Arquivo da tag: vida

Vida

Em ‘Vida’, ficção cientifica dirigida por Daniel Espinosa (Crimes Ocultos), seis astronautas de distintas nacionalidades são enviados a uma estação espacial para uma missão ultra especial: estudar amostras coletadas em Marte por um satélite. Já viu isso antes? pode ser que sim (risos nervosos).

No elenco, os machos alfa Jake Gyllenhaal e Ryan Reynolds contracenam com Rebecca Ferguson, Hiroyuki Sanada, Olga Dihovichnaya e Ariyon Bakare.

A película entra em cartaz hoje (20).

Continue lendo Vida

Frustrações de uma bookworm

Pois é. Vida de leitor não é fácil.
Ler toma tempo e dinheiro, sem falar que você pode sofrer terríveis cortes de papel enquanto está lendo. Como nós, bookholics, sofremos mais que a Maria do Bairro, eu resolvi fazer uma listinha das frustrações mais comuns da nossa vida literária.

– Aquele livro não é tão bom quanto parece
Tem coisa mais irritante do que gastar dinheiro num livro, e depois ver que ele é um lixo? Isso acontece muito comigo, porque eu tento dar uma chance para um livro que parece ser muito ruim, e ele acaba sendo muito ruim. Aí eu penso no tempo que eu gastei lendo o livro ruim, que poderia ser empregado lendo um livro bom, ou simplesmente, pintando as unhas ou qualquer outra coisa do estilo.
Por isso eu criei o hábito não muito bom de abandonar as leituras. Eu acho qu tem vezes que terminar um livro não vale a pena, principalmente se você é uma pessoa ocupada (caham, preguiçosa) que nem eu.
Se você chega na página 200 de um livro, e ele é ruim (ou péssimo), dificilmente ele vai conseguir ser totalmente bom até o final. De que adianta por exemplo, um livro ter 350 páginas, se a história de verdade só começa na 230? Eu abro uma exceção para livros grandes, mas tem vezes que nem assim dá pra segurar.   


– O livro é ótimo, mas está muito empoeirado, amarelo e você tem alergia
AAH, odeio quando isso acontece. Até hoje eu não li Stranger In a Strange Land, porque toda vez que eu abro a edição que eu tenho aqui em casa, eu morro de espirrar. Eu acho que se eu ler em um lugar
aberto, talvez meu nariz não reclame tanto, mas mesmo assim é irritante. Isso me lembra que quando eu era criança eu queria ser arqueóloga (culpa do Indiana Jones e da Marion), imagine só!

– Excesso de livros na sua lista
Eu realmente não sei quando eu passei da fase do “Hmm, preciso comprar mais livros” para a fase do “Hmm, preciso PARAR de comprar livros”, mas hoje em dia a segunda fase está tão crítica que chega a ser vagamente assustador. Não que eu já tenha estourado meu cartão de crédito com livros ou qualquer coisa do tipo, mas eu acho que a partir do momento que você perde a conta de quantos livros você tem pra ler, a situação está meio tensa. Tudo bem que eu acho que o excesso de livros na minha pilha se deve mais ao fato de serem dois leitores ativos aqui (eu e a minha irmã), que pegam livros emprestados toda a hora.


– Não CONSEGUIR ler um livro
Não sei vocês, mas eu me sinto meio frustrada quando eu não consigo ler um livro porque ele é muito difícil. Seja porque ele está em um idioma que você não domina, ou porque ele é muito complexo, denso, ou qualquer coisa. Eu lembro de um livro que eu queria ler a um tempão, Contato, do Carl Sagan. Eu abandonei porque ele tinha uns conceitos muito doidos de física, e eu ficava perdida (lembrando que eu estou na oitava série!). 
Eu também não consegui ler Ilha do Tesouro em inglês, porque o vocabulário é difícil, e muito específico.
É muito ruim quando você deixa aquele livro de lado, e vai procurar outra mais fácil.

– Quando você perde o livro que você está lendo dentro de casa
Isso é péssimo. Você está todo absorvido na leitura, mas acaba perdendo o livro dentro da bagunça do seu quarto. Até você achar, você já começou outro livro, e então tem que terminá-lo para voltar ao livro perdido. Mais outra coisa que vive acontecendo comigo.

– Pessoas julgando os seus livros
Essa é de matar. Se já não bastasse seu pais falando mal dos seus livros, de repente outra pessoa resolve dar pitaco também. Normalmente é da sua escola/trabalho, ou até um amigo.
Você pode estar lendo um livro de criança, ou um livro muito adulto, SEMPRE alguém vai comentar, e normalmente é um comentário idiota tipo: “ah, que capa bizarra” ou . Parece que quando você está envolvido em alguma atividade solitária (a.k.a ler, escrever, desenhar, ETC), sempre vem um babaca falar com você. – mas quando você está tocando violão, gaita, ou qualquer coisa que pode ser feita em grupo, ninguém vai encher o saco. É demais, não?

– Ressaca literária
Uma das piores coisas ever. Quando você está com vontade de ler, mas nenhuma coisa te agrada. Ou pior, quando você tem que ler (seja para a parceria ou para a escola), mas não está a fim. Felizmente, como o blog é de três pessoas, quando isso acontece, sempre tem outra pessoa para ler o livro da parceria – mas eu me pergunto como as pessoas que têm blog individual se arranjam. Enfim, ressaca literária é um SACO.

