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Manifesto Irradiativo: O oposto da guerra não é paz, é criação.

17 de janeiro de 2015 às 19:00, por

No início dessa semana foi ao ar o Manifesto Irradiativo, clamando uma maior diversidade na literatura especulativa brasileira. Eu queria postar algo sobre isso aqui, mas achei que, para começar, seria bom chamar alguém que tem bastante propriedade para falar sobre o assunto: Alliah (ou Vic), uma das pessoas responsáveis pela idealização e confecção do manifesto. A partir de 2015 nós vamos conversar muito sobre esse assunto aqui no NUPE, e esse texto é o melhor ponta-pé inicial que poderíamos ter (com direito a gifs da Nicki Minaj)

 

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O oposto da guerra não é paz, é criação.

O título desse texto é um verso de La Vie Boheme, uma canção do musical RENT, sobre um grupo de jovens artistas pobres e diversos (há personagens negros, gays, lésbicas, bissexuais e trans) tentando sobreviver na Nova York dos anos 90. Em tempos tão destrutivos e cínicos, uma mensagem de contra-ataque que não se resume a bombardear o agressor com insultos é um ato revolucionário.

O Manifesto Irradiativo por mais diversidade na literatura especulativa brasileira, além de ser um chamado para a ação, é uma celebração não apologética daquilo que somos e daquilo que desejamos.

Conversando com o Jim Anotsu sobre a confecção desse manifesto, papeamos sobre a importância de dar uma resposta que não fosse apenas a desconstrução dos preconceitos que ouvimos; entendemos que nossa arte precisa falar por si mesma. Porque ficar rodopiando que nem Taz-Mania nas mesmas velhas tretas com a mesma velha guarda do fandom nunca rendeu nada. Então invocamos nosso chamado com inspirações enraizadas em movimentos como o Afrofuturismo, que olha para frente reinventando criticamente o passado; a Antropofagia brasileira que mastigou e digeriu e cuspiu toda sorte de influências e referências multiculturais; o Manguebeat que nos alertou sobre os caranguejos com cérebro voando com Santos-Dumont e Isaac Asimov nos céus pernambucanos; e a recente campanha do We Need Diverse Books (Precisamos de Livros Diversos) que criou uma deliciosa turbulência ativista e criativa no mundo editorial e no sistema de bibliotecas públicas americanos.

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É isso aí!

Quando a atriz Ellen Page saiu do armário em Fevereiro de 2014 durante a conferência Time to Thrive, do Human Rights Campaign, e tudo quanto é gente se achou no direito de julgar o ato, @moviesbybowes mandou esse pertinente tuíte: “Um lembrete para pessoas hétero que falam ‘quem se importa’ quando alguém sai do armário: esses gestos são direcionados a jovens queer que se sentem sozinhos, não a você.”

Nosso manifesto veio para incomodar sim, que as mudanças que queremos irão acontecer apenas na zona do desconforto. Só que mais importante ainda, o Manifesto Irradiativo é para que pessoas com vivências diversas, pessoas que pertencem a minorias, pessoas que são constantemente discriminadas e subrepresentadas, não se sintam sozinhas. A hostilidade de espaços que deveriam ser inclusivos e seguros para receber com um abraço caloroso qualquer expressão de diversidade afasta as vozes que mais precisam ser ouvidas. Não podemos deixar que essas vozes sejam diminuídas ou caladas. Não se auto-rejeite. Precisamos da sua voz. Precisamos da sua experiência de vida. Precisamos da sua perspectiva. Precisamos da sua história.

Você não vai me dizer quem eu sou, eu que vou te dizer quem sou.

Esse processo de busca ativa pela diversidade é um esforço constante e um trabalho para todos, sem distinção. Escritores, leitores, editores, todas as pessoas que criam e consomem literatura. Escritores marginalizados – principalmente novos escritores – são mais propensos a se auto-rejeitarem e se auto-excluírem de criar, buscar uma rede de apoio, enviar suas histórias para chamadas, editoras, concursos, prêmios. Escritores que pertencem a minorias costumam ouvir que suas histórias são de nicho, de gueto, de sub do sub do subgênero; que suas histórias são difíceis de entender por usarem termos, linguagens e dialetos específicos demais e inacessíveis; que suas histórias não vão fazer o leitor comum se identificar por se passarem em realidades que não correspondem aos cenários normativos que inundam a literatura mainstream; que suas histórias de vivências diversas demais e obscuras demais não irão vender e, por isso, não merecem a chance de uma publicação.

É desencorajador esbarrar nesses obstáculos, o que só aumenta a ansiedade e a frustração de escritores marginalizados que já carregam nas costas todo um histórico de medos internalizados; de não se acharem bons o suficiente, de não acharem que há espaço para suas vozes, de não acharem que alguém vai se importar, muito menos investir algum dinheiro.

Precisamos fazer muito mais do que estamos fazendo para causar uma verdadeira mudança nesse cenário monocromático e preguiçoso. Precisamos de mais empatia, de mais generosidade, de mais audácia.

Quando sou assertiva, sou uma vaca. Quando um homem é assertivo, ele é o cara.

Sei que essa luta tá bem longe de ser a moleza de sentar num pudim e escorregar no chantilly. Sei que parece um salto intergaláctico querer falar de autores não-bináries escrevendo personagens que refletem suas vivências, quando ainda estamos empacados em discussões sobre o machismo sistêmico e institucional que apaga escritoras mulheres no mercado editorial.

Por isso estamos aqui, com o Manifesto Irradiativo espalhado pelos muros das interwebz e com nossos braços abertos. Porque precisamos fazer barulho. Porque juntos somos mais fortes.

Às vezes os opressores desenvolvem um coeficiente alienígena de elasticidade e conseguem se entortar nos malabarismo argumentativos mais esdrúxulos para se fazerem de oprimidos. Às vezes eles se escondem atrás dos discursos vazios do politicamente incorreto como criança que se esconde num castelinho de papelão. Às vezes eles se sentem acuados e começam a espirrar essas substâncias míticas de heterofobia e racismo reverso que nem polvo assustado se largando todo numa nuvem de tinta.

Mas como diz Nicki Minaj em Want Some More: “Quando eles começam a falar besteira, é quando eu sei que eles querem mais.”

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Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo

15 de janeiro de 2015 às 19:46, por

Aristoteles-e-danteTítulo Original: Aristotle and Dante Discover the Secrets of the Universe
Autor: Benjamin Alire Sáenz
Editora: Seguinte
Ano: 2014 (Brasil)

O problema de tentar não pensar em uma coisa, é que se acaba pensando ainda mais nela.

Quem me segue no twitter (desculpa por tanto drama e besteiras), sabe que ano passado foi um péssimo ano para leituras. Essa resenha era pra ter saído há SÉCULOS. Desculpa por isso também. Talvez eu não tenha conseguido ler esse livro ano passado porque não era o momento para eu ler (ok, foi porque a Bell ainda não tinha me dado dia 14/01 como deadline). Mas ter lido esse livro nesse exato momento foi talvez a melhor coisa que pode ter me acontecido até agora. Esse quote que eu coloquei aqui em cima é exatamente o que eu estou fazendo, tentando não pensar em uma coisa mas essa ela não sai um segundo da minha cabeça.

