Skip to Content

1° Penguin Stacks English BookClub!!

24 de outubro de 2014 às 20:16, por

stacks01

Boa noite, minhas privadas entupidas!!!

Hoje era para ser mais um dia de post do especial de Halloween NUPEano, no entanto, temos uma notícia extraordinária e o post foi empurrado para amanhã! Não sei se vocês já sabem, mas o blog Perdido em Palavras conseguiu uma parceria linda com a Penguin Stacks English! E como eles são muito supimpas, eles nos convidaram e convidaram todos os blogs mencionados no banner acima para desenvolverem juntos algumas ideias para que seja uma parceria ainda mais especial para todos os envolvidos!

Então, pensamos, “Por que não fazer um Clube do Livro Presencial?”, e confesso que gostei bastante dessa ideia! E agora é o momento em que todos que estão lendo esse post me perguntam,

Mas, Valéria, como é que esse Clube do Livro Presencial vai funcionar?


A cada DOIS MESES faremos uma votação pelo blog com CINCO LIVROS EM INGLÊS do catálogo da Penguin Stacks, e o livro escolhido na votação será lido e resenhado no prazo de um mês! Para as pessoas que participarem da votação, vai uma notícia linda: serão sorteados CINCO exemplares entre os eleitores, legal, né? E ainda não falei do Clube do Livro Presencial, mas, calma lá, jovens Padawans! Estou chegando nele agora!!

Depois da votação, teremos um encontro em uma livraria (local e hora não definidos ainda!!) para discutirmos o livro escolhido (e lido, né? O ebook costuma ser bem baratinho, mas se vocês não conseguirem ler a tempo, tá tudo bem também! O legal é aparecerem para termos discussões!) e para acompanharmos o desenvolvimento na leitura em inglês de vocês, que é a parte mais importante desse clube do livro! Então, não fiquem tímidos por não conseguirem ler o livro por inteiro ou ficar confuso em algumas partes, o Clube do Livro vai servir para ajudar vocês com o inglês também! <3

Os eventos ocorrerão em:

  • São Paulo Capital
  • Fortaleza
  • Rio de Janeiro
  • Brasília*
*Aqui em Brasólia, a moderadora será a nossa digníssima BÁRBARA MORAIS, sim, a autora e fundadora desse blog. ELA É FAMOSA E PODE AUTOGRAFAR SEUS LIVROS. Se pá, a DAYSE DANTAS, autora do livro Nada Dramática comparece também. SUCESSO, NÉ?

 

Como é um projeto novo, nada é certo, mas se ele deslanchar, há grandes chances de que os eventos sejam espalhados em outras cidades também! Acredito que vocês entenderam tudo e já devem estar loucos para saber quais serão os livros escolhidos para a votação! Então sem mais delongas…:

1) Anna and the French Kiss – Stephanie Perkins

17453983

Can Anna find love in the City of Light?Anna is happy in Atlanta. She has a loyal best friend and a crush on her coworker at the movie theater, who is just starting to return her affection. So she’s less than thrilled when her father decides to send her to a boarding school in Paris for her senior year.

But despite not speaking a word of French, Anna meets some cool new people, including the handsome Étienne St. Clair, who quickly becomes her best friend. Unfortunately, he’s taken —and Anna might be, too. Will a year of romantic near misses end with the French kiss she’s waiting for?

2) Impossible – Nancy Werlin

17081758A beautifully wrought modern fairy tale from master storyteller and award-winning author Nancy Werlin.

Inspired by the classic folk ballad ‘Scarborough Fair’, this is a wonderfully riveting novel of suspense, romance, and fantasy. Lucy is seventeen when she discovers that she is the latest recipient of a generations-old family curse that requires her to complete three seemingly impossible tasks or risk falling into madness and passing the curse on to the next generation. Unlike her ancestors, though, Lucy has family, friends, and other modern resources to help her out. But will it be enough to conquer this age-old evil?

3) Incarceron – Catherine Fisher

6727322

A thrilling, high-concept fantasy for fans of Garth Nix and Nancy Farmer. Incarceron is a prison so vast that it contains not only cells, but also metal forests, dilapidated cities, and vast wilderness. Finn, a seventeen-year-old prisoner, has no memory of his childhood and is sure that he came from Outside Incarceron. Very few prisoners believe that there is an Outside, however, which makes escape seems impossible.

And then Finn finds a crystal key that allows him to communicate with a girl named Claudia. She claims to live Outside- she is the daughter of the Warden of Incarceron, and doomed to an arranged marriage. Finn is determined to escape the prison, and Claudia believes she can help him. But they don’t realize that there is more to Incarceron than meets the eye. Escape will take their greatest courage and cost more than they know.”

4) Just One Day – Gayle Forman

17623975

From the New York Times bestselling author of If I Stay,

Allyson Healey’s life is exactly like her suitcase—packed, planned, ordered. Then on the last day of her three-week post-graduation European tour, she meets Willem. A free-spirited, roving actor, Willem is everything she’s not, and when he invites her to abandon her plans and come to Paris with him, Allyson says yes. This uncharacteristic decision leads to a day of risk and romance, liberation and intimacy: 24 hours that will transform Allyson’s life.

A book about love, heartbreak, travel, identity, and the “accidents” of fate, Just One Day shows us how sometimes in order to get found, you first have to get lost. . . and how often the people we are seeking are much closer than we know.

The first in a sweepingly romantic duet of novels. Willem’s story—Just One Year—is coming soon!

5) Paper Valentine – Brenna Yovanoff

12109772

The city of Ludlow is gripped by the hottest July on record. The asphalt is melting, the birds are dying, petty crime is on the rise, and someone in Hannah Wagnor’s peaceful suburban community is killing girls.For Hannah, the summer is a complicated one. Her best friend Lillian died six months ago, and Hannah just wants her life to go back to normal. But how can things be normal when Lillian’s ghost is haunting her bedroom, pushing her to investigate the mysterious string of murders? Hannah’s just trying to understand why her friend self-destructed, and where she fits now that Lillian isn’t there to save her a place among the social elite. And she must stop thinking about Finny Boone, the big, enigmatic delinquent whose main hobbies seem to include petty larceny and surprising acts of kindness.

With the entire city in a panic, Hannah soon finds herself drawn into a world of ghost girls and horrifying secrets. She realizes that only by confronting the Valentine Killer will she be able move on with her life—and it’s up to her to put together the pieces before he strikes again.

Paper Valentine is a hauntingly poetic tale of love and death by the New York Times bestselling author of The Replacement and The Space Between.”

Sim, colocamos as sinopses apenas em inglês e o motivo é que queremos que todo mundo  já entre no clima do clube! <3

A votação começará hoje (24/10/14) e terminará na terça-feira que vem (28/10/14) Para que ninguém se sinta pressionado, quero esclarecer que os livros dessa primeira votação têm nível UM de dificuldade, então a leitura não será muito complicada e vocês começaram a entrar um pouco mais no esquema~~~ =D

Para votar, use o formulário abaixo:

Nós realmente esperamos que vocês tenham gostado da ideia e que participem conosco!

NUPE entrevista: Eric Novello

23 de outubro de 2014 às 19:43, por

VAI TER ENTREVISTA SIM E SE RECLAMAR VAI TER DUAS!