Mas no final ler vale a pena! (:  LEIAM, livros são amigos, não comida inimigos!

O apartamento dos ventos uivantes…

Que eu e a Cherry_B nos mudamos, vocês já sabem. Agora, um mês e meio depois da mudança, começamos a descobrir particularidades do nosso novo apartamento. Como…

OS VENTOS UIVANTES.


Em Brasília, os prédios só podem ter até seis andares e agora moramos no andar mais alto possível (que é o sexto, obviamente). Além disso, o meu prédio fica numa “colina” e só tem uma pré-escola na frente, o que deixa a nossa visão livre. Isso é maravilhoso porque conseguimos ver o lago e grande parte da cidade e foi um dos motivos que levaram meu pai a querer vir morar aqui.
O negócio é que Brasília venta MUITO nessa época do ano. Muito MESMO. Lembro de quando ainda estava na escola e vinham aqueles ventos súbitos que faziam levantar a poeira e as folhas mortas das árvores até o céu como num furacão. Isso junto com a seca faz com que queimadas aqui sejam muito mais intensas, proporcionando placas magníficas de “não jogue bituca de cigarro” ou “alerta de queimadas!”, ou nos colocando em situações aterrorizantes como virar numa curva de carro e dar de cara com uma labareda de cinco metros de altura.
O fogo é fogo e esquentaaaa~

Outra situação aterrorizante não era do meu conhecimento até ONTEM.

Tudo bem, eu já sabia que aqui ventava mais do que no meu outro apartamento e já tinha ouvido o barulho do vento contra a janela antes, mas nunca do jeito de ontem. Imagine você acordando no meio da madrugada para ir fazer xixi e ouvindo “UHHHHHHH UHHHHHHHHHHHHHHHH UHHHHHHHHHHHHHHH”??? Para uma pessoa como eu, que se assusta fácil e é mais paranoica que o Batman, ouvir esses barulhos significam só uma coisa: A MORTE EMINENTE. IMINENTE
Fiz o que eu tinha que fazer, me deitei na minha cama e me cobri até a cabeça, rezando para que quando a manhã chegasse, eu ainda estivesse viva.*
Tive sonhos esquisitos sobre tatuagens de coração e quando a manhã finalmente chegou, aos uivos do vento se juntaram O BERRO DAS CRIANÇAS.
Lembra que eu disse que tinha uma pré-escola na frente da minha casa? Então. Essas crianças berram das oito da manhã às cinco da tarde sem parar (menos quando está frio).
Imagina só, você está lá, dormindo tranquilamente na sua cama quando começa a ouvir “UHHHHHHHHHHH AHHHHHHHHHHHHHHHHHH UHHHHHHHHH AHHHHHHHHHHH”**. O que você pensa?
O APOCALIPSE ZUMBI COMEÇOU!! CRIANÇAS POSSUÍDAS NA ESCOLA!!! UMA ASSOMBRAÇÃO!!! CORRAM PARA AS COLINAS!!

Eu me levantei com um salto, quase pisando em cima do meu cachorro, e fui pro quarto dos meus pais. Dei de cara com a mamãe se arrumando para ir para o trabalho e ela RIU. ELA RIU DE MIM. Olha só, se sua filha de vinte e um anos acorda com ódio do mundo*** por que o vento e as crianças a fizeram entrar em alerta de apocalipse, você não ri, você, sei lá, dá dez reais para ela e manda ela ir comprar um sorvete na esquina.

Tudo bem. Enquanto eu estava tomando café, a Val me ligou desesperada querendo vir para cá porque o prédio dela está em reforma e eu disse “Tudo bem, mas não sei se você vai conseguir dormir. Sabe, o vento faz muito barulho aqui” e ela riu.
Quando ela chegou aqui, ela viu como a situação era tensa. Era quase como se eu tivesse uma assombração de estimação, uivando em todos os cantos da casa. Obviamente, ela começou a me contar a história de uma casa mal assombrada que ela viu no Assombrações do Discovery. PARA QUÊ?
Eu morro de medo dessas coisas. De verdade. Eu sei que o uivo é só o vento e tem uma explicação científica para isso então, não, não sinto medo depois que vejo da onde vem, mas ASSOMBRAÇÕES?? FANTASMAS?? Eu detesto. Nunca durmo depois de ver um filme tipo Vozes do Além ou até aqueles idiotas. Nunca vi nem verei O Exorcista. E embora eu adore O Iluminado, eu não dormi por dois dias enquanto lia o livro. Quando vou no banheiro de madrugada, nunca me olho no espelho.
Então, imagine só como será dramático viver num apartamento dos ventos uivantes??? Me desejem sorte.****
*Meu método mágico para fazer o medo passar é esse. Quando eu era pequena e dividia o quarto com a Cherry_B, eu pensava “Se alguma alma vier me levar, ela vai levar a minha irmã também, então está tudo bem”. Por algum motivo isso me acalmava e me deixava dormir. E, sim, eu sou sete anos mais velha que ela.
** Os Uhh são o vento, os ahhh são as crianças. Não deixe sua mente pensar besteira.
*** Eu não acordo com ódio do mundo 99% das vezes. Sou daquelas que acorda cantando e pulando e berrando “BOM DIAAAA MUNDOOO”.
**** Apesar disso, sou meio masoquista e sugeri uma sessão de terror num dia em que os ventos estivessem uivando bastante. Tem que viver perigosamente, gente. É todo o objetivo de tábuas ouija, da brincadeira do copo e do lápis.

