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Vamos falar sobre Annabelle? #HalloweenNUPE

17 de outubro de 2014 às 15:46, por

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Foi com um misto de animação e pé atrás que fui até o cinema assistir ‘Annabelle’. Filmes de terror são tipo um terreno divino para mim, porque consigo me divertir com filmes ruins na mesma proporção que me divirto com os bons. Divido meus filmes preferidos de terror entre ‘O Exorcista’, ‘The Gingerdead Man’ e ‘A Mão Assassina’, apenas para citar alguns, mas se tem uma coisa que não gosto é de filmes de terror que se levam a sério e não dão medo. E Annabelle, assim como seu predecessor, ‘A Invocação do Mal’ (que a Kah resenhou aqui), é um filme de terror em sua essência, e não um filme trash que a gente chama de terrir (um terror tão propositalmente ruim que gera riso e não medo). Ele se leva a sério, e seu propósito principal é causar medo no espectador. Mas será que ele consegue?

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Pelo amor de Deus, é claro que sim. Você já viu a cara demoníaca daquela boneca?

‘Annabelle’ é um spin-off, ou seja, pode ser visto por quem não assistiu o filme ‘Invocação do Mal’ sem nenhum prejuízo para o entendimento da trama, mas é mais divertido ser assistido se você já conhece a boneca. Se você não conhece, vamos lá: ela aparece quase como uma figurante em ‘Invocação do Mal’, tendo um breve momento em que é citada, e talvez tenha sido colocada lá para que o espectador já a conhecesse um pouco antes de assistir ao filme dedicado exclusivamente a ela. Ou então foi uma feliz coincidência, e os olhos macabros dela fizeram tanto sucesso que o spin-off era inevitável. Não sei dizer ao certo.

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A história acompanha o casal John e Mia – e acertadamente é ambientada nos anos sessenta –, um típico casal de subúrbio americano que está esperando o primeiro filho: ele, estudante de medicina; ela, dona de casa. Os dois têm uma vida tranquila, rodeada por bonecas do quarto do bebê e livros de estudo de John, até que sua casa é invadida e os dois são atacados por membros de uma seita obscura. A partir disso, os eventos estranhos começam a persegui-los, e tudo converge para Annabelle, a boneca de olhos vidrados e sorriso esquisito no rosto.

Talvez a primeira pergunta que você esteja se fazendo é POR QUE DIABOS ALGUÉM IRIA QUERER UMA BONECA SATÂNICA DESSAS? Pois é, eu também me questionava isso enquanto dava meus passos em direção ao cinema, mas a explicação é muito boa e simples: Annabelle é uma boneca colecionável, uma das raras, e a protagonista coleciona bonecas. Ok, aceitável.

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Depois disso, você deve se perguntar: esse filme dá medo? ENTÃO, MEUS CAROS. DEVO DIZER QUE SIM. Os jogos de câmera são extremamente bem feitos, e o som do filme dá uma tensão extremamente macabra para as cenas mais obscuras. Assim como ‘Invocação do Mal’, o filme não decepciona nos momentos em que o terror está presente, e uma das jogadas mais legais do filme é que Annabelle sempre está presente como instrumento do terror, mas nunca como agente dele. Ela sempre está parada, olhando para o espectador enquanto as coisas acontecem, quase como se estivesse achando graça em todo o desespero (talvez esteja, vai saber).

Fiquei surpreso quando descobri que o diretor de Annabelle é o mesmo que fez “Efeito Borboleta 2” e “Mortal Kombat – A Aniquilação”, porque vamos combinar, esses dois filmes são muito muito muito ruins (e juro que, se soubesse disso antes de comprar o ingresso de Annabelle, talvez não tivesse assistido no cinema) (ainda bem que não soube, porque valeu a pena ver o filme no escuro com um monte de gente gritando de medo!). Aqui, no entanto, ele consegue fazer um trabalho extremamente competente.

É um bom filme? É. Tem alguma falha? Tem. O final. O final, senhoras e senhores, é EXTREMAMENTE PROBLEMÁTICO. Esse é o momento em que dou tchau para quem ainda não viu o filme, porque a seção livre de spoilers acabou. A partir de agora, vou falar de partes importantes sobre o último ato do filme; se você não quer saber o que acontece, não continue lendo. Se você já sabe ou não se importa em saber, vem comigo.

[INÍCIO DOS SPOILERS]
(selecione o texto para ler os spoilers!)

Sabe, uma das coisas que mais me irritou nesse filme foi o final. Ele estava quase bom demais. QUASE. Aí teve o final, que cagou tudo. O que me irritou não foi nem tanto a solução final – que é fácil e pobre, além de extremamente batida, mas ok –, mas as condições em que elas apareceram.

Mia, nossa querida dona de casa que está sendo atormentada pelo espírito de Annabelle, faz amizade com Evelyn, uma simpática livreira negra que tem um negócio na frente do novo apartamento dela. E, ao fim de toda a história, Evelyn decide se sacrificar para salvar a paz do casal Mia e John. Evelyn, uma mulher negra que nada tem a ver com a vida dos dois, se sacrifica porque acredita que essa é sua ~missão~ em Terra.

Eu não quero parecer paranoico, mas faz algum tempo que leio sobre representatividade negra em narrativas, e um dos textos mais interessantes que li foi sobre o arquétipo do “Magical Negro” (se você tiver um bom inglês e paciência, é esse daqui). Nesse arquétipo, somos apresentados a um personagem extremamente inteligente, geralmente um mentor com pouca instrução formal (o que não se aplica no caso de Evelyn), que sempre ajuda o protagonista a atingir seu objetivo – seja conseguir alguma coisa, ou, no caso do filme, simplesmente ter paz – e que, no fim da história, sempre se sacrifica por esse protagonista. Stephen King usa muito esse arquétipo (‘À Espera de Um Milagre’, ‘A Dança da Morte’, ‘O Talismã’, ‘O Iluminado’), e o grande problema de utilizá-lo é que o personagem (negro) tem sua vida anulada completamente em prol do protagonista – geralmente branco. Não estou aqui dizendo que o filme é racista (assim como tenho certeza que o Stephen King não é racista), mas apenas queria salientar o quanto esse final é problemático: pela ótica do filme, o grande objetivo da vida de Evelyn é se matar para salvar a vida de um casal que ela conheceu há algumas semanas; e, para isso, deve anular toda a sua vida e suas vontades em prol de conseguir a paz para os outros. É uma atitude altruísta e bonita sim, mas para efeitos de representatividade e para o desenrolar do roteiro, é um movimento extremamente ruim. E se fosse Evelyn que precisasse ser salva por Mia? Será que a narrativa pareceria justa ou bonita?

Queria um final diferente, mais por conta de todas essas questões sobre representatividade do que pelo final em si, sabe. Estava sendo um filme tão bom. O roteiro estava tão legal. Mas enfim, nada é perfeito T-T

[FIM DOS SPOILERS]

Então é isso. Recomendo esse filme? É claro que sim. Vá assistir no cinema, de preferência com aquele seu amigo que se caga de medo de filme de terror, pq OMG reações, as melhores coisas são as reações. Só espero que você não seja essa pessoa que morre de medo, porque aí provavelmente alguém vai te gravar e daqui a pouco você vai estar no Vine.

