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The Orphan Queen, da Jodi Meadows

23 de março de 2015 às 19:31, por

**Esta resenha é de um ARC que ganhei da autora em um sorteio**

OrphanQueen-HC-CIdioma Original: Inglês
Autor:  Jodi Meadows
Editora: Katerine Tegen Books
Primeiro livro de uma Duologia

Quando fiz o resumo dessa resenha, antes de começar, ela era assim:

BLACK KNIFE.

BLACK KNIFE.

OMG BLACK KNIFE.

Sabe, eu tenho algo com vigilantes mascarados. Talvez seja toda a aura de mistério que os envolve, talvez seja o fato de que a identidade deles é óbvia para todo mundo MENOS para quem convive com eles, talvez proque o fato de estarem por trás de uma máscara faça com que não tenham pudores e sejam eles mesmos, mas eu os amo. Então no segundo em que o Black Knife apareceu, na página sete, salvando o dia eu pensei: “Ai não, eu vou sofrer”.

Óbvio que eu estava certa.

Mas vamos pelo começo: Orphan Queen conta a história de Whilemina, uma das únicas crianças que sobreviveu ao massacre que o Indigo Kingdom promoveu no reino vizinho, Aecor, na que ficou conhecida como A Guerra de Uma Noite. Os poucos sobreviventes conseguiram escapar das garras do rei do reino Indigo e vivem como ladrões, nas ruas, roubando dos ricos para se sustentarem e poderem realizar o seu plano de vingança. Até que chega o dia: Whilemina finalmente consegue se infiltrar no palácio para descobrir os planos do rei e dar início à sua vingança.

Só que Wil descobre que tem mais ameaças ao seu plano do que esperava: o líder do seu grupo de órfãos está cada vez mais instável, um certo vigilante mascarado acompanha todos os seus passos e o Wraith, o subproduto tóxico que surge todas as vezes que alguém faz mágica, é muito mais perigosa do que qualquer um jamais imaginou — e está intrinsecamente conectada à Wil. No meio disso tudo, em quem ela pode confiar? Quem pode ajudá-la a retomar o seu país e libertar o seu povo, além de salvar todo mundo do perigo iminente que o wraith representa?

Eu tenho esse problema na minha vida que é gostar de livros com o começo lento. Além disso, raramente gosto quando o livro despeja todas as informações que você precisa saber sobre a história nas primeiras páginas, com parágrafos gigantes de informações contando de onde o mundo veio e para onde o mundo vai. Gosto quando é misturado na história, principalmente se for feito de forma delicada. A sensação de estar perdido, de ser jogado num mundo novo e ir entendendo ele aos poucos é uma das que mais gosto quando leio fantasia e Orphan Queen felizmente entra na categoria de livros que vão te imergindo no mundo aos poucos.

A Whilemina é uma protagonista interessante, principalmente por ser ciente das suas responsabilidades ao mesmo tempo em que é ousada e íntegra. Tem falhas e qualidades e tem um desenvolvimento interessante durante o livro. É bem legal como ela começa a reconhecer o papel feminino na realeza e como funciona esse tipo de poder durante o livro, porque por ter crescido como uma órfã nas ruas, tem uma criação que é “masculina” segundo o mundo do livro. É sempre um alívio quando autoras de fantasia subvertem essa noção de que a feminilidade é uma fraqueza e que mulheres não tem poder nenhum. É empoderador. O relacionamento dela com a Melanie, sua melhor amiga, também é muito interessante e a “rival” que surge para ela tem uma motivação bem diferente da que a gente imagina.

Há um pequeno mistério no livro quanto à identidade do Black Knife. O BK é um justiceiro mascarado que entrega todas as pessoas que praticam magia ilegalmente para a polícia e Whil morre de medo que ele descubra as pequenas magias que ela faz para ajudar os outros. Foi uma parte do enredo que achei interessante, porém bem óbvia. Ainda assim, é legal e dá SENTIMENTOS, o que sempre é importante num livro YA. E SÃO MUITOS SENTIMENTOS

right in da feels

Caham. Apesar de ter gostado muito da história em geral, eu tive a impressão de que foi um pouco superficial. Não sei como explicar, mas embora tenha me apegado bastante aos personagens e ao enredo em geral, senti falta de que a autora explorasse melhor as intrigas e a dinâmica da corte. Claro que o livro ficaria bem maior e o início mais lento ainda, mas gosto muito desse clima de “não sei quem vai enfiar a faca em mim primeiro” e do jogo de poder e astúcia que envolve a política. Como rainha, a Wil com certeza vai ser uma ótima general, mas queria muito ver mais de como ela se sairia lidando com nobres e agendas políticas diferentes da dela.

Além disso, o sistema de magia ficou um pouco incompleto para mim. Eu sei que tem mais uma continuação, mas faltou uma explicação de quem consegue usar magia. Qualquer pessoa? Só a realeza? Nós sabemos que Wil consegue usar magia e que existem pessoas/monstros que ficaram assim por causa de magia e só. Há alguns personagens que foram pouco explorados nesse livro e espero maior aprofundamento no volume dois ou nos contos que a autora vai lançar até lá, principalmente porque quero saber mais sobre eles!

No final, é uma leitura de fantasia YA divertida, com personagens cativantes e SENTIMENTOS. É um dos motivos que me levam a demorar a fazer resenhas — se eu fizer assim que termino e a diversão foi boa, acabo sobrevalorizando a nota. Isso aconteceu com Orphan Queen, porque assim que terminei achei fantástico, mas depois de um tempo acabei percebendo várias falhas. Por isso, minha classificação no Goodreads assim que li foi 4,5 estrelas e, aqui, teve uma estrela a menos. :)

Classificação: 3,5 vendas do Zorro

TW: Objetos Cortantes – Gillian Flynn

18 de março de 2015 às 17:57, por

Título Original: Sharp Objects
Editora: Intrínseca
Data de lançamento: 02/02/2015

Recém-saída de um hospital psiquiátrico, a repórter Camille Preaker tem um desafio pela frente: retornar à sua cidade natal para investigar o brutal assassinato de uma menina e o desaparecimento de outra. Desde que deixou a pequena Wind Gap, no Missouri, oito anos antes, Camille quase não falou com a mãe neurótica, o padrasto e a meia-irmã que praticamente não conhece. Hospedada na casa da família, a jornalista precisa lidar com as memórias difíceis de sua infância e adolescência. E à medida que as investigações para elaborar sua matéria avançam, Camille passa a desvendar segredos perturbadores, tão macabros quanto os problemas que ela própria enfrenta.

Trigger warning: esse livro contém violência sexual e auto-mutilação, além de abuso emocional. Vou acabar tocando em algum desses assuntos de forma mais explícita em alguns momentos da resenha e não aconselho a leitura pra quem tem problemas com esses assuntos.

Admito que estava enrolando para fazer a resenha desse livro porque ele me incomodou. E não foi pouco. Eu honestamente tenho medo da cabeça da Gillian Flynn desde que terminei de ler “Objetos Cortantes“. Mas aí, ouvindo a introdução do livro de contos do Neil Gaiman, que coincidentemente se chama “Trigger Warning”, me deparei com um trecho que vou reproduzir aqui em inglês e em tradução livre:

We take words, and we give them power, and we look out through other eyes, and we see, and experience, what they see. I wonder, Are fictions safe places?And then I ask myself, Should they be safe places? There are stories I read as a child I wished, once I had read them, that I had never encountered, because I was not ready for them and they upset me: stories which contained helplessness, in which people were embarrassed, or mutilated, in which adults were made vulnerable and parents could be of no assistance. They troubled me and haunted my nightmares and my daydreams, worried and upset me on profound levels, but they also taught me that, if I was going to read fiction, sometimes I would only know what my comfort zone was by leaving it; and now, as an adult, I would not erase the experience of having read them if I could.

Nós pegamos palavras e damos poder a elas, e enxergamos através de outros olhos, e nós vemos e experimentamos o que eles vêem. Eu penso, a ficção é um lugar seguro? E então eu me pergunto, ela deveria ser um lugar seguro? Há histórias que li quando criança que desejei, uma vez que as tinha lido, que eu nunca as tivesse encontrado, porque eu não estava preparado para elas e elas me perturbaram: histórias que continham desamparo, nas quais pessoas eram constrangidas ou mutiladas, nas quais os adultos se tornavam vulneráveis e pais não podiam ajudar de nenhuma forma. Elas me incomodaram e assombraram meus pesadelos e meus devaneios, me chatearam e perturbaram em níveis profundos, mas elas também me ensinaram que, se eu ia ler ficção, às vezes só saberia qual era a minha zona de conforto saindo dela; e hoje, adulto, eu não apagaria a experiência de tê-las lido, mesmo se pudesse.

