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Um salve para Galera: 10 anos da Galera Record

Esses dias entrei no facebook e vi que a Galera Record estava fazendo um concurso para achar um novo autor em comemoração aos seus 10 anos de vida. Me senti, ao mesmo tempo, velha e saudosa, me lembrando dos tempos áureos do Fórum da Galera Record e de como a minha trajetória como leitora de YA se confunde com o surgimento da Galera Record. A minha trajetória como blogueira e como autora também!

Meu primeiro contato com livros que hoje consideramos como para Jovens Adultos foi com o Diário da Princesa, em 2002 ou 2003. Mamãe havia viajado a trabalho e visto o livro na livraria do aeroporto, achado interessante e comprado para mim, porque a gente havia assistido o filme e adorado. Eu gostei do livro na época, mas não era tão legal quanto o filme. Ela me trouxe o  2 e o 3 da mesma maneira, assim como Gossip Girl (nem eu nem ela gostamos quando lemos). Eu sempre tive um pezinho na fantasia e na ficção científica, então eu só me apaixonei de verdade quando A Mediadora caiu no meu colo.

ESSAS CAPAS!

Cara, A Mediadora era tudo o que eu queria num livro: personagem sarcástica, que via fantasmas!!!, resolvia crimes, se metia em algas confusões e ela tinha quase a minha idade! Eu estava habituada a ler livros sobre vampiros milenares, histórias sobre caras salvando o mundo, destruindo anéis do poder, lutando contra saxões e vikings, meninos da profecia derrotando o grande mal. Minhas leituras eram habitadas por homens, das mais diversas idades, e eu não conseguia me conectar direito às outra leituras que eu tinha feito com meninas da minha idade. E A Mediadora veio e mudou isso — depois dele, eu corri atrás de mais títulos que fossem assim, com meninas envolvidas em coisas sobrenaturais, tipo Buffy, mas me deparei com um probleminha… a maior parte dos livros era em inglês.

MENINAS CAÇANDO CRIATURAS SOBRENATURAIS É MINHA ESTÉTICA FAVORITA

Olhando hoje para o mercado, vocês conseguem imaginar que 10 anos atrás tinha tipo 2 ou 3 opções de livros com essa premissa em português, que hoje muita gente não aguenta nem mais ouvir? Era meio bosta, mas o que a eu de 14/15 anos podia fazer além de escrever fanfics e histórias originais do jeito que eu queria nos meus cadernos, durante as aulas, etc?

Eu comecei a ler em inglês por causa de Harry Potter – eu não aguentava mais esperar a tradução do livro 6, então comprei em inglês e me joguei nele na louca mesmo. Quando eu terminei, vi que conseguia ler e comecei a devorar os livros nesse idioma que eu conseguia encontrar. Eu acompanhava lançamentos gringos (basicamente pelo blog da Meg Cabot, essa facilitadora de vício) e os brasileiros, principalmente nas duas editoras das quais eu mais lia livros: A Record e a Rocco. E foi no site da Record um dia que eu descobri que eles iam lançar um selo que ia reunir todos os livros da Meg, de Gossip Girl, etc – a Galera Record.

O fim da década de 2000 foi conhecido por um incrível fenômeno na internet, os fóruns de discussão. Eu era uma rata de fórum nessa época, jogando mil rpgs, participando de uns 3 fóruns diferentes, e quando descobri que a Galera Record ia ter um fórum, a primeira coisa que eu fiz foi me cadastrar. O Fórum da GR era uma coisa maravilhosa – juntava um monte de gente que amava livros tanto quanto eu, que buscavam histórias como as que eu gostava, que permitia um contato direto com a equipe da editora. A gente conversava sobre todos os temas, indicava livros que saiam, acompanhava os lançamentos, indicava títulos em inglês para a editora, participava das competições mais loucas para poder ler os livros antes deles chegarem nas livrarias e compartilhava nossas opiniões sobre eles. Era um ambiente muito legal.

Era um ambiente tão legal que acabou que algumas pessoas decidiram passar a fazer suas resenhas em blogs. Quase todo mundo já tinha tido blog até aquela data, mas blog que falava só de livros? Isso era uma grande novidade para nós. Desses primórdios, consigo citar a Juliana Steffens, do Lost in Chick Lit; a Pam Gonçalves, que abriu o Garota It nessa época (e, mais tarde, lançou dois livros pela Galera Record!); a Iris Figueiredo e o Literalmente Falando; a Larissa Siriani, que já escrevia livros naquela época; A Nanda e o Wanna be Nerd, e vários outros que eu não consigo lembrar (por favor, deem um grito nos comentários se você era de lá!). O NUPE também surgiu desse ambiente, junto com a minha vontade de fazer um site que falasse de coisas nerds sem ser machista como o Judão era na época (ainda bem que o Judão mudou, ahaha).

Outra coisa interessante de lá: o número de autores de YA e pessoas que trabalham na indústria do livro hoje que fizeram parte do Fórum da Galera. Além das que citei lá em cima – a Pam, a Iris, a Lari, eu mesma – também tem a Chris Sales, do Diário Internacional de Babi; a Carol Christo, de O Último Mestre Pokemon; a Irena Freitas, que é ilustradora maravilhosa e outras que eu nem lembro mais porque minha memória é péssima. A própria Paula Pimenta, que conheci porque ela ganhou o concurso para conhecer a Meg Cabot que o fórum organizou!