JESUS, ME LEVA – Uma poesia vogon

16 de outubro de 2014 às 21:32, por

ser ou não ser, eis a questão

Faz mais de dois anos desde que escrevi a minha última poesia vogon, fiquei com preguiça sem inspiração para escrever neste intervalo de tempo (vocês acham que fazer uma poesia tão ruim que fará o seu sangue escapar pelos ouvidos, que obrigará seus pés a correrem para fora do seu corpo e que tirará a sua opção de viver, porque seus intestinos resolveram te matar enforcado para que o sofrimento acabe logo algo fácil de desenvolver?).

Como o calor está me matando, estou inspirada.

Se você não conhece os poemas vogon, gostaria de dizer que sua sorte é bem grande (mas ela está para acabar por minha culpa). As poesias vogon são, basicamente,  a terceira pior poesia do universo e elas são muito, mas MUITO ruins (o exemplo acima sobre os pés, o sangue e intestinos é uma amostra), e são escritas pelos seres mais burocráticos e paranoicos do universo, os vogons. Para vocês conhecerem mais sobre a jornada delas aqui no NUPE, recomendo alguns links:

 

Espero que ao final desta poesia, vocês fiquem assim:

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 JESUS, ME LEVA

“A febre ecumênica invade a compleição,
os fluídos líquidos fogem de minha carcaça como se eu fosse…
Uma denominação vulgar dada às diferentes espécies de mamíferos bunodontes, artiodáctilos, os não ruminantes.
Padeço sem impugnação!
A translação de alento térmico me estrompa.

Ó, o esfalfamento pachorrento!

Nanja granjeei tal circunstância em completa durabilidade.
Onde funda-se a isonomia no firmamento?
Derreei-me desta pândega sem pilhéria e pleonástica.
Onde está a álgida têmpera?
Abluir-me dualmente ou trincamente no período desde a manhã até o imputo do astro
depravou a laracha.

Sem embargo, frialdade assomará,
mas até antanho,
a coleção de células que são a provação de meu versado,
quiçá há de desvanecer.

Impreterivelmente e sem parquear,
confabulo com o sodalício,
“Não transijo em maior quantidade!”

Impreterivelmente e sem parquear,
ululo com todas os meus viços,
“YESHUA HA-MASCHIACH, ME TRANSLATA! NÃO SUSTO TORVO MORMAÇO!!!”

Dor.”

Se você continua vivo, sinto muito, porque sua única opção agora é derreter como estou me derretendo, sofrer essa morte lenta. E se você mora em Brasólia, sinto mais ainda que você tenha que passar por tudo isso com a música incessante das cigarras.

Me despeço.

BOA NOITE E BOA SORTE.

BOA NOITE E BOA SORTE.

Devil’s Attorney

15 de outubro de 2014 às 21:18, por

Como eu passo muito tempo no celular por pura preguiça de ligar o notebook, eu estou sempre à procura de um jogo de celular divertido e, como eu sou chata, que tenha alguma história. E essa é uma missão impressionantemente difícil, então é sempre bom compartilhar quando um jogo acerta em cheio! Infelizmente, ele é todo em inglês, então quem não sabe o idioma vai ficar meio perdido nesse post =/

Devil’s Attorney é um jogo de estratégia de turnos no qual você é Max McMann, um advogado bem brega dos anos 80 que não tem muitos escrúpulos na hora de escolher seus clientes. Vem comigo, vamos assistir a esse trailer que é uma obra prima e ficar com a musiquinha na cabeça a semana toda.

O sistema de jogo é bom simples, você tem que usar suas habilidades para desacreditar as testemunhas e as evidências dos casos contra seus clientes. Quando você acabar com elas, você ganha a partida. A questão é que você enfrenta vários outros advogados e cada um tem um poder especial diferente, então sua estratégia muda completamente de caso para caso.

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Mas as melhores partes do jogo, de longe, são as interações com os advogados antes de cada caso e o bando de referência aos anos 80 que são esfregadas na sua cara. O relacionamento do Max com cada personagem evolui, como aqui em cima, o Max passa uma receita com óleo de peixe no caso anterior pra esse advogado e ele comenta como ele não consegue tirar o gosto de peixe da boca. Ou então quando o Richard Fastley (Rick Astley, alguém?) é acusado de bater na mulher e alega que nunca iria fazê-la chorar, nunca iria dizer adeus, nem contar uma mentira, nem machucá-la. Ou quando um cara de óculos e um brilho vermelho nos olhos é acusado de andar pelado na rua e alega que veio do futuro e só está procurando sua boa amiga Sarah.

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As referências desse jogo sozinhas já o fazem valer a pena, mas a atmosfera dele é tão genuinamente anos 80 que, se você gosta da época, vai adorá-lo! E a melhor parte é que ele está de graça no Humble Bundle Mobile (mas eu não sei até quando, pessoal, corram aí), que também está com outros joguinhos super legais pra celular por um preço menor que o normal. Você tem que rolar a página pra baixo até ver o Max e colocar o seu e-mail, que eles te enviam um link de download. Aí é só abrir o link pelo seu celular, baixar o jogo e ser feliz cantando HE’S THE DEVIL’S ATTORNEY! THE DEVIL’S ATTORNEY! SETTING ALL HIS CLIENTS FREE! (e um pouquinho de  never gonna give you up também).

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Eu só queria mostrar o Daniel-san sendo acusado de agressão. Agora o post terminou mesmo.

Mentirosos – E. Lockhart

14 de outubro de 2014 às 19:00, por

A capa bonita que esconde A DOR

Mentirosos, E. Lockhart

Editora Seguinte, 272 páginas

“Emocionante, bonito e devastadoramente inteligente, Mentirosos é absolutamente inesquecível” – John Green.

Mentirosos foi um livro intenso. E por intenso eu realmente quero dizer, intenso. Concordo com o moço John Green ao dizer que o livro é devastadoramente inteligente (focando no devastador). Imagine ler algo que te deixa confuso no começo, mas depois tudo começa a fazer sentido. Tipo um quebra-cabeças. As peças se juntam e a narrativa começa a acelerar e fazer mais sentido até que *BOOM* sua mente explode.

(Explode de um jeito bom, okay?)

Tipo assim

Tipo assim

Todos os verões a família Sinclair se reúne na ilha da família (sim, eles tem uma ilha), e todos verões os Mentirosos se reuniam e vivam uma amizade ótima e se divertiam. É claro que não fica assim para sempre. No verão em que Cadence – a protagonista – completa quinze anos, ela sofre um acidente misterioso e problemas discorrem graças a esse acidente. Ela passa a ter fortes dores de cabeça, daquelas enxaquecas brabas, depressão, e a mais grave, a perda de memória seletiva. Depois de dois anos de isso ter acontecido, ela resolve voltar à ilha para tentar desvendar o que havia realmente acontecido e se reencontrar com os Mentirosos. Acontece que: nem tudo são flores. A cada passo mais próximo à verdade, Cadence piora.

