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Minha Iniciação no Mundo dos Doramas pt 3 – Final

31 de julho de 2015 às 16:03, por

Oláá! Voltei para a última parte da minha iniciação. Confesso que depois desses doramas eu ainda não terminei nenhum outro, apesar de ter surtado com outros que comecei. Essa última parte é composta por 3 dramas e 1 webdrama minúsculo que poderia ter tido mil cenas a mais que eu não iria reclamar nem um pouco mesmo se fosse só de enrolação.

Esses últimos doramas da lista foram os que me fizeram perceber, ou definir, qual é o meu estilo de romance preferido. Esse final de iniciação também me fez perceber que estou MUITO mais viciada em kpop do que em kdramas, mestre Vitor fez o serviço bem feito. Ou não, porque eu gosto dos bias e dos ships que ele não aprova HAHAHA

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O que o KPop fez com os doramas na minha mente.

Bom, voltando aos dramas, os escolhidos foram:

Emergency Couple (Eunggeubnamnyeo) (2014)

Acho que vi essa coisa linda em dois dias? Foi logo quando eu operei e tive que ficar de repouso absoluto. Não tem coisa melhor do que fazer maratona de alguma coisa quando não se pode levantar da cama.

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Sim, um pouco.

Quem me conhece sabe que eu vivo numa relação de amor e ódio com Grey’s Anatomy por motivos óbvios que ninguém precisa explicar, só sofrer. Assistir Emergency Couple me lembrou MUITO o porquê de eu amar tanto Grey’s apesar dos pesares. Romances mega complicados misturados com casos médicos muito legais.

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Você não poderia ganhar de uma mulher de qualquer jeito. Foi assim que Deus nos criou.

Nessa história, o casal começa se casando logo na primeira cena, a partir disso já vemos eles sofrendo, brigando e consequentemente se divorciando. Os anos passam e eles se reencontram sendo colegas de trabalho na emergencia de um hospital. São 16 episódios ótimos e que vão te fazer achar que foi muito pouco.

Sensory Couple/The Girl Who Sees Smells (Naemsaereul Boneun Sonyeo) (2015)

Esse vi em maratona junto com a Val e a gente xingou muito no twitter! Mas xingamos de um jeito relativamente bom, já que foi porque achavamos a polícia muito idiota/burra o que no final das contas era engraçado. Quem segue as duas deve ter pego uns spoilers (sorry) mas nada que altere a beleza que é essa história.

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Muita beleza.

A mocinha fofa desse drama sofre um acidente e depois de acordar do coma, ela começa a enxergar aromas. COMO ASSIM? Bora lá explicar rapidinho: isso não é loucura de ficção, algumas pessoas tem um desenvolvimento sensorial mais aguçado para algumas coisas. Alguns enxergam cores nas letras/palavras, outros nos cheiros, outros nos barulhos e por ai vai. Se alguém quiser saber mais sobre sinestesia, é só vir aqui. Nesse, tem um exemplo bem legal sobre a percepção de cores nas músicas e aqui tem outro exemplo.

tumblr_nm6w2eAtKo1tyfvymo3_400Voltando para a história, o mocinho é policial e é o sonho dele é ser detetive, só que na polícia louca onde ele trabalha, ele não tem chances nenhuma. Até que ele conhece a mocinha e os dois juntos com o poder de enxergar os cheiros dela, aliado ao poder dele de bater nos vilões, começam a irem atrás das pistas mais loucas que eu já vi, que vão desde um perfume exclusivo até tempero.

sensory-coupleAs investigações são muito engraçadas e o caso principal é MUITO bom no começo, quando você ainda não conseguiu identificar o vilão e fica mudando de opinião a cada cena. Uma coisa que eu não vou superar nunca é terem cortado a explicação de um álibi para o vilão :( Também tem só 16 episódios.

Heirs (2014)

Ugh. Eu tinha tanta expectativa, mas tanta! Fiquei super feliz quando vi que eram 20 episódios, mas lá pelo 10 eu já estava “PRA QUE 20 SE VOCÊS ESTÃO REPETINDO A MESMA HISTÓRIA DE BOYS OVER FLOWERS SÓ QUE COM PERSONAGENS DIFERENTES????” Lá pelo 15 eu tava me irritando porque estavam repetindo as mesmas histórias dos primeiros episódios e eu não aguentava mais o drama. MAS os 20 episódios valeram pela beleza do Lee Min Ho e do Kim Wo Bin. E do outro guri que é mais secundário ainda (que semanas depois descobri que ele é bateirista de uma banda kpop muito fofa e legal, tipo maroon 5 e já estou apaixonada por ele também) (essa vida de kpop e kdrama é cheia de crushs e paixões incontroláveis).

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Essa fofa é do F(x) e esse fofo é o bateirista do CNBlue. Shippar no mundo KPop é essencial.

Como eu disse, a história é tipo Boys Over Flowers 2.0. Menino rico, que é o mesmo lindo de BOF, se apaixona pele menina pobre e a familia é contra e blablabla. Tem umas mudanças básicas mas acho que por ser com o mesmo ator principal, a semelhança ficou muito incômoda. Ou talvez eu esteja velha demais para relacionamentos adolescentes.

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A composição desse grupo não é do meu estilo.

Ah, o começo desse drama é tão promissor com as cenas bem americanas e cheias de liberdade. Doce ilusão. (Se não me engano, ele é uma co-produção do Dramafever – americano- com uma emissora coreana).

EXO Next Door (2015)

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Sério, olhem para esses sorrisos. Impossível não querer levar pra casa.

Impossível não querer ver esses guris mega fofos sendo atores mesmo que o romance seja daqueles adolescentes bem cansativos. Acho que em 1hora é possível assistir todo o webdrama de EXO, já que os episódios tem mais ou menos 10 minutos. A história é muito louca, meio sem sentido e, sendo sincera, sem necessidade. Esse drama serve só pra gente ter a visão linda e fofa desses guris na nossa frente. Ah, ele serviu para gente ter a música tema para ouvir e querer usar no nosso casamento imaginário também.

(Vem comigo repetir os 4 primeiros segundos mil vezes só pra ouvir o “exo dext dour”)

***

Minha reflexão depois de 10 doramas: estou velha para romances adolescentes. Ou já esgotei minha cota de romances adolescentes com problemas parecidos. Não sei, mas ainda surto por romances com personagens mais velhos cheios de problemas e brigas. A não ser que se trate de astros do KPOP sendo fofos em um drama com um plot muito louco. Talvez eu seja o problema? Os outros que eu comecei a assistir e que por acaso (mentira, me recuso a ver coisas com adolescentes agora) são adultos são: Master’s Sun e The Time That I Loved You, 7000 days (sim, isso tudo é o nome). O primeiro é “antigo” já e o último começou agora em junho (ou foi julho?).

Finalmente estou iniciada e agora que passou o momento vício incontrolável, vamos ver como minha vida nesse mundo vai continuar 😉

ps.: Todos esses doramas foram assistidos na primeira semana de Junho, por isso eu não lembro do nome de nenhum personagem XD

Ciência sem Fronteiras: Eu vou!

29 de julho de 2015 às 15:42, por

Em algum post ano passado, eu comentei sobre ter começado uma segunda universidade: Arquitetura e Urbanismo. Quem me acompanha no twitter deve ter visto que em setembro do ano passado, eu me inscrevi no edital 180 do Ciência Sem Fronteiras. Em junho, finalmente eu recebi a tão esperada Carta de Aceite da universidade americana e agora, em agosto, embarco para ficar até 13 meses nos EUA estudando Arquitetura!

Yay

Resolvi fazer esse post para dar a notícia e tentar explicar pra quem não conhece o programa como foi cada etapa. Se alguém tiver alguma dúvida no final, comenta com a pergunta ou vai lá no twitter. 😉

Quando liberam o edital do CsF, você tem acesso pelo portal do programa (aqui tem a FAQ do portal), a todos os países e seus respectivos editais, onde tem os requisitos mínimos e quais cursos estão com vagas abertas. Cada edital é diferente do outro, e nem todos os cursos têm vaga em todos os países. E claro, em alguns países, é necessário saber o idioma local, além do inglês.

