Nem Um Pouco Épico

Power Rangers, De Dean Israelite

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Vamos começar sendo bem sinceros aqui: a gente não estava esperando nada por esse filme. Tá, não posso falar pelo resto do mundo, mas eu não estava esperando nada por Power Rangers. No máximo, um filme galhofa mal executado com efeitos especiais ruins, uniformes que mais parecem armaduras saídas de um sonho adolescente – principalmente as femininas, com aqueles seios marcados que ainda me incomodam – e uma tentativa de fazer as coisas soarem épicas com Power do Kanye West tocando ao fundo. Não me levem a mal: a DC já me deixou calejado de ter expectativas depois de Esquadrão Suicida, e hoje em dia prefiro voltar a ser o pessimista que sempre fui.

Meu irmão comprou ingressos na pré-estreia e eu estava com aquele sentimento de ISSO VAI SER TÃO RUIM, QUERO ASSISTIR PARA DAR UMAS RISADAS!, que foi se sustentando até que as primeiras críticas começaram a sair e as pessoas começaram a falar bem desse filme. Não falar bem do tipo “esse filme é tão absurdo e tão ruim que acaba sendo bom”, mas a falar de fato que o filme possuía qualidades no roteiro, na construção dos personagens, no andamento da trama e nas referências à mitologia dos adolescentes que salvavam a Alameda dos Anjos uma vez por semana. Então esta praga de expectativa começou a voltar a residir em mim, e fui ao cinema com a maior empolgação, cantarolando go go power rangers abraçado com a minha cabeça de ranger vermelho cheia de pipoca – que meu irmão me obrigou a comprar para levar para casa, sabe-se lá porquê.

E não é que o filme é excelente?!

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