Tirando o fato dele ser um guri e ter 15 anos, o Aristoteles sou eu e eu sou ele. Foi incrível ler todos os meus pensamentos escritos numa folha de papel. Eu poderia falar que o livro e ótimo, bem escrito, tem uma história linda e tudo mais, mas acho que isso não é o que o livro foi pra mim. Eu devo ter marcado uns 15 quotes durante toda a leitura, talvez eu teria marcado mais se eles não fossem tão pessoais do Ari. Não sei se eu consigo explicar o quanto eu me apaixonei por esse guri.

Quando eu vi a capa e o nome desse livro, imediatamente pensei que era um romance com viagem de carro por lugares desconhecidos. Obviamente fiquei louca para ler porque a) sou shipper incorrigível, b) amo viagens, c) amo roadtrips. Só que quando eu recebi o livro, eu não estava nem um pouco afim ler sobre um romance, muito menos um que seria perfeitamente feliz numa viagem. Sim, pessoas, eu leio livros pelos nomes e capas, quase não leio sinopses ou resenhas. Que vergonha. Mentira, ninguém deve sentir vergonha de nada (YAY, estou colocando em prática uma meta de 2014/2015: Shake it Off).

Minha deadline com esse livro era dia 14, comecei a ler dia 9. Logo dei de cara com um quote que me conquistou e acho que a maioria dos jovens vão se identificar:

O problema da minha vida é que ela tinha sido ideia de outra pessoa.

Quem nunca pensou que não estava vivendo a própria vida? Quem nunca teve dúvidas sobre o passado, presente e futuro? Quem nunca se sentiu perdido e quis fugir? Talvez toda essa identificação com o Ari venha dessas perguntas, é fácil achar alguém que se sinta assim. É difícil achar alguém como o Dante, é difícil não se apaixonar por alguém como o Dante. Eu queria um amigo como o Dante, talvez eu até tenha. Aliás, achar que eu tenho é provavelmente o que me fez amar mais o Ari e seus questionamentos.

Como sempre, não sei se falar muito sobre a história é bom para incentivar alguém a ler. Cada um tem um gosto e às vezes essa história não vai ter o mesmo efeito em outra pessoa, por isso gosto de dizer o que eu senti e por quê. E não saber sempre me faz amar mais um livro. Recomendo demais esse livro para qualquer pessoa em qualquer idade. Ver como o amor é complicado e extremamente amplo é um bom meio de ver como estamos vivendo cada vez menos com ele de verdade.

Embora os verões fossem quase totalmente feitos de sol e calor, para mim os verões eram as tempestades que iam e vinham. E ficava o sentimento de solidão.
Será que todos os garotos se sentiam sozinhos?
O verão não era feito para garotos como eu. Garotos como eu pertenciam à chuva.

***

Esse livro foi cedido pela Editora Seguinte há meses e peço mil desculpas por toda a demora!!! Não vai se repetir!!! Ok, não posso prometer nada quando o assunto é leitura. Ou outra coisa. Mentira, gente, eu funciono bem com deadlines ;)

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Como ficou meu exemplar no final da leitura.

 

NUPE Recomenda #3

14 de janeiro de 2015 às 20:47, por

Teoricamente, este post deveria sair no início de dezembro, mas como tivemos um mês de aniversário cheio de informações sobre os escravos que trabalham neste blog (OI, DRAGON AGE, COMO VOCÊ ESTÁ? JOGANDO MUITO?) e OS MAIORES SORTEIOS QUE NÓS, NUPEANOS, JÁ REALIZAMOS NA HISTÓRIA DESTE PAÍS, este post teve que sair por agora, então não se preocupem, não esquecemos das nossas recomendações mensais!!

Este é um gif aleatório que eu sempre quis usar, mas nunca tive oportunidade antes... ¯\_(ツ)_/¯

Este é um gif aleatório que eu sempre quis usar, mas nunca tive oportunidade antes… ¯\_(ツ)_/¯

  • Livros

A menina que tinha donsTassi: É um fato publicamente conhecido que eu amo zumbis. Também é um fato publicamente conhecido que livros bons de zumbis são mais raros do um dia fresco no verão do Rio de Janeiro. A menina que tinha dons do M.R. Carey (roteirista de Hellblazer, entre outras coisas legais) é um desses achados. É contado pela visão de vários personagens em um mundo pós-apocalíptico no qual um fungo (aquele da formiga, sabe?) transformou muita gente em zumbi, sendo um deles uma menininha única e muito especial. Vale cada centavo.

Val: Acabei de ler Cold Magic da trilogia Spiritwalkers escrita pela Kate Elliot e AMEI. Barbarella sempre pedia para eu e o mundo lermos e quase um ano depois, finalmente li e já comprei os outros dois volumes da trilogia e comecei a ler o segundo volume hoje mesmo (eu literalmente acabei de ler o Cold Magic e vim aqui para adicionar nas recomendações HAHAHAHA!) Não consigo explicar exatamente a história porque ela é muito complexa, mas ela é ótima e LEIAM <3

  • HQs, Graphic Novels e mangás

nupe recomenda hqgnmangaVal: Finalmente saiu o primeiro volume de Saga, escrita por Brian K. Vaughan e ilustrada por Fiona Staples, no Brasil em versão capa dura, linda e AMOR COMPLETO. Esse é um dos melhores quadrinhos que já li na vida e super recomendo porque ele te prende do início ao fim (ainda não terminou de lançar, mas vocês me entenderam u_u).

Bell: All you need is Kill é um mangá que é baseado no livro que deu origem à No Limite do Amanhã (meu deus, quantas adaptações!) e é maravilhoso. Tem o mesmo espírito do filme, apesar da história ligeiramente diferente, e só tem dois volumes, que já sairam. O traço é o mesmo de Death Note e combinou com a história, porque não é muito sujo, mas também não é limpo demais. Sei lá, é muito bom!!! LEIAM!!

Diego: Meu deus, se tem uma aquisição da CCXP que está acabando comigo é Daytripper, de Fabio Moon e Gabriel Bá. Eu tinha certeza que ia amar a história – não tem como desgostar de algo com a mão desses dois – mas eu não imaginava o quanto ela ia mexer comigo. Absolutamente genial e leitura mandatória para o universo inteiro na minha opinião <3 <3 <3

  • Música

charlie xcxVal: Eu estava com a maior preguiça do mundo de procurar novos artistas que poderiam se tornar os meus mais novos queridinhos (sou de todo mundo mesmo), então decidi ir com os CDs mais elogiados do ano e fui ouvir Charlie XCX. O resultado é que estou ouvindo Sucker SEM PARAR e o CD é ótimo e a Charli é ótima! Depois descobri que ela canta Just Desserts com Marina & the Diamonds e o amor só aumentou. <3

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NPH seduzindo

Diego: HEDWIG AND THE ANGRY INCH (e musicais em geral). Há poucos dias da minha viagem para Nova York, estou entrando no espírito ouvindo obsessivamente músicas da Broadway. Entre elas, as de Hedwig simplesmente acabam comigo. Destaque para Origin of Love, que narra a origem da sexualidade e do amor com base no mito greco-romano e Sugar Daddy, que é basicamente um ode ao capitalismo/consumismo super humorado e lascivo (pontos de bônus se você ver no YouTube esta última música sendo apresentada pelo Neil Patrick Harris no Tony desse ano)

  • Filmes

será queVal: Um dos filmes que mais temi no ano passado, mas que mais amei depois que finalmente assisti foi  Será que?. Em alguma newsletter da vida, comentei adorei o trailer do filme, mas que torcia que os personagens do Daniel Radcliffe e da Zoe Kazan ficassem apenas amigos, porque não gosto destes filmes que dão fundamento a besteira do friendzone. Obviamente não vou spoilear Será que?, então apenas direi que me diverti muito e o final foi tanto inesperado quanto esperado. Ele não passou nos cinemas brasileiros e foi direto para a Netflix (é uma menina!!!), se vocês se interessarem em vê-lo!

