Nem Um Pouco Épico

5 séries excelentes de 2016

O ano não foi dos melhores, mas é fato que estamos vivendo numa época maravilhosa da televisão. Abaixo estão as cinco melhores séries que eu vi e que estrearam esse ano com uma lista bônus com outras séries tão excelentes quanto as cinco que vou indicar agora, porque eu sou incapaz de fazer listas que sejam curtas!

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As mulheres complexas de Brooklyn Nine-Nine

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Que atire a primeira pedra aquela pessoa que nunca acidentalmente viu todos os episódios disponíveis de um seriado de uma vez só. Foi assim que eu descobri Brooklyn Nine-Nine. Em algum dia, olhando as sugestões da Netflix, surgiu esta série que eu sempre ouvi falar, mas nunca tinha nem tentado.

Foi amor à primeira vista.

As promos da série podem enganar: apesar do pôster com o Andy Samberg (não que eu esteja reclamando) e a profissão de policial sendo mencionada toda hora, não é uma série sobre crimes. Nem sobre Jake Peralta, o “protagonista” interpretado por Samberg. Não, é uma série de comédia no ambiente de trabalho, com um grupo de personagens igualmente adorável e desprezível. Melhores piores pessoas. Pense em Parks & Recreation, só que ao invés do departamento de parques em Pawnee, é um distrito policial no Brooklyn, em NY.

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Divorce + Insecure: os novos seriados da HBO

Olá, você!
Olá, você!

Eu sou Felipe Castilho, correspondente especial do NUPE para os assuntos divórcio e insegurança. Por isso, tive o prazer de ir assistir a uma cabine com episódios piloto de duas novas séries da HBO, chamadas:

  • Divorce
  • Insecure

Assim, nessa ordem, numa bela manhã de terça! E é nessa ordem que você também poderá conferir as duas estreias a partir deste domingo (09/10! Tipo, hoje!!!), logo após Westworld (que ainda não vi, mas PRECISO), o que será um exercício muito interessante para botarmos os pés de volta na realidade depois de uma viagem sci-fi. Término de relacionamento, rotina destruidora de romances, constrangimento, traição, encontros furados e tretas: AH, VIDA REAL!, como diriam certos engenheiros provenientes do Hawaii.

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Séries para matar a saudade das Olimpíadas

Agora que as Olimpíadas terminaram oficialmente (NÃÃÃÃÃÃÃOOOOOO, VOLTA POR FAVOR!) e a gente tem que esperar até dia 7 de setembro para a abertura oficial das Paralimpíadas, dá pra gastar o tempo que você dedicou assistindo a TODAS AS MODALIDADES POSSÍVEIS E IMPOSSÍVEIS vendo SÉRIES!

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Pra não desacostumar do ritmo olímpico, separei algumas séries que tem a temática esportiva (vai que alguma te motiva a se tornar um super atleta). Você já assistiu alguma delas?

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Semana Leigh Bardugo: Trilogia Grisha e as Cebolas

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Imagina que você é o protagonista de um livro young adult e está na beira de um penhasco e vê que O Grande Vilão está vindo na sua direção a toda velocidade. Você pode tentar fugir pelos lados, pode enfrentar ou pode pular, dependendo do tipo de suspense que você quer no final do capítulo.
Mas e se você não for nem o protagonista, nem o vilão, mas outro personagem secundário e de certa relevância observando essa mesma cena? A resposta mais comum dependeria de qual seria sua filiação na história. Tem laços com o protagonista? Corre para  ajudar. Faz parte da corte do vilão? Fica de fundo, provavelmente de braços cruzados e com um sorriso malvado nos lábios (adoro quando especificam que o sorriso é nos lábios porque me dá a sensação de que poderia ser em outro lugar e a ideia de um rim feliz é bem poética, se pensar bem).
A questão é que o mais comum de acontecer é que, a não ser que exista algum plot twist (reviravolta) reservado, tem o time dos vilões e o time do protagonista. A motivação do time dos vilões é seguir o vilão e a motivação do time do protagonista é seguir o protagonista. Note que estou dizendo o mais comum, e não o que acontece o tempo todo.  E isso não é necessariamente ruim, mas é que ninguém é só vilão e ninguém é só bonzinho. Às vezes as pessoas mudam de ideia, pra melhor ou pra pior, e pra isso acontecer em uma história os personagens precisam ter certa autonomia de pensamento. É tipo as camadas de cebola do Shrek.
"Ogros têm camadas. Cebolas têm camadas. Saca? Ambos temos camadas"
“Ogros têm camadas. Cebolas têm camadas. Saca? Ambos temos camadas”
E É ISSO QUE TEMOS NA TRILOGIA GRISHA. TEMOS CEBOLAS.

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Stranger Things

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ALÔ!

ABAIXA A TV E ME ESCUTA PELO TELEFONE QUE EU TÔ ELÉTRICO!!*

SÃO CINCO DA MANHÃ E EU ACABEI ESTA SÉRIE E TÔ LOUCO ESCREVENDO ISSO!!