Uma coisa que achei muito legal do CsF é que você só pode se inscrever em um edital, ou seja, se você está entre dois países, não tem essa de primeira ou segunda opção. Você tem que se definir logo na primeira etapa, que é super simples: só escolher o país e preencher os dados (junto com alguns documentos que você tem um prazo pra entregar e outro prazo para corrigir, ou enviar caso só tenha em mãos depois tipo o exame de proficiência do idioma), aí é só aguardar.

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A segunda etapa é a homologação da sua inscrição. Ela é feita pela sua Universidade no setor responsável. Aqui na minha, a UCDB, o setor responsável é o de Relações Internacionais e eles me mandaram email me convocando para uma mini reunião. Nessa reunião, a assistente fez algumas perguntas básicas:

a) Por que eu queria ir?

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b) Como eram as minhas notas e se eu tinha pego alguma dependência.

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c) Nota do TOEFL.

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d) O que eu esperava trazer de benefício para a minha universidade na volta da viagem.

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Depois dela ter me aprovado (ufa), vinha a outra etapa: a aprovação pela CAPES, que sai em outro edital, no final do ano com o nome de todos os aprovados. Daí, é só dar o localizar na página e procurar pelo seu nome.

Depois dessa aprovação, vem a infinita espera pela carta de aceite. Mas quando você finalmente a recebe, você começa a surtar e achar que, uou, tá muito perto, não vai dar tempo de fazer nada, socorro!!!!!!

Falando sério, eu tava até maio dizendo, pras pessoas que me perguntavam sobre, que talvez eu fosse pros EUA através do programa. Depois, eu tava dando como certo que é, não vou mais, tanto que paguei viagem técnica da faculdade que vai ser em outubro (perdi dinheiro à toa, pois é). Depois que recebi meu TOA (Terms of Appointment), o documento que vem todas as informações da sua aprovação e que você precisa assinar e reenviar em até 3 dias úteis, eu comecei a surtar. Quem me segue no twitter viu como eu realmente estava surtada.

Eu teria que refazer meu passaporte, marcar visto, assinar todos os documentos, ir atrás de várias outras coisas tipo alojamento, passagem, vacina e tudo mais em DOIS meses e alguns dias. Sério, parece que nada vai dar certo, que o mundo vai acabar no outro dia e não vai dar tempo de fazer nada. Mas dá tempo, e aqui estou com passagem comprada, alojamento reservado, amiguinhos que vão pra mesma universidade num grupo do whatsapp e já morrendo de saudades da família.

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Se você quiser/puder se increver para o próximo edital, é só ficar de olho e esperar a publicação dele que tá sendo esperada para o meio/final do segundo semestre desse ano e boa sorte! 😉

Conheça o novo volume de “Como eu Realmente…”!

27 de julho de 2015 às 16:47, por

downloadEditora: Nemo

Páginas: 80

Nota: 5/5 docinhos mágicos! (agora, isso é um spoiler!)

“O lado meio esquisito da nossa imaginação é mais profundo do que esperávamos. Neste volume, acompanhamos a Niazinha enquanto ela enfrenta suas fraquezas pessoais, lida com uma mãe particularmente paranoica, reflete sobre alguns dos grandes problemas do mundo e viaja para além da nossa dimensão. Será que ela chegará a tempo de impedir o que a Srta. Garrinhas talvez esteja tramando?”


Quando se fala de uma coleção de compilações de tirinhas, sempre existe aquele perigo rondando a esquina: de cada volume ser apenas mais do mesmo. Quando a gente se acostuma com um certo estilo de humor, sempre tem o risco de ele parar de nos surpreender. Fernanda Nia construiu uma fórmula muito divertida de contas histórias do cotidiano de uma maneira mais humana, a qual fomos apresentados no “Como Eu Realmente… – volume 1”, que eu resenhei ano passado, e recomendei fortemente. Então quando peguei o volume 2 em mãos, fiquei com um pouquinho de medo justamente de acabar não me surpreendendo com o que eu fosse encontrar nele.

Medo totalmente infundado.

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Fernanda com seus dois “filhotes” (além dos gatos, digo)

Sim, nos deparamos nesse volume com novas aventuras de Niazinha e as diversas pessoas em sua vida – a mãe dela tem um capítulo inteiro só para ela e é GENIAL! Acho que minhas tirinhas favoritas da Nia são as sobre a mãe, e EU ME SINTO TÃO PROFUNDAMENTE REPRESENTADO. Esse novo livro vem com temas totalmente novos e muito diferentes. Se o primeiro tratava de assuntos mais gerais, como família, amigos e animais de estimação, esse começa a entrar em contextos mais específicos, como neuroses de mãe ou como lidar com pessoas inconvenientes. A sensação é de que nós estamos desbravando cada vez mais fundo os confins da mente de Niazinha.

E acredite, a viagem é hilária. Sou obrigado a dizer que gostei ainda mais desse volume. Sinto que a Fernanda realmente pegou o jeito da coisa e soube apresentar uma experiência ainda mais bem amarrada e divertida no ponto certo, porque me peguei gargalhando diversas vezes durante a leitura – e, como de costume, parte do crédito vai para os balões pós-tirinha com os comentários mais infames (embora eu tenha sentido falta de mais ‘Crônicas de Niazinha’ nesse). Como sempre, há também momentos fofos e sensíveis, tirinhas mais reflexivas e ótimas críticas sociais para aqueles que estiverem procurando uma leitura mais profunda das histórias e situações apresentadas. “Como Eu Realmente…” é descontraído e engraçado, mas certamente não é superficial.

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Sílvio Sem Senso Social tem todo um destaque nesse volume pra nos fazer refletir sobre o comportamento das pessoas

Esse volume também nos apresenta a primeira história mais longa da Niazinha, “Para onde realmente foi a Srta. Garrinhas”, que consegue manter a essência das tirinhas, brincando constantemente com a coisa de expectativas e realidades. Foi uma experiência nova e que eu achei super legal de ler. Espero ver mais incursões como essa nos volumes por vir (vai ter mais volumes, né?).  No final tem uns presentinhos para os leitores, com um carinho especial aos frequentadores do site. Destaque para o detalhe especial na parte de dentro do verso do livro. É o tipo de brincadeira que eu adoro!

Na minha resenha do volume 1, eu disse que era um material que você se sente bem de ter em mãos. E isso é algo que com certeza não mudou. Super colorido, bem acabado e de ótima qualidade, o novo “Como Eu Realmente…” provou que é uma coleção digna de se colecionar, e que Niazinha é uma personagem digna de se amar.


Sabia que a Fernanda já deu uma entrevista aqui para o NUPE, ela é bem legal e você deveria ler. Falando em ler, ela também participou da nossa coletânea de Halloween, Um dia das bruxas Nem Um Pouco Épico, com um conto bem legal sobre caçadoras de monstros (que você também deveria ler, porque outubro já está logo aí!)

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Queria registrar que estou feliz porque o Sargento Fofura aparece em “Para onde realmente foi a Srta. Garrinhas” <3

Conhecendo os Animes do Verão de 2015 – Parte 2

24 de julho de 2015 às 18:33, por

OLÁ, AMANTES DOS ANIMES!

Voltamos com a segunda e última parte das postagens dos lançamentos da temporada de verão que assistimos para compartilhar as nossas opiniões com vocês! Acreditem, Diego, Barbarella e eu, Val (e um Lucas, novamente!!!!), ainda estamos vivos mesmo com a correria da primeira parte e mesmo o que não pareça muito neste momento…

Qualquer semelhança  nossa com esta imagem é pura coincidência.

Qualquer semelhança nossa com esta imagem é pura coincidência.

Bom, de toda forma, agradecemos a companhia de vocês e esperamos que vocês se divirtam pacas com essa segunda parte.

AGORA  VAMOS AOS ANIMES!!!!!


Rokka no Yuusha; ação, aventura, fantasia

VaRokka-no-Yuushal: A história é interessante com toda essa proposta de reunir os seis lutadores escolhidos pela Deusa Sei-Lá-o-Nome que recebem um símbolo no corpo para mostrar que eles serão os heróis que derrotarão o Arquidemônio sempre que ele está prestes a acordar (me lembrou Cavaleiros do Zodíaco, aliás), a animação é muito bem feita (principalmente as partes 3D), adorei a música de encerramento e confesso que gostei bastante daquele o mundo que tem um ar asteca em sua construção. No entanto, os personagens me pareceram inconsistentes depois de ter assistido os dois episódios lançados no Crunchyroll: Adlet se transforma em um homem menos insensato do que ele parecia no primeiro episódio, e a Nashetania, que parecia ser supimpa, de repente se encontra em uma conversa com Adlet sobre ele ter colocado ela na retaguarda e Adlet responder que só estava botando Nashetania no lugar certo dela e depois dos acontecimentos do primeiro episódio, ela está completamente OK com isso.

