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O Filme da Minha Vida, de Selton Mello

Não sei vocês, mas sempre que me perguntam quem é sinônimo de emoção e presença no cinema brasileiro dos últimos anos, só me vem em mente uma pessoa: Selton Mello (sem desmerecer o nosso excelente grupo de atores e diretores, claro). Mas digo isso, pois Mello encabeça uma lista muito querida de papéis inesquecíveis em filmes como ”O Auto da Compadecida, O Cheiro do Ralo, Lavoura Arcaica, Meu Nome Não é Johnny e O Palhaço”. Este último dirigido pelo próprio Mello e que fez sucesso não só com o público, mas também com a crítica, em 2011.

Além de ter participado de inúmeros projetos na tevê, que vão desde novelas a seriados, o ator ainda dirigiu o longa ”Feliz Natal” e a série ”Sessão de Terapia”, do canal fechado GNT. Agora, Selton volta aos cinemas com mais um trabalho imersivo e emocionante. A película ”O Filme da Minha Vida”, adaptação do livro ‘Um Pai de Cinema’ do chileno Antônio Skármeta.

Rodada inteiramente na serra gaúcha, a produção alavanca suspiros pela sua beleza visual e contagia pela ótima trilha musical. Também é certeira em cativar o espectador pela jornada delicada que o protagonista da história segue.

O elenco é formado por atores brasileiros, entre eles, Johnny Massaro, Bruna Linzmeyer, Ondina Clais, Bia Arantes, Martha Nowill, Rolando Boldrin, o próprio Mello e conta com a participação ilustre do ator Vincent Cassel (Cisne Negro). Também acontece um cameo interessante do autor do livro, Antônio Skármeta.

O Núcleo familiar: Nicolas (Cassel), Sofia (Clais) e o pequeno Tony

Neve Negra, de Martin Hodara

O meu, provavelmente, o seu (quase certo que nosso e ainda do resto do mundo) ator argentino predileto, Ricardo Darín (Nove Rainhas, O Segredo dos Seus Olhos, Relatos Selvagens e tantos outros), se junta a Leonardo Sbaraglia (No Fim do Túnel) e Laia Costa em um suspense tenebroso com direção de Martin Hodara.

Na trama, Darín vive Salvador. Um homem endurecido pelas marcas do passado que mora sozinho nas terras da família, localizadas na Patagônia, Argentina. Um belo dia, Salvador recebe a visita do irmão Marcos (Sbaraglia) e da cunhada (Costa), recém chegados da Espanha, para convencê-lo a vender o lugar e repartir o dinheiro. Marcos relembra o carrancudo Salvador de que a irmã caçula deles, Sabrina, interpretada por Dolores Fonzi, está doente e o dinheiro auxiliaria nos custos da enfermidade da moça, mas Salvador teme que o irmão esteja ali apenas por interesse próprio e resiste as idéias dele. Enquanto isto, Sepia (Federico Luppi), um dos representantes da empresa que quer comprar as terras do clã cerca Marcos e propõe que ele continue a tentar entrar em um acordo com o irmão.

A partir deste momento, grandes revelações sobre a família caem por terra e o espectador conhece o real motivo do distanciamento entre os irmãos.

EITA PEGA ! ! !