Em outras palavras, se esse livro me incomodou, foi porque me tirou da minha zona de conforto e eu tenho que falar sobre ele. Segura que lá vem textão.

Depois de “Garota Exemplar”, eu não esperava pouco da Gillian Flynn. Foi um dos melhores livros que li ano passado e, mesmo sabendo que “Objetos Cortantes” foi o primeiro livro dela, continuei esperando uma leitura bem diferente.

“Diferente” é um elogio perto do que essa mulher criou. Quem já passou mais de uma semana em uma cidade pequena (mas pequena mesmo) sabe que cada uma tem pelo menos alguns costumes, no mínimo, peculiares. Seja na forma de criação das crianças, de festas tradicionais onde as coisas escapam um pouco do controle ou do grupo de fofocas da Igrejinha que na verdade comanda a cidade. Toda cidadezinha tem seus segredos sórdidos. E, convenhamos, a grande maioria delas tem um pensamento antiquado e machista que classifica as garotas em dois grupos. Ou elas são santas ou são putas. Aí ou elas ficam, dando continuidade à vida da cidade, ou elas vão embora assim que conseguem recursos e/ou coragem.

Objetos Cortantes” mostra bem isso: uma cidade em que os adultos que já passaram pela adolescência são tão marcados por esses traumas que se tornam pais inaptos, que transferem seus transtornos para seus filhos problemáticos, que vão se tornar pais inaptos e por assim vai.

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Ser da sua família não dá a ninguém o direito de te tratar mal.

Os adolescentes de Wind Gap são cruéis, muitas vezes chegando ao sadismo. E é nesse ambiente que sexualiza as garotas desde cedo (castidade ou perversão, lembra?) em que Camille é criada e acaba desenvolvendo um problema seríssimo de auto-mutilação, que culmina com sua internação em uma clínica psiquiátrica e é após sua saída dela e durante a sua tentativa de reintegração na sociedade que começamos a acompanhar sua história. Ela é enviada a Wind Gap para acompanhar a história de uma menina que foi assassinada sem motivo aparente e outra que está desaparecida. Estar de volta em Wind Gap, especialmente na casa da mãe que nunca a amou, do padrasto que praticamente não reconhece sua existência e da meia-irmã de comportamento errático, faz as piores palavras que Camille gravou em sua pele queimarem.

Não é um livro fácil, nem de longe. O começo é meio lento e monótono, até que em um determinado momento você percebe que aquela cidade e seus habitantes são muito mais perturbados do que você pensava, e aí você não consegue parar de ler, porque não acredita em quão distorcidas as mentes das pessoas podem ser. Gillian transforma atos simples em incômodos físicos tão impactantes que é impossível não se retorcer em determinadas passagens.

Não quero falar muito pra não estragar a experiência da leitura porque, apesar de meio doentia, ela é impressionante. Repito, não é uma leitura emocionalmente fácil, nem um livro que você se sente aliviado porque acabou. Ele me incomodou bastante, me fez sair da minha zona de conforto e sentir aversão em várias partes. Mas é um ótimo drama psicológico, para quem é fã do estilo.

Você não é aquilo que fizeram com você. Você é mais que isso. Você é bom o bastante.

Você não é aquilo que fizeram com você. Você é mais que isso. Você é boa o bastante. Você não está quebrada. Você está inteira. Você é forte e consegue viver e superar isso.

Ele também me fez pensar na responsabilidade que os veículos de comunicação devem ter ao tocar em assuntos que podem ser delicados para algumas pessoas. Como disse em um e-mail enviado à editora, achei de mau gosto e até perigoso o envio de um marcador do que parece ser uma chapa de metal em formato de gilete para promover o livro (em uma busca no instagram pelo nome do livro você consegue encontrar, não vou linkar a imagem aqui). Você não pode prever que uma pessoa vá ter fobia de tentáculos na hora de promover um livro sobre monstros marinhos, mas auto-mutilação é um tema muito mais discutido que fobia de tentáculos, e você deve ter um certo tato ao lidar com imagens que podem ser um gatilho para alguém que luta contra isso. A resposta da editora deu a entender que as campanhas foram pensadas cuidadosamente e o assunto foi bastante discutido antes das imagens de divulgação entrarem no ar e do material promocional ser distribuído, o que eu já esperava, porque admiro o trabalho da Intrínseca em geral e não acredito que eles tomariam este tipo de decisão sem profissionalismo, e sei que a intenção foi provocar um diálogo sobre um assunto que merece mais visibilidade. Mesmo assim, ainda acho que existem limites que devem ser respeitados e o marcador de gilete passou desses limites.

Como tudo nesse blog, essa é a minha opinião (e de boa parte da equipe) e esse marcador pode não ter incomodado outras pessoas, e como ele não é um trigger para mim, não posso falar com a autoridade de quem pode ter uma recaída com um objeto desses, apenas como alguém que tem contato com pessoas que poderiam ser atingidas e como alguém que se incomodou demais com esse marcador.

No final, como disse o Gaiman lá no começo do post, eu não me arrependo de ter lido “Objetos Cortantes“. Ele testou meus limites e me fez refletir e crescer. É um livro cru, que te faz pensar que muitas vezes pessoas reais são muito mais assustadoras que uma horda de zumbis enlouquecidos.

 Classificação: 4 dentes de leite

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Você brilha mais que o sol (mas não de uma maneira que machuca os olhos).

 

Esse livro foi um exemplar de parceria cedido pela Editora Intrínseca em troca de uma resenha honesta.

Todas as imagens desse post são da página EMM, not Emma, que tem muitas imagens motivacionais sensíveis e maravilhosas. Eu escolhi colocar essas imagens porque o livro já tem coisas pesadas demais e queria contrabalancear a resenha com mensagens positivas, mas que tivessem alguma relação com o livro mesmo assim.

Seis recomendações de Doramas SUPIMPAS!!

17 de março de 2015 às 19:07, por

Bell: Lá pelos idos de 2006, eu e Valéria descobrimos um mundo maravilhoso chamado DORAMA. Dorama é como nossos amigos do Japão, da Coreia e da China chamam seriados, ou teledramas. Nós começamos pelos japoneses, principalmente os baseados em mangás que liamos na época, e, aos poucos, passamos a assistir outros de várias nacionalidades. Naquela época, era tudo feito a base de torrent e demoravam eras para sair legendas, mas hoje a vida é muito mais simples e existem serviços de streaming legais para assistir dorama, como o Viki e o Drama Fever. A ideia com esse post é indicar algumas das nossas obras favoritas, que irão agradar a quem está começando agora!

Para 2015, nosso plano é falar mais sobre isso, então aceitamos recomendações de temas nos comentários.

Val: Nem acredito que estamos vendo doramas desde 2006, Barbarella! Não tenho muito a acrescentar depois da introdução acima, mas queria MUITO dizer que este é um mundo viciante e uma vez que você entra nele, será difícil de sair. A vantagem é que existe uma GRANDE possibilidade de você começar a entender japonês ou coreano (mandarim é impossível. DESCULPA, SOCIEDADE TAIWANESA, MAS É VERDADE) e isso é muito legal!

1) Goong (Coreano) – Assista aqui

princess hours

momento #seduzão

Goong é baseado num manwha de mesmo nome (ele já foi finalizado!) e ele se passa em uma Coreia em que a monarquia nunca deixou de existir, apenas se adaptou aos novos tempos como a monarquia inglesa. Shin Chae Kyung, uma garota bem peculiar que se vê obrigada a casar com o príncipe herdeiro, Lee Shin, por conta de uma promessa que o antigo imperador fez para o avô de Chae Kyung, anos atrás, durante a guerra que separou as Coreias. Só que o príncipe é um garoto mimado e metido à besta que ama outra pessoa, mas ele se casando por obrigação… ATÉ QUE OS DOIS COMEÇAM A SE GOSTAR.

Bell: DÓI. É MARAVILHOSO. É HILÁRIO. AMO A ATRIZ. ETC. A história é maravilhosa e envolve realeza fictícia e uma menina tendo que ser princesa para cumprir promessas familiares, é WIN WIN. E o casal principal é tão fofo junto (e, meu deus, tem uns beijos que você consegue ver a língua, é impressionante). Recomendo para todo mundo que gosta de um bom romance.

