Nem Um Pouco Épico

Resenha: A Escola do Bem e do Mal – de Soman Chaiani

Esse livro me fez sentir muitas coisas. Embora seja um livro middle-grade, ou seja, voltado para um público mais jovem, eu me investi bastante na história e nos personagens. Foi uma leitura rápida, daquele tipo que você não consegue largar o livro. A história tem alguns defeitos e alguns pontos que me incomodam bastante, mas ainda assim, eu me entreguei completamente à história.

A narrativa do Chainnani é muito boa, ele consegue descrever as cenas de uma forma muito visual, e as ilustrações no início dos capítulos me encantaram muito. Eu acho que as ilustrações combinam muito com o clima contos de fada, e me lembram os livros da Cornelia Funke (Coração de Tinta e trilogia Reckless), que são meus middle-grades favoritos da vida. 

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Coreanos e zumbis, eu aprovo: Invasão Zumbi

Train to Busan

Queria poder dizer para vocês que o que me instigou a ver Invasão Zumbi foram os seguintes motivos: Gong Yoo (crush eterna desde Coffee Prince), Sohee (ex-Wonder Girl) e o meu amor por filmes coreanos antes mesmo de entrar nos mundos do k-pop e dos k-dramas (agradeço Park Chan-Wook e a Trilogia da Vingança por isso). Claro que tudo isso ajudou, mas a verdade é que o que me atraiu foram os zumbis. 

Acredito que minha saudável obsessão por histórias de zumbis seja de conhecimento geral, mas se você não sabia, aqui vai: eu tenho uma saudável obsessão por zumbis.

Para mim, histórias envolvendo esse tipo de apocalipse conseguem ser empolgantes, emocionantes, frustrantes e estranhamente relaxantes (geralmente), e eu amo ver os personagens se desenvolvendo em um cenário extremo que os obrigam a pensar em incontáveis métodos de sobrevivência, ver como eles lidam com o abalo emocional e psicológico de ter um mundo destruído que nunca voltará a ser o que era, sem contar com o risco de contaminação que levam a mais crises emocionais e psicológicas e todas as implicações morais. E as minhas histórias favoritas são aquelas que mostram o comecinho da contaminação, quando o mundo está de boa na lagoa e, de repente, não está mais.

Junte tudo isto em um filme com um ótimo enredo, pitadas de humor, uma boa execução, e temos Invasão Zumbi.

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A Chegada, de Denis Villeneuve

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A nossa realidade angustiante de nações dividas, no que se refere a votação de eleições presidenciais, saída ou não de blocos econômicos e até mesmo da questão dos refugiados, é  o reflexo claro de que não há respeito ou apreço pela ideia alheia, somente confronto de opiniões e ruídos na comunicação. Uma pena, pois a falta de cooperação retarda ainda mais a construção de um mundo melhor. Mas é onde a vida falha que a arte surge para lhe dar novo significado. E o lançamento da Sony Pictures para esta quinta-feira(24), ‘A Chegada‘, ficção científica dirigida pelo canadense Denis Villeneuve (Sicário), tem sim esta missão.

No longa, é proposto ao espectador quase duas horas de reflexão sobre uma gama de temas complexos e, como mencionado antes, a comunicação entre os seres humanos é um deles. Mas Villeneuve vai além e brinca com a ciência, com o misticismo e diz com clareza ao público: abram os olhos. O enredo é uma adaptação do short-story ‘A História da sua vida e outros contos de Ted Chiang‘ onde a especialista em linguística Louise Banks (Amy Adams) tem um encontro com seres interplanetários, após ser procurada por militares do governo norte-americano para traduzir sinais e desvendar se os alienígenas representam uma ameaça ou não para a humanidade. Durante o trabalho de tradução, a Dra. tem ainda o auxilio do físico Ian Donnely (Jeremy Renner). Juntos eles correm contra o tempo para desvendar o mistério da chegada destes seres a doze países ao redor do globo e possivelmente evitar conflitos entre eles.

