Skip to Content

Alimentando a sua Tânia interior: Cupcake de Negresco!

17 de setembro de 2014 às 18:57, por

Todo mundo que me segue no twitter sofre horrores porque adoro compartilhar FOOD PORN (food = comida; porn = pornô. Ou seja, comidas tão gostosas que são pornográficas) e, um belo dia, compartilhei a foto de um cupcake de Oreo e a coisa mais linda aconteceu: a Lais do NerdfightersBR me passou a mais linda receita de cupcake de NEGRESCO (dá para usar Oreo também, mas todos sabem que NEGRESCO é infinitamente mais gostoso)!

Então, resolvi testar a receita e compartilhar a experiência com vocês.

"Eu não posso evitar. Eu gosto de comida boa, OK?"

“Eu não posso evitar. Eu gosto de comida boa, OK?”

Antes de iniciar a aventura propriamente, preciso avisar que se você for remotamente como eu na cozinha, tudo ficará limpo, menos você. Dessa forma, recomendo o uso de avental (não uso porque me irrita), não esteja de banho tomado e use roupas que possam ficar sujas, a não ser que você seja a minha mãe que consegue fazer todas as sobremesas do mundo quando já está pronta para sair de casa.

A receita rende 12 cupcakes grandes ou 22 cupcakes pequenos, aí vai depender de você, no meu caso, como não tenho forma para os pequenos, fiz os grandes mesmo.

Para a massa você vai precisar de:

  • 100 gramas de manteiga em temperatura ambiente (se você comprar o tablete, é só usar metade dele) e a manteiga ser com ou sem sal vai depender do seu paladar. Eu, particularmente, não gosto de nada EXTREMAMENTE doce, então comprei a com sal.
  • 2/3 de xícara de açúcar
  • 3 ovos (pelos deuses, não se esqueça de lavá-los antes de quebrar, parece besteira, mas não é). Lais disse que é melhor não lavar  os ovos por deixar a casca mais porosa nos comentários. Ela é a expert e EU ACREDITO NELA.
  • 1 colher de chá de essência de baunilha
  • 1 xícara e 1/2 (meia) de farinha de trigo
  • 1 colher de chá e 1/2 (meia) de fermento
  • 1 pitada de sal (se você não usar a manteiga com sal e tudo o mais).
  • 1/4 de xícara mais 3 colheres de sopa de leite (apesar da receita que a Lais passou falar dessas três colheres, fui no olhômetro mesmo, porque olha minha cara de quem vai sujar mais louça ¬¬)
  • 12 metades de Negresco com o recheio e inteiras (ou Oreo) (sim, ESTOU TE JULGANDO SE VOCÊ USAR OREO)
  • 12 metades de Negresco sem o recheio e essas podem se quebrar à vontade (se for Oreo, CONTINUO TE JULGANDO).

O primeiro passo é pegar o pacote de NEGRESCO (nem vou comentar do Oreo, por motivos óbvios), separar o biscoito, colocar a parte com recheio na parte debaixo da forminha com o recheio VIRADO PARA CIMA e pegar os biscoitos sem o recheio e esmigalhar. Dá para triturar também, mas a graça está nos pedaços grandes e não só no farelo.

O meu esquema é quebrar em pedaços, colocar num saquinho de comida e bater com a colher de pau, o único problema é que o saquinho pode rasgar, então faça isso em cima do recipiente da batedeira.

FIca assim no saquinho!!

Fica assim no saquinho!!

O segundo passo é misturar a farinha, o fermento e o sal, porque na hora de acrescentar, tudo vai de uma vez só e, aliás, eu gosto de passar na peneira, porque me livro de todas as pedrinhas e a massa fica mais homogênea (parece que sou expert em homogeneidade de massa, mas, fora as pedrinhas, não vejo diferença. É que nos programas de comida, os chefs sempre falam isso e quero aparentar chiquereza).

O terceiro passo é bater a manteiga e o açúcar por três minutos até formar uma massa fofa e linda que parece buttercream, depois de alcançar esse ponto, acrescente a mistura do segundo passo e deixa a batedeira fazer o trabalho dela. E, gente, não façam como fiz nos meus tempos de novata: antes de bater, misture os ingredientes, porque aquela mistura é pó e se ela for adicionada sem dar uma misturadinha antes, vai tudo voar.

O quarto passo é acrescentar os ovos um a um (como sou cheia das histórias, quebro os ovos em outro lugar. Teve uma vez que eu e minha prima estávamos fazendo um bolo e na hora de colocar os ovos, um deles tinha um pintinho morto. Foi horrível), depois adicionar o leite de pouco a pouco, a essência de baunilha e, por fim, o Negresco picado.

Minha massa ficou assim e essa foi o negócio que usei para colocar a massa em cima dos biscoitos na forminha. Você pode usar colher de sorvete também!

Minha massa ficou assim e essa foi o negócio que usei para colocar a massa em cima dos biscoitos na forminha. Você pode usar colher de sorvete também!

Sacuda  e bata a forma de leve para a massa ficar mais ou menos reta (ela nunca fica reta de verdade, por conta dos pedaços de biscoito *_*)

Sacuda e bata a forma de leve para a massa ficar mais ou menos reta (ela nunca fica reta de verdade, por conta dos pedaços de biscoito *_*)

Antes que eu me esqueça, enquanto a massa está sendo preparada, coloque o forno para preaquecer em 150 °C, capisce???

Os cupcakes estão assando, então agora é a hora da cobertura (que é a melhor parte e ela ficou tão boa que até o que sobrou não ficou):

  • 1/2 (meia) xícara de cream cheese (na real, essa medida dá quase o pacotinho inteiro. Você tem que ignorar 30 ml. Daí você guarda para passar no pão, sei lá).
  • 3 colheres (45 gramas) de manteiga em temperatura ambiente. Mais uma vez, tem a medida no tablete é só chutei o que seriam os 5 gramas a menos e como comentei antes, tenho pavor de excesso de açúcar, por isso usei a mesma manteiga com sal.
  • 1 xícara e 1/2 (meia) de açúcar de confeiteiro (é aquele usado para glacê e tem em qualquer lugar)
  • 1/2 (meia) colher de chá de extrato de baunilha (que é diferente de essência, contudo, dá para usar a essência tranquilamente e foi o que eu usei, porque não achei extrato e passei por uma saga só pela essência que estava em falta em todos os lugares que eu ia. Foi ridículo)
  • 1/2 (meia) xícara de Negresco triturado (um pacote contém 14 biscoitos. Eu comi os dois que sobraram, então abri outro pacote e quebrei quatro!)

Bata o cream cheese e a manteiga de 3-5 minutos em velocidade baixa/média até que fique uma massa fofa (E BRILHANTE. SÉRIO. É PERFEITO), adicione o açúcar aos poucos (recomendo seriamente peneirar o açúcar de confeiteiro, porque ele cria MUITA pedrinha). Depois de colocar todo o açúcar, acrescente o extrato de baunilha (ou essência) e o Negresco triturado e bata por mais 1-2 minutos até tudo misturar!

Esta é a cobertura depois de batida!!!

Esta é a cobertura depois de batida!!!

O cupcake demora 15-25 minutos para assar, que é o tempo de lavar a louça e preparar o saquinho e o biquinho para confeitar. Como tenho as habilidades de um pato na hora de usar esses equipamentos avançados, fui limpar a cozinha. Quando os cupcakes ficarem prontos, retire-os do forno e deixe-os esfriar antes de passar a cobertura ou ela vai derreter ali em cima.

Eles ficam assim depois de assados! Os gigantes são gigantes porque eles tem mais pedaços de Negresco e-

Eles ficam assim depois de assados! Os gigantes são gigantes porque eles têm mais pedaços de Negresco e—

Como fica bastante cobertura, aproveitei para usá-la como recheio também, mas dá para colocar ganache no meio e boto a mão no fogo que ficará uma delícia! Hmmm, sobre as minhas habilidades de pato, usei uma colher para confeitar e coloquei uns pedaços de Negresco quebrado em cima para as pessoas acharem que eu sabia o que eu estava fazendo com a cobertura.

Tem um parcialmente comido, porque alguém (EU) tinha que testar para saber se não estava envenenado ou se estava gostoso ou se estava apropriado para o consumo humano.

Tem um parcialmente comido, porque alguém (EU) tinha que testar para saber se não estava envenenado ou se estava gostoso ou se estava apropriado para o consumo humano.

DICAS DA LAIS:

  •  Colocar apenas a massa em 2/3 da forminha do cupcake! (coisa que fiz e esqueci de dizer, porque… nem sei o motivo)
  • Ao invés de ficar esperando que nem eu, você pode colocar a cobertura na geladeira por 10 minutos para ficar mais durinha e fácil de manusear!

Apesar de todas as adaptações da receita que fiz, o cupcake de Negresco foi um sucesso e está completamente aprovado. Mês que vem, volto com mais uma receita. Pensei em torta alemã ou brownie mexicano ou risoto de alho-poró, o que vocês acham?

Ah! E não posso me esquecer de comentar que apesar de ter esse post aqui no blog, temos um tumblr do NUPE SÓ DE COMIDA e essa receita vai para lá obviamente, porque o que é bom tem que ser compartilhado: Cozinha Nada Épica.

Hasta la vista, muchachos.

Hasta la vista, muchachos.