Val: O ELENCO É MARAVILHOSO E A YOON EUN-HYE É PERFEITA E O JOO JIN-HOON É LINDO (mesmo com o escândalo das drogas)!!! Amei e odiei os personagens com todas as minhas forças e foi uma montanha-russa de sentimentos. Na real, é um dos melhores dramas coreanos <3

2) Nodame Cantabile (Japonês e Coreano) – Assista ao coreano aqui e ao japonês aqui*

Nodame: "O que tem para o café da manhã hoje?" Chiaki: "POR QUE VOCÊ NÃO COMO ISSO!"

Nodame: “O que tem para o café da manhã hoje?”
Chiaki: “POR QUE VOCÊ NÃO COME ISSO!”

Nodame Cantabile é baseado em um mangá japonês (terminado também, yay!) com, imaginem só, o MESMO NOME (chocante, eu sei). Shinichi Chiaki está passando por um péssimo momento na vida: apesar de ser um gênio da música, um trauma o impede de sair do Japão; a ex-namorada dele dá um bolo em um encontro e; ele ainda desmaia de tão bêbado na porta da vizinha. O jovem nem imagina que sua companheira de porta é Noda Megumi (mais conhecida por “Nodame”), uma mulher peculiar que estuda na mesma faculdade de música de Chiaki, que ao encontrá-lo desmaiado, leva-o para o lixão que ela chama de casa. Chiaki acorda ao som maravilhoso do piano e no meio da imundice da Nodame e, desesperado, ele corre para a casa dele e tenta se livrar da mulher. No entanto, Nodame não saíra da vida de Chiaki tão fácil…

Bell: Nodame é uma das histórias que mais gosto na vida. É impressionante como os personagens crescem e acho o exemplo do casal ideal. O Chiaki trata a Nodame de forma péssima no início e é arrogante e terrível e a Nodame é preguiçosa e vive no lixo e os dois acabam se complementando ao longo da história. Além disso, aprendi MUITO sobre música clássica e condução de orquestras e piano quando assisti a versão japonesa. Um dos aspectos que mais gosto do J-Drama de Nodame é como tudo é bem caricato, tornando alguns aspectos mais problemáticos do Chiaki caricatos, usando isso como recurso cômico na história. Enfim, É AMOR, ASSISTAM.

Sobre o coreano, vi mais ou menos 12 episódios (ainda vou terminar) (um dia) e embora tenha gostado mais da forma como o Chiaki (que tem outro nome) foi retratado, em geral não gostei do tom e de algumas modificações que foram feitas para agradar mais o público coreano. Enfim, fiz um comentário sobre os cinco primeiros episódios do dorama coreano aqui.

Val: Nodame me fez gargalhar, me emocionar, chorar, passar dias e dias e dias ouvindo música clássica (olá, Rachmaninoff! Olá, Beethoven! Olá, Gershwin!!), gargalhar mais e chorar mais ainda. O meu nível de vício com este drama foi tanto, que assisti o último episódio sentada na privada com meu laptop e chorando de emoção (tem mais dois especiais e dois filmes, mas eles não existiam ainda quando terminei de ver o drama japonês), foi assim que mamãe me encontrou de madrugada e ela me olhou como se eu fosse insana e perguntou se eu estava bem. Em minha defesa, eu estava com infecção intestinal e passei dois dias morrendo (foi engraçado porque minha irmã estava com a mesma doença e faltamos dois dias de aula e minhas amigas e as amigas dela se encontraram e fizeram uma conferência chegando a conclusão que tínhamos morrido ou algo assim).

Não vou me pronunciar com o drama coreano, porque só assisti dois episódios dele, o tempo não permitiu mais (nem a preguiça). Contudo, amei o Chiaki do Joo Won, beijos.

3) Surplus Princess (Coreano) – Assista Aqui

"Todo mundo tem final feliz nos dramas"

“Todo mundo tem final feliz nos dramas”

Aileen é uma princesa sereia super moderna que está apaixonada por um humano e uma celebridade por ser um chef maravilhoso e bonito até dizer chega, Shi-kyung. Perto do rio Han, Shi-kyung está fazendo a gravação de um de seus programas culinários e Aileen está espionando tudo da água e por conta de um acidente, ele escorrega, bate a cabeça e cai no rio,  sendo salvo pela pequena sereia (hehehe), que acaba dando um beijo bem dado nele antes de resgatá-lo propriamente. Depois do beijo, Aileen decide se tornar uma humana custe o que custar para poder ficar com Shi-kyung!

Bell: ESSE DORAMA TEM OS MELHORES CINCO MINUTOS INICIAIS DE DORAMAS DA FACE DA TERRA. A Aileen é uma sereia bem moderna, que tem até smartphone (!!?!? EMBAIXO DA ÁGUA!!) e não tem vergonha de nada, nem limites. Isso faz com que várias situações hilárias aconteçam, como todas as vezes que elogia a “bunda de maçã” do cara que ela gosta. Apesar de ser comédia, também tem um cunho de crítica social, mostrando um lado da Coreia que raramente vemos nos Doramas, com a dificuldade de encontrar emprego e coisa e tal. A Val fala mais sobre isso abaixo.

Val: AINDA ESTOU CHATEADÍSSIMA QUE ESTE DRAMA TENHA SIDO CANCELADO (ele tem fim, mas os escritores foram obrigados a fazer um milagre, porque de dezesseis episódios, ele foi para dez). O MOTIVO? O GOVERNO COREANO SE IRRITOU UM POUCO COM AS PIADAS ADULTAS, DISSE QUE MULHER COREANA NÃO ESTAVA SENDO RETRATADA COMO ELA DEVE SER E NÃO GOSTOU DO DRAMA MOSTRAR O PROBLEMA QUE OS FORMADOS EM FACULDADES ESTÃO TENDO. ¬¬ Mas o Surplus Princess ainda é perfeito e tem tantas referências que não tem como não rir (a de Attack on Titan, a de Exterminador do Futuro e a homenagem ao clipe do G-Dragon, Crooked) e o Bruxa do Mar <3 <3 <3

4) My Love From Another Star (Coreano) – Assista aqui

my love from another star

PSSHHH

Juntamente com Surplus Princess, o drama My Love From Another Star não é baseado em um mangá/manhwa! Chocante, né? A história começa quando um alienígena chamado Do Min-Joon desce para o nosso planeta durante a Dinastia Joseon.  Ele acaba se deparando com uma situação envolvendo uma jovem que está sofrendo uma tentativa de assassinato e por parar para salvá-la, Min-Joon perde a nave que o levaria de volta para casa e fica preso na Terra. Por nunca envelhecer, Do Min-Joon tem que mudar de identidade a cada dez anos para que ninguém suspeite de sua verdadeira identidade e depois de tantos anos em meio aos humanos, ele desenvolve uma visão muito cínica sobre a natureza humana em geral e quase não se aproxima das pessoas intimamente. No entanto, depois de se tornar vizinho da famosa atriz Cheon Song-Yi, Do Min-Joon se vê metido em situações que ele nunca quis e acaba se apaixonando por Song-Yi.

Bell: YOU ARE MY DESTINY. YOU ARE THE ONE I LOVEEEEE COISAS EM COREAAAANO. YOU ARE MY DESTINYYYYYYY…

O quê? Não para eu ficar cantando a música tema do casal principal? Tá. Tudo bem. Eu vou dizer para vocês que essa foi uma recomendação que a Val me deu e não me arrependi porque tem tudo que uma história precisa para ser boa: ATRIZES! ALIENÍGENAS! VIDAS PASSADAS! ASSASSINATOS! MISTÉRIO! ROMANCE! É uma história muito bonitinha com uns plottwists estranhos que deixam você desesperada para ver o resto. Eu não vi até o final ainda porque tenho essa mania terrível de largar os doramas quando os principais se beijam porque EU SEI QUE DEPOIS DISSO VAI ME FAZER SOFRER. Não façam como eu, normalmente o final é satisfatório.

Val: EU TENHO AMOR POR TODOS OS DRAMAS DO KIM SOO-HYUN DESDE DREAM HIGH. O amiguinho aprendeu a cantar para aquele drama e o amor cresceu e assim que foi anunciado A Love From Another Star, ele entrou para minha lista de prioridades! E meu amorzinho pela atriz Jun Ji-Hyun é enorme porque My Sassy Girl. Só falei dos atores, mas o drama em si é MARAVILHOSO e completamente HILÁRIO! Do Manager sabe exatamente quão engraçada é a situação toda! HAUAHUAHA! E se você assistir, veja o episódio ATÉ O FINAL. Se quiser pular a prévia do próximo episódio, pula, mas existem uns vídeos muito bons no final de cada episódio e eles explicam umas coisinhas e um deles me fez chorar, mas foi ótimo (não chorar, mas o filminho, óbvio)!

5) Gokusen (Japonês) – Assista aqui

gokusen

Oizinho!!