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As naves alienígenas representam não só referências ao mundo do cinema, como também, se assemelham a lentes de contato

O filme trabalha com narrativa não-linear. Ou seja, em diversos momentos, ele se interrompe, para contextualizar acontecimentos importantes e estes dizem respeito a vida da personagem de Amy Adams. Quando os aliens chegam a terra, a acadêmica ainda está em sala de aula. Aliás, naquele momento Banks explica aos alunos sobre a origem das línguas tidas como românticas, e olha que intrigante, ela menciona o português e detalha uma leva de informações sobre o idioma. Ali a conexão da fala da personagem faz uma ótima alusão a linguagem alien. Esta que a Dra. desconhece, mas é requisitada a estudar junto ao físico Donnely (Renner). Ambos trabalham não só com a equipe estabelecida em solo estado-unidense como também com os outros onze times ao redor do mundo. Afinal, descobre-se que aqueles visitantes querem algo muito além do que guerra.

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The Naturals, Jennifer Lynn Barnes

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The Naturals
Autora
Jennifer Lynn Barnes
Editora: Quercus
Ano2013
AmazonKindle – Kobo – Livraria Cultura

Como escrever uma resenha sem spoilers de um livro que é ótimo e cujas reações que você conseguiu reproduzir em voz alta até agora foram: KJDHBFJB DHJBFJSHDF DHGFUYGFUBD GAAAAAAHHHH?

Não sei. Vou descobrir agora.

Antes, vamos responder as perguntas básicas.

Sobre o que é The NaturalsBem, The Naturals é sobre esse programa que o FBI está começando, em que eles recrutam adolescentes que têm habilidades incomparáveis (bizarras) de diagnosticar comportamentos de pessoas. A Cassie, protagonista, é uma Profiler, isso significa que ao observar uma pessoa, ela consegue diagnosticar como ele age, os hábitos dela, etc. E sua mãe foi assassinada quando ela tinha dez anos de idade, e por isso ela mora com a família paterna. Mas ela nunca sentiu como à vontade com eles, nunca se sentiu em casa de verdade. Um dia, um garoto (Michael!) aparece na lanchonete que ela trabalha, faz meio que um teste com ela, e aí deixa um cartão de um agente do FBI para ela ligar. por ser uma garota cheia de complexos porque assassinato da mãe dela nunca foi solucionado, ela decide ligar pro tal agente (Briggs!) e ele conta para ela do programa para adolescentes. Então, ela conversa com a família, dizendo que vai para uma escola especial, e aí a história começa!

O programa ainda está começando, então há poucos jovens ainda participando. Cassie é a quinta, e aos poucos ela tem que ir aprendendo como analisar uma cena de crime e como entrar na mente de um assassino.

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The Hating Game – Sally Thorne

Meu clichê favorito de comédias românticas é com certeza o famoso “te odeio, mas te amo” que geralmente começa com um monte de desentendimento, aí tem um tiquinho de admiração e depois TÁ-DAM: amor pra sempre. 9780349414256-328x480É lógico, então, que um livro chamado The Hating Game, com uma capa bem fofinha me chamaria a atenção. Eu estava passeando pelo site da Amazon e quando li a sinopse, pensei: parece que foi escrito pra mim. Estou escrevendo esta resenha pra reportar que eu estava certa e pra recomendar pra todo mundo que ama uma boa comédia romântica, lotada de clichês bem trabalhados e personagens que deixam a gente frustrada romanticamente, porque não existem homens assim: esse livro também foi escrito pra você.

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Para Todos os Garotos que já Amei + Ps Ainda Amo Você

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Desde Aristóteles e Dante eu não lia nada. Isso foi em Janeiro de 2015. Eu não sei se eu fiquei tanto tempo assim com ressaca literária por causa do livro ou por causa da minha vida. É uma dúvida real que eu não faço a menor ideia de como descobrir a resposta. Em Junho, a Larissa Siriani me mandou o livro que ela tinha terminado e apesar de amar muito ele, eu levei quase 4 meses para ler.

