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O Imperdível ‘Uma Mulher Fantástica’

Quinto filme a ser dirigido e escrito pelo Chileno Sebastián Lelio,  ”Uma Mulher Fantástica”, chega hoje aos cinemas brasileiros e é uma das melhores opções do leque estrangeiro. Emocionante, sensível e impactante, a película tem temática LBGT e faz você sair do cinema querendo ir ver todos os outros filmes do diretor.

Premiado em Berlim e com grandes chances de entrar na corrida do Oscar, na categoria de melhor filme estrangeiro, a trama exibe um pouco da vida da talentosa cantora lírica Marina Vidal (Daniela Veiga).

A distribuição é da Imovision.

A atriz, também trans, Daniela Vega encarna uma mulher sem igual e também igual a muitas. Sua Marina tem uma voz encantadora e um futuro promissor, mas como sabemos, nem só de arte vive a humanidade, e a moça precisa trabalhar em diversas áreas para sobreviver. Durante o dia, é garçonete. Já a noite  canta em diversos clubes de sua cidade. Há pouco menos de um ano, vem se relacionado com Orlando, personagem de Francisco Reyes. E quando começamos a acompanhar a história do casal nos deparamos com o carinho que o homem tem por ela. Mas todas as maravilhas que aquele amor a proporcionava acabam no momento em que Orlando falece e a família de seu companheiro cria dificuldades para que Marina continue vivendo bem. A moça sofre abusos, ameaças e é negada o direito de viver sua fase de luto. Tudo por ser quem é e não ter medo ou vergonha alguma disso.

Como Nossos Pais, de Lais Bodanzky

O último filme que vi de Lais Bodanzky foi uma das abordagens mais graciosas, tocantes e corretas sobre o mundo teen. Falo do recomendadíssimo ”As Melhores Coisas do Mundo”, de 2010. Sagaz e direta ao ponto, a cineasta se destaca pela forma delicada e real de contar histórias, um bom tato invejável e, sem dúvidas, genial. Bodanzky também dirigiu Chega de Saudade, em 2008, e o aclamado ‘Bicho de Sete Cabeças’, em 2001, filmes os quais dizem muito do ser humano e afloram dores e reflexões concretas.

Agora, em uma década de empoderamento, de mulheres se expressando e lutando para estar cada vez mais em pauta nos #tredindtopics mundiais, é a vez da diretora entregar o seu olhar sobre um mundo feminino muitas vezes cheio de dilemas e opressões. Um universo que ela expõe em ”Como Nossos Pais”, película estrelada por Maria Ribeiro, Paulhinho Vilhena, Clarisse Abujamra, Felipe Rocha,  Jorge Mautner, Cazé Peçanha, entre outros, que traz uma mulher real tentando não tropeçar em si mesma e levar uma vida de muitas. Mãe, filha, profissional, esposa, amiga.

O filme chega aos cinemas já agraciado por seis Kikitos (melhor diretora, atriz, ator coadjuvante, atriz coadjuvante, filme e montagem)  do último Festival de Cinema de Gramado, encerrado no fim de semana, na região sul do país.

Maria Ribeiro é a Rosa que traz um pouco de todas nós

Rosa é uma mulher com neuras, com vontades e com objetivos definidos, como qualquer outra, porém, a pressão de ser filha de intelectuais, mulher de ativista ambiental, mãe moderna e profissional de primor a faz revirar-se dentro de si quando revelações de seu passado e dúvidas do seu presente lhe tiram o equilibrio.

Em certa cena de debate com a mãe, a escritora (Ribeiro) aponta os desafios que vem enfrentando com as filhas pré-adolescentes e Clarisse (sim a personagem tem o mesmo nome que atriz hahaha) retruca na lata que ”isto tem começo, mas não fim” olhando com firmeza para Rosa (não se preocupem que não contei spoilers, a cena está no trailer logo abaixo,ok?). Mas me importo em buscar o episódio pela tal significância que a conversa abrange. Sim, porque Rosa, essa esposa e mãe tão mulher de si mesma vive relações e situações dramáticas que são altamente relacionáveis. Pois, se você é filha, com certeza, já teve uma opinião diferente da sua mãe e se você é mãe já quis que sua cria entendesse as razões de suas escolhas sem muito mimimi.