Yamaguchi Kumiko é uma jovem professora cheia de ideais que entra na escola Shirokin Gakuen com a esperança de fazer uma grande diferença na vida de seus estudantes. No entanto, Yamaguchi desc0bre que será a professora da turma 3-D, a turma mais bagunceira e cheia de delinquentes da escola, e eles não tem nenhum respeito por ela. Os estudantes tentam fazer bullying com Yamaguchi com a intenção de fazê-la ir embora, mas as tentativas são completamente falhas. E a medida que as tentativas dão errado, Sawada Shin, o líder da turma e um garoto inteligente, mas preguiçoso, suspeita que há algo estranho com a professora. O que Sawada e o resto da escola nunca imaginaria é que Yamaguchi é a herdeira de um grande grupo Yakuza…

Bell: AGDSHAFHAFAHDFAA. Gente, é história de uma professora de ensino médio que é herdeira da Yakuza, eu nem preciso falar nada, ahaha. Mas enfim, tem três temporadas e cada temporada é com uma turma diferente. Só assisti a primeira e a segunda e gostei muito mais da primeira, porque é basicamente a Yamaguchi-sensei ajudando os meninos que são delinquentes a se aprumar na vida e ganhando o respeito delas. É hilário, é tocante, é diversão garantida.

Val: Nem assisti Gokusen inteiro, então minha opinião não conta tanto??? Mas assisti uns três episódios há alguns anos e me diverti pacas <3 Um dia assistirei por completo!

6) HanaKimi (Japonês) – Assista aqui*

hanakimi

Amor <3

HanaKimi é baseado em um mangá japonês e conta a história de uma colegial japonesa chamada Mizuki Ashiya, que mora nos EUA. Quando Mizuki era mais nova, se apaixonou por salto em altura quando viu o estudante Sano Izumi competir pela televisão. Só que Sano se machuca e sai do esporte e, decidida a fazer seu ídolo voltar para o esporte que gosta tanto, decide estudar na mesma escola de Sano. O problema: Sano estuda numa escola só para meninos! Mizuki não se abala e corta o cabelo e se finge de menino para tentar se aproximar do ídolo… até descobrir que os dois vão dividir o mesmo quarto no alojamento da escola. Daí a história começa: Mizuki tendo que viver com Sano sem que ele descubra o seu segredo, transitando por essa escola masculina cheia de gente louca e até despertando amores inesperados!?!?

Bell: HanaKimi começa com uma premissa bem maluca (QUEM É QUE SE PASSA POR MENINO SÓ PARA CONVENCER O SEU ÍDOLO A VOLTAR A PRATICAR O ESPORTE!?!?), mas é bom para você saber no que está se metendo. A Mizuki é uma protagonista maravilhosa, engraçada e meio tonta e o elenco de personagens que a rodeia é igualmente divertido, incluindo Nakatsu, o melhor amigo super animado e para cima; um garoto que vê auras e fantasmas; e o enfermeiro da escola que vira o melhor amigo dela e o guardião de seu segredo. É daquelas histórias de rir muito e de aquecer o coração, sabe? ♥

Val: É BASEADO EM UM MANGÁ JAPONÊS CHAMADO HANAZAKARI NO KIMITACHI E, RESUMINDO, HANAKIMI. É HILÁRIO. ASSISTAM. 

*Como não encontramos nenhum site que se especializa principalmente em doramas, colocamos links de episódios completos no youtube e com legendas em inglês. :( Se alguém tiver alguma informação destas séries em específico, só precisa nos dar um toque!!

É isso! Se tiverem mais recomendações de doramas, falem nos comentários.

Cinquenta Tons de Comida

15 de março de 2015 às 12:50, por

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SAÍ DA MINHA FOODPORNOGRAFIA DO TWITTER E VIM PARA O BLOG.

NINGUÉM ESTÁ A SALVO.

NÃO TEM PARA ONDE CORRER.

Dito isso, este post será apenas uma apreciação de comidas gostosas de todas as formas,  cores e sabores. Teremos vídeos, gifs, imagens e vontade de comer. E se você não sentir vontade de comer ao final deste post, há algo de muito errado com ele ou talvez seja você. Nunca saberemos.

1) Apreciação em vídeo

Este vídeo do facebook que a Lais me passou. Quase chorei de emoção. Ele é BELÍSSIMO E TOCOU O MEU CORAÇÃO

2) Vejam os gifs infinitos e maravilhosos

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3) Imagens tão bonitas que nos fazem chorar 

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E por hoje acaba nossa sessão de “Cinquenta Tons de Comida”. Desejo a todos uma ótima semana e comidas deliciosas.

P.S.: Não me matem. Se serve de consolo todos os NUPEanos passarão dias e dias tendo que colocar novas imagens até tudo relacionado de comida desaparecer. Vocês só precisam fechar a página.

P.P.S.: Nenhuma dessas imagens nos pertence, elas foram aleatoriamente achadas no Google.

“FINALMENTE NOS ENCONTRAMOS, SIR PRATCHETT”

12 de março de 2015 às 19:05, por

Este é o Terry Pratchett com a camisa que ele usava para ir em convenções. Ela diz: “Tolkien está morto. JK Rowling disse não. Phillip Pullman não conseguiu vir. Oi, sou Terry Pratchett”

O título desse post pode não fazer muito sentido para alguns de vocês, mas para quem já leu algum livro da Série Discworld, do Terry Pratchett, ele é ligeiramente deprimente. Porque foi com um pesar imenso que todos os fãs do Pratchett receberam a notícia de que ele e Morte estavam juntos, provavelmente jogando xadrez ou tomando chá do outro lado. Terry Pratchett estava lutando contra o Alzheimer tem alguns anos e hoje finalmente sucumbiu devido a complicações da doença.

Quando um dos nossos autores favoritos morre, parece que um pedacinho de você vai com ele. É estranho parar para pensar que aquela pessoa não está mais aqui para fazer novos mundos fantásticos e piadas hilárias, personagens impressionantes e grandes notas de rodapé. Todas as vezes que alguém que a gente admira morre a definição de pesar fica mais clara, esse sentimento pesado na boca do estômago junto com a sensação de impotência, porque não tem nada que você possa fazer para mudar.

A menos que vocês estejam escondendo esferas do dragão aí em algum lugar e se vocês estiverem, EU VOU DESCOBRIR.

Enfim, o Terry Pratchett não é tão conhecido no Brasil quanto deveria, sabe? Que nem a Diana Wynne Jones. O Pratchett é um dos melhores e mais divertidos autores de fantasia e escreveu mais de 70 livros! Eu já falei de um deles aqui no blog, Belas Maldições, que foi feito em co-autoria com o Neil Gaiman e é um dos melhores livros de apocalipse que eu já li¹. Pratchett é mais conhecido pela sua série Discworld e dos 40 livros da série², apenas 14 foram lançados no Brasil até agora. Sim, ler Pratchett é um projeto de vida e vale a pena. Vide essa citação maravilhosa:

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É isso. Eu vou fazer uma lista de recomendações dos livros que já saíram no Brasil do autor em breve, mas agora não consigo pensar em nada além de  prestar minhas homenagens. Se vocês lerem em inglês, o Neil Gaiman escreveu sobre sua amizade com o Pratchett e sobre ele aqui.

¹Não que eu tenha lido muitos livros que se passem no apocalipse. Acho que tem mais pós-apocaliptico que no próprio apocalipse. Distopia conta como apocalipse? O que é um apocalipse? De onde veio? Para onde vai?
² Um fato interessante da série Discworld é que você não precisa ler os livros em ordem e cada um é uma história fechada, normalmente. Além disso, existem personagens principais que se repetem nos livros e você pode seguir a ordem de publicação ou seguir os seus personagens favoritos. Como tem alguns livros soltos no meio da história sem fazer parte de nenhum “personagem”, eu recomendo que você comece por algum deles. Leia qualquer um, menos Pirâmides. Pirâmides é um erro e deve ser apagado de nossas mentes.

Cinco lançamentos de março que deveriam entrar para a sua wishlist imediatamente

10 de março de 2015 às 18:04, por

A gente sabe que acompanhar as novidades do mundo editorial é difícil e trabalhoso e algumas coisas acabam passando despercebidas. MAS NÃO TEMA! Eu trouxe cinco lançamentos de março que eu já to anotando na minha agenda pra comprar assim que saírem, porque eles são sensacionais.