E o fanservice, UGH, deus me livre do fanservice em Rokka no Yuusha

Nada como roupas que sirvam para destacar o corpo das personagens femininas com armaduras que não servem nem mesmo para proteger do vento e nada como focos aleatórios em peitos, bundas e coxas de mulheres, não é mesmo? Se eu quisesse ver peitos, eu olharia para os meus, valeu.

Pretende acompanhar: Não, muito obrigada. 

Lucas: Só assisti o primeiro episódio e aí vim ler o que a Val, que viu dois, postou. Eu realmente curti muito a introdução – apesar do infodump desnecessário sobre a história do Demônio Matador e dos ciclos dos heróis das Seis Flores -, além de achar a animação MUITO bem feita. Não curti muito, no entanto, o protagonista badass melhor do que todo mundo que ganha uma luta de cem contra um com facilidade e do fanservice que a Val comentou, com TODAS as mulheres usando roupas apertadas que destacam seus peitos e suas pernas. Apesar disso tudo, a ideia meio Power Rangers de escolhidos, apesar de ser um pouco batida, é muito interessante.

Pretende acompanhar: Acho que vou ver mais um ou dois e ver qual é.


Himouto! Umaru-chan; comédia, escolar

Himouto-Umaru-chan-Header-001-20150511Val: Me auto-convenci a assistir Himouto! Umaru-chan depois de descobrir  que  a animação foi feita pelo mesmo estúdio Gekkan Shoujo Nozaki-Kun (amei muito o trabalho feito em Nozaki-kun) e, de qualquer forma, sou fã de animes de comédia, não foi preciso de muita coisa para assistir Umaru-chan. Ao assistir o primeiro episódio, passei por algumas fases estranhas nas quais: (1) eu quis matar a Umaru-chan toda a vez que ela enchia o saco pra ter as coisas e quis abraçar o Taihei e contar pra ele que entendo a vida de irmãos mais velhos com  irmãos mais novos mimados, (2) chorei de rir com a cena em que a Umaru diz sobre as besteiras perfeitas a serem combinadas com a coca, (3) quis matar a Umaru novamente, (4) achei bem criativo o mangá Jun Piece lançado na Jumpo, (5) tive crises de JAHDKSLDHASKJD quando a Umaru e o Taihei foram irmãos fofos durante um jogo de matar zumbis, uma ida ao supermercado e uma nova rodada de livrar o mundo dos zumbis (antes que a Dayse se empolgue e queira ver imediatamente este anime, já aviso que ele não tem nada, nadinha, nadica de nada de incesto. Sei lá, o que se passa na cabeça do povo…)

Ainda penso que a Umaru-chan deveria gritar menos e ser irritante de outra forma, mas depois de ponderar e concluir que me diverti mais do que me irritei com os berros, quero continuar vendo este anime para descobrir o que será do pobre Taihei e rir da cara dele

Pretende acompanhar: Sim!


Non Non Biyori Repeat; comédia, escolar, seinen

8e767-non-non-biyoriVal: Non Non Biyori nem estava na minha lista de animes a serem assistidos, mas depois de passear pelo Crunchyroll e ter visto o pôster e lido o resumo fiquei interessada, porque sou uma viciada em histórias que envolvam pessoas meio loucas-mas-normais e situações cotidianas que se tornam completamente hilárias com diálogos certos. O enredo de Non Non Biyori é simples, tranquilo, fofo e engraçado e fiquei encantada desde o momento em que Renge ganhou sua mochila vermelha para o seu primeiro dia de aula! E ainda tem os personagens que mal conheço e que já amo tanto!!!!

Não sei explicar o motivo, mas tive sentimentos de Studio Ghibli encontra o Kiyohiko Azuma (mangaká de Azumangah Daioh e Yotsuba&!)

Pretende acompanhar: SIM, DEFINITIVAMENTE! E acabo de descobrir que essa uma continuação-meio-que-a-mesma-história-com-outros-pontos-de-vista e já estou correndo para ver o anime de 2013!


God Eater; ação

1108348857442520240Diego: Então, na real, eu assisti isso aqui com as minhas expectativas lá embaixo. Tipo, é um anime baseado em um jogo e isso nunca é bom sinal, sabe? O que me intrigou foi a estética. Toda a imagem do anime parecia uma arte de Megaman, toda estilosa. Eles meio que combinam 3D e 2D e fica realmente muito bonito, na minha opinião. Então é, deixei o lado de professor de artes falar mais alto, peguei na mão de Deus e fui. O anime é…  fraco. Não chega a ser ruim, mas tem aquele tipo de roteiro bem preguiçoso e cheio de furos. Por que eles tem que colocar pulseiras? Porque deram acesso a armas super poderosas pra um garoto estranho que simplesmente surgiu do nada? Porque as unidades de defesa contra os monstros não estão melhores espalhadas pela cidade QUE É O ÚLTIMO REFÚGIO DA HUMANIDADE? De onde vieram esses monstros? E assim, não é questão de “calma, né Diego, primeiro episodio, eles vão explicar tudo, aff”, e que não parece que eles vão explicar. Talvez por ser baseado no jogo, eles partam do pressuposto que a fanbase do jogo é que vai assistir e já vai sacar essas coisas. Não sei. Mas na real, o anime é muito bonito. Nunca uns moleques lutando contra monstros gigantes com espadas extremamente desproporcionais me pareceu tão artístico. E como eu disse, o roteiro é fraco, mas ainda dá pra levar.

Pretende acompanhar: Provavelmente sim, mas verei outro episódio para ter certeza.


Akagami no Shirayuki Hime; drama, fantasia, shoujo

Akagami.no.Shirayukihime.full.53326Diego:QUE ANIME MARAVILHOSO! Tem essa vibe de contos de fada, inclusive referências musicais bem fortes, uma animação absolutamente impecável, uma das melhores que já vi, e uma história tão, tão gracinha. É um romance divertido e cheio de potencial e mal espero para continuar assistindo. O episódio fluiu super bem, e eu adorei a forma como eles usaram referências à Branca de Neve para desenvolver a narrativa. Me pergunto como eles irão continuar a história agora, se o príncipe vai voltar, se a história vai flertar com outros contos de fada, posteriormente. São muitas perguntas e  tenho certeza que descobrir as respostas vai ser bem legal! Aprovadíssimo!

Pretende acompanhar: SIM SIM SIM!

Bell: Eu adorei a vibe contos de fadas do início e as pequenas subversões na história da Branca de Neve nesse primeiro episódio. Gostei muito da protagonista e dos acompanhantes do mocinho da história, embora não tenha ido muito com a cada dele ainda. Apesar disso, tive um problema com esse anime porque ele pareceu ter o dobro do tempo. Não sei se foi o dia em que eu vi, não sei se foi o ritmo, mas algo não fez com que fosse uma experiência rápida. Isso raramente é um bom sinal quando se trata de mim e animes. Às vezes, só não é o momento de assistir (A primeira vez que vi Akatsuki no Yona, por exemplo, eu tive a mesma impressão e depois assisti tudo de uma vez). De qualquer forma, parece bastante promissor!

Pretende acompanhar: Sim, mas talvez espere a temporada completa para assistir tudo de uma vez.

Val: Leio o mangá há mil anos e por algum motivo, não tinha ideia de que teria um anime (e eu vivia reclamando que não tinha um…). Depois de assistir o primeiro episódio, vi que a adaptação ficou tão fiel, mas tão fiel que a minha única reclamação é a cor do cabelo da Shirayuki QUE ESTÁ COM UM TOM DE VERMELHO ESTRANHO, poxa. E as músicas de abertura e encerramento estão adoráveis e toda hora tenho crises de o quanto adoro a Shirayuki, porque ela é uma das melhores personagens femininas de mangá e SOU CHEIA DE AMORES POR ELA (por todos os personagens, na verdade…).

Talvez minha avaliação sobre este anime tenha sido enviesada, MAS MAS MAS— !!!!