O Filme da Minha Vida, de Selton Mello

Não sei vocês, mas sempre que me perguntam quem é sinônimo de emoção e presença no cinema brasileiro dos últimos anos, só me vem em mente uma pessoa: Selton Mello (sem desmerecer o nosso excelente grupo de atores e diretores, claro). Mas digo isso, pois Mello encabeça uma lista muito querida de papéis inesquecíveis em filmes como ”O Auto da Compadecida, O Cheiro do Ralo, Lavoura Arcaica, Meu Nome Não é Johnny e O Palhaço”. Este último dirigido pelo próprio Mello e que fez sucesso não só com o público, mas também com a crítica, em 2011.

Além de ter participado de inúmeros projetos na tevê, que vão desde novelas a seriados, o ator ainda dirigiu o longa ”Feliz Natal” e a série ”Sessão de Terapia”, do canal fechado GNT. Agora, Selton volta aos cinemas com mais um trabalho imersivo e emocionante. A película ”O Filme da Minha Vida”, adaptação do livro ‘Um Pai de Cinema’ do chileno Antônio Skármeta.

Rodada inteiramente na serra gaúcha, a produção alavanca suspiros pela sua beleza visual e contagia pela ótima trilha musical. Também é certeira em cativar o espectador pela jornada delicada que o protagonista da história segue.

O elenco é formado por atores brasileiros, entre eles, Johnny Massaro, Bruna Linzmeyer, Ondina Clais, Bia Arantes, Martha Nowill, Rolando Boldrin, o próprio Mello e conta com a participação ilustre do ator Vincent Cassel (Cisne Negro). Também acontece um cameo interessante do autor do livro, Antônio Skármeta.

O Núcleo familiar: Nicolas (Cassel), Sofia (Clais) e o pequeno Tony

Dunkirk, de Christopher Nolan

Dunkirk, o novo longa de um dos diretores mais metódicos da indústria atual, o senhor Christopher Nolan, chega aos cinemas com a missão de recontar como, de fato, decorreu a evacuação de milhares de soldados britânicos e franceses que se encontravam cercados pelo inimigo alemão em uma praia nos litorais franceses nos longos dias da segunda guerra mundial, a pouco conhecida ‘Operação Dinamo’.

Nolan conta que teve a idéia para o filme em 1992 quando fez o percurso marítimo da Inglaterra a Dunquerque, a mesma travessia foi feita, muitos anos antes, por todos aqueles que se voluntariaram em auxiliar no resgate dos soldados presos no canal francês.

Famoso em não dar nada mastigadinho ao espectador, o cineasta entrega aqui, mais uma vez, uma sucessão de belas imagens e consegue construir uma tensão distinta, usando poucas ferramentas, entre elas, o som, a paleta de cores e, claro, a condução dos atores.

No elenco,  os veteranos Tom Hardy, Cillian Murphy, Mark Rylance, Kenneth Branagh, James D’Arcy e Jack Lowden e ainda os estreantes Harry Styles, Fionn Whitehead, Berry Keogan, Tom Glynn-Carney  e Aneurin Barnard.

A película estreou lá fora na última sexta feira (21) e já é a primeira no box office.

Uma das cenas mais singelas do longa onde soldados tentam se proteger dos bombardeios.

Neve Negra, de Martin Hodara

O meu, provavelmente, o seu (quase certo que nosso e ainda do resto do mundo) ator argentino predileto, Ricardo Darín (Nove Rainhas, O Segredo dos Seus Olhos, Relatos Selvagens e tantos outros), se junta a Leonardo Sbaraglia (No Fim do Túnel) e Laia Costa em um suspense tenebroso com direção de Martin Hodara.

Na trama, Darín vive Salvador. Um homem endurecido pelas marcas do passado que mora sozinho nas terras da família, localizadas na Patagônia, Argentina. Um belo dia, Salvador recebe a visita do irmão Marcos (Sbaraglia) e da cunhada (Costa), recém chegados da Espanha, para convencê-lo a vender o lugar e repartir o dinheiro. Marcos relembra o carrancudo Salvador de que a irmã caçula deles, Sabrina, interpretada por Dolores Fonzi, está doente e o dinheiro auxiliaria nos custos da enfermidade da moça, mas Salvador teme que o irmão esteja ali apenas por interesse próprio e resiste as idéias dele. Enquanto isto, Sepia (Federico Luppi), um dos representantes da empresa que quer comprar as terras do clã cerca Marcos e propõe que ele continue a tentar entrar em um acordo com o irmão.

A partir deste momento, grandes revelações sobre a família caem por terra e o espectador conhece o real motivo do distanciamento entre os irmãos.

EITA PEGA ! ! !

Logan, De James Mangold

Há dezessete anos, o fruto do projeto arma-x, bem como os demais membros dos X-Men, foram levados ao cinema pela primeira vez pelo realizador Brian Singer. Desde sua primeira aparição, Wolwerine, personagem criado para os quadrinhos por Len Wein e John Romita com desenho de Herb Trimpe, é interpretado pelo ator australiano Hugh Jackman. 

Incontestavelmente um dos mutantes mais adorados do universo, a demanda crescente exigia que a jornada de Logan fosse contada a parte, ou ainda, paralela as aventuras da turma poderosa do professor Xavier e lá em 2009, com o desestruturado ”X-Men Origins: Wolwerine”, o projeto foi engatilhado, voltando depois a ser revisitado em 2013 com o mediano ”Wolwerine: Imortal”. Agora, chega-se a conclusão desta caminhada com o definitivo ‘Logan‘. Película dirigida por James Mangold (Johnny & June e Garota Interrompida) que nasce em um mundo pós ‘Deadpool’, personagem dos quadrinhos também levado aos cinemas pela 20th Century Fox que ampliou o leque de possibilidades ao modo de se fazer cinema.

O filme constrói uma linguagem que vai além do que já se foi visto antes sobre o personagem. É muito mais violento, denso, e com problemáticas reais. Afinal, ele se desliga de uma temática supérflua de heróis lutando contra o mal e abusa das impossibilidades daqueles seres em situações comuns.

Com Hugh Jackman e Patrick Stewart retornando aos seus papéis usuais de Wolwerine e Xavier, o longa tem a estreante Dafne Keen, o ator em ascensão Boyd Holbrook e os maravilhosos Stephen Merchant e Richard E. Grant.

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Clint Eastwood e Tom Hanks se encontram em ‘Sully – O Herói do Rio Hudson’

Nova York nunca mais será a mesma depois do fatídico 11 de setembro de 2001, um dia que entrou para história da cidade e para memória dos norte-americanos, quiçá do mundo. Não obstante, anos mais tarde, para ser mais precisa, em 15 de janeiro de 2009, a metrópole teve um outro grande susto, contudo, este veio a se concluir surpreendentemente bem. Em especial, no que se refere a situações envolvendo aviões e seus passageiros.

Aquela história, aliás, era inusitada devido a um piloto realizar, pela primeira vez, um pouso de emergência em pleno rio Hudson e todos os passageiros sobreviverem a queda. O momento de tensão vivido por aquela tripulação foi contada no livro ‘Sully, O Herói de Hudson‘, escrito por Jeffrey Zaslow em parceria com o capitão da aeronave, Chesley Sully Sullenberger. O acontecimento intrigante foi adaptado para os cinemas pelo roteirista Todd Kormanicki e conta com a direção de Clint Eastwood. No papel principal, encontramos o consagrado ator Tom Hanks, e aparecem também no elenco: Laura Linney, Aaron Eckhart, Mike O’Malley, Anna Gun, Jamie Sheridan e Valerie Mahaffey.

