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Ei, coisinha! Tudo bem não ter metas de ano novo.

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Quando eu tinha os meus 20 anos e estava insatisfeita quanto à minha faculdade, meu pai sempre me perguntava: “Como você se vê em cinco anos? Como você se vê em dez? O que você quer fazer?”. Minha reação basicamente era ficar irritada, dizer que não fazia ideia. Naquela época, eu nem sabia o que ia fazer no mês seguinte, imagina em cinco anos? Eu não tinha nenhuma perspectiva com o curso que estava fazendo (Engenharia Elétrica), não me via trabalhando em nada relacionado àquilo e genuinamente não tinha nenhum plano a longo prazo.

Olha, você pode perguntar para qualquer pessoa do NUPE o quão planejadora eu sou. Não é que eu me irrite quando as coisas não vão conforme o planejado, porque eu gosto das surpresas, mas também gosto de mapear o caminho para ter uma noção do que tenho que fazer para alcançar os meus planos. Isso funciona em vários aspectos da minha vida: na escrita, nos estudos, no NUPE… Eu usava isso no ensino médio para juntar dinheiro, estudar para o vestibular e traduzir mangá. Então vocês conseguem imaginar como foi uma loucura para mim não ter noção nenhuma do que eu queria? Acho que o que complicou mais ainda a situação foi o fato de que minhas expectativas foram quebradas. Eu entrei na faculdade esperando um curso de um jeito, e a realidade foi completamente diferente. Se minha vida fosse um livro, esse seria meu “coming of age”, o momento em que comecei a descobrir como eu era como adulta.

Nós estamos no oitavo dia de Janeiro e toda essa história de metas para o ano novo ainda está bem ativa. Eu gosto um pouco desse clima, sabe, dessa ideia de que um ano novo (por mais arbitrária seja a escolha da data para marcar essa passagem) pode trazer mudanças e a esperança de que esse ano será diferente do anterior. Tem vezes que a gente realmente precisa dessa ideia, desse impulso para agir, sabe? Mas sempre tem aquele papo de “quais são suas metas para o ano novo?” e… quem disse que eu tenho alguma?