Para Gostar de HQ #19: Anatolia Story – O suprassumo dos mangás históricos

Vou começar essa bagaça falando de como essa resenha surgiu. Começou com a Bell me sumonando pra escrever a respeito deste mangá no Twitter. Eu indiquei a história pra ela a dez mil anos atrás e ela só leu o início, então ou era eu pra escrever, ou era eu. O que ninguém sabe é que eu disparei a reler essa budega e eu tinha me esquecido de como ESSA COISA VICIA! Resumo da ópera. Eu não tenho vida porque estou relendo tudo de novo e se houver uma quantidade maciça de spoliers, não me matem.

Yuri Suzuki era uma colegial japonesa de quinze anos. Uma garota absolutamente normal que acabara de dar seu primeiro beijo. Entretanto, ela literalmente se vê arrastada de sua vida normal, por meio de magia, e lançada na capital do extinto império Hitita onde é perseguida pelos homens da rainha Nakia, que pretende usá-la como sacrifício humano num feitiço maligno para que seu filho herde o trono. No meio da perseguição, Yuri é salva pelo príncipe Kail, enteado da rainha, que para salvar a garota afirma que ela é sua concubina e, portanto não pode servir como sacrifício uma vez que só seria correto sacrificar uma virgem.
Este é só o início da saga de Yuri, que passa a viver sob os cuidados do príncipe Kail e tenta evitar as investidas do mesmo, enquanto tenta se manter a salvo da rainha Nakia e suas tramas para matar todos os herdeiros do trono, deixando seu único filho como herdeiro imediato da coroa do império hitita. No decorrer da história a garota é apontada como a reencarnação da deusa da guerra, Ishtar e aos poucos se apaixona por seu protetor, Kail, o que se torna um empecilho aos seus planos de voltar para sua casa no Japão moderno.
Eu confesso que comecei a ler este mangá meio no susto. Estava eu, feliz e saltitante pesquisando algumas referencias históricas pra uma fic que eu estava escrevendo na época. Como eu estava no ânimo total de escrever algo envolvendo um harém, concubinas e fazer algo ao estilo das 1001 noites, acabei achando a sinopse deste mangá e depois de ver a quantidade de prêmios que ele ganhou no Japão, resolvi dar uma chance.
A história começa da forma clássica. Garota ingênua e meio estabanada, mas de bom coração, cai num mundo estranho onde ela depende da proteção de um príncipe bonitão pra se manter. Calma crianças, não é o clichê que parece a primeira vista porque depois que a guria pega numa espada pela primeira vez, tchau negada! É porrada atrás de porrada, guerra atrás de guerra, seqüestro atrás de seqüestro e…Oi, eu preciso respirar.
É o tipo de história que tem seqüestro, guerra civil, conspirações palacianas, disputas amorosas, quase estupros, uma pegação muito louca e mais uma guerra só pra não cair na rotina, tudo no mesmo volume. E o ritmo não para!
Os personagens são absurdamente cativantes e a Yuri logo deixa de ser a menina indefesa e estabanada e passa a assumir uma participação ativa em intrigas da corte e até mesmo lidera tropas em batalhas. A guria que tinha tudo pra ser a personagem mais sem sal da história assume as rédeas da situação e se revela algo muito distante de uma pobre donzela indefesa.
Quando afirmam que Yuri é a reencarnação de Ishtar, a primeira reação que o leitor tem é achar que tudo aquilo não passa de balela, mas à medida que as situações no mangá vão se desenrolando, você começa a se questionar se ela é ou não Ishtar. Muitos dos acontecimentos que levam à fama da personagem no contexto se devem ao fato dela ter conhecimentos avançados de mais pra época em que foi lançada, mas com a sorte que a guria tem e com sua determinação pra se livrar de dificuldades, chega um ponto em que você simplesmente aceita que ela é uma deusa. É por essas e outras que a guria ganhou o meu prêmio de “Heroína de Mangá Totalmente Diva”. Cá pra nós, montar cavalo selvagem, aprender a lutar, comandar o exército, se atracar com o príncipe gostoso e cheio de amor pra dar e estar linda e loira no final do dia, queridas isso é pra quem pode. Tem que ser diva, nós, reles mortais, vamos morrer pastando.
Bem, não tem como falar de Yuri sem falar de Kail. Ele mesmo admite no início da história que é um tremendo playboy com uma reputação a zelar. Metade das mulheres da cidade já passou pela mão dele e a frustração do cara é não conseguir levar a Yuri pra cama e dar a ela o status de concubina de fato, o que não significa que eles não troquem beijos loucamente durante a história. Aos poucos o relacionamento dos dois vai saindo do patamar de mera atração conveniente (que proporciona cenas muito cômicas) para algo mais sério. Kail se preocupa com ela e faz o possível pra ajudá-la a se livrar de Nakia e voltar pra casa, mesmo que ele se sinta desconfortável com a idéia de perder a garota de vez quando ela for embora. O interessante é que mesmo pra um herói com boas intenções, Kail é tentado pelo egoísmo algumas vezes, numa ânsia desesperada de manter Yuri ao seu lado e passa muito perto de se render ao seu lado mais humano e egoísta. Esse é um dos grandes motivos pelos quais eu me conformo com o romance do casal principal. Os dois são igualmente fodas e o carinha não fica se fazendo de santo.
Os personagens secundários merecem destaque especial, não só porque são engraçadíssimos, como também são muito bem bolados. O troféu revelação vai para Ramsés, futuro faraó do Egito, que na história ainda é apenas um general que rivaliza com Kail na disputa pelo amor de Yuri. Além dele, posso citar a irmã doida do Ramsés, Nefert, o conselheiro do Kail, Ilbani, e as criadas da Yuri. Cada qual mais interessante que o outro. Fica o aviso aos leitores, a autora do mangá não tem dó de personagem, então estejam preparados pra algumas mortes.
O mangá tem vários pontos altos, mas eu gostaria de dar destaque especial à pesquisa histórica da autora (ela coloca até notinha de rodapé com informações de fatos históricos que se passaram na época). É uma obra muito bem equilibrada, com romance, ação, comédia e informações curiosas. Só tome cuidado caso você se sinta desconfortável com insinuações sexuais e algumas cenas leves (ou não, depende do seu nível de pureza, pessoa) de conteúdo adulto. No mais, aprecie sem moderação e sem medo de ser feliz.
O mangá não foi lançado por nenhuma editora brasileira e também não foi transformado em anime. Ao total são vinte e oito volumes e vocês podem achar em sites especializados em traduzir mangás.
Meninas, alguns motivos para se ler este mangá: Kail, Zananza, Ramsés, Rusafa, Dark Prince, Kikkuri e Ilbani. Todos eles te seduzem em algum ponto da história e fazem você querer ser a Yuri. E não, eu não presto mesmo.
Classificação:

Cinco coroas de Tawananna.
Esse mangá não foi lançado no Brasil, mas foi nos EUA sob o nome de Red River.

Por meio desta, eu confesso: Sociedade Secreta – Rosa&Túmulo, de Diana Peterfreund

Editora: Galera Record

Amy Haskel é subeditora do jornal da faculdade e acredita que logo será convocada para a sociedade secreta Pena & Tinta. Mas tudo muda quando ela se torna uma das primeiras garotas convidadas a integrar a Rosa & Túmulo, a sociedade secreta mais poderosa – e infame – do país. Amy vê sua vida virar do avesso depois que se transforma em uma Coveira (como são chamados os integrantes da Rosa & Túmulo) – não consegue estudar, se afasta dos amigos e está prestes a perder seu quase-namorado. E é só o começo. Em nome da sociedade, Amy deverá assumir a liderança de uma grande conspiração que envolve dinheiro e poder, e que tem (grandes) chances de destruir sua vida.



Por meio desta, eu confesso: Eu não sabia o que estava perdendo.
A Karina mandou que eu lesse esse livro desde que a conheci, em algum momento entre 2008 e 2009, no fórum da Galera Record. Antes disso, sempre achei a sinopse interessante mas deixava para depois ou esquecia… Por que foi mesmo que fiz isso?
O livro me surpreendeu e muito. Comecei a ler na tranqüilidade e aí fui presa no redemoinho de acontecimentos e o li de um dia para o outro (preterindo a minha leitura divertidíssima de Formação da Economia Brasileira, do Celso Furtado), sem parar. A história é tão envolvente assim, com personagens super cativantes e reviravoltas incríveis.
Amy, a protagonista, é tagarela, desajeitada com algumas coisas e sofre com sua cadeira de romances russos. No terceiro ano da faculdade, espera ser integrada a uma das sociedades secretas – provavelmente a Pena&Tinta, que tem todos os editores da revista literária em que ela trabalha. E aí ela é jogada numa confusão inesperada ao ser chamada para a Rosa&Túmulo (que só aceitava homens! O que aconteceu??), que exige muita força de vontade e consciência dos seus direitos para ser resolvida.
Uma das coisas que mais me agradou é que nenhum personagem é idiota-chato-cheio-de-mimimi. Eles são palpáveis e reais, como aquela menina que se senta do seu lado numa aula insuportável e puxa conversa com você ou aquele seu amigo gay legal que está disposto a escutar todos os seus problemas se você ouvir os dele. Outra coisa é o tema do livro. Sério, você me conhece o suficiente para saber que um livro sobre garotas tendo que provar para um monte de velhos babacas que elas merecem ser tratadas da mesma forma que eles tratam um portador do cromossomo Y é exatamente a parte que me cabe deste latifúndio.
Por meio desta, eu confesso: Eu quero entrar numa sociedade secreta!
Além disso tudo, o livro se passa em ELI – English Language Institute-, um dos departamentos de YALE e somos apresentados ao funcionamento dessa dissidente de Harvard. Como universitária, tenho uma curiosidade mórbida de compreender e comparar os diferentes modos de ensino superior ao redor do globo. Yale segue o modelo inglês, que pode ser confuso, mas a autora explica de forma clara (caham, a mesma que eu uso para explicar sempre, haahah), comparando os Colleges às casas de Hogwarts. Bendita JK!
Depois de ler o livro, fiz uma pequena pesquisa e o ELI é aberto no verão para estrangeiros que queiram fazer matérias, com um currículo multidisciplinar interessante (mas não tanto quanto o de Cambridge).
Voltando ao livro, Diana escreve de forma clara, fluida e engraçada. Em alguns momentos, me lembrei da escrita da Meg Cabot, mas acho que é só por causa do fluxo de pensamento. Como somos confrontados com dúzias de alunos universitários (inclusive Poe com sua verborragia prolixa), temos algumas palavras um pouco mais elaboradas, mas nada muito difícil. Aí acho que fica clara a diferença entre Diana e Meg: a escrita da primeira é bem mais elaborada que a da segunda.
Sobre a tradução, não tenho reclamações nenhuma a fazer. Como geralmente é o caso, os livros da Galera sempre são bem traduzidos/editados! Além disso, adoro essa capa. Adoro tudo.
Eu terminei esse livro DESESPERADA pelo segundo e o que eu fiz?? O que eu fiz??
COMPREI OS TRÊS PRIMEIROS.
HAHAHA. Esperem a resenha dos próximos assim que o Better World Books decidir me entregar minha caixa mágica de compras~
Classificação: CINCO galões de CINCO litros de suco de romã!