Agora em Outubro, no final da minha semana do saco-cheio (semana inteira sem aula na faculdade) eu resolvi que era hora de dar outra chance para os meus amados livros comprados e esquecidos no kobo e nas estantes. Depois de reorganizar todos os meus preciosos e morta de cansada com a vida num geral, eu comecei a ler Para Todos os Garotos que já Amei da Jenny Han na sexta-feira às 19h e terminei o sequência, Ps. Ainda Amo Você, no sábado às 22h.

Para quem ficou mais de um ano sem ler nada, essa maratona era algo que eu não esperava e que acredito que a história do livro ajudou muito para acontecer. Eu comecei a ler o segundo com a Nath me “proibindo” de ler porque ela não gostou, mas eu PRECISAVA ler. O primeiro termina de um jeito muito aberto e não do jeito que eu gostaria. Então, a partir de agora eu vou falar dessa história com muitos spoilers e todo o meu coração.

SPOILERS A SEGUIR

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Divorce + Insecure: os novos seriados da HBO

Olá, você!
Olá, você!

Eu sou Felipe Castilho, correspondente especial do NUPE para os assuntos divórcio e insegurança. Por isso, tive o prazer de ir assistir a uma cabine com episódios piloto de duas novas séries da HBO, chamadas:

  • Divorce
  • Insecure

Assim, nessa ordem, numa bela manhã de terça! E é nessa ordem que você também poderá conferir as duas estreias a partir deste domingo (09/10! Tipo, hoje!!!), logo após Westworld (que ainda não vi, mas PRECISO), o que será um exercício muito interessante para botarmos os pés de volta na realidade depois de uma viagem sci-fi. Término de relacionamento, rotina destruidora de romances, constrangimento, traição, encontros furados e tretas: AH, VIDA REAL!, como diriam certos engenheiros provenientes do Hawaii.

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Não Sou Uma Dessas, Lena Dunham

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Lembro bem quando a série ‘Girls‘ da HBO surgiu (lá em 2012), pois um buzz crescente veio junto com ela. Os habitantes do twitter e algumas amigas, inclusive, faziam cartazes de devoção ao show e de como ele revelava o mundo dos jovens (de vinte e poucos) de uma forma real e menos perfeitinha como alguns pensam que seja.

Na época, eu não tive muito interesse em assisti-la de imedtumblr_nzgytgjzlp1rjq3xeo1_400iato (já tinha um número enorme de produções no meu radar e quanto mais eu respirava, mais a lista crescia), mas me recordo de torcer pelo triunfo da série nas premiações e tal, todavia, só consegui adicioná-la a famosa listinha do para ver assim que possível e fui levando a vida na correria de sempre. Ufa!!!!!

Dai em 2014, a criadora, roteirista, diretora e produtora do show, a maravilhosa Lena Dunham, lançou o livro ‘Não Sou Uma Dessas – Uma Garota Conta Tudo que ”Aprendeu’. Fiquei mega interessada em ler e acabei comprando junto com alguns outros lançamentos, no entanto, a mesma mania que tenho com séries de tevê se repete também com livros, então só adicionei na lista gigante de leituras. Na verdade, até iniciei o reconhecimento da obra, entretanto, parei por diversas vezes.

Este ano, contudo, com o surgimento do projeto #LEIAMULHERES, fiz um pacto comigo mesma em ler mais e ler um número significativo de obras escritas pelo sexo feminino. Comecei então por aqueles que tinha mofando ali na minha prateleira e ainda não havia terminado (nada de sair gastando dinheiro nessa crise). O da Lena foi o terceiro ou o quarto que li e imaginem o que aconteceu:

AMOR! Identificação! AMOR! Acolhimento! AMOR! Conversa! AMOR! Abraços! AMOR! Sororidade!

