Enfim, várias pessoas que acompanham a série tiveram problemas com esse livro porque a personagem da Mara é insuportável. Não vou elaborar muito, mas eu, que costumo ser bem aberta para falhas de personagens, passei 150 páginas do livro odiando ela. Mas eu prometo para vocês que ela melhora – e as trocas entre ela e o Temple no livro ficam cada vez melhores. É um livro sobre redenção e sobre perdão, sabe. Há um motivo por trás de cada comportamento detestável da Mara e eu gostei muito do livro. Além disso, tem um porco e órfãos, o que torna a história ainda melhor.
Classificação: Quatro nocautes em um ringue de boxe

The Bride Says Maybe, da Cathy Maxwell

18052947O que é: Tara Davidson costumava ser a jóia de Londres, mas um escândalo a derrubou. Agora, morando na Escócia com seu pai endividado, se vê obrigada a casar com Breccan Campbell, o laird do clã Campbell e um homem bruto. Tara pode até ter aceitado se casar com ele – mas será que ele será capaz de fazê-la amá-lo como ele a ama?
Nível de FEELS: CARAS DE KILT
O que achei? Eu normalmente gosto dessas histórias em que eles se casam no início e vão aprendendo a se gostar do tempo. O que mais me atraiu na sinopse é o fato de se passar na Escócia e de ser uma batalha entre uma moça extremamente educada que adora Londres e o chefe de um clã rústico nas maneiras e tal. Apesar da história não ser de todo ruim e ser divertidinha, a escrita da autora é bem repetitiva. Tem alguns parágrafos que são tipo: “Ele não deveria gostar dela. Ele era escocês. Ela não podia derreter seu coração assim. Ele não era esse tipo de homem” e assim eternamente. Isso irrita e tira o ritmo de leitura. Além disso, não houve um foco muito grande no crescimento pessoal dele, o que num gênero como o romance cujo o foco É o desenvolvimento pessoal, é uma falha grave. Eu recomendo para quem quer se divertir, mas não é o melhor livro do gênero.
Classificação: Dois cachorros atrevidos

 

The Wicked Wallflower, da Maya Rodale


17333913O que é:
Lady Emma Avery acidentalmente anuncia seu noivado com o Duque de Ashbrooke, o homem mais cobiçado da realeza inglesa. O que ela não espera é que o homem que ela nunca viu aceite fingir que é verdade – desde que ela cumpra suas condições.
Nível de FEELS: …QUANTA OUSADIA misturado com ISSO NÃO TÁ CERTO
O que achei? Eu não tenho muitos problemas com anacronismos em romances históricos, mas tem algumas coisas que me fazem sentir idiotas quando eu leio. Tipo uma moça VIAJAR com seu NOIVO para o interior SEM ACOMPANHANTE. Esse foi o maior pecado desse livro, que é até consideravelmente divertido. Os personagens são divertidos e o Duque de Ashbrooke tem como objetivo construir uma máquina diferencial (caham – um computador primitivo) e precisa limpar a sua reputação. Isso é bem legal, né?
Que pena que a autora estrague a ideia colocando coisas que não parecem muito verossímeis e uma resolução pro mistérios do noivado que é… sério mesmo? É um bom passatempo, porém.
Ah, aparentemente a autora tem uma série contemporânea que conta exatamente a mesma história, só que nos dias atuais????? Não entendi.
Classificação: Dois ACOMPANHANTES PARA A EMMA.

Bear – Bianca Pinheiro

22 de setembro de 2014 às 14:04, por

1081-20140529133836

Editora: Nemo

Formato: 20 x 34 cm

Páginas: 64

Sinopse: “A pequena Raven tem um problema: de algum modo ela conseguiu se perder de seus pais e de seu lar. Em sua busca, ela se depara com um urso marrom (ou seria alaranjado?) que, apesar de rabugento, aceita ajudá-la nessa empreitada. A jornada desses dois acaba de começar.”

