Valerian e a Cidade dos Mil Planetas (3D)

Em Valerian e a Cidade dos Mil Planetas, o diretor Luc Besson entrega um filme não tão diferente do universo que está acostumado a trabalhar em suas produções, contudo, a película não chega ao nível de nenhuma das suas anteriores (Lucy e O Quinto Elemento). Pelo contrário, entedia o espectador e traz um casting deslocado em seus personagens.

A aventura romântica com um quê de scifi é levemente baseada no sexto quadrinho da série ‘Valérian e Laureline’ (1967), de Pierre Christin e Jean-Claude Mézières. Ali o jovem Valérian é um agente que viaja no tempo e tem como companheira de missão a gatérrima Laureline, por quem ele vive jogando seus charmes. A dupla tem a missão de defender a terra e seus planetas aliados contra o interesse e a ganância de bandidos intergaláticos.

No Elenco, Clive Owen, Dane DeHaan, Cara Delevingne, Herbie Hancock, Kris Wu,Sasha Luss, Sam Spruell, Ethan Hawke e Rihanna.

A modelo, e agora atriz, Cara Delevingne, vive ‘Laureline’ e o ator em ascensão, Dane DeHaan, interpreta Valerian.

O longa se inicia ao som da maravilhosa ”Space Oddity‘,’ do divo David eterno Bowie, e logo o espectador é informado das missões espaciais da terra e alianças que foram sendo formadas, no decorrer do anos, entre humanos e seres de outros planetas. Em seguida, conhecemos uma raça distinta que habita o planeta mül e vive em um sistema de troca com aquela terra. O lugar tem um visual paradisíaco e é o lar da princesa Lihio-Minaa (Sasha Luss), sua família e todo o seu povo. Mas uma guerra interplanetária acaba fazendo o povo de mül vagar pelo espaço a procura de um novo habitat.

É quando Valerian e Laureline entram em cena e são mandados a uma missão para recuperar um objeto que será imprescindível para descobrir o que aconteceu até ali e quem está por trás de toda aquela guerra. Ademais, o agente Valérian fará de um tudo para conquistar a parceira e conseguir o sim que tanto deseja.

A trama tem uma aventura interessante que peca pela má construção de um romance clichê entre os protagonistas vividos por Cara e Dane. Aliás, a escolha da dupla para o papel não caiu nada bem. Cara têm tudo para crescer no ramo, mas ainda erra feio no exagero de caretas e olhares inexpressivos (molecagem que seus fãs amam ver em suas postagens nas redes sociais, mas que na telona fica demasiado entediante). Dane, por sua vez, já fez ótimos papéis no cinema. De adolescente especial, no longa ”Os Infratores”, de 2012, a anti-heróis em heroflicks e também no recente ‘ Life’ em que dá vida a James Dean. Mas seu agente pedante aqui não convence e ele abusa da sua semelhança com Leonardo DiCaprio ao se fazer demasiadamente debochado.

Temos ainda vilões medianos e antagonistas ainda mais medianos. Interpretações que ficam ao cargo de Clive Owen e Sam Spruell. Salva-se, exclusivamente, a engraçadinha aparição de Ethan Hawke como um quase cafetão.

A direção de Luc realmente não segue a linha de seus longas anteriores e o diretor soa utópico como nunca antes. Culpa talvez de uma sensibilidade aflorada e de uma ótica que tenta balancear os gêneros inseridos no filme, pois o desenho visual do projeto é sim magnifico (há criaturas fantásticas e efeitos especiais estupendos) e é o que fará, talvez, as pessoas irem ao cinema. Todavia, a obra, como um todo, não as fará  ovacionar o filme.

O casting de Nathalie Cheron também não ajudou muito ou o próprio roteiro de Besson, que pouco insere da trama apresentada na HQ. A edição de Julien Rey tem corte longo e causa certa angústia.

A cantora Rihanna tem uma aparição deslumbrante no filme como a personagem ”Bubble”, mas não se engane, pois não é lá essas coisas.

A trilha sonora é de Alexandre Desplat , todavia, não faz valer seu currículo e a fotografia de Thierry Arbogast é a única parte deslumbrante do filme.

A observação que fica é que a série em HQ é anterior a Star Wars e quase paralela a Star Trek, portanto, se a mesma não foi usada  como referência para os criadores das produções vale a reflexão de como os mundos são parecidos e brotaram ali com tanta semelhança.

Trailer

Ficha Técnica: Valerian and the City of a Thousand Planets. Lançamento: 10 de agosto. Direção: Luc Besson. Roteiro:  Luc Besson – baseado na HQ escrita por Pierre Christin e Jean-Claude Mézières, Valérian e Laureline, em 1967. Elenco: Clive Owen, Dane DeHaan, Cara Delevingne, Herbie Hancock, Kris Wu, Sam Spruell, Ethan Hawke e Rihanna. Gênero: Ficcção Científica, Aventura, Romance, Fantasia,Ação. Escolha de Elenco: Nathalie Cheron. Trilha Sonora Original: Alexandre Desplat. Fotografia: Thierry Arbogast. Edição: Julien Rey. Nacionalidade: Eua. Distribuidor:Diamons Films Brasil. Duração: 02h18min.

Avaliação: Um grande poxa  e setenta e cinco lamentos  (1,75/5).

Dispense o 3D, caso vá assistir.

10 de agosto nos cinemas!

Vejo vocês por ai!

B

Comentários
Barbara Kruczynski

Adotada pela família dos corvos, amante do som do banjo, devota de J.K.Rowling e fiel seguidora de Wes Anderson, a seu dispor ; )

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