Diego: Vou recomendar um filme que ainda não saiu, ok? Mas enfim, Into The Woods vai lançar em algum momento do ano que vem (até o momento em que eu escrevi esse texto, estava marcado para dia 8 de Janeiro). O musical é tão deliciosamente genial que não me importa se o filme for um lixo, valeria a pena só pelas músicas. É uma coisa louca de subverter contos de fada e passar lições de moral. De toda a forma, a gente sabe que não vai ser ruim, por que tem a Meryl Streep e nada com ela fica ruim. Então GO TO THE WOODS!

  • Séries e animes

nupe recomenda seriados e animesVal: JÁ ASSISTIRAM JANE THE VIRGIN? Esta série tem todos os dramas e plot twists da telenovela venezuelana Joana, a Virgem (que assisti na Record sem perder um capítulo, então, EU SEI), mas sem ser algo cansativo, porque os roteiristas optaram por usar a comédia para aliviar todas as reviravoltas e sem exagerar. RECOMENDO. E RECOMENDO MUITO. (quem assiste: Rafael é bonito ou feio? Estou hormonalmente confusa com ele e preciso de apoio moral aqui)

Bell: MY LITTLE MONSTER É UM ANIME MARAVILHOSO!!!!!! Cheguei atrasada para o bonde, mas estou aqui, vi tudo em praticamente um dia. É baseado num mangá shoujo, Tonari no Kaibutsu-kun e é muito, muito engraçado e fofinho. E a melhor parte é que ele está disponível no Netflix!! SIM!! ASSISTAM! Só tem 12 episódios de 20 minutos.

Tassi: Sei que a essa altura todo mundo já sabe disso, mas Modern Family é incrível. Só isso mesmo que eu queria falar.

  • Jogos e outras coisas legais

ni no kuni wrath of the witchVal: O jogo do Studio Ghibli para PS3, Ni no Kuni: Wrath of the White Witch, pois desenhos e gráficos são lindos (dá para ver de looonge que é Studio Ghibli), a história é linda (e quase morri de chorar no início, mas é um detalhe) e o responsável pela trilha sonora foi o Joe Hisashi. O jogo estava em promoção e Studio Ghibli e isso foi tudo o que precisei saber para comprá-lo, HAHAHAHAHA.

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Bell (e os meninos): DRAGON AGE!!!!! Eu meio que ganhei o apelido de “Dragon Age” em dezembro pois comprei o mais novo jogo da série, Dragon Age: Inquisition, e não falava de outra coisa. Tem várias coisas que amo muito na série e o Inquisition consegue reunir tudo no mesmo pacote: magos! templários! Ex-templários fofos com olhos de cachorro! Intrigas políticas! Demônios! Personagens badass! Vale muito a pena, até para quem nunca jogou nada, porque a história é maravilhosa. Eu também gosto muito da jogabilidade do Inquisition (tô num ponto que nunca uso poção e tudo o que eu faço é vencer, é muito bom) e das missões. ENFIM, É MUITO BOM, JOGUEM!!

Ei, coisinha! Tudo bem não ter metas de ano novo.

8 de janeiro de 2015 às 21:57, por

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Quando eu tinha os meus 20 anos e estava insatisfeita quanto à minha faculdade, meu pai sempre me perguntava: “Como você se vê em cinco anos? Como você se vê em dez? O que você quer fazer?”. Minha reação basicamente era ficar irritada, dizer que não fazia ideia. Naquela época, eu nem sabia o que ia fazer no mês seguinte, imagina em cinco anos? Eu não tinha nenhuma perspectiva com o curso que estava fazendo (Engenharia Elétrica), não me via trabalhando em nada relacionado àquilo e genuinamente não tinha nenhum plano a longo prazo.

Olha, você pode perguntar para qualquer pessoa do NUPE o quão planejadora eu sou. Não é que eu me irrite quando as coisas não vão conforme o planejado, porque eu gosto das surpresas, mas também gosto de mapear o caminho para ter uma noção do que tenho que fazer para alcançar os meus planos. Isso funciona em vários aspectos da minha vida: na escrita, nos estudos, no NUPE… Eu usava isso no ensino médio para juntar dinheiro, estudar para o vestibular e traduzir mangá. Então vocês conseguem imaginar como foi uma loucura para mim não ter noção nenhuma do que eu queria? Acho que o que complicou mais ainda a situação foi o fato de que minhas expectativas foram quebradas. Eu entrei na faculdade esperando um curso de um jeito, e a realidade foi completamente diferente. Se minha vida fosse um livro, esse seria meu “coming of age”, o momento em que comecei a descobrir como eu era como adulta.

Nós estamos no oitavo dia de Janeiro e toda essa história de metas para o ano novo ainda está bem ativa. Eu gosto um pouco desse clima, sabe, dessa ideia de que um ano novo (por mais arbitrária seja a escolha da data para marcar essa passagem) pode trazer mudanças e a esperança de que esse ano será diferente do anterior. Tem vezes que a gente realmente precisa dessa ideia, desse impulso para agir, sabe? Mas sempre tem aquele papo de “quais são suas metas para o ano novo?” e… quem disse que eu tenho alguma?

Ok, ok, você deve estar  achando esquisito. Como é que você explica como precisa de metas para sua vida e depois diz que não tem metas para o ano novo?

É bem simples, na verdade: eu delimito metas a longo prazo (por exemplo, escrever dois livros por ano, me formar ou viajar para o Japão) e vou fazendo coisas aos poucos para que tudo se torne realidade, quase como subir os degraus de uma escada. Não importa muito o tempo que demora, sabe, ou o ano em que estamos, o importante é terminar esses passos para subir para o próximo degrau. Por exemplo, eu comecei a estudar Japonês em novembro do ano passado. Não fazia parte do meu plano para 2014, mas aconteceu e foi mais um passo dado na direção de uma das minhas metas.

