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Neve Negra, de Martin Hodara

O meu, provavelmente, o seu (quase certo que nosso e ainda do resto do mundo) ator argentino predileto, Ricardo Darín (Nove Rainhas, O Segredo dos Seus Olhos, Relatos Selvagens e tantos outros), se junta a Leonardo Sbaraglia (No Fim do Túnel) e Laia Costa em um suspense tenebroso com direção de Martin Hodara.

Na trama, Darín vive Salvador. Um homem endurecido pelas marcas do passado que mora sozinho nas terras da família, localizadas na Patagônia, Argentina. Um belo dia, Salvador recebe a visita do irmão Marcos (Sbaraglia) e da cunhada (Costa), recém chegados da Espanha, para convencê-lo a vender o lugar e repartir o dinheiro. Marcos relembra o carrancudo Salvador de que a irmã caçula deles, Sabrina, interpretada por Dolores Fonzi, está doente e o dinheiro auxiliaria nos custos da enfermidade da moça, mas Salvador teme que o irmão esteja ali apenas por interesse próprio e resiste as idéias dele. Enquanto isto, Sepia (Federico Luppi), um dos representantes da empresa que quer comprar as terras do clã cerca Marcos e propõe que ele continue a tentar entrar em um acordo com o irmão.

A partir deste momento, grandes revelações sobre a família caem por terra e o espectador conhece o real motivo do distanciamento entre os irmãos.

EITA PEGA ! ! !

Alien: Covenant, de Ridley Scott

Em ”Prometheus”, de 2012, o universo Alien voltou a ser explorado pelo renomado cineasta Ridley Scott. Uns gostaram me inclua ai, outros nem tanto e alguns nem deram bola, entretanto, a produção foi relevante para que Scott se aventurasse a visitar seu passado glorioso (quem nunca?), já que ‘Alien, O Oitavo Passageiro (1979)’ é um dos mais aclamados filmes de ficção científica de todos os tempos e também o debut comercial do diretor.

Prequel do longa de 79, Prometheus foi estrelado por Michael Fassbender, Noomi Rapace, Idris Elba e Charlize Theron e seguia a jornada de um grupo formado por arqueólogos, cientistas, entre outros, que saem em busca de respostas sobre a existência da humanidade pelo universo. Patrocinada pelas indústrias Weyland,a missão tinha como líder a cientista Elizabeth Shaw (Rapace), o piloto Janek (Elba), a capitã Meredith Vickers (Theron) e contava também com o auxilio do androide David (Michael Fassbender) e etc. Ao fim daquela caçada, claro, o time encontra um destino fatal com o despertar de um ser desconhecido e somente Elizabeth e David (Michael Fassbender) conseguem escapar e prosseguir viagem.

Os fãs xiitas de ‘O Oitavo Passageiro‘ não entenderam (ou não quiseram entender) que a nova empreitada de Scott não era uma sequência ao seu primeiro filme e ficaram tão possessos que o xenomorfo original (espécime criada com a série) não aparecia na produção que xingaram muito no twitter demandando uma continuação. Cinco anos mais tarde, o que Scott faz? Atende o desejo dos frustrados de plantão e lança ‘Alien: Covenant‘.

E o enredo corre assim: a nave covenant, diferente de ‘Prometheus’, é desenhada para seguir em missão de colonização até chegar a Oregae-6. Porém, após um incidente a tripulação é acordada antes do tempo e mudam a rota original, após um planeta, aparentemente, habitável surgir no radar. Com Katherine Waterston, Billy Crudup, Danny McBride, Demián Bichir, Carmen Ejogo, Jussie Smollett e James Franco, no elenco, e roteiro de John Logan e Dante Harper, o filme tem estreia mundial esta semana.

Os atores Michael Fassbender, Guy Pearce e Noomi Rapace, que aparecem em Prometheus, voltam a reprisar seus papéis aqui.

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Tripulantes da nave Covenant confraternizam antes de entrarem em estado de ‘hibernação’.

Vida

Em ‘Vida’, ficção cientifica dirigida por Daniel Espinosa (Crimes Ocultos), seis astronautas de distintas nacionalidades são enviados a uma estação espacial para uma missão ultra especial: estudar amostras coletadas em Marte por um satélite. Já viu isso antes? pode ser que sim (risos nervosos).

