Nem Um Pouco Épico

Power Rangers, De Dean Israelite

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Vamos começar sendo bem sinceros aqui: a gente não estava esperando nada por esse filme. Tá, não posso falar pelo resto do mundo, mas eu não estava esperando nada por Power Rangers. No máximo, um filme galhofa mal executado com efeitos especiais ruins, uniformes que mais parecem armaduras saídas de um sonho adolescente – principalmente as femininas, com aqueles seios marcados que ainda me incomodam – e uma tentativa de fazer as coisas soarem épicas com Power do Kanye West tocando ao fundo. Não me levem a mal: a DC já me deixou calejado de ter expectativas depois de Esquadrão Suicida, e hoje em dia prefiro voltar a ser o pessimista que sempre fui.

Meu irmão comprou ingressos na pré-estreia e eu estava com aquele sentimento de ISSO VAI SER TÃO RUIM, QUERO ASSISTIR PARA DAR UMAS RISADAS!, que foi se sustentando até que as primeiras críticas começaram a sair e as pessoas começaram a falar bem desse filme. Não falar bem do tipo “esse filme é tão absurdo e tão ruim que acaba sendo bom”, mas a falar de fato que o filme possuía qualidades no roteiro, na construção dos personagens, no andamento da trama e nas referências à mitologia dos adolescentes que salvavam a Alameda dos Anjos uma vez por semana. Então esta praga de expectativa começou a voltar a residir em mim, e fui ao cinema com a maior empolgação, cantarolando go go power rangers abraçado com a minha cabeça de ranger vermelho cheia de pipoca – que meu irmão me obrigou a comprar para levar para casa, sabe-se lá porquê.

E não é que o filme é excelente?!

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Vamos fazer esses corações adolescentes baterem mais rápido (aka uma playlist alternativa)

Eu achei uma INJUSTIÇA o tanto de música que o Lucas esqueceu no post dele de músicas emo e resolvi fazer a parte dois ao invés de ficar enchendo o post dele de links clandestinamente.

A minha adolescência, apesar de ter bastante emo e derivados, tinha muito mais angst e fake happiness do que sofrimento do tipo quero morrer deitada na cama ouvindo essa música.  Eu preferia dançar a minha raiva e o meu sofrimento a intensifica-lo sem fazer nada. Por isso, as músicas que eu vou colocar aqui não são necessariamente lentas e não se enquadram em um estilo musical só, mas tem FEELS do mesmo jeito. Eu vou tentar não escolher as músicas mais conhecidas de cada banda, mas sim as que eu gosto mais (e admito ouvir até hoje).

(se você quiser acompanhar como uma playlist, eu coloquei todas as músicas no 8tracks)

Fall Out Boy – XO

TO HANDS BETWEEN LEGS TO “WHATEVER IT TAKES” TO.. hm, er, ok, parei. Eu tenho essa paixão imensa pelo cd “From Under the Cork Tree” que não dá pra ser explicada. Eu ouvia o cd inteiro 50 vezes seguidas e XO era o ápice e o momento de começar tudo de novo. Sério, olha a quantidade de frustração amorosa que tem nessa música.

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Cinco baladas para você relembrar os anos 2000 – se você também curtia secretamente o emo

[Tem uma playlist no final do post. Se já quiser ir ouvindo as músicas enquanto lê, desce lá pro final e clica na imagem 😀]

Os anos 2000 foram estranhos. Pra quem tem os seus vinte e poucos anos, a primeira década do século XXI foi um momento em que a gente pensava que a música era inexpressiva e sem nenhuma banda ou ritmo marcante, porque toda semana aparecia um movimento musical diferente. Quem lembra do new metal ou do emo? Tudo apareceu ao mesmo tempo e meio que se misturou nos nossos mp3 players de 512MB que funcionavam à base de pilha palito e que não duravam mais de três horas ligados. Foi uma época legal de crescer, porque a internet começava a entrar nas nossas casas e a banda larga começava a ser uma realidade, e aí a gente podia explorar o universo do Kazaa e do Ares e baixar vinte músicas e dez vírus durante o processo. Isso sem contar com a MTV, que ainda tinha alguma importância para o desenvolvimento do nosso caráter musical e nos apresentava um monte de coisa bacana (sdds Disk MTV com K-sis, essas lindas).

Devo confessar: minha alma era emo. Embora eu não me vestisse com roupas rasgadas, não tivesse franja no olho e nem usasse maquiagem, eu passava praticamente 90% do meu dia com fones, ouvindo aquelas músicas embaladas por guitarras pesadas e gritos chorosos. E eu dizia que não era emo. É claro que não, eu era roqueiro ou pós-punk (ahhahaha). Porque ser emo era meio vergonhoso e tal. Mas a fase passou e algumas bandas ainda ficaram no meu coração e no meu iPod, e de vez em quando me pego lembrando de quando eu tinha meus 13 ou 14 anos e começava a moldar o meu caráter musical. Eu ouvia muito rock clássico, é claro: Queen, Bowie, Smiths, Led Zeppelin, Janis, Hendrix, Pink Floyd, Beatles… todos eles foram importantes na minha adolescência, mas as bandas dos refrões melosos e dos berros sempre tiveram um lugar especial aqui no meu coração <3

Então resolvi fazer esse post porque a) estou nostálgico e passei uma noite inteira no YouTube ouvindo músicas da pré-adolescência sem nenhuma vergonha na cara; b) quero que vocês também fiquem nostálgicos; c) recordar é viver.

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A regra que estabeleci é: todas as bandas devem ser contemporâneas da primeira década do século XXI, ou seja, aqui não tem espaço para clássicos. E também devo ressaltar que são minhas músicas preferidas, mas não necessariamente minhas bandas favoritas (na verdade só o primeiro lugar é minha banda favorita hahah). Porque a gente vivia em uma época em que baixar álbuns completos era uma desgraça muito grande, então só ouvíamos os singles mesmo.

Preparados? Enxuguem as lágrimas, peguem as faquinhas de plástico e joguem ketchup nos pulsos. Tirem muitas selfies para o fotolog e cuidado com a maldição do coelho antes de mergulhar nessa lista depressiva.

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