Dreams and Shadows, de C. Robert Cargill

16 de setembro de 2014 às 18:45, por

15818357“Monsters are real. Very real. But they’re not just creatures. Monsters are everywhere. They’re people, they’re nightmares. They’re jealous viziers. They are the things that we harbor within ourselves. If you remember one thing, even above remembering me, remember that there is not a monster dreamt that hasn’t walked once within the soul of a man.” *

Olá, tudo bem, pessoas? Eu sou o novo estagiário do NUPE. Por aqui eu sou popularmente chamado de “O Diego do ConversaCult”, mas, né, acho que isso é meio longo, então podem me chamar só de Diego mesmo que eu tô de boa. Estreio no blog com a resenha de um livro que me deixou em conflito e na esperança de que falar sobre ele me ajude a decidir minha opinião.

Dreams and Shadows se inicia com a história de Jared e Tifanny Thatcher, um casal comum que encontrou o amor cedo e formou sua família com o nascimento do jovem Ewan. Mas o bebê é trocado certa noite por um Changeling – uma criatura que se alimenta de sofrimento. A troca de crianças é uma prática comum na comunidade das fadas, que precisa descartar essas crianças corrompidas em um local em que elas possam se alimentar. E assim o rebento-monstro fez, chorando ininterruptamente, causando pesadelos em sua mãe, fazendo-a passar por maluca diante dos médicos e a levando ao suicídio. O recém viúvo, atormentado com a visão de sua mulher morta, pega a criança e tenta descartá-la em um lago próximo, onde é morto por uma criatura das profundezas – que inclusive adota o Changeling órfão.

Acho que essa descrição, que resume apenas o primeiro dos quarenta e oito capítulos, serve bem para exemplificar o teor da história. A narrativa é pesada, trazendo o lado mais macabro das fadas e dos seres mágicos. E embora esse capitulo tenha servido apenas para introduzir dois dos personagens principais, Ewan e Knocks (o nome do Changeling), umas das coisas que eu mais gostei é que os Thatcher não são esquecidos. Embora secundários, eles fazem mais participações na narrativa, mesmo estando mortos (Tifanny descreve como é o inferno em um capitulo, por exemplo).

tumblr_n803tdEGQq1tbp6zjo1_500

“Eu sou a sombra na lua à noite, preenchendo seus sonhos inteiros com terror”. É tipo isso, só que pior.

O outro personagem central da história, e protagonista da série (pois já há uma continuação para o livro, chamada Queen of the Dark Things), é Colby, um rapaz de vida miserável e pouca perspectiva que acaba se deparando com um Djinn chamado Yashar, que lhe concede desejos sob a condição do garoto não o esquecer – pois o esquecimento é a única forma de matar Djinns. Mas o que o menino deseja muda a vida dos dois para sempre: Colby pede para conhecer todo o universo mágico. Todos os seres, criaturas e locais.

E, muito a contragosto, sabendo que isso era uma PÉSSIMA ideia (e o primeiro capitulo é uma boa dica do porquê), Yashar assim o faz.

A partir daí, a história se divide em duas partes. Na primeira, vemos Colby conhecendo o reino de Limestone, onde Knocks e Ewan vivem. O menino está sendo treinado para se tornar uma fada e Colby logo cria uma forte amizade com ele. Já o Changeling conseguiu sobreviver da agonia das vítimas de suas mães adotivas, criaturas do lago, e cresceu em eterno ódio do menino que ele substituiu. Ainda por cima, sua atual paixão, Mallaidh, só tem olhos para Ewan. Mal sabe a criatura que a menina é uma Leanan Sidhe, uma fada que se alimenta da energia romântica e é naturalmente atraída por humanos. Em suas interações com esse elenco de seres fantásticos, Colby descobre mais sobre o destino de Ewan no reino das fadas e toma uma decisão ousada a respeito disso.

Já a segunda parte nos mostra os personagens já na faixa dos vinte anos. Colby conheceu todo o mundo mágico e se tornou um jovem entendido, porém amargo e solitário, que passa seus dias entre livros e bares junto de Yashar. Mas ele logo descobre que ainda existem consequências de sua primeira aventura na infância para serem resolvidas – e que elas podem ser fatais.

Here we are fourteen years later and children are still slaves tho their wishes. You’d think growing up would change that, but it only makes it worse”**

O que é incrível nessa história é o trabalho de resignificação dos elementos fantásticos. É tudo bastante intrincado e bem amarrado. Nem tem como não ficar impressionado com a construção de mundo que o autor faz. Muitos desses elementos são apresentados em capítulos que parecem excertos de livros técnicos sobre o mundo mágico, expondo de forma quase científica o comportamento de fadas ou a história dos gênios – coisa que não agrada a todos os leitores, devido ao ar de interrupção na história, mas eu adoro. Neste caso, em particular, o autor soube criar algumas reviravoltas bastante interessantes utilizando esse recurso.

tumblr_nbvz1mGrDu1snz8koo1_500

Zooey Deschannel depois de ler esse livro: “É possível que eu ainda esteja em estado de choque”.

O que prejudicou a minha leitura foram os personagens. A principio, é de se pensar que a simplicidade deles é compreensível. O livro explica que fadas são seres um pouco planos por natureza, enquanto que os demais personagens são apenas crianças. Mas a sensação não passa quando o livro entra na sua segunda parte. É como se os personagens tivessem sido feitos para contar a história, e não o contrário. Achei difícil sentir empatia em alguns momentos, e isso é péssimo. Tamanha é a falta de sintonia que até agora não criei ânimo para ler a continuação. Estou curioso, sim, mas para conhecer o universo da história, não o que acontece com Colby.

Então está aí meu drama: eu gostei muito do livro, mas não acho que o tenha feito pelos motivos certos. Isso ainda me incomoda um pouco. Dei quatro estrelas para ele (diria que é um 3,5), e certamente vou ler a continuação para me decidir, pois o trabalho do autor foi suficientemente bom para me convencer a isso, mas talvez não seja uma recomendação generalizada. Eu tenho certeza que nem todo mundo vai gostar desse livro.

***

* tradutores de plantão, por favor não me odeiem: “Monstros são reais. Muito reais. Mas eles não são apenas criaturas. Monstros estão por toda a parte. São pessoas, são pesadelos. São vizires invejosos. Eles são todas as coisas que abrigamos dentro de nós. Se tem uma coisa que você precisa lembrar, até mais do que de mim,  é de não há monstro imaginável que não já não tenha andando na alma do homem”

** “Aqui estamos quatorze anos depois e crianças ainda são escravos de seus desejos. A gente pensa que crescer mudaria isso, mas só faz tudo piorar”

A Fall Season está aqui!!!

15 de setembro de 2014 às 21:52, por

FINALMENTE!

2014 marca a minha sétima Fall Season, que apesar de ser também o nome da estação, significa que tem séries novas começando e séries antigas retornando! Sete anos acompanhando série é pouca coisa, eu admito, mas dá pra ter uma noção do que faz sucesso ou deixa de fazer sucesso nos EUA (e meio que por consequência, aqui no Brasil também).

Esse post é uma reflexão de coisas que eu aprendi observando e estudando (na faculdade, de verdade mesmo) um pouco sobre séries. No final tem algumas dicas de coisas que eu quero ver e ai você divida comigo o que você quer ver também, ok?

  • O ditado antigo diz: Nunca julgue uma série pelo Pilot.

gif16

Algumas séries tem pilots muito bem feitos e muito bons e não conseguem se desenvolver (ou finalizar) tão bem depois. É importante lembrar que pilots são o que a emissora vê antes de comprar o projeto, então não dá pra se iludir muito que o pilot perfeito é igual a uma série perfeita, já que ele provavelmente teve muito mais preparação e pré produção do que a série será capaz de oferecer posteriormente, em uma temporada regular de 22 episódios.

Kenneth-i-love-television

Com o fiasco do final de HIMYM eu vi vários comentários sobre pilots e episódios finais e o mais interessante deles era que você espera chegar no final da série (claro, se ela tiver a sorte de poder ter um final planejado) e não reconhecer as personagens do pilot. O que significa que se a personagem é muito imbecil no primeiro episódio, uns cinco episódios depois você já pode ter caído de amores. O nome disso é desenvolvimento de personagens e quando é bem feito, é quase melhor que chocolate.

  • O que me leva a outro ponto

Nem sempre pilots ruins significam séries ruins. The Office é a minha série favorita e eu reconheço que pra quem está vendo pela primeira vez, não é um bom pilot. É uma cópia da versão britânica e não dá pra simpatizar com ninguém. No se.gundo episódio, no entanto, a série começa a buscar o seu próprio rumo e só melhora (tanto que durou nove temporadas! Você já viu The Office? Deveria!).

theoffice-kevin

Pilots ruins podem ser consequência de tentar explicar tudo para quem está assistindo de uma vez. É que nem livros de ficção que parecem enciclopédia nas primeiras páginas, tentando explicar porque as coisas são do jeito que são. Não é uma coisa interessante, porque o legal é que você fique interessado e curioso o suficiente pra saber onde isso vai parar, mas acontece bastante. Não estou dizendo que todo pilot ruim vai render séries boas, mas acontece.

