Nem Um Pouco Épico

Clint Eastwood e Tom Hanks se encontram em ‘Sully – O Herói do Rio Hudson’

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Nova York nunca mais será a mesma depois do fatídico 11 de setembro de 2001, um dia que entrou para história da cidade e para memória dos norte-americanos, quiçá do mundo. Não obstante, anos mais tarde, para ser mais precisa, em 15 de janeiro de 2009, a metrópole teve um outro grande susto, contudo, este veio a se concluir surpreendentemente bem. Em especial, no que se refere a situações envolvendo aviões e seus passageiros.

Aquela história, aliás, era inusitada devido a um piloto realizar, pela primeira vez, um pouso de emergência em pleno rio Hudson e todos os passageiros sobreviverem a queda. O momento de tensão vivido por aquela tripulação foi contada no livro ‘Sully, O Herói de Hudson‘, escrito por Jeffrey Zaslow em parceria com o capitão da aeronave, Chesley Sully Sullenberger. O acontecimento intrigante foi adaptado para os cinemas pelo roteirista Todd Kormanicki e conta com a direção de Clint Eastwood. No papel principal, encontramos o consagrado ator Tom Hanks, e aparecem também no elenco: Laura Linney, Aaron Eckhart, Mike O’Malley, Anna Gun, Jamie Sheridan e Valerie Mahaffey.

O recorte traz o dia frio de janeiro de 2009 onde o capitão Chesley “Sully” Sullenberger (Tom Hanks) se preparava, junto ao seu co-piloto Jeff Skiles (Aaron Eckhart), para decolar do aeroporto LaGuardia, em Nova York. Instantes após o feito, uma revoada de pássaros atingiu as turbinas do avião. A aeronave ficou gravemente danificada e Sully considerou que a melhor alternativa era fazer um pouso forçado em pleno rio Hudson, diferentemente do que a torre de controle o indicou. A iniciativa, felizmente, foi um sucesso, pois acabou salvando todos os 155 passageiros a bordo. O capitão foi imediatamente transformado em um grande herói nacional, porém, a agência de regulação aérea dos Estados Unidos não o isentou de enfrentar um rigoroso julgamento sobre o ocorrido.

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Sully (Hanks) e Skiles (Eckhart) apreensivos com a contagem dos passageiros

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A Chegada, de Denis Villeneuve

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A nossa realidade angustiante de nações dividas, no que se refere a votação de eleições presidenciais, saída ou não de blocos econômicos e até mesmo da questão dos refugiados, é  o reflexo claro de que não há respeito ou apreço pela ideia alheia, somente confronto de opiniões e ruídos na comunicação. Uma pena, pois a falta de cooperação retarda ainda mais a construção de um mundo melhor. Mas é onde a vida falha que a arte surge para lhe dar novo significado. E o lançamento da Sony Pictures para esta quinta-feira(24), ‘A Chegada‘, ficção científica dirigida pelo canadense Denis Villeneuve (Sicário), tem sim esta missão.

No longa, é proposto ao espectador quase duas horas de reflexão sobre uma gama de temas complexos e, como mencionado antes, a comunicação entre os seres humanos é um deles. Mas Villeneuve vai além e brinca com a ciência, com o misticismo e diz com clareza ao público: abram os olhos. O enredo é uma adaptação do short-story ‘A História da sua vida e outros contos de Ted Chiang‘ onde a especialista em linguística Louise Banks (Amy Adams) tem um encontro com seres interplanetários, após ser procurada por militares do governo norte-americano para traduzir sinais e desvendar se os alienígenas representam uma ameaça ou não para a humanidade. Durante o trabalho de tradução, a Dra. tem ainda o auxilio do físico Ian Donnely (Jeremy Renner). Juntos eles correm contra o tempo para desvendar o mistério da chegada destes seres a doze países ao redor do globo e possivelmente evitar conflitos entre eles.

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As naves alienígenas representam não só referências ao mundo do cinema, como também, se assemelham a lentes de contato

O filme trabalha com narrativa não-linear. Ou seja, em diversos momentos, ele se interrompe, para contextualizar acontecimentos importantes e estes dizem respeito a vida da personagem de Amy Adams. Quando os aliens chegam a terra, a acadêmica ainda está em sala de aula. Aliás, naquele momento Banks explica aos alunos sobre a origem das línguas tidas como românticas, e olha que intrigante, ela menciona o português e detalha uma leva de informações sobre o idioma. Ali a conexão da fala da personagem faz uma ótima alusão a linguagem alien. Esta que a Dra. desconhece, mas é requisitada a estudar junto ao físico Donnely (Renner). Ambos trabalham não só com a equipe estabelecida em solo estado-unidense como também com os outros onze times ao redor do mundo. Afinal, descobre-se que aqueles visitantes querem algo muito além do que guerra.

