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Valerian e a Cidade dos Mil Planetas (3D)

Em Valerian e a Cidade dos Mil Planetas, o diretor Luc Besson entrega um filme não tão diferente do universo que está acostumado a trabalhar em suas produções, contudo, a película não chega ao nível de nenhuma das suas anteriores (Lucy e O Quinto Elemento). Pelo contrário, entedia o espectador e traz um casting deslocado em seus personagens.

A aventura romântica com um quê de scifi é levemente baseada no sexto quadrinho da série ‘Valérian e Laureline’ (1967), de Pierre Christin e Jean-Claude Mézières. Ali o jovem Valérian é um agente que viaja no tempo e tem como companheira de missão a gatérrima Laureline, por quem ele vive jogando seus charmes. A dupla tem a missão de defender a terra e seus planetas aliados contra o interesse e a ganância de bandidos intergaláticos.

No Elenco, Clive Owen, Dane DeHaan, Cara Delevingne, Herbie Hancock, Kris Wu,Sasha Luss, Sam Spruell, Ethan Hawke e Rihanna.

A modelo, e agora atriz, Cara Delevingne, vive ‘Laureline’ e o ator em ascensão, Dane DeHaan, interpreta Valerian.

Warning: ‘Como Eu Era Antes de Você’ Vai Lhe Fazer Chorar

Sabe aquele tipo de filme que muito namorado bobão vai ficar apreensivo de levar a parceira para assistir porque sabe (lá no fundo) que vai se emocionar tanto quanto ela? Poisé, a estreia desta quinta (16), ‘Como Eu Era Antes de Você‘, se encaixa perfeitamente nesta categoria! Adaptado do livro homônimo da escritora inglesa Jojo Moyes (que também é roteirista do longa), a história traz o encontro de duas pessoas totalmente opostas em um momento delicado da vida de ambos. A película tem direção de Thea Sharrock e é estrelada pela atriz Emilia Clarke (que é mais conhecida por seu papel na serie de tv Game of Thrones) e pelo ator Sam Caflin (o Finnick de Jogos Vorazes: Em Chamas e suas sequências).

O enredo é, basicamente, o típico modelo de filme ‘amorzinho’ que todo grupo de amigas vai adorar indicar uma a outra. Quem amou o livro (lançado, em 2013, no Brasil) então, nem se fale.

Bem, vamos a sinopse:

O jovem Will Traynor (Sam Claflin), um rico e bem sucedido empresário, leva uma vida invejável. Tem a mulher que quer, ama viajar e pratica, quase, senão, todos os esportes radicais que existem. Em um dia chuvoso, ao sair de casa rumo ao trabalho, o rapaz é atingido por uma moto, ao atravessar a rua. O acidente o torna tetraplégico, obrigando-o a permanecer em uma cadeira de rodas. A situação o torna uma pessoa ríspida e bastante depressiva, para a preocupação de seus pais, o casal Camilla (Janet McTeer) e Stephen Traynor (Charles Dance). É neste contexto que Louisa Clark (Emilia Clarke) uma moça de origem modesta, com dificuldades financeiras e sem grandes aspirações na vida, é contratada para ser sua cuidadora. Clark faz o possível para melhorar o estado de espírito do jovem e, aos poucos, acaba se envolvendo com ele.

Ei, romances também são legais!

Semana Preconceito

Eu sempre fui daquelas pessoas que revirava os olhos pros livros de banca, achava que livros baseados só em romance eram idiotas e a minha mãe chegou a me pedir desculpas (de verdade!) quando comprou 50 Tons de Cinza para ela ler.

Por ter crescido basicamente com garotos e me identificando muito mais com os gostos deles, eu admito ter tido preconceito com coisas “de menina” por muito tempo. Na adolescência, só usava vestido/saia quando era obrigada e maquiagem era um completo mistério pra mim (ainda é um pouco, mas eu estou evoluindo).

BRUXARIA!

Esse pacote de “coisas de menina” envolvia, também, os romances. Eu cheguei a largar um ótimo livro sobre Egito (a série Ramsés, do Christian Jacq), que sempre foi a minha paixão, porque tinha “romance demais” (ou seja, tinha ALGUM romance).