  • Dica final

Não descarte séries que você ficou interessado nas prévias por causa de pilotos que não te deram motivação pra continuar. Tente mais um pouquinho, de verdade. Minha recomendação é de ver pelo menos três episódios para dramas (séries de 40 minutos) e pelo menos seis para comédias (séries de 20 minutos). Se não funcionar mesmo assim, pelo menos você tentou. Claro, ninguém é obrigado, mas como eu já disse, não dá pra julgar uma série inteira pelo pilot. É super frustrante quando alguém fala que não gosta de uma produção e ai você vai perguntar se já viu e a pessoa diz “Sim, o primeiro episódio e ODIEI!!!!”. Oh well.

Escrevi demais, então eu vou finalizar o post falando do que eu acho que vai ser bom e do que eu planejo acompanhar (aposto que de todas vai sobrar só uma ano que vem).

Selfie

Já tem o pilot, que eu amei. É fofa, série propícia pra explorar desenvolvimento de personagens (sabe quando o OTP se odeia à primeira vista e ai é amor à segunda vista? Meu tipo favorito!), tem a Karen Gillian e o John Cho e é uma adaptação moderna de My Fair Lady! Trailer!

A to Z

a-to-z-nbc-tv-show-cast

Também já tem o pilot, que eu gostei bastante. Não sei se essa série vai durar muito ou se eu vou continuar gostando (tem uma vibe 500 dias com ela, que eu não gosto de jeito nenhum), mas eu espero que faça sucesso porque a protagonista é a Cristin Miliotti, a mother de HIMYM, que teve um final lixo e um desenvolvimento pior ainda. Trailer!

Marry Me

Marry Me - Season Pilot

Eu era muito apaixonada por Happy Endings e quando acabou eu sofri um baque profundo. É legal ver os atores espalhados pela televisão, mas mais legal ainda é outra série do criador, com a Casey, que fazia a Penny em HE. Descreveram a série como YEAR OF PENNY e isso já me basta. Além do mais, essa onda de séries que giram em torno de casais me deixa muito feliz, já que as comédias românticas do cinema estão TERRÍVEIS. Trailer!

Red Band Society

Red_Band_Society_Group_LY2-photos-lightbox-tbd

Se passa em um hospital e muita gente já descreveu como se fosse “A culpa é das estrelas” encontra “Clube dos Cinco”. Eu gostei bastante do pilot e eu acho que a série tem potencial pra ser uma das queridinhas da temporada, porque quem não ama chorar muito toda semana? Já tem o pilot disponível também. Trailer!

Jane The Virgin

jane-virgin-trailer-cw

Eu estou MUITO empolgada por essa, o que é um erro, já que é uma série da CW sobre gente normal. Depois que a CW virou o canal de criaturas sobrenaturais/enfrentando o sobrenatural/super heróis, me cansou bastante e eu agora só acompanho Hart of Dixie, que provavelmente vai ser cancelada também. Jane The Virgin é adaptação de uma novela da Venezuela, sobre uma menina que fica grávida por meio de uma inseminação artificial feita de modo errado, mas continua sendo virgem. Amo esse tipo de coisa, então estou torcendo pra dar certo. Trailer!

Gotham

Gotham-TV-Show-Cast-Photo

Não sou fã de super heróis e acabo largando as séries no meio do caminho, mas vou dar uma chance pra Gotham porque parece um procedural policial dentro do universo do Batman – que eu não conheço nada também. Talvez meu motivo oculto pra ver essa série seja matar as saudades do Ben McKenzie, o Ryan de THE O.C.! Trailer!

How to get away with murder

140513135837-how-to-get-away-with-murder-abc-story-top

Essa série está sendo divulgada como a nova série da Shonda Rhimes, mas quem criou não foi a Shonda, o que me dá confiança de continuar. Eu adoro a Shonda e o que ela representa para a TV, mas não consigo confiar nela depois de Greys Anatomy e só anos de terapia vão conseguir lidar com isso. Tem a Viola Davis e isso já é motivo pra me fazer assistir. Tem esse perfil fantástico dela no NYTimes, que vale muito a pena ler. É a série que tem mais hype de TODAS AS NOVAS ESTREIAS, então eu acho que pode se sair SUPER BEM (e acho que dessa lista aqui, é a única que vai realmente durar). Trailer!

Além dessas, eu estou empolgada para Madam Secretary, black-ish, State of Affairs,  Bad Judge, Fresh Off The Boat e algumas outras.

Nesse post do TVLine tem uma lista com as datas de estreia e retorno das séries, pra você se organizar melhor. Eu planejo fazer um post mais ou menos em novembro, porque a maioria das séries já vai ter sido exibida e ai eu falo o que eu achei dos pilots que eu vou ver.

O que você planeja assistir?

Aventuras Desaventuradas do Vitor #1: A escola, o morcego e a papete do seninha

11 de setembro de 2014 às 0:25, por

Quando eu tinha 7 anos eu achava que era o Batman. Quando eu tinha 8 anos eu achava que era um vampiro. Quando eu fiz 9 anos eu quis DISTÂNCIA de tudo relacionado a morcegos. E eis aqui o motivo:

Era uma vez, euzinho. Um euzinho de 9 anos. Ou seja, um euzinho que ainda acordava e pensava “OBA, ESCOLINHA, AMIGUINHOS, FELICIDADE RSRSRS” mas tudo estava prestes a mudar. E a mudar drasticamente, principalmente naquela manhã enevoada de agosto.

Cinco dias depois do meu aniversário e eu ainda me sentia O Cara Mais Velho Da Patota. Só não lembro se eu já estava na fase de falar que era PRÉ-ADOLESCENTE, mas se estava ou não, vamos deixar isso em off, por que é vergonha demais para um euzinho só. Esperei o transporte escolar como todos os dias normalmente, o carro demorou mais que o normal para chegar e até a minha avó estranhou, mas fora isso, nada fora do comum acontecera até o momento. Sabe, eu até aproveitei pra ver mais uns desenhos daqueles antigos que passavam bem de manhazinha. (Mentira, tô pagando de cult, eu estava é assistindo Super Fofos).

tumblr_lus5j6Q1Ap1qhpx45o1_250

NÃO TÔ DE BRINKS

Já dentro do transporte eu comecei a ter aquela sensação maravilhosa de eu-não-deveria-ter-saído-de-casa e aquela outra sensação que sussurra bem baixinho no seu ouvido “vai dar xabu”. Mas ignorei e não liguei para minha mãe me buscar na escola de manhã. Na época eu estudava em período integral num colégio católico, então o lugar era enorme. Tinha até UM BOSQUE.

Uma escola… com um bosque…

wat

QUÊ

Era uma sexta-feira e isso significava que todas as turmas ficavam no pátio no horário de entrada para cantar o hino nacional e etc, e toda sexta um aluno era escolhido para ficar ao lado da diretora fazendo basicamente nada. Só para posar mesmo. E eu odiava isso. E é claro que a professora da minha turma fez questão de me colocar lá, com um chamado bem legal, coisa do tipo:

— Vitor, vai lá na frente com a diretora.

— Mas, mas, professora, eu não tô me sentindo muito bem…

— Mas nada, vai lá agora.

— Professora…

— MENINO, VAI LOGO!

— MAS PROFESSORA, EU NÃO TÔ BEM, EU TE JURO, CHAMA A MARINA ME DEIXA AQUI.

— AGORA QUE VOCÊ VAI MESMO, TÁ BEM SIM, ISSO AÍ É COISA DE CRIANCINHA E VOCÊ JÁ É GRANDINHO, TEM NOVE ANOS!!1!

E é claro que eu cedi e fui. Olha, onde já se viu, ficar questionando a minha maturidade ainda mais usando a minha novíssima idade super velha de NOVE ANOS para isso.

N O V E    A N OS

Minha vontade era de falar “mulher, não me questione e não precisa chamar mais uma vez. Adeus” e alçar voo até á diretora. Mas no lugar disso fiz o famosíssimo andar da vergonha até o centro do pátio e lá fiquei, ao lado da diretora, enquanto todos os meus amiguinhos riam da minha cara. E riam com vontade. O hino foi cantado, a diretora me lançou um sorrisinho e a professora fez questão de esperar com toda a turma para me dizer o seguinte fazendo aquela voz para bebês:

— Olha só o nosso hominho crescido, já fica até no palquinho, na frente de todo mundo. Ó Ó Ó Ó!! TURMA, VAMOS BATER PALMAS PRO VITINHO! Êêêê!

E o que eu fiz? Isso mesmo, tomei a decisão mais sensata de toda a minha vida.

Eu saí correndo. A escola era mais ou menos assim: O pátio era na mesma altura da rua, de lá desciam dois lances de escada que levavam para dois pavilhões e atrás de um deles ficava mais um lance de escadas que levava até uma horta, e atrás da horta o famigerado bosque da perdição.

O tal bosque era tão famoso que alguns dos alunos mais velhos até falavam que as freiras mandava os alunos malcriados para lá e eles “”voltavam cheios de picadas de aranhas e machucados, isso quando voltavam””. Minha reação quando ouvia essas histórias era daquelas do tipo “Nah, isso aí é mentirinha, seus bobos”, mas na hora em que eu saí correndo de tanta vergonha eu não percebi, e quando fui me tocar de como era burro, já estava passando a horta. Fui parar no meio daquele bosque maldito e já estava esperando aquele menininho da Colheita Maldita sair de trás de alguma árvore e me matar com uma foiçada no meio da cara.