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“Você é feliz?””Sim >> Continue fazendo o que está fazendo” “Não >> Você quer ser feliz?>>Sim>>Mude algo”

Esse é um sistema bem pessoal, que eu descobri que funciona muito bem para mim depois de todo o drama da troca de curso. Eu agarro as oportunidades quando elas aparecem, sabendo que elas me ajudarão a alcançar algo que quero, mas sem pressão. Não tem problema nenhum você não ter expectativa nenhuma para o ano novo e ser surpreendido por ele. Não tem problema nenhum você não saber o que quer fazer em 2015, só tente agarrar as oportunidades que aparecerem. Da mesma forma, é maravilhoso que você descubra o que quer fazer, quais são os seus objetivos para o ano no meio dele. O importante é que você não se desespere e ache que é uma pessoa inútil só porque todas as outras pessoas parecem ser extremamente determinadas quanto ao que acham que vão fazer em 2015 (e em suas vidas).

A gente tem uma tendencia horrível de se comparar aos outros, a achar que existe um caminho certo a se seguir. Você precisa decidir qual curso vai fazer e não pode errar, se formar com uma idade, arrumar um emprego bom logo depois da faculdade na sua área, viajar não sei quantas vezes ao ano para o exterior, ter um relacionamento sério, ter filhos (não, ninguém se importa se você não os quer, ESSE É O CAMINHO CERTO!!!!), se aposentar com um bom fundo de previdência privado (esse é importante), ir na academia todo dia, não fazer “gordices”, etc… Mas o negócio é que isso NÃO EXISTE. Não tem esse negócio de certo ou errado, as pessoas só vivem a sua própria história. Às vezes nos preocupamos tanto em seguir a narrativa padrão que esquecemos que quem conta a nossa história é a gente.

E é normal ficar perdido. É normal começar um ano sem saber se vai para cima ou para baixo, para um lado ou para o outro. Tem muita pressão para que a gente se conforme à norma, mas vai por mim: é uma jornada louca e divertida seguir pela vida agarrando as oportunidades que aparecem, dando guinadas estranhas para seguir o que você acha que é certo para você, mas não necessariamente é visto como parte do que você deveria fazer. As pessoas vão te chamar de louco, de corajoso e de vários outros nomes, mas o importante é que você esteja satisfeito com sua vida.

E se você precisar de apoio, pode vir conversar comigo que eu empresto um ombro ou dois (não mais do que isso, porque não tenho).

Eu vou terminar com uma música porque sim:

Vamos falar sobre fanfics

6 de janeiro de 2015 às 19:00, por

Recentemente li no twitter o assunto “fanfics” ressurgir. E com força. Primeiro acompanhei uma discussão entre um perfil de fã clube brigando com uma ficwriter (autora de fanfics). A briga surgiu porque, aparentemente, para a dona do tal fã clube, as fanfics “sujam os nomes dos ídolos”. E coincidentemente logo depois disso a deusa Babi Dewet escreveu sobre fanfics em seu site, respondeu algumas perguntas frequentes sobre o tema, e algum tempo depois, saiu também em uma matéria no O Globo – junto com outras autoras de fanfics – falando sobre esse mundo que muitos veem com olhos tortos.

Eu não consigo te ouvir, estou lendo fanfics

Eu não consigo te ouvir, estou lendo fanfics

Antes de tudo vou confessar aqui que eu tinha vergonha de admitir que escrevia fanfics. E isso soa tão idiota quando falo desse jeito. Mas, é, acho que todas essas coisas negativas sobre fanfics acabavam me fazendo reclusar esse gosto meu. Até que essas brigas (que por incrível que pareça são recorrentes) me fizeram tomar um soco de realidade na cara. Sinceramente, qual era o meu problema?

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Eu ficava tipo assim sempre que abria uma fanfic

Eu conheci as fanfics por volta de 2007 no morto Orkut e lia histórias de Harry Potter e Naruto. Sim, eu lia fanfics de Naruto. Oh gawd. Lembro de virar noites lendo fanfics e ficava até mesmo comentando com meu irmão sobre elas, não que ele lesse, mas pedia para eu contar o que acontecia. Principalmente quando não gostávamos do final de algum dos livros de Harry Potter ou de algum episódio de Naruto, eu abria as comunidades e lia alguma história que terminava do jeito que mais nos parecia certo. E isso que me fisgou de vez nas fanfic: a possibilidade de dar o seu final as suas histórias favoritas.

Um pouco depois de conhecer e me tornar um leitor, comecei as escrever as minhas próprias fanfics de Harry Potter e Percy Jackson, eu até tinha postado uma onde os dois mundos se misturavam e acho que nunca escrevi uma coisa tão louca. Logo que entrei para a vida do K-Pop e depois dos livros e animes, conheci as fanfics de bandas e foi realmente daí pra frente que eu realmente me apaixonei pela coisa.

E tenho quase certeza que se não tivesse sentado para escrever aquelas fanfics naquela época, eu nunca teria começado a escrever nada. Como a Babi mesma disse no seu post sobre fanfics, “Fanfics são importantes no processo de criação e amadurecimento de um escritor”. Como todo mundo sabe, vários livros que hoje em dia são best-sellers eram originalmente fanfics. O caso mais famoso disso é obviamente Cinquenta Tons de Cinza, que era originalmente uma fanfic de Crepúsculo. Enfim, muitas coisas que você pode ter lido hoje, provave já foram fanfics, lide com isso. E isso não é nada ruim, na verdade.

NÃOO

NÃOO

Agora voltando ao case de sucesso Cinquenta Tons de Cinza. Ao mesmo tempo em que trouxe o mundo das fanfics de volta aos holofotes, também lançou uma leve sombra com aquele questionamento “tá, mas toda fanfic tem sacanagem?” e a resposta é NÃO. Vou deixar mais claro, NÃOOOOO. Muitas pessoas costumam pensar que os autores e autoras de fanfics escrevem para se sentirem de alguma forma em uma relação com o personagem favorito ou ídolo. Isso acontece, sim, mas também não. Existem as fanfics interativas, onde antes de ler, o leitor coloca seu nome e escolhe outras características e então se torna uma personagem, mas não são todos os casos. Assim como não são todas as fanfics que tem cenas de sexo ou coisa do tipo. Novamente citando a deusa Babi na entrevista ao O Globo, “— Fanfic não é só sacanagem não.”

E Babi, me aguarde, pois eu vou realmente fazer uma camiseta disso.

ESCUTA AQUI

ESCUTA AQUI

Sinto que já estou ficando um pouco disperso do ponto que quero chegar. Uma pergunta extremamente recorrente – pelo menos para mim – é “Por que você escreve fanfics?”. Geralmente essas perguntas são seguidas de algum comentário, e o mais recente era me chamando de criança por escrever essas histórias. E aqui eu vou deixar o meu “escuta aqui queridinha” para todos que fazem essas perguntas seguidas de comentários do tipo. Escrevo porque gosto, oras! Cada autor ou autora têm seus motivos para escrever fanfics. Comecei pois queria explorar algo que eu já gostava, e ficava feliz criando outros finais e dando mais vidas aos meus personagens favoritos. Assim como depois de um tempo essas histórias acabaram se tornando válvulas de escape, eu precisava extravasar muita coisa e usava as fanfics como esta válvula. Também há autores que escrevem para se sentirem perto do ídolo. Sempre temos uma visão tão intocável deles, e escrever ou ler fanfics acaba por trazer uma imagem mais possível, humana.