Hoje migramos para a literatura. Não se preocupem, eu voltarei a falar com quadrinistas um dia, se Merlin quiser. É que tem muita gente incrível por aí em tudo que é área, então temos de ir explorando para pegar todos eles.

Tipo Pokemon. Então vamos lá!

eric

não sei fazer piada com essa foto, aceito sugestões.

Eric Novello nasceu no Rio de Janeiro mas reside atualmente em São Paulo. Formado em engenharia de alimentos, no fatídico ano de 2004 deu a louca e começou a se envolver com literatura. De lá para cá já participou de podcasts (diga-se de passagem, podcast esse que eu ainda considero um ponto de partida excelente para quem quer conhecer o mundo da literatura), escreveu artigos em jornais, compôs músicas com a irmã, teve contos publicados em diversas antologias e coletâneas e lançou quatro livros, inclusive “Exorcismos, amores e uma dose de blues”, que saiu esse ano pela editora Gutenberg – e que eu tenho autografado <3. Ele provavelmente fez ainda mais coisas que eu esqueci de falar nesse paragrafo, mas qualquer dúvida vocês podem visitar o site do autor.

Se você quer dar um passeio pelo lado mais sombrio da fantasia, essa pode ser a toca de coelho certa para você entrar.

Vamos começar com a pergunta que está na cabeça de todos os leitores: por que você é tão apaixonado por cactos e suculentas?

Fui aquarista por 14 anos. Muita gente acha que aquário é para colocar o peixe e trocar de seis em seis meses quando ele morre. Mas a verdade não é bem assim. Em um aquário bem cuidado, os peixes completam todo o seu ciclo, alguns chegando a dez anos ou mais, tendo filhotes, crescendo, etc. Quando me mudei para São Paulo, decidi adotar um hobby menos dependente de mim para sobreviver. Então dei meus aquários aos amigos e comecei a pesquisar cactos e suculentas, já que eles só precisam ser regados uma vez por semana. Além de serem um bocado desafiadores, um fator importante para manter meu interesse.

É incrível como eles são verdadeiros aliens, sempre se modificando e te surpreendendo com alguma novidade, mudando de cor, furando seus dedos. Comecei com algumas espécies compradas em uma feira e hoje devo ter algo próximo de, ãhn, melhor não falar em números. Considerando a seca em São Paulo, diria que foi uma boa escolha.

Você acha que o trabalho como tradutor teve influência na hora de descobrir sua voz como autor?

Isso funcionou nos dois sentidos para mim. Ser tradutor me fez ter um português afiado e entender melhor o meu instrumento de trabalho. Se eu mandar um texto com erro para o cliente, ele é reprovado. Se mais de um for reprovado, fico sem emprego. Simples assim. Não há copidesque ou revisor para arrumá-lo antes dessa avaliação, antes de chegar ao leitor final, como acontece na literatura.

Por outro lado, é o meu entendimento de narrativa e do ritmo de um texto que me torna um bom tradutor, mais do que ter um vocabulário amplo. O processo de tradução só passa a fluir para mim, dentro da literatura, quando eu entendo a voz do autor que estou traduzindo, o que me torna um autor que traduz, e acho ótimo que seja assim.

É claro que isso não se aplica a contratos e manuais de trator, mas vamos pular essa parte.

Exorcismos, amores de uma dose de blues esteve em gestação por cinco anos antes de ser publicado, não foi? Você ainda reconhece a ideia inicial no livro finalizado?

O eixo central, que para mim é o mais importante, foi mantido: um homem que comete um erro e, anos depois, tem a chance de repará-lo, entendendo melhor a si mesmo. Gosto muito do amor vagabundo e melancólico do Tiago Boanerges, o protagonista, e de como ele vai lidando com os erros que cometeu. O coração da história está ali.

De resto, é muito insano pensar no quanto mudei o texto desde a ideia original. Vou dar alguns exemplos que vão fazer mais sentido para quem leu o livro. O Caner, gerente do La Sombra, antes era dono de uma botica no Entremundos, e antes disso foi dono de uma loja de roupas! O livro começava com dois salvaxes (os meus metamorfos) onças indo comprar ternos para a festa do maior mafioso da cidade. O Tiago, meu exorcista, em vez de exorcizar sonhos e pesadelos, exorcizava protodeuses, cópias que os deuses conseguiam gerar de si mesmos pelo mundo. A musa, a grande vilã conceitual da história, era na época uma proto-Ísis. E havia uma luta incrivelmente violenta entre o Chapeleiro Louco e uma tal de Rainha de Copas no Entremundos. Se bobear, tirando a história central, dá pra dizer que apenas duas coisas ficaram da ideia inicial: o Ori e o final do livro.

Seus trabalhos já costumam abordar sexo e drogas, mas por que usar o Blues ao invés do Rock n’ Roll?

Num dia, o blues era só um nome bonito no título. No outro, com um pouco de pesquisa, se tornou essencial para o desenvolvimento da trama e o tom da ambientação. O blues é o ritmo mágico. Ele influenciou o nascimento do rock, do country, do jazz, do soul. Está presente até no synthpop, com o Depeche Mode (fanboy here!).

Sua “origem” passa por canções espirituais, ele foi influência direta para as canções de igreja da comunidade negra americana, e ao mesmo tempo é o ritmo dos pactos com o capeta para se obter sucesso, dinheiro, vida eterna. Não bastasse isso, a palavra está relacionada à tristeza, melancolia. E quem acompanhou Tiago Boanerges em Libertà sabe que ele passa por momentos complicados e tem uma relação difícil com o passado.

Quanto mais eu pesquisava, mais conhecia as músicas, mais eu me encantava e queria mostrar para as pessoas aquele panteão de deuses talentosos, muitos com vidas difíceis, negros ganhando pouquíssimo ao se apresentarem para imensas plateias de brancos, o que também tinha a ver com a proposta do livro de quebra de preconceitos.

Se você ouvir as canções mais antigas, com registros abafados e cheias de chiados, estará automaticamente em Libertà. Sem nem precisar passar pelo Entremundos.

Recém-completados dez anos como autor, o que podemos esperar dos seus próximos dez? 

Muitos postais enviados de Oslo, espero eu. Se bem que em Oslo eu não conseguiria ter um jardim de cactos, melhor mudar de endereço.

O passo mais direto é dar continuidade ao universo de Libertá começado em “Exorcismos, Amores e Uma Dose de Blues“.  Mostrar para os leitores que o EADB é só uma porta para um projeto mais amplo, desenvolver as consequências de tudo o que aconteceu no EADB. Levá-los para um passeio por outros reflexos, quem sabe. Eu já falei que um dia terei meu próprio Stay Puft, o Monstro de Marshmallow dos Caça-Fantasmas? Acho que meu grande objetivo como autor e ter um monstrão fantasmagórico e engraçado andando no meio de Libertà, nem que ele seja algo parecido com a Galinha Pintadinha.

Uma ideia que tem se tornado cada vez mais barulhenta na minha cabeça é levar os meus magos e seres oníricos para o mundo visual, transformá-los em HQs e aproximá-los de três das minhas grandes inspirações: os vilões de Batman e Gotham City e os mundos de Sandman e Constantine. Eu só preciso encontrar o meu Dave Mckean.