Sério, não sei como tive a capacidade, mas não sujei nenhuma calça naquele dia.

Na verdade o que aconteceu foi tão rápido que eu mal consegui ver direito o que era até que parei de correr novamente. Uma coisa grande e preta acertou a minha cara e saiu voando pra longe, na hora eu fiquei um segundo sem entender nada e já estava imaginando que a cria de satanás já havia me acertado e na verdade eu estava no além-vida.

A reação que eu deveria ter tido

A reação que eu deveria ter tido

tumblr_n58f0n8pPi1tzs86no6_250

A reação que eu tive, mas numa versão menos vergonhosa e sem paapete

 

Então eu vi caído no chão, bem do meu lado, um morcego tentando levantar (morcegos ficam de pé?). E, euzinho, espertinho como era, FUI CUTUCAR A CRIA DE SATÃ.

Ás vezes, hoje em dia, paro e penso nesse acontecimento e nunca vou entender o motivo de eu ter feito isso. Assim q eu levei meu pequeno pezinho DE PAPETE DO SENINHA pra perto daquela coisa, ELA SE AGARROU na borracha da maldita papete e não queria largar. E o que aconteceu depois disso foi uma sucessão de: Vitor gritando, uma papete voando, o morcego sumindo no bosque, e eu correndo mais um pouquinho.

O melhor de tudo, foi que quando eu cheguei ao pavilhão onde a minha sala ficava, era como se nada houvesse acontecido. Minha vontade era de chegar bem lá no meio da sala e gritar “ESCUTA AQUI QUERIDINHOS, VOCÊS ME FAZEM CORRER PRO INFERNO E NINGUÉM SENTE FALTA?”, mas o que fiz mesmo foi começar a chorar como a criancinha que era e desandei a falar tudo que havia acontecido de uma vez para ouvir a seguinte frase em seguida:

— A professora não está aqui.

E logo depois a criatura (lê-se: a professora) me aparece descabelada, só faltava me xingar. Ela estava com a papete que eu havia perdida na luta com O Morcego Assassino dos Infernos em uma das mãos e na outra uma raquete de tênis de mesa.

Ela tava tipo assim, mas pior

Ela tava tipo assim, mas pior e com muito ódio no olhar

— VOCÊ NUNCA MAIS FAÇA ISSO MENINO, TÁ ME OUVINDO? VOCÊ SABE QUE AQUELE BOSQUE NÃO É BOM, PORQUE VOCÊ FOI PARA LÁ?

— Eu tava com vergonha, “pssôra”, todo mundo tava rindo, e eu nem vi…

— POIS DEVERIA TER VISTO. OLHA, VAMOS PRA SALA DA DIRETORA E VOCÊ VAI É PRA CASA HOJE.

Depois daquele dia eu passei uma semana esperando virar um vampiro ou o Batman. Eu realmente achava que se saísse de casa no sol eu iria queimar e definhar e morrer em segundos. A diretora da escola riu por quase uma hora, mas chamou o controle de animais, VAI SABER que outro tipo de animal do andar de baixo existia naquele bosque além do morcego? Minha mãe me buscou na escola também rindo, mas me levou no médico achando que eu estava machucado ou algo do tipo, o que não aconteceu por muito pouco, mas né.

Depois disso eu nunca mais saí correndo sem motivo ou por vergonha. Aprendam, crianças. Não sejam euzinho.

TBR Jar #2 (ou como nós não devemos fazer vídeos)

10 de setembro de 2014 às 17:59, por

E vamos para o segundo sorteio da nossa querida (e temida) TBR Jar! Se você não sabe o que é uma TBR Jar, dá uma olhada nesse post aqui que tem tuuuuudo explicadinho!

Então, antes de mais nada, eu queria dizer que esse não é um projeto falido do NUPE! NÃO É, TÁ? O que acontece é que existe uma força maligna nesse universo que não nos permite ser bem-sucedidos em gravar vídeos, e aí vão as provas:

1) Quando conseguimos que QUATRO pessoas da equipe gravassem vídeos de suas TBR Jars, o youtube APAGOU A CONTA DO NUPE SEM MOTIVO ALGUM e nós perdemos os vídeos da Bell e do Lucas;

Sério mesmo, youtube? Sério mesmo?

2) Fui pra Brasília no começo de Julho e gravei um vídeo de TBR Jar super legal com a Val e a Bell no celular da Cherry B. Uns 5 dias depois, a Cherry B viajou e, quando ela voltou, eu e a Bell viajamos. Ou seja, o vídeo ficou sozinho e abandonado no celular dela. Eis que um tempo depois, o celular da Cherry B. dá problema e o cara da assistência técnica resolve APAGAR TUDO O QUE ESTAVA NA MEMÓRIA, inclusive o nosso querido videozinho, e adeus TBR Jar. (Val: Olha, não querendo deixar a Bárbara mais culpada ainda, MAS EU AVISEI.)

E é por isso que agora todos os posts de TBR Jar vão ser com IMAGENS. APENAS IMAGENS. OKAY? OKAY. Agora vamos seguir com a nossa programação.

O livro que eu sorteei para a minha TBR Jar foi O menino do pijama listrado, do John Boyne. Eu já estava pensando em pegar ele pra ler durante a Booktubeathon que rolou (e na qual eu falhei miseravelmente), pro desafio de ler um livro que deu origem a uma adaptação e depois ver essa adaptação, então a minha TBR Jar foi boazinha e resolveu me dar um livro curto e que eu só tava enrolando pra ler mesmo.

 

A Bell acabou descobrindo que já tinha lido o livro que ela sorteou na última TBR Jar (a do vídeo perdido), então o primeiro livro sorteado dela de verdade foi O Ramo de Prata, da Rosemary Sutcliff, que é o segundo livro da série “A Águia da Nona”. Bell aqui: Eu adorei A Águia da Nona (meu deus, que resenha velha) e essa continuação estava aqui em casa faz um tempinho! E é do jeito que eu gosto: não é continuação direta, mas se passa no mesmo mundo. Ele já está na minha mesa de cabeceira para eu não esquecer de ler e espero que consiga pegá-lo em breve.

Já a Val, coitada, não teve muita sorte nessa TBR Jar. Ela sorteou nada mais, nada menosAs Mil e Uma Noites - Caixa do que As Mil e uma Noites. Esse clássico, que eu tenho certeza que é muito legal, tem dois volumes gigantes com as histórias completas. Vamos todos dar um abraço de boa sorte na Val. A Rainha-da-Má-Sorte-Também-Conhecida-por-Val: Por favor, peço encarecidamente que vocês tenham piedade de mim se eu enrolar muito com essa caixa com dois volumes enormes. Estou empolgada com a leitura, mas nem mesmo a minha empolgação vai me fazer ler super rápido. GENTE, EU QUERO CHORAR. COM TANTO LIVRO PARA SER SORTEADO E EU PEGO A CAIXA QUE TEM DOIS VOLUMES GIGANTES T______________T

 

O Lucas acabou de ser intimado via twitter a sortear um livro da TBR Jar dele, e o felizardo que vai ser lido é Laranja Mecânica do Anthony Burgess. A capa dele é essa aí do lado mesmo e ele ficou feliz porque é um livro pequeno. Vamos ver se assim a coisa anda.

E é assim que as TBR Jars vão acontecer daqui pra frente. Na verdade, acho que a gente pode fazer o sorteio de um livro novo no final da resenha do livro anterior, assim não temos que esperar toooodo mundo terminar de ler e sortear de novo. O que vocês acham?

A gente vai realmente fazer isso funcionar.

LeakyCon Parte #1: Hollywood Studios

9 de setembro de 2014 às 14:00, por


timthumb

Se vocês seguem a Tassi, a Dayse e a mim no twitter viram que passamos os últimos 10 dias de Julho em Orlando, para ir para a LeakyCon. A LeakyCon é uma conferência organizada pelo site Leaky Cauldron que está na sua sexta edição e não trata só de Harry Potter, mas de vários Fandons. Inclusive, por causa disso, ela vai mudar de nome no ano que vem – mas esses detalhes só virão em um post futuro.

Uma das partes mais legais da Leaky é o fato de que vários vloggers, pessoas conectadas ao mundo de Harry Potter como cantores de wizard rock, atores e autores fazem parte da programação. Nós praticamente não saímos da LitTrack, a parte da programação dedicada à Literatura e organizada pela Maureen Johnson e foi fenomenal.

Mas esse post não é sobre isso. Esses primeiros posts são sobre os cinco primeiros dias que passamos em Orlando, todos eles dedicados a ir em parques. Como eu falo demais, vou comentar cada um dos lugares que fomos em um post diferente! Vou começar com o Hollywood Studios, aí vou falar sobre a NASA, sobre o Universal e sobre o EPCOT. Se quiserem saber algo específico sobre os parques, é só comentar aí embaixo, tá?

Eu começo a falar sobre a viagem mandando a real: todas as vezes que vou pra Orlando eu volto pra casa com aquela sensação de que Orlando não é uma cidade de verdade. Ela existe em função dos parques e para servir aos parques e se você planeja ir pra Orlando MAS não gosta dos parques, mude o seu destino. Vá pra Miami ou Nova Iorque ou sei lá onde.