Okay, vou tentar me acalmar um pouquinho e falar como uma pessoa normal aqui, vamos lá. O meu dia havia começado meio zoadinho, mas então recebi uma notificação no celular com as belas palavras “Stranger Things – Disponível agora na Netflix”. Não deu outra, vendi minha alma de vez pra Netflix e cai de cara numa maratona que levou o meu dia inteirinho. Mas posso falar uma coisa? Posso, né:  VALEU 100% A PENA.

STRANGER THINGS!!!

QUE SÉRIE!!!

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RUN YOU FOOLS

Certo, vamos começar a falar sobre as coisas da série normalmente (como um ser humano normal, digo). Tudo é ambientado nos anos 80 (!!) e começa na cidade de Hawkins, Indiana, uma cidade suburbana (daquelas bem características de tudo que se via em filmes daquela década). Stranger Things já começa com uma cena que traz uma das grandes referências nerd da série, quatro amigos jogam Dungeons&Dragons no porão da casa de Mike (Finn Wolfhard), o “líder” do quarteto que inclui Lucas (Caleb McLaughlin), Dustin (Gaten Matarazzo), e o Will (Noah Schnapp). Depois de 10 horas a fio jogando D&D eles decidem que já era a hora de se despedirem e irem para casa. E é aí que a coisa começa. Algo acontece com Will no caminho de casa, algo o ataca e no dia seguinte… cadê Will? WILL SUMIU!

Daí em diante o resto da trama realmente começa a surgir e a se colocar no lugar.

Joyce, a mãe de Will, interpretada por Winona Ryder, corre até a polícia pedindo a ajuda do Chefe Hopper (David Habour) para encontrar o filho desaparecido, mas Hopper resiste. A cidade é pequena, Joyce é conhecida pela cidade por ser mãe solteira de dois filhos e ele pensa que ela estava sendo apenas desleixada com os filhos. Mas, bem aos poucos, ele se deixa levar e cede aos pedidos de Joyce – principalmente por se lembrar de seu passado próprio com sua família.

ONZE É MUITO PRECIOSA PRECISA SER PROTEGIDA A TODO CUSTO
ONZE É MUITO PRECIOSA E PRECISA SER PROTEGIDA A TODO CUSTO

Ao mesmo tempo em que isso acontece, o resto da cidade continua vivendo, então temos Nancy (Natalia Dyer), a irmã de Mike que ~tá de rolo~ com o garoto popular da escola, Steve (Joe Keery), enquanto Jonathan (Charlie Heaton), irmão do desaparecido Will, chama a atenção de Nancy graças à sua busca constante por sinais do irmão. E, numa parte um pouco mais afastada da minúscula cidade, uma criança estranha de cabeça raspada e nome Onze (Millie Bobby Brown) aparece. Buscas do quarteto, que mais parecem missões de RPG, acontecem enquanto a polícia tenta fazer o seu trabalho e adolescentes tentam levar a vida normalmente na cidade suburbana.

E eu acho que deveria parar de contar as coisas aqui, porque já contei até de mais, e começar a surtar de vez.

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PIRATAS! ou O que fazer enquanto ‘A Gathering of Shadows’ não sai

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Não sei se vocês sabem, mas eu e a Bells estamos contando os dias para o segundo livro da série “Shades of Magic”, A Gathering of Shadows, sair. A gente tá desesperadamente ansioso para saber o que a Victoria Schwab aprontou com nossos amores Kell, Lila e Rhy no segundo volume dessa história. Pra mim, A Darker Shade of Magic, o primeiro livro, foi uma das melhores coisas que li ano passado, então é claro que as expectativas estão LÁ NO ALTO e ninguém pode me julgar por isso.

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Pra quem não conhece muito bem, A Darker Shade of Magic conta a história de Kell, um mago embaixador capaz de atravessar realidades paralelas de Londres – existe a Londres vermelha, a Londres branca, a Londres cinza e a Londres negra – e todas as aventuras e problemas que ele precisa enfrentar lidando com essas diferentes realidades. O livro é incrível, muito bem escrito e cheio de reviravoltas, como todo bom livro de fantasia deve ser. Por sua independência e capacidade de viajar e negociar com os mais diferentes tipos de pessoa, Kell é encarado como um tipo de pirata de realidades, então pensei aqui comigo mesmo: POR QUE NÃO FALAR SOBRE PIRATAS? TODO MUNDO AMA PIRATAS! Então, para aguardar um pouco a ansiedade sobre AGoS, que tal vermos outras coisas com piratas?!

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Ainda dá tempo de resenhar Jessica Jones?

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Hey, amiguinhos! Sou Fernanda Nia, autora do Como eu realmente, e vim visitar vocês com a minha primeira participação especial no NUPE para resenhar Jessica Jones. Minha intenção aqui será fazer uma análise de alguns detalhes que me chamaram a atenção,​ abrindo uma discussão​  civilizada sobre os pilares estéticos e dramáticos em que se ergue a estrutura semântica de… Ah, quem eu estou enganando. A intenção é reclamar e/ou fangirlizar mesmo. Então vamos ao que interessa.

"Eu só falo o que eu quero" - Jessica Jones.
“Eu só falo o que eu quero” – Jessica Jones.
[Essa resenha contém SPOILERS detalhados do que acontece na série. Recomendo lê-la só depois de assistir a todos os episódios. A menos que você seja vid4 lok4 e goste de viver perigosamente.]

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