Em paralelo, pretendo seguir com os livros de menos teor de fantasia. Chamo essa família de textos de “Habitante Noturno”, do qual já fazem parte o “Neon Azul” e o “A Sombra no Sol“. São livros menores, menos desgastantes de se escrever, e se surgir uma oportunidade de publicá-los com o devido cuidado, podem furar a fila dos livros de Libertà. Quem sabe não aparece um convite?

Você acha que a afirmação “O Escritor é um ser político por natureza” ainda se aplica nos dias de hoje?

Acho que ela foi alterada para “o escritor é um ser chapa branca por natureza”. Porque hoje em dia quase ninguém quer se indispor com o colunista de um jornal, se desgastar com o possível júri de um concurso, mostrar para o leitor que, de repente, quem sabe, você possui uma opinião diferente da dele. Quanto mais neutro você é, quanto mais cara de paisagem você faz, quanto mais discurso do “depois posta a foto e me marca no Facebook” você adota, mais seguro é o seu caminho.

Colocar opiniões em um livro, se propor a tirar o leitor da zona de conforto, assumir uma postura diante do mundo, requer coragem e algum jogo de cintura. Eu fico bastante feliz de a Editora Gutenberg ter publicado o EADB do jeito que ele é, de ter tido essa coragem. A GUT respeitou a essência do livro e entendeu a razão de cada assunto que abordo na história. Alterá-lo seria como publicar uma biografia do Cazuza sem falar de sexualidade, drogas e rock’n’roll.  Ou como publicar Stephen King e falar “mas não assuste ninguém, viu?”

A literatura faz alguma diferença no mundo?

A literatura é um diálogo. E o diálogo faz muita diferença no mundo. Faz falta, inclusive.

Qual a semelhança entre o corvo e a escrivaninha?

Esta aí uma resposta que muita gente em Libertà ainda vai se arrepender de não saber.

De vez em quando rolam concursos em jornais, mas as melhores respostas só fazem sentido em inglês, infelizmente. Minha preferida é Because there is a B in both and an N in neither. (Em inglês a pergunta é “why a raven is like a writing desk?”)

A equipe me intimou a perguntar isso: de onde você tira inspiração para as cenas mais… Ahn… Picantes?

Da minha vida, basicamente. Provavelmente por que me sinto muito à vontade com a minha sexualidade, em todos os sentidos da palavra. Conheço bem os meus gostos e limites, então fica mais fácil trabalhar isso nos personagens, entender quando o sexo pode ser uma ferramenta importante para explorar algum aspecto psicológico da história.

Mas é engraçado isso. Eu me sinto um maníaco quando me divirto escrevendo cenas de assassinato, me sinto péssimo. E fico todo nervoso escrevendo cenas de sexo, pernas bambas, mão suada. Mas no final dá tudo certo.


AQUELA PARTE DA ENTREVISTA:

O que você está lendo no momento: Rani e o Sino da Divisão, do Jim Anotsu; e Hellbound Heart, do Clive Barker.

São Paulo ou Rio de Janeiro: Rio de Janeiro em setembro, São Paulo em outubro.

Sabor de pizza favorito: pizza de sereia. mas se não tiver, pode ser frango com catupiry.

Um desejo: ter milhões de leitores morando em Libertá.

O disco de blues mais importante pra você: qualquer um do Buddy Guy tá valendo.

Um clássico infantil que não seja “Alice no País das Maravilhas”: Onde vivem os monstros, do Sendak.

Muito obrigado pela entrevista, Eric! E saiba que nós do NUPE estaremos aguardando ansiosamente as próximas aventuras a se desenrolarem em Libertá.

Obrigado, folks! Que ela venha logo!

Cinco músicas para uma noite de quarta-feira

22 de outubro de 2014 às 22:08, por

emicida

Eu sou a rainha da procrastinação e o post sobre Tomorrow Cantabile, a versão coreana de Nodame, não ficou pronto a tempo para ser postado hoje. Em vez disso, decidi fazer recomendações musicais! Desde que comecei a usar o Spotify conheci várias bandas super legais e comecei a ouvir músicas que não ouvia antes! Isso é legal porque meu processo criativo é completamente movido por música e novas músicas significam novas ideias.

O post de hoje é para compartilhar cinco que tenho ouvido muito ultimamente.

Iron – Woodkid

Conheci essa música por indicação da Ryan Graudin, autora de The Walled City! A música é maravilhosa e o clipe também e ela entrou quase automaticamente pra playlist de um projeto de escrita que tenho aqui por causa da letra. Esse cantor, Woodkid, só tem um album e todas as músicas são muito boas.

 

Hoje Cedo – Emicida e Pitty

Eu desenvolvi um vício imenso por Emicida esses dias e Hoje Cedo foi a agraciada para entrar nessa lista. Eu nem gosto tanto assim da voz da Pitty, mas nessa música foi uma participação acertada. Adoro umas partes dessa letra, como “Se a sociedade vende Jesus por que não ia vender rap?” e “Vagabundo, a trilha é um precipício, tenso, o melhor/ Quero salvar o mundo/ Pois desisti da minha família e numa luta mais difícil/A frustração vai ser menor”. E cantar o refrão que a Pitty canta gritando é muito libertador, tentem aí.

Don’t Mess With Me – Brody Dalle

Um pouco de rock cantado por mulher com letra raivosa, ahaha. Eu só conheci a Brody Dalle agora e quando ouvi essa música me perguntei COMO É QUE ELA NÃO ESTAVA NA MINHA VIDA ANTES?????? É sério. Entrou direto pra playlist de Anômalos 3.

Tessellate – Alt-J

Alt-J entrou nas minhas recomendações do mês passado, mas eu não consigo parar de ouvir e aghhhh. Tessellate não é desse album novo deles e é tão gostosinha, com uma letra tão legal que dá vontade de só ouvir essa música pra sempre.
Eu só fui ver o clipe quando estava fazendo esse post e para ele apenas pergunto: O QUÊ ESTÁ ACONTECENDO?

Pelo Interfone – Pato Fu

Eu amo Pato Fu. Amo mesmo. Não sei porque eu demorei tanto para ouvir o De Brinquedo, o cd que a Fernanda Takai gravou com os brinquedos dos filhos e com os filhos, mas sei lá, só ouvi agora e amei essa música. Parece uma coisa que a Vila Sésamo faria! Foi uma cortesia do Cem Cantos de Encanto.

 

Essas foram minhas indicações de hoje! Vocês tem mais indicações? Coloquem aí nos comentários!

TBR Jar #2 – Laranja Mecânica, Anthony Burgess

21 de outubro de 2014 às 21:47, por

laranja_capa

Ano: 1962
Autor: Anthony Burgess
Editora: Aleph

“Narrada pelo protagonista, o adolescente Alex, esta brilhante e perturbadora história cria uma sociedade futurista em que a violência atinge proporções gigantescas e provoca uma reposta igualmente agressiva de um governo totalitário. A estranha linguagem utilizada por Alex – soberbamente engendrada pelo autor – empresta uma dimensão quase lírica ao texto. Ao lado de “1984″, de George Orwell, e “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley, “Laranja Mecânica” é um dos ícones literários da alienação pós-industrial que caracterizou o século XX. Adaptado com maestria para o cinema em 1972 por Stanley Kubrick, é uma obra marcante: depois da sua leitura, você jamais será o mesmo.”