Pretende acompanhar: SIM!!!!!!


Dragon Ball Super; ação, aventura, shounen

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Diego: YEY! DRAGON BALL <3 OK, eu sei que não é nem de longe a franquia mais profunda e inteligente do mundo. Mas ela fez parte da minha infância. Existe um valor nisso que simplesmente não dá pra abstrair. Às vezes, ver guerreiros superpoderosos e meio panacas lutando pelo bem da humanidade é simplesmente divertido. E quem conhece a saga já sabe o que esperar aqui. O ritmo é o mesmo, a animação, embora de melhor qualidade, é bastante semelhante à obra anterior e tudo é muito familiar. Como de costume, a história tem um começo lento, afinal, estamos falando do anime conhecido por gastar uns 20 episódios falando dos últimos 5 minutos de existência de um planeta.

Qualquer pessoa que conheça Dragon Ball sabe o que virá. novos inimigos super-poderosos, novas provações, novos níveis de super poder para eles alcançarem através de árduos treinamentos, mais palhaçadas sem noção. Sim, é mais do mesmo. Mas é um mesmo que me diverte.

Pretende acompanhar: eu já sabia que ia antes do anime lançar 😀

Val: É  DRAGON BALL, GALERE, OU SEJA, ATÉ QUANDO É RUIM É BOM!!!!! Depois de ter assistido os dois primeiros episódios do DBS, fiquei cheia daqueles sentimentos de felicidade e nostalgia e, ugh, Dragon Ball é sempre tão… BOM, sabe? Fiquei meio receosa com DBS (assim, receio de pessoa que achou DBGT super fraco, mas não perdia um episódio no Cartoon…), mas os episódios que vi são muito divertidos e estou FELIZ!

Pretende acompanhar: SIIIIM, CLARO <3 (assim, como o Diego, eu já sabia que ia acompanhar, né…)


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blablablá e até a p-p-próxima, p-p-pessoal!

Samurai X – Um musical para chamar de meu

22 de julho de 2015 às 15:13, por

A postagem a seguir foi feita pelo nosso amigo e convidado especial, Igor da Costa, que ouviu nossos apelos de “QUE ASSUNTO LEGAL, ESCREVE PRO NUPE“: 

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Se você é fã de Samurai X (também conhecido como Rurouni Kenshin), seu mundo foi profundamente abalado quando veio à tona a notícia de que o famoso mangá de Nobuhiro Watsuki ganharia uma adaptação para os palcos. Não contentes de torar uma das obras mais populares do Japão em um espetáculo teatral, os produtores ainda lançaram OUTRA BOMBA ao anunciar um baita plot twist: a produção ficaria a cargo do famoso Takarazuka Kagekidan, uma companhia de teatro conhecida por ser formada apenas por atrizes.

Mas afinal, o que diabos é o Takarazuka?

Você já viu/jogou Sakura Wars ou se lembra do Zuka-bu, aquele clube de teatro amalucado que aparece em Ouran High School Host Club? Então, ambos foram descaradamente copiados respeitosamente inspirados no Takarazuka.

A companhia foi formada em 1914 e, de lá para cá, evoluiu de mera atração de beira de estrada para um império de entretenimento capaz de produzir 30 musicais (isso não é um exagero) e vender 3 milhões de ingressos por ano com muita música, dança e uma verba para figurinos capaz de sustentar um pequeno país africano.

Metade dessa verba vai para as lantejoulas...

Metade dessa verba vai para as lantejoulas…

O Takarazuka é dividido em 6 trupes diferentes: Membros Superiores (Senka), Flor (Hanagumi), Lua (Tsukigumi), Estrela (Hoshigumi), Cosmo (Soragumi) e Neve (Yukigumi), e esta última responsável por trazer Kenshin e cia. à vida.

Nenhum detalhe sobre a trama do musical é sabido até agora. No fandom da companhia, especula-se que ou será feita uma história original ou que o arco de Quioto será utilizado como pano de fundo (e agora você está imaginando Makoto Shishio cantando a plenos pulmões. De nada).

“THE PHAAAAANTOM OF THE OPERA IS THERE, INSIDE YOUR MIND”

“THE PHAAAAANTOM OF THE OPERA IS THERE, INSIDE YOUR MIND”

Quanto aos nossos protagonistas, é quase certo que Kenshin e Kaoru sejam interpretados pelas atrizes principais da Trupe da Neve. Seina Sagiri é a top star da trupe, uma otokoyaku – especialista em papéis masculinos –, que entrou no Takarazuka em 2001 e se tornou atriz principal de sua trupe no ano passado. Sua parceira é Miyu Sakihi, uma musumeyaku – especialista em papéis femininos – bastante popular e reconhecida pela sua bela voz (sério, ouçam ela cantando Amazing Grace).

Além disso, elas ficam ÓTEMAS usando roupas japonesas tradicionais:

Um abraço perfeitamente natural e confortável

Um abraço perfeitamente natural e confortável

MAS E DAÍ?”, pergunta um@ fã revoltad@ de Kenshin que ainda não se deixou seduzir pelas plumas e paetês do Takarazuka. “QUAL O SENTIDO DESSA PEÇA? É MUITO NADA A VER”, ele/a digita violentamente.

Fã violento com o pobre teclado

Representação do fã revoltado digitando  com violência.

Bom, se prepare, pois eu tenho uma revelação!

A relação entre Samurai X e o Takarazuka vem de longe: quando o mangá virou anime, ainda na década de 90, a voz do Kenshin foi feita por uma atriz chamada Mayo Suzukaze, que antes de iniciar sua bem-sucedida carreira como dubladora/cantora/pessoa-talentosa-na-vida, fez fama fazendo parte de uma certa companhia de teatro japonesa formada só por atrizes. E não, você não vai ganhar nenhum ponto se acertar qual companhia.

Além do mais, pode ficar tranquilo. A companhia tem muita experiência em adaptar mangás, animes e até mesmo VÍDEO GAMES para os palcos, e todo esse sucesso se deve a muito jogo de cintura na hora de fazer adaptações.

Mostrado aqui, jogo de cintura.

Mostrado aqui, jogo de cintura.

Então, é, vai ter mulher interpretando Kenshin, e se reclamar, vai ter duas! Literalmente!

Tchauzinho.

Beijos e tchau!


 

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Igor da Costa, 25 anos, é jornalista por formação e apaixonado por teatro por opção. Nas horas vagas, gosta de ler, cozinhar; ver filmes e cumprir missões secretas altamente arriscadas para uma agência governamental vagamente ameaçadora. Ele também escreve para o Whovians!”

Conhecendo os Animes do Verão de 2015 – Parte 1

20 de julho de 2015 às 19:29, por

OLÁ, QUERIDOS AMANTES DE ANIMES, COMO VOCÊS ESTÃO?!

Barbarella, Diego e eu, Val, (Bônus: agora com o Lucas também!) nos reunimos mais uma vez para falarmos dos animes que nos interessamos nesta mais nova temporada de lançamentos, a temporada de verão 2015! Assim como discutimos nas partes um e dois sobre os lançamentos passados, comentaremos se o primeiro episódio nos prendeu o suficiente para continuarmos, ou se ele tem potencial para melhorar, ou se ele é completamente ruim e não merece nossa atenção.

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Então vamos conversar sobre o que veremos nesta nova leva de animes!

(P.S.: Diego resolveu ver todos os animes nesta primeira parte do post, pobre jovem)

P.S. do Diego: miga, eu sempre tento ver 8 milhões de animes por temporada, eu tenho probleminhas)


Aoharu X Kikanjuu; shounen, slice of life, ação, comédia

Aoharu-x-Kikanjuu-0Diego: Eu adorei esse anime completa e absolutamente. Ele é engraçado, dinâmico, bem animado, com characters design maravilhosos. E daí tem a maior reviravolta: o protagonista, o loirinho aí da frente, na verdade é A protagonista. É uma garota. E isso foi meio enigmático no começo, viu. “Ela é genderfluid? Ela se identifica como homem? Ela só se veste de homem?! ALGUÉM ME AJUDA SOCORRO!”. Talvez isso se dê para mim porque essas questões de identidade sempre povoam minha cabeça, mas na real ela é apenas uma menina que não gosta de coisas tipicamente femininas, e que na verdade fica um pouco sem graça de ser confundida com um menino. Ela gosta de brigar, é durona, usa uniforme masculino e por aí vai. E daí, por conta da sua impulsividade e desejo de comprar briga, ela acaba sendo forçada a participar de uma equipe de survival game para pagar uma dívida (é tipo um jogo de paintball com balas de plastico). Com um cara por quem ela tem sentimentos.

Que, é óbvio, acha que ela é um menino.

Meu veredito é: isso pode dar muito muito errado ou muito muito certo. E eu vou descobrir.

Pretende acompanhar: SIM, FOI LEGAL DEMAIS!

Bell: Gente, eu achei esse anime uma bagunça? Sei lá, eu não consigo organizar meus sentimentos porque tiveram MUITAS coisas que me incomodaram. Eu li a sinopse e esperava algo semelhante à Ouran, mas esperava que pegassem os pontos bons da série. Mas não: o menino que é host é super babaca, a protagonista é super forçada, tem um autor de hentai?? Eu me incomodei muito com o ritmo, que revela logo nos primeiros 2 minutos que a protagonista é biologicamente uma menina COM ALGUÉM PEGANDO NOS PEITOS DELA, e a desculpa usada para que Tanabata contraísse a dívida com o host club foi bem forçada, mesmo pra um anime non-sense. A ideia dos survival games é legal, mas sei lá. Eu me diverti um pouco, mas não tanto quanto eu esperava e eu acho que o anime tem que melhorar MUITO para meu incômodo com certos aspectos ir embora. E OLHA QUE É GENDER-BENDER, O TIPO DE HISTÓRIA QUE ADORO!!

Pretende acompanhar: Talvez. Veremos.

Val: Desde o resumo deste anime que as minhas expectativas estavam altas. Afinal, tem como uma história sobre uma garota que se veste de garoto, um host e um autor de hentais que formam um time de jogos de sobrevivência ser ruim????? TALVEZ, MAS NÃO É O CASO DE AOHARU x KIKANJUU!!! Me diverti pacas com o toda a falta de noção e as cenas de ação do primeiro episódio, E NÃO ME IMPORTO QUE ESTE SEJA UM SHOUNEN, PORQUE NO MEU CORAÇÃO ELE É UM SHOUJO NONSENSE COMO OURAN HIGH SCHOOL HOST CLUB (porém, não tão legal quanto) E QUERO O PRÓXIMO EPISÓDIO PRA ONTEM.

Fecho meu caso com a seguinte frase, “Vamos começar esta partida mortal sem morte” (tradução livre de, “Let’s start this deathless death match“)

Pretende acompanhar: SIM! SIM! SIM!


Chaos Dragon: Sekiryu Seneki; fantasia

chaos-dragon-anime-482x300Diego: Eu queria gostar desse anime. Sério mesmo. Supostamente ele foi baseado em uma sessão de RPG ou algo assim e  achei que uma premissa dessas tinha muito potencial. E, assim, a história tem uns elementos até legais, vários personagens com motivações variadas e tal. Tem suas qualidades. Mas aí a gente entra nos problemas e, OH, BOY. Primeiro que o character design, que teria algum potencial se bem animado, ficou grotesco nesse estúdio. Eu quero dizer que a animação é realmente MUITO ruim. Do tipo que o cabelo dos personagens não se mexem, como se todo mundo tivesse feito chapinhas muito ruins nos cabelos. Rostos fora de lugar, proporções entre personagens que mudam magicamente, é ruim cara. Apenas ruim. Muito ruim. E daí no primeiro episodio tem todo um drama de menininha indefesa cujo único propósito na trama é motivar o protagonista e eu já estava revirando os olhos até que, wait for it, ela tem de se sacrificar pra dar super poderes pra ele. E ELA TÁ FELIZ DE FAZER ISSO.

WUT?

Sério, WUT?! Não. Apenas não.

Pretende acompanhar: Não MESMO.


Charlotte; escolar, ação, slice of life

36b0d373823a914df994cbfb320a06141425175050_fullDiego: Minha reação a esse anime foi, em um breve resumo: WOW, THAT ESCALATED REAL QUICKLY! O anime começa com um toque de suspense, com esse protagonista que manipula as provas da escola usando seu poder de entrar na mente dos outros. Me lembrou um pouco o jeito do Kira no começo de Death Note. Até que do nada tudo muda, rola uma reviravolta total na história, explodem várias cenas de ação muito loucas na tela e você fica realmente intrigado pra saber como a coisa vai se desenrolar.

Eu achei bem humorado no tom certo, desconstruindo esse protagonista arrogante e mostrando que ele não é tudo isso. E a coisa dos super-poderes “quebrados” é bem infame. O protagonista pode dominar outras pessoas, mas só por cinco segundos. Tem uma menina que fica invisível, mas só pra uma pessoa de cada vez. Outro rapaz se teletransporta, mas ele não consegue controlar exatamente para onde ele vai. A história tem potencial, embora ainda não tenha mostrado em que direção irá nesse primeiro episódio, e a animação é bem feita.

Pretende acompanhar:  Provavelmente sim, mas verei mais um episódios para ter certeza.

Lucas: Eu não tinha a mínima ideia do que esperar desse anime, e a primeira reação veio logo quando eu percebi que CHARLOTTE NÃO É O NOME DA PROTAGONISTA, O PROTAGONISTA É UM HOMEM CHAMADO YU E ATÉ AGORA EU NÃO SEI QUE/M RAIO É CHARLOTTE. Mas ok, eu assisti e WOW, como eu me empolguei/animei/achei legal. A premissa de pessoas com poderes “errados” é bem original e dá uma amplitude de novas possibilidades muito interessante. Mas o que mais gostei na história é que Yu não é um garoto legal – muito pelo contrário, ele é um grande babaca, que usa suas habilidades de entrar nos corpos das pessoas por cinco segundos para manipular tudo à sua volta -, e tenho uma quedinha por protagonistas que não são boas pessoas. A única coisa que me incomodou – e que me incomoda, de modo geral – é a estridência da irmã mais nova dele. Tenho que abaixar o volume sempre que ela fala, porque olha, que voz chata.

Pretende acompanhar: SIM!!!!!!!11


Classroom Crisis; comédia, romance, escolar

classroom_crisis Diego: Eu não sabia muito o que pensar quando comecei esse anime. Eu escolhi ver ele por que eu adoro Slice of Life e adoro ficção cientifica então algo que combine os dois parecia tentador. O que eu encontrei foi surpreendente de alguma forma. Esse é outro anime que pegou e desenvolver uma certa história, te trazendo algumas expectativas, para no último minuto virar a premissa toda de cabeça para baixo e deixar a audiência super intrigada. Parecia uma coisa de ação meio louca com viagens espaciais e missão de resgate, daí BOOOOM, você descobre que toda essa ação era pra revelar um problema de uma ordem totalmente diferente, e que eu não vou falar aqui por motivos de: ASSISTAM! Eu gostei muito de como a história se desenrolou e do potencial que tem para os próximos episódios. A animação é boa e eu gostei muito do character design. Confesso que os personagens não foram tão envolventes assim, mas é uma classe inteira e a gente não conseguiu se aprofundar muito em ninguém ainda, então ainda há esperanças.

Pretende acompanhar: sim :3


Gangsta; ação, drama, seinen

tumblr_nqipwyP0zk1u2wl0ko1_1280Diego: Eu não sei como explicar, mas algo me incomodou nesse anime. Ele é denso, cheio de violência e cenas bem pesadas. A animação é ótima, e o character design é um dos mais bonitos da temporada. Não tem nada de obviamente errado, sabe? Acho que só não estou no clima para ver algo assim no momento. Os personagens parecem interessantes, o Nicolas já entrou pro meu hall de favoritos e eu achei muito interessante o fato de ele ser surdo. Estou até curioso para saber como que a Alex vai refazer a vida dela agora que está livre do cafetão e tem o apoio desses dois. A história tem muito potencial, mas tenho certeza que também terá muito sangue, backstories tristes e drama. E realmente não sei se eu estou aberto a isso exatamente agora, então sei lá.

Pretende acompanhar: provavelmente não, mas verei outro episódio para decidir (e se não for acompanhar, pode ter certeza de que eu verei eventualmente)

Bell: EU AMEI ESSE ANIME. AMEI MUITO. AMEI. AMEEEIRRRR. Eu já assisti dois episódios e tô sofrendo por antecipação. Gostei muito de como trata os diversos temas, de como é uma história que se passa no submundo e tem pessoas que são criminosos que basicamente apagam outros criminosos. O mundo é algo bem interessante, principalmente quanto aos Dog Tags, e achei o ritmo e desenvolvimento de personagens muito bom. Algo que é importante de apontar é que embora seja uma história pesada, com tortura, assassinatos, estupros e coisa e tal, o anime nunca se foca nesses aspectos e sim em como as pessoas lidam com esse tipo de violência. Todos os protagonistas sofreram alguma forma de abuso (principalmente a Ally) e nenhum deles é retratado como vítima. A naturalidade como encaram a surdez do Nicolas é maravilhosa e OLHA, É UMA HISTÓRIA EM QUE AS PESSOAS USAM LINGUAGEM DE SINAIS DE FORMA RECORRENTE!!!!

Pretende acompanhar: SIM, POR FAVOR, LANCEM TODOS OS EPISÓDIOS LOGO.

Val: Assisti o primeiro episódio e amei porque esse é aquele típico anime pesado que naturalmente adoro (OK, meu “naturalmente” envolvem monstros na maioria das vezes, mas a máfia ainda mantêm a violência, o humor e os personagens profundos que me atraem) (parando para analisar a minha análise, concluo sou meio louca). A animação é sensacional, os personagens são multifacetados (Nicolas *_*) e as cenas de ação são ótimas! Meu único problema é quen nesta fase da vida, estou num momento em que não estou a fim de ver nada muito pesado, porque acabei de terminar a temporada de Sense8 e preciso de um tempo para me recuperar do trauma (amei MUITO esse seriado e meu coração está partido porque NÃO TEM MAIS EPISÓDIOS!!!), então vou esperar todos os episódios de Gangsta lançarem para voltar a assisti!

Pretende acompanhar: Sim, mas quando a temporada acabar apenas (é provável) (quer dizer, acho) (talvez antes) (o trauma de Sense8 está passando) 


Joukamachi no Dandelion; comédia, seinen, slice of life

3d65155988727c70f7e06a77f1ef5b4e1429014805_fullDiego: MANO, ESSE ANIME É MUITO DOIDO E EU AMEI! Vamos tentar explicar as doideiras: é um mundo moderno que ainda tem monarquia. O rei e seus NOVE filhos moram numa casa como outra qualquer, pra que eles possam crescer tendo uma adolescência normal. Mas pra proteger eles, a cidade tem milhares de câmeras. Tipo, tem um programa de TV só pra falar das novidades sobre os nove príncipes/princesas. Todos da realeza têm poderes especiais, so there is that. A protagonista, Akane, odeia chamar atenção, odeia ser gravada e é super tímida. Vai ter uma eleição para decidir qual dos filhos vai ser o próximo rei do reino (mesmo que o mais novo esteja no jardim de infância ainda?!), então todo mundo tá prestando atenção neles. É muita bizarrice de uma vez só, mas eu achei incrível! O anime é divertidinho, os irmãos são carismáticos, eu achei que podia ficar sem a coisa da piada das pessoas verem a calcinha dela o tempo todo quando ela voa – ela podia ser mais sagaz e usar calças também, né -, mas pelo menos no piloto deu pra abstrair. Parece A Seleção dos animes e eu to achando gracinha demais.

Curiosidade: à principio, fiquei tipo, WTF, como que vai ter uma eleição para reis, isso derruba o propósito de uma monarquia, que supõe um direito divino! Mas sabe, pensando bem, achei bem legal esse pensamento deles. É  uma monarquia democrática. Não só o primeiro filho tem direito ao trono, mas todos os herdeiros têm igual chance. E claro, o direito divino ainda está valendo, porque a família real afinal de contas tem super-poderes e tal – vindos sabe-se lá deus de onde, mas lógica não é o forte desse anime.

Pretende acompanhar: OMG, SIM!


Como todos os animes não caberiam nesta lista, faremos como na vez passada e dividiremos essa postagem em duas, e enquanto a segunda parte não chega, tomem um Totoro para amar:

Nos vemos na parte 2 deste post. Até lá!

Nos vemos na parte 2 deste post. Até lá!

 

Kate Daniels, sororidade e a “personagem feminina forte”

17 de julho de 2015 às 12:30, por

Há mais tempo do que gostaria de admitir, a editora Saída de Emergência me enviou um exemplar de “Sangue Mágico” da Ilona Andrews (que até indiquei aqui no blog no primeiro post de lançamentos do mês. Sdds posts de lançamentos do mês).  Recebi o livro, super empolgada, porque estava com saudade de fantasia urbana, vampirões, lobisomens e todo o tipo de criatura mágica que vem no pacote, além de ser sempre bom ver uma personagem principal feminina chutando bundas e salvando o dia no melhor estilo Buffy Summers (só que com mais sexo e sem criaturas virarem monstros porque você faz sexo com elas. Sdds Buffy).

Odeio a expressão “personagem feminina forte”, mas super entendo a necessidade do uso dela nessa época em que o feminismo está ficando cada vez mais em evidência (graças a deus) como uma ferramenta para guiar as pessoas se elas quiserem encontrar uma mídia, seja livro, filme, série, etc., na qual elas vão poder ver uma mulher complexa, e não apenas uma personagem com uma ou duas camadas que tá ali como recurso pro protagonista homem avançar a história dele.

Me prometeram uma personagem feminista forte em “Sangue Mágico”, e se a gente levar a expressão ao pé da letra, pode-se dizer que sim, eu li uma história sobre uma personagem feminina forte. Ela chuta bundas de vários tipos de criaturas sobrenaturais e tem atitude para encarar homens que estão acostumados a estar em posição de poder e não ouvem muito o que uma mulher tem a dizer. Eles acabam sendo seus inimigos ou parceiros, mas Kate sempre vai conseguir defender seus ideais perante eles. Sim, ela é aquela mulher em meio aos homens que consegue sobreviver em condições iguais a todos eles e não liga a mínima para o que eles pensam dela por isso. Força física e de intimidação ela tem de sobra.

Eu só queria colocar a Brienne aqui em algum lugar.

Até aí tudo bem. Chuta bundas, não liga para a opinião dos homens e não deixa ninguém tratá-la como um objeto descartável só porque ela é uma mulher. Misture tudo isso com criaturas sobrenaturais e um mistério envolvente sobre o mentor da Kate e, YAY, certo?

Hm, mas pera aí.

Só falei da Kate e de um bando de homem até agora, né? Cadê as outras mulheres dessa história?

“Ah, mas tem mulher sim, Tassi”. OK, tem. Duas ou três? Sendo que uma delas é um metamorfo que passa mais de 50% como um homem que de identifica como um, mesmo tomando a forma de uma mulher em certas horas. Tá, mas não é aí que eu quero chegar.

Migas, vamos botar essas va-jay-jays pra funcionar.

Meu ponto é: mais importante que ser fodona e chutar bundas é respeitar e empoderar outras mulheres. E nisso, este livro com a tão falada “personagem feminina forte”, peca. E peca feio. Todas as descrições de outras mulheres ao longo do livro são ridículas e objetificam as outras personagens ao extremo. Quando a Kate vê o tal metamorfo em sua forma feminina e a descreve pela primeira vez, Kate literalmente diz que a outra “era como um jovem cavalo puro-sangue” (sim, essa é uma citação real do livro). E todas as cenas em que uma mulher é descrita têm esse tipo de coisa. Sempre objetificando, sempre inferior à Kate (fora que nenhuma delas é relevante pra história além da Kate, mas isso daria outro post). Depois que lembrei que o livro é escrito por um casal, um homem e uma mulher, só pude pensar que deve ter sido o homem a descrever essas cenas, porque não é possível.

Existe uma série de tv canadense que é bem no estilo de fantasia urbana desse livro e se chama Lost Girl.

Uma pequena pausa para todos os feels

Uma pequena pausa para todos os feels.

Ok, continuando. Tem essa série que é sobre uma succubus chutadora de bundas que não leva desaforo de nenhum homem (ou mulher) e que, além disso, é uma fonte inesgotável de personagens com múltiplas camadas e com vários tipos de personalidade diferentes, cada uma sendo chutadora de bundas à sua maneira. E, por mais que algumas delas não se gostem por um motivo ou outro, todas elas se respeitam e se tratam como iguais e importantes.