No elenco, os machos alfa Jake Gyllenhaal e Ryan Reynolds contracenam com Rebecca Ferguson, Hiroyuki Sanada, Olga Dihovichnaya e Ariyon Bakare.

A película entra em cartaz hoje (20).

Fragmentado, de M. Night Shyamalan

Em ”Fragmentado”, o espectador é levado a conhecer um homem perturbado chamado Kevin, vivido por um James McAvoy, em sua melhor fase. Kevin tem um distúrbio comportamental que o revela dono de 23 personalidades diferentes e com o poder de alterna-las com o pensamento. Ao iniciar da película, ele sequestra três adolescentes, após persegui-las em um estacionamento. Dali, ele as leva para um cativeiro e com o passar do tempo as moças começam a compreender a intensidade e a diferença de cada uma das personalidades do raptor.

O filme tem roteiro e direção de M. Night Shyamalan e faz ligações ao universo de um outro filme seu, Corpo Fechado.

Com Any Taylor-Joy, Betty Buckley, Brad William Henke, Haley Lu Richardson, Jessica Rula, Sebastian Arcelus e Izzie Coffey, a produção de terror/suspense psicológico entra em cartaz hoje.

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A personagem de Betty Buckley, Dra. Fletcher, questiona Kevin: ”Quem está no comando no momento?”.

Moça, a senhora está surfando em ‘Águas Rasas’!

Você já imaginou alguma vez na vida ir passar alguns dias na praia e o passeio virar um enorme pesadelo? Pois é, como qualquer um de nós, isto era o que Nancy (Blake Lively), estudante de medicina e surfista, não calculou em nenhum momento que pudesse ocorrer.

Aparentemente de luto, a moça sai do Texas, nos Estados Unidos, acompanhada de uma amiga rumo a uma praia mistica no México. Um lugar ultra-secreto e isolado que tem um apreço emocional para ela, pois sua falecida mãe esteve ali quando ainda a carregava em seu íntimo. A jovem se perde da amiga e segue para a praia sozinha com a ajuda de Carlos, um morador da região que a concede carona. Na praia deserta, Nancy acaba sendo atacada por um enorme tubarão branco. Mas apesar de ferida, ela consegue se proteger temporariamente em um recife de corais, contudo, Nancy pressente que precisa logo encontrar uma maneira de sair da água.

A produção é estrelada pela atriz Blake Lively (A Incrível História de Adaline) e conta com a direção do espanhol Jaume Collet-Serra (A Orfã) e roteiro de Anthony Jaswinski.

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Nancy (Lively), avalia a maré, enquanto segue à risca a dieta da nutri

O Caseiro materializa o bom preparo do cinema nacional para o terror

Pessoas do mundo cibernético, não é de hoje que esta que vos escreve adora a 7ª arte com devoção. Mas hoje ela tem um motivo em especial para aprecia-la ainda mais. Afinal, depois de tantos longas-metragens prometendo aterrorizá-la: um, por fim, conseguiu. Essa luz no fim do túnel denominas-se ‘O Caseiro‘ e tem direção de Julio Santi – que também aparece como um dos roteiristas nos créditos do filme.

Estado natural das pessoas durante a exibição do filme
Estado natural das pessoas durante a exibição da película

A trama segue os passos de Davi (Garcia), um professor de psicologia que têm uma resposta para quase tudo. O acadêmico ficou famoso por escrever um livro onde desmistifica fenômenos sobrenaturais através da psicanálise. Um belo dia, após o término de uma de suas aulas, a estudante Renata (Rodrigues) o procura para solicitar ajuda na investigação de um caso intrigante que, há algum tempo, vem ocorrendo na propriedade da família da moça. Davi se interessa pela história e vai até o local averiguar a situação. Ali, a tia (Weinberg), Nora, e o pai de Renata, Rubens, (Pacheco) contam ao professor que acreditam estar sendo assombrados pelo fantasma de um antigo caseiro. Na casa, também residem as filhas mais novas de Rubens.

No elenco, Bruno Garcia, Leopoldo Pacheco e Malu Rodrigues.

Visões do Passado, ”literalmente”!