 

1) Jonathan Strange & Mr. Norrel, da Susanna Clarke:

“Em 1806, a maioria da população britânica acreditava que a magia estava perdida há muito tempo – até que o sábio Mr. Norrell revela seus poderes, tornando-se célebre e influente. Ele abandona a reclusão e parte para Londres, onde colabora com o governo no combate a Napoleão Bonaparte e coloca em prática seu plano de controlar todo o conhecimento mágico do país.
Tudo corre bem até que Jonathan Strange, um jovem nobre e impetuoso, descobre que também possui talentos mágicos. Ele é recebido por Norrell como seu discípulo, mas logo os dois começam a se desentender… e essa rixa pode colocar em risco toda a Inglaterra.”

Lançamento: 23/03
Editora: Seguinte

Ok, TECNICAMENTE esse livro foi lançado no Brasil em 2005. TECNICAMENTE ele é um relançamento. MAS QUEM LIGA, SABE? OLHA ESSA CAPA NOVA LINDA E VAI TER INTRODUÇÃO DO NEIL GAIMAN E NEM COMEÇA A FALAR DA SÉRIE QUE EU FICO ARREPIADA E *morre* Hm, ok, *respira*. Eu li esse livro há muito tempo e tava querendo reler por causa da série e EIS QUE a Companhia resolve passá-lo pro selo da Seguinte e colocar essa capa linda (sério, to muito apaixonada). É um livro BEM grande (824 páginas), mas vale cada minuto.

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2) A arte de pedir, da Amanda Palmer:

“Cantora e compositora, ícone indie, feminista, agitadora e mobilizadora de multidões on-line, Amanda Palmer é um retrato perfeito da boa conexão entre o artista e seu público. O projeto de financiamento coletivo do seu primeiro álbum fora de uma gravadora arrecadou mais de 1 milhão de dólares, recorde que chamou atenção tanto da imprensa quanto da indústria fonográfica.
Desse episódio surgiu o convite para uma celebrada palestra nos TED Talks. O tema: saber pedir. Desdobramento inevitável do evento, A arte de pedir trata essencialmente de recorrer ao outro, sem temor, sem vergonha e sem reservas. O livro mostra que pedir é digno e necessário, e que é a conexão entre quem dá e quem recebe que enriquece a vida humana.”

Lançamento: 13/03
Editora: Intrínseca

Antes de mais nada, quero elogiar de verdade quem fez o lettering dessa capa, porque tá IGUAL à original. Parabéns mesmo. Então, a Amanda. Ela é caótica, pra dizer o mínimo. Tem algumas ideias polêmicas, mas em geral eu gosto muito dela e admiro a liberdade de espírito que ela tem para viver como vive. Esse livro é de não ficção e baseado na TED Talk que ela deu sobre se permitir pedir e confiar nos outros. Agora que tanto ela quando o Neil Gaiman estão na Intrínseca, podia rolar uma das apresentações que eles fazem por aqui, hein?

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3) Sangue Mágico, da Ilona Andrews:

“Se não fosse pela magia, Atlanta seria uma boa cidade para viver. No momento em que a magia domina, os carros param e as armas falham. Quando a tecnologia assume, os feitiços de proteção já não protegem sua casa dos monstros.
Neste mundo, vive Kate Daniels. Kate gosta um um pouco demais de usar a sua espada e tem dificuldade de ficar calada. A magia em seu sangue a torna um alvo, e ela passa a maior parte da vida se escondendo no meio da multidão. Mas quando o guardião de Kate é assassinado, ela deve optar entre não fazer nada e manter-se segura… ou perseguir o assassino sobrenatural. Esconder-se é fácil, mas a escolha certa nunca o é…”

Lançamento: 09/03
Editora: Saída de Emergência

FANTASIA URBANA! MAGIA VERSUS TECNOLOGIA! PROTAGONISTA MARAVILHOSA! INVESTIGAÇÃO! Não precisa falar mais nada, já to comprando o livro. Um fato curioso: o livro é escrito por um casal, mas a persona de autor ‘Ilona Andrews’ é uma mulher.

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4) AohaRaido – A primavera de nossas vidas, da Io Sakisaka:

“Durante o ginasial, Futaba Yoshioka costumava ser uma estudante tímida que odiava ficar perto de garotos. No entanto, com Kou Tanaka era diferente, mas, antes que pudessem começar um relacionamento, ele sumiu sem dar notícias. Agora, no colegial, Futaba tem novos planos para sua vida escolar, que vão bem até Kou reaparecer!”

Lançamento: 16/03
Editora: Panini

UM MANGÁ SHOUJO! Eu já ouvi falar muito, muito, muito bem de AohaRaido e fiquei muito feliz que a Panini resolveu apostar nesse estilo de mangá de novo, em meio a um mar de shonens que são publicados hoje em dia. E a editora ainda resolveu fazer capa e contracapa com imagens diferentes, o que eu adoro! Vou comprar não só por ter me interessado pela história e pela arte ser linda, mas pra estimular as editoras a trazerem mais shoujos para as bancas brasileiras <3

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 5) Ligações, de Rainbow Rowell:

“Georgie McCool sabe que seu casamento está estagnado. Tem sido assim há um bom tempo. Ela ainda ama seu marido, Neal, e ele também a ama, profundamente – mas o relacionamento entre eles parece estar em segundo plano a essa altura.
Dois dias antes da tão planejada viagem para passar o Natal com a família do marido em Omaha, Georgie diz a ele que não poderá ir, por conta de uma proposta de trabalho irrecusável.
Então, quando Neal e as filhas partem para o aeroporto, ela começa a se perguntar se finalmente arruinou tudo.
Mas Georgie estava prestes a descobrir algo inacreditável: uma maneira de se comunicar com Neal no passado. Não se trata exatamente de uma viagem no tempo, mas ela sente que isso é uma oportunidade única para consertar o seu casamento.”

Lançamento: 10/03
Editora: Novo Século

Eu admito que não sou completamente louca pela Rainbow. Só li Eleanor & Park até agora, mas foi um livro tão real e tão fácil de se identificar, que mesmo com alguns defeitos acabou me deixando com vontade de ler mais dessa abordagem realista, mas otimista ao mesmo tempo, da Rainbow Rowell sobre a vida, o universo e tudo mais. E por ser um livro adulto, talvez as coisas que me incomodaram um pouco em E&P (não sou muito de teen angst) sejam solucionados e eu passe a ser fã de carteirinha.

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No meio do post eu percebi que, sem querer, acabei escolhendo só autoras (porque to ignorando que Ilona Andrews  é um casal) e fiquei muito feliz! Quais são os lançamentos que vocês estão mais esperando nesse mês?

O Limiar – David Baldacci

9 de março de 2015 às 14:08, por

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Título: O Limiar
Editora: Gutenberg
Data de lançamento: 26/01/2015

Vega Jane nunca saiu do vilarejo de Artemísia. Nem ela e nem ninguém. Isso jamais aconteceu porque ir além dos limites daquele lugar não é algo permitido. Até que um dia Quentin Herms, seu mestre e amigo, ultrapassa o limiar da cidade e desaparece rumo ao desconhecido e escuro Pântano, onde, segundo dizem, só há perigos, abismos e criaturas assustadoras com sede de sangue.

A fuga não é simples. Ele é violentamente caçado, mas deixa para trás uma trilha de pistas para a jovem: um mapa e um anel, que podem levá-la a descobrir o que há além do limiar de Artemísia, mas que ela deverá ocultar, sob pena de ser acusada de cumplicidade. Cada passo seu torna-se arriscado, e aos poucos ela percebe que aquele lugar e a vida que ela conheceu até então foram construídos sobre mentiras, capazes de fazer poderosos matarem para manter seus segredos. Mas Vega Jane se vê disposta a lutar pela liberdade, mesmo que a descoberta da verdade custe sua própria vida.

O que aconteceria se você vivesse em um lugar no qual estivesse enclausurado porque todos ao seu redor dizem que sair dali é perigoso? É a partir dessa premissa que David Baldacci, conhecido autor de romances policiais adultos, constrói a narrativa de “O Limiar”, seu primeiro romance young adult.

Fiquei curioso por esse livro não por já ter lido alguma coisa do Baldacci – apesar de ter uns livros dele em casa, nunca encostei em nenhum (mesmo sabendo que todos falam muito bem das narrativas dele) –, mas sim porque a premissa realmente me interessou. Me lembra um pouco “A Vila” do M. Night Shyamalan, aquele filme que todo mundo sabe o final mas pouca gente realmente gosta. Eu sou desses que realmente gosta. Gosto do clima sufocante do filme, da ideia de que você não pode sair porque coisas ruins podem acontecer, e de gente que está disposta a quebrar essas regras por um bem maior.

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Yep, A Vila. Assustador. Mas ótimo. Assistam.