A primeira decisão difícil que tivemos que fazer quando estávamos planejando a viagem era: em quais parques nós vamos? Nós só tínhamos 4 dias inteiros para isso antes da LeakyCon começar e a única certeza que tínhamos era que o Parque do Harry Potter e a NASA não podiam estar fora do programa. O SeaWorld nunca esteve nos planos desde que a gente viu Blackfish. Por isso, sobrou pra Disney: nós tínhamos Hollywood Studios, Epcot e Magic Kindgom e só dois dias. Depois de certa discussão envolvendo alta temporada e interesses pessoais, optamos por deixar o Magic Kingdom de lado. (O que me fez ouvir MILHARES DE VEZES a frase “Qual o problema de vocês?”. Uai, a gente só não quis ir no Magic Kingdom. LEAVE ME ALONE)

Algo que ninguém, em nenhum post que vi na internet, me avisou com antecedência é que o final de julho/início de agosto é um período bastante tranquilo para ir nos parques. Todo mundo fica OH, É ALTA TEMPORADA, TÁ LOTADO, mas em nenhum dos parques da Disney a gente pegou filas de mais de 40 minutos e a maior espera foi para tirar foto com o Buzz e o Woody, no Hollywood Studios. É o fim das férias, então os parques vão esvaziando ao longo dos dias. Daqui a 10 anos, quando eu voltar pra Orlando, vou nessa época porque junta as atrações diferentes do verão com uma quantidade razoável de pessoas e dá um resultado muito bom.

Outra coisa que eu vi muita informação desencontrada: você pode SIM levar comida e água para os parques, tá? Ninguém vai brigar com você e jogar a sua água fora à la imigração dos EUA. Orlando é a boca do inferno, você vai precisar de muita água pra sobreviver. O bom é que tem bebedouro em todos os cantos e se você levar uma garrafinha, pode encher ela de graça :)

Mas ok, vamos ao primeiro parque da nossa jornada.

Hollywood Studios

A Seguinte não pagou nada pra gente usar a bolsa nessa foto. Nenhum monstro foi ferido na produção dessa imagem.

A Seguinte não pagou nada pra gente usar a bolsa nessa foto. Nenhum monstro foi ferido na produção dessa imagem.

O Hollywood Studios é um parque pequeno e as atrações mais emocionantes são a montanha russa do Aerosmith e o Twilight Zone Tower of Terror. Ele tem atrações de Muppets, da Pixar, de Star Wars e algumas relacionadas ao cinema, como um show de dublês do Indiana Jones e um show de ação com carros. Nesse verão, a Disney estava com eventos especiais de Frozen, relacionados as férias do Olaf e tinha um Dj e uma banda tocando no chapéu do Mickey que fica no meio do parque, além de um rinque de patinação com um ar-condicionado muito bom.

Nossa estratégia foi chegar com o parque abrindo para evitar muvucas e filas muito grandes e deu bastante certo com o Hollywood Studios. O plano era ficar no parque até ele fechar e eu imaginava que iríamos ficar ocupadas o tempo todo, porque teriam diversas atrações e… nope. Como eu disse antes, o parque é pequeno, então dá para fazer tudo tranquilamente em 4 ou 5 horas se você pegar poucas filas, como foi o nosso caso. Considerando nossa experiência com o Epcot, eu acho que dá tranquilamente para você ir pela manhã no Hollywood Studios e lá pelas 15, 16h ir para o Epcot!

Você podia pegar Olafs e levar eles para passear! Aqui, estamos entrando no brinquedo de Star Wars

Você podia pegar Olafs e levar eles para passear! Aqui, estamos entrando no brinquedo de Star Wars

Nessa parte da viagem, o ar-condicionado ainda era nosso melhor amigo, então nós vagamos pelas atrações do parque em busca de momentos de frescor. Nós fomos direto para a atração de Star Wars, que eu não lembro muito bem porque sofri um grande trauma um pouco mais para frente. Mas tem os personagens antes (e tem um robô muito parecido com o Wall-E) e é uma fila legal de ficar (edit da Tassi: a Bell tá meio alterada com o trauma que ela sofreu e não lembrou de falar que a atração principal é um simulador 3D bem real no qual você pilota uma nave e passa por vários cenários da série). Como sempre, tem uma lojinha no final e FOI PRATICAMENTE IMPOSSÍVEL ACHAR COISAS DO R2D2!! Disney, olha, tinha até o Pluto como R2D2 mas não tinha um bonequinho legal dele. Deus tá vendo a possibilidade desperdiçada (Tassi: o mesmo vale para o Boba Fett). Eu acabei comprando bem menos do que estava planejando, só um chaveirinho de Ewok e dois pacotinhos de balinha que eram o R2D2 e a cabeça do Darth Vader.

Depois, nós fomos para o cinema dos Muppets 3D e foi o melhor uso de 3D em filme que já vi na vida, sabe. As coisas realmente pareciam sair da tela e eu tive um momento de vergonha em que tentei afastar bolhas de sabão inexistentes. Para a minha defesa, eles misturam as imagens com efeitos reais, para confundir a nossa mente. Nós almoçamos perto do teatro dos Muppets, no Pizza Planet! É um arcade super legal inspirado no lugar favorito do Andy, de Toy Story, e a comida é boa e relativamente em conta.

Dayse no Pizza Planet.

Dayse no Pizza Planet.

Em algum momento depois disso, nós fomos para o trauma da minha vida: TWILIGHT ZONE  TOWER OF TERROR. Eu fui para Orlando afirmando que ia em tudo, menos nesse negócio. Vocês precisam entender que eu tenho muito medo de altura, mas consigo conviver com isso e gosto muito de montanhas russas pelo movimento, pela sensação de ir muito rápido e virar abruptamente. Por isso, sempre ia com o olho fechado e era super empolgante. A ideia do Tower of Terror é bem diferente: você sobre numa torre, num elevador, e aí ELE CAI. Dá para entender minha ansiedade, né?

Quando chegamos lá, eu disse para as meninas que ia ficar esperando, mas por causa de PRESSÃO DOS PARES, EMPOLGAÇÃO DA DAYSE e a declaração da Tassi de ‘Eu também tenho medo de altura e vou, olha só’ (Tassi: eu juro que não sei o que deu em mim nessa viagem. Acho que foi histeria coletiva mesmo), eu fui contra o meu bom senso e decidi ir. Também, né, a gente só vive uma vez e o que custava? Eu já estava lá.

VÁRIAS DECISÕES TERRÍVEIS JÁ FORAM TOMADAS COM ISSO EM MENTE E LEVARAM A MORTES IDIOTAS.

Enfim, a gente entrou e eu não estava pensando muito no fato de que nós iríamos cair daquele negócio nem em toda a física relacionada. A fila também é muito legal e tem cenas de Twilight Zone (Tassi: e ar condicionado), ambientando o clima de hotel abandonado em que algo misterioso aconteceu. Tem uma parte que me lembrou de O Iluminado também, o que foi legal. Antes de entrar no elevador e rever todas as decisões de vida, tem uma ante-sala em que aparece um vídeozinho que ambienta mais ainda a experiência, como se aquilo fosse um tour pelo hotel. Quando a gente finalmente sentou nos carrinhos do elevador, eu amarrei minha mochila no meu cinto e me abracei nela, a ansiedade em nível 7 ou 8.

Mas a subida é tranquila, sabe. Vai mostrando várias cenas do hotel, você anda um pouco e a simulação é muito, muito boa (Tassi: TRANQUILA É O CARAMBA. EU MORRO DE MEDO DE ESPÍRITOS E JÁ TAVA ME ARREPENDENDO NESSA HORA). Só que eu sabia que a qualquer momento a gente ia cair e ficava “É AGORA, É AGORA” mentalmente. Eu já estava meio arrependida, mas não tinha mais volta, né? AÍ DO NADA VEIO UM RAIO DO INFERNO E LÁ FOMOS NÓS.

Caiu uma vez e eu pensei “iei, acabou”, mas eu estava enganada. Ele subiu novamente e eu me agarrei na Dayse e na minha mochila. Sabe, as pessoas dizem que elas reveem toda a vida na sua frente quando acham que vão morrer, mas a única coisa que eu consegui fazer foi pensar “vai acabar em 30 segundos, vai acabar em 30 segundos, vai acabar em 30 segundos” e na minha mãe me dizendo para não ir nesse negócio. Essa segunda queda é ainda pior porque o elevador sobe, demora um pouquinho, e aí ele desce e sobe e desce e sobe umas 150 vezes antes de descer de vez (ok, talvez sejam só uma ou duas vezes [Tassi: NÃO FORAM SÓ DUAS VEZES EU QUASE MORRI], mas o tempo tinha virado um negócio viscoso e os 5 minutos que a gente passou nesse negócio duraram exatamente seiscentos e sessenta e três anos). Eu tenho quase certeza que a alma sair do corpo é uma experiência bem parecida com isso.

Quando a gente saiu, eu estava pálida, a Tassi estava meio cambaleante e a Dayse estava “ISSO FOI MUITO LOUCO, VAMOS DE NOVO”. E ela comprou a foto:

IMG-20140726-WA0007

Observe a expressão de quase-morte no meu rosto

Enfim, depois disso eu fui em todas as montanhas russas de olho aberto porque NADA NADA NADA NADA NADA pode ser pior que isso. Logo depois de ir na Torre do Terror, nós aproveitamos e fomos na Montanha Russa do Aerosmith, que fica do lado. Nesse dia, tivemos muita sorte, porque ela estava fechada para manutenção até a gente entrar na Torre e, quando saímos, tinha acabado de reabrir. Enquanto corríamos para a entrada, o tempo de espera aumentou de 25 minutos para 35 e, quando estávamos entrando no brinquedo, ele subiu para 75!!! Foi muito louco.

