Para Todos os Garotos que já Amei + Ps Ainda Amo Você

Desde Aristóteles e Dante eu não lia nada. Isso foi em Janeiro de 2015. Eu não sei se eu fiquei tanto tempo assim com ressaca literária por causa do livro ou por causa da minha vida. É uma dúvida real que eu não faço a menor ideia de como descobrir a resposta. Em Junho, a Larissa Siriani me mandou o livro que ela tinha terminado e apesar de amar muito ele, eu levei quase 4 meses para ler.

Agora em Outubro, no final da minha semana do saco-cheio (semana inteira sem aula na faculdade) eu resolvi que era hora de dar outra chance para os meus amados livros comprados e esquecidos no kobo e nas estantes. Depois de reorganizar todos os meus preciosos e morta de cansada com a vida num geral, eu comecei a ler Para Todos os Garotos que já Amei da Jenny Han na sexta-feira às 19h e terminei o sequência, Ps. Ainda Amo Você, no sábado às 22h.

Para quem ficou mais de um ano sem ler nada, essa maratona era algo que eu não esperava e que acredito que a história do livro ajudou muito para acontecer. Eu comecei a ler o segundo com a Nath me “proibindo” de ler porque ela não gostou, mas eu PRECISAVA ler. O primeiro termina de um jeito muito aberto e não do jeito que eu gostaria. Então, a partir de agora eu vou falar dessa história com muitos spoilers e todo o meu coração.

SPOILERS A SEGUIR

Para ser 100% sincera, eu comecei a ler Para Todos os Garotos antes do segundo sair, eu nem lembro quando (procurei no meu twitter: Nathalia me mandou ler em novembro de 2014, eu falei que ia começar a ler em fevereiro de 2015, eu comecei a ler em julho de 2015, mas só li 20 páginas) e eu não tinha me conectado à história, estava com um pressentimento de que ia odiar e não consegui avançar na história.

Mas ontem era o momento certo para ler e me apaixonar pelo Peter e me identificar com a Lara Jean. Pra quem leu e não gostou, eu sinto muito. De verdade. Eu acho que essa história foi uma das mais realistas que eu já li sobre romance adolescente. Toda a insegurança, a ideia de amor e as visões sobre futuro que adolescentes realmente têm e não o clichê “não sou bonita e perfeita o suficiente” ou “amo para sempre”. Eu achei as cenas genuínas e tão identificáveis. Algumas coisas talvez sejam difíceis para gente se identificar, na nossa realidade diferente por questões geográficas e culturais, mas totalmente possíveis de se apaixonar.

Eu estou completamente apaixonada pelo Peter. Ele é totalmente o meu ~tipinho~, totalmente alguém que eu realmente iria me apaixonar na vida real e não digo isso pelo jeito que ela descreveu ele, digo isso pelas frases que ele dizia, pelo jeito dele viver. Ele me lembrou uma pessoa que eu conheço e que, infelizmente, eu realmente sou apaixonada por.

Às vezes a gente gosta de uma pessoa e a gente não percebe que o nosso maior medo é ela gostar da gente de volta e inconscientemente a gente sabota todas as nossas possibilidades com ela. Isso é o que a Lara Jean fez a vida inteira até a Kitty (melhor personagem da história pois mesmo nome que eu e também nasceu em fevereiro, me senti representada no livro) enviar as cartas dela.

Quando a Kitty diz que a vida da Lara Jean não estaria daquele jeito sem ela ter mandado as cartas, eu tenho certeza que realmente não estaria. Eu sei que a Lara Jean nunca iria mudar sem esse empurrão e mudar não é algo ruim.

Minha vida quase que inteira eu pensei que mudar era algo ruim, que a gente deveria sempre ser o mesmo, que pessoas que mudam não são verdadeiras. Mas o que é ser verdadeiro? É se manter dentro da expectativa das pessoas para a sua vida ou viver do jeito que você foi criado para viver?