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Lena em cena da 5º temporada da série ”Girls” como Hannah Horvath

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Semana Leigh Bardugo: Six of Crows – Sangue e Mentiras

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A OESTE DE RAVKA, ONDE GRISHAS SÃO ESCRAVIZADOS E ENVOLVIDOS EM JOGOS DE CONTRABANDISTAS E MERCADORES

…fica Ketterdam, capital de Kerch, um lugar agitado onde tudo pode ser conseguido pelo preço certo. Nas ruas e nos becos que fervilham de traições, mercadorias ilegais e assuntos escusos entre gangues, ninguém é melhor negociador que Kaz Brekker, a trapaça em pessoa e o dono do Clube do Corvo.

Por isso, Kaz é contratado para liderar um assalto improvável e evitar que uma terrível droga caia em mãos erradas, o que poderia instaurar um caos devastador. Apenas dois desfechos são possíveis para esse roubo: uma morte dolorosa ou uma fortuna muito maior que todos os seus sonhos de riqueza.

Apostando a própria vida, o dono do Clube do Corvo monta a sua equipe de elite para a missão: a espiã conhecida como Espectro; um fugitivo perito em explosivos e com um misterioso passado de privilégios; um atirador viciado em jogos de azar; uma grisha sangradora que está muito longe de casa; e um prisioneiro que quer se vingar do amor de sua vida.

O destino do mundo está nas mãos de seis foras da lei – isso se eles sobreviverem uns aos outros.

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‘Heist’ – ou, em uma tradução livre, ‘narrativa de assalto’ – é um subgênero da narrativa policial que possui como objetivo central a organização, execução e consequências de um roubo. Talvez seja um dos subgêneros mais divertidos de se ler, porque é geralmente uma sequência de TENHO UM PLANO MALUCO!, e PRECISO DE PESSOAS MALUCAS PARA EXECUTAR ESSE PLANO MALUCO!, e OMG TÁ TUDO DANDO ERRADO, POR QUE INVENTEI ESSE PLANO MALUCO?!, e MEU DEUS DO CÉU, ESSE PLANO MALUCO ESTÁ FADADO AO FRACASSO! *cries in criminal language*. Então, quando descobri que a duologia nova da Leigh Bardugo – que criou um dos universos ficcionais de fantasia mais delicinhas que li nos últimos anos com a Trilogia Grisha – seria uma narrativa heist, minha primeira reação foi: EU. PRECISO. LER ISSO!

ME DÁ, ME DÁ, ME DÁ!
ME DÁ, ME DÁ, ME DÁ!

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Meu nome é Amanda – Mandy Candy

mandyAmanda pode ser a menina da porta ao lado. É bonita, inteligente, articulada e confiante. No entanto, nem sempre foi assim. Quando encarava o espelho, Amanda simplesmente não se identificava com o que via. O motivo não era simples: Amanda nasceu homem. Seu corpo masculino não se ajustava à sua identidade feminina. Quando criança, a mãe perguntava o que ela gostaria de ser quando crescesse: “mulher”, dizia. Ao longo de sua juventude, ela buscou ajustar-se ao que para ela era fato: ela não queria ser uma mulher. Ela sempre foi uma.

Meu nome é Amanda é o livro em que Amanda Guimarães, a Mandy Candy, conta sua história de vida de forma descontraída e bastante informativa, até. Com 27 anos, Mandy ficou conhecida através de seu canal, que tem quase 300 mil inscritos, no qual fala sobre música, vídeo games, namoros e a sua experiência como mulher trans em praticamente todos os aspectos da vida, com uma linguagem descontraída e acessível para todas as idades. Assim como o canal, o livro da Mandy é uma fofura e tem uma pegada bem oral mesmo, como se você estivesse lendo a transcrição de um vídeo dela.

Mandy conta sua história em capítulos curtinhos, sempre recheados de fotos, trazendo retratos de sua vida e situações que definiram sua trajetória. Do momento em que ela contou para a mãe que achava que era um menino gay, até se entender como mulher e ter o apoio incondicional da família, passando pela adolescência em eventos de anime (sim, a Mandy também foi otaku! <3) por e seus primeiros beijos (com um menino e com uma menina), são pequenos trechos cheios de emoção e com uma maneira de falar que te leva direto para uma conversa íntima com Amanda. Read more

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