Uma menina sem um dente da frente e um urso mal humorado não é exatamente o que pode se chamar de uma dupla comum (ou qualquer tipo de dupla, na verdade), mas na história em quadrinhos “Bear”, que teve seu primeiro volume em papel publicado pela Editora Nemo, a união desses dois fatores pouco comuns funciona tumblr_inline_n3qhiqZHtk1qaqao4perfeitamente. Raven é uma garota baixinha de touca azul e animação acima da média, e Dimas é um urso acima do peso – mesmo que não concorde muito com isso – que só quer ser deixado em paz e, enquanto está dormindo tranquilamente em sua toca, é acordado por Raven, que está à procura de seus pais.

O mote para o desenvolvimento desse primeiro capítulo é simples: é a história de uma busca e o tumblr_inline_n3qhj6RupL1qaqao4desenvolvimento de uma amizade pouco usual entre duas pessoas completamente diferentes. Uma das coisas que mais me atraiu em “Bear” é o completo altruísmo de Dimas, que não ganhará nada ajudando Raven, mas que mesmo assim decide ajudá-la em sua jornada – até porque, sozinha, ela provavelmente morreria intoxicada por frutas venenosas ou morreria de fome por falta de planejamento.

tumblr_inline_n3qhk6NYhA1qaqao4Nesse primeiro capítulo, os dois acabam parando na Cidade das Charadas, um lugar no qual TODOS estão interessados em te propor algum desafio, por mais que você não queira, e onde uma capivara toma conta de um bar (sim, uma capivara. SENSACIONAL!) e o Rei é um narcisista que mantém a resposta da maior charada de todas.

“Bear” é um quadrinho de traços extremamente bonitos e limpos. A história nasceu como uma webcomic no Tumblr – que ainda continua disponível, com publicação semanal – e um de seus principais e mais legais elementos é a inserção de gifs animados no meio da narrativa, que dá um ar incrível de movimento, principalmente aos desenhos que Raven faz ao longo da história. Infelizmente, esse é um recurso que foi perdido com a versão impressa, mas não posso dizer que tenha prejudicado a leitura. Quer dizer, meu primeiro contato com “Bear” foi através do volume impresso, e só depois resolvi dar umatumblr_inline_n3qhjtoUMR1qaqao4 olhada no Tumblr, e não sinto que tenha perdido muito da história em relação às animações. Acho que conta mais como um detalhe legal do que como um recurso narrativo indispensável, nesse caso (mas não sei se os gifs fazem mais diferença mais pra frente) (espero que não).

Uma das coisas mais legais de “Bear”, além do traço lindo, são as referências que a Bianca Pinheiro consegue incorporar ao longo do texto: temos a participação de um garoto de tumblr_inline_naknwq6SMG1qaqao4cabelos loiros muuuuito parecido com o Link (o nome dele não é Zelda e espero que você saiba disso) e conhecemos a história de um encanador bigodudo que conseguiu fugir da prisão da Cidade das Charadas. Além disso, temos o Popeye, o Rafiki, a Leeloo e mais um monte de gente legal (ALÉM DA PRÓPRIA BIANCA, QUE FAZ UM ORÁCULO!).

Além de tudo isso, “Bear” também guarda algumas críticas bem bacanas e sutis, que em nenhum momento parecem forçadas: a sutil inserção de homens engravatados e em preto-e-branco que mandam a Oráculo voltar ao seu trabalho e impedem que ela faça o que gosta; Dimas falando em como é estúpido fazer fila depois de pegar uma senha; ou dizendo que não pode vencer todo mundo na base da força só porque é maior, entre outras coisas.tumblr_inline_naknudoz2v1qaqao4

O que fica no final do primeiro volume de “Bear” é a vontade de continuar lendo. Meu único problema com a versão impressa é o tamanho do papel, que teve de se adequar ao formato da webcomic e acabou ficando um pouco grande, o que torna difícil de segurar e manusear durante a leitura. Mas isso não é um grande problema, e realmente é a última coisa com a qual você deve se preocupar, porque a história é realmente ótima e o traço é realmente lindo demais. Não é à toa que a editora Nemo ganhou três prêmios HQ Mix (a premiação mais importante para os quadrinhos nacionais)! Espero que ela continue publicando coisas tão legais quanto “Bear”, e que continuemos vendo o mercado de quadrinhos nacionais crescer mais.