Escreva. As fanfics são um ótimo meio de começar a escrever, de começar a exercitar a criatividade. Seja para extravasar, para esbanjar a sua criatividade infinita, ou para se sentir próximo de alguém que você admira. Leia. Ler fanfics também é uma ótima forma de ocupar tempos livres, ou àquelas noites de insônia. Também é uma ótima forma de conhecer outras pessoas, o contato com os ficwriters é imediato, basta um comentário e/ou um follow no twitter e logo você com toda certeza conseguiu um ótimo amigo.

Até hoje escrevo e posto as minhas fanfics e não pretendo parar nunca. Também escrevo histórias próprias, claro. Mas não fossem as fanfics, eu nunca teria esse interesse pela escrita. E se for preciso, crio um grupo de defesa a autores e leitores de fanfics, pois tomei como missão agora fazer as pessoas pararem de ver as fanfics com preconceito e as aceitarem como as ótimas histórias que são.

Vocês podem encontrar o meu perfil de ficwriter aqui no Social Spirit.

E aqui alguns do sites onde você pode ler e postar as suas fanfics:
Social Spirit | Nyah! Fanfiction | Fanfiction.net | Fanfic Addiction | Fanfic Obsession | Fanfics Brasil

Atenciosamente, euzinho.

(Ah, e esse é o primeiro post sobre fanfics, vão ter mais hehe)

FELIZ ANO NOVO! (com maratonas literárias!)

5 de janeiro de 2015 às 12:23, por

Achou que a gente tinha morrido, né? Nop, ainda não. Antes de mais nada, FELIZ ANO NOVO, CRIATURAS DO PÂNTANO! COMO PASSARAM? BEBERAM MUITA CIDRA DE MAÇÃ? COMERAM MUITA UVA E LENTILHA? FIZERAM MUITAS PROMESSAS QUE PROVAVELMENTE NÃO SERÃO CUMPRIDAS? EU TAMBÉM!

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O ano novo já está aí há cinco dias, mas acho que a primeira segunda-feira do ano é oficialmente O INÍCIO do ano novo. É quando todo mundo volta para as suas rotinas e volta a se desesperar pelas mesmas coisas do ano passado – ou por coisas novas e mais desesperadoras ainda. Mas eu gosto muito de janeiro. Acho um ótimo mês: um mês de esperanças, de saber que ainda tem um ano completamente inexplorado pela frente e um monte de coisas que podem ser feitas nele (estou em um clima otimista, copo meio cheio e tudo o mais, então não reparem no excesso de animação).

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Início de ano também significa, para grande parte do pessoal, FÉRIAS DE VERÃO! E férias significa mais tempo, e mais tempo significa mais livros lidos! Porque, no fim das contas, a gente gosta mesmo é de ler, então nada melhor para acelerar o ritmo de leituras do que uma maratona, não é? Nesse ano eu não tive férias (fuén), mas mesmo assim vou tentar encaixar mais leituras nos meus horários ~livres~. Então, inspirado nesse vídeo da Catriona – que a Tassi já indicou no post de booktubers como uma das preferidas dela – decidi traduzir as melhores maratonas que ela citou e adicionar algumas outras nacionais, com seus respectivos links, datas e temas.

Preparados? Então vamos lá!

Bout of Books Read-A-Thon

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Essa é uma maratona de uma semana de duração. Acontece geralmente por três vezes ao longo do ano, e a primeira já começou! Eu e a Tassi estamos participando dessa (olha a foto dela e a minha no instagram do NUPE com nossas pilhas de leitura), e o objetivo da maratona é ler o máximo possível, sem pressão e sem nenhum tema específico.

Quando acontece?

As datas desse ano são as seguintes:

Janeiro: 05/01/15 – 11/01/15
Maio: 11/05/15 – 17/05/15
Agosto: 17/08/15 – 23/08/15

Site / Twitter / Facebook

Dewey’s 24h Read-a-thon

Dewey

Eu pensei que essa maratona fosse uma homenagem ao Melvil Dewey, um importante catalogador que criou o sistema numérico que grande parte das bibliotecas usa, mas na verdade ela foi batizada em homenagem a uma blogueira chamada Dewey! E graças ao poder dos comentários (obrigado, Julia!) e ao poder da edição de post, esse erro agora foi sanado. Essa maratona que acontece durante 24h, onde todas pessoas no mundo começam EXATAMENTE no mesmo horário. O que quer dizer que a gente provavelmente pode estar ferrado nas zonas temporais do mundo e o início da maratona pode ser 03h da manhã para os brasileiros. Mas também podemos estar em uma posição confortável e começar às 14h da tarde. Quem sabe? É SEMPRE UMA SURPRESA!

Quando acontece? Todo abril e outubro. A próxima é dia 25/04/15, e a de outubro ainda não teve data anunciada.

Site / Twitter / Facebook / Instagram / Grupo no Goodreads

Booktube-A-Thon

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A maior maratona literária do YouTube, criada pela Ariel Bissett (que a Tassi também adora) (a Tassi adora todos os booktubers legais) (eu também) que envolve booktubers dos mais diferentes tipos, além de envolver desafios e sprints de leitura pelo twitter.

Quando acontece? Geralmente duas vezes por ano, e o evento principal tem uma semana de duração. Ainda não tem uma data certa para esse ano, mas a primeira semana geralmente costuma ser entre junho ou julho – que é verão (e férias) para grande parte dos participantes – e o segundo acontece em dezembro, e geralmente é um pouco menor, com três dias de duração.

Canal no YouTube / Twitter

#AYearAThon

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Essa é a maior e mais ambiciosa das maratonas literárias. Dura o ano inteiro, e a cada mês há uma semana que deve ser dedicada à leitura dos livros. A parte mais legal é que cada mês tem um tema diferente! Temas são ótimos para a gente desafogar nossa estante dos livros que a gente tem e ainda não leu! Ou comprar outros livros e conhecer novos autores! (não, Lucas, pare de pensar em comprar livros. Apenas. Pare).

Quando acontece?

Os temas e as datas desse ano são os seguintes:

De 05/01 a 11/01/15 – Livros solo
De 02/02 a 08/02/15 – Diversidade
De 02/03 a 08/03/15 – Livros estacionados na estante
De 06/04 a 12/04/15 – Fantasia e ficção científica
De 04/05 a 10/05/15 – Releituras
De 01/06 a 07/06/15 – Terminar séries
De 06/07 a 12/07/15 – Agatha Christie e/ou mistério
De 03/08 a 09/08/15 – Adaptações
De 07/09 a 13/09/15 – Livros banidos
De 05/10 a 11/10/15 – LGBT
De 02/11 a 08/11/15 – Mitologia
De 07/12 a 13/12/15 – Graphic novels, quadrinhos, mangás, livros com imagens

Grupo no Goodreads

Read-Your-Bookshelf-A-Thon

Essa é uma maratona que eu realmente não conhecia, mas a ideia é bem legal, e foi criada por uma Booktuber chamada Miranda. Ainda não tem data definida nem quantos dias de duração, mas você pode acompanhar o canal dela para saber como vai rolar. A maratona consiste em você escolher um livro qualquer da sua estante e, a partir daquele ponto, ler todos os livros que estão ao lado dele que você ainda não leu. Achei uma ideia muito bacana!