——

Esse texto está sendo escrito ao som da Nona Sinfonia do grande Ludwig van Beethoven. Isso mesmo, meus drugues, essa é uma música extremamente importante para esse livro um tanto bizumni, um pouco ded, é verdade, mas ainda assim extremamente importante para a nossa literatura. Espero que vocês, molodois, parem um minueto para ler esse texto e kopatem um pouco sobre os motivos que fizeram com que eu me interessovatasse tanto por ele. Preparados? Horrorshow!

tumblr_lesrrtx1Hc1qe0eclo1_r1_500

Esse foi o livro da minha TBR Jar, e não poderia ter ficado mais feliz com a escolha que os deuses da aleatoriedade fizeram para mim. “Laranja Mecânica” é um desses tantos livros que compro e que acabam estacionados na minha estante, e que não leio por puro desleixo. Acredito que todo mundo conheça a história – ou ao menos o título – adaptada genialmente para o cinema pelas mãos do diretor Stanley Kubrick. E, por mais que eu tenha esse filme no meu coração e ele seja um dos meus preferidos, a sensação de ler o livro é extremamente diferente.

Para quem não conhece a história de Alex, vale fazer uma breve sinopse: ‘Laranja Mecânica’ se passa em algum lugar de um futuro alternativo, não se sabe exatamente onde, em que os adolescentes do grupo de Alex se divertem fazendo arruaças e vivendo sob a filosofia da ultraviolência. Eles estão sempre em busca de desafios que subvertam a ordem, que destruam as coisas e que, não raro, deixem alguns corpos pelo caminho. Para eles, a melhor forma de viver a vida é não se importar com as consequências e com o que pode acontecer caso sejam pegos. Eles são jovens e, até onde saibam, completamente inatingíveis. Até que tudo, é claro, dá errado, e o governo entra na jogada e torna as coisas um tanto quanto complicadas, principalmente para Alex.

ClockworkOrangeGIF1.gif.CROP.original-original

De boas aqui andando e subitamente chutando meu amigo por nenhum motivo especial

Nesse universo, Burgess – autor do livro e linguista por formação – fundiu elementos do inglês, russo e de gírias criadas pelo próprio autor que, depois de um passeio pela Malásia, ficou fascinado com a forma peculiar e particular com a qual as gangues urbanas se comunicavam. Misture a isso o fato de que os anos cinquenta trouxeram a cultura pop e o consumismo adolescente, e a organização das gangues passou a se tornar uma realidade em solo inglês. Burgess via as gangues adolescentes e as animosidades que existiam entre elas, e decidiu fazer com que ‘Laranja Mecânica’ se tornasse ao mesmo tempo uma extrapolação de toda essa violência e uma bruta mensagem sobre as consequências dela.

O primeiro parágrafo desse texto deve ter soado um pouco esquisito para você, eu sei. Existem palavras ali que você provavelmente nunca ouviu na vida e provavelmente nunca ouvirá novamente. É exatamente assim que somos apresentados a ‘Laranja Mecânica’: como estranhos que espiam o futuro. Burgess faz de Alex um narrador em primeira pessoa, que nos trata como amigo e que pretende nos contar o que aconteceu em sua vida; e, já que somos amigos dele, Alex não precisa se preocupar em falar com a gente da mesma forma que falaria com um policial, por exemplo. Ele pode usar todas as gírias que quiser, e presume que nós entendamos o seu discurso. E aí é que está a graça: nem sempre entendemos. A minha edição, da editora Aleph, possui um glossário com os termos inventados no final do livro, mas o grande barato da história é lê-la sem nenhuma explicação mesmo, como se o personagem fosse do futuro e falasse com a gente e não tivéssemos tempo de buscar as definições para as palavras estranhas que ele fala.

Esse ponto é, na verdade, uma faca de dois gumes: com ‘Laranja Mecânica’, você precisa estar preparado para se comprometer com a leitura. Ele não é, de forma alguma, um livro leve, nem na história que conta nem na forma como é narrado, mas também não é um livro difícil. Não sei se posso colocar nesses termos, mas acho que a palavra mais adequada para tentar definir a experiência de ler ‘Laranja Mecânica’ é esquisito. Lê-lo foi uma das experiências mais gratificantes que tive, mas só percebi isso depois que terminei o livro; porque, enquanto lia e passava por mais uma sequência de palavras estranhas, tudo o que eu queria era tacar o livro pela janela e começar alguma coisa menos complicada.

É difícil tentar definir tudo o que o enredo de ‘Laranja Mecânica’ representa: ele foi escrito em uma época onde a violência juvenil estava crescendo cada vez mais, e imaginá-la incontrolável não era nenhuma ficção científica muito longe da realidade. No entanto, o livro não trata apenas sobre violência juvenil, e é isso o que faz dele uma grande história: aqui, também somos apresentados à violência da polícia, à violência pessoal da vingança, e principalmente à violência do governo, que pretende ‘curar’ Alex de seus instintos violentos usando, olhe só!, violência. É impressionante como um livro de duzentas e poucas páginas pode ser tão significativo para uma discussão sobre esse tema que, mesmo depois de quase cinquenta anos, continua extremamente atual.

Violência produz violência

Violência produz violência

A edição brasileira tem um capricho muito grande na tradução, que merece destaque. Não deve ter sido um trabalho fácil adaptar tantos termos que possuem raízes inglesas, russas e com duplo sentido. O prefácio mostra para a gente como esse trabalho foi feito, mas caso vocês leiam a tradução dessa edição da Aleph, sugiro que pulem o prefácio e só o leiam depois de terminarem o livro. O próprio livro nos recomenda a leitura da história sem que saibamos o significado dos termos nadsat, mas o prefácio acaba entregando o significado de um tanto deles durante suas explicações lexicais, o que pode acabar com um pouco da graça de ser um completo estranho nas terras de Anthony Burgess.

O que fica ao fim do livro é que ele é uma montanha-russa de sensações: odiamos Alex, depois odiamos os amigos de Alex, depois odiamos o governo, então odiamos Alex novamente, e seguimos nesse looping de ódio aos personagens até o fim da história. Não é uma narrativa que nos dê alegria e nos deixe leve, mas sim uma daquelas que nos faz pensar um pouco sobre a nossa própria realidade. Um dos melhores tipos de narrativa, na minha opinião.

Avaliação: quatro copos de suco de laranja e um meio vazio (porque sou pessimista)

tumblr_n33a1cPgV11qldrydo1_500

*

Em tempo, acho que acabar a leitura desse livro significa que É HORA DE UM NOVO SORTEIO DA TBR JAR OMG QUE MEDO EU TENHO MUITO LIVRO ESTRANHO!!!11

Fiz o sorteio aqui comigo e o livro que tirei foi: Doutor Jivago, do Boris Pasternak.

*encara o papelzinho da TBR Jar. olha pra cima. ri nervosamente*

Faz séculos que não leio um livro russo. Esse não é exatamente antigo – é de 1957 -, e apesar de o Boris ser russo, o livro foi publicado na Itália! Eu não tenho a mínima ideia da história e ele é meio grandinho, então provavelmente não terminarei de ler tão cedo. A minha edição é de sebo, e bem velhinha. A única foto que consegui achar foi essa daqui, ó:

livro-o-doutor-jivago-10866-MLB20034904844_012014-FEntão é isso, espero que tenham gostado da resenha e tal. Até a próxima!

Vamos falar sobre Annabelle? #HalloweenNUPE

17 de outubro de 2014 às 15:46, por

tumblr_nd0z3jLSZs1qjgnsgo1_1280

Foi com um misto de animação e pé atrás que fui até o cinema assistir ‘Annabelle’. Filmes de terror são tipo um terreno divino para mim, porque consigo me divertir com filmes ruins na mesma proporção que me divirto com os bons. Divido meus filmes preferidos de terror entre ‘O Exorcista’, ‘The Gingerdead Man’ e ‘A Mão Assassina’, apenas para citar alguns, mas se tem uma coisa que não gosto é de filmes de terror que se levam a sério e não dão medo. E Annabelle, assim como seu predecessor, ‘A Invocação do Mal’ (que a Kah resenhou aqui), é um filme de terror em sua essência, e não um filme trash que a gente chama de terrir (um terror tão propositalmente ruim que gera riso e não medo). Ele se leva a sério, e seu propósito principal é causar medo no espectador. Mas será que ele consegue?

tumblr_nd0awocVdM1thsgi6o1_500

Pelo amor de Deus, é claro que sim. Você já viu a cara demoníaca daquela boneca?

‘Annabelle’ é um spin-off, ou seja, pode ser visto por quem não assistiu o filme ‘Invocação do Mal’ sem nenhum prejuízo para o entendimento da trama, mas é mais divertido ser assistido se você já conhece a boneca. Se você não conhece, vamos lá: ela aparece quase como uma figurante em ‘Invocação do Mal’, tendo um breve momento em que é citada, e talvez tenha sido colocada lá para que o espectador já a conhecesse um pouco antes de assistir ao filme dedicado exclusivamente a ela. Ou então foi uma feliz coincidência, e os olhos macabros dela fizeram tanto sucesso que o spin-off era inevitável. Não sei dizer ao certo.

tumblr_nd5whprqcr1thsgi6o1_500

A história acompanha o casal John e Mia – e acertadamente é ambientada nos anos sessenta –, um típico casal de subúrbio americano que está esperando o primeiro filho: ele, estudante de medicina; ela, dona de casa. Os dois têm uma vida tranquila, rodeada por bonecas do quarto do bebê e livros de estudo de John, até que sua casa é invadida e os dois são atacados por membros de uma seita obscura. A partir disso, os eventos estranhos começam a persegui-los, e tudo converge para Annabelle, a boneca de olhos vidrados e sorriso esquisito no rosto.

Talvez a primeira pergunta que você esteja se fazendo é POR QUE DIABOS ALGUÉM IRIA QUERER UMA BONECA SATÂNICA DESSAS? Pois é, eu também me questionava isso enquanto dava meus passos em direção ao cinema, mas a explicação é muito boa e simples: Annabelle é uma boneca colecionável, uma das raras, e a protagonista coleciona bonecas. Ok, aceitável.

tumblr_ncs5zbTwE51tgg8wlo1_500

Depois disso, você deve se perguntar: esse filme dá medo? ENTÃO, MEUS CAROS. DEVO DIZER QUE SIM. Os jogos de câmera são extremamente bem feitos, e o som do filme dá uma tensão extremamente macabra para as cenas mais obscuras. Assim como ‘Invocação do Mal’, o filme não decepciona nos momentos em que o terror está presente, e uma das jogadas mais legais do filme é que Annabelle sempre está presente como instrumento do terror, mas nunca como agente dele. Ela sempre está parada, olhando para o espectador enquanto as coisas acontecem, quase como se estivesse achando graça em todo o desespero (talvez esteja, vai saber).

Fiquei surpreso quando descobri que o diretor de Annabelle é o mesmo que fez “Efeito Borboleta 2” e “Mortal Kombat – A Aniquilação”, porque vamos combinar, esses dois filmes são muito muito muito ruins (e juro que, se soubesse disso antes de comprar o ingresso de Annabelle, talvez não tivesse assistido no cinema) (ainda bem que não soube, porque valeu a pena ver o filme no escuro com um monte de gente gritando de medo!). Aqui, no entanto, ele consegue fazer um trabalho extremamente competente.

É um bom filme? É. Tem alguma falha? Tem. O final. O final, senhoras e senhores, é EXTREMAMENTE PROBLEMÁTICO. Esse é o momento em que dou tchau para quem ainda não viu o filme, porque a seção livre de spoilers acabou. A partir de agora, vou falar de partes importantes sobre o último ato do filme; se você não quer saber o que acontece, não continue lendo. Se você já sabe ou não se importa em saber, vem comigo.

[INÍCIO DOS SPOILERS]
(selecione o texto para ler os spoilers!)

Sabe, uma das coisas que mais me irritou nesse filme foi o final. Ele estava quase bom demais. QUASE. Aí teve o final, que cagou tudo. O que me irritou não foi nem tanto a solução final – que é fácil e pobre, além de extremamente batida, mas ok –, mas as condições em que elas apareceram.

Mia, nossa querida dona de casa que está sendo atormentada pelo espírito de Annabelle, faz amizade com Evelyn, uma simpática livreira negra que tem um negócio na frente do novo apartamento dela. E, ao fim de toda a história, Evelyn decide se sacrificar para salvar a paz do casal Mia e John. Evelyn, uma mulher negra que nada tem a ver com a vida dos dois, se sacrifica porque acredita que essa é sua ~missão~ em Terra.

Eu não quero parecer paranoico, mas faz algum tempo que leio sobre representatividade negra em narrativas, e um dos textos mais interessantes que li foi sobre o arquétipo do “Magical Negro” (se você tiver um bom inglês e paciência, é esse daqui). Nesse arquétipo, somos apresentados a um personagem extremamente inteligente, geralmente um mentor com pouca instrução formal (o que não se aplica no caso de Evelyn), que sempre ajuda o protagonista a atingir seu objetivo – seja conseguir alguma coisa, ou, no caso do filme, simplesmente ter paz – e que, no fim da história, sempre se sacrifica por esse protagonista. Stephen King usa muito esse arquétipo (‘À Espera de Um Milagre’, ‘A Dança da Morte’, ‘O Talismã’, ‘O Iluminado’), e o grande problema de utilizá-lo é que o personagem (negro) tem sua vida anulada completamente em prol do protagonista – geralmente branco. Não estou aqui dizendo que o filme é racista (assim como tenho certeza que o Stephen King não é racista), mas apenas queria salientar o quanto esse final é problemático: pela ótica do filme, o grande objetivo da vida de Evelyn é se matar para salvar a vida de um casal que ela conheceu há algumas semanas; e, para isso, deve anular toda a sua vida e suas vontades em prol de conseguir a paz para os outros. É uma atitude altruísta e bonita sim, mas para efeitos de representatividade e para o desenrolar do roteiro, é um movimento extremamente ruim. E se fosse Evelyn que precisasse ser salva por Mia? Será que a narrativa pareceria justa ou bonita?

Queria um final diferente, mais por conta de todas essas questões sobre representatividade do que pelo final em si, sabe. Estava sendo um filme tão bom. O roteiro estava tão legal. Mas enfim, nada é perfeito T-T

[FIM DOS SPOILERS]

Então é isso. Recomendo esse filme? É claro que sim. Vá assistir no cinema, de preferência com aquele seu amigo que se caga de medo de filme de terror, pq OMG reações, as melhores coisas são as reações. Só espero que você não seja essa pessoa que morre de medo, porque aí provavelmente alguém vai te gravar e daqui a pouco você vai estar no Vine.

