Tag: Dominação Distópica

Estilhaça-me, de Tahereh Mafi

Você pode ler outra resenha desse livro aqui. Esse livro foi recebido pelo blog como parte da Dominação Distópica.

Antes de começarmos tenho que dizer que:

Estilhaça-me é muito mais do que apenas mais um romance.

Já no início do livro conhecemos Juliette que há 264 dias está aprisionada em um manicômio, ela é uma personagem que já sofreu muito na vida, em seus 17 anos de vida já passou por muita humilhação e por quê?

Porque Juliette é diferente, por que seu toque é poder seu toque é letal, ela foi abandonada por todos que ela amava, inclusive por seus pais que parecem odiá-la, anos de sua vida perdidos atrás de curas, pesquisas médicas, de sofrimento, de dor.

Próximo estágio: Distrito 5 e Bonus: Bottons da Taste of Ink Store

Oi, gente! Foi um ótimo mês e espero que, apesar das turbulências, vocês tenham conhecido mais livros distópicos com as nossas resenhas e compreendido um pouco mais sobre o gênero. Por motivos de força maior, não conseguimos fazer tudo que tínhamos planejado para esse mês, mas a Dominação continua e vocês não vão se ver livres dela tão cedo.

Julho foi o mês do Distrito 4 e, nesse último dia, passamos a responsabilidade para o Distrito 5, o iCultGen. Como idealizadores da ação, eles prepararam MUITAS coisas legais, então os visitem todos os dias para não perder nada. Também acessem sempre o Hotsite da ação, que sempre é atualizado com os posts dos outros distritos e do distrito do mês.

Nenhum dos artigos desse mês tem o selinho (para não ficar repetitivo), mas podem todos ser encontrados pela tag Dominação Distópica. Os anteriores a Julho e os seguintes terão o selo, porque são pequenas pílulas de distopia.

Além disso, temos mais uma promoção, a última do nosso mês, em parceria com a Taste of Ink Store e um sumário de todos os posts sobre distopia feitos nesses 30 dias.

Battle Royale, por Koushun Takami

Você pode ler outra resenha de Battle Royale aqui.

Uma ditadura onde ninguém vê, ninguém sabe.

Antes de tudo: esqueça a relação entre Battle Royale e Jogos Vorazes. Quem faz essa relação e diz que são iguais, obviamente não leu os dois. A única semelhança ente os dois é: jovens tem que se matar e (SPOILER! SPOILER! SPOILER!) há dois sobreviventes, diferentemente do programa do jogo. (SPOILER! SPOILER! SPOILER!)

E nesse quesito de jovens que precisam se matar para não serem mortos: nos dois livros são conceitos completamente diferentes. Em Jogos Vorazes eles vivem com esse medo, com chances maiores de ir a cada ano que passa – alguns até treinam para tal. Os competidores não se conhecem (vamos ignorar o caso Peeta e Katniss) em JV mas, em BR, eles são colegas de turma. Alguns são melhores amigos. Eles conviveram todo dia entre si durante anos. Isso, para mim, fez um grande diferença – fez tudo ficar muito mais difícil.

Fila de Espera #4: Edição Distópica + Promoção

Iris fez essa imagem gentilmente para a gente e a ideia do post é da Giu, do Amount of Words!

Julho está chegando ao fim (arrrgh, já??) e, com ele, nos despedimos da Dominação Distópica. Ainda teremos algumas coisas legais nos próximos dois dias, como a resenha da Kari de Battle Royalle e mais uma promoção! Infelizmente, esse mês foi bem maluco para mim e não consegui ler todos os livros distópicos que queria resenhar para vocês. Para piorar a situação, estou numa ressaca literária terrível desde o início do mês e quase não consegui ler nenhum livro inteiro desde a primeira semana!

Por causa disso, muitas coisas que iriam furar a fila acabaram indo para o final. Como não quero que percam a oportunidade, vou usar o Na Fila de Espera desse mês para mostrar os livros distópicos que tenho aqui e aparecerão no futuro como resenhas para vocês.