Ai, Ai : Sing me to Sleep, de Angela Morrison

Idioma: Inglês
Previsão de lançamento no Brasil: Não que eu saiba
Pego emprestado da Karlinha!
Beth é alta, desengonçada e cheia de espinhas. É chamada carinhosamente de “Fera” pelas pessoas da sua escola e sofre um bullying violento. Suas únicas fugas são Scott, seu melhor amigo desde sempre, e o canto. A voz dela é bela e versátil, tudo o que Beth não é.Com sua voz, Beth consegue o lugar de mais destaque no coral só de meninas que participa e com isso, ganha uma Extreme Makeover (não a home edition). Com alguns tratamentos estéticos, Beth se transforma de Fera em Bela e vai com o coral para uma competição internacional na Suíça, onde conheçe Derek – um garoto de outro coral, perfeito demais para ser verdade.

Ele tem um segredo terrível e se recusa a contar para Beth. Quando volta para casa, o seu coração pertence à ele, mas seu melhor amigo Scott demonstra que não ficará satisfeito somente com a amizade dela.
E o segredo de Derek — Será que Scott está certo em dizer que ele só vai quebrar o coração de Beth e deixá-la aos pedaços para ele juntar? E o que ele esconde tão bem?

Qual a sua opinião sobre esse livro?

A história é legal. Eu juro que é, mas diferente de Taken By Storm, da mesma autora, nenhum dos personagens me cativou. O tema principal desse livro é a OBSESSÃO. Por todos os lados. Beth é obsessiva com Derek, Scott é obsessivo com Beth e Derek é irritante e omisso. Eu tive uma relação de amor e ódio enquanto lia e, no final, o ódio meio que venceu.
O problema foi que algumas ideias que o livro passou foram de encontro com minhas crenças e valores pessoais. Eu não acredito que mentir ou omitir informações de uma pessoa que importa para você, principalmente no caso de Derek, seja a melhor saída. E o que ele fez com Beth foi pura tortura, porque ele SABIA o que estava fazendo. SABIA que ela estava enlouquecendo, sem ter noção de nada que ele passava. Ela seria muito mais compreensiva se ele contasse.
E Beth? Compreendo que ela tenha baixa auto-estima por causa de todo o bullying que sofreu, mas ela não era HORRENDA. Era só mal cuidada. Como todos os filmes clichês de “transforme essa menina”, bastou tirar o óculos, alisar o cabelo e usar remédio para espinha que ela ficou como uma SUPERMODELO. Eu não concordo com esse conceito e não concordo com a forma como o relacionamento de Derek e Beth foi conduzido e evoluiu.
No final, eu continuei lendo porque queria saber QUE DIABOS era o segredo de Derek e aí… sério. Fiquei mais puta ainda com ele quando eu descobri! Como ele pode deixar Beth enlouquecendo em casa achando uma coisa, quando era outra completamente diferente??
De qualquer forma, você pode gostar. Eu, basicamente, senti vontade de jogar o livro na parede.
Aliás, a autora colocou um epílogo no site e… sério. Fiquei MUITO irritada. Mais ainda. Eu já não concordei com o final, imagine só com esse epílogo?

~Spoilers~

Eu acho muito injusto que com a morte do Derek, o Scott a aceite mesmo assim. Com o final do livro, você pode interpretar como quiser. Ela vai superar Derek e passar a amar Scott como o amava ou algo assim, mas com o epílogo ela CORTOU essa minha esperança. Beth continua igualmente obcecada por Derek, apesar de casada com Scott. Ela se tornou uma facilitadora de transplantes. Compreendo que depois do que ela passou, ela queira ajudar outras pessoas a não passarem pela mesma coisa, mas eu não conseguiria viver com o fantasma do ex-namorado morto da minha esposa se fosse Scott. Derek está lá, mais presente do que nunca.
~Fim dos spoilers~
Por que a classificação “Ai, Ai”?Fiquei horas pensando numa classificação e a única coisa que pensei foi… AI, AI. Sabe quando você suspira e diz “Ai, ai” num sinal de que não tem jeito mesmo, é aquilo e pronto, não dá para dar um tiro nas pessoas e fazê-las terem senso? Então. É esse “Ai, ai”. 🙁

Qual o seu personagem favorito?
A SUÍÇA. OK, um lugar não é um personagem, mas eu gostei muito da descrição do local e da parte que se passa lá. Posso dizer isso??

