Categoria: Filmes

Valerian e a Cidade dos Mil Planetas (3D)

Em Valerian e a Cidade dos Mil Planetas, o diretor Luc Besson entrega um filme não tão diferente do universo que está acostumado a trabalhar em suas produções, contudo, a película não chega ao nível de nenhuma das suas anteriores (Lucy e O Quinto Elemento). Pelo contrário, entedia o espectador e traz um casting deslocado em seus personagens.

A aventura romântica com um quê de scifi é levemente baseada no sexto quadrinho da série ‘Valérian e Laureline’ (1967), de Pierre Christin e Jean-Claude Mézières. Ali o jovem Valérian é um agente que viaja no tempo e tem como companheira de missão a gatérrima Laureline, por quem ele vive jogando seus charmes. A dupla tem a missão de defender a terra e seus planetas aliados contra o interesse e a ganância de bandidos intergaláticos.

No Elenco, Clive Owen, Dane DeHaan, Cara Delevingne, Herbie Hancock, Kris Wu,Sasha Luss, Sam Spruell, Ethan Hawke e Rihanna.

A modelo, e agora atriz, Cara Delevingne, vive ‘Laureline’ e o ator em ascensão, Dane DeHaan, interpreta Valerian.

Planeta dos Macacos: A Guerra

O avanço dos efeitos especiais nos filmes Hollywoodianos trouxeram de volta, lá em 2011, a série Planeta dos Macacos. O sucesso grandioso de ”A Origem”, claro, levou a continuação de 2014, intitulada ‘O Confronto’, e agora chegamos a terceira parte do projeto em ”A Guerra”.

Todos os longas foram estrelados pelo inglês Andy Serkis, um gênio da atuação que está por trás de grandes personagens do cinema modelados na tela por ‘motion capture’, e contaram também com a direção de Matt Reeves, exceto o primeiro que é assinado por Rupert Wyatt.  Os roteiristas também são os primeiros desde o ínicio, Rick Jaffa e Amanda Silver, com uma ou outra alteração. Juntam se a Andy no elenco, Woody Harrelson, Judy Greer, Steve Zahn, Amiah Miller, Terry Notary, Tobby Kebbell, Ty Olsson, Michael Adamthwaite e Gabriel Chavarria.

E vamo de resuminho pra gente não ficar perdido.

No começo da trilogia, é mostrado ao público o momento em que o vírus símio é criado e  como César é o primeiro dos macacos a ‘despertar’ sua inteligência. Na sequência de 2014, a raça humana já está praticamente extinta e os poucos sobreviventes tentam inutilmente não entrar em conflito com os macacos. Ideia que César também tenta pregar entre os seus, mas falha arduamente. Em ‘A Guerra’, o conflito toma novos e maiores rumos e César também muda sua postura como líder. Parte para o embate e defende o seus a todo e qualquer custo.

O longa manda uma mensagem estrondosa: Macacos, juntos, fortes!

O Filme da Minha Vida, de Selton Mello

Não sei vocês, mas sempre que me perguntam quem é sinônimo de emoção e presença no cinema brasileiro dos últimos anos, só me vem em mente uma pessoa: Selton Mello (sem desmerecer o nosso excelente grupo de atores e diretores, claro). Mas digo isso, pois Mello encabeça uma lista muito querida de papéis inesquecíveis em filmes como ”O Auto da Compadecida, O Cheiro do Ralo, Lavoura Arcaica, Meu Nome Não é Johnny e O Palhaço”. Este último dirigido pelo próprio Mello e que fez sucesso não só com o público, mas também com a crítica, em 2011.

Além de ter participado de inúmeros projetos na tevê, que vão desde novelas a seriados, o ator ainda dirigiu o longa ”Feliz Natal” e a série ”Sessão de Terapia”, do canal fechado GNT. Agora, Selton volta aos cinemas com mais um trabalho imersivo e emocionante. A película ”O Filme da Minha Vida”, adaptação do livro ‘Um Pai de Cinema’ do chileno Antônio Skármeta.

Rodada inteiramente na serra gaúcha, a produção alavanca suspiros pela sua beleza visual e contagia pela ótima trilha musical. Também é certeira em cativar o espectador pela jornada delicada que o protagonista da história segue.