Classificação: Cinco potes de mel

Até mais!

(ESSE LIVRO FOI UM OFERECIMENTO DA EDITORA NEMO)

Alimentando a sua Tânia interior: Cupcake de Negresco!

17 de setembro de 2014 às 18:57, por

Todo mundo que me segue no twitter sofre horrores porque adoro compartilhar FOOD PORN (food = comida; porn = pornô. Ou seja, comidas tão gostosas que são pornográficas) e, um belo dia, compartilhei a foto de um cupcake de Oreo e a coisa mais linda aconteceu: a Lais do NerdfightersBR me passou a mais linda receita de cupcake de NEGRESCO (dá para usar Oreo também, mas todos sabem que NEGRESCO é infinitamente mais gostoso)!

Então, resolvi testar a receita e compartilhar a experiência com vocês.

"Eu não posso evitar. Eu gosto de comida boa, OK?"

“Eu não posso evitar. Eu gosto de comida boa, OK?”

Antes de iniciar a aventura propriamente, preciso avisar que se você for remotamente como eu na cozinha, tudo ficará limpo, menos você. Dessa forma, recomendo o uso de avental (não uso porque me irrita), não esteja de banho tomado e use roupas que possam ficar sujas, a não ser que você seja a minha mãe que consegue fazer todas as sobremesas do mundo quando já está pronta para sair de casa.

A receita rende 12 cupcakes grandes ou 22 cupcakes pequenos, aí vai depender de você, no meu caso, como não tenho forma para os pequenos, fiz os grandes mesmo.

Para a massa você vai precisar de:

  • 100 gramas de manteiga em temperatura ambiente (se você comprar o tablete, é só usar metade dele) e a manteiga ser com ou sem sal vai depender do seu paladar. Eu, particularmente, não gosto de nada EXTREMAMENTE doce, então comprei a com sal.
  • 2/3 de xícara de açúcar
  • 3 ovos (pelos deuses, não se esqueça de lavá-los antes de quebrar, parece besteira, mas não é). Lais disse que é melhor não lavar  os ovos por deixar a casca mais porosa nos comentários. Ela é a expert e EU ACREDITO NELA.
  • 1 colher de chá de essência de baunilha
  • 1 xícara e 1/2 (meia) de farinha de trigo
  • 1 colher de chá e 1/2 (meia) de fermento
  • 1 pitada de sal (se você não usar a manteiga com sal e tudo o mais).
  • 1/4 de xícara mais 3 colheres de sopa de leite (apesar da receita que a Lais passou falar dessas três colheres, fui no olhômetro mesmo, porque olha minha cara de quem vai sujar mais louça ¬¬)
  • 12 metades de Negresco com o recheio e inteiras (ou Oreo) (sim, ESTOU TE JULGANDO SE VOCÊ USAR OREO)
  • 12 metades de Negresco sem o recheio e essas podem se quebrar à vontade (se for Oreo, CONTINUO TE JULGANDO).

O primeiro passo é pegar o pacote de NEGRESCO (nem vou comentar do Oreo, por motivos óbvios), separar o biscoito, colocar a parte com recheio na parte debaixo da forminha com o recheio VIRADO PARA CIMA e pegar os biscoitos sem o recheio e esmigalhar. Dá para triturar também, mas a graça está nos pedaços grandes e não só no farelo.

O meu esquema é quebrar em pedaços, colocar num saquinho de comida e bater com a colher de pau, o único problema é que o saquinho pode rasgar, então faça isso em cima do recipiente da batedeira.

FIca assim no saquinho!!

Fica assim no saquinho!!