A montanha-russa é menos emocionante que a Torre, e é super legal, principalmente se você gosta de Aerosmith. Ela é um passeio de limousine com a banda e tem vários sinais de trânsito flourescentes! Como é no escuro, não reparei se vira de cabeça para baixo ou não, mas a Tassi me assegurou que vira (eu ainda estava alterada por causa da torre [Tassi: eu também, mas isso só piorou as coisas, ao invés de me anestesiar]).

Além dessas duas atrações principais, o Hollywood Studios também tem várias atrações sobre a magia do cinema, como shows de dublês, shows de ação com carros e um tour pelos estúdios. Eu imaginei que o tour seria como o da Universal de Los Angeles, aí me decepcionei muito. As meninas não estavam muito interessadas nos shows de dublês e, depois do tour, fiquei com uma sensação de que o que eu já tinha visto na Califórnia era mais divertido, então pulamos essa parte. Tem uma atração bonitinha que é de história do cinema que recomendo quando estiverem bem cansados!

As regras da Comédia + Dayse Dantas, casual escritora

As regras da Comédia + Dayse Dantas, casual escritora

O prêmio Flop vai para a atração da Pequena Sereia, que é basicamente um “melhores momentos” do filme e não tem nada de extraordinário. Eu amo a Pequena Sereia e essa foi a primeira de algumas atrações que quase me fizeram dormir. Deve ser boa para crianças pequenas, mas mesmo assim com restrições, porque é tudo em inglês.

Além disso, nós tiramos fotos com os personagens de Toy Story e Monstros SA! A única atração que evitamos por não estarmos com muita vontade foi a de Toy Story, então por favor, se ela for muito legal, não comentem para a gente não ficar sofrendo.

A Dayse tem uma história engraçada sobre quando ela encontrou o Buzz e o Woody e ela vai relatar abaixo:

Bem, lá fomos nós entrar na fila para encontrar Buzz e Woody. Não estava muito grande, mas também não estava pequena, e foi o tamanho suficiente para deixar adrenalina tomar conta de mim. Eu estava ANSIOSA! Finalmente minha hora chegou. Me aproximei de Woody primeiro para lhe dar um abraço e então virei para Buzz para abraçá-lo. Quando Buzz viu a camiseta que eu estava usando, ele começou a passar mão na barriga perguntando se eu estava com fome, porque haha, HUNGER games. Eu ri e disse que estava, e por isso a gente tinha que tirar foto rápido porque eu queria ir comer. Daí o Woody chamou minha atenção e fez gesto com de lágrima caindo no rosto, perguntando se eu tinha chorado e eu disse que sim, e aí ele então apontou pro nome da Rue na minha camiseta QUE FICAVA BEM NO MEU PEITO, O QUE SIGNIFICA QUE WOODY PEGOU NO MEU PEITO, e fez gesto de chorar de novo, e eu disse que sim, tinha chorado muito quando Rue tinha morrido. Daí a funcionária da Disney que estava lá com eles perguntou pro Woody como é que ele tinha lido Hunger Games, e Woody disse que a Bonnie tinha lido pra ele, e a menina disse que duvida que a Bonnie tinha lido pra ele porque ela só tem tr~es anos. Nessa hora Buzz começou a rir muito e fazer gestos que amava a menina, e Woody, frustrado, disse que a Bonnie tinha CINCO anos, o que, claro, não muda o fato de que ela provavelmente não leu Hunger Games pra ele.

Fotos do momento:

10572036_10152276372687828_1998936641718041952_o

10541413_10152276372707828_3000798962780874583_o

 

…E é com essa história de como o Woody pegou no peito da Dayse que nós terminamos essa primeira parte do relato. Na próxima, vamos falar da NASA!!! Se quiserem saber algo específico, comentem.

Documentários são legais!!

8 de setembro de 2014 às 18:23, por

documentary

Ah, documentários… eles são tipo a prima mais nova da família, que ninguém nunca presta muita atenção na maior parte das vezes, mas que sempre tem alguma sacada sensacional quando a gente resolve ouvir o que tem a dizer. É engraçado como não existe no Brasil o costume de se assistir documentários (não sei se os outros países também não têm esse costume, provavelmente sim). Quando eles passam no cinema, geralmente é em algum festival, e na televisão eles costumam passar mais em canais fechados. Por sorte, temos a internet a nosso favor, que pode nos ajudar nessa empreitada de ver esses filmes excluídos e muito, muito legais.

Faz pouco tempo que comecei a assistir documentários. Mas chegou o momento em que percebi que eles acabavam me seduzindo mais do que um filme de ficção, por exemplo. O engraçado é que a gente sempre pensa que o documentário é um filme sério sobre um assunto sério, mas essa lista aqui vai mostrar que documentários também podem ser divertidos e engraçados (não é incrível?!).

Como sou uma pessoa que ama listas e ama recomendar coisas, vocês têm aqui mais um daqueles posts com um monte de títulos para colocar no ‘Assistir Depois’ do Netflix (alguns deles estão disponíveis lá, yey!) (não, o Netflix não patrocina esse blog) (ainda).

Muito Além do Peso

maxresdefault

Esse documentário nacional fala de um tema extremamente sério: a relação entre a obesidade infantil e a publicidade infantil. Fazendo uma pesquisa extremamente pertinente em uma época em que a infância está cada vez mais gorda (e onde comprar comidas com pobres valores nutricionais é muito mais vantajoso, financeiramente falando), o filme retrata como crianças encaram os alimentos que consomem e como são influenciadas pelas propagandas. ‘Abra a felicidade’ vai parecer muito mais assustador depois de assistir a esse documentário.

Tem no Netflix: Sim!

Blackfish

blackfish

Esse é um documentário-denúncia construído a partir do caso da orca Tilikum, que causou a morte de uma treinadora do SeaWorld. É um desses documentários que dão raiva da humanidade e que mostra como o ser humano pode ser babaca e desequilibrar toda uma espécie em prol de entretenimento. Ele é mais triste do que feliz, mas vale a pena ser visto para entender um pouco melhor o que é o SeaWorld e como ele não é uma fábrica de sonhos. A Val fez um post (incrível, as usual) sobre o filme, que você pode ver clicando aqui.

Tem no Netflix: Sim!

A Um Passo do Estrelato

twentyfee_f01cor_2013110037

Esse foi um documentário que me pegou completamente de surpresa. Eu só vi o pôster de divulgação e fui logo ver, sem ler sinopse nem nada, pensando que se tratasse de um documentário sobre pessoas em algum concurso de música ou coisa parecida. Estava completamente enganado. Na verdade, esse é um documentário sobre backing vocals e a importância deles para a indústria da música. Mostra desde o surgimento das primeiras backing vocals da Motown até os cantores atuais, mostrando como eles se viram para manter empregos muitas vezes instáveis e como fazem coisas das quais nem chegamos a cogitar (como dublar gritos de pássaros em filmes de ficção científica, por exemplo). Ah, ele ganhou o Oscar de melhor documentário!

Tem no Netflix: Não :(

Indie Game: The Movie

indie

Esse documentário mostra que um computador, uma boa ideia e um belo conhecimento em arquitetura de games pode fazer coisas incríveis. Ele acompanha os criadores de diversos jogos indie, mostrando desde a concepção de seus jogos até o lançamento deles. É angustiante entender toda a burocracia pela qual esses criadores passam para inserir seus jogos nas bases das grandes empresas de games, e é gratificante ver o sucesso que alguns deles conseguem alcançar. Em outros casos, é meio chato ver como alguns são meio egocêntricos (como o criador de Fez, um ótimo game, mas lol cara, abaixa a bola!) e legal ver como outros (tipo os criadores do Super Meat Boy) são extremamente humanos, determinados e realistas quanto a suas obras.

Tem no Netflix: Sim!

Vips, histórias reais de um mentiroso

vipsbb

Esse documentário é histericamente engraçado. Sério. Ele entra naquela categoria que surpreende, uma vez que a expectativa de assistir a um documentário é pensar que ele vai tratar de um assunto sério e provavelmente mórbido. Mas, nesse caso, não. Esse filme conta a história de Marcelo Nascimento Rocha, um camarada pra lá de cara-de-pau que resolveu enganar Deus e o mundo para conseguir um monte de coisas. Ele se meteu em algumas encrencas e foi preso algumas vezes, mas nada tira o brilho de um cara que fingiu ser um alto funcionário da Gol, que foi entrevistado pelo Amaury Junior, que virou amigo do Ricardo Macchi e que conseguiu encaixar uma mulher aleatória em uma viagem de avião com apenas uma ligação (!!) AHAHHA sério. Ele é muito bom.

Tem no Netflix: Sim!