JESUS, ME LEVA – Uma poesia vogon

16 de outubro de 2014 às 21:32, por

ser ou não ser, eis a questão

Faz mais de dois anos desde que escrevi a minha última poesia vogon, fiquei com preguiça sem inspiração para escrever neste intervalo de tempo (vocês acham que fazer uma poesia tão ruim que fará o seu sangue escapar pelos ouvidos, que obrigará seus pés a correrem para fora do seu corpo e que tirará a sua opção de viver, porque seus intestinos resolveram te matar enforcado para que o sofrimento acabe logo algo fácil de desenvolver?).

Como o calor está me matando, estou inspirada.

Se você não conhece os poemas vogon, gostaria de dizer que sua sorte é bem grande (mas ela está para acabar por minha culpa). As poesias vogon são, basicamente,  a terceira pior poesia do universo e elas são muito, mas MUITO ruins (o exemplo acima sobre os pés, o sangue e intestinos é uma amostra), e são escritas pelos seres mais burocráticos e paranoicos do universo, os vogons. Para vocês conhecerem mais sobre a jornada delas aqui no NUPE, recomendo alguns links:

 

Espero que ao final desta poesia, vocês fiquem assim:

jesuspobrehomem

 JESUS, ME LEVA

“A febre ecumênica invade a compleição,
os fluídos líquidos fogem de minha carcaça como se eu fosse…
Uma denominação vulgar dada às diferentes espécies de mamíferos bunodontes, artiodáctilos, os não ruminantes.
Padeço sem impugnação!
A translação de alento térmico me estrompa.

Ó, o esfalfamento pachorrento!

Nanja granjeei tal circunstância em completa durabilidade.
Onde funda-se a isonomia no firmamento?
Derreei-me desta pândega sem pilhéria e pleonástica.
Onde está a álgida têmpera?
Abluir-me dualmente ou trincamente no período desde a manhã até o imputo do astro
depravou a laracha.

Sem embargo, frialdade assomará,
mas até antanho,
a coleção de células que são a provação de meu versado,
quiçá há de desvanecer.

Impreterivelmente e sem parquear,
confabulo com o sodalício,
“Não transijo em maior quantidade!”

Impreterivelmente e sem parquear,
ululo com todas os meus viços,
“YESHUA HA-MASCHIACH, ME TRANSLATA! NÃO SUSTO TORVO MORMAÇO!!!”

Dor.”

Se você continua vivo, sinto muito, porque sua única opção agora é derreter como estou me derretendo, sofrer essa morte lenta. E se você mora em Brasólia, sinto mais ainda que você tenha que passar por tudo isso com a música incessante das cigarras.

Me despeço.

BOA NOITE E BOA SORTE.

BOA NOITE E BOA SORTE.

Devil’s Attorney

15 de outubro de 2014 às 21:18, por

Como eu passo muito tempo no celular por pura preguiça de ligar o notebook, eu estou sempre à procura de um jogo de celular divertido e, como eu sou chata, que tenha alguma história. E essa é uma missão impressionantemente difícil, então é sempre bom compartilhar quando um jogo acerta em cheio! Infelizmente, ele é todo em inglês, então quem não sabe o idioma vai ficar meio perdido nesse post =/

Devil’s Attorney é um jogo de estratégia de turnos no qual você é Max McMann, um advogado bem brega dos anos 80 que não tem muitos escrúpulos na hora de escolher seus clientes. Vem comigo, vamos assistir a esse trailer que é uma obra prima e ficar com a musiquinha na cabeça a semana toda.

O sistema de jogo é bom simples, você tem que usar suas habilidades para desacreditar as testemunhas e as evidências dos casos contra seus clientes. Quando você acabar com elas, você ganha a partida. A questão é que você enfrenta vários outros advogados e cada um tem um poder especial diferente, então sua estratégia muda completamente de caso para caso.

Screenshot_2014-10-12-20-34-45

Mas as melhores partes do jogo, de longe, são as interações com os advogados antes de cada caso e o bando de referência aos anos 80 que são esfregadas na sua cara. O relacionamento do Max com cada personagem evolui, como aqui em cima, o Max passa uma receita com óleo de peixe no caso anterior pra esse advogado e ele comenta como ele não consegue tirar o gosto de peixe da boca. Ou então quando o Richard Fastley (Rick Astley, alguém?) é acusado de bater na mulher e alega que nunca iria fazê-la chorar, nunca iria dizer adeus, nem contar uma mentira, nem machucá-la. Ou quando um cara de óculos e um brilho vermelho nos olhos é acusado de andar pelado na rua e alega que veio do futuro e só está procurando sua boa amiga Sarah.

Screenshot_2014-10-13-10-36-42

As referências desse jogo sozinhas já o fazem valer a pena, mas a atmosfera dele é tão genuinamente anos 80 que, se você gosta da época, vai adorá-lo! E a melhor parte é que ele está de graça no Humble Bundle Mobile (mas eu não sei até quando, pessoal, corram aí), que também está com outros joguinhos super legais pra celular por um preço menor que o normal. Você tem que rolar a página pra baixo até ver o Max e colocar o seu e-mail, que eles te enviam um link de download. Aí é só abrir o link pelo seu celular, baixar o jogo e ser feliz cantando HE’S THE DEVIL’S ATTORNEY! THE DEVIL’S ATTORNEY! SETTING ALL HIS CLIENTS FREE! (e um pouquinho de  never gonna give you up também).

Screenshot_2014-10-12-19-51-49

Eu só queria mostrar o Daniel-san sendo acusado de agressão. Agora o post terminou mesmo.

Mentirosos – E. Lockhart

14 de outubro de 2014 às 19:00, por

A capa bonita que esconde A DOR

Mentirosos, E. Lockhart

Editora Seguinte, 272 páginas

“Emocionante, bonito e devastadoramente inteligente, Mentirosos é absolutamente inesquecível” – John Green.

Mentirosos foi um livro intenso. E por intenso eu realmente quero dizer, intenso. Concordo com o moço John Green ao dizer que o livro é devastadoramente inteligente (focando no devastador). Imagine ler algo que te deixa confuso no começo, mas depois tudo começa a fazer sentido. Tipo um quebra-cabeças. As peças se juntam e a narrativa começa a acelerar e fazer mais sentido até que *BOOM* sua mente explode.

(Explode de um jeito bom, okay?)

Tipo assim

Tipo assim

Todos os verões a família Sinclair se reúne na ilha da família (sim, eles tem uma ilha), e todos verões os Mentirosos se reuniam e vivam uma amizade ótima e se divertiam. É claro que não fica assim para sempre. No verão em que Cadence – a protagonista – completa quinze anos, ela sofre um acidente misterioso e problemas discorrem graças a esse acidente. Ela passa a ter fortes dores de cabeça, daquelas enxaquecas brabas, depressão, e a mais grave, a perda de memória seletiva. Depois de dois anos de isso ter acontecido, ela resolve voltar à ilha para tentar desvendar o que havia realmente acontecido e se reencontrar com os Mentirosos. Acontece que: nem tudo são flores. A cada passo mais próximo à verdade, Cadence piora.

O começo do livro, lá para as primeiras páginas mesmo, é um pouco confuso. Não vou mentir. A narrativa é diferente. É intensa, como eu já disse antes. Como é narrado em primeira pessoa pelo ponto de vista de Cadence, estamos o tempo todo imersos na mente dela e só dela. Por isso que vemos apenas o seu lado da história. Mas, mesmo assim, uma das coisas que mais me agradou em Mentirosos foi o fato de que o livro não trata apenas de Cadence. Por mais que ela narre, por mais que boa parte da história gire em torno do seu nome, ela é mais uma personagem de uma trama intrincada.

Eu no final de cada capítulo

Eu no final de cada capítulo

Outra coisa bem legal é o jeito com que E. Lockhart narra o livro, alguns momentos são poéticos, outros exagerados, e outros dramáticos. Ainda há aqueles exageradamente dramáticos de Cadence, fora algumas das fantasias da personagem que a autora insere em alguns momentos e… Uau.

Em certo momento do livro o leitor simplesmente não quer largar o livro. A autora cria uma subida de montanha-russa feita inteira de tensão e atiça a curiosidade de um jeito que não dá para parar de ler até o momento da queda. E, bem, E. Lockhart, você me enganou.

Sabe, pensei que nunca fosse ser otário? Pois fui otário.

Eu exatamente

Eu exatamente

Palmas para E. Lockhart, por favor.

Mentirosos é mais do que a mente de Cadence e seus dramas, é uma história que fala de amizade e trata também de dramas familiares. Como uma família aparentemente perfeita pode esconder um muro frágil que esconde um lado não tão bom, nem glamoroso, e muito menos perfeito.

Por mais que eu tenha amado o livro por inteiro, ainda tenho alguns sentimentos meio controversos mesmo assim. Mas isso é bom, faz o leitor questionar o que está lendo, e isso acabou me fazendo reler o livro pouco tempo depois de tê-lo terminado a primeira vez (sério). Bom, muita gente ama, não vi ninguém odiar, e espero não ver.

MIGO, ME SEGURA QUE O FINAL DESSE LIVRO ME MATOU

MIGO, ME SEGURA QUE O FINAL DESSE LIVRO ME MATOU

Leiam Mentirosos, leiam e me contem de qualquer jeito o que acharam da leitura e se também foram brilhantemente enganados por E. Lockhart. Um nó na cabeça desses é muito bom de vez em quando. Ainda mais quando é um nó no estilo Mentirosos.

Halloween NUPEano: A Playlist que era para ser assustadora #HalloweenNUPE

10 de outubro de 2014 às 19:00, por

tumblr_nd7ckgvf621qj4315o1_500*Entra sorrateiramente e assusta todos* Okay, não.

Vocês já perceberam que é Outubro, né? Espero que sim, por que esse é o mês do Halloween e você só poderia ser de outro planeta para não se lembrar disso. Como por exemplo, duvido que as pessoas de Transsexual Transylvania (Alô, Rocky Horror Picture Show) também comemorem o Halloween. Por isso deposito minhas esperanças aqui na Terra mesmo.

tumblr_ncl534ZsXC1rn5a30o4_r1_500

A ideia das músicas para essa playlist vieram quando eu estava assistindo Hocus Pocus pela 455465421 vez e achei que I Put a Spell On You é simplesmente PERFEITA para uma festa de Halloween. Então pensei em juntar outras musicas igualmente perfeitas para festas de Halloween numa playlist e PARTYYYY!!!tumblr_n5srn7pg541qac1soo1_250

Fiquem com a Playlist que deveria ser assustadora, mas que conseguiu ser, no mínimo, dançante. Chega de gifs e afins e deem play antes que três irmãs bruxas tomem a sua alma!

Halloween NUPEano: Creepy as creeps can be from Vcastrillo on 8tracks Radio.

Playlist:

I put a spell on you – Hocus Pocus
The Carnival – Amanda Jenssen
Carousel – Melanie Martinez
The Creeps – Adore Delano
House of The Rising Sun – Lauren O’Connell
Dollhouse – Melanie Martinez
Vampire Smile – Kyla La Grange
VOODOO Doll – Vixx
White Coats – Foxes
Aha! – Pentatonix
Wolf – Exo
This Club Is A Haunted House – Sharon Needles feat. RuPaul
Wonderland – Natalia Kills
I Write Sins Not Tragedies – Panic! At The Disco
In The Room Where You Sleep – Dead Man’s Bones
Dressed In Black – Sia
When The Darkness Falls – The Never Ending

NUPE entrevista: Bianca Pinheiro

9 de outubro de 2014 às 20:26, por

E ESTAMOS DE VOLTA, MINHA GENTE!

Depois do sucesso da última entrevista, resolvi convidar outra quadrinista nacional. Acho fundamental a gente valorizar quem está produzindo esse tipo de conteúdo maravilhoso – ainda mais em uma industria tradicionalmente dominada por homens e num país que ainda não saca totalmente a magia das HQ’s.

Sem mais delongas:

biancapinheiro

“QUEM OUSA ME PERTURBAR” – PINHEIRO, Bianca. sqn

Bianca Pinheiro é uma ilustradora e quadrinista residente de Curitiba. Desde sempre apaixonada pelo desenho, decidiu usá-lo para extravasar seu espírito inquieto e seu gosto particular por histórias, transformando tudo em histórias em quadrinhos. Foi assim que criou Bear, a webcomic que atualiza semanalmente no tumblr e que esse ano ganhou seu primeiro volume impresso pela Editora Nemo. Mas como veremos, não só de ursos vive essa garota, que tem uma arte muito versátil e várias ideias para por em prática no futuro. Não tem como não se animar com a possibilidade de ela lançar coisas novas - tipo sua HQ independente, Dora.

Se você gosta de bom humor, metalinguagem e animais falantes, você tem tudo para curtir o trabalho dela. E se não gostar, tenho certeza que Bianca tem algo nas mangas que vai te interessar.

Em Bear você revela ser da Corvinal (TAMO JUNTO \o). O que te faz se identificar com essa casa de Hogwarts?

Pra ser sincera eu também me identifico com os valores da Lufa-Lufa, hahaha! Mas veja, quando li o primeiro Harry Potter eu tinha treze anos e era uma daquelas pirralhas nerds que vive enfiada nos livros e nos quadrinhos, sabe? Aquela que passava o recreio na biblioteca e não no ginásio junto com as crianças legais. A identificação com a casa que preza o conhecimento foi imediata, hehehe (e depois a Luna é Corvinal! não tem como não amar a casa quando se conhece a Luna).

Aproveitando: a quais casas pertenceriam a Raven e o Dimas? (E A D. PIVARA, NÃO VAMOS ESQUECER D. PIVARA!)

Que. Pergunta. Difícil!

Auishoausihaiussa!

Vamos lá:

Raven: provavelmente ficaria entre Grifinória e Lufa-Lufa. Acho que eu escolheria Grifinória, no final das contas, porque a menina parece nem saber o que é medo. xD~

Dimas: entre Corvinal e Lufa-Lufa. Se houvesse um meio-termo entre as duas casas, ele estaria nela. Porque o Dimas é o cara que estuda e tem um vasto conhecimento. Mas tem também a ingenuidade de uma criança, às vezes. E é muito justo, muito valoroso. Acho que eu escolho Lufa-Lufa pra ele, com a ressalva de que o Chapéu Seletor ficou muito em dúvida.