Era um lugarzinho incrível da internet. Ao juntar um monte de adolescente e nem-tão-adolescentes-assim, acabou criando um caldeirão de ideias e criando várias amizades que duram até hoje, além de incentivar as pessoas a entrarem na cadeia do livro. A gente fala muito do fenômeno que foi Crepúsculo para disseminar os livros YA no Brasil, mas a gente precisa lembrar que teve uma Galera no meio do caminho. Foi a primeira editora no Brasil voltada para esse público e construiu um caminho sólido para tudo o que viria depois, principalmente quando se trata de relacionamento com os leitores.

É com muita felicidade que acompanho e comemoro os 10 anos de Galera Record e torço para que o selo tenha mais 10, 20, 30, 40 anos de vida!

*

A Bell falou sobre escrever um post sobre o aniversário da Galera Record e eu senti que precisava falar algo também. É impossível eu ignorar a importância dessa editora de livros na minha vida. É muito engraçado pensar nisso, aliás. Uma coisa que tanta gente ignora mudou completamente a minha vida e isso não é um exagero. A Katherine de 10 anos atrás, era MUITO diferente e toda a mudança positiva na minha vida teve um ponto de partida: a Galera Record.

Meu O Diário da Princesa é a 4ª edição, com o logo da Editora Record. Eu lembro quando criaram o selo jovem e foi uma das melhores coisas pra mim. Eu sempre amei ler, mas era muito complicado de achar coisas que eu AMAVA. A seção infanto-juvenil era muito infantil e a seção  adulta era muito adulta. Esse foco em jovens adultos e todo o profissionalismo em tratar a gente de igual para igual na internet foi tão incrível e hoje em dia parece algo básico, mas o tratamento que a gente tem hoje em dia nas redes sociais NÃO era comum. Eu lembro TANTO das comunidades do Orkut (saudades, volta Orkut) em que um monte de gente reclamava da qualidade e do atendimento que as editoras tinham, mas eu só via elogios para a Galera.

Eu só to aqui no NUPE hoje por causa de uma promoção que a Galera fez no meu amado FORUM GALERA RECORD, uma das primeiras e investir em sorteios, concursos e parcerias com blogs.  Eu era a louca dos foruns de Harry Potter, que mal teria entrar em mais um não é mesmo? Meu amigo mais antigo e um dos mais amados eu conheci num fórum de Harry Potter, os outros foi por causa do fórum da Galera.

Uma das coisas que eu mais amava no fórum é o que me faz amar tanto o twitter: empatia e igualdade. Ninguém ali era julgado pela idade ou conhecimento, todos estavam ali pelo amor aos livros e pela vontade de conhecer mais sobre as coisas.

Meu crescimento pessoal deve MUITO a todo mundo que eu conheci ou em consequência de ter feito cadastro lá. Deixei muitos preconceitos de lado, mudei muito minha maneira de ver o mundo, cresci e me libertei de várias coisas motivada e apoiada por essas pessoas.

Queria aproveitar esse post para agradecer essas pessoas por todos esses anos de amizade e crescimento. E dizer meu muito obrigada pra Ana por todo dia ser uma fonte de inspiração para tanta gente e por mudar tantas vidas com as histórias lindas nos livros da Galera.

Muito obrigada por tudo, Galera Record ♥

Planeta dos Macacos: A Guerra

O avanço dos efeitos especiais nos filmes Hollywoodianos trouxeram de volta, lá em 2011, a série Planeta dos Macacos. O sucesso grandioso de ”A Origem”, claro, levou a continuação de 2014, intitulada ‘O Confronto’, e agora chegamos a terceira parte do projeto em ”A Guerra”.

Todos os longas foram estrelados pelo inglês Andy Serkis, um gênio da atuação que está por trás de grandes personagens do cinema modelados na tela por ‘motion capture’, e contaram também com a direção de Matt Reeves, exceto o primeiro que é assinado por Rupert Wyatt.  Os roteiristas também são os primeiros desde o ínicio, Rick Jaffa e Amanda Silver, com uma ou outra alteração. Juntam se a Andy no elenco, Woody Harrelson, Judy Greer, Steve Zahn, Amiah Miller, Terry Notary, Tobby Kebbell, Ty Olsson, Michael Adamthwaite e Gabriel Chavarria.

E vamo de resuminho pra gente não ficar perdido.

No começo da trilogia, é mostrado ao público o momento em que o vírus símio é criado e  como César é o primeiro dos macacos a ‘despertar’ sua inteligência. Na sequência de 2014, a raça humana já está praticamente extinta e os poucos sobreviventes tentam inutilmente não entrar em conflito com os macacos. Ideia que César também tenta pregar entre os seus, mas falha arduamente. Em ‘A Guerra’, o conflito toma novos e maiores rumos e César também muda sua postura como líder. Parte para o embate e defende o seus a todo e qualquer custo.