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Elis

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Considerada uma das melhores cantoras brasileiras pela revista Rolling Stone Brasil, Elis Regina foi uma mulher a frente de seu tempo. Iniciou sua carreira musical aos 13 anos de idade e não se contentou com pouco. Perambulou por diversos gêneros na música, participou de ‘n’ festivais, foi também apresentadora de programas na tevê, formadora de opinião, e é, sem dúvida, uma das artistas mais originais que já abrilhantaram os palcos deste país e mundo afora também.

Elis Regina Carvalho Costa, a pimentinha (apelido carinhoso dado à ela por Vinicius de Moraes), estourou em meados dos anos 60 e veio a falecer em 1982, de forma trágica. De lá pra cá, a cantora já foi homenageada por inúmeros ramos do entretenimento. Em 2012, seus filhos organizaram uma leva de honras ao seu trabalho com exposições, um livro e um documentário. Além disso, a vida da artista também foi parar no teatro em forma de musical. E agora a história de Elis será também contada nos cinemas pelas lentes de Hugo Prata, um experiente condutor de programas televisivos e também de videoclipes musicais.

Quem dá vida a esta estrela inesquecível é a atriz Andreia Horta (Muita Calma Nessa Hora) e também estão no elenco: Caco Ciocler, Zécarlos Machado, Rodrigo Pandolfo, Lúcio Mauro Filho, Júlio Andrade, Ícaro Silva e Gustavo Machado. O longa saiu vencedor na categoria ‘melhor filme’, segundo o público do 44º Festival de Gramado (2016), e também rendeu o prêmio de ‘melhor atriz’ para Horta. Sua estreia em circuito comercial está marcada para a próxima quinta-feira (24).

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A atriz Andrea Horta faz um retrato incrível da cantora

O recorte do diretor traz Elis Regina (Horta) deixando sua terra natal, no Rio Grande do Sul, e partindo para a Cidade Maravilhosa acompanhada pelo pai Romeu (Zécarlos Machado) com o compromisso de gravar um disco, porém, os planos são adiados por um contratempo. O pai resolve levá-la então de volta a Porto Alegre, pois precisa de dinheiro, mas a moça é persistente e acaba sabendo que estão fazendo chamadas para testes de novas cantoras no Rio e convence Romeu (Zécarlos Machado) a deixá-la participar. Não demora muito e ela conhece as pessoas certas para sua carreira ascender e conquistar uma legião de fãs. Entre eles, os produtores Luis Carlos Miéle (Lúcio Mauro FIlho) e Ronaldo Bôscoli (Gustavo Machado). Elis entra de cabeça na música e se envolve não só nos festivais do ramo como também na nova onda de programas apresentados por músicos. Além disso, o espectador têm a chance de conhecer detalhes da vida pessoal da cantora, desde os seus romances, a chegada de seus filhos, sua relação com os amigos, até sua ida para a fora do país fazer turnê, o que, por fim, ocasiona um dos piores dramas enfrentados pela cantora, pois ao voltar ao Brasil sofre pressão dos militares para andar na linha.

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Nem tudo está perdido

Um dia, as coisas ficarão melhores. Até lá, fica o desenho de um gato.
Um dia, as coisas ficarão melhores. Até lá, fica o desenho de um gato.

Neste momento muito chocante e triste que estamos passando, pós-eleições municipais aqui e eleições presidenciais nos EUA, acho importante o deixar aqui no NUPE um post com mais amor e esperança.

Os resultados são terríveis sim, mas os dados não.

Aquela história de que os fins justificam os meios (ou o contrário, nem sei mais) não se encaixa aqui. Nos últimos anos, a gente, infelizmente, tem visto muito o discurso de ódio ganhando caras conhecidas e importantes na nossa sociedade. Dá um sentimento muito ruim ver nossos “amigos” e familiares apoiando discursos de intolerância e de apologia à violência à alguma minoria. Um sentimento que não desejo para ninguém.

Daqui a dois anos, teremos o poder nas nossas mãos novamente e precisamos, desde já, perceber que o diálogo com pessoas que só repetem o discurso de ódio e intolerância é muito importante. Precisamos urgentemente mostrar pras pessoas que o ódio é odiar a si mesmo e a quem você ama. Precisamos parar de brigas sem fundamento com radicais e focar em discussões com pessoas que não entendem o mal que estão ajudando a disseminar. Mostrar para as pessoas que voto de protesto não ajuda a ninguém que precisa de ajuda. Precisamos mostrar ao mundo que a nossa geração não é idiota, preguiçosa e folgada como dizem. Somos diferentes do egoísmo conservador que vem destruindo economias e vidas ao longo dos anos.