Uma das coisas que mais me incomoda em muitos livros (especialmente chick-lit ou teen) com protagonistas mulheres é a falta de respeito entre a personagem princitumblr_mu2njfJbEv1rqnk0bo10_250pal e as outras mulheres (quando elas existem, né?). Tem a “vaca” que quer roubar o namorado da principal e é escrota no colégio. Tem a colega de trabalho que espalha pra todo mundo que a heroína dormiu com o chefe e foi por isso que ela conseguiu o cargo. E tem a personagem confiante com o próprio corpo e com uma liberdade sexual maior que a protagonista (porque deus-me-livre-da-principal-fazer-sexo-se-não-for-com-o-amor-da-vida-dela. Mas, de novo, assunto pra outro post) e é taxada de “piranha” ou pior. É muito fácil você reproduzir um estereótipo de que mulheres são competitivas por natureza (principalmente se o assunto for homem), não podem ter liberdade sexual e que só existe lugar para uma “queen bee”. Dá pra mudar um pouco o disco (ou tirar do repeat, se você não for dessa época), por favor?

Não existe fortaleza sem fundação. Uma “personagem feminina forte” que não pensa nas outras mulheres como pessoas complexas só pode ser forte se for no sentido físico da palavra. Então, se você um dia pensar em escrever uma tal “personagem feminina forte”, sororidade é a palavra de ordem. Nenhuma mulher é uma ilha.

Sobre Cidades de Papel e expectativas

15 de julho de 2015 às 18:30, por

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Será que eles vêm?

Durante a semana passada, a Intrínseca convidou os blogs parceiros para um evento em dois dias no Rio de Janeiro: em primeiro lugar, a oportunidade de assistir ao filme Cidades de Papel em sua pré-estreia exclusiva para a imprensa; e, no dia seguinte, participar da coletiva de imprensa de John Green e Nat Wolff, que vieram ao Brasil promover o filme. E lá fui eu como membro integrante do NUPE, mesmo sem conhecer muito bem o John e sem ter lido o livro, mesmo sem saber muito bem o que esperar da história – uma vez que o hangout dividiu opiniões, e em geral muita gente tem muitas opiniões distintas sobre essa história.

Como um carioca atípico e meio neurótico com horário, saí de casa com umas três horas de antecedência – acreditem, não é um horário exagerado em se tratando de Rio de Janeiro de tempos atuais –, e cheguei lá no cinema em um horário relativamente bom. Conversei com pessoas, tirei fotos, recebi o kit que a Intrínseca estava distribuindo – uma ecobag muito legal com o livro, pôsteres, botton e camisa – e entrei na sala de cinema.

E aí as coisas ficaram interessantes.

Passei muito tempo tentando decidir de que forma eu falaria sobre esse filme. A primeira ideia foi a de fazer uma resenha daquelas bem funcionais, falando de aspectos positivos e negativos da trama, falando de personagens, trilha sonora, etc, etc, etc; mas depois cheguei à conclusão de que esse tipo de resenha, para esse filme em específico, talvez não fosse a melhor ideia. Porque esse foi um daqueles raros tipos de filme que conseguiu dialogar DIRETAMENTE comigo e me ensinou alguma coisa nova. E todo mundo sabe que o melhor tipo de história é aquela que te ensina alguma coisa nova, mesmo que você não esteja esperando por isso.

Mas enfim, talvez eu esteja me adiantando. Vamos à sinopse da história: Quentin é um garoto platonicamente apaixonado por Margo Roth Spiegelman, sua vizinha com a qual ele adorava brincar quando era mais novo, mas que as forças do acaso acabaram por separá-los e fizeram com que se tornassem aquele tipo de amigo que só dá um oi quando se veem na rua. Margo faz parte do grupo dos descolados da escola enquanto Quentin está com seus dois amigos discutindo assuntos aleatórios em uma sala de música. Dois mundos completamente diferentes, mas que não impedem que Quentin continue olhando para Margo sempre que ela passa, idealizando-a.

Ela era a criatura mais bela que deus já havia criado

Ela era a criatura mais bela que deus já havia criado

Então, em um belo dia, Margo pula a janela de Quentin e pede a ajuda do garoto para participar de uma missão: vingança contra todos aqueles que fizeram mal a ela. O que se segue é a melhor noite da vida de Quentin, com arrombamentos, atos de delinquência juvenil, pichações e coração batendo mais forte. Ele se sente mais uma vez conectado a Margo, como quando eram crianças.

Só que, no dia seguinte, Margo desaparece.

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Paro por aqui na sinopse porque não quero entregar nada sobre a trama, mas agora é aquela hora em que a gente reúne todas as peças da história e começa a tentar fazer com que ela tenha sentido.

Eu amo muito todos os personagens desse filme e gosto muito de como a amizade de escola é retratada. O filme é um prato cheio de comédia, com cenas hilárias e impagáveis – como as referências a Pokémon e Game of Thrones e os diálogos entre Lacey e Ben, por exemplo –, o que faz com que as comparações a John Hughes e seus filmes adolescentes não sejam assim tão fora da realidade. Mesmo em pouco tempo – o filme tem pouco menos de duas horas – conseguimos nos afeiçoar a todos eles e diferenciá-los. Os personagens principais são muitos, mas todos eles possuem seu nível de aprofundamento bem equilibrado ao longo da história. Dei uma olhada no livro e vi que ele se passa em primeira pessoa, e o recurso da adaptação cinematográfica consegue tirar Quentin de algumas cenas e fazer com que outros personagens interajam entre si sem a visão do garoto, o que sempre é muito legal de se ver.

cara, bota uma roupa

Cara, bota uma roupa!

A visão de Quentin é um ponto extremamente importante sobre essa história, e talvez o aspecto central que eu queria discutir aqui: muita gente fica frustrado com essa história porque ela acaba sendo uma história a partir das percepções de Quentin, com os sentimentos e interpretações dele. Com isso, acabamos tomando por verdade que Quentin é um garoto legal e que todos os sonhos e desejos dele devem ser saciados porque, ora bolas, ele é tão legal!

E é aí que entra a palavrinha mágica que faz parte do título deste texto: ‘expectativa’. Quentin é um poço de expectativas sobre tudo: sobre seus amigos, sobre Margo, sobre o futuro. Por estarmos afeiçoados a Quentin – um garoto tão legal, um menino tão interessante e inteligente, uma pessoa tão ética – acabamos com essa percepção de que qualquer coisa que não seja um final de felicidade plena seja algo injusto para ele.

Mas deixa eu falar uma coisinha que percebi para vocês: Quentin não é um cara legal.

É um pouco estranho pensar que o protagonista apaixonado não seja um cara legal. Ué, ele idealiza a Margo e faz tudo por ela, não é? Ué, ele está ali olhando apaixonadamente para ela enquanto a garota sai com outras pessoas e faz coisas com outros amigos, não está? Ué, ele passa horas e horas pensando nela e imaginando como seria caso eles ficassem juntos, não é? Onde está a parte ‘não legal’, você deve estar se perguntando?

A resposta é: na idealização.

ela gostava tanto de mistérios que acabou por se tornar um

Ela gostava tanto de mistérios que acabou por se tornar um

‘Cidades de Papel’ é, em última análise, uma história sobre expectativas, sobre interpretações erradas e, porque não, sobre a desconstrução de tudo isso. Quando digo que Quentin não é um cara legal, não estou necessariamente dizendo que ele é um babaca, mas sim que ele, assim como a maior parte dos leitores que defende a ideia de que Margo é uma personagem desprezível, tem a ideia de que Margo deve ficar com ele, porque ele ama ela o bastante para que isso aconteça. Mas aí que está: e Margo, o que pensa? O que acredita ser o ideal para ela? Como eu disse, a história é toda construída sobre a percepção de Quentin, e isso nos dá esse desconforto em relação a Margo. Mas no fim das contas, os dois são personagens complexos, e mesmo que não saibamos o que se passa na cabeça de Margo, não podemos taxá-la de insensível pelo simples fato de as ideias dela serem diferente das de Quentin.