O longa manda uma mensagem estrondosa: Macacos, juntos, fortes!

Neve Negra, de Martin Hodara

O meu, provavelmente, o seu (quase certo que nosso e ainda do resto do mundo) ator argentino predileto, Ricardo Darín (Nove Rainhas, O Segredo dos Seus Olhos, Relatos Selvagens e tantos outros), se junta a Leonardo Sbaraglia (No Fim do Túnel) e Laia Costa em um suspense tenebroso com direção de Martin Hodara.

Na trama, Darín vive Salvador. Um homem endurecido pelas marcas do passado que mora sozinho nas terras da família, localizadas na Patagônia, Argentina. Um belo dia, Salvador recebe a visita do irmão Marcos (Sbaraglia) e da cunhada (Costa), recém chegados da Espanha, para convencê-lo a vender o lugar e repartir o dinheiro. Marcos relembra o carrancudo Salvador de que a irmã caçula deles, Sabrina, interpretada por Dolores Fonzi, está doente e o dinheiro auxiliaria nos custos da enfermidade da moça, mas Salvador teme que o irmão esteja ali apenas por interesse próprio e resiste as idéias dele. Enquanto isto, Sepia (Federico Luppi), um dos representantes da empresa que quer comprar as terras do clã cerca Marcos e propõe que ele continue a tentar entrar em um acordo com o irmão.

A partir deste momento, grandes revelações sobre a família caem por terra e o espectador conhece o real motivo do distanciamento entre os irmãos.

EITA PEGA ! ! !

NUPERecomenda – Melhores da quinzena #9

ESSE POST ESTÁ MUITO ATRASADO? TALVEZ. PORÉM NUNCA É TARDE PARA RECOMENDAÇÕES ÓTIMAS, NÉ?

Sinto muito pelo atraso eu simplesmente esqueci de postar. DESCULPEM!!!

Sem mais enrolações, aqui estão as dicas de parte da equipe para a quinzena passada:

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NUPERecomenda: Melhores da Quinzena #8

Mais uma vez atrasados, porém aqui, firmes e fortes (ou tentando!) Dessa vez temos menos indicações devido a semana corrida e falta de tempo, mas vamos seguindo em frente, quem sabe na próxima não tenha mais coisa, né?

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Vamos lá?

Desafio Ler Além – Indicações 3/5

Para variar, estou bastante atrasada com o post, mas em minha defesa, não tenho noção de tempo… NUNCA TIVE NOÇÃO DE TEMPO, SINTO MUITO.

tenor

Enfim.

Temos mais livros para indicar para o Desafio Ler Além que estamos fazendo em parceira com a Revista Polén e as Valkírias (leia mais sobre o desafio aqui)! Desta vez as três categorias escolhidas foram: Infantojuvenil escrito por autor(a) brasileiro(a) negro(a)Livro de poeta mulher brasileiraNão ficção que não seja autobiográfica.

Você pode ler as partes um e dois deste especial também!

Vida

Em ‘Vida’, ficção cientifica dirigida por Daniel Espinosa (Crimes Ocultos), seis astronautas de distintas nacionalidades são enviados a uma estação espacial para uma missão ultra especial: estudar amostras coletadas em Marte por um satélite. Já viu isso antes? pode ser que sim (risos nervosos).

No elenco, os machos alfa Jake Gyllenhaal e Ryan Reynolds contracenam com Rebecca Ferguson, Hiroyuki Sanada, Olga Dihovichnaya e Ariyon Bakare.

A película entra em cartaz hoje (20).

TRIGGER WARNING: Abuso e Empatia

Trigger Warning (TW, ou ‘Aviso de Gatilho’ em uma tradução livre e literal) é um pequeno aviso sobre o conteúdo de um determinado material que pode, entre outras coisas, ativar memórias e causar algum efeito de estresse pós-traumático nas pessoas, o que vai desde um pequeno desconforto até um ataque de pânico. O termo surgiu no contexto dos blogs feministas, onde muitos artigos sobre violência sexual feminina eram escritos e colocados para discussão, como uma maneira de avisar aos leitores que, caso aquilo fosse incomodá-los, havia uma oportunidade para que a pessoa não o lesse.

Esse post é sobre 13 Reasons Why e outras coisas, vai ser MUITO longo e se você não se importar em ler, talvez ele faça mais sentido do que eu pensava que faria.

Todos temos algum problema, ou em algum momento da vida passamos por alguma situação que não conseguimos lidar sozinhos. Quando se é adolescente, estes problemas parecem que vão ser eternos e consomem todo o nosso ser. É algo explicado cientificamente, e se você viu a série da Netflix, 13 Reasons Why, principalmente o especial com os produtores e atores, você sabe disso. Pode parecer algo exagerado e uma informação desnecessária, afinal, todos já foram adolescentes e “eu não passei por isso” muitas vezes vem na cabeça de algumas pessoas. Se colocar na posição de alguém em sofrimento, é ignorar completamente o que VOCÊ sentiria e o que VOCÊ faria, é parar para pensar como aquela pessoa sente e o que ela faria. A empatia é algo muito complexo e nem sempre a gente consegue por em prática, mesmo achando que estamos.