Adrien Brody, para quem não sabe, teve uma vida de trabalho antes de ”O Pianista”( longa de 2002 que lhe rendeu o Oscar de melhor ator). Se checarem, por exemplo, a filmografia do moço no imdb observarão que desde 88 ele tá na área botando a cara no sol.  Mas sambando ou não no tapete das inimigas (com seu trófeu douradérrimo), Brody tem feito escolhas não tão grandiosas e até um pouco duvidosas. Atuou em filmes de Woody Allen, Wes Anderson, Peter Jackson, contudo, não conseguiu ter tanto destaque quanto no inicio dos anos  2000.

Agora ele retorna ao cinemas como protagonista do suspense “Visões do Passado”, película que tem direção e roteiro de Michael Petroni, mesmo condutor do mediano ”A Menina Que Roubava Livros”.  Na trama,  Brody vive o psicólogo Peter Bower, um homem atormentado por um trágico acidente com a única filha. Ele e sua esposa, devastados pelo ocorrido, tentam seguir em frente e, para recomeçar seu trabalho, o psicólogo requisita a um amigo, o Dr. Duncam (Sam Neil), para que lhe envie alguns pacientes. Mas eles acabam não sendo bem o que ele imagina e com o passar do tempo “fantasmas” começam a visitá-lo em busca de respostas. Logo se torna visível que o seu próprio passado necessita de atenção.

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Ao passar os olhos pela sinopse, pode-se até pensar que o enredo seja atrativo e possa ser capaz de prender a atenção do público. Ledo engano. Uma leva de clichês é jogada ali como se não houvesse amanhã. Sobretudo a partir do segundo ato do filme, quando o espectador começa, inevitavelmente, a vivenciar um Déjà Vu sem fim.

‘Boa Noite, Mamãe’ na terra da tortura agonizante

Preciosos! Me chamo Bárbara Kruczynski e , a partir de hoje, com a graça e benção da Bell e cia volto ao Nupe <3 para falar sobre filmes!!! Venho fazendo cabines de imprensa desde 2012 e agora alguns dos meus comentários sairão por aqui também! Espero que curtam e acompanhem!

Bem, vamos lá!

‘Ich seh ich seh’, que no bom português virou ‘Boa Noite, Mamãe’, foi o longa indicado pela Áustria para concorrer na categoria de melhor filme estrangeiro ao Oscar 2016 ( que bom que não conseguiram entrar na lista, já conto a vocês o porquê).

Com direção da dupla Veronika Franz e Severin Fiala, o enredo traz uma família vivendo isolada em uma residência em meio a árvores e plantações de milho. Enquanto a mãe não volta do hospital, por conta de um processo cirúrgico, os filhos gêmeos de nove anos exploram os lugares por ali. Correm, nadam e se entrosam com insetos nojentos (ECA!). Contudo, quando a matriarca retorna ao lar de rosto coberto, as crianças duvidam de que esta seja realmente sua mãe e começam a pentelhar com vigor e adrenalina!

oi

O longa frequentou uma boa quantidade de festivais de cinema (desde 2014) e até levou alguns prêmios. Sua estreia nos Estados Unidos aconteceu em setembro e ele teve um review mediano (6,7 no IMDB).

Sinceramente,  dá dó dizer que ele não conquista nem três estrelas. É um filme do engano! Uma obra visual que é bela, todavia,  angustiante. Isto porquê tem a linha de um cinema que tapeia. Que prefere fazer o espectador sentir nojo, asco, agonia, do que sentir medo. É muito mais mistério do que terror. Uma ilusão que o trailer consegue implantar com força. Afinal, lá o horror é bem imposto, já no longa….

3 livros de terror que quero ler mesmo que Outubro já tenha passado (e 1 que eu já li e você também deveria ler)

Outubro acabou, já passou o dia das bruxas/halloween, você já consegue ouvir as músicas de Natal tocando nas lojas e os panetones começam a lotar as prateleiras. Mas eu ainda estou me apegando ao clima sombrio do fim do mês e não estou pronta pra deixar a vontade de ler livros de suspense e terror de lado.

Desculpa, gente. Não to com vontade de largar isso, não.

Ao mesmo tempo, como sou muito medrosa, gosto de escolher bem os livros de terror que leio (nada de espíritos por aqui, muito obrigada), então não é qualquer livro que entra na minha listinha. Ouvindo podcasts e lendo recomendações de gente da internet, reuni esses três livros lançados lá fora que estão na minha lista de desejados e recomendo um livro lançado aqui no Brasil que já li e é muito, muito bom mesmo!