Pelo sangue de Thor!: Deusa do Gelo, de Debra Lee Brown

George Grant é um escocês típico. Cristão e herdeiro de um clã importante, ele vê a sua vida mudar drasticamente quando o seu navio naufraga em Fair Island, uma ilha nórdica esquecida por deus. Sua situação fica ainda surreal quando a filha do chefe local parece tentar desposá-lo a força…
Ulrika está numa posição difícil, até para uma guerreira como ela. Seu irmão Gunnar foi vendido como escravo, e ela precisa de dinheiro para comprar sua liberdade. O charmoso escocês que naufragou em sua ilha parece ser a solução para os seus problemas, se conseguisse se casar com ele, conseguiria dinheiro pra salvar o seu irmão. Um casamento material, de nome… Porém, o plano de Ulrika não corre tão bem quanto ela esperava, e questões mal-resolvidas de seu passado aparecem – enquanto ela se sente cada vez mais apaixonada pelo valente estrangeiro…

Esse foi um dos livros que sugeriram pra mim no post Beatrice Lê Bianca. Eu me interessei bastante pela história, principalmente porque é Vikings vs. Escoceses, ou seja: é duplamente épico. Apesar de eu adorar a Julia Quinn, a Celeste Bradley e afins, eu tenho uma predileção especial por histórias até o Séc. XVIII. É meio difícil de explicar, mas acho que tem alguma coisa a ver com os homens de kilt, hm. Ou então porque normalmente tem mais batalhas.
Então, eu procurei um pouco sobre esse Deusa do Gelo – que, pelos meus cálculos amadores se passa entre os séc. XIV e XV -, achei super-legal e resolvi baixar. Li ele todo em duas sentadas. Tem tudo que um livro de banca bom deve ter: ação, dilemas familiares, personagens divertidos e PAICHÃO AVAÇALADOURA.

A primeira parte do livro é divertidíssima, que mostra o George Escocês se adaptando em Fair Island, todo aquele choque cultural e talz. É engraçado também ver a Rika tentando laçar o George, como se não fosse nada demais, e ver ela toda envergonhada toda vez que a conversa ia para os rumos de South Carolina. Sinceramente, eu esperava um pouco mais dela. Pela sinopse, eu pensei que ela fosse bem mais madura. Na real, a Rika não passa de uma menina, e uma menina bem assustada. Na minha cabeça, eu esperava que ela fosse sei lá, muito mais Red Sonja, muito mais badass – que nem a Aaren de O Encantamento, da Betina Krahn (que eu recomendo muito, aliás). Mas isso é perdoável, já que a personagem cresce muito durante a trama.

 A Rika é uma personagem maravilhosa. Ela muito corajosa (e geniosa), tem a teimosia típica do herói, é superinteligente, e é uma daquelas que faria de tudo pra salvar a família e os amigos. A desconfiança e o orgulho dela me irritaram um pouquinho às vezes, mas são defeitos completamente compreensíveis, se a gente parar pra refletir sobre a personagem. Uma das coisas que eu mais gostei nela é que sempre que ela está espantada ela grita “Pelo sangue de Thor!”. Sério, acho que ela falou isso umas vinte vezes o livro inteiro.
O George é um fofo, é impossível não se derreter por ele. Apesar de não ser extragavante nem beberrão, o George é tão suspirável quanto outros moços da literatura de banca. Gentil e cavalheiro sem ser entediante, é muito fofo ver ele derrubando seus preconceitos cristãos quanto a cultura nórdica.
A leitura flui muito bem, é coisa de um dia, dois. O livro do meio pro final fica bem mais dramático, mas sem partir pro mimimi. Tem umas cenas muito fofas e emossionamtchys, que tocaram profundamente o meu lado mulherzinha. O George e a Rika são um casal muito lindo. Para o bem ou para o mal, a Rika mantém o seu orgulho viking em todos os momentos. Isso é uma coisa muito boa, porém eu gostaria de ver ela confiando um pouquinho mais no George. Eu sei que ela já sofreu muito na mão de homem, mas O GEORGE É DIFERENTE, SUA ANTA.

Enfim, me revoltei. Voltando ao normal, agora. O ponto mais forte do livro é que você aprende um mundo inteiro sobre cerimônias vikings, costumes, etc. E eu pesquisei um pouco na internet, tudo que eu li ACONTECIA DE VERDADE. Sim, o noivo devia pagar uma quantia para a família antes de receber o dote. Sim, o divórcio era permitido. Você aprende o significado das palavras byrthing, morgen gifu, taft… por aí vai…
Tem uma cena muito engraçada e trash, que acontece na noite de núpcias. Depois do casamento o George e a Rika vão pra cama, de boa, até que percebem que o vilarejo INTEIRO estava seguindo eles. O George pergunta o que diabos é tudo aquilo, e um deles responde que eles vieram “testemunhar o trabalho”.
Eu pesquisei e descobri que sim, os vikings faziam isso na vida real. Agora imagina como seria, você lá, se divertindo seu marido, e seus pais do lado assistindo tudo, como se fosse a coisa mais natural do mundo… (de fato, sexo é a coisa mais natural do mundo, mas mesmo assim, seria bizarro).
Nesse quesito, A Deusa do Gelo é imperdível. Vale totalmente a pena ler, nem que seja em e-book (como eu fiz). É um ótimo livro para ler nas férias, super leve, divertido e com uma ambientação histórica muito bem-feita.

VIKING APPROVAL!