Planeta dos Macacos: A Guerra

O avanço dos efeitos especiais nos filmes Hollywoodianos trouxeram de volta, lá em 2011, a série Planeta dos Macacos. O sucesso grandioso de ”A Origem”, claro, levou a continuação de 2014, intitulada ‘O Confronto’, e agora chegamos a terceira parte do projeto em ”A Guerra”.

Todos os longas foram estrelados pelo inglês Andy Serkis, um gênio da atuação que está por trás de grandes personagens do cinema modelados na tela por ‘motion capture’, e contaram também com a direção de Matt Reeves, exceto o primeiro que é assinado por Rupert Wyatt.  Os roteiristas também são os primeiros desde o ínicio, Rick Jaffa e Amanda Silver, com uma ou outra alteração. Juntam se a Andy no elenco, Woody Harrelson, Judy Greer, Steve Zahn, Amiah Miller, Terry Notary, Tobby Kebbell, Ty Olsson, Michael Adamthwaite e Gabriel Chavarria.

E vamo de resuminho pra gente não ficar perdido.

No começo da trilogia, é mostrado ao público o momento em que o vírus símio é criado e  como César é o primeiro dos macacos a ‘despertar’ sua inteligência. Na sequência de 2014, a raça humana já está praticamente extinta e os poucos sobreviventes tentam inutilmente não entrar em conflito com os macacos. Ideia que César também tenta pregar entre os seus, mas falha arduamente. Em ‘A Guerra’, o conflito toma novos e maiores rumos e César também muda sua postura como líder. Parte para o embate e defende o seus a todo e qualquer custo.

O longa manda uma mensagem estrondosa: Macacos, juntos, fortes!

Como de costume, o filme se inicia bastante informativo. Aqui e ali joga respostas sobre o que acontecera a alguns dos personagens da trama anterior e logo segue seu percurso.

Os macacos procuram uma nova moradia para fugir de novos encontros com os humanos, todavia, não demoram a bater de frente com um grupo de soldados liderados por um coronel (Harrelson) truculento e em busca de sangue. Os macacos entram então em guerra com o pelotão, mas são covardemente massacrados e capturados, os que conseguem escapar como César (Serkis), Maurice (Konoval) e alguns outros, partem para o outro lado da selva para ficarem de olho nas ações do coronel e traçar um plano para salvar os macacos presos.

No caminho, o pequeno grupo se depara com o macaco engraçadinho (Zahn), que se auto nomeia ”macaco mau” , e também com a humana Nova (Miller) e juntos tentam se proteger do que está por vir.

O roteiro consegue ser muito direto e fecha a projeto ainda melhor do que começou. Temos um César altamente vingativo e disposto a lutar por sua família e esquecer os laços com os humanos, ao mesmo tempo que alguns deles ainda o fazem se sentir culpado pelo vírus. Sua relação de amizade e confiança com Maurice valida quase uma parceria entre presidente e vice (mas sem golpe algum) e os fantasmas (quem lembra do Koba?) que o perseguem o deixam preocupado com o macaco que se tornou. Principalmente, quando ele entra em combate com o coronel de Harrelson. Um poderoso e frio combatente que vê a guerra como uma forma de derrotar a ameaça da extinção humana.

As jornadas de alguns personagens também chegam ao fim aqui, mas cria-se uma ligação com o primeiro ‘Planeta dos Macacos’, lançado em 1968, que nos faz pensar que talvez mais produções venham por ai. Essa conexão está na confirmação de que a personagem Nova de Amiah Miller é inspirada na humana vivida por Linda Harrinson naquela película.

Maurice (Konoval) e Nova (Miller)

Apesar de dramático, o filme tem ótimos momentos cômicos com a entrada do personagem de Zahn, macaco mau. Isto porque o símio tenta sempre se manter longe de todos e por mais que pareça um pouco covarde, ele no fundo só não quer mais confusão, pois já passou muito sofrimento.

Os macacos que lutaram contra César e eram parceiros de Koba (Toby Kebbell), agora lutam ao lado do coronel e maltratam a própria raça. O que traz uma outra ótima reflexão ao caminhar das cenas. Outro bom momento é ver como os humanos que não foram infectados lidam com quem foi, inclusive aqueles que são de seu sangue.

A tropa de Coronel (Harrelson)

Harrelson, não nego, é um dos meus atores prediletos e fiquei empolgadíssima de saber que ele participaria do filme, contudo, não vemos ali nada mais que o usual dele. Até porquê as melhores atuações estão ‘modeladas’ como criaturas simias então fica bem dificil prestar atenção nos humanos ‘ de verdade’. O irônico ali é só que o personagem não tem nome, é apenas ditado como um superior das forças do exército… o que deixa implícito que um soldado é sempre um soldado e nenhum deles é diferente do outro.

A evolução de César na trilogia é realmente impressionante. Todo o processo de crescimento, desenvolvimento da fala, até o jeito de se postar como líder e superar o seu sentimento de amor pelos humanos. O macaco realmente se destacou brilhantemente nos três filmes e tudo graças a ótima atuação de Andy e o trabalho redobrado de Motion Capture.

Sem mais, pois a equipe técnica toda do filme está de parabéns, como sempre.

Trailer

Ficha Técnica: War for The Planet of the Apes. Lançamento: 03 de agosto. Direção: Matt Reeves. Roteiro: Mark Bomback, Matt Reeves, Rick Jaffa e Amanda Silver – baseados nos personagens criados por Pierre BoulleElenco: Andy Serkis, Woody Harrelson, Steve Zahn, Amiah Miller, Terry Notary, Tobby Kebbell, Judy Greer, Ty Olsson, Michael Adamthwaite e Gabriel Chavarria. Gênero: Ficcção Científica, Ação. Nacionalidade: Eua. Distribuidor: 20th Century Fox. Duração: 02h20min.

AvaliaçãoTrês  famílias abaladas e setenta e cinco lágrimas  (3,75/5).

Não recomendado para menores de 14 anos

03 de agosto nos cinemas!

Vejo vocês por ai!

B

Comentários
Barbara Kruczynski

Adotada pela família dos corvos, amante do som do banjo, devota de J.K.Rowling e fiel seguidora de Wes Anderson, a seu dispor ; )

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