Bronies: The Extremely Unexpected Adult Fans of My Little Pony

brodies

Esse é um dos documentários que são surpreendentemente bons. Quando soube dele, minha primeira reação foi ‘o que diabos é isso?’. Bom, essa é a história do fandom de My Little Poney, e mostra como ele está extremamente desenvolvido nos EUA e na Europa e como é participar de uma BronieCon, a maior convenção do mundo para amantes de My Little Poney. A minha primeira reação foi a de que as pessoas envolvidas nesse universo tinham um parafuso a menos, mas o documentário é muito bom, e me mostrou como os bronies são sempre pré-julgadas com base no que gostam, e como esse pré-julgamento é ruim para eles. Foi um desses documentários que me ajudou a ser uma pessoa melhor na vida. Por isso, recomendo fortemente.

Tem no Netflix: Sim!

Video Games: The Movie

Video-Games-The-Movie-640x350

Outro documentário sobre games. Sim, eu gosto de games. Esse é um pouco menos específico do que o Indie Game, e a ideia aqui é mostrar de que forma o mercado de games surgiu e como ele se desenvolveu. Tem coisas clássicas, como o grande desastre que foi o jogo do filme ET, que quase destruiu a indústria nos anos 80, além de depoimentos de amantes de games e dos primeiros desenvolvedores. Então é um documentário muito mais didático mas, ainda assim, extremamente interessante. Se você gosta de games, é um prato cheio.

Tem no Netflix: Não :(

—-

Tenho certeza de que a lista está incompleta e que ainda faltam um monte de documentários legais. E aí, tem alguma sugestão pra gente? Deixa nos comentários!

Haters Gonna Hate

3 de setembro de 2014 às 18:01, por

Mês passado (nem acredito que Agosto acabou!) quando a Taylor Swift lançou o single e o clipe novo dela, eu li vários comentários de adultos (ainda levo um tempo para me tocar que sou adulta) dizendo que com a idade, eles pararam de se importar com uma coisa que a maioria dos adolescentes se importa MUITO: guilty pleasure.

Guilty – culpado
Pleasure – prazer
Guilty pleasure – algo que você se sinta culpado/com vergonha por gostar.

Culpada? Até parece!

Por que temos que nos sentir culpados em gostar de alguma coisa? Eu lembro de como ficavam me enchendo o saco por gostar de RBD ou My Chemical Romance e de como os rótulos sempre me irritaram. Sempre pensei “ se eu gosto de uma coisa, porque eu tenho que ter vergonha disso?” e continuava gostando.

Eu não acredito realmente em guilty pleasures, sabe. Você tem que gostar do que você quiser. Se você gosta de uma música da Ke$ha, escute músicas da Ke$ha.

Mas eu sei que tem gente que realmente absorve os comentários negativos dos supostos amigos (amigos de verdade vão te deixar em paz) e acaba escondendo do que realmente gosta só para agradar. Eu sei que o NUPE tem muitos leitores adolescentes e ouvir Shake It Off me fez pensar muito nisso. Eu sei também que eu não sou uma pessoa muito boa para dar conselhos, mas eu estou desde o dia 18 querendo escrever isso aqui e já nem sei mais o que falar sem ser a velha chata.

tom

“Aproveite si mesmo” é provavelmente a chave. Não deixe coisas te colocarem para baixo. Não deixe pessoas te colocarem pra baixo.

A Nath tem um post ótimo sobre guilty pleasure em um outro blog e eu recomendo muito que vocês leiam porque ela escreve MUITO melhor do que eu. Aliás, eu recomendo muito que vocês leiam todos os posts existentes no mundo sobre esse assunto até não terem mais dúvidas de que se você gosta, dane-se a opinião alheia (contanto, é claro, que vocês não se esqueçam que artistas são pessoas e tem defeitos, apoiar eles só por ser fã não é legal, ok?).

As pessoas vão achar qualquer coisa sobre e modificar para mostrar que é bizarro ou errado ou irritante ou estranho ou ruim.

Vou acabar o post aqui, pequeno desse jeito mesmo só para não ter desculpa de “muito grande, preguiça de ler”. Mentira, eu que não sei mais o que escrever, estou mega enferrujada. Desculpa!!!

Lembrem-se, crianças, não importa o que aconteça haters gonna hate hate hate hate e você não precisa se importar com eles ;)

shakeitoff2

 

 

Relato de Sobrevivência – Bienal do Livro 2014

2 de setembro de 2014 às 17:02, por

Pois é, acabou. A Bienal do Livro de 2014, sediada no Anhembi, em São Paulo, teve fim no último domingo. E olha, deixou muitas saudades. Foi a minha primeira vez na Bienal de São Paulo, e poder ver tanta gente junta com o interesse em livros foi uma das experiências mais sensacionais que já tive.

Eu já tinha me organizado há bastante tempo para a Bienal, junto com boa parte da galera do NUPE e outras tantas pessoas, entre autores, blogueiros, vlogueiros, agentes literários e mais um monte de outras designações que não me lembro agora. Todo mundo estava ansioso e é claro que a experiência foi incrível, e acho que nada melhor do que um texto falando dos melhores momentos desses dez dias de pessoas, filas e livros.

O Hostel

Como ninguém tinha muito dinheiro e todos queríamos ficar juntos, decidimos que a melhor opção seria ficarmos em um hostel. Fizemos nossas reservas em um que ficava próximo do metrô e que tinha um bom preço, MAAAS tivemos alguns percalços, como, por exemplo:

a) A escada assassina que mais parecia um Everest: nossas malas eram pesadas e gigantes, e subir por esse caminho foi doloroso, para dizer o mínimo. Descer, então, eu não quero nem comentar.

IMG_2735

A escada assassina do mal (que parece bonitinha porque tem nomes de livros nos degraus MAS É MALIGNA)

b) Os hóspedes do hostel: eu não sei o que aconteceu, mas apareceram as figuras mais loucas enquanto a gente estava por lá, desde o grupo de indianos malucos que me perguntaram onde conseguir prostitutas e que andavam de cueca pelas áreas de convivência, até o estudante de ciências sociais que não entendia muito bem o conceito de limites e ficava fazendo perguntas sobre a vida, o universo e tudo o mais. Mas também teve gente legal, tipo o cara que ficou pulando de quarto em quarto porque o hostel tinha feito cagada na reserva dele e que apareceu lá na Bienal para conhecer os livros da Bell e da Dayse.

c) Os funcionários do hostel: a gente entende que não dá para satisfazer todas as vontades dos hóspedes, mas é uma grande sacanagem você pedir para eles trocaram a sua cama pelo beliche de baixo e eles resolverem a questão te oferecendo um banquinho para você subir melhor. Um banquinho quebrado, diga-se de passagem.

As atividades fora do espaço da Bienal do Livro

Como blogueiros parceiros da editora Companhia das Letras, participamos de um encontro na primeira sexta-feira, fazendo um tour pela editora e conversando um pouco sobre o processo de produção editorial. Passamos por praticamente todos os setores da editora, desde o pessoal da aquisição de romances estrangeiros e recebimento de originais até os capistas e designers dos livros. Vimos coisas lindas por lá e acho que todo mundo que participou do encontro pode ter uma visão menos romantizada da produção de um livro e de como toda a cadeia é importante, desde sua concepção até o produto final.

A gente também fez uma visita ao escritório paulista do Grupo Autêntica, por convite da editora Alessandra Ruiz. Lá, batemos papo e vimos os novos projetos da editora (incluindo o lançamento do Misterioso Lar Cavendish, que eu, a Tassi e a Bell adoramos).

IMG_2703

Foto nossa no escritório do Grupo Autêntica. Da esquerda para a direita: Bells, Pam, Mary Paixão, eu, Dayse, Vitor, Gui Liaga, a editora Alessandra, Babi Dewet e a Tassi

A Bienal do Livro

1) Pessoas: acho que não é exagero abrir um tópico só para dizer que tinha muita gente naquele lugar. Muita. Gente. Sem exagero, parecia um campo de sobreviventes de um apocalipse zumbi ou qualquer coisa do tipo. Nos finais de semana as coisas eram mais complicadas, mas durante a semana a gente até conseguiu se locomover e comprar livros (no meu caso, muitos livros).

Tem pessoas demais neste mundo. Precisamos de uma nova praga.

Tem pessoas demais neste mundo. Precisamos de uma nova praga.

2) Comidas: como de praxe e sem nenhum mistério, tudo extremamente caro e mais ou menos bom. Mas comer em qualquer evento grande é isso aí. Nos últimos dias, descobri um restaurante que ficava perto do estande da Comix e o preço dele era relativamente bom pelo custo-benefício, e lá fiz a melhor refeição da Bienal (que também calhou de ser a mais cara, mas quem se importa?).

3) Sobre o caos do primeiro sábado: uma pequena nota para deixar um aviso aos curadores e organizadores da Bienal: por favor, não coloquem Cassandra Clare, Harlan Coben, Kiera Cass, Thalita Rebouças, Paula Pimenta, Sophia Abraão e Carolina Munhóz, entre outros tantos escritores que movimentam muita gente, JUNTOS NO MESMO DIA. ISSO NÃO É UMA BOA IDEIA. NÃO MESMO. É SÉRIO, PAREM COM ISSO. PAREM AGORA.

4) Sobre trabalhar: o meu objetivo durante essa Bienal era apenas o de ir sem muito compromisso e passear pelos estandes, comprar alguns livros e prestigiar os lançamentos dos meus amigos. Mas, por conta do caos do primeiro sábado e da perspectiva de que o segundo final de semana seria tão cheio quanto o primeiro, eu e Tassi fomos recrutados pelo Felipe Castilho, do Grupo Autêntica, para ajudarmos a trabalhar com a venda de livros e organização do estande. Eu também acabei organizando filas de lançamento da Bruna Vieira e da Paula Pimenta. Seguem as perguntas mais feitas:

- Moço, tem botton?