O segundo passo é misturar a farinha, o fermento e o sal, porque na hora de acrescentar, tudo vai de uma vez só e, aliás, eu gosto de passar na peneira, porque me livro de todas as pedrinhas e a massa fica mais homogênea (parece que sou expert em homogeneidade de massa, mas, fora as pedrinhas, não vejo diferença. É que nos programas de comida, os chefs sempre falam isso e quero aparentar chiquereza).

O terceiro passo é bater a manteiga e o açúcar por três minutos até formar uma massa fofa e linda que parece buttercream, depois de alcançar esse ponto, acrescente a mistura do segundo passo e deixa a batedeira fazer o trabalho dela. E, gente, não façam como fiz nos meus tempos de novata: antes de bater, misture os ingredientes, porque aquela mistura é pó e se ela for adicionada sem dar uma misturadinha antes, vai tudo voar.

O quarto passo é acrescentar os ovos um a um (como sou cheia das histórias, quebro os ovos em outro lugar. Teve uma vez que eu e minha prima estávamos fazendo um bolo e na hora de colocar os ovos, um deles tinha um pintinho morto. Foi horrível), depois adicionar o leite de pouco a pouco, a essência de baunilha e, por fim, o Negresco picado.

Minha massa ficou assim e essa foi o negócio que usei para colocar a massa em cima dos biscoitos na forminha. Você pode usar colher de sorvete também!

Minha massa ficou assim e essa foi o negócio que usei para colocar a massa em cima dos biscoitos na forminha. Você pode usar colher de sorvete também!

Sacuda  e bata a forma de leve para a massa ficar mais ou menos reta (ela nunca fica reta de verdade, por conta dos pedaços de biscoito *_*)

Sacuda e bata a forma de leve para a massa ficar mais ou menos reta (ela nunca fica reta de verdade, por conta dos pedaços de biscoito *_*)

Antes que eu me esqueça, enquanto a massa está sendo preparada, coloque o forno para preaquecer em 150 °C, capisce???

Os cupcakes estão assando, então agora é a hora da cobertura (que é a melhor parte e ela ficou tão boa que até o que sobrou não ficou):

  • 1/2 (meia) xícara de cream cheese (na real, essa medida dá quase o pacotinho inteiro. Você tem que ignorar 30 ml. Daí você guarda para passar no pão, sei lá).
  • 3 colheres (45 gramas) de manteiga em temperatura ambiente. Mais uma vez, tem a medida no tablete é só chutei o que seriam os 5 gramas a menos e como comentei antes, tenho pavor de excesso de açúcar, por isso usei a mesma manteiga com sal.
  • 1 xícara e 1/2 (meia) de açúcar de confeiteiro (é aquele usado para glacê e tem em qualquer lugar)
  • 1/2 (meia) colher de chá de extrato de baunilha (que é diferente de essência, contudo, dá para usar a essência tranquilamente e foi o que eu usei, porque não achei extrato e passei por uma saga só pela essência que estava em falta em todos os lugares que eu ia. Foi ridículo)
  • 1/2 (meia) xícara de Negresco triturado (um pacote contém 14 biscoitos. Eu comi os dois que sobraram, então abri outro pacote e quebrei quatro!)

Bata o cream cheese e a manteiga de 3-5 minutos em velocidade baixa/média até que fique uma massa fofa (E BRILHANTE. SÉRIO. É PERFEITO), adicione o açúcar aos poucos (recomendo seriamente peneirar o açúcar de confeiteiro, porque ele cria MUITA pedrinha). Depois de colocar todo o açúcar, acrescente o extrato de baunilha (ou essência) e o Negresco triturado e bata por mais 1-2 minutos até tudo misturar!

Esta é a cobertura depois de batida!!!

Esta é a cobertura depois de batida!!!

O cupcake demora 15-25 minutos para assar, que é o tempo de lavar a louça e preparar o saquinho e o biquinho para confeitar. Como tenho as habilidades de um pato na hora de usar esses equipamentos avançados, fui limpar a cozinha. Quando os cupcakes ficarem prontos, retire-os do forno e deixe-os esfriar antes de passar a cobertura ou ela vai derreter ali em cima.