Então chegamos à história do livro: nossa protagonista, Vega Jane, é uma menina de 14 ciclos (que, na história, é a unidade que representa 365 dias – ou seja, um ano) que trabalha como limpadora de chaminés, um emprego já ingrato que se agrava ainda mais pelo fato de ela ser uma menina e estar rodeada de homens que sempre vivem importunando-a. Vega mora com seu irmão mais novo, John, um garoto de 8 ciclos, em um casa da árvore, uma vez que seus pais estão internados em uma instituição por problemas mentais; e, além disso, tem a presença de Delph, seu melhor amigo, e de Harry II, um cão que passa a ter grande importância em sua vida.

A vida de Vega sempre se resumiu a limpar chaminés, pegar o seu irmão na Escola Preparatória, se virar para conseguir comida e uma vida decentee se esquivar das provocações de seus colegas de trabalho. A ideia de sair de Artemísia, vilarejo onde todos moram, nunca foi muito bem quista por ela. No entanto, Quentin, um de seus amigos, consegue atravessar o Pântano e deixa para trás pistas sobre os motivos que o levaram a fazer isso: um mapa e um anel, que ficam em posse de Jane. O Conselho da cidade, completamente avesso à ideia de que alguém saia de Artemísia, liga Vega Jane à fuga de Quentin, colocando a garota em uma teia de acontecimentos que envolvem segredos ligados ao que existe no lugar que ninguém pode atravessar.

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Amo segredos

A narrativa do livro é muito mais centrada em diálogos do que em descrições, o que sempre é uma coisa boa para quem quer uma leitura ágil. Mas tive certa dificuldade em conseguir acompanhar a construção de mundo da história, porque ele simplesmente parece um pouco desleixada e feita de qualquer jeito. Algumas expressões me parecem extremamente desnecessárias – como, por exemplo, falar ‘ciclo’ sempre que quer se remeter ao tempo exato que um ano tem, ou usar o termo ‘wug’ para se referir a ‘pessoa’ – o que faz a gente se questionar sobre a necessidade de palavras como essas terem sido colocadas dessa forma.

Outra coisa que me deixou um pouco confuso foi o enredo: parece que Baldacci quer contar duas histórias ao mesmo tempo e não soube muito bem o que fazer para encaixar tudo de forma fluida. Pela sinopse, tive a impressão de que acompanharia as descobertas de Vega Jane sobre o que havia do outro lado do Pântano, sobre os segredos de Artemísia e como ela faria para tentar se esquivar de um regime político que a todo momento a impediria de avançar em suas investigações. Isso é verdade até a metade do livro, quando a narrativa para completamente e dá lugar para outra história, uma interseção à história inicial que me pareceu muito mal posicionada e, para falar a verdade, bem desnecessária. A impressão que tive é que Baldacci tinha que escrever um livro de 400 páginas, mas só tinha ideia para 200, então resolveu aproveitar outra ideia e tentou costurar isso do melhor jeito possível – o que, para mim, não funcionou.

Além disso, a história se perde um pouco na quantidade de coisas que tem a oferecer: tem pessoas que pegam fogo, viagens no tempo, lutas contra monstros gigantes, crianças superinteligentes, arenas de luta até a morte, espelhos mágicos, espadas que encolhem e crescem, pedras curativas que funcionam e desaparecem de forma conveniente à narrativa, entre outras coisas. É muita informação para um livro só. Para mim, faltou um pouco de dosagem do autor no que ele de fato gostaria de contar. Parece que ele tentou estruturar tudo o que os leitores de fantasia young adult gostam e condensou em uma história só, o que também não me agradou muito.

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Mas a história tem seus pontos positivos: gostei, por exemplo, de como a personagem de Vega Jane é desenvolvida como independente e proativa em relação à aventura; o desenvolvimento inverso do seu irmão, John, também é muito bom: ele começa como um garoto ingênuo e pouco importante, e ao longo da história vai se tornando não só uma peça fundamental para a articulação política de Artemísia, mas também um personagem que ganha profundidade e camadas que o tornam bastante humano, mesmo que seja o personagem mais novo de toda a história.

No fim, o que fica da leitura de “O Limiar” é a impressão de que a história poderia ter sido melhor desenvolvida, mas que a aventura que espera os personagens nos próximos livros talvez seja mais interessante. Confesso que não foi o melhor começo de série, mas quero saber como a aventura vai continuar.

Classificação: Três ciclos

Este livro foi um oferecimento da Editora Gutenberg.

Conheça o Clube do Livro Nupeano

6 de março de 2015 às 16:35, por

Criaturas do Pântano, uni-vos!

O título do texto é meio auto-explicativo, mas né: NÓS VAMOS FAZER UM CLUBE DO LIVRO, YEAH!

Como vai funcionar: nós vamos falar de um livro diferente a cada quinze dias. Teremos um hangout (sim, nós vamos tentar fazer vídeos de novo, todos choram de emoção nesse momento) e um post a respeito dele – e queremos convidar todos a participarem. Seja falando o que está achando nas redes sociais, participando do hangout ou comentando na resenha final, isso aqui é uma comunidade e queremos promover a conversa – especialmente se for sobre coisas legais.

É quase como se fossem dois clubes do livro intercalados, já que a equipe do NUPE foi dividida em dois grupos, que irão revezar o clube do livro quinzenalmente. Inclusive, temos algumas cenas em primeira mão de como o nosso QG está nesse momento:

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Nós somos extremamente competitivos e talvez tenhamos transformado o clube do livro em uma contenda de proporções universais. Talvez.

Agora algumas informações detalhadas sobre os primeiros dois eventos:

Nosso primeiro livro do clube do livro será… *rufar de tambores*:

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Seraphina – A Garota com Coração de Dragão, da Rachel Hartman! Esse livro tem tudo o que um fã de fantasia pode querer: dragões.

Tá, não é só isso. Tem mistério também, e decapitações que causam intriga politica (decapitações costumam fazer isso… Pelo menos é o que dizem os franceses). E cara, intriga politica com dragões deve ser um troço tenso, né? (estamos olhando para você, Daenerys) Então se você é fã de fantasia e gosta de dragões, se joga com a gente!

A sinopse oficial, caso você prefira essas coisas:

Neste livro você vai conhecer Seraphina Dombergh, uma garota de 16 anos com grande talento para a música e que possui um terrível segredo. A história se passa no reino medieval de Goredd, onde seres humanos e dragões convivem em harmonia durante décadas, desde a assinatura do Tratado de Paz. Criaturas extremamente inteligentes que podem assumir a forma humana, os dragões frequentam a corte como embaixadores. Seraphina se torna assistente do compositor da corte justo quando um membro da família real é assassinado bem ao estilo dos dragões. O clima começa a ficar perigosamente tenso e Seraphina passa a colaborar com as investigações, ao lado do capitão da Guarda da Rainha, o Príncipe Lucian Kiggs. Durante essa jornada que pode destruir a paz entre humanos e dragões, a fachada cuidadosamente construída por Seraphina começa a desmoronar, tornando cada vez mais difícil manter seu segredo, cuja revelação seria catastrófica em sua vida.

O hangout será realizado dia 5 de Abril, em horário a combinar. Fique ligado nas redes sociais do NUPE para não perder! (hangout que será feito pelo incrível time #IMAGINEDRAGÕES)

Se você quiser ler com a gente e ainda não tem o seu, pode encontrar na Amazon aqui (em português) ou aqui (em inglês) a preços módicos.

E o segundo livro do clube do livro vai ser…

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CIDADES DE PAPEL!!!

Sim, aquele do John Green que vai virar filme. Ele é um livro do João Verde. Se você conhece, já sabe o que esperar. Se não conhece, bem, não sei explicar muito bem a beleza do trabalho dele. É um livro legal sobre adolescência, idealização de pessoas e os perigos dessas duas coisas – e tem metáforas e coisas bonitas no meio também. Algo assim. (Edit da Tassi: Claramente o Diego não é do nosso time, que é O MELHOR TIME. Sabe o que é MUITO legal? Ler o livro antes do filme. Sabe o que é mais legal ainda? PAPEL, PORQUE LIVROS SÃO FEITOS DE PAPEL, LOGO, CIDADES DE PAPEL VAI SER O MÁXIMO! VEM LER COM A GENTE E GANHAR DO OUTRO TIME E SE DIVERTIR!) (Val: E MOSTRAR O QUANTO O #TEAMPAPEL É SUPERIOR)

A sinopse oficial:

Quentin Jacobsen tem uma paixão platônica pela magnífica vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman. Até que em um cinco de maio que poderia ter sido outro dia qualquer, ela invade sua vida pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita.

Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola e então descobre que o paradeiro da sempre enigmática Margo é agora um mistério. No entanto, ele logo encontra pistas e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele achava que conhecia.

Quer entrar na vibe do YA e ler com a gente? Quer ler logo o livro antes do lançamento da adaptação? Você pode comprar o livro físico aqui, a versão digital aqui e também aqui (mas esse último é em inglês). Tudo muito fácil e racional, não é? (Tassi: E EMOCIONAL! PORQUE O NOSSO TIME É AMOR! #TEAMPAPEL)

O hangout de cidades de papel acontecerá no dia 19 de Abril, também em horário a combinar. Já falei pra seguir as nossas redes sociais, né? (gerido pelo outro time aí…) (T: O MELHOR TIME!)

Então é isso, gente bonita. O NUPE sempre quer incentivar a leitura e a informação e essa é mais uma maneira que achamos para fazer isso e promover a interação de todos os moradores do vasto reino de NUPEria. Queremos conhecer vocês, queremos saber o que vocês pensam, como fazem os pensamentos virarem constelações e tudo o mais. Então podem participar, a gente não morde (ok,  só as vezes). Se quiserem participar dos dois clubes, a gente vai adorar! Mas escolhemos fazer intervalos maiores porque sabemos que a gente sempre tem livro demais e tempo de menos nessa vida, né?

Edit da Bell: #TIMEIMAGINEDRAGÕES FTW

Edit da Tassi: NINGUÉM SABE ONDE ESTÃO SEUS DRAGÕES PORQUE ELES FORAM COMPLETAMENTE DERROTADOS #TEAMPAPEL (D: pffft, os dragões incineram seu time inteiro com um ESPIRRO.) (V: Espirro imaginário, só se for. Como os lagartos da cabeça de vocês)

P.S. da Val: #TEAMPAPEL é o Capitão América e a gente não vai ser vítima da mmaipulação emocional e política do Tony Stark, ou seja, do #TimeDosLagartosImaginários!!! VAMOS ACABAR COM A OPRESSÃO E A MANIPULAÇÃO!!!

Edit do Lucas: SÓ QUERIA DIZER QUE FOGO DE DRAGÃO QUEIMA PAPEL. Adeus.

V: Se pelo menos o dragão do #TimeDosLagartosImaginários não fosse imaginário, né, #TeamPapel (da perfeição)??? Beijos.

PAREM COM ESSES EDITS, VOCÊS ME DEIXAM LOOOOOOUCO!

EDIT DA BELL: AGORA TEM GRUPO NO FACEBOOK, VAI LÁ.

Ms. Marvel – No Normal, Volume #1, de G. Willow Wilson

25 de fevereiro de 2015 às 17:18, por

ms marvel wilsonTítulo: Ms. Marvel – No Normal, Vol. 1 (#1-5)
Roteiro: G. Willow Wilson
Arte: Adrian Alphona
Editora: Marvel Comics
Data de lançamento: 15 de outubro de 2014
Língua: Inglês

Kamala Kahn é uma garota normal de Jersey City… Até ser empoderada repentinamente com dons extraordinários. Mas quem realmente é a nova Ms. Marvel:  Adolescente? Muçulmana? Inumana?

Quando Kamala descobre os perigos de seus recém-descobertos poderes, ela descenda um segredo por trás deles também. Será que Kamala está pronta para lidar com esses imensos dons? Ou o peso do legado será demais para lidar? Kamala também não tem ideia. Mas ela está indo para você, Nova York!

Antes mesmo de ler qualquer coisa da nova Ms. Marvel, sabia que seria amor infinito e nem mesmo considerei que poderia ser uma decepção, porque a Marvel está fazendo um trabalho INCRÍVEL no desenvolvimento de novas histórias e de personagens (novos ou não) femininos e/ou considerados minorias (vide Capitã Marvel, que é uma das nossas queridinhas aqui no NUPE).

Mas depois de ler Ms. Marvel – No Normal

MEU AMOR AUMENTOU DE INFINITO PARA MAIS INFINITO AINDA?! MATEMÁTICOS, FÍSICOS, ESTUDIOSOS, UNIVERSITÁRIOS, DIGAM-ME: ISSO É POSSÍVEL?

zSAElpH

DANCINHA DA FELICIDADE

Estou tentando começar pelo começo, mas está um pouco complicado, porque meio que comecei escrevendo a partir do final (observem o tanto variações do verbo “começar” consigo colocar em uma frase. Hm) e ainda tenho aquele pequeno problema de que fico super empolgada e não falo nada com nada e SINTO MUITO, para variar.

Não dá vontade de socar a cara deles com essa condescendência e "preocupação"???? UUUGH

Não dá vontade de socar a cara deles com essa condescendência e “preocupação”????

O enredo de Ms. Marvel prende desde a primeira página: Kamala e sua amiga Nakia estão no restaurante em que Bruno, outro amigo delas, trabalha, porque Kamala quer cheirar o bacon (Não gosto de bacon, mas consigo compreender, pois COMIDA). Os três estão conversando alegremente até um casal da escola aparece e consegue falar as mais preconceituosas besteiras, como se estivessem fazendo um FAVOR e é ridículo e minha vontade era de entrar nos quadrinhos e dar uns bons tapas naquele casal.

Tudo isso aconteceu em TRÊS páginas, mas elas foram o suficiente para termos uma noção do que Kamala, Nakia e Bruno precisam lidar todos os dias da vida deles. Contudo, a Kamala é super boazinha com os dois porque ainda que eles tenham falado bobagem, ela acredita que eles estivessem tentando ser simpáticos e tem toda aquela coisa dela querer ser aceita, então ela dá um desconto (diferente de Bruno e Nakia).

Olha a Kamala tirando uma selfie com o Wolverine <3

Olha a Kamala tirando uma selfie com o Wolverine <3

Depois somos apresentados a um dos aspectos mais legais da Kamala: ela é tão fangirl, que escreve fanfics dos super-heróis que ela mais ama, principalmente da Capitã Marvel, que é sua heroína favorita, a ponto dela querer se tornar a Ms. Marvel como a Carol Danvers já foi. No meio de uma fanfic, a mãe de Kamala a chama para jantar e a garota responde em uma língua que só fangirl e fanboy entende. Desistindo de explicar que estava escrevendo A cena da fic, Kamala desce para comer com os pais e seu irmão mais velho.

Durante a janta, Kamala pergunta se pode ir para uma festa com os colegas da escola, mas o pai a proíbe de ir, o que gera uma discussão tipicamente adolescente e ela se enfia no quarto, decidindo ir para a festa escondida mesmo. Kamala quer se enturmar e ela pensa que se for para as festas e for mais descolada, haverá uma maior aceitação entre o pessoal da escola.

Na festa, Kamala encontra Bruno, briga um pouco com ele e decide ir para casa depois de uma bebida batizada (muçulmanos não bebem álcool). A cidade está coberta com uma neblina estranha e a garota está um tanto quanto delirando (MUITO) e algo naquela neblina faz com que ela se transforme na Carol Danvers como Ms. Marvel. No meio do delírio, Kamala pede para ser igual à Carol, pois a jovem se sente deslocada por não ser loira de olho azul e com a pele alva, afinal as pessoas a excluem por ser morena, por ter uma família rígida e por sua cultura (é triste ver que Kamala não é aceita e não se aceita porque ela se sente deslocada e perdida no meio de tanto julgamento), mas ao se transformar no própria Carol Danvers, o pânico toma conta da garota e—

Não entrarei em mais detalhes da história, porque a graça é LER e DESCOBRIR o que acontece daí por diante. Podem brigar comigo por parar de contar no meio de cliffhanger, não tem problema.

Os quadrinhos da nova Ms. Marvel conseguem equilibrar com perfeição as críticas sociais com um enredo adorável, engraçado, cheio de ação e de peculiaridades da própria Kamala. Quando No Normal chegou aqui em casa, eu tinha CERTEZA de que leria em doses homeopáticas (não sei porque me iludo com tanta firmeza, não consigo ler e parar) para que não acabasse rápido e quarenta minutos depois, o volume tinha acabado e eu fiquei, “MAS… OI?!?!? COMO ASSIM ACABOU?!?! QUERO MAIS E COMO CONSEGUIREI MAIS???”.