Toda a ideia de quebra de expectativas foi o que mais me agradou nessa história. E quando digo que aprendi alguma coisa com ela, estou falando a verdade, porque sou esse tipo de pessoa que é parecida com Quentin, que cria mundos imaginários e constrói expectativas sobre tudo o que existe no universo, e sempre fica um pouco para baixo quando essas expectativas acabam acontecendo de forma diferente da que eu planejei na minha cabeça. Porque, no fim das contas, a gente nunca sabe muito bem o que vai acontecer quando planejamos algo, e se frustrar com as coisas que não aconteceram como o idealizado é ok, contanto que não culpemos o universo por nossas próprias frustrações.

No fim das contas, gosto muito mais da Margo e do que ela representa do que do Quentin. Acho ela uma personagem muito mais interessante e um contraponto para o amadurecimento de Quentin, além de ser uma quebra de expectativa necessária não só para ele, mas para o espectador.

Talvez a grande mensagem desse filme seja a de que criar mundos imaginários e vê-los desmoronar pode ser triste e frustrante, mas não quer dizer que seja algo injusto ou necessariamente ruim.

Ela não era uma aventura. Ela não era uma coisa fina e preciosa. Ela era uma garota.

Ela não era uma aventura. Ela não era uma coisa fina e preciosa. Ela era uma garota.

Ps: enquanto estava na coletiva de imprensa, twittei algumas coisas sobre as conversas e as perguntas das pessoas. Aqui embaixo segue um storify do que o John e o Nat falaram:

 

Maratona Literária – Desafio Diário #3

13 de julho de 2015 às 20:27, por

Maratona 4.0

OLÁ HUMANOS!!!!!!!

Como estão de Maratona? Sobrevivendo? Lendo muito?

Hoje nós teremos mais um dos desafios diários, com um pouquinho de atraso. Como ele vale por 24 horas, aceitaremos entradas até as 20:30 de amanhã, 14/07. Como prêmio para o mais criativo, daremos os volumes um e dois de Aoharaido, mangá da Panini que a equipe adora.

A Missão de vocês é:

Usar até 3 gifs animados para explicar a história do livro que estão lendo. Vocês precisam colocar o Nome do livro, autor, e os gifs/links pros gifs com uma pequena descrição de até 10 palavras para cada um deles.

 

UM EXEMPLO, com a minha leitura atual:

STRANGERS IN PARADISE, TEDDY MOORE

Primeiro a gente conhece a Katchoo e ela é toda:

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isso é sexista e absurdo!

AÍ ROLAM ALTAS TRETAS E VOCÊ FICA

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INACEITÁVEL

MAS POR FIM A KATCHOO É BADASS E:

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Sim, eu sempre senti isso!

 

Vocês devem postar os gifs/os links para as fotos nos comentários e fazer uma legenda bonitinha explicando a situação emocional em que se encontram!

É preciso ter endereço de entrega no Brasil e os mangás serão comprados e enviados direto da Comix Book Shop. Os resultados saem dia 25/07, com o resto da maratona!

 

 

Maratona Literária 4.0!

6 de julho de 2015 às 22:47, por

Maratona 4.0

Oi, gente!
Estamos vivos! E como esse mês vai ser mais tranquilo para todos, decidimos cometer não só uma, mas DUAS loucuras. 

A primeira é que quase toda a equipe vai participar da Maratona Literária de Inverno do Geek Freak. Nós vamos fazer isso basicamente no canal do youtube do NUPE e hoje subiram os primeiros vídeos da TBR, o meu e o da Tassi. Nós já estávamos preparados emocionalmente para isso quando a Sabrina, do Café com Bla Bla Blá, nos convidou a ajudá-los com a Maratona 4.0, que vai de 0h00 do dia 11/07 até às 23h59 do dia 17/07! Essa é a quarta maratona dessas e a data foi anunciada desde fevereiro, e aí eu pensei: SIM, O QUE É MAIS UMA MARATONA PRA QUEM JÁ TÁ EM UMA??

Por isso, estamos aqui hoje para convidar vocês. Estão participando da MLI e querem uma semana para tentar dar um gás adicional e não flopar? Acham um mês inteiro de maratona demais e querem começar de forma modesta? Essa inciativa é para vocês.

As inscrições já estão abertas no Café com Blá Blá Blá e vão de 06/07 a 16/07.

Se você nunca viu essa Maratona por aí, lá vai uma explicação:

Ela foi baseada em uma prática bastante comum lá nos States, onde diversos blogueiros se reúnem (virtualmente, claro) a cada intervalo de tempo para dar um “gás” nas suas metas de leituras.

Neste caso específico, nos baseamos no projeto da equipe do Bout of Books, que realiza duas edições anuais e movimenta centenas de leitores a cada desafio… E temos, inclusive, a autorização oficial da equipe do site para adaptar a maratona para a nossa terrinha!

Fique de olho nos blogs hospedeiros: Café com Blá Blá Blá, Capa e Título, Nem um pouco épico e Por Essas Páginas para acompanhar as novidades!!

Você também pode se atualizar pelo nosso Twitter página do Facebook e trocar as suas experiências com os outros participantes através do grupo da Maratona no Facebook!

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Mas… Como funciona?

A premissa é bastante simples: cada leitor/blogueiro estipula a sua própria meta. O único objetivo da maratona é ler mais do que você normalmente lê.

Ou seja, se você é daqueles que devora 2 livros por semana, quem sabe não consegue ler 3 durante o desafio? Ou, se por causa da rotina corrida você consegue ler apenas 20 páginas por dia, que tal tentar elevar essa média para 30? E assim por diante…

Mas a brincadeira não para por aí! A ideia do projeto é não só atingir suas metas pessoais, mas dividir essa experiência com outros leitores. Afinal, melhor do que apenas ler é poder comentar com pessoas tão apaixonadas por livros quanto você!

Você também pode publicar boletins diários sobre o seu desempenho, comentando quantas páginas leu, se está conseguindo alcançar a meta, se conseguiu concluir algum livro…

Para ajudar nessa troca de experiências, vamos acompanhar o desempenho dos participantes no nosso perfil no Twitter (@MaratonaLit) e na página oficial da maratona e no Grupo do Facebook, além de realizar desafios diários nos blogs hospedeiros durante a semana. Cada dia, um blog vai propor uma missão diferente, valendo prêmios e brindes!

Atenção para o calendário dos desafios:

11/07 – Capa e Título
12/07 – Por essas páginas
13/07 – NUPE
14/07 – Café com Blá Blá Blá
15/07 – Inscrições para o mega kit

Publicação dos resultados dos desafios e do concurso cultural do mega kit: 25/07

Qualquer dúvida, é só entrar em contato com a nossa equipe em: maratonaliteraria.br@gmail.com.

Como faço para participar?

A mecânica é bem simples… Você precisa:

1. Publicar um post no seu blog – ou, se não for blogueiro, no seu mural no Facebook ou no Skoob (lembrando que as postagens referentes à Maratona devem estar abertas ao público) – falando sobre a maratona e anunciando a sua meta para o desafio.

2. Publicar o link do seu post no formulário de inscrição até o dia 10/07, hospedado no Café com Blá Blá Blá.

3. Participar da maratona, que acontecerá das 0h00 do dia 11/07 até às 23h59 do dia 17/07.

Para concorrer ao megakit:

Para participar do sorteio do mega kit, você precisa:

– publicar um post ao final da maratona falando sobre o seu desempenho: se cumpriu a meta, quantos livros conseguiu ler, quantas páginas totalizou…

– publicar o link do post de conclusão no formulário do sorteio, que estará disponível no blog Café com Blá Blá Blá.

– Você pode ganhar 01 entrada extra para cada desafio diário do qual participar. Para isso, é só publicar o link do seu post de participação no seu blog, no seu mural no Facebook ou no Skoob (lembrando que as postagens referentes à Maratona devem estar abertas ao público).

Puxado? Pode até ser… Mas vai valer a pena, porque 1 sortudo vai levar sozinho um kit gigante, com vários livros :

– Da Gutenberg: Uma noite para se entregar | Entre o amor e a vingança | Proteja-me

Livros Autografados: A Ilha dos Dissidentes | A Ameaça Invisível

– Da Vestígio: Jack, o Estripador em Nova York | Sherlock Holmes no Japão

– Da Intrínseca: Sussurro | Crescendo | Silêncio | Finale

 Da Verus: Red Hill

– Da Novo Conceito: Laços Inseparáveis

– Da Única: Dark House