Seja forte agora porque as coisas vão melhorar. Pode estar tempestuoso agora, mas não vai chover para sempre.
Seja forte agora porque as coisas vão melhorar. Pode estar tempestuoso agora, mas não vai chover para sempre.

A mania problematizadora dos últimos tempos é irritante e o jeito como tratamos as problematizações infelizmente afasta muita gente que não entende o por que se esta problematizando. Não vamos combater intolerância com intolerância, vamos ter paciência e mostrar aos poucos o que queremos.

Temos dois anos para ajudar a mudar o nosso futuro. Temos escolas ocupadas. temos opções. Temos o nosso poder de escolha.

 Estude história e política, leia sobre história e política, fale com seus amigos sobre história e política. Não deixe ninguém usar a sua liberdade como algo ruim.

Top 5ive : Tegan and Sara

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Em março de 2017, teremos mais uma edição super power rock ↖(^o^)↗ do Festival Lollapalooza (adooooooooooro) aqui em bananaland. Os anúncios das atrações foram feitos em meados de setembro e quase que de imediato o publico já podia adquirir sua entrada (conhecem aquele meme maravilhoso do moço informando a produção que não está conseguindo comprar o ingresso? todo ano eu fico daquele jeito hahaha). Entre os músicos que aparecem no line-up do evento, alguns já tocaram por lá, porém em edições anteriores, como é o caso do Cage The Elephant e também o Two Doors Cinema Club. Já outros são listados pela primeira vez como a banda Jimmy Eat The World, The XX e também as canadenses do duo indie rock/pop Tegan and Sara. E elas são tema deste top five tão digno quanto o som que fazem.

As gêmtumblr_odpmdyfrw11vu228uo7_250eas idênticas Tegan Rain Quin e Sara Kiersten Quin surgiram no contexto musical em meados dos anos 90, mas o primeiro disco da dupla só foi lançado em 99. O som delas sempre foi muito alternativo, não é à toa que a galera do indie rock se identificou bastante, todavia, os últimos trabalhos das canadenses começaram a se misturar bastante com elementos da música pop e elas também andaram fazendo umas parcerias com djs famosos que chegaram no topo da parada musical (ver aqui, aqui e aqui).

Pra quem é fã de séries de tevê sabe que o duo sempre tocou em muitas e, na verdade, conquistaram um público enorme depois que duas músicas do álbum ”So Jealous”, de 2004, entraram no playlist seleto da primeira temporada de Grey’s Anatomy (ABC), criada por Shonda Rhimes. Eu mesma confesso que as conheci a partir desta aparição. Dali em diante o amor cresceu e comecei a acompanhar de perto essas mina maravilhosa. Meu álbum predileto delas é sim o ”So Jealous”. Tudo porque eu não pulo uma música sequer do disco e tudo ali têm um efeito catalisador. Segundo o Last.FM, ele já passou pelo player de mais de 646.423 mil ouvintes, mas não esqueçamos de dizer que além do disco, elas têm o total de mais sete álbuns de estúdio, um ao vivo e outro apenas com demos.

As irmãs são ainda compositoras de suas músicas, onde falam de amor, amizade e de experiências que já tiveram na vida de um jeito muito próprio e significante. Abaixo listo para vocês algumas das canções mais legais que as canadenses já lançaram.

Vamos lá! Read more

As mulheres complexas de Brooklyn Nine-Nine

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Que atire a primeira pedra aquela pessoa que nunca acidentalmente viu todos os episódios disponíveis de um seriado de uma vez só. Foi assim que eu descobri Brooklyn Nine-Nine. Em algum dia, olhando as sugestões da Netflix, surgiu esta série que eu sempre ouvi falar, mas nunca tinha nem tentado.

Foi amor à primeira vista.

As promos da série podem enganar: apesar do pôster com o Andy Samberg (não que eu esteja reclamando) e a profissão de policial sendo mencionada toda hora, não é uma série sobre crimes. Nem sobre Jake Peralta, o “protagonista” interpretado por Samberg. Não, é uma série de comédia no ambiente de trabalho, com um grupo de personagens igualmente adorável e desprezível. Melhores piores pessoas. Pense em Parks & Recreation, só que ao invés do departamento de parques em Pawnee, é um distrito policial no Brooklyn, em NY.

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Curtas de terror!