Foi no mínimo desesperador e fiquei louca para conversar com as amigas, mas era mais de meia-noite e o volume da Bárbara só chegaria no dia seguinte com a Bia e a Tassi ainda vai comprar. Fora o óbvio, queria comentar com elas uma das cenas que mais ri, que foi uma em que Kamala percebe que ter cabelo grande e solto, usar salto e vestir um collant quando se é uma super-heroína, pode ser lindo, mas não é funcional e pinica a bunda…

kamala

“Eu sempre pensei que se eu tivesse um cabelo maravilhoso, poderia calçar botas lindas sem problemas, que se eu pudesse voar–   isso me faria mais forte. Que isso me faria FELIZ. Mas o cabelo bate no meu rosto, as botas apertam… e o collant está me dando uma pinicada épica.”

Simplesmente adorei a Marvel fazendo crítica a si mesma e reconhecendo que só um uniforme bonito não quer dizer que ele seja bonito. O pessoal da Marvel deve ter tido uma conversa com a Edna sobre estes uniformes que mais atrapalham que ajudam e com certeza levaram uns tapinhas no meio do caminho para o bom-senso entrar na cabecinha.

"Eu também darei um jeito nesse seu uniforme vagabundo!"

“Eu também darei um jeito nesse seu uniforme vagabundo!”

Outra coisa que queria muito conversar com as amigas foi sobre a cena pós-Carol-Danvers-transformação, em que a Kamala se desespera, porque apesar de seu desejo ter sido realizado, ela se sente em um pesadelo e só quer voltar a ser ela mesma.

Kamala ms marvel

“Acorda, Kamala. Acorda, acorda.”

Foi ao ler este quadro que fiquei ainda mais antenada na importância da Kamala: definitivamente, ela é uma das melhores e mais importantes personagens já criadas nos quadrinhos no últimos tempos.

Me chamem de exagerada, mas, na minha opinião, Kamala Khan é a mais importante criada nos últimos 14 anos, pois:

1) Depois do 11 de setembro, árabes muçulmanos ganharam uma fama absurda de que todos são terroristas. Tenho uma amiga que viajou dentro dos EUA com um árabe no avião e disse que passou o tempo todo com medo de um atentado. Kamala está aí para acabar com o preconceito de que todos os muçulmanos são terroristas. Literalmente. Usaram a Kamala para mudar as mensagens de preconceito contra islâmicos em um ônibus em em São Francisco

2) Ela é uma adolescente que não se encaixa não apenas por ser uma adolescente (é uma crise normal e ela passa, não se preocupem, jovens padawans), mas porque ser loira de olho azul é o que há e Kamala tem problemas de aceitação por conta disso. O pessoal faz piada da cultura e da religião dela, porque eles são mais conservadores em certos aspectos, o que é completamente diferente da cultura americana, que é bem aberta. Nakia, por exemplo, usa véu por opção e Zoe pergunta se ela foi obrigada pela família, obrigando Nakia a explicar que o pai dela pensa que é só uma fase. Percebam o absurdo.

3) Kamala é uma mulher protagonista que não é subestimada por ser mulher ou adolescente.

4) O fato de Kamala ser uma adolescente normal com problemas comuns que a maioria dos adolescentes têm, facilita a identificação, pois a jovem discute com os pais, está passando por uma fase de aceitação e descoberta, tem amigos, acorda com o cabelo bagunçado… Não tem mistério.

Posso passar o dia justificando minha opinião, mas não tenho um dia e, infelizmente, o post ficaria maior ainda se eu fizesse isso, então vou parar por aqui.

LEIAM OS QUADRINHOS DA NOVA MS. MARVEL, PROMETO QUE ELES VALEM A PENA E MUITO.

Sei que não teve lançamento no Brasil e nem tem previsão, mas sempre podemos divulgar e mandar e-mails enchendo o saco da Panini para que eles lancem aqui. Quero estes quadrinhos para o ano passado, Panini!!

Classificação: Cinco mostardas amarelinhas.

P.S.: Como pesquisei bastante informação porque tiveram frases e conceitos árabes e paquistaneses que não compreendia, aproveitei para fazer tipo um dicionário com explicações sobre o que descobri. Passei tudo o que anotei no meu caderninho para o docs e, modéstia parte, acredito que ele será bastante útil para compreender mais sobre algumas passagens do volume 1, No Normal. Você pode acessá-lo aqui.*–

*Esse post demorou para ser publicado por conta desse documento, HAHAHA! Mas é que realmente me empolguei!

5 maneiras de diversificar a sua leitura

24 de fevereiro de 2015 às 18:17, por

Vocês já sabem que nós do NUPE assinamos embaixo do Manifesto Irradiativo que defende uma maior diversidade na literatura especulativa nacional, mas nós também procuramos colocar essa diversidade na nossa vida de leitores em geral. E um ótimo lugar pra buscar mais livros diversos ou dicas sobre como diversificar a sua leitura é o Book Riot. Na semana passada a Amanda Nelson, editora do site, fez um vídeo dando cinco dicas para diversificar a sua lista de leituras e eu resolvi trazer e adaptar essa lista para o NUPE.

Diversidade! É isso aí!

 

1) Escolha um formato/gênero para dedicar a ler com diversidade:

Diversidade em livros infantis nos EUA em 2012: 3% sobre afro-americanos, 1,5% sobre latinos, menos de 1% sobre indígenas, 2% sobre americanos da região da Ásia-Pacífico e 93% sobre brancos.

Você pode decidir que todos os ebooks que ler esse ano vão ser de autores fora do padrão homem-branco-cis-heterossexual. Ou que todos os livros que comprar até o final do ano vão ser de autores de minorias. Você também pode escolher um gênero específico e um tipo de diversidade específico. A Bell, por exemplo, decidiu que só vai ler livros de fantasia escritos por mulheres. É um tipo de compromisso ótimo pra quem precisa de um desafio pra cumprir.

 

2) Use os preconceitos dos algoritmos a seu favor!

“Eu não sabia que mulheres, que mulheres negras, podiam escrever livros, e eu não sabia por que eu não sabia disso.”

Quando você procura por um livro na Amazon, no Submarino, no Goodreads e em outras lojas, os algoritmos que os sites usam indicam outros livros parecidos com aquele que você escolheu, agrupando livros em categorias. Os termos que eles usam tendem a ser generalistas e meio preconceituosos, como “literatura africana”, “livros sobre asiáticos” e outros termos que jogam várias culturas/experiências no mesmo saco. É aí que você pode pegar esse pensamento horrível e usá-la ao seu favor, já que se você buscar um livro da Chimamanda Ngozi Adichie no Submarino, ele provavelmente vai te indicar outros livros sobre feminismo ou de autores nigerianos e, sabe, lê-los também!

3) Diversifique as suas fontes de recomendações de livros:

“Vocês conseguem encontrar personagens que parecem com vocês nos livros?”

Todos nós temos os nossos booktubers, blogs, revistas e sites favoritos que combinam direitinho com o nosso gosto literário, mas alguma coisa está errada se 90% das indicações desses canais são de livros escritos por homens brancos heterossexuais: isso significa que tem todo um novo mundo de possibilidades pra você explorar! Não estamos falando que você deva parar de buscar indicações nesses canais, mas que pode se esforçar pra procurar um com uma lista de leitura mais diversificada com o qual você se identifique, aceitar as indicações dos dois e ser feliz e consciente.

4) Peça indicações para a equipe do NUPE! (e para bibliotecários!)

A gente vai fazer mais ou menos isso com você.

Como eu disse lá em cima, nós também queremos ler diversamente e procuramos indicações de livros diversos, então você não tiver ideia de por onde começar, pode perguntar pra gente por e-mail ou lá pelo twitter que a gente te ajuda a pensar em algum livro que combine com o seu gosto!

“Mas Tassi, eu quero EXPLORAR!” Ok, a gente sabe que bibliotecas não são as coisas mais fáceis de encontrar no Brasil, infelizmente, MAS ELAS EXISTEM! E FORA DAS ESCOLAS! Você sempre pode procurar uma perto de você, bater um papo com o bibliotecário e ver o que ele tem pra te indicar. Parece abuso, mas eu garanto que ele vai te adorar se você parar pra ouvir o que ele tem a dizer!

5) Pense em um lugar para o qual você quer viajar e leia um autor de lá!

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Nada melhor pra ter o gostinho do lugar que você quer conhecer do que ler as ideias de uma pessoa que nasceu nele, né? Mesmo em livros de fantasia e ficção científica, você consegue pegar bastante coisa das influências daquela pessoa e do lugar em que ela nasceu e cresceu.

Assim você não só lê com mais diversidade, como também fica mais estimulado em guardar dinheiro pra fazer a sua viagem!

 

 

E seguindo esses passinhos simples você pode diversificar a sua lista de leitura conscientemente, mas sem fazer muita força! Você pode ver o vídeo original que inspirou esse post aqui e o site também tem uma série de posts muito interessante sobre o tema.