O começo do livro, lá para as primeiras páginas mesmo, é um pouco confuso. Não vou mentir. A narrativa é diferente. É intensa, como eu já disse antes. Como é narrado em primeira pessoa pelo ponto de vista de Cadence, estamos o tempo todo imersos na mente dela e só dela. Por isso que vemos apenas o seu lado da história. Mas, mesmo assim, uma das coisas que mais me agradou em Mentirosos foi o fato de que o livro não trata apenas de Cadence. Por mais que ela narre, por mais que boa parte da história gire em torno do seu nome, ela é mais uma personagem de uma trama intrincada.

Eu no final de cada capítulo

Eu no final de cada capítulo

Outra coisa bem legal é o jeito com que E. Lockhart narra o livro, alguns momentos são poéticos, outros exagerados, e outros dramáticos. Ainda há aqueles exageradamente dramáticos de Cadence, fora algumas das fantasias da personagem que a autora insere em alguns momentos e… Uau.

Em certo momento do livro o leitor simplesmente não quer largar o livro. A autora cria uma subida de montanha-russa feita inteira de tensão e atiça a curiosidade de um jeito que não dá para parar de ler até o momento da queda. E, bem, E. Lockhart, você me enganou.

Sabe, pensei que nunca fosse ser otário? Pois fui otário.

Eu exatamente

Eu exatamente

Palmas para E. Lockhart, por favor.

Mentirosos é mais do que a mente de Cadence e seus dramas, é uma história que fala de amizade e trata também de dramas familiares. Como uma família aparentemente perfeita pode esconder um muro frágil que esconde um lado não tão bom, nem glamoroso, e muito menos perfeito.

Por mais que eu tenha amado o livro por inteiro, ainda tenho alguns sentimentos meio controversos mesmo assim. Mas isso é bom, faz o leitor questionar o que está lendo, e isso acabou me fazendo reler o livro pouco tempo depois de tê-lo terminado a primeira vez (sério). Bom, muita gente ama, não vi ninguém odiar, e espero não ver.

MIGO, ME SEGURA QUE O FINAL DESSE LIVRO ME MATOU

MIGO, ME SEGURA QUE O FINAL DESSE LIVRO ME MATOU

Leiam Mentirosos, leiam e me contem de qualquer jeito o que acharam da leitura e se também foram brilhantemente enganados por E. Lockhart. Um nó na cabeça desses é muito bom de vez em quando. Ainda mais quando é um nó no estilo Mentirosos.

Halloween NUPEano: A Playlist que era para ser assustadora #HalloweenNUPE

10 de outubro de 2014 às 19:00, por

tumblr_nd7ckgvf621qj4315o1_500*Entra sorrateiramente e assusta todos* Okay, não.

Vocês já perceberam que é Outubro, né? Espero que sim, por que esse é o mês do Halloween e você só poderia ser de outro planeta para não se lembrar disso. Como por exemplo, duvido que as pessoas de Transsexual Transylvania (Alô, Rocky Horror Picture Show) também comemorem o Halloween. Por isso deposito minhas esperanças aqui na Terra mesmo.

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A ideia das músicas para essa playlist vieram quando eu estava assistindo Hocus Pocus pela 455465421 vez e achei que I Put a Spell On You é simplesmente PERFEITA para uma festa de Halloween. Então pensei em juntar outras musicas igualmente perfeitas para festas de Halloween numa playlist e PARTYYYY!!!tumblr_n5srn7pg541qac1soo1_250

Fiquem com a Playlist que deveria ser assustadora, mas que conseguiu ser, no mínimo, dançante. Chega de gifs e afins e deem play antes que três irmãs bruxas tomem a sua alma!

Halloween NUPEano: Creepy as creeps can be from Vcastrillo on 8tracks Radio.

Playlist:

I put a spell on you – Hocus Pocus
The Carnival – Amanda Jenssen
Carousel – Melanie Martinez
The Creeps – Adore Delano
House of The Rising Sun – Lauren O’Connell
Dollhouse – Melanie Martinez
Vampire Smile – Kyla La Grange
VOODOO Doll – Vixx
White Coats – Foxes
Aha! – Pentatonix
Wolf – Exo
This Club Is A Haunted House – Sharon Needles feat. RuPaul
Wonderland – Natalia Kills
I Write Sins Not Tragedies – Panic! At The Disco
In The Room Where You Sleep – Dead Man’s Bones
Dressed In Black – Sia
When The Darkness Falls – The Never Ending

NUPE entrevista: Bianca Pinheiro

9 de outubro de 2014 às 20:26, por

E ESTAMOS DE VOLTA, MINHA GENTE!

Depois do sucesso da última entrevista, resolvi convidar outra quadrinista nacional. Acho fundamental a gente valorizar quem está produzindo esse tipo de conteúdo maravilhoso – ainda mais em uma industria tradicionalmente dominada por homens e num país que ainda não saca totalmente a magia das HQ’s.

Sem mais delongas:

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“QUEM OUSA ME PERTURBAR” – PINHEIRO, Bianca. sqn

Bianca Pinheiro é uma ilustradora e quadrinista residente de Curitiba. Desde sempre apaixonada pelo desenho, decidiu usá-lo para extravasar seu espírito inquieto e seu gosto particular por histórias, transformando tudo em histórias em quadrinhos. Foi assim que criou Bear, a webcomic que atualiza semanalmente no tumblr e que esse ano ganhou seu primeiro volume impresso pela Editora Nemo. Mas como veremos, não só de ursos vive essa garota, que tem uma arte muito versátil e várias ideias para por em prática no futuro. Não tem como não se animar com a possibilidade de ela lançar coisas novas - tipo sua HQ independente, Dora.

Se você gosta de bom humor, metalinguagem e animais falantes, você tem tudo para curtir o trabalho dela. E se não gostar, tenho certeza que Bianca tem algo nas mangas que vai te interessar.

Em Bear você revela ser da Corvinal (TAMO JUNTO \o). O que te faz se identificar com essa casa de Hogwarts?

Pra ser sincera eu também me identifico com os valores da Lufa-Lufa, hahaha! Mas veja, quando li o primeiro Harry Potter eu tinha treze anos e era uma daquelas pirralhas nerds que vive enfiada nos livros e nos quadrinhos, sabe? Aquela que passava o recreio na biblioteca e não no ginásio junto com as crianças legais. A identificação com a casa que preza o conhecimento foi imediata, hehehe (e depois a Luna é Corvinal! não tem como não amar a casa quando se conhece a Luna).

Aproveitando: a quais casas pertenceriam a Raven e o Dimas? (E A D. PIVARA, NÃO VAMOS ESQUECER D. PIVARA!)

Que. Pergunta. Difícil!

Auishoausihaiussa!

Vamos lá:

Raven: provavelmente ficaria entre Grifinória e Lufa-Lufa. Acho que eu escolheria Grifinória, no final das contas, porque a menina parece nem saber o que é medo. xD~

Dimas: entre Corvinal e Lufa-Lufa. Se houvesse um meio-termo entre as duas casas, ele estaria nela. Porque o Dimas é o cara que estuda e tem um vasto conhecimento. Mas tem também a ingenuidade de uma criança, às vezes. E é muito justo, muito valoroso. Acho que eu escolho Lufa-Lufa pra ele, com a ressalva de que o Chapéu Seletor ficou muito em dúvida.