Eles ficam assim depois de assados! Os gigantes são gigantes porque eles tem mais pedaços de Negresco e-

Eles ficam assim depois de assados! Os gigantes são gigantes porque eles têm mais pedaços de Negresco e—

Como fica bastante cobertura, aproveitei para usá-la como recheio também, mas dá para colocar ganache no meio e boto a mão no fogo que ficará uma delícia! Hmmm, sobre as minhas habilidades de pato, usei uma colher para confeitar e coloquei uns pedaços de Negresco quebrado em cima para as pessoas acharem que eu sabia o que eu estava fazendo com a cobertura.

Tem um parcialmente comido, porque alguém (EU) tinha que testar para saber se não estava envenenado ou se estava gostoso ou se estava apropriado para o consumo humano.

Tem um parcialmente comido, porque alguém (EU) tinha que testar para saber se não estava envenenado ou se estava gostoso ou se estava apropriado para o consumo humano.

DICAS DA LAIS:

  •  Colocar apenas a massa em 2/3 da forminha do cupcake! (coisa que fiz e esqueci de dizer, porque… nem sei o motivo)
  • Ao invés de ficar esperando que nem eu, você pode colocar a cobertura na geladeira por 10 minutos para ficar mais durinha e fácil de manusear!

Apesar de todas as adaptações da receita que fiz, o cupcake de Negresco foi um sucesso e está completamente aprovado. Mês que vem, volto com mais uma receita. Pensei em torta alemã ou brownie mexicano ou risoto de alho-poró, o que vocês acham?

Ah! E não posso me esquecer de comentar que apesar de ter esse post aqui no blog, temos um tumblr do NUPE SÓ DE COMIDA e essa receita vai para lá obviamente, porque o que é bom tem que ser compartilhado: Cozinha Nada Épica.

Hasta la vista, muchachos.

Hasta la vista, muchachos.

Dreams and Shadows, de C. Robert Cargill

16 de setembro de 2014 às 18:45, por

15818357“Monsters are real. Very real. But they’re not just creatures. Monsters are everywhere. They’re people, they’re nightmares. They’re jealous viziers. They are the things that we harbor within ourselves. If you remember one thing, even above remembering me, remember that there is not a monster dreamt that hasn’t walked once within the soul of a man.” *

Olá, tudo bem, pessoas? Eu sou o novo estagiário do NUPE. Por aqui eu sou popularmente chamado de “O Diego do ConversaCult”, mas, né, acho que isso é meio longo, então podem me chamar só de Diego mesmo que eu tô de boa. Estreio no blog com a resenha de um livro que me deixou em conflito e na esperança de que falar sobre ele me ajude a decidir minha opinião.

Dreams and Shadows se inicia com a história de Jared e Tifanny Thatcher, um casal comum que encontrou o amor cedo e formou sua família com o nascimento do jovem Ewan. Mas o bebê é trocado certa noite por um Changeling – uma criatura que se alimenta de sofrimento. A troca de crianças é uma prática comum na comunidade das fadas, que precisa descartar essas crianças corrompidas em um local em que elas possam se alimentar. E assim o rebento-monstro fez, chorando ininterruptamente, causando pesadelos em sua mãe, fazendo-a passar por maluca diante dos médicos e a levando ao suicídio. O recém viúvo, atormentado com a visão de sua mulher morta, pega a criança e tenta descartá-la em um lago próximo, onde é morto por uma criatura das profundezas – que inclusive adota o Changeling órfão.

Acho que essa descrição, que resume apenas o primeiro dos quarenta e oito capítulos, serve bem para exemplificar o teor da história. A narrativa é pesada, trazendo o lado mais macabro das fadas e dos seres mágicos. E embora esse capitulo tenha servido apenas para introduzir dois dos personagens principais, Ewan e Knocks (o nome do Changeling), umas das coisas que eu mais gostei é que os Thatcher não são esquecidos. Embora secundários, eles fazem mais participações na narrativa, mesmo estando mortos (Tifanny descreve como é o inferno em um capitulo, por exemplo).

tumblr_n803tdEGQq1tbp6zjo1_500

“Eu sou a sombra na lua à noite, preenchendo seus sonhos inteiros com terror”. É tipo isso, só que pior.