Quando acontece? Entre 16/01 e 23/01/2015

 Vídeo de anúncio da maratona no YouTube / Twitter

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Essa é outra maratona que eu achei bem legal! Ela consiste em você utilizar 48h ininterruptas (ou seja, dois dias seguidos) para completar 24h de leitura. Ela é um pouco mais pesada, e provavelmente só vou conseguir fazê-la naquele final de semana que não tiver ninguém em casa e eu não tiver nenhum trabalho da faculdade ou maior preocupação na cabeça.

Quando acontece? A maratona ainda não tem data oficial, mas deve acontecer por volta de março ou abril.

Tumblr

Little Read-A-Thon

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Essa maratona é organizada pela própria Catriona e seu grupo, o Little Book Club. Ela disse que gosta de fazer essa maratona quando percebe que não tem nenhuma legal rolando pelo universo.

Quando acontece? Também não tem nada certa, mas é legal acompanhar o canal dela para saber quando ela anunciar.

Grupo do Goodreads / YouTube

YES, NÓS TAMBÉM TEMOS MARATONAS!

MaraTube Literária

 MaraTube Icon

A MaraTube é baseada na Booktube-A-Thon e, assim como ela, também tem canal oficial no YouTube, também vai ter sprints, desafios e prêmios!

Quando acontece? A MaraTube acontece do dia 18/01 ao dia 31/01/15, e o objetivo principal é de ler sete livros nesse período de tempo.

Canal do YouTube / Twitter

Maratona de Verão Geek Freak

 perfil

O Victor Almeida é um booktuber brasileiro que eu sempre acompanho. E esse ano ele decidiu fazer uma maratona de verão. O objetivo é simplesmente enfiar a cara nos livros e ler o máximo que puder. O Victor faz alguns sprints de leitura no twitter e retwitta todas as fotos do pessoal que manda o que está lendo, o que é bem legal.

Quando acontece? A maratona começou no dia 22/12/2014 e vai até o dia 19/01/2015 (OU SEJA, AINDA DÁ TEMPO DE PARTICIPAR!)

Canal do YouTube / Twitter

Eu sei que essas não são todas as maratonas que acontecem, então se tiver mais alguma que vocês conheçam, não deixem de postar nos comentários! E aí, vão fazer alguma maratona?

BOM 2015!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Playlist de Aniversário do NUPE!

27 de dezembro de 2014 às 19:54, por

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Uma festa nunca está completa sem música, né? Por isso, reunimos a equipe e resolvemos fazer um post no sábado fazer uma playlist para a festa virtual de aniversário do NUPE e explicar porque essas músicas são as melhores para a nossa festa. Afaste os móveis da sala, dê play e venha dançar com a gente!

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(as músicas podem estar em versões diferentes devido a limitação de cada player)

Bell:

Don’t Mess With Me – Brody Dale: …apenas badass.

Take on Me – A-Ha: nenhuma festa está completa até ter TAKEEE OOOON MEEEEEE

Made in Japan – Pato Fu: …sei lá, essa música é tão legal, POR QUE NÃO ESTARIA NESSA LISTA?

Tassi:

Total Eclipse of the Heart – Bonnie Tyler: porque eu gosto não-ironicamente dessa música e é o melhor clipe já feito na histórias dos videoclipes. E a versão literal é ainda melhor.

Bottom of the River – Delta Rae: os arrepios que eu tenho com essa música não são desse mundo.

Mountain Sound – Of Monsters and Men: Eu queria roubar e indicar o CD My Head is an Animal inteiro, e eu recomendo fortemente que vocês escutem ele inteiro. Sério. De verdade. Mas eu fiz uma das escolhas mais difíceis da minha vida e taí uma das músicas.

Val:

Cherry Bomb – The Runaways: Porque é uma música que faz todo mundo pular e gosto bastante dela???

Undisclosed Desires – Muse: Nunca na história deste país, vocês me verão fazendo uma playlist sem UMA música do Muse. E acho que essa é uma ótima música para dançar numa festa.

Macarena – Los del Rio: É UM CLÁSSICO DE QUALQUER FESTA. TEM QUE TOCAR, GALERE.

Diego:

Sugar Daddy – Neil Patrick Harris: Se tem uma coisa que combina com o NUPE são obsessões e Hedwig and the angry inch é a minha no momento, então estou colocando essa música altamente pulante, dançante e incrível pra todo mundo se jogar no rockstar interior.

Beware the Forest Mushrooms – Super Smash Bros Brawl: que é uma versão deliciosa da já icônica música da trilha sonora de Super Mario RPG e que sempre me joga em mundos de fantasia e emoção quando ouço.

Black Ship – Metric: minha música favorita de Scott Pilgrim Vs. The World, que é cantada pela minha personagem favorita de Scott Pilgrim Vs. The World e que me faz querer ser um personagem de Scott Pilgrim Vs. The World quando eu ouço (sim, eu estou tentando ver quantas vezes consigo enfiar Scott Pilgrim Vs. The World em uma mesma frase).

 Vitor:

Fantastic Baby - BigBangTEM QUE TER KPOP! Além de que Fantastic Baby é daquelas músicas >ótimas< para festas e tudo mais. E eu nunca vou deixar uma playlist passar sem BigBang na vida. E… WOW, FANTASTIC BABY. DANCE DANCE DAAANCE

The Spell – The Alphabeat: O meu amor por essa música não tem limites. É retro-pop, é dançante, é fofa, é amor. Daquelas que começa a tocar e ninguém sabe quem é que canta, mas tá lá se jogando na pista, né.

Party – Adore Delano: Não é festa se não tem uma música que fala de festas, right? E uma música dessas bem farofa sempre cai bem para animar.

É UM MILAGRE DE NATAL!!!

23 de dezembro de 2014 às 19:43, por

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É um milagre de natal.

Mais um ano está acabando e lá vem mais um post natalino feito por mim! Nem dá para se cansar ou reclamar porque é apenas uma vez por ano mesmo… NÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉÉ? *olhar maligno* Sempre que chega o natal, fico pensando em um post diferente para não ficar com uma quantidade indecente de posts repetitivos. Sim, é só uma vez por ano, mas é cansativo escrever sempre a mesma coisa e, por este motivo, decidi fazer uma SAGA DE LEITURA TEMÁTICA DE NATAL! :D

(este foi um ano de muitas leituras temáticas, aliás. Descobri que GOSTO MUITO de temas)

Estejam avisados que nem todos os livros SÃO propriamente de natal, mas eles lembram essa época do ano por qualquer motivo que seja e à medida que eu terminar um livro, vou adicioná-lo nesta lista. Não que essa seja uma informação relevante na suas vidas, mas quis compartilhá-la mesmo assim.