D. Pivara: Corvinal. Certeza absoluta. :D

Bear não foi seu primeiro trabalho, confere? Pode contar mais sobre o que você já andou produzindo por aí?

Não foi meu primeiro trabalho com HQs porque faço HQs desde que aprendi a segurar um giz de cera. Hahaha! Mas falando sério agora, Bear foi meu primeiro livro impresso! Então, pro mundo, pode ser considerado meu primeiro trabalho. No entanto, eu publico HQs quinzenais e curtas no tumblr A Vaca Voadora, junto com a Fefê Torquato. E isso vem antes de Bear. E no meu blog/portfólio tem também outras HQs que inventei de fazer por aí.

O que tenho a dizer sobre minha produção é: eu gosto de variar. Gosto de pegar temas diferentes, brincar com estilos diferentes, com narrativas diferentes e tudo o mais. eu gosto de experimentar, artisticamente falando (porque em matéria de sabor de sorvete eu sempre fico com cereja e chocolate. Sempre).

Na versão original da história, você coloca gifs em alguns momentos e isso cria um efeito incrível. Adaptar isso para a versão física foi um problema?

Nah, não foi problema nenhum. As gifs usadas na webcomic são apenas um “a mais”, um efeito pra ficar bacana. Não fazem parte da narrativa. Ou seja, não são essenciais para que a história seja compreendida. Meu objetivo desde o começo foi fazer uma HQ e não uma animação. Assim sendo, o movimento não é necessário para o desenrolar da história. Tirá-lo pra versão impressa foi tranquilo porque eu não precisava adaptar nada. ^^

Dona Bianca Oráculo, o storyboard existe mesmo? E ele conta o que acontece com São Paulo depois que a água da Cantareira acabar no dia 27, por exemplo?

O storyboard existe sim! É inclusive um caderno preto, como na história. Mas infelizmente ele só sabe o que vai acontecer em Bear… não sabe sobre o futuro de São Paulo… sinto muito. :(

Então, acabei de ser informado aqui pela produção que para continuar com a entrevista, você precisa resolver uma charada. O que é, o que é: algo novo, velho, emprestado e azul que aparece na televisão britânica há mais de 50 anos.

TARDIS!

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ACERTOU!

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Segunda parte da entrevista liberada

Eu quase coloquei “THE ONLY WATER IN THE FOREST IS THE RIVER!!1!one”. Gosta da série? Podemos esperar uma referência a ela no futuro? Você gosta de fazer referência que eu sei!

Confesso que tive que caçar no Google pra confirmar a referência, hahaha! Eu ainda não cheguei nessa parte de Doctor Who. Pra ser sincera, assisti apenas a primeira temporada (das novas temporadas) e o começo da segunda. Não gostei do Doctor do David Tennant (e olha que eu adoro ele em Harry Potter e em Broadchurch). Mas sei lá… eu amava o Doctor do Christopher Eccleston. Achei que a série perdeu muito com a saída dele. especialmente porque, na minha humilde opinião, ele era o melhor ator de todos, ali. então… parei de ver.

Mas vamos à pergunta!

Sim! é possível que apareça uma referência de Doctor Who SIM! \o/

Torço para que você dê outra chance ao Tennant, Bianca. Ele protagonizou alguns dos meus episódios favoritos. Mas deixa eu manter o foco: você acha que o emprego tradicional é inimigo da criatividade?

Acho que depende do quanto você consegue unir seu trabalho ao seu emprego. Eu uso aqui a palavra “trabalho” para me referir àquilo que a gente faz e que realmente gosta de fazer. Vamos supor que um publicitário ame criar peças publicitárias variadas e trabalhar em uma agência de publicidade. Pra esse cara, o emprego tradicional – de publicitário em uma agência – é perfeito. A criatividade dele não está abalada e nem a força de vontade para produzir.

Se, no entanto, esse publicitário que trabalha na agência for alguém que, no fundo, sempre quis ser um grande pintor, então eu acredito que o emprego vai atrapalhá-lo na hora de produzir o que ele realmente ama. E não é porque o emprego tradicional acabe com a criatividade. Mas ele esgota a mente quando você se vê obrigado a fazer algo que não é o que, no fundo da alma, você gostaria de estar fazendo.

Ora, eu trabalhei por três anos como designer e depois por mais três anos como ilustradora. Só consegui produzir de verdade os meus quadrinhos quando larguei o emprego. É uma questão de poder se dedicar mental e fisicamente àquilo que você ama. E dar 100% da sua capacidade mental para isso. :3

Qual é a importância de estar vivo e fazer as coisas?

Que coisas? Se for coisas como “arrumar a cama” e “lavar a louça” eu digo que é uma importanciazinha, só. hahahaha! okay, falando sério.

Acredito que produzir – seja o que for que você produza – é algo importante para se sentir vivo enquanto se vive. Trabalhar por trabalhar é desumano, é alienante, é esgotante e injusto. Quando você produz alguma coisa que acha importante, você se sente vivendo, como um ser existente, como alguém que faz e não alguém que apenas absorve o mundo ao redor. Eu acho importantíssimo (mesmo que, pra você, arrumar a cama seja de vital importância).

Recentemente esteve conosco a dona Nia, e me dou ao direito de fazer a mesma pergunta que fiz a ela: você acha que as mulheres quadrinistas no Brasil estão conquistando seu espaço no mercado?

Claro que estamos! Eu e a Fernanda Nia somos exemplos disso. Estamos aqui, produzindo e sendo reconhecidas. Isso é maravilhoso. Acho que o mercado brasileiro de quadrinhos está finalmente se dando conta de que o que está entre as nossas pernas não define o valor do nosso trabalho. :)

Eu perguntaria se você pretende produzir mais volumes de Bear, mas eu acho que isso está implícito, né? (Mas só pra confirmar, eu perguntei mesmo assim). Além dele, há algum outro projeto na manga no momento?

Eu sempre tenho projetos na manga! MWHAUAHAAHAUHAUHA! Eu sou um pouquinho doida quando se trata de fazer quadrinhos. Tenho Bear Volume 2 como um dos principais projetos do ano que vem, 2015. E tenho também outros dois projetos de quadrinhos que não têm nada a ver com Bear engatilhados. Acredite em mim: eu sempre tenho projetos na manga. xD~


HORA DE UM TESTE RORSCHACH SEMÂNTICO:

O que você está lendo no momento: This One Summer, das primas Jillian e Mariko Tamaki.

No seu sanduiche não pode faltar: Pão? ok, ok, queijo!

Um feitiço: Wingardium LeviÔsa!

Quadrinhos para você são: vida!

Um spoiler: Harry é a última horcrux.

Ursos ou Capivaras: Hum… Difícil… Mas fico com ursos.

Um medo absurdo: Borboletas (eu sei… mas tenho pavor de borboletas).

