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O Filme da Minha Vida, de Selton Mello

Não sei vocês, mas sempre que me perguntam quem é sinônimo de emoção e presença no cinema brasileiro dos últimos anos, só me vem em mente uma pessoa: Selton Mello (sem desmerecer o nosso excelente grupo de atores e diretores, claro). Mas digo isso, pois Mello encabeça uma lista muito querida de papéis inesquecíveis em filmes como ”O Auto da Compadecida, O Cheiro do Ralo, Lavoura Arcaica, Meu Nome Não é Johnny e O Palhaço”. Este último dirigido pelo próprio Mello e que fez sucesso não só com o público, mas também com a crítica, em 2011.

Além de ter participado de inúmeros projetos na tevê, que vão desde novelas a seriados, o ator ainda dirigiu o longa ”Feliz Natal” e a série ”Sessão de Terapia”, do canal fechado GNT. Agora, Selton volta aos cinemas com mais um trabalho imersivo e emocionante. A película ”O Filme da Minha Vida”, adaptação do livro ‘Um Pai de Cinema’ do chileno Antônio Skármeta.

Rodada inteiramente na serra gaúcha, a produção alavanca suspiros pela sua beleza visual e contagia pela ótima trilha musical. Também é certeira em cativar o espectador pela jornada delicada que o protagonista da história segue.

O elenco é formado por atores brasileiros, entre eles, Johnny Massaro, Bruna Linzmeyer, Ondina Clais, Bia Arantes, Martha Nowill, Rolando Boldrin, o próprio Mello e conta com a participação ilustre do ator Vincent Cassel (Cisne Negro). Também acontece um cameo interessante do autor do livro, Antônio Skármeta.

O Núcleo familiar: Nicolas (Cassel), Sofia (Clais) e o pequeno Tony

Dunkirk, de Christopher Nolan

Dunkirk, o novo longa de um dos diretores mais metódicos da indústria atual, o senhor Christopher Nolan, chega aos cinemas com a missão de recontar como, de fato, decorreu a evacuação de milhares de soldados britânicos e franceses que se encontravam cercados pelo inimigo alemão em uma praia nos litorais franceses nos longos dias da segunda guerra mundial, a pouco conhecida ‘Operação Dinamo’.

Nolan conta que teve a idéia para o filme em 1992 quando fez o percurso marítimo da Inglaterra a Dunquerque, a mesma travessia foi feita, muitos anos antes, por todos aqueles que se voluntariaram em auxiliar no resgate dos soldados presos no canal francês.

Famoso em não dar nada mastigadinho ao espectador, o cineasta entrega aqui, mais uma vez, uma sucessão de belas imagens e consegue construir uma tensão distinta, usando poucas ferramentas, entre elas, o som, a paleta de cores e, claro, a condução dos atores.

No elenco,  os veteranos Tom Hardy, Cillian Murphy, Mark Rylance, Kenneth Branagh, James D’Arcy e Jack Lowden e ainda os estreantes Harry Styles, Fionn Whitehead, Berry Keogan, Tom Glynn-Carney  e Aneurin Barnard.

A película estreou lá fora na última sexta feira (21) e já é a primeira no box office.

Uma das cenas mais singelas do longa onde soldados tentam se proteger dos bombardeios.

Alien: Covenant, de Ridley Scott

Em ”Prometheus”, de 2012, o universo Alien voltou a ser explorado pelo renomado cineasta Ridley Scott. Uns gostaram me inclua ai, outros nem tanto e alguns nem deram bola, entretanto, a produção foi relevante para que Scott se aventurasse a visitar seu passado glorioso (quem nunca?), já que ‘Alien, O Oitavo Passageiro (1979)’ é um dos mais aclamados filmes de ficção científica de todos os tempos e também o debut comercial do diretor.