Às vezes a gente muda sem perceber que mudamos e essas são as mudanças mais importantes das nossas vidas. Deixar de ser a garota pura da escola para a que tem um escândalo sexual (mesmo que por engano e vingança) fez com que a Lara Jean mudasse e deixasse de ser alguém que aceita o que os outros querem e acham melhor para ela. Manter a escolha dela de namorar o Peter mesmo com quase todo mundo contra e sem ter o apoio das principais pessoas ao redor dela, mostra com a Lara Jean cresceu desde a primeira carta escrita até o momento atual da vida dela. Ela deixou de ser a menina que quer ser reconhecida pelas pessoas pela boa reputação e passou a ser a menina que vive a vida dela baseada nas próprias escolhas.

Uma das coisas que a Nath me falou que odiou no segundo livro foi o novo triangulo amoroso e eu falei pra ela o seguinte:

eu amei demais esse livro, nathalia

o john foi extremamente necessário pra eles

eu nem vi tanto como um triângulo

eu vi mais como uma pessoa pra mostrar pra ela

que ela pode sentir “amor” por mais de uma pessoa

mas que no final ela pode amar uma “mais” que a outra, sem deixar de se importar com a outra

não acho que ela teria compreendido a história do peter com a gen

só sentindo empatia pela gen

realisticamente falando

foi um jeito legal de terminar a história do “primeiro amor” dela

 

O jeito como o segundo livro termina me matou de amores. Era tudo o que eu esperava da reconciliação deles: empatia e amor.

Eu li uma matéria hoje de que relacionamentos/amor tem 5 fases e que a maioria dos casais fica estagnado na terceira: a dificuldade e o término, a quarta delas seria a reconciliação do maior problema até encontrar a vida a dois com respeito e admiração mútuos, para depois mudar o mundo um na companhia do outro.

Eu não sei o que esperar do terceiro livro, confesso que o título e uma conversa com o John, sobre a oitava série e o momento atual do livro não serem a hora certa deles, mas talvez no futuro eles tenham a hora certa, me deixaram muito receosa dela acabar a trilogia com o John e não com meu amorzinho Peter.

O que eu sei, é que eu abri o tumblr da Jenny Han hoje e peguei todas as receitas de biscoitos que encontrei lá e vou fazer uma listinha aqui em casa com minha família para fazê-los em dezembro! Muito apaixonada pela Lara Jean cozinheira!

O que eu tenho para falar especificamente sobre o Peter: as mensagens que ele deixava no armário dela e o jeito como ele fala sobre qualquer coisa, me encantaram demais. Ele é muito precioso para esse mundo.

A Kitty sou eu quando era criança. Pode perguntar para qualquer pessoa que me conheceu criança. Quando eu vi que o nome dela era Katherine e que ela nasceu no começo de fevereiro, e portanto também é aquariana, eu fiquei MUITO feliz. Melhor personagem.

AH, o pai dela foi um ótimo pai, não só pela forma como ele trata elas, mas achei muito legal que apesar de ser mega ocupado e não saber lidar com tudo, ele tenta ao máximo agradar todas elas e tenta manter as tradições culturais da mãe delas viva nelas, tipo cozinhar comida coreana e os hanboks no ano novo. Foi muito legal ver um livro com uma personagem mixed para dar uma variada nas historias de romance adolescentes que a gente tem por ai.

***

Se você leu todas as 1190 palavras até aqui, muito obrigada pela paciência! Eu não esperava escrever tanto! Espero que mais gente tenha gostado desses livros e que eles sejam lidos por mais gente! Vamos todos fazer biscoitos e viver felizes, sem medo do que vão pensar da gente!

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Para Todos os Garotos que já Amei
Autora: Jenny Han
Editora: Intrínseca
320 páginas
2015
AMAZON

Ps. Ainda Amo Você
Autora: Jenny Han
Editora: Intrínseca
304 páginas
2016
AMAZON

Comentários

2 ideias sobre “Para Todos os Garotos que já Amei + Ps Ainda Amo Você”

  1. “… me deixaram muito receosa dela acabar a trilogia com o John e não com meu amorzinho Peter.”

    Tb estou com esse medo

  2. Eu também sinto o mesmo receio. Mas estou tentando enxergar pelo que a autora passa dessa história. Eu acho que Lara Jean e Peter te um diferencial juntos que ela e Jhon nunca terão.
    Outra coisa é pelo fato de ela ter dado como acabado a historia no ultimo livro . Então eu penso que a intenção dela é que os 2( Peter e Lara Jean) fiquem juntos sim.

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