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Estou sempre em clima de Dia das Bruxas, então decidi fazer mais uma lista comemorativa! Me diverti, me assustei e sofri horrores fazendo esta seleção de curtas legais para se assistir em época de Halloween e até mesmo fora dele, porque não há hora para se encantar com coisas assustadoras!

(Bom, não necessariamente assustadoras, mas vocês entenderam, suponho)

Na lista, o curta Cargo não assusta, então se você não é fã de coisas que dão medo, dá para vê-lo com tranquilidade. Particularmente, também não achei The Sleepover assustador, ele é meio que uma homenagem aos filmes Sexta-feira 13, A Hora do Pesadelo e o Massacre da Serra Elétrica, mas também não é nada muito sangrento.

Dito tudo isto, vamos aos curtas!

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5 Filmes para ver com os amigos que moram longe

Olá, galerinha muito louca do NUPE!

Hoje estou aqui para repetir um tipo de post que eu fiz uns anos atrás e que lembrei agora enquanto conversava sobre um filme com um amigo. Uma vez, eu num feriado a toa em casa, como sempre, assisti 13 filmes na Netflix e fiz um comentário pequeno sobre cada um. Vou fazer o mesmo agora, só que dessa vez vai ser de filmes que eu revi ou que vi pela primeira vez com meus amigos através do Rabbit.

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Sim, aquilo ali é um link para assistir ao documentário de Hamilton.

Não sabe o que é Rabbit? Pois bem, Rabbit é um site lindo (que às vezes coelha e nos deixa na mão) que você e seus amigos entram em uma “sala” e assistem o que quiserem enquanto conversam no chat na lateral! É a melhor invenção da internet nos últimos tempos. A gente assiste vídeos de kpop no youtube, dramas no dramafever e filmes em qualquer site que acharmos. Também dá pra usar ele pra estudar junto, ler e-books, fazer trabalhos… É MUITO legal!

Falando agora sobre os filmes:

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“A menina que tinha dons” e o whitewashing

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Olá, gostaria de conversar com vocês sobre o livro A menina que tinha dons, do M.R. Carey.

A menina que tinha dons, para quem não conhece, conta a história de Melanie, uma garotinha super inteligente que ama aprender, gosta muito de à escola e que idolatra sua professora, a senhorita Justineau, que sabe de todas as coisas. Nada incomum para uma menina de sua idade se não fosse pelo fato de que para frequentar as aulas, ela precisa ser amarrada numa cadeira de rodas por dois soldados e enquanto o sargento Parks aponta uma arma para sua cabeça. Melanie, assim como todas as outras crianças de sua classe, é uma infectada que pode ter a cura para o vírus destruiu o mundo como conhecemos e criou os famintos, um nome bem legal para denominar os zumbis do universo de Carey.

A Tassi já recomendou este livro e super recomendo também, porque o li e o AMEI com todas as minhas forças. Afinal, como não amar um livro com zumbis cheio de personagens maravilhosos com uma história bastante inesperada e contada com uma narrativa incrível??

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The Naturals, Jennifer Lynn Barnes

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The Naturals
Autora
Jennifer Lynn Barnes
Editora: Quercus
Ano2013
AmazonKindle – Kobo – Livraria Cultura

Como escrever uma resenha sem spoilers de um livro que é ótimo e cujas reações que você conseguiu reproduzir em voz alta até agora foram: KJDHBFJB DHJBFJSHDF DHGFUYGFUBD GAAAAAAHHHH?

Não sei. Vou descobrir agora.

Antes, vamos responder as perguntas básicas.

Sobre o que é The NaturalsBem, The Naturals é sobre esse programa que o FBI está começando, em que eles recrutam adolescentes que têm habilidades incomparáveis (bizarras) de diagnosticar comportamentos de pessoas. A Cassie, protagonista, é uma Profiler, isso significa que ao observar uma pessoa, ela consegue diagnosticar como ele age, os hábitos dela, etc. E sua mãe foi assassinada quando ela tinha dez anos de idade, e por isso ela mora com a família paterna. Mas ela nunca sentiu como à vontade com eles, nunca se sentiu em casa de verdade. Um dia, um garoto (Michael!) aparece na lanchonete que ela trabalha, faz meio que um teste com ela, e aí deixa um cartão de um agente do FBI para ela ligar. por ser uma garota cheia de complexos porque assassinato da mãe dela nunca foi solucionado, ela decide ligar pro tal agente (Briggs!) e ele conta para ela do programa para adolescentes. Então, ela conversa com a família, dizendo que vai para uma escola especial, e aí a história começa!

O programa ainda está começando, então há poucos jovens ainda participando. Cassie é a quinta, e aos poucos ela tem que ir aprendendo como analisar uma cena de crime e como entrar na mente de um assassino.

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