Uma charada: “um navio estava voando, furaram os quatro pneus. quantas bananas sobraram?” Resposta: “nenhuma, os elefantes comeram tudo” (charada tirada de uma história do Bidu que li quando era criança. era minha charada favorita de todo o mundo).

***

MANO, EU LEMBRO DESSA CHARADA! Mas a versão que chegou até mim terminava com “Nenhuma, jacaré não tem pescoço”.

E depois dessa informação fundamental para a existência humana, eu me despeço. Muito obrigado pela entrevista, Bianca!

…MAS QUARTEIRÃO NÃO TEM BACON.

8 de outubro de 2014 às 18:59, por

Como todos devem ter conhecimento, todas as histórias mais absurdas sempre acontecem comigo (perguntem para a Barbarella, que me acompanhou e presenciou a maior parte da minha vida ridícula) e, mesmo quando envolve comida, tudo dá errado, principalmente quando não gosto de alguma coisa (tipo bacon) ou vou comer uma salada (sempre tem bicho. SEMPRE). E, antes que me julguem por não gostar de bacon, gostaria de dizer que ele classificado na pastinha de gostos gastronômicos chamada, “todas as comidas que eu adorava na minha vida, até assistir o Discovery Channel, descobrir como elas são feitas e ter nojo eterno“.

A culpa não é minha, se é para crucificar alguém, que sejam as geniais pessoas que acharam uma boa ideia mostrar em um canal tão legal como o Discovery sobre a forna que as comidas são feitas.

Mas, enfim, o fato é que depois de tal programa eu passei a DETESTAR BACON. MUITO. NÃO AGUENTO. É MUITA PRESSÃO PARA MEU POBRE CORPO E NÃO ROLA. SIMPLESMENTE.

Bizarramente, desde que tomei nojinho de bacon, surgiu uma maldição na minha vida e, apesar de NUNCA pedir bacon, sempre ganho uma porção extra.

BACON. *blergh*

BACON. *blergh*

Aconteceu na época em que a minha vida girava entorno no Quarteirão do McDonalds (e envolveu um dos diálogos mais metafísicos de toda a minha existência), incontáveis vezes no Spoletto, muitas e muitas vezes em vários restaurantes que pedi qualquer coisa que SEM bacon e, a última vez foi neste sábado, em que fui numa kebaberia e ganhei extra de bacon. Infelizmente (ou felizmente?), são histórias demais para contar em apenas um post, então queria compartilhar com vocês a primeiríssima vez em que um bacon aparatou na minha comida, e aviso que foi tudo extremamente surreal e vocês vão questionar a vida, o universo e tudo o mais após este relato.

Lá estava eu, toda inocente, no Conjunto Nacional (um shopping em Brasília) para almoçar com minha mãe e meu irmão. Comprei um quarteirão no McDonald’s, mas, por algum motivo sempre esqueçcia de pedir para não adicionarem o picles, então eu mesma fui tirar e quando abri meu sanduíche, vocês nem podem imaginar a a minha surpresa ao ver DOIS ENORMES PEDAÇOS DE BACON NO MEU QUARTEIRÃO.

Tem bacon no meu quarteirão? MAS QUARTEIRÃO NÃO TEM BACON.

Tem bacon no meu quarteirão? MAS QUARTEIRÃO NÃO TEM BACON.

Olhei para a família e disse, “Tem um bacon no meu quarteirão…” e lembro que a mãe respondeu, “Mas quarteirão não tem bacon.“, e o irmão  comentou, “Que estranho ter bacon no quarteirão, porque quarteirão não tem bacon, mas fica com ele. Que tipo de pessoa reclama de um extra de bacon?“, obviamente respondi que uma pessoa que NÃO COME bacon. Confesso que até pensei em doar o bacon para ele, contudo, não tinha como separá-lo do queijo, pois eles estavam grudados e não queriam se separar JAMAIS. Sendo assim, fui obrigada a voltar para aquela fila horrorosa do McDonald’s para trocar meu sanduíche e explicar que o motivo para a troca era o bacon que não queria largar o queijo.

Antes de continuar o relato, quero que vocês guardem bem essa frase:

Mas quarteirão não tem bacon.

Fui com o meu sanduíche como quem não quer nada para  trocá-lo por um SEM bacon e, depois de minutos esperando o atendente do caixa ficar livre para me atender, pedi para ele substituir o meu quarteirão porque ele estava acompanhado com baco e não dava para tirar sem levar o queijo junto. Não era um pedido complexo e sempre me iludo pensando que não terei nenhuma dificuldade e é incrível que depois de anos e anos convivendo comigo mesma, eu não tenha aprendido que quando se trata de mim as coisas são fáceis e simples.

(Vocês também pensaram que tudo daria certo para mim???? HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!!!! VOCÊS AINDA ME MATAM COM ESSA INGENUIDADE!!!) (e eu também vou acabar me matando com a MINHA própria ingenuidade também, se serve de consolo *chora*)

Ainda na minha ilusão,  pensei que teria que esperar só um pouco para um novo hambúrguer e pronto, mas todos os meus sonhos se desfizeram no momento em que o caixa me disse, “Senhora, não PODE ter um bacon no seu quarteirão, porque quarteirão não tem bacon“, e como ele não acreditava em mim de jeito nenhum, mostrei o sanduíche aberto , mostrando os dois pedaços de bacon tamanho família e, olha, poucas vezes vi uma pessoa tão pasma na vida por conta de tiras de bacon em um hambúrguer que não tem bacon.

Meu deus… Tem bacon no quarteirão… Mas quarteirão não tem bacon… Só um instante, senhora.“, o Atendente disse incrédulo e se retirou para conversar com alguém para realizar a troca e eu, na minha (eterna) inocência, pensei que ele fosse apenas trocar meu sanduíche e FINALMENTE poderia almoçar. Cara, eu estava realmente FAMINTA, raramente tomava café da manhã naquela época, entretanto, o Atendente surgiu, mas  não com um quarteirão novo, mas sim com o infame quarteirão com bacon e o gerente.

Foi chocante descobrir que dois simples pedaços de bacon em um quarteirão causariam uma comoção a ponto de chamar o gerente, quando tudo o que eu queria era um sanduíche novo e sem nenhum bacon. Quem imaginaria que esse seria quase que um dos dez trabalhos de Hércules???

O Mister Manager (é assim que chamarei o gerente que não lembro o nome =X) perguntou ao Atendente o qual era o problema e a resposta que ele deu foi, “Mister Manager, essa senhora apareceu pedindo para trocar o quarteirão dela pois ele contém fatias de bacon.“.

...é mesmo?

…é mesmo?… bacon… em um quarteirão…?

E o que vocês imaginam que o Mister Manager fez?

Ele simplesmente olhou para mim, olhou para o sanduíche, olhou para o atendente, olhou para o sanduíche novamente, ficou em silêncio por alguns segundos e afirmou com uma feição séria e sombria: “Quarteirão não tem bacon. Por que teria um no quarteirão? Não estou entendendo o que está acontecendo aqui, porque não tem bacon no quarteirão.“, ao que o atendente respondeu, “Justamente. Quarteirão não tem bacon, mas tem bacon no quarteirão dessa senhora. Por isso chamei o senhor, Mister Manager.“, e o Mister Manager fez uma cara de descrença e repetiu quase que para si mesmo, “Não deveria ter um bacon nesse sanduíche…“.