Classificação: Dois pulmões para transplante.

Músicas da minha vida II – The Dark of the Matinée, do Franz Ferdinand

Ok, fiz isso com uma das “musicas da minha vida” antes e decidi compartilhar outra.

Como começar a falar de Dark fo the Matinée? Eu já falei dela no Let’s Dance de Franz Ferdinand e nos Clipes Legais, mas ainda assim, ela merece um post. Desde a primeira vez que eu a ouvi, no cd de estréia deles, lá em 2003, eu penso: “OH CÉUS, É MINHA VIDA!”. Porque apesar de ter esse furor pelo conhecimento formal, eu odiava várias coisas na escola. E essa música capta exatamente esse sentimento de ódio pelo sistema educacional de uma forma fofa e autêntica. Particularmente gosto da terceira estrofe, quando ele diz “Oh, how you’d have a happy life if you did the things you like.”
Alex Kapranos é pura sabedoria.

E o clipe também é DEMAIS!!! Deixe eu parar de falar, fiquem aí com o vídeo e a letra (e interprete como quiser isso dentro da minha vida, conforme o tanto que você me conhece)

You take your white finger

Slide the nail under

The top and bottom buttons of my blazer

Relax the fraying wool

Slacken ties and I’m

Not to look at you in the shoe

But the eyes find the eyes

Find me and follow me

Through corridors, refctories

And files you must follow

Leave this academic factory

Will find me in the matinee

The dark of the matinee

It’s better in the matinee

The dark of the matinee is mine

Yes, it’s mine

I time every journey

To bump into you accidentally

I charm you and tell you

Of the boys I hate, all the girls I hate

All the words I hate, all the clothes I hate

How I’ll never be anything I hate

You smile, mention something that you like

Or how you’d have a happy life

If you did the things you like

Find me and follow me

Through corridors, refectories

And files you must follow

Leave this academic factory

Will find me in the matinee

The dark of the matinee

It’s better in the matinee

The dark of the matinee is mine

Yes, it’s mine

So I’m on BBC2 now

Telling Terry Wogan how I made it and

What I made is unclear now

But his deference is

And his laughter is

My words and smile are so easy now

Yes, it’s easy now

Yes, it’s easy now

Find me and follow me

Through corridors, refectories

And files you must follow

Leave this academic factory

Will find me in the matinee

The dark of the matinee

It’s better in the matinee

The dark of the matinee

Well, find me and follow me

Through corridors, refectories

And files you must follow

Leave this academic factory

Will find me in the matinee

The dark of the matinee

It’s better in the matinee

The dark of the matinee is mine

Yes, it’s mine

Top 5 – Músicas

Estou ouvindo música aqui no computador e assistindo zilhares de zilhares de clipes no youtube e decidi compartilhar meu Top 5 de músicas mais procuradas e ouvidas dessa semana. Talvez as pessoas fiquem meio pasmas com meu gosto musical completamente aleatório, mas tudo bem, me acostumei com isso. 🙂

E agora, como diria minha BFF Marta Suplicy, “relaxa e goza” enquanto se deliciem (ou não) com minha lista.

1) I Shot My Lover in the Head – The Pierces

Tradução

AMO essa música!

Ela é hilária e muito gostosa de ouvir. =D A letra fala de uma mulher que deu o tiro na cabeça do namorado, porque o encontrou na cama com outra e a namorada diz que para entender o motivo dela ter feito tal coisa era preciso ver o olhar que ele tinha no rosto. Ela liberou a mulher que estava na cama com o cara, porque a coitada estava acabada, então a namorada pegou a arma que estava escondida e atirou no cara e ainda disse que ele merecia o tiro que levou.

The Pierces não é uma banda famosa, acho que a maioria de vocês devem conhecê-la por conta da música de abertura de “Pretty Little Liars”, no entanto, a banda, apesar de não ser super conhecida, é muito boa e divertida de ouvir. Smiley de boca aberta

2) Black Limousine – Dragonette

Tradução

Sou apaixonada por essa banda canadense desde que eles lançaram o primeiro CD em 2007, “Galore”, e o amor nunca passou… Acho que dá até notar, considerando que em 2009 um CD novo foi lançado e meu vício continua sendo pelo primeiro CD! Hahaha! Smiley mostrando a língua 

Mas não se enganem! Não estou viciada na mesma música desde 2007 (haja saco, né?), eu mudo várias e várias vezes o som da vez, no entanto, estou no humor para ouvir essa música zilhares de zilhares de vezes.

A letra fala sobre um cara que é rico e quer fazer ciúmes em outra, então ele arranja uma garota bonita que sabe o que quer e como usar seus atributos ao seu favor e bem, acaba rolando uma troca de interesses no meio. O homem quer fazer ciúmes e a mulher que encontra quer o que ele pode comprar. Como a moça repete no refrão, ela não se importa muito com dinheiro, mas ele está gastando com ela e bom, ela aproveita… Não que isso signifique prostituição ou qualquer coisa do tipo, o que a mocinha diz é que se ele fosse “o cara”, dinheiro não importaria, porque ela nem liga para esse tipo de coisa, mas se ela tem a oportunidade de conseguir o que quer de uma pessoa que a está usando da mesma forma, qual o problema?

O video tem outra música chamada “I Get Around”, que também é ótima! s2

3) A Little Bit – Lykke Li

Tradução

Acho que deu para perceber que estou numa fase muito tranquila da vida, musicalmente falando e relativamente também, hehehe! =D As duas de cima são de ritmo tranquilo, mas com letras bem fortes, entretanto, essa é calma de todos os jeitos.

Não tenho a mínima ideia de como descobri a Lykke Li, considerando que ela é sueca e ela é o tipo de cantora que é famosa em vários cantos do mundo e o Brasil não é um deles, infelizmente. Acho que de todos os meus amigos, apenas a Bárbara e Juliana conhecem a moça. =O

A música conta sobre uma pessoa que se descobre um pouquinho apaixonada e não sabe o que fazer para mudar de situação e fazer com que o cara que ela ama seja “o homem dela”. É superfofa a descrição de como ela se sente, se perde, não sabe o que fazer e não tem nenhuma ideia de como mudar a situação. E fica ainda mais gostosa de ouvir pela voz da Lykke Li que é adorável.

4) Kiss with a Fist – Florence + the Machine

Tradução

Essa foi a primeira música que ouvi de “Florence + the Machine” e por muitos motivos, ela continua sendo minha favorita! <3 A insuportável da Bárbara diz que eu sou poser, porque depois de conhecer a banda, dá para perceber que as outras são infinitamente melhores. Não posso discordar disso, porque não passa da mais pura verdade, todavia, acho que a minha amiga não entende os encantos da primeira música. XD

Ao ver a letra, várias pessoas acham que ela incita a violência doméstica, mas fala sério, ela só está falando de um amor caótico que cria problemas emocionais e psicológicos sérios, mas que não deixa de ser amor. Até vou citar algo que a banda colocou no site sobre a música:

“Kiss with a fist” NÃO é uma música sobre violência doméstica. É sobre duas pessoas se forçando ao extremo emocional, porque amam um ao outro. A música não é sobre uma pessoa sendo atacada, ou qualquer tipo de violência física, não há vítimas nesta canção.

Algumas vezes o amor entre duas pessoas pode ser uma força destrutiva, mas eles não conseguem se amar de outra forma, porque é isso que os mantêm juntos, eles divertem com o drama e irritar um ao outro até o limite.

A única forma que deles expressarem estas emoções extremas é com imaginação extrema, do qual tudo não passa de fantasia e nada na canção é baseado na realidade.

A música “Bleeding Love” da Leona Lewis não é exatamente sobre ela sangrando. Não é de verdade isso sobre socar alguém na cara. Obrigada e boa noite.

5) All the Lovers – Kylie Minogue

Tradução

Acho que do CD novo da Kylie, “Aphrodite”, essa encabeça uma das melhores, não apenas pelo ritmo, que é maravilhos, mas pela letra e pelo próprio clipe! Depois do choque inicial do clipe, percebi o quão perfeito ele é e como foi perfeitamente encaixado com o tema que a canção passa: o amor na sua forma mais pura.

Não importa a opinião dos outros quando se trata de você e de seu amor, isso é algo seu e da pessoa amada. Não tenha vergonha de quem você ama, ou de si mesmo, ou de serem vistos juntos. Sexo, etnia, idade, altura, nariz e cor dos olhos não importam quando se trata de amor de verdade, qual a necessidade de criar barreiras para ser feliz?

Essa é a música mais maravilhosa das que estou viciada no momento. A mensagem que ela passa é genial!

E quanto ao clipe, assistam-o com a cabeça aberta e parem de PERVERSÕES.

Tudo passa tão rápido…

…e quando você vê, as pessoas já estão planejando o seu funeral…

M-O-R-R-E !!! *balançando os pompons*

…ou discutindo pacificamente sobre o seu último desejo.

É…MEEEEEEEEEEEEEEEEEEEU!!!!

Não posso negar que é um pensamento muito pessimista, mas foi assim que me senti depois de conversar com a Carol no evento de lançamento de “Cidade dos Ossos” e fiquei com o sentimento mais forte depois de sair do aniversário de um aninho da minha afilhada. 
E sobre o que foi essa conversa para eu falar sobre como tudo passa tão rápido? E o que o aniversário de minha afilhada tem a ver com tudo isso? Começarei relatando sobre a conversa que tivemos, Carol e eu. Ela estava perguntando se eu lembrava dela, que já tinha ido com o irmão em um evento de Percy Jackson e que ele tinha usado uma máscara de luchador, disse que lembrava sim, claro e ficamos conversando e papo vai papo vem, estávamos falando sobre como os nossos irmãos mais novos cresceram rápido. Um dia você chutava e ele voava para longe e no outro, ele está alto o suficiente para te chutar e te mandar para o fim do universo. 
NO. NO… NO…! NOOOOOO! POR QUÉ, HERMANITO?!
O sentimento de algo passageiro ficou ainda pior quando fui para o aniversário da minha afilhada, que completou um ano. No meio da festinha, vi uma menina linda e fiquei pensando de quem era aquela garota tão bonita. Foi quando minha irmã estava comentando o quanto a Amanda tinha crescido e estava linda. De repente, a informação entrou na minha cuca: a garota linda era a filha da vizinha da minha avó, a Amanda, uma garota que vi crescer desde que a mãe anunciara a gravidez e que sempre passava na casa da minha avó para pedir pão ainda que tivesse na casa dela =O

Esse pão é mais gostoso do que o da minha casa… Hehehe! Tão macio…
Desde então, fiquei com essa sensação de que as coisas estão passando rápido demais e parece que tudo já está acabando. 
Hilariamente triste, devo dizer! Vocês também se sentem assim? =O

Protejam-se.

Tudo começou com uma conversa de telefone…. 
O telefone.
…e uma sopa. 
A sopa.
Era um dia perfeito para todos os seres do universo e fui contar para a amiga Bárbara (a.k.a. Bell) sobre o quão lindo tinha sido o meu dia de ontem no show do David Guetta e quão engraçado tinha sido meu encontro acidental com meu professor bonitão, sua esposa e sua mãe. Peguei o telefone e conversamos uns vinte minutos quando ela disse que tinha que dar tchau, porque a sopa esfriaria, o que foi completamente injusto, pois foi bem na hora que a história que envolvia um moço bonito e educado, uma pizza, um oferecimento para pagar um dos meus pedaços e um amiga mala chegou. Disse a ela que contaria rapidinho o drama e devo ter demorado um minuto e meio para contar tudo do início ao fim. Classifico essa situação como injustiça social e indiferença por parte da “amiga” que me obrigou a narrar em um fôlego. 
Mal terminei o relato e a menina voltou a falar da sopa nos despedimos com “Então tá. Beijo, tchau!”, Bárbara nem imaginava que o que eu queria realmente dizer naquela hora era, “Vai embora! Aproveita e engole isso!!!!”, o que de fato ela faria, mas é feio desejar que alguém engasgue e morra só por uma coisa tão superficial assim. Se Bárbara não tivesse me dado um presente de aniversário, eu falaria algo deste estilo, no entanto, ganhei presente, o que me impossibilita de desejar a morte para a guria. 
Certo? Certo. 
Depois de desligar o telefone que tudo se iniciou. Entrei custumeiramente no twitter para ver as novidades e as fofocas, e tudo seguia seu curso natural até me deparar com uma maluca que contava a triste história do pepino ou da cenoura. Fiquei aterrorizada. 
O horror… HORROR!
A amiga Bárbara tinha pirado o cabeção por conta de um pepino e decidiu-se por contar uma trama maluca em inglês e francês, para deixar mais dramática a situação  dela, porque isso bizarro. E bom… Vejam por si mesmos, mas antes, uma pequena introdução:
porque. colocam. pepino. na. sopa. eu. não. como. pepino. metade. da. verdura. no. meu. prato. é. pepino. ódio.

Once upon a time there was a cucumber. It was shiny and happy in its tree (do cucumbers grow in trees?) when a FOOL decided, “Oh, look at that marvelous green vegetable over there! I believe it would go pretty well in a soup with potatos and carrots! And tomatoes, and stuff.”. So, the FOOL picked up the POOR CUCUMBER and cooked it. The CUCUMBER CRIED for its lost life.  And, in the end, the FOOL found out he didn’t like the marvelous green vegetable. 

AND THE CUCUMBER DIED IN VAIN! 

So, kids, before putting random vegetables in your soup, make sure you LIKE THEM! They are people too, you know? Zucchinis, Cucumbers… all the same. DON’T KILL THEM! SAVE THE ZUCCHINIS!

Courgettes et concombres, tout le même chose!

Essa é a história original. Vejam a tradução:

porque. colocam. pepino. na. sopa. eu. não. como. pepino. metade. da. verdura. no. meu. prato. é. pepino. ódio.

Era uma vez um pepino. Ele era brilhante e feliz em sua árvore (os pepinos crescem em árvores?) quando um TOLO decidiu, “Oh, olhe ali para aquele maravilhoso vegetal verde! Eu acredito que ele ficaria bem gostoso em uma sopa com batatas e cenouras! E tomates e coisas assim.”. Então, o TOLO pegou o POBRE PEPINO e cozinhou. O PEPINO CHOROU por sua vida perdida. E, no final, o TOLO descobriu que ele não gostava do maravilhoso vegetal verde. 

E O PEPINO MORREU EM VÃO! 

Então, crianças, antes de colocar vegetais aleatórios em sua sopa, tenham certeza de que vocês GOSTAM DELES. Eles são pessoas também, sabe? Abobrinhas, pepinos… Tudo a mesma coisa. NÃO OS MATE! SALVE AS ABOBRINHAS.
Abobrinhas e pepinos, tudo a mesma coisa!

E foi assim que a amiga Bárbara perdeu a cabeça e virou uma psicopata que luta em defesa dos seres 

vegetais 


humanos. Uma coisa eu sei sobre psicopatas assim…


Protejam-se dessa maluca. 
Para maiores informações entre em contato com o : 0800-CUIDADO-21.
Juntos, protegeremos a raça humana humana!