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Agora e Para sempre, Lara Jean – Jenny Han

Não sei se vocês lembram, mas em outubro do ano passado, logo quando voltei do intercâmbio, postei que, depois de ficar mais de um ano sem conseguir ler nada, eu devorei os 2 livros da trilogia Para Todos os Garotos que já Amei, da Jenny Han, em um final de semana.

Como eu disse lá no post, tava com MUITO medo do que seria feito no último livro e como ela lidaria com o final. Eu tenho MUITO medo de finais. Muitas pessoas não sabem fazer finais e acabam fazendo algo muito perfeito ou algo muito desastroso só para ~chocar~.  Esta semana saiu o último livro e, sem spoilers, sobre esse livro, eu posso dizer: final perfeito.

Para Todos os Garotos que já Amei + Ps Ainda Amo Você

Desde Aristóteles e Dante eu não lia nada. Isso foi em Janeiro de 2015. Eu não sei se eu fiquei tanto tempo assim com ressaca literária por causa do livro ou por causa da minha vida. É uma dúvida real que eu não faço a menor ideia de como descobrir a resposta. Em Junho, a Larissa Siriani me mandou o livro que ela tinha terminado e apesar de amar muito ele, eu levei quase 4 meses para ler.

Agora em Outubro, no final da minha semana do saco-cheio (semana inteira sem aula na faculdade) eu resolvi que era hora de dar outra chance para os meus amados livros comprados e esquecidos no kobo e nas estantes. Depois de reorganizar todos os meus preciosos e morta de cansada com a vida num geral, eu comecei a ler Para Todos os Garotos que já Amei da Jenny Han na sexta-feira às 19h e terminei o sequência, Ps. Ainda Amo Você, no sábado às 22h.

Para quem ficou mais de um ano sem ler nada, essa maratona era algo que eu não esperava e que acredito que a história do livro ajudou muito para acontecer. Eu comecei a ler o segundo com a Nath me “proibindo” de ler porque ela não gostou, mas eu PRECISAVA ler. O primeiro termina de um jeito muito aberto e não do jeito que eu gostaria. Então, a partir de agora eu vou falar dessa história com muitos spoilers e todo o meu coração.

SPOILERS A SEGUIR

Não Sou Uma Dessas, Lena Dunham

Lembro bem quando a série ‘Girls‘ da HBO surgiu (lá em 2012), pois um buzz crescente veio junto com ela. Os habitantes do twitter e algumas amigas, inclusive, faziam cartazes de devoção ao show e de como ele revelava o mundo dos jovens (de vinte e poucos) de uma forma real e menos perfeitinha como alguns pensam que seja.

Na época, eu não tive muito interesse em assisti-la de imedtumblr_nzgytgjzlp1rjq3xeo1_400iato (já tinha um número enorme de produções no meu radar e quanto mais eu respirava, mais a lista crescia), mas me recordo de torcer pelo triunfo da série nas premiações e tal, todavia, só consegui adicioná-la a famosa listinha do para ver assim que possível e fui levando a vida na correria de sempre. Ufa!!!!!

Dai em 2014, a criadora, roteirista, diretora e produtora do show, a maravilhosa Lena Dunham, lançou o livro ‘Não Sou Uma Dessas – Uma Garota Conta Tudo que ”Aprendeu’. Fiquei mega interessada em ler e acabei comprando junto com alguns outros lançamentos, no entanto, a mesma mania que tenho com séries de tevê se repete também com livros, então só adicionei na lista gigante de leituras. Na verdade, até iniciei o reconhecimento da obra, entretanto, parei por diversas vezes.

Este ano, contudo, com o surgimento do projeto #LEIAMULHERES, fiz um pacto comigo mesma em ler mais e ler um número significativo de obras escritas pelo sexo feminino. Comecei então por aqueles que tinha mofando ali na minha prateleira e ainda não havia terminado (nada de sair gastando dinheiro nessa crise). O da Lena foi o terceiro ou o quarto que li e imaginem o que aconteceu:

AMOR! Identificação! AMOR! Acolhimento! AMOR! Conversa! AMOR! Abraços! AMOR! Sororidade!

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Lena em cena da 5º temporada da série ”Girls” como Hannah Horvath

Sobre Cidades de Papel e expectativas

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Será que eles vêm?

Durante a semana passada, a Intrínseca convidou os blogs parceiros para um evento em dois dias no Rio de Janeiro: em primeiro lugar, a oportunidade de assistir ao filme Cidades de Papel em sua pré-estreia exclusiva para a imprensa; e, no dia seguinte, participar da coletiva de imprensa de John Green e Nat Wolff, que vieram ao Brasil promover o filme. E lá fui eu como membro integrante do NUPE, mesmo sem conhecer muito bem o John e sem ter lido o livro, mesmo sem saber muito bem o que esperar da história – uma vez que o hangout dividiu opiniões, e em geral muita gente tem muitas opiniões distintas sobre essa história.