O outro personagem central da história, e protagonista da série (pois já há uma continuação para o livro, chamada Queen of the Dark Things), é Colby, um rapaz de vida miserável e pouca perspectiva que acaba se deparando com um Djinn chamado Yashar, que lhe concede desejos sob a condição do garoto não o esquecer – pois o esquecimento é a única forma de matar Djinns. Mas o que o menino deseja muda a vida dos dois para sempre: Colby pede para conhecer todo o universo mágico. Todos os seres, criaturas e locais.

E, muito a contragosto, sabendo que isso era uma PÉSSIMA ideia (e o primeiro capitulo é uma boa dica do porquê), Yashar assim o faz.

A partir daí, a história se divide em duas partes. Na primeira, vemos Colby conhecendo o reino de Limestone, onde Knocks e Ewan vivem. O menino está sendo treinado para se tornar uma fada e Colby logo cria uma forte amizade com ele. Já o Changeling conseguiu sobreviver da agonia das vítimas de suas mães adotivas, criaturas do lago, e cresceu em eterno ódio do menino que ele substituiu. Ainda por cima, sua atual paixão, Mallaidh, só tem olhos para Ewan. Mal sabe a criatura que a menina é uma Leanan Sidhe, uma fada que se alimenta da energia romântica e é naturalmente atraída por humanos. Em suas interações com esse elenco de seres fantásticos, Colby descobre mais sobre o destino de Ewan no reino das fadas e toma uma decisão ousada a respeito disso.

Já a segunda parte nos mostra os personagens já na faixa dos vinte anos. Colby conheceu todo o mundo mágico e se tornou um jovem entendido, porém amargo e solitário, que passa seus dias entre livros e bares junto de Yashar. Mas ele logo descobre que ainda existem consequências de sua primeira aventura na infância para serem resolvidas – e que elas podem ser fatais.

Here we are fourteen years later and children are still slaves tho their wishes. You’d think growing up would change that, but it only makes it worse”**

O que é incrível nessa história é o trabalho de resignificação dos elementos fantásticos. É tudo bastante intrincado e bem amarrado. Nem tem como não ficar impressionado com a construção de mundo que o autor faz. Muitos desses elementos são apresentados em capítulos que parecem excertos de livros técnicos sobre o mundo mágico, expondo de forma quase científica o comportamento de fadas ou a história dos gênios – coisa que não agrada a todos os leitores, devido ao ar de interrupção na história, mas eu adoro. Neste caso, em particular, o autor soube criar algumas reviravoltas bastante interessantes utilizando esse recurso.

tumblr_nbvz1mGrDu1snz8koo1_500

Zooey Deschannel depois de ler esse livro: “É possível que eu ainda esteja em estado de choque”.

O que prejudicou a minha leitura foram os personagens. A principio, é de se pensar que a simplicidade deles é compreensível. O livro explica que fadas são seres um pouco planos por natureza, enquanto que os demais personagens são apenas crianças. Mas a sensação não passa quando o livro entra na sua segunda parte. É como se os personagens tivessem sido feitos para contar a história, e não o contrário. Achei difícil sentir empatia em alguns momentos, e isso é péssimo. Tamanha é a falta de sintonia que até agora não criei ânimo para ler a continuação. Estou curioso, sim, mas para conhecer o universo da história, não o que acontece com Colby.

Então está aí meu drama: eu gostei muito do livro, mas não acho que o tenha feito pelos motivos certos. Isso ainda me incomoda um pouco. Dei quatro estrelas para ele (diria que é um 3,5), e certamente vou ler a continuação para me decidir, pois o trabalho do autor foi suficientemente bom para me convencer a isso, mas talvez não seja uma recomendação generalizada. Eu tenho certeza que nem todo mundo vai gostar desse livro.