EU SEI QUE NÃO EXISTE BACON EM UM QUARTEIRÃO E MESMO QUE EU NÃO SOUBESSE, ENTENDI DAS 308478327040 VEZES QUE ME REPETIRAM QUE NÃO EXISTE BACON NO QUARTEIRÃO.

EU SEI QUE NÃO EXISTE BACON EM UM QUARTEIRÃO E MESMO QUE EU NÃO SOUBESSE, ENTENDI DEPOIS DAS 308478327040 VEZES QUE ME REPETIRAM QUE NÃO EXISTE BACON NO QUARTEIRÃO.

Vocês não imaginam o quanto precisei respirar fundo e me segurar para não rir por conta dessa situação maluca em que me meti. Garanto que aquela foi a hora de testar o meu autocontrole e aperfeiçoar a minha poker face, então, usando a minha cara mais séria, afirmei que não sabia o motivo de ter um bacon no quarteirão e que eu só queria trocar o sanduíche, porque minha família já estava comendo, minha batata estava esfriando e o gelo da minha coca estava derretendo. Meio que se sentindo culpado, o Mister Manager pediu desculpas pela demora, enfantizou que um novo quarteirão seria entregue e me convidou a voltar para trocar o refri e a batata, o que educadamente recusei, uma vez que não sou fã de desperdício de comida (sim, sim, levei um sanduíche para trocar, mas foi por motivos de força maior).

Depois disso tudo, finalmente recebi meu quarteirão e fui viver feliz para sempre com a minha família e tivemos uma almoço maravilhoso.

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!!!!!!! ATÉ PARECE!!!!

Vamos esclarecer uma coisa, se essa história não me envolvesse, ela DEFINITIVAMENTE teria acabado. E para set bem sincera, ela provavelmente nem teria começado e eu sequer, teria passado por essa saga tragicômica, no entanto, eu sou eu e é claro que as coisas não acabaram ali.

Então dando sequência ao drama da minha vida….

Mister Manager fez o pedido de mais um quarteirão para o cozinheiro (que será chamado de “Cook”) e o Atendente , muito solícito, pensou que seria uma ótima ideia acrescentar a seguinte frase, “Mister Manager, aproveita e fala para o Cook sobre o bacon no quarteirão.“.

E FOI NESSE MOMENTO QUE EU ENTREI EM DESESPERO COMPLETO. PENSEI COMIGO MESMO QUE ESTAVA SENDO CASTIGADA E SABEM O MOTIVO PARA EU ME SENTIR ASSIM? SEI QUE VOCÊS SABE A RAZÃO E VOCÊS LERAM A RESPOSTA VÁRIAS VEZES PARA SABER O QUE O COOK ME DISSE. CONVENHAMOS, EU TIVE QUD OUVIR A MESMA COISA TREZENTAS MIL VEZES. E CONFESSO QUE NAS PRIMEIRAS DUZENTAS E NOVENTA E NOVE MIL E NOVECENTOS E NOVENTA E NOVE VEZES QUE ELES FALARAM SOBRE O QUARTEIRÃO E O BACON, ME SEGUREI PARA NÃO RIR. MAS DEPOIS DE TANTAS REPETIÇÕES AQUILO PERDEU A GRAÇA E QUASE ARRANQUEI MEUS CABELOS QUANDO O COOK FALOU EM ALTO E EM BOM SOM DA COZINHA, “Bacon? Não tem bacon no quarteirão! Não é possível ter bacon no quarteirão, PORQUE ELE NÃO É FEITO COM BACON.“.

O Atendente e o Mister Manager, levaram aquela comida que EU estava aprendendo a ter mais e mais rancor e raiva e desespero e vontade de rir e de chorar ao mesmo tempo para o Cook ver que, SIM, TINHA BACON NAQUELE QUARTEIRÃO.

QUAL É A DA MINHA VIDA?!

QUAL É A DA MINHA VIDA?! EU SÓ QUERIA UM SANDUÍCHE NOVO, SABE?! É PEDIR MUITO?

Não vou entrar em detalhes sobre o que aconteceu daí por diante, porque senão ficarei em um loop sobre como o quarteirão não tem bacon, mas o resumo da ópera é que três minutos depois o meu sanduíche apareceu SEM BACON (mas com picles, porque esqueci, mais uma vez, de pedir para não colocarem) e a cozinha inteira do McDonald’s estava repetindo, “BACON? QUARTEIRÃO NÃO TEM BACON, ENTÃO COMO AQUELE BACON SURGIU NO QUARTEIRÃO? QUEM COLOCOU LÁ? QUEM FOI O CULPADO?“.

Deve ter até rolado uma CPI sobre aquele bacon no quarteirão, sei lá.

Só sei qe passados quase vinte minutos inteiros de muito drama, voltei para a mesa onde estavam minha mãe e meu irmão e eles já tinham terminado a comida deles (óbvio). Aí mamãe me perguntou o que tinha acontecido para demorar tanto, se a fila tava muito grande, se eles encrencaram e esse tipo de coisa que mães perguntam quando se demora para voltar para comer quanfo você foi tentar resolver uma tarefa (teoricamente) simples. E como eu ainda estava repensando sobre a minha vida, o universo e tudo o mais e meu cérebro estava derretido, acabei respondendo antes de compartilhar meus causos com a família:

Quarteirão não tem bacon.

#morta

#morta

TBR Jar #2 – O Menino do Pijama Listrado

7 de outubro de 2014 às 18:30, por

Ano: 2006
Autor: John Boyne
Editora: Seguinte

“Bruno tem nove anos e sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em Berlim e a mudar-se para uma região desolada, onde ele não tem ninguém para brincar nem nada para fazer. Da janela do quarto, Bruno pode ver uma cerca, e para além dela centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixam com frio na barriga.
Em uma de suas andanças Bruno conhece Shmuel, um garoto do outro lado da cerca que nasceu no mesmo dia que ele.”

 

Ok, eu talvez tenha adiado um pouco essa resenha porque não queria lembrar de todos os feels que esse livro me deu, mas não dá mais pra enrolar. Respira fundo e vamos lá.

Quando esse livro surgiu na minha TBR Jar, eu sabia no que estava me metendo. Eu vi o filme há uns 3 ou 4 anos e, nossa, foi doído demais. Como todo mundo fala muito bem da escrita do John Boyne, imaginei que o sofrimento fosse ser imensamente maior durante a leitura. E não é que a minha maior surpresa foi ver que o sofrimento acumulado foi menor?

Oi? Mas e aquele final?

Ok, deixa eu explicar: todo mundo entra nessa história sabendo que o pai de Bruno vai gerir um campo de concentração e que Schmuel é um judeu cativo, o que faz com que não tenha um grande mistério ou uma grande pontada de dor (ok, no final do livro tem) por causa de um momento de revelação. Acaba que você fica, sim, com uma agonia pequenininha te acompanhando durante o livro todo, mas só de não ter o visual forte do filme, o impacto das conversas dos meninos fica só no “ai que dorzinha do meu coração pobres crianças *lágrimas silenciosas*” ao invés do “OMG MENINO O QUE VOCÊ TÁ FAZENDO NÃO NÃO *choro histérico*”.