O elenco é formado por atores brasileiros, entre eles, Johnny Massaro, Bruna Linzmeyer, Ondina Clais, Bia Arantes, Martha Nowill, Rolando Boldrin, o próprio Mello e conta com a participação ilustre do ator Vincent Cassel (Cisne Negro). Também acontece um cameo interessante do autor do livro, Antônio Skármeta.

O Núcleo familiar: Nicolas (Cassel), Sofia (Clais) e o pequeno Tony

Dunkirk, de Christopher Nolan

Dunkirk, o novo longa de um dos diretores mais metódicos da indústria atual, o senhor Christopher Nolan, chega aos cinemas com a missão de recontar como, de fato, decorreu a evacuação de milhares de soldados britânicos e franceses que se encontravam cercados pelo inimigo alemão em uma praia nos litorais franceses nos longos dias da segunda guerra mundial, a pouco conhecida ‘Operação Dinamo’.

Nolan conta que teve a idéia para o filme em 1992 quando fez o percurso marítimo da Inglaterra a Dunquerque, a mesma travessia foi feita, muitos anos antes, por todos aqueles que se voluntariaram em auxiliar no resgate dos soldados presos no canal francês.

Famoso em não dar nada mastigadinho ao espectador, o cineasta entrega aqui, mais uma vez, uma sucessão de belas imagens e consegue construir uma tensão distinta, usando poucas ferramentas, entre elas, o som, a paleta de cores e, claro, a condução dos atores.

No elenco,  os veteranos Tom Hardy, Cillian Murphy, Mark Rylance, Kenneth Branagh, James D’Arcy e Jack Lowden e ainda os estreantes Harry Styles, Fionn Whitehead, Berry Keogan, Tom Glynn-Carney  e Aneurin Barnard.

A película estreou lá fora na última sexta feira (21) e já é a primeira no box office.

Uma das cenas mais singelas do longa onde soldados tentam se proteger dos bombardeios.

Em Ritmo de Fuga, de Edgar Wright

Edgar Wright sempre esteve envolvido em projetos  que aflorassem seu lado geek, sua filmografia não esconde isso de nenhuma forma. De 1999 a 2001, ele conduziu uma das séries mais amadas do mundo, Spaced e também é  responsável por “Scott Pilgrim Contra o Mundo”, longa que circula pelo universo dos games e apresenta características típicas de seu humor e sua sagacidade britânica.

Wright é da vertente de cineastas que também escrevem seus roteiros e escolhem tudo a dedo pensando nos mínimos detalhes.  Em Ritmo de Fuga, seu mais novo filme, que estreia no Brasil na próxima quinta-feira (27),  é um exemplo verídico disto, pois além de presentear o público com um elenco sortido e talentoso (Ansel Elgort, Jon Hamm, Jamie Foxx, Kevin Spacey, Lily James, Jon Bernthal, Eiza González e Flea), o longa vem com uma roupagem cinematográfica de bom gosto e o melhor: uma trilha sonora que faz a trama se movimentar literalmente.

Na próxima semana, o diretor e o ator Ansel Elgort chegam ao país para divulgar a produção.

Elgort sendo dirigido por Wright

Neve Negra, de Martin Hodara

O meu, provavelmente, o seu (quase certo que nosso e ainda do resto do mundo) ator argentino predileto, Ricardo Darín (Nove Rainhas, O Segredo dos Seus Olhos, Relatos Selvagens e tantos outros), se junta a Leonardo Sbaraglia (No Fim do Túnel) e Laia Costa em um suspense tenebroso com direção de Martin Hodara.

Na trama, Darín vive Salvador. Um homem endurecido pelas marcas do passado que mora sozinho nas terras da família, localizadas na Patagônia, Argentina. Um belo dia, Salvador recebe a visita do irmão Marcos (Sbaraglia) e da cunhada (Costa), recém chegados da Espanha, para convencê-lo a vender o lugar e repartir o dinheiro. Marcos relembra o carrancudo Salvador de que a irmã caçula deles, Sabrina, interpretada por Dolores Fonzi, está doente e o dinheiro auxiliaria nos custos da enfermidade da moça, mas Salvador teme que o irmão esteja ali apenas por interesse próprio e resiste as idéias dele. Enquanto isto, Sepia (Federico Luppi), um dos representantes da empresa que quer comprar as terras do clã cerca Marcos e propõe que ele continue a tentar entrar em um acordo com o irmão.