***

* tradutores de plantão, por favor não me odeiem: “Monstros são reais. Muito reais. Mas eles não são apenas criaturas. Monstros estão por toda a parte. São pessoas, são pesadelos. São vizires invejosos. Eles são todas as coisas que abrigamos dentro de nós. Se tem uma coisa que você precisa lembrar, até mais do que de mim,  é de não há monstro imaginável que não já não tenha andando na alma do homem”

** “Aqui estamos quatorze anos depois e crianças ainda são escravos de seus desejos. A gente pensa que crescer mudaria isso, mas só faz tudo piorar”

A Fall Season está aqui!!!

15 de setembro de 2014 às 21:52, por

FINALMENTE!

2014 marca a minha sétima Fall Season, que apesar de ser também o nome da estação, significa que tem séries novas começando e séries antigas retornando! Sete anos acompanhando série é pouca coisa, eu admito, mas dá pra ter uma noção do que faz sucesso ou deixa de fazer sucesso nos EUA (e meio que por consequência, aqui no Brasil também).

Esse post é uma reflexão de coisas que eu aprendi observando e estudando (na faculdade, de verdade mesmo) um pouco sobre séries. No final tem algumas dicas de coisas que eu quero ver e ai você divida comigo o que você quer ver também, ok?

  • O ditado antigo diz: Nunca julgue uma série pelo Pilot.

gif16

Algumas séries tem pilots muito bem feitos e muito bons e não conseguem se desenvolver (ou finalizar) tão bem depois. É importante lembrar que pilots são o que a emissora vê antes de comprar o projeto, então não dá pra se iludir muito que o pilot perfeito é igual a uma série perfeita, já que ele provavelmente teve muito mais preparação e pré produção do que a série será capaz de oferecer posteriormente, em uma temporada regular de 22 episódios.

Kenneth-i-love-television

Com o fiasco do final de HIMYM eu vi vários comentários sobre pilots e episódios finais e o mais interessante deles era que você espera chegar no final da série (claro, se ela tiver a sorte de poder ter um final planejado) e não reconhecer as personagens do pilot. O que significa que se a personagem é muito imbecil no primeiro episódio, uns cinco episódios depois você já pode ter caído de amores. O nome disso é desenvolvimento de personagens e quando é bem feito, é quase melhor que chocolate.

  • O que me leva a outro ponto

Nem sempre pilots ruins significam séries ruins. The Office é a minha série favorita e eu reconheço que pra quem está vendo pela primeira vez, não é um bom pilot. É uma cópia da versão britânica e não dá pra simpatizar com ninguém. No se.gundo episódio, no entanto, a série começa a buscar o seu próprio rumo e só melhora (tanto que durou nove temporadas! Você já viu The Office? Deveria!).

theoffice-kevin

Pilots ruins podem ser consequência de tentar explicar tudo para quem está assistindo de uma vez. É que nem livros de ficção que parecem enciclopédia nas primeiras páginas, tentando explicar porque as coisas são do jeito que são. Não é uma coisa interessante, porque o legal é que você fique interessado e curioso o suficiente pra saber onde isso vai parar, mas acontece bastante. Não estou dizendo que todo pilot ruim vai render séries boas, mas acontece.

  • Dica final

Não descarte séries que você ficou interessado nas prévias por causa de pilotos que não te deram motivação pra continuar. Tente mais um pouquinho, de verdade. Minha recomendação é de ver pelo menos três episódios para dramas (séries de 40 minutos) e pelo menos seis para comédias (séries de 20 minutos). Se não funcionar mesmo assim, pelo menos você tentou. Claro, ninguém é obrigado, mas como eu já disse, não dá pra julgar uma série inteira pelo pilot. É super frustrante quando alguém fala que não gosta de uma produção e ai você vai perguntar se já viu e a pessoa diz “Sim, o primeiro episódio e ODIEI!!!!”. Oh well.

Escrevi demais, então eu vou finalizar o post falando do que eu acho que vai ser bom e do que eu planejo acompanhar (aposto que de todas vai sobrar só uma ano que vem).