Prequel do longa de 79, Prometheus foi estrelado por Michael Fassbender, Noomi Rapace, Idris Elba e Charlize Theron e seguia a jornada de um grupo formado por arqueólogos, cientistas, entre outros, que saem em busca de respostas sobre a existência da humanidade pelo universo. Patrocinada pelas indústrias Weyland,a missão tinha como líder a cientista Elizabeth Shaw (Rapace), o piloto Janek (Elba), a capitã Meredith Vickers (Theron) e contava também com o auxilio do androide David (Michael Fassbender) e etc. Ao fim daquela caçada, claro, o time encontra um destino fatal com o despertar de um ser desconhecido e somente Elizabeth e David (Michael Fassbender) conseguem escapar e prosseguir viagem.

Os fãs xiitas de ‘O Oitavo Passageiro‘ não entenderam (ou não quiseram entender) que a nova empreitada de Scott não era uma sequência ao seu primeiro filme e ficaram tão possessos que o xenomorfo original (espécime criada com a série) não aparecia na produção que xingaram muito no twitter demandando uma continuação. Cinco anos mais tarde, o que Scott faz? Atende o desejo dos frustrados de plantão e lança ‘Alien: Covenant‘.

E o enredo corre assim: a nave covenant, diferente de ‘Prometheus’, é desenhada para seguir em missão de colonização até chegar a Oregae-6. Porém, após um incidente a tripulação é acordada antes do tempo e mudam a rota original, após um planeta, aparentemente, habitável surgir no radar. Com Katherine Waterston, Billy Crudup, Danny McBride, Demián Bichir, Carmen Ejogo, Jussie Smollett e James Franco, no elenco, e roteiro de John Logan e Dante Harper, o filme tem estreia mundial esta semana.

Os atores Michael Fassbender, Guy Pearce e Noomi Rapace, que aparecem em Prometheus, voltam a reprisar seus papéis aqui.

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Tripulantes da nave Covenant confraternizam antes de entrarem em estado de ‘hibernação’.

Top 5ive : Tegan and Sara

Em março de 2017, teremos mais uma edição super power rock ↖(^o^)↗ do Festival Lollapalooza (adooooooooooro) aqui em bananaland. Os anúncios das atrações foram feitos em meados de setembro e quase que de imediato o publico já podia adquirir sua entrada (conhecem aquele meme maravilhoso do moço informando a produção que não está conseguindo comprar o ingresso? todo ano eu fico daquele jeito hahaha). Entre os músicos que aparecem no line-up do evento, alguns já tocaram por lá, porém em edições anteriores, como é o caso do Cage The Elephant e também o Two Doors Cinema Club. Já outros são listados pela primeira vez como a banda Jimmy Eat The World, The XX e também as canadenses do duo indie rock/pop Tegan and Sara. E elas são tema deste top five tão digno quanto o som que fazem.

As gêmtumblr_odpmdyfrw11vu228uo7_250eas idênticas Tegan Rain Quin e Sara Kiersten Quin surgiram no contexto musical em meados dos anos 90, mas o primeiro disco da dupla só foi lançado em 99. O som delas sempre foi muito alternativo, não é à toa que a galera do indie rock se identificou bastante, todavia, os últimos trabalhos das canadenses começaram a se misturar bastante com elementos da música pop e elas também andaram fazendo umas parcerias com djs famosos que chegaram no topo da parada musical (ver aqui, aqui e aqui).

Pra quem é fã de séries de tevê sabe que o duo sempre tocou em muitas e, na verdade, conquistaram um público enorme depois que duas músicas do álbum ”So Jealous”, de 2004, entraram no playlist seleto da primeira temporada de Grey’s Anatomy (ABC), criada por Shonda Rhimes. Eu mesma confesso que as conheci a partir desta aparição. Dali em diante o amor cresceu e comecei a acompanhar de perto essas mina maravilhosa. Meu álbum predileto delas é sim o ”So Jealous”. Tudo porque eu não pulo uma música sequer do disco e tudo ali têm um efeito catalisador. Segundo o Last.FM, ele já passou pelo player de mais de 646.423 mil ouvintes, mas não esqueçamos de dizer que além do disco, elas têm o total de mais sete álbuns de estúdio, um ao vivo e outro apenas com demos.

As irmãs são ainda compositoras de suas músicas, onde falam de amor, amizade e de experiências que já tiveram na vida de um jeito muito próprio e significante. Abaixo listo para vocês algumas das canções mais legais que as canadenses já lançaram.

Vamos lá!