A partir deste momento, grandes revelações sobre a família caem por terra e o espectador conhece o real motivo do distanciamento entre os irmãos.

EITA PEGA ! ! !

BONDE DAS MARAVILHAS: Mulher Maravilha

Mulher Maravilha (Patty Jenkins, 2017) é provavelmente a adaptação de quadrinhos mais esperada desse ano. Não só por ser a primeira vez que a super-heroína é adaptada para live-action em décadas, mas também por ser o primeiro filme solo protagonizado por uma heroína dessa nova leva de adaptações cinematográficas da DC (e da Marvel). Havia muita expectativa em cima desse filme, porque ele seria uma MUDANÇA NO JOGO, independente da sua qualidade. Há um grande viés em Hollywood para histórias escritas, dirigidas e protagonizadas por homens, principalmente no gênero de Filmes de Super-Heróis, e a escolha de uma diretora vencedora do Oscar para a direção desse filme deixou os fãs animados e ansiosos para conferir o resultado.

E o resultado foi:

excited

Mas vamos ao que interessa: Mulher Maravilha conta a história da amazona Diana, filha de Hypólita, a Rainha das Amazonas, que cresceu entre as histórias mitológicas do seu povo – desde o fato dela ter sido moldada do barro pela sua mãe e Zeus ter lhe dado a vida, até a história da missão primordial das Amazonas no mundo, que é manter a harmonia no mundo dos homens e impedir Ares de corrompê-los com a guerra. Diana é uma criança que cresce na ilha das amazonas com todas as regalias de uma princesa, mas sonhando com a batalha. E, quando a batalha vem, quando ela finalmente conhece a Guerra, entende o quão terrível ela pode ser.

Alien: Covenant, de Ridley Scott

Em ”Prometheus”, de 2012, o universo Alien voltou a ser explorado pelo renomado cineasta Ridley Scott. Uns gostaram me inclua ai, outros nem tanto e alguns nem deram bola, entretanto, a produção foi relevante para que Scott se aventurasse a visitar seu passado glorioso (quem nunca?), já que ‘Alien, O Oitavo Passageiro (1979)’ é um dos mais aclamados filmes de ficção científica de todos os tempos e também o debut comercial do diretor.

Prequel do longa de 79, Prometheus foi estrelado por Michael Fassbender, Noomi Rapace, Idris Elba e Charlize Theron e seguia a jornada de um grupo formado por arqueólogos, cientistas, entre outros, que saem em busca de respostas sobre a existência da humanidade pelo universo. Patrocinada pelas indústrias Weyland,a missão tinha como líder a cientista Elizabeth Shaw (Rapace), o piloto Janek (Elba), a capitã Meredith Vickers (Theron) e contava também com o auxilio do androide David (Michael Fassbender) e etc. Ao fim daquela caçada, claro, o time encontra um destino fatal com o despertar de um ser desconhecido e somente Elizabeth e David (Michael Fassbender) conseguem escapar e prosseguir viagem.

Os fãs xiitas de ‘O Oitavo Passageiro‘ não entenderam (ou não quiseram entender) que a nova empreitada de Scott não era uma sequência ao seu primeiro filme e ficaram tão possessos que o xenomorfo original (espécime criada com a série) não aparecia na produção que xingaram muito no twitter demandando uma continuação. Cinco anos mais tarde, o que Scott faz? Atende o desejo dos frustrados de plantão e lança ‘Alien: Covenant‘.

E o enredo corre assim: a nave covenant, diferente de ‘Prometheus’, é desenhada para seguir em missão de colonização até chegar a Oregae-6. Porém, após um incidente a tripulação é acordada antes do tempo e mudam a rota original, após um planeta, aparentemente, habitável surgir no radar. Com Katherine Waterston, Billy Crudup, Danny McBride, Demián Bichir, Carmen Ejogo, Jussie Smollett e James Franco, no elenco, e roteiro de John Logan e Dante Harper, o filme tem estreia mundial esta semana.

Os atores Michael Fassbender, Guy Pearce e Noomi Rapace, que aparecem em Prometheus, voltam a reprisar seus papéis aqui.

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Tripulantes da nave Covenant confraternizam antes de entrarem em estado de ‘hibernação’.