O recorte traz o dia frio de janeiro de 2009 onde o capitão Chesley “Sully” Sullenberger (Tom Hanks) se preparava, junto ao seu co-piloto Jeff Skiles (Aaron Eckhart), para decolar do aeroporto LaGuardia, em Nova York. Instantes após o feito, uma revoada de pássaros atingiu as turbinas do avião. A aeronave ficou gravemente danificada e Sully considerou que a melhor alternativa era fazer um pouso forçado em pleno rio Hudson, diferentemente do que a torre de controle o indicou. A iniciativa, felizmente, foi um sucesso, pois acabou salvando todos os 155 passageiros a bordo. O capitão foi imediatamente transformado em um grande herói nacional, porém, a agência de regulação aérea dos Estados Unidos não o isentou de enfrentar um rigoroso julgamento sobre o ocorrido.

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Sully (Hanks) e Skiles (Eckhart) apreensivos com a contagem dos passageiros

Elis

Considerada uma das melhores cantoras brasileiras pela revista Rolling Stone Brasil, Elis Regina foi uma mulher a frente de seu tempo. Iniciou sua carreira musical aos 13 anos de idade e não se contentou com pouco. Perambulou por diversos gêneros na música, participou de ‘n’ festivais, foi também apresentadora de programas na tevê, formadora de opinião, e é, sem dúvida, uma das artistas mais originais que já abrilhantaram os palcos deste país e mundo afora também.

Elis Regina Carvalho Costa, a pimentinha (apelido carinhoso dado à ela por Vinicius de Moraes), estourou em meados dos anos 60 e veio a falecer em 1982, de forma trágica. De lá pra cá, a cantora já foi homenageada por inúmeros ramos do entretenimento. Em 2012, seus filhos organizaram uma leva de honras ao seu trabalho com exposições, um livro e um documentário. Além disso, a vida da artista também foi parar no teatro em forma de musical. E agora a história de Elis será também contada nos cinemas pelas lentes de Hugo Prata, um experiente condutor de programas televisivos e também de videoclipes musicais.

Quem dá vida a esta estrela inesquecível é a atriz Andreia Horta (Muita Calma Nessa Hora) e também estão no elenco: Caco Ciocler, Zécarlos Machado, Rodrigo Pandolfo, Lúcio Mauro Filho, Júlio Andrade, Ícaro Silva e Gustavo Machado. O longa saiu vencedor na categoria ‘melhor filme’, segundo o público do 44º Festival de Gramado (2016), e também rendeu o prêmio de ‘melhor atriz’ para Horta. Sua estreia em circuito comercial está marcada para a próxima quinta-feira (24).

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A atriz Andrea Horta faz um retrato incrível da cantora

O recorte do diretor traz Elis Regina (Horta) deixando sua terra natal, no Rio Grande do Sul, e partindo para a Cidade Maravilhosa acompanhada pelo pai Romeu (Zécarlos Machado) com o compromisso de gravar um disco, porém, os planos são adiados por um contratempo. O pai resolve levá-la então de volta a Porto Alegre, pois precisa de dinheiro, mas a moça é persistente e acaba sabendo que estão fazendo chamadas para testes de novas cantoras no Rio e convence Romeu (Zécarlos Machado) a deixá-la participar. Não demora muito e ela conhece as pessoas certas para sua carreira ascender e conquistar uma legião de fãs. Entre eles, os produtores Luis Carlos Miéle (Lúcio Mauro FIlho) e Ronaldo Bôscoli (Gustavo Machado). Elis entra de cabeça na música e se envolve não só nos festivais do ramo como também na nova onda de programas apresentados por músicos. Além disso, o espectador têm a chance de conhecer detalhes da vida pessoal da cantora, desde os seus romances, a chegada de seus filhos, sua relação com os amigos, até sua ida para a fora do país fazer turnê, o que, por fim, ocasiona um dos piores dramas enfrentados pela cantora, pois ao voltar ao Brasil sofre pressão dos militares para andar na linha.

O Contador

Semana passada o longa O Contador, dirigido por Gavin O’Connor (Guerreiro), estreou nos cinemas norte-americanos e arrebentou nas bilheterias. A película arrecadou mais de vinte e quatro milhões de dólares de cara e têm tudo para continuar no topo esta semana.

Na trama, o discreto Christian Wolff (Ben Affleck) aparenta levar a vida analisando a contabilidade de cidadãos comuns através de sua empresa, a Zzz Accounting. Um belo dia, o contador é chamado pelo senhor Lamar Black (John Lithgow) para averiguar uma possível fraude no caixa de sua companhia. O erro foi descoberto pela contadora Dana Cummings (Anna Kendrick), funcionária do departamento de finanças da corporação de Lamar. Dana é indicada a prestar toda ajuda possível a Christian durante sua estadia ali, todavia, o moço prefere fazer o trabalho sozinho. Logo mais, revela-se que ele, quando criança, fora diagnosticado com Síndrome de Asperger e, por isto, enfrenta dificuldades em se relacionar com as pessoas ao seu redor.

Ao THE ACCOUNTANTmesmo tempo que tais acontecimentos se desenvolvem, o Diretor do Departamento do Tesouro Nacional, Ray King (J.K. Simmons), descobre o passado da agente Marybeth Medina (Cynthia Addai-Robinson) e a requisita para uma investigação. King está liderando uma análise sigilosa sobre os caixas de organizações suspeitas e encontrou um fator comum entre todas elas. O envolvimento com um homem misterioso que sabe tudo sobre números. O diretor ordena então que Medina rastreie o sujeito e repasse à ele todas as informações que conseguir. Dali os conflitos se desenrolam e o espectador conhece de verdade quem é Christian Wolff.

Com estreia marcada para esta quinta-feira (20), no Brasil e em várias outras partes do mundo, a produção traz drama, ação e suspense com a dosagem na medida. Ademais, o filme têm um caminhar maravilhoso e sua narrativa se revela de forma extraordinária.

Ainda no elenco, Jeffrey Tambor, como o mentor de Cristian, Francis, e também Jon Bernthal, como o assassino de aluguel Brax.

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Almodóvar torna a escavar o universo feminino em ‘Julieta’

Julieta, segundo o dicionário de nomes, é latina e se define por fofa ou ainda macia. Pode ser o diminutivo de Júlia ou a variante feminina de Júlio e, claro, não devemos esquecer, é o nome dado por Shakespeare a uma de suas mais famosas personagens, no clássico da literatura inglesa, “Romeu e Julieta”. Livro este que destaca a jornada trágica de um casal de jovens que se apaixona e definha por tal sentimento.

Almodóvar, um dos grandes diretores cinematográficos atuais de impacto, pode até inserir (de leve) algumas destas referências acima em sua nova produção, porém não deixa de entregar ao público uma Julieta apaixonantemente notória e balançada pelas reviravoltas do destino. O espanhol é ainda roteirista do longa e formam o elenco: Adriana Ugarte, Emma Suárez, Daniel Grao, Blanca Parés, Michelle Jenner, Rossy De Palma e Darío Grandinetti.

A película indica, já em seus créditos iniciais, de que dará atenção total a fortes emoções humanas. E isto ganha efeito quando o olho do espectador visualiza as vibrantes cores usadas por alguém embalando objetos.

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Logo, a câmera focaliza Julieta (Emma Suárez/Adriana Ugarte). Uma mulher de meia idade que aparenta estar de mudança de seu apartamento. Por fim, Lorenzo (Dario Grandinetti), seu namorado, adentra a cena e conduz o diálogo, confirmando o esperado. O casal irá deixar a agitada Madri para viver em Portugal. Entretanto, um encontro inesperado com alguém do passado faz com que Julieta repense seus planos e queira entrar em contato com a filha. Assim, a professora de literatura começa a escrever uma carta direcionada a herdeira revelando detalhes de acontecimentos importantes transcorridos na vida das duas.