O que importa no livro é a inocência de Bruno ao lidar com a realidade da época, que é a coisa mais impressionante do livro todo. Você vê as palavras que ferem Schmuel, da mesma maneira que vê que Bruno só quer ser uma criança e ter um amigo para brincar. Enquanto isso, percebemos a realidade de Schmuel, que usa a companhia de Bruno pra fugir um pouco da sua realidade.

O livro, narrado em terceira pessoa, mas através da visão de Bruno até quase o final, é tão imersivo que eu demorei para me tocar do verdadeiro significado de Haja-Vista, local para onde a família do menino se muda. Comentando assim, em uma resenha, você pode perceber pelo contexto da história que o menino apenas pronuncia o nome errado, mas a história te leva de tal maneira à inocência de Bruno que a sua mente acaba demorando um pouquinho pra ligar um fato a outro.

É um livro tão curtinho, mas que consegue passar tantas emoções (inclusive as dos adultos da casa, representados principalmente pela figura da mãe do Bruno), que eu fiquei até com medo de ler os livros maiores do John Boyne, como “O Palácio de Inverno” (que a Dayse já fez resenha aqui). (OBS TARDIA: Eu acabei de lembrar que já li outro livro dele, “Noah foge de casa”, que também tem duas resenhas aqui, e que foi PURO SENTIMENTO. JOHN BOYNE É CRUEL, CRUEL, CRUEL!!!)

Ah, e uma dica: se você puder, leia o livro antes de ver o filme.

Classificação: Cinco pedaços de pão.

 

AGORA VAMOS AO PRÓXIMO SORTEIO DA MINHA TBR JAR!!!

O próximo livro que a TBR Jar escolheu para eu ler foi “O Trono de Fogo” do Rick Riordan! Esse é o segundo livro das Crônicas dos Kane, a trilogia egípcia do Rick Riordan. Eu li o primeiro (“A Pirâmide Vermelha”, que tem resenha aqui) já tem bastante tempo e amo muito muito muito muito muito o Egito e adorei o primeiro livro. Achei até engraçado porque acabei de pegar esse livro de volta, porque estava emprestado, o que foi uma baita de um coincidência hehehehehe Mas não vou falar nada sobre a TBR Jar estar sendo generosa comigo porque vai que ela se revolta que nem a da Val e resolve me dar um “Mil e uma noites”? Curiosamente, hoje saiu Sangue do Olimpo, o último volume da série Heróis do Olimpo!

5 campanhas legais no Catarse pra você ser feliz!

6 de outubro de 2014 às 21:27, por

Eu sempre fico abismado com a capacidade do Catarse de ter coisas para simplesmente TODOS os gostos.

Se você não sabe, Catarse é o principal site de financiamento coletivo do Brasil. Se você não sabe², financiamento coletivo é tipo fazer compra no cartão de crédito, só que ao contrário: você dá o dinheiro para fazer o projeto acontecer e recebe o produto depois. É totalmente seguro e dá oportunidade para pequenos produtores de conteúdo e projetos muito legais. De Fabio Yabu à Clara Averbuck, já passou muita gente incrível fundando seus projetos por lá.

Eu sempre estou de olho. Minha biblioteca está cheia de coisas de projetos do Catarse, especialmente histórias em quadrinho! Tem muito material legal que você não acharia normalmente, além de muitos oferecerem conteúdo exclusivo aos contribuidores. Então decidi compartilhar com vocês alguns dos meus favoritos no ar no momento:

DRAG-SE

Talvez você já tenha ouvido falar desse projeto por aí. Muita gente legal tem comentado dele ultimamente, e com ótimos motivos. Mas se não estiver sabendo, melhor ainda, por que daí eu posso te contar: DRAG-SE é uma websérie pra contar como vivem algumas Drag Queens no nosso país. Serão 10 episódios, cada um falando sobre a rotina de uma dessas divas aqui, ó:

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Nem preciso dizer que isso é maravilhoso na questão de representatividade, né? Conhecer mais da realidade desses artistas performáticos é uma forma de promover a tolerância e a compreensão em relação a esse grupo, que infelizmente ainda sofre muito preconceito. Então, se seu único referencial de Drag Queen são as concorrentes de RuPaul’s Drag Race, já passou da hora de olhar para a cena nacional, né? Vem, gente!

LOVE – A arte que não deveria ser

Eu tenho uma certa relação de amor e ódio com a obra de H.P.Lovecraft. Ainda não a li tanto quanto gostaria, em parte por priorizar outras coisas no momento, em parte com medo do que eu posso encontrar se mergulhar muito fundo nela. Por outro lado, eu adoro a produção artística que gira ao redor de seu trabalho. Me fascina a forma com que ilustradores retratam suas criaturas e seres medonhos. Dito isso, é mais que óbvio que fui fisgado pela proposta de LOVE, que é um livro só de ilustrações de Walter Pax sobre esse tema, junto com as citações que as inspiraram. Estamos em Outubro, minha gente, é o mês do horror, então não há melhor hora para adquirir um livro cheio de fofuras como essa:

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Remendos

90wdlVoEsse é um projeto do Daniel Cramer, o criador do Sushi de Kriptonita. Talvez você não conheça ele ou seu blog, mas você provavelmente já teve um deslumbre de sua arte, que corre solta nas repostagens do tumblr. Remendos tem como objetivo ser uma compilação das melhores páginas que já foram publicadas no blog, além de incluir material inédito produzido exclusivamente para essa versão, como não poderia deixar de ser. O que mais me deixa impressionado é que, para um material dessa qualidade impresso colorido em papel couché, o preço está MUITO BOM, GENTE. Vale MUITO apena e não haverá reimpressões então É AGORA OU NUNCA!

QUAD2

xZxZtRoQUAD é uma especie de antologia de contos em quadrinho. Quatro autores narram quatro histórias, todas elas ambientadas no mesmo universo cheio de ficção cientifica <3 <3 <3 Ele tem o 2 no nome por que é a continuação de uma revista com a mesma proposta, que inclusive foi financiado também no Catarse – e muito bem financiado, diga-se de passagem. Quase 10 mil reais a mais que a meta inicial! A qualidade do trabalho dos caras é inegável e vale enfatizar que essa pode ser uma das últimas chances de se conseguir uma cópia do primeiro volume de QUAD (que eu faço votos para que se torne uma coisa anual por que adoro fazer coleções <3)

Aokigahara

Esse aqui é minha aposta da vez. Eu costumo contribuir com projetos de gente que eu já sou muito fã, ou que eu percebo que já tem garantia de serem concluídos – até para evitar decepção depois. Só que Aokigahara é uma proposta de HQ que ACABOU de ser posta no ar, mas pela qual estou perdidamente apaixonado. A arte é absolutamente maravilhosa e a premissa é intrigante: a revista vai contar a história de dois jovens que decidem ir a floresta de Aokigahara para tirarem as próprias vidas. Aokigahara de fato existe no Japão, próximo do Monte Fuji, e é conhecida pelo número de pessoas que até lá foram para cometer suicídio. A ideia tem enorme potencial e os caras parecem ter toda a competência necessária para contar uma história incrível, dá só uma olhada:

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Então aqui vai o meu apelo: contribuam. É sério. O mundo precisa dessa história.