Selfie

Já tem o pilot, que eu amei. É fofa, série propícia pra explorar desenvolvimento de personagens (sabe quando o OTP se odeia à primeira vista e ai é amor à segunda vista? Meu tipo favorito!), tem a Karen Gillian e o John Cho e é uma adaptação moderna de My Fair Lady! Trailer!

A to Z

a-to-z-nbc-tv-show-cast

Também já tem o pilot, que eu gostei bastante. Não sei se essa série vai durar muito ou se eu vou continuar gostando (tem uma vibe 500 dias com ela, que eu não gosto de jeito nenhum), mas eu espero que faça sucesso porque a protagonista é a Cristin Miliotti, a mother de HIMYM, que teve um final lixo e um desenvolvimento pior ainda. Trailer!

Marry Me

Marry Me - Season Pilot

Eu era muito apaixonada por Happy Endings e quando acabou eu sofri um baque profundo. É legal ver os atores espalhados pela televisão, mas mais legal ainda é outra série do criador, com a Casey, que fazia a Penny em HE. Descreveram a série como YEAR OF PENNY e isso já me basta. Além do mais, essa onda de séries que giram em torno de casais me deixa muito feliz, já que as comédias românticas do cinema estão TERRÍVEIS. Trailer!

Red Band Society

Red_Band_Society_Group_LY2-photos-lightbox-tbd

Se passa em um hospital e muita gente já descreveu como se fosse “A culpa é das estrelas” encontra “Clube dos Cinco”. Eu gostei bastante do pilot e eu acho que a série tem potencial pra ser uma das queridinhas da temporada, porque quem não ama chorar muito toda semana? Já tem o pilot disponível também. Trailer!

Jane The Virgin

jane-virgin-trailer-cw

Eu estou MUITO empolgada por essa, o que é um erro, já que é uma série da CW sobre gente normal. Depois que a CW virou o canal de criaturas sobrenaturais/enfrentando o sobrenatural/super heróis, me cansou bastante e eu agora só acompanho Hart of Dixie, que provavelmente vai ser cancelada também. Jane The Virgin é adaptação de uma novela da Venezuela, sobre uma menina que fica grávida por meio de uma inseminação artificial feita de modo errado, mas continua sendo virgem. Amo esse tipo de coisa, então estou torcendo pra dar certo. Trailer!

Gotham

Gotham-TV-Show-Cast-Photo

Não sou fã de super heróis e acabo largando as séries no meio do caminho, mas vou dar uma chance pra Gotham porque parece um procedural policial dentro do universo do Batman – que eu não conheço nada também. Talvez meu motivo oculto pra ver essa série seja matar as saudades do Ben McKenzie, o Ryan de THE O.C.! Trailer!

How to get away with murder

140513135837-how-to-get-away-with-murder-abc-story-top

Essa série está sendo divulgada como a nova série da Shonda Rhimes, mas quem criou não foi a Shonda, o que me dá confiança de continuar. Eu adoro a Shonda e o que ela representa para a TV, mas não consigo confiar nela depois de Greys Anatomy e só anos de terapia vão conseguir lidar com isso. Tem a Viola Davis e isso já é motivo pra me fazer assistir. Tem esse perfil fantástico dela no NYTimes, que vale muito a pena ler. É a série que tem mais hype de TODAS AS NOVAS ESTREIAS, então eu acho que pode se sair SUPER BEM (e acho que dessa lista aqui, é a única que vai realmente durar). Trailer!

Além dessas, eu estou empolgada para Madam Secretary, black-ish, State of Affairs,  Bad Judge, Fresh Off The Boat e algumas outras.

Nesse post do TVLine tem uma lista com as datas de estreia e retorno das séries, pra você se organizar melhor. Eu planejo fazer um post mais ou menos em novembro, porque a maioria das séries já vai ter sido exibida e ai eu falo o que eu achei dos pilots que eu vou ver.

O que você planeja assistir?