1) A Pequena Vendedora de Fósforos, do Hans Christian Andersen

"Little Match Girl" por Honor C. Appleton

“Little Match Girl” por Honor C. Appleton

A Pequena Vendedora de Fósforos é um conto de fadas e conta a história de uma menina pobre que está vendendo fósforos na véspera de ano novo no meio da rua e no meio de um inverno bem rigoroso. Ela está sem sapatos e seus pés estão ficando azuis e a jovenzinha não consegue parar de tremer de frio. No entanto, ela não tem coragem de voltar para casa sem ter vendido os fósforos, pois sabe que seu pai vai espancá-la sem parar, então ela se abriga num cantinho e vai acendendo os fósforos um a um para tentar se aquecer e a cada fósforo acendido, a menininha tem uma visão diferente de coisas boas e até vê a avó falecida, que era a única pessoa que já tratou essa pobre garotinha bem.

Sendo bem sincera, não recomendo NINGUÉM a começar uma saga natalina com esse conto, ainda que curtinho, ele é muito pesado, até mesmo porque ele é um crítica social. Entretanto, esta é uma história que precisa ser lida pelo menos uma vez na vida e independente da época do ano, porque ela te faz pensar em bastante coisa e um conto de fadas muito bom! Como disse, não comecem por ele, mas é totalmente merece ser inserido em leituras de final de ano! E não sei se vocês se interessarão, mas o e-book dele em português está de graça na Amazon e foi traduzido e disponibilizado pela Zahar (AMOR ETERNO <3)

2) Letters from Father Christmas, do J. R. R. Tolkien Letters_Father_Christmas

Todos nós conhecemos o Tolkien por Senhor do Anéis, O Hobbit, Silmarillion, Contos Inacabados e várias outras obras, mas pouco sabemos do lado familiar da vida deste autor incrível e Letters from Father Christmas (“Cartas do Papai Noel”, em português) nos mostra essa faceta que pouco conhecemos. Particularmente, adorei o fato do Tolkien mandar cartas como se fosse o próprio Noel contando várias histórias divertidas, cheias de personagens adoráveis e imagens incríveis para os próprios filhos até eles completarem 14 anos.

E uma das coisas que mais me atraiu é que ele encarna os personagens até na hora de escrever e desenhar (o livro tem imagens das cartas e desenhos originais)! Este compilado de cartas que são enviadas através dos anos para seus filhos é incansável, porque as histórias do Polo Norte te prendem do início ao fim e você fica morrendo de curiosidade em saber o que o Noel mandará na próxima carta.

Achei a ideia do Tolkien tão SENSACIONAL que se eu tiver filhos, mandarei cartinhas como se eu fosse a Mamãe Noel para eles. :D

3) Um Conto de Natal, do Charles Dickens

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Ilustração por Jacob Marley na primeira edição de “Um Conto de Natal”

Um Conto de Natal deve o clássico de natal mais adaptado e conhecido do planeta, mas se não for, com certeza está num TOP 5.

Acredito que todos saibam da enredo do livro, mesmo que não associem de primeira, mas esta é a clássica história de Scrooge, um homem rico e bastante egoísta que não se importa nem com o natal e nem com as pessoas, até o dia em que os fantasmas dos natais passado, presente e futuro aparecem antes dele dormir e mostra o quanto ele mudou desde a infância, como ele é agora e como será a vida dele se Scrooge continuar egoísta, rabugento e insensível e garanto que não é bonita.

O que mais me surpreendeu ao ler o livro é que nas adaptações que já assisti, não lembrava de um quarto fantasma (que na verdade é o primeiro, mas é um detalhe), mas gostei bastante da existência dele!!

O livro é curtinho (em torno de 120 páginas dependendo do formato) e a narrativa do Charles é muito boa, não é à toa que o homem é um dos escritores mais lidos do planeta. Se vocês se interessarem,  A Christmas Carol (nome original) é domínio público, então vocês podem baixá-lo de graça no site Domínio Público, na Amazon, no Google Play ou no Kobo.

4) Sleigh Bells in the Snow, da Sarah Morgan

sleigh bells in the snowNo primeiro capítulo de Sleigh Bells in the Snow, conhecemos Kayla Green, uma inglesa que trabalha em uma empresa de RP (relações públicas) e ela é uma workaholic e ela se afunda mais ainda em trabalho quando o natal chega, pois ela detesta esta época do ano com todas as forças. E em um belo dia, Kayla é chamada para um novo trabalho para poder divulgar e melhorar a imagem de Snow Crystal, uma pousada em Vermont e da família de Jackson O’Neil, o homem que requisitou os serviços de RP na empresa de Kayla, especificamente dela, uma vez que uma empresa que estava à beira da falência conseguiu crescer o suficiente para se tornar capa da Time e da New York Times.

Jackson pede para que Kayla fique uma semana na pousada para conhecer o lugar e ela aceita, mas espertamente impõe duas condições: que seja na semana do natal e ela fique com a cabine mais isolada possível.

Me diverti horrores com o livro e, ugh, mesmo com um problema ou outro, ele é FOFO!!! E o Jackson é um amor de pessoa e a Kayla é tão independente e vulnerável… ELES SÃO UM BELO CASAL. E a razão da Kayla odiar o natal é triste e penso que no lugar da moça, eu provavelmente odiaria a época natalina que nem ela.

Se você quiser um romance bem escrito e com uma leitura leve (mesmo com os problemas emocionais e tal), Sleigh Bells in the Snow é uma ótima pedida!

5) Como o Grinch Roubou o Natal, do Dr. Seuss

Como o Grinch Roubou o NatalSou uma viciada nos livros do Dr. Seuss desde criança e eu nem sabia ler, eu simplesmente amava as imagens e me lembrava das histórias de cabeça, porque meus pais liam para mim e minha irmã. E foi nessa época que conheci sobre aquele monstrinho que detestava o natal.

Assim como Um Conto de Natal, acredito que a história de Como o Grinch Roubou o Natal é bastante conhecida: o Grinch odeia o natal e tudo o que se refere a ele por talvez ter um coração duas vezes menor que o normal e, um dia, este ser decide estragar o natal de todos os Quem se disfarçando de Papai Noel e roubando todos os presentes e comendo todas as comidas.

Não consigo pensar em nada além de, “LEIAM. LEIAM AGORA. JÁ LEU? GOSTOU. O QUE VOCÊ GOSTOU?”. É uma história muito fofa e— Dr. Seuss. Não preciso falar mais nada.

BÔNUS: 

Não consegui terminar de ler todos os livros de natal que estavam na minha meta, porém quero lê-los até o fim do ano o/ E o que não der para ler neste natal… Bem, eles serão lidos “fora” de época! Se vocês quiserem me acompanhar nesta jornada, segue a lista da minha saga de “IT’S A CHRISTMAS MIRACLE!”:

it's a christmas miracle

Ah! E se quiserem acrescentar na listinha de vocês, tem Deixe a Neve Cair, da Maureen Johnson, do John Green e da Lauren Myracle! Fiz a resenha dele no natal passado :D

FELIZ NATAL!!!