- Moço, onde é que pega a senha da Paula Pimenta? Segue uma explicação em detalhes sobre o trajeto do estande até o caminho das senhas. Passam-se cinco minutos: – Moço, não achei. Onde pega a senha?

- Moço, é aqui que a Bruna Vieira vem assinar?

- Moço, tem A Culpa é das Estrelas?

- Moço, tem Meus Quinze Anos?

- Moço, tem O Reino das Vozes que Não Se Calam?

- Moço, tem botton?

- Moço, vocês vendem marcador?

- Moço, tem aquele livro azul das estrelas? (Sorrateiramente, mostra esse livro da editora e consegue algumas vendas).

- Moço, tem botton?

(Chegou o momento em que comecei a ouvir vozes de pessoas perguntando onde tinha botton e senha, e na verdade não tinha ninguém).

NÃO TEM BOTTON!!!

NÃO TEM BOTTON!!!

5) Sobre os lançamentos: essa foi uma Bienal excelente para os escritores nacionais, porque saiu muita coisa bacana. A minha listinha incluiu A Ameaça Invisível, da Bárbara Morais (a.k.a. Bells); Exorcismos, Amores e uma dose de Blues, do Eric Novello; Rani e o Sino da Divisão, do Jim Anotsu; e A Torre Acima do Véu, da Roberta Spindler. Além desses, comprei outros tantos que estavam em promoção, e acabei saindo com um total bem básico de trinta e dois livros, risos nunca vou ter tempo de ler isso tudo.

Minha pequena pilha de novas aquisições

Minha pequena pilha de novas aquisições

Melhores momentos da viagem para São Paulo

- O momento em que saímos para jantar e estávamos tão cansados que tivemos uma crise histérica de riso por causa de uma alface juliana;

Estávamos rindo disso. Sem mais.

Estávamos rindo disso. Sem mais.

- O momento em que nossa nada dramática autora Dayse Dantas ficou frente às câmeras do CQC e protagonizou uma sucessão de recomendações de livros juvenis que deixou o repórter sem reação (ela simplesmente decidiu que deveria pegar o maior número de livros no menor tempo possível e HAHAHAH foi muito bom) (pena que não passou no CQC ontem, no entanto ainda temos esperanças de que passe em algum momento próximo);

- O momento em que fomos na Luderia e jogamos Tabu, um jogo que consiste em que pessoas do seu time descubram uma determinada palavra, sendo que você não pode utilizar algumas palavras que são restringidas pelos cartões do jogo. E TEM UMA AMPULHETA E O ESTRESSE É ABSURDAMENTE ALTO.

Infelizmente é só uma vez por ano, porque mesmo com todos os percalços e gente demais e preços altos foi uma experiência incrível. Acho que foi a melhor Bienal do Livro que já participei, onde conheci um monte de gente nova e fiquei mais cansado do que achei que seria possível. Mal posso esperar pelo ano que vem, aqui no Rio de Janeiro!

Já estamos quase entrando em setembro…

29 de agosto de 2014 às 17:24, por

E somente dois post (bom, três agora. Talvez. Quem sabe?). Nem temos desculpas para isso, mas prometo que o blog vai continuar.

O NUPE NÃO MORREU!!!!

notdead1

…..ainda.

Pode parecer brincadeira, mas a vida de todas as pessoas que escrevem no NUPE anda meio corrida (eu estou estudando para concurso e para prova de mestrado, por exemplo) e/ou os membros estão viajando.

É ridículo, eu sei, mas é assim que a banda toca aqui entre nós.

FOI MALS AE.

FOI MALS AE.

Esse post não vai ser grande nem nada e não vai ser um post de desculpas, porque vocês já estão mais cansados de ler essas desculpas do que a gente ficar pedindo.

Na verdade, queria aproveitar que setembro está chegando e a partir daí, faltará apenas um mês para as eleições e muita gente que vota não está nem procurando saber de nada dos candidatos. Principalmente dos deputados federais, deputados distritais (se você mora no Distrito Federal), deputados estaduais (para todo o resto do país) e senadores, porque é muito mais proposta para ler e é mais fácil ter mais conhecimento sobre a agenda dos candidatos a governador(a) ou presidente(a), pois a quantidade de pessoas é menor.

E pela quantidade de deputados que são eleitos, as pessoas acham que eles não são tão relevantes assim, mas, convenhamos, escolher deputados federais, estaduais ou distritais e senadores é MUITO importante, porque eles lidam com o legislativo (um dos três poderes, sabe? Procure se informar no google caso não saiba) (aliás, vergonha de vocês que não sabem), ou seja, são eles que modificam, adicionam emendas, retiram, derrogam leis e criam leis complementares.

A diferença entre eles é a esfera em que eles atuam: deputados federais fazem tudo o que comentei acima (mais a proposição de uma nova Constituição Federal) com relação às leis de cunho nacional; deputados estaduais cuidam das leis estaduais; deputados distritais fazem a mesma coisa que os estaduais e o que muda é que Distrito Federal NÃO é um estado, então eles mudam o nome e; os senadores têm muitas funções, como a de aprovar dívidas dos estados, fiscalizar gastos do Executivo (dica: os governadores e o presidente são do Executivo), aprovar acordos internacionais e a nomeação de cargos indicados pelo presidente, autorizar gastos…

E essa explicação foi apenas uma pincelada no que esse povo faz, porque tem muito mais coisas, mas é mais fácil vocês lerem na Constituição Federal o papel de cada uma das funções dos senadores e deputados estaduais ou distritais e federais do que eu fazer um post gigante (a menos que vocês queiram, não tenho problema algum em escrever HAHAHA).

Agora que foi (mais ou menos) esclarecido o papel destes cargos, quero ajudar todos os que votam (e os que ainda votarão) a fazer a escolha de seus candidatos a senadores e a deputados distritais ou estaduais e federais (e governadores e presidente também!) porque isso deixará a sua e a minha vida bem mais fáceis:

1) SAIBA quem são os candidatos. Não sabem quem são? Existe um site LINDO que vai te ajudar: Eleições 2014. Esse site vai te falar o nome de todos os candidatos da sua região e dos candidatos à Presidência também! Lindo, né?

2) Agora que você descobriu quem são os seus candidatos, PROCURE AS PROPOSTAS DELES e essa é uma parte bem tranquila é só jogar os nomes no Google e colocar “propostas” ao lado.

3) Estou assumindo que vocês se conheçam como pessoa, então vocês devem saber se sua ideologia política é mais de esquerda ou de direita ou esta ali no centro ou no centro mais à direita ou mais na esquerda (existe um teste simples no site da Folha para te ajudar a descobrir, mas ele é mais diversão?? Bom, talvez ele te ilumine, não sei), o que significa que vocês provavelmente têm uma noção dos partidos que mais se aproximam do seu perfil. Dito isso, PROCURE VOTAR EM CANDIDATOS DO MESMO PARTIDO OU DA MESMA COLIGAÇÃO, isso ajuda muito na hora de fazer as leis passarem e o trabalho do governador e do presidente, mas isso não é obrigatório, porque você pode gostar das propostas de um candidato que está em partidos “opostos”, acontece. Só tenha em mente que isso pode, ou não, atrapalhar no futuro. Política é complicada assim.

4) ASSISTA OS HORÁRIOS POLÍTICOS E OS DEBATES. Eu sei, algumas vezes é um saco, mas é importante.

5) Esse item será super específico, mas é que estou vendo algumas coisas e achei melhor entrar nesse assunto: Eduardo Campos morreu e foi uma tragédia (fiquei bem triste com a notícia), no entanto, se você não votaria nele quando ele estava vivo, não é porque Eduardo faleceu que surge uma obrigação de votar na Marina Silva. A menos que você QUEIRA VOTAS POR MOTIVOS DE PROPOSTAS E DE PLANOS DE GOVERNO, aí a história é outra e isso não cabe a você. A tragédia foi só um exemplo, contudo, ela vale para todas as situações similares, a cabeça está quente e é momento muito emocional, mas tente se acalmar e decida se esta é realmente a melhor opção.

6) Você não foi com a cara de tal candidato e, OK, acontece. Apenas TENTE LER AS PROPOSTAS DELE ANTES DE TER CERTEZA, essas pessoas não pediram para nascer com a cara que elas nasceram. Por exemplo, tenho cara de não-me-toques, só que sou simpática (acho??? Só quem me conhece para confirmar).

7) PENSE BEM ANTES DE VOTAR NULO OU EM BRANCO. Não estou aqui para dizer se é certo ou errado, só peço que você considere bem a sua escolha. Faça uma lista de prós e contras, se achar que te ajudará nesta decisão.

Hmmm… Não lembro de mais dicas, mas se vocês tiverem mais algumas que ajudem na hora de escolher candidatos e votar, por favor, compartilhem que coloco nesta listinha!

Espero ter as dicas sirvam para vocês também! É assim que escolho as minhas pessoas e como voto e sinto que isso facilita BASTANTE a minha vida eleitoral, só posso torcer que ajude na sua também! XD

Então é isso, pessoal! ~~

Então é isso, pessoal! ~~