Como um carioca atípico e meio neurótico com horário, saí de casa com umas três horas de antecedência – acreditem, não é um horário exagerado em se tratando de Rio de Janeiro de tempos atuais –, e cheguei lá no cinema em um horário relativamente bom. Conversei com pessoas, tirei fotos, recebi o kit que a Intrínseca estava distribuindo – uma ecobag muito legal com o livro, pôsteres, botton e camisa – e entrei na sala de cinema.

E aí as coisas ficaram interessantes.

Passei muito tempo tentando decidir de que forma eu falaria sobre esse filme. A primeira ideia foi a de fazer uma resenha daquelas bem funcionais, falando de aspectos positivos e negativos da trama, falando de personagens, trilha sonora, etc, etc, etc; mas depois cheguei à conclusão de que esse tipo de resenha, para esse filme em específico, talvez não fosse a melhor ideia. Porque esse foi um daqueles raros tipos de filme que conseguiu dialogar DIRETAMENTE comigo e me ensinou alguma coisa nova. E todo mundo sabe que o melhor tipo de história é aquela que te ensina alguma coisa nova, mesmo que você não esteja esperando por isso.

Mas enfim, talvez eu esteja me adiantando. Vamos à sinopse da história: Quentin é um garoto platonicamente apaixonado por Margo Roth Spiegelman, sua vizinha com a qual ele adorava brincar quando era mais novo, mas que as forças do acaso acabaram por separá-los e fizeram com que se tornassem aquele tipo de amigo que só dá um oi quando se veem na rua. Margo faz parte do grupo dos descolados da escola enquanto Quentin está com seus dois amigos discutindo assuntos aleatórios em uma sala de música. Dois mundos completamente diferentes, mas que não impedem que Quentin continue olhando para Margo sempre que ela passa, idealizando-a.

TW: Objetos Cortantes – Gillian Flynn

Título Original: Sharp Objects
Editora: Intrínseca
Data de lançamento: 02/02/2015

Recém-saída de um hospital psiquiátrico, a repórter Camille Preaker tem um desafio pela frente: retornar à sua cidade natal para investigar o brutal assassinato de uma menina e o desaparecimento de outra. Desde que deixou a pequena Wind Gap, no Missouri, oito anos antes, Camille quase não falou com a mãe neurótica, o padrasto e a meia-irmã que praticamente não conhece. Hospedada na casa da família, a jornalista precisa lidar com as memórias difíceis de sua infância e adolescência. E à medida que as investigações para elaborar sua matéria avançam, Camille passa a desvendar segredos perturbadores, tão macabros quanto os problemas que ela própria enfrenta.

Trigger warning: esse livro contém violência sexual e auto-mutilação, além de abuso emocional. Vou acabar tocando em algum desses assuntos de forma mais explícita em alguns momentos da resenha e não aconselho a leitura pra quem tem problemas com esses assuntos.

Admito que estava enrolando para fazer a resenha desse livro porque ele me incomodou. E não foi pouco. Eu honestamente tenho medo da cabeça da Gillian Flynn desde que terminei de ler “Objetos Cortantes“. Mas aí, ouvindo a introdução do livro de contos do Neil Gaiman, que coincidentemente se chama “Trigger Warning”, me deparei com um trecho que vou reproduzir aqui em inglês e em tradução livre:

We take words, and we give them power, and we look out through other eyes, and we see, and experience, what they see. I wonder, Are fictions safe places?And then I ask myself, Should they be safe places? There are stories I read as a child I wished, once I had read them, that I had never encountered, because I was not ready for them and they upset me: stories which contained helplessness, in which people were embarrassed, or mutilated, in which adults were made vulnerable and parents could be of no assistance. They troubled me and haunted my nightmares and my daydreams, worried and upset me on profound levels, but they also taught me that, if I was going to read fiction, sometimes I would only know what my comfort zone was by leaving it; and now, as an adult, I would not erase the experience of having read them if I could.

Nós pegamos palavras e damos poder a elas, e enxergamos através de outros olhos, e nós vemos e experimentamos o que eles vêem. Eu penso, a ficção é um lugar seguro? E então eu me pergunto, ela deveria ser um lugar seguro? Há histórias que li quando criança que desejei, uma vez que as tinha lido, que eu nunca as tivesse encontrado, porque eu não estava preparado para elas e elas me perturbaram: histórias que continham desamparo, nas quais pessoas eram constrangidas ou mutiladas, nas quais os adultos se tornavam vulneráveis e pais não podiam ajudar de nenhuma forma. Elas me incomodaram e assombraram meus pesadelos e meus devaneios, me chatearam e perturbaram em níveis profundos, mas elas também me ensinaram que, se eu ia ler ficção, às vezes só saberia qual era a minha zona de conforto saindo dela; e hoje, adulto, eu não apagaria a experiência de tê-las lido, mesmo se pudesse.

Em outras palavras, se esse livro me incomodou, foi porque me tirou da minha zona de conforto e eu tenho que falar sobre ele. Segura que lá vem textão.

Caixa de Pássaros – Josh Malerman

Título original: Bird Box
Editora: Intrínseca
Data de lançamento: 26/01/2014

Quatro anos depois de as mortes terem começado, Malorie e seus dois filhos pequenos são alguns dos poucos sobreviventes em Michigan. Vivendo em uma casa abandonada com as janelas e portas cobertas, Malorie e os filhos não sabem o que se passa do lado de fora. É então que uma misteriosa neblina atinge a região e Malorie toma a decisão que adiou por muito tempo: fugir da casa com as crianças em um barco a remo, na esperança de encontrar um lugar distante do surto que matou todos ao seu redor. Ao mesmo tempo, acompanhamos as primeiras reações de Malorie em um mundo recém-tomado pelo caos, no qual a sobrevivência, dela e de seus filhos, se torna a única coisa importante em sua vida.

Já começo a resenha dizendo que não, eu nunca vi “Os Pássaros” do Hitchcock, então eu não sei se realmente é parecido, mas quando eu estava falando sobre o livro para duas pessoas diferentes, as duas mencionaram o filme, então realmente a premissa deve ser similar.

Justamente por não ter o cineasta como referência, eu liguei o livro a outro tipo de filme: o de terror japonês. Eu já estava com essa sensação e li uma resenha no Goodreads que falava exatamente o que eu tinha sentido ao ler o livro: medo do desconhecido. O filme de terror japonês prefere mexer com o medo do que não pode ser visto do que criar monstros assustadores. A tensão de “Caixa de Pássaros” é completamente construída por aquilo que você não sabe sobre a narrativa, as criaturas e sobre o estado do mundo.

Resenha Pó de Lua – Clarice Freire

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Eu não conhecia o trabalho de Clarice antes de ler Pó de Lua e agora estou recuperando o tempo perdido stalkeando o Instagram e o Facebook. As poesias ilustradas de Clarice me lembram minha infância, porque eu adorava escrever pequenas rimas, mas também são excelentes pílulas de reflexão sobre a minha vida hoje.

Iluminadas, Lauren Beukes

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Ano2013
Editora: Intrínseca
Autor: Lauren Beukes

Chicago. 1931.

Harper Curtis, um andarilho violento, invade a casa abandonada que esconde um segredo tão chocante quanto improvável: quem entra ali é transportado no tempo. Instigado por um comando que parece vir da própria casa, Harper persegue as “meninas iluminadas” – garotas cuidadosamente escolhidas em diferentes décadas – com o objetivo de matá-las. Voltando no tempo após cada assassinato, seus crimes são perfeitos e impossíveis de serem rastreados. Ou pelo menos é o que ele pensa. 

Chicago, 1992. 

Kirby Mazrachi viu sua vida ser destroçada após um ataque brutal que por pouco não a levou à morte. Incapaz de esquecer tal acontecimento, Kirby investe seus esforços em encontrar o homem que tentou assassiná-la. Seu unico aliado é Dan, um ex-repórter policial que cobriu seu caso e agora, aparentemente, está apaixonado por ela. À medida que a investigação de Kirby avança, ela descobre outros casos semelhantes ao seu –  e garotas que não tiveram a mesma sorte que ela – ligados por evidências que parecem impossíveis. Mas, para alguém que deveria estar morto, impossível não significa que não tenha acontecido.”

Na verdade, a pessoa que supostamente teria que fazer essa resenha era a Barbarella, mas devido a uma troca com um livro de parceria que detestei com todas as minhas forças e não consegui sequer terminar de ler, fiquei responsável por resenhar Iluminadas e essa é a minha história.

(sem graça, EU SEI)

(acho que essa vai ser a frase que você, leitor, mais lerá aqui: “sem graça”)

Quando Barbarella se ofereceu de ler ugh-aquele-livro no meu lugar (que por sinal vai para o Lucas) em troca de ler Iluminadas, fiquei bastante contente, porque tudo nele parecia ser ótimo: a capa, a trama, os elogios… Eu estava MUITO EMPOLGADA e descobri que teria uma adaptação cinematográfica pela produtora do Leonardo DiCaprio e fiquei MAIS EMPOLGADA AINDA. Infelizmente, o livro não atingiu as expectativas e depois de ter lido até a metade do livro com muita animação, eu simplesmente esqueci dele. Só lembrei porque a Tassi colocou um tópico no grupo dos NUPEanos falando das pessoas que estavam devendo resenha, quase fiquei surpresa de ter visto meu nome lá, mas aí lembrei que só tinha esquecido de ler o livro mesmo.

Passarinho – Crystal Chan

Passarinho-Crystal-Chan

Passarinho, Crystal Chan

Editora Intrínseca, 224 páginas.

“Uma história marcante sobre família, dor e amizade” – The Guardian

Passarinho (que som é esse?), foi um livro que peguei completamente ao acaso. Sinto que devo contar a emocionante jornada que foi escolher esse livro em meio a gringos de chinelo e funcionários desconfiados: Lá estava eu, num dia péssimo, andando pela cidade e decido entrar numa livraria, tinha um pouco de dinheiro no bolso e porque não comprar algum livro, né? Então, vaguei pelas estantes e percebi que dois funcionários me encaravam – com força -, provavelmente porque já estava na livraria há muito tempo. Então peguei a primeira capa bonita que me chamou atenção e sai em direção ao caixa. É. Emocionante, não precisa chorar. Comecei a ler o livro assim que entrei no metrô e foi uma ótima surpresa.