FIQUEM COM UMA MÚSICA DOS MUPPETS DE PRESENTE!!!

[5 anos de NUPE]: Promoção #3 – Young Adults e Infanto-juvenis!

22 de dezembro de 2014 às 11:11, por

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Ahh… Young Adult! A gente gosta tanto de YA que eu e a Dayse publicamos livros para essa demografia. A maior parte das nossas resenhas é de livros para esse público e é claro que o sorteio com o maior número de livros vai ser esse! São 19 títulos e 6 vencedores. Temos vários títulos que resenhamos e que gostamos, incluindo exemplares autografados de Nada Dramática, A Ilha dos Dissidentes e A Ameaça Invisível.

As nossas editoras parceiras também forneceram alguns livros que nós amamos, como O Histórico Infame de Frankie Landau-Banks (da Editora Seguinte) e O Misterioso Lar Cavendish Para Garotos e Garotas (da Gutenberg)!

Serão seis vencedores e eles poderão escolher entre os livros abaixo, conforme os seguintes kits:

  • A Ilha dos Dissidentes Autografado + 2 livros da lista, à sua escolha
  • Nada Dramática + 2 livros da lista, à sua escolha
  • A Ameaça Invisível + 2 livros da lista, à sua escolha
  • 4 livros da lista, à sua escolha
  • 3 livros da lista, à sua escolha
  • 3 livros da lista, à sua escolha

A lista de livros está depois do rafflecopter!

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Os livros do sorteio são:

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[5 anos de NUPE]: Conheça a Equipe #3

18 de dezembro de 2014 às 19:30, por

Conheça a equipe! (3)

 

Continuando nossa empreitada de apresentar todos os membros da equipe, hoje temos os meninos! Você pode ver a parte 1 e a parte 2 para conhecer o resto da equipe.

Eu acho engraçado como a nossa equipe sempre foi predominantemente feminina, com aproximadamente 30% dos integrantes se identificando como homens, sabe. Enfim, nós tínhamos o Paulo e o Diego nos primeiros anos, mas hoje, ativos (hehehe), temos o Lucas, o Vitor e o Diego (que não é o primeiro Diego. QUANTOS DIEGOS!!!).

Mais uma vez, vocês podem fazer perguntas tipo “COMO VOCÊ SE SENTE SENDO ESTAGIÁRIO PRA SEMPRE, LUCAS?” ou “DIEGO E VITU, ME ENSINEM A DESENHAR??”

Como essa criatura chegou ao NUPE?

A gente conheceu o Lucas na bienal do Rio, no ano passado, e aí em novembro fizemos um grupo de pessoas para fazerem sprints juntas e quando eu vi, fiz a pergunta “VOCÊ NÃO QUER ESCREVER SOBRE ISSO PRO NUPE?”, como acontece com 99,5% da equipe deste blog.

Sobre a Criatura:

Captura de Tela 2014-12-18 às 10.35.38Nome: Lucas Rocha, também conhecido como Lucas Chora por aqueles que fazem bullen
Apelido: Lu, quando minha mãe fica com preguiça de falar meu grande nome de cinco letras.
O que faz da vida: formado em Biblioteconomia e Documentação (sim, bibliotecário!) (sim, precisa de curso superior!) e atualmente fazendo mestrado em Ciência da Informação para estudar coisas esquisitas que ninguém tem interesse em conhecer, mas que são realmente muito legais (TIPO WEB SEMÂNTICA E ONTOLOGIAS!!). Também escrevo livros de fantasia quando os astros estão posicionados de forma a que a procrastinação não aconteça.
Talentos: Procrastinar, comprar mais livros do que jamais serei capaz de ler e acompanhar mais de três conversas paralelas no twitter ao mesmo tempo sem me enrolar. Também sou muito bom em esquecer onde salvei um arquivo importante e fazer cópias infinitas que só são descobertas cinco meses depois.

Você pode seguir o Lucas Chora no twitter ou no Instagram

Como essa criatura chegou ao NUPE?

Conhecemos o VITU na época do NaNo do ano passado também e ele havia acabado de fechar o blog dele por ter muita coisa para fazer na escola. Aí eu perguntei “VOCÊ NÃO QUER ESCREVER PARA O NUPE??” e ele topou, porque era responsabilidade menor que manter um blog!!! Hoje ele é nosso xodózinho.

Sobre a Criatura:

Nome: Vitor Castrillo
Mas pode chamar de: Vitu, Vito, Poste etc
O que faz da vida: estudante de Comunicação Visual, quer ser capista e estudar Publicidade e Propaganda. Único objetivo da vida é pagar os próprios livros e shows de kpop (brinks). Terminou o ensino médio recentemente e agora se encontra desolado. Na maior parte do tempo fala sobre K-Pop e K-Pop (e K-Pop também), fanfics e musicais. E nas horas vagas escreve um livro, vale lembrar.
Talentos: 4 pontos em força, 4 em leitura dinâmica, 8 em stalk de migos, 9 em vender livros na bienal e ainda faltam distribuir 10 pontos. Também é ótimo em sofrer por shipps de boybands de K-Pop. Fazer nada e reclamar de não fazer nada também entra aqui. Enrolar para fazer uma tarefinha de cinco minutos, muito frequentemente, tipo lavar louça. Ler Fanfics em tempo recorde e escrever mais fanfics do que consegue postar, isso sempre.
Habilidade Especial: Se rodeado por uma aura que atrai acontecimentos estranhos que acabam gerando as aventuras desaventuradas.

Você pode seguir o Vitu no twitter ou no instagram.

 

Como essa criatura chegou ao NUPE?

Conheci o Diego na Bienal de São Paulo e, ao contrário das outras pessoas, o Diego que perguntou “OI, EU POSSO ESCREVER SOBRE ISSO NO NUPE?” e aí eu respondi “SIM”, o que mostra a proatividade deste jovem padawan. Diego é o caçulinha da equipe e o único que ainda é “estagiário” (tirando o Lucas, que será estagiário para sempre). O Diego também é membro do Conversa Cult e uma ligação que foi o início de um grande questionamento: será que eu e a Dana somos a mesma pessoa?

Sobre a Criatura:

Captura de Tela 2014-12-18 às 10.48.47Nome: Diego (eu matei todos os meus apelidos)
O que faz da vida: entre dar aula em três escolas, escrever um livro, participar de dois blogs, tentar ter uma vida social e um consumo regular de cultura pop, jogar Dragon Age e meus ciclos de entusiasmo insano por coisas diversas (no momento, musicais da Broadway), mais coisas do que eu deveria.
Talentos: odeio essa palavra e depois de nove tentativas, desisti de tentar falar algo. Se tenho talentos, falar de mim não é um deles. Só sei que sou excepcional em gostar apaixonadamente das coisas e me entusiasmar com elas, mas isso meio que descreve qualquer fã.

Talvez ser Geek seja meu talento (?!)

Você pode seguir o Diego no twitter e no Instagram.

É isso, pessoal!!! Na semana que vem teremos o Fim, com o pessoal que não participa mais tão ativamente, PORÉM ainda está em nossos corações e pode voltar a qualquer momento, como herpes.