D. Pivara: Corvinal. Certeza absoluta. :D

Bear não foi seu primeiro trabalho, confere? Pode contar mais sobre o que você já andou produzindo por aí?

Não foi meu primeiro trabalho com HQs porque faço HQs desde que aprendi a segurar um giz de cera. Hahaha! Mas falando sério agora, Bear foi meu primeiro livro impresso! Então, pro mundo, pode ser considerado meu primeiro trabalho. No entanto, eu publico HQs quinzenais e curtas no tumblr A Vaca Voadora, junto com a Fefê Torquato. E isso vem antes de Bear. E no meu blog/portfólio tem também outras HQs que inventei de fazer por aí.

O que tenho a dizer sobre minha produção é: eu gosto de variar. Gosto de pegar temas diferentes, brincar com estilos diferentes, com narrativas diferentes e tudo o mais. eu gosto de experimentar, artisticamente falando (porque em matéria de sabor de sorvete eu sempre fico com cereja e chocolate. Sempre).

Na versão original da história, você coloca gifs em alguns momentos e isso cria um efeito incrível. Adaptar isso para a versão física foi um problema?

Nah, não foi problema nenhum. As gifs usadas na webcomic são apenas um “a mais”, um efeito pra ficar bacana. Não fazem parte da narrativa. Ou seja, não são essenciais para que a história seja compreendida. Meu objetivo desde o começo foi fazer uma HQ e não uma animação. Assim sendo, o movimento não é necessário para o desenrolar da história. Tirá-lo pra versão impressa foi tranquilo porque eu não precisava adaptar nada. ^^

Dona Bianca Oráculo, o storyboard existe mesmo? E ele conta o que acontece com São Paulo depois que a água da Cantareira acabar no dia 27, por exemplo?

O storyboard existe sim! É inclusive um caderno preto, como na história. Mas infelizmente ele só sabe o que vai acontecer em Bear… não sabe sobre o futuro de São Paulo… sinto muito. :(

Então, acabei de ser informado aqui pela produção que para continuar com a entrevista, você precisa resolver uma charada. O que é, o que é: algo novo, velho, emprestado e azul que aparece na televisão britânica há mais de 50 anos.

TARDIS!

confetti-gif

ACERTOU!

mazerunner

Segunda parte da entrevista liberada

Eu quase coloquei “THE ONLY WATER IN THE FOREST IS THE RIVER!!1!one”. Gosta da série? Podemos esperar uma referência a ela no futuro? Você gosta de fazer referência que eu sei!

Confesso que tive que caçar no Google pra confirmar a referência, hahaha! Eu ainda não cheguei nessa parte de Doctor Who. Pra ser sincera, assisti apenas a primeira temporada (das novas temporadas) e o começo da segunda. Não gostei do Doctor do David Tennant (e olha que eu adoro ele em Harry Potter e em Broadchurch). Mas sei lá… eu amava o Doctor do Christopher Eccleston. Achei que a série perdeu muito com a saída dele. especialmente porque, na minha humilde opinião, ele era o melhor ator de todos, ali. então… parei de ver.

Mas vamos à pergunta!

Sim! é possível que apareça uma referência de Doctor Who SIM! \o/

Torço para que você dê outra chance ao Tennant, Bianca. Ele protagonizou alguns dos meus episódios favoritos. Mas deixa eu manter o foco: você acha que o emprego tradicional é inimigo da criatividade?

Acho que depende do quanto você consegue unir seu trabalho ao seu emprego. Eu uso aqui a palavra “trabalho” para me referir àquilo que a gente faz e que realmente gosta de fazer. Vamos supor que um publicitário ame criar peças publicitárias variadas e trabalhar em uma agência de publicidade. Pra esse cara, o emprego tradicional – de publicitário em uma agência – é perfeito. A criatividade dele não está abalada e nem a força de vontade para produzir.

Se, no entanto, esse publicitário que trabalha na agência for alguém que, no fundo, sempre quis ser um grande pintor, então eu acredito que o emprego vai atrapalhá-lo na hora de produzir o que ele realmente ama. E não é porque o emprego tradicional acabe com a criatividade. Mas ele esgota a mente quando você se vê obrigado a fazer algo que não é o que, no fundo da alma, você gostaria de estar fazendo.

Ora, eu trabalhei por três anos como designer e depois por mais três anos como ilustradora. Só consegui produzir de verdade os meus quadrinhos quando larguei o emprego. É uma questão de poder se dedicar mental e fisicamente àquilo que você ama. E dar 100% da sua capacidade mental para isso. :3

Qual é a importância de estar vivo e fazer as coisas?

Que coisas? Se for coisas como “arrumar a cama” e “lavar a louça” eu digo que é uma importanciazinha, só. hahahaha! okay, falando sério.

Acredito que produzir – seja o que for que você produza – é algo importante para se sentir vivo enquanto se vive. Trabalhar por trabalhar é desumano, é alienante, é esgotante e injusto. Quando você produz alguma coisa que acha importante, você se sente vivendo, como um ser existente, como alguém que faz e não alguém que apenas absorve o mundo ao redor. Eu acho importantíssimo (mesmo que, pra você, arrumar a cama seja de vital importância).

Recentemente esteve conosco a dona Nia, e me dou ao direito de fazer a mesma pergunta que fiz a ela: você acha que as mulheres quadrinistas no Brasil estão conquistando seu espaço no mercado?

Claro que estamos! Eu e a Fernanda Nia somos exemplos disso. Estamos aqui, produzindo e sendo reconhecidas. Isso é maravilhoso. Acho que o mercado brasileiro de quadrinhos está finalmente se dando conta de que o que está entre as nossas pernas não define o valor do nosso trabalho. :)

Eu perguntaria se você pretende produzir mais volumes de Bear, mas eu acho que isso está implícito, né? (Mas só pra confirmar, eu perguntei mesmo assim). Além dele, há algum outro projeto na manga no momento?

Eu sempre tenho projetos na manga! MWHAUAHAAHAUHAUHA! Eu sou um pouquinho doida quando se trata de fazer quadrinhos. Tenho Bear Volume 2 como um dos principais projetos do ano que vem, 2015. E tenho também outros dois projetos de quadrinhos que não têm nada a ver com Bear engatilhados. Acredite em mim: eu sempre tenho projetos na manga. xD~


HORA DE UM TESTE RORSCHACH SEMÂNTICO:

O que você está lendo no momento: This One Summer, das primas Jillian e Mariko Tamaki.

No seu sanduiche não pode faltar: Pão? ok, ok, queijo!

Um feitiço: Wingardium LeviÔsa!

Quadrinhos para você são: vida!

Um spoiler: Harry é a última horcrux.

Ursos ou Capivaras: Hum… Difícil… Mas fico com ursos.

Um medo absurdo: Borboletas (eu sei… mas tenho pavor de borboletas).

Uma charada: “um navio estava voando, furaram os quatro pneus. quantas bananas sobraram?” Resposta: “nenhuma, os elefantes comeram tudo” (charada tirada de uma história do Bidu que li quando era criança. era minha charada favorita de todo o mundo).

***

MANO, EU LEMBRO DESSA CHARADA! Mas a versão que chegou até mim terminava com “Nenhuma, jacaré não tem pescoço”.

E depois dessa informação fundamental para a existência humana, eu me despeço. Muito obrigado pela entrevista, Bianca!