EU PRECISO DESSA HISTÓRIA! ME PERMITAM TER ESSA HISTÓRIA, POOOOOR FAVOR!

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Os Fantasmas dos Halloweens Passados…

3 de outubro de 2014 às 18:45, por

OLÁ, CRIATURAS DO PÂNTANO QUE ACOMPANHAM O NUPE! ENTRAMOS NO MÊS DO DAS BRUXAS (e do meu aniversário) E RESOLVEMOS FAZER UM MÊS DE POSTS RELACIONADOS COM O TEMA!!! AMO ESSA CENA ~~

"Somos fantasmas!"

“Somos fantasmas!”

E podem respirar tranquilamente que não somos criativos o suficiente para fazer todos os dias de posts, então vamos apenas pegar as sextas para colocar nossos posts temáticos e eu fui a pessoa (vítima? sacrifício? boa alma?) que se ofereceu para dar início às celebrações desse mês maravilhoso e perfeito!

Para começar a nossa jornada, tivemos a ideia genial de passear pelos nossos fantasmas posts passados e fazer uma retrospectiva da jornada sobrenatural que tivemos até hoje! E com já disse para meus amigos NUPEanos, porque minha terra é uma terra sem lei e não existem ordem (cronológica) nessa bagaça!

(ou pode ser apenas a minha preguiça atacando)

(mas depois de publicado, tenho certeza que as minhas ~agonias~ atacarão, mas como disse, “mais tarde”)

"É a vida"

“É a vida”

1) Halloween NUPEano: uma playlist (meio) assustadora

A nossa amada Tassi morre de medo dessas coisas de espíritos e fantasmas (pode contar, né? >D), mas isso não a atrapalhou nem um pouquinho na hora de criar uma playlist temática com músicas um tanto quanto… assustadoras. Acho que ela não percebeu, mas ela tem um DOM. Vocês podem conferir a playlist logo abaixo!

Halloween NUPEano from tassi on 8tracks Radio.

2) HALLOWEEN EMERGENCY PARTY!

Sabem a Kah? Ela é uma linda e deu dicas maravilhosas de como fazer uma festa de dia das bruxas de emergência! Ela deu ótimas dicas de como fazer comidas e fantasias práticas, fáceis e rápidas e ainda incluiu a playlist de dia das bruxas que a Tassi fez para ser tocada na sua festa de emergência!!

"TODO O DIA, EU DANÇO"

“TODO O DIA, EU DANÇO”

3) Filmes para se assistir no Halloween :D

No ano passado, fiz uma lista de filmes que acho super maneiros de assistir durante (ou antes) (ou depois) o dia das bruxas! Como sou muito legal e sempre lembro que tem gente que não gosta de filmes de terror, então fiz uma lista bem eclética com os filmes: Abracadabra, Invocação do Mal, A Coisa (It), The Rocky Horror Picture Show, Os Fantasmas se Divertem Da Magia à Sedução! É só dar uma conferida no post para saber mais sobre os filmes da lista, hehehe!

NÃO SE ESQUEÇAM DA PIPOCA!

SURPRESA!

4) 5 Luxos e 1 Lixo: Filmes de Zumbi

Aproveitando que coloquei uma lista no item anterior, vou aproveitar a deixa e colocar mais uma lista que fiz e dessa vez com filmes de zumbis! Como é uma lista de luxo e lixo, não vou estragar a surpresa contando quais estão na lista, mas garanto que não é só filme assustador de zumbi, OKAY? Tem duas (DUAS!!!!!) comédias!

Não é culpa deles... Essas pessoas estão DOENTES, poxa!

Eles andam devagar, né?

Esse povo não tem culpa de nada… Eles estão apenas DOENTES, poxa!

5) Filmes de Halloween fofos para crianças na Sessão da Tarde!

AHÁ! Vocês pensaram, “AFF, MAIS UMA LISTA DA VALÉRIA. PSH!”, mas quero dizer que vocês estão completamente enganados e essa lista foi feita pela querida CHERRY_B <3 Na real, essa lista é muito boa e vocês provavelmente verão uma indicação que fiz em posts seguintes, mas quando um filme é bom, o filme é bom, oras! É A VIDA! E a Cherry_B é tão lindinha que adicionou Coraline, que nem sei se já passou na Sessão da Tarde, mas quem liga??? Esse é um filme da Sessão da Tarde que era infantil e de terror para mim =O

Chame seus pais para assistirem com você e relembrarem da infância! <3

Chame seus pais para assistirem com você e relembrarem da infância! <3

6) Lições que tirei “Atividade Paranormal” 1 e 2 E a moça arrastada pela escada???

Tá, tá, tá. Esse é mais um post que fiz no dia das bruxas para o NUPE, mas, vejam bem, eu ADORO essas coisas paranormais e sobrenaturais e espíritos e demônios e poltergeists. Não que eu queira lidar com essas coisas, no entanto, não consigo deixar de achar interessante e é sempre bom estar prevenida se um dia eu tiver (espero que NUNCA) com essas coisas e é assistindo Atividade Paranormal 1 e 2 me ensinou BASTANTE e pensei que seria justo compartilhar com os leitores do NUPE.

QUEM DIABOS FAZ UM PACTO COM UM DEMÔNIO?!

QUEM DIABOS FAZ UM PACTO COM UM DEMÔNIO?!

7) Coisas para se fazer no Halloween (ou perto dele)

Tem gente que gosta de natal ou ano novo ou dia do trabalhador, eu gosto de Halloween e de listas e—- PAREM DE ME JULGAR, OKAY?

Enfim… u_u

Neste post, coloco coisas que eu acho legais para se fazer no dia das bruxas e além de ter compartilhado três receitas de comidas temáticas, também coloquei sugestão de fantasias, filmes e séries para serem assistidos e livros de terror que podem ser lidos, hehehehehe! ~~

Doce ou travessura?

Doce ou travessura?

8) Halloween NUPEano – 5 coisas para se fazer no Halloween

Já disse que a Tassi é a pessoa que menos gosta dessas coisas sobrenaturais, mas ela é ÓTIMA para encontrar atividades mais assustadoras possíveis, inclusive um site com a lista de hotéis assombrados e um twitter com imagens de lugares abandonados que são de arrepiar os cabelos (eu sei porque sigo esse twitter)…

(todo mundo grita) TODO MUNDO GRITA! (na nossa cidade do Halloween)

(todo mundo grita) TODO MUNDO GRITA! (na nossa cidade do Halloween)

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E aqui acaba a retrospectiva de postagens de dia das bruxas do NUPE! Para vocês se divertirem, coloquei um tanto de easter eggs! Com sorte, vocês acham todos eles!

Ou não… .