Eu ia tirar foto, mas acabei fazendo um vídeo (já que vocês gostam tanto deles). Divirtam-se:

A Linha, de Teri Hall

Editora: Novo Século
Ano: 2011
Amazon – Livraria Cultura

No futuro, depois de um acidente catastrófico, os Estados Unificados criaram o Sistema de Defesa das Fronteiras Nacionais, chamado de Linha. A Linha foi criada para separar a população dos “Outros” (como são chamados os que foram atingidos por bombas nucleares) e é intransponível – ninguém sai do país sem autorização e, principalmente, ninguém entra.

A protagonista do livro, Rachel, é uma menina solitária. Sem ninguém de sua idade com quem ficar, ela vive com a mãe e a sra. Moore na Propriedade, um dos lugares mais distantes dos Estados Unificados – o que é bom porque fica longe dos atos opressores do governo, mas ruim porque é perto demais da Linha. Todos dizem que o outro lado da Linha é perigoso e Rachel foi proibida de aproximar-se dela. A curiosidade da garota de descobrir o que há do outro lado, porém, aumenta quando ela acha um gravador de voz com uma mensagem misteriosa. Ela quer descobrir de onde a voz vem, se os boatos de que existam outras pessoas do outro lado é real, etc. e para isso vai ter que sair da redoma de proteção que a mãe criou para ela.

Muse, distopia e 1984.

Tenho quase certeza de que nunca falei isso por aqui, mas Muse é minha banda mais favorita de todos os tempos e, gente, meu amor é tanto que comprei ingresso para o U2 e viajei para São Paulo só porque Muse era a banda de abertura.

Mas que diabos de banda é essa tal de Muse?

Muse é uma banda inglesa que surgiu em 1994 (antes eles se chamavam Rocket Baby Dolls) composta por três integrantes: Matt Bellamy (vocal, piano e guitarra), Chris Wolstenholme (segunda voz, baixo e teclados) e Dom Howard (percussão e bateria). Eles têm cinco CDs lançados até agora – Showbiz, Origin of Symmetry, Absolution, Black Holes and Revelations e The Resistance, respectivamente -, várias músicas tocadas apenas em shows que nunca entraram em CD, uma música feita para algum filme de Crepúsculo (EU SEI, MAS ELES SÃO LEGAIS. JURO. NÃO POSSO FAZER NADA SE A STEPHENIE É FÃ DELES. ALIÁS, COMO NÃO SER?), a música oficial das Olimpídas de Londres 2012 (eles até carregaram a tocha olímpica!!) e esse ano será lançado um CD novo – The 2nd Law.

Essa é uma banda que recomendo para todos. Até meu pai gosta de algumas músicas deles (quer dizer, 3 em específicos, porque parecem um tanto quanto clássicas)

Chris, Matt e Dom (da esquerda para a direita)

E o que diabos a banda tem a ver com distopia e 1984

Eles têm várias músicas com letras sobre distopias e um CD inteiro dedicado inteiramente  ao livro 1984  de George Orwell (The Resistance), além disso o CD The 2nd Law (que sairá em setembro) passou a impressão de que será uma mistura de “Eu, Robô” com distopia, então podem esperar por mais músicas com temas distópicos. Claro que a banda não só toca músicas com letras distópicas, eles têm baladinhas, músicas românticas e outros tipos de músicas, o que quero dizer é que tem muitas músicas distópicas de Muse e elas são GENIAIS, mas Muse não é apenas isso.

Fangirlismo à parte (psh, se eu tivesse sido realmente fangirl, você leriam infinitas laudas de quanto Muse é perfeito), vamos ao que interessa!

Separei três músicas com temas distópicos para vocês e que se relacionam de alguma forma com a obra de George Orwell. E, obviamente, coloquei os motivos do porque das letras serem distópicas com base em algumas declarações dos integrantes (principalmente do Matt, compositor da maior parte das músicas da banda), mas cada um tem a sua própria interpretação, então… =)

[Esse post talvez contenha spoilers sobre o livro 1984. Nada que não seria falado numa aula de literatura, mas sei como alguns se sentem quanto aos spoilers.  Estejam avisados.]

Estilhaça-me, Tahereh Mafi

“Juliette está presa há 264 dias em uma cela de 1,48m² por um crime que cometeu com seu poder letal. Ela não sabe porque não pode tocar nas pessoas, muito menos como controlar seu poder. Abandonada pelos pais e por todos que deveriam amá-la, ela nunca soube o que é se relacionar com um ser humano, e nunca pôde tocar ninguém. A única vez que o fez, as consequências foram gravíssimas. Depois de viver dezessete anos com a consciência de que é um monstro, Juliette se encontra na mira do Restabelecimento – querem usá-la como arma. É a primeira vez que acreditam em seu poder como um dom, não como uma maldição. Será que ela irá se corromper? Juliette não tem certeza de quase nada, só de uma coisa: ela não é louca.”

***

Devo admitir que li Estilhaça-me com um certo preconceito por causa da capa metálica. Por alguma razão, nunca acho que livros de capa metálica são bons… quase como se eles quisessem chamar atenção demais para serem levados a sério. Mas eu não deveria julgar um livro pela capa, então dei uma chance ao romance de entrada de Tahereh Mafi.

O Doador – Lois Lowry

Lois Lowry constrói um mundo aparentemente ideal onde não existe dor, desigualdade, guerra nem qualquer tipo de conflito. Por outro lado, também não existe amor, desejo ou alegria genuína.

Os habitantes da pequena comunidade, satisfeitos com suas vidas ordenadas, pacatas e estáveis, conhecem apenas o agora – o passado e todas as lembranças do antigo mundo foram apagados de suas mentes.

Uma única pessoa é encarregada de ser o guardião dessas memórias, com o objetivo de proteger o povo do sofrimento e, ao mesmo tempo, ter a sabedoria necessária para orientar os dirigentes da sociedade em momentos difíceis.

Aos 12 anos, idade em que toda criança é designada à profissão que irá seguir, Jonas recebe a honra de se tornar o próximo guardião. Ele é avisado de que precisará passar por um treinamento difícil, que exigirá coragem, disciplina e muita força, mas não faz idéia de que seu mundo nunca mais será o mesmo.

Eu li The Giver por acidente. Foi antes de eu sequer saber que existe um gênero (ou subgênero, como Barbara diria) chamado distopia. Achei que devia mencionar isso aqui porque foi um livro que li sem saber o que esperar e por causa disso eu adorei 100%. Eu não li de novo desde então, e não sei qual seria minha opinião se o lesse pela primeira vez agora, que já conheço um pouco mais do (sub!) gênero.

Fahrenheit 451, Ray Bradbury

 No futuro, em vez de apagar incêndios, os bombeiros os iniciam. São, na verdade, uma patrulha designada para queimar livros e tirá-los do mundo. Guy Montag é um desses bombeiros, mas subitamente começa a se perguntar o que leva as pessoas a se agarrarem a aqueles tomos e chegarem ao extremo de serem queimados juntos com eles. O que os torna tão perigosos? O que os torna tão atraentes?

E é essa a premissa de Fahrenheit 451. O nome é referência à temperatura do ponto de ignição do papel queima (sério, gente, por que os Estados Unidos insistem em Fahrenheit? Em Celsius, é 232 graus) e a história gira toda em torno de ver o mundo pegando fogo. Seja no início, quando “Queimar é um prazer”, ou depois, quando Montag fica inconformado com o que vê ou ainda na última parte, que se chama “O Brilho Incendiário”.

Distopia: Características principais

O post sobre a origem do termo distopia aparentemente ajudou muita gente a compreender melhor o que é esse negócio. Dessa vez, vamos discutir as características que são dadas para enquadrar as obras dentro do gênero e tentar ver se a gente entende um pouquinho mais.

Existe um tipo “clássico” de distopia que é o mais fácil de classificar e, pessoalmente, se foge muito disso, deixo de considerar como distopia. Só que ela não se limita a isso. Por exemplo, tem gente que acha que distopia só pode existir no futuro ou que só pode ser ficção científica. Isso não é verdade, como vamos ver a seguir.

Eu sei que a Wikipedia não é o melhor lugar para tirar informações, mas vamos trabalhar com as características que estão presentes lá, porque são as de mais fácil acesso. Lá, nós temos: