Norte e Sul: Por Thornton, até eu tomava uma pedrada!

NORTHANDSOUTH

É…Contrariando as expectativas e a opinião pública, eu sobrevivi ao último semestre de Direito e cá estou, aproveitando esse período de recesso para voltar a contribuir pro NUPE. Confesso que me sinto bem pouco Cult ultimamente, já que acabei perdendo a capacidade de ler qualquer coisa não relacionada com Direito Autoral, ou coisas do gênero, mas graças a Deus o mundo é cheio de séries para serem descobertas e assistidas \o/.

Pra quem não sabe, eu sempre passo Natal em uma cidadezinha do interior de Minas Gerais e acho que já assisti todos os filmes da locadora que me interessavam, então sou obrigada a abastecer meu HD com uma renca de coisa todas as vezes que vou viajar para não morrer de tédio. Dessa vez não foi diferente e eu acabei revendo algumas minisséries junto com uma prima minha. Tenho que dizer que…Vei, eu tinha esquecido o tanto que eu AMO  A BBC!

O acervo é grande, mas eu vou dedicar este post à Norte & Sul e à contemplação da beleza e fodasticidade de Richard Armitage (aka Thorin Oakenshield em O Hobbit) como John Thornton. Amigas do meu Brasil Varonil, se você já se apaixonou nessa vida por Mr. Darcy em Orgulho e Preconceito, se prepare para sofrer um abalo sísmico com este homem!

Primeiro vamos à sinopse.

NS2

Tudo começa com uma drástica mudança de vida para a família Hale. Margaret Hale é filha de um pároco do sul da Inglaterra vitoriana, ainda dominada por uma sociedade agrária, que conserva os valores de uma hierarquia bem definida e normalmente hereditária. Os Hale se veem forçados a deixar o sul quando o Sr. Hale diverge da doutrina pregada pela igreja anglicana na época e por uma questão de princípios abandona o oficio para se tornar professor no norte. O grande problema é que enquanto o Sul era dominado por uma sociedade oligárquica e agrária, em que há uma noção de vida um tanto mansa e preguiçosa, o Norte está em pleno desenvolvimento industrial, pautado por um capitalismo bruto e selvagem. No Norte trabalhar é uma realidade brutal, com direito a exploração de trabalho infantil, condições precárias, jornadas exaustivas e violência por parte dos patrões. É no meio deste cenário que Margaret conhece Mr. Thornton, o dono de uma grande tecelagem, que agredia um funcionário por fumar nas dependências da fábrica.

  Durante toda trama as diferenças culturais entre o Norte e o Sul se confrontam, o que naturalmente faz Margaret odiar sua nova casa e também o Mr. Thornton num primeiro momento. O convívio com a classe operária e seu modo de vida, assim como uma aproximação gradual com os Thornton, aos poucos fazem Margaret entender a forma de pensar do Norte.”

Em linhas gerais a história trata de confrontos. Norte & Sul, rural e urbano, patrão e operário, homem e mulher. Margaret é a representação gentil, amena, delicada e feminina do sul, que apesar de tudo isso guarda um senso de orgulho e teimosia muito peculiares de um povo mais tradicionalista, enquanto Thornton é ríspido, frio, obstinado, cauteloso e dinâmico, ou como diria Mr. Higgins “ele é como um buldogue, um lutador”, um homem que se fez sozinho com o fruto de seu trabalho duro, que apesar da carapaça faz de tudo para manter a fábrica funcionando como meio de subexistência de seus funcionários e de sua família.

Quando assisti a série pela primeira vez, fui psicologicamente preparada para dar de cara com algo no estilo Austen de ser, algo romântico, meloso, bem mulherzinha mesmo e o que eu posso dizer é que eu quebrei a cara logo nos primeiros momentos do primeiro episódio.

ns4

O contexto histórico é totalmente diferente daquele em que Jane Austen viveu e trata de temas bem mais modernos e extremamente atuais. A autora, Elizabeth Gaskell, viveu o auge da primeira revolução industrial e este período marca sua obra de forma gritante. O cenário do Norte é escuro, frio, deprimente e austero, inspirado em Manchester, onde a autora viveu durante parte de sua vida. Seu povo é calejado e brutalizado pelas condições de trabalho e moradia, sempre desconfiados e defensivos quando abordados por alguém de fora. A obra de um modo geral é muito mais focada na evolução do pensamento da época no que diz respeito às relações sociais e a modernização dos meios de produção, do que no romance do casal principal. Não que não haja romance e ele não seja de tirar o fôlego, mas a trama vai muito além disso.

As histórias ao estilo Jane Austen são leves, não há mortes, há um toque de humor sarcástico e são bem palatáveis, vindas de um mundo feito de musselina, rendas, fitas e chá das cinco. No cenário frio e escuro de Milton, Elizabeth Gaskell apresenta algo totalmente fora deste contexto. Seria como jogar Elizabeth Bennet no mundo de Oliver Twist e esperar que ela se resignasse diante das condições trágicas de vida de seus personagens. Mesmo Mr. Thornton tem uma história de vida sofrida, apesar de num primeiro momento ser mostrado como um homem de grande fortuna e sucesso. Margaret toma um “cala a boca” em grande estilo ao ouvir sobre como ele teve de trabalhar desde os dezesseis anos para sustentar a família após o pai ter cometido suicídio e acabou se tornando um homem de fortuna.

Margaret veio de um lugar em que homens bons e respeitáveis raramente trabalham. Eles vivem da renda de suas propriedades que são cultivadas por outras pessoas e dispõe de muito tempo livre para frequentar bailes, jantares, festas e ler uma quantidade considerável de livros cheios de filosofia, ou conhecimentos a respeito de insetos, pássaros ou qualquer coisa do gênero. Eis que ela se vê confrontada por um homem que teve de batalhar pela sua posição, que vive trancado em um escritório, trabalhando até tarde para garantir que a fábrica continue funcionando. Thornton não terminou seus estudos quando jovem e busca o pai de Margaret para ter aulas particulares e o fato de ser um industrial e comerciante é motivo de desdém por ela e seu irmão, mas o principal motivo pelo qual Margaret desgosta tanto de John Thornton é principalmente devido à sua convivência com os operários de quem ela se torna amiga.

NS3

E ai vem a parte genial da história. É como ver um romance sobre “O Capital” de Karl Marx. A luta de classes é escancarada e brutal, com direito a sindicatos e greve. Homens desesperados tomando medidas desesperadas e a coisa não é bonita de se ver, mas dá uma complexidade fascinante pra trama. No meio do negócio você está dividido em relação à disputa, porque ambos os lados tem bons argumentos, e tudo o que você deseja é que de algum modo tudo acabe bem pra todo mundo.

Você vai odiar Mr. Thornton no início, exatamente como a Margaret odeia, justamente porque a primeira impressão que se tem dele é, nas palavras da minha prima, um homem “bruto, sistemático, grosso, ignorante e sem educação” e ele é tudo isso e mais um pouco. Ele é um tirano, ou um excelente material para um vilão (o que eu adoraria ver, então fica a dica pras escritoras de fic), ou pelo menos é a primeira ideia que temos dele. Um homem de ferro.

Se vocês viram O Hobbit no cinema, vocês já sabem que Richard Armitage consegue ser a personificação da fodasticidade quando ele quer, o que vocês pode esperar de sobra na série, mas o que vocês não conhecem é a carinha de “mamãe, ela não me quer. Ninguém me ama, só a senhora.” Amigas do meu Brasil, o que dizer de John Thornton? Ele de fato é um bruto e sistemático, mas passado o drama socialista da história nós nos deparamos com um homem solitário, que viveu em função de sua família, extremamente devoto à sua mãe e que se apaixona por uma mulher que repudia tudo aquilo que ele é.

ns5

Neste ponto a história se parece bastante com Orgulho e Preconceito, naquele fatídica cena da chuva e do “I love you…Most ardently”, só que o mocinho no caso está pouco ligando por fato de que Margaret está em posição social inferior. Margaret salva a vida de Thornton na frente de metade da cidade, dando a entender que ela estava interessada nele. Thornton se declara e a pede em casamento e a resposta dela dói MUITO! Não bastasse recusar ela o acusa de querer tê-la como uma de suas posses, de querer comprá-la. “Primeiro falamos da cor das frutas, depois falamos e amor, e agora isso…”. Você vai querer embrulhar este homem pra viagem depois dessa fala, certeza.

Reviravoltas e mais reviravoltas, mudanças de opinião e de condição financeira, mortes trágicas e mal entendidos no meio do caminho, Margaret acaba se arrependendo de sua rispidez com ele e acaba percebendo o que todas nós já percebemos à esta altura da série, que não tem como não se apaixonar por Mr. Thornton.

Eu recomendo a série para você, criatura possuidora de dois cromossomos X, para você que sofre de TPM e compulsão por chocolate, pra você que é apaixonada por um sotaque britânico, que ama figurino de época e história, para você que é viciada em BBC. Se quiserem se aventurar na leitura do livro, ele já foi lançado no Brasil em edição bilíngue, pela Landmark. Eu tentei ler o livro, mas o estilo de escrita particularmente não me agrada por ser muito descritivo. Vou tentar ler mais uma vez para dar um parecer melhor, mas se você gosta de clássicos ingleses, eu recomendo. É um enredo complexo e bem elaborado e se você gosta de temas sociais, se curte um direito trabalhista, ou apenas gosta deste período histórico, você vai gostar.

Fala que vai bambear suas pernas:

“Look back… Look at me.”

tumblr_mgc4rjYNSK1qlxqx8o6_r1_250

 

 

 

 

Nota: Cinco Thorntons descendo do trem!

 

Comentários

34 ideias sobre “Norte e Sul: Por Thornton, até eu tomava uma pedrada!”

  1. Sinceramente concordo em gênero, número e grau, Mr. Thornton vale a pena ser chamada de Madalena e ser apedrejada kkkkkkkkkkk

    Primeiro sendo BBC vc já espera algo que beira a perfeição, e não conhecia esse ator até ver essa série, e realmente cai de quatro, até em Hobbit o cara consegue te deixar com os joelhos de gelatina.

    Mas o contexto geral da série é perfeito, deste as temáticas sociais até o romance. O final da série acho que dei Repeat umas mil vezes.

    Parabéns adorei o teu texto.

  2. Amo North and South!!!
    Também adoro as séries da BBC!
    O post é um resumo de tudo aquilo que eu senti vendo a série, perfeito! 😀

  3. Gostei do post .ok. você me convenceu, eu vou ver essa série, depois de muita enrolação…e preguiça..da minha parte \o/

  4. Richard é must perfect!!!!!

    Eu amei cada minuto da série! è muito boa, e é muito legal que a autora abordou assuntos muito além dos romances… e colocar um cenario da inglaterra industrial fascinante.

  5. Eu sempre quis assistir a séries da clássicas da BBC, eu adoro filmes e livros de épocas.. mas ainda não tinha nenhuma dica boa para começar, mas depois de ler a sua resenha já estou a procura dos links para baixar. Eu também faço Direito, estou indo para o quarto semestre, mas ainda não tive Direito Trabalhista 🙁 acredito que será só no quinto semestre. Outra coisa que eu preciso confessar é que eu adoro romances, então mais um motivo para começar! Beeijos!!

  6. Então, fiquei com muita vontade de ver, ai eu lindamente fui procurar para baixar a minissérie e eis que me deparo com todos os links off. OMG o que fazer? Agora que eu quero muuito assistir? Alguém, lindamente pode me passar o link? Pode ser por aqui ou pelo meu twitter @Isa_Iwahashi (pega esse momento pirateando a série) Obrigada, e eu ameei o post, só vou sossegar quando eu assistir.

  7. Como eu nunca ouvi falar dessa serie? Vou procurar agorinha! Só com a presença do Richard eu estava convencida, mas dps que li seu texto fiquei louca para ver, parece muito interessante. E quem não adora a BBC?

  8. Pai do céu, abrindo as pressas o site das Americanas para comprar essa série. Amo os clássicos da BBC, e você ainda me delicia com esse artigo imenso e totalmente persuasivo? Jane Austen é diva, mas acho que vou gostar mais dessa série do que das baseadas nos livros dela, por conta dos conflitos, da crítica social e dos personagens. Já me apaixonei pelo Thornton nesses cinco minutos em que li seu post.
    ;*

  9. Querida, confesso que Direito Trabalhista não é minha praia, mas a série mostra a genese dessa matéria de uma forma bem clara e interessante. Quanto a dicas de filmes e séries de época, vira e meche eu escrevo algum post fazendo resenha desse tipo de trabalho, então dá uma olhada depois. Quem sabe alguma te interessa.

  10. Deveria ser classificado como “Cinco Thorntons ENTRANDO no trem”. If you know what I mean (desculpa a perversão, mas esse é o efeito de John Thornton em mim XD).
    Adorei o post Bee! E concordo com (quase) tudo em número, grau e gênero! Só discordo que ele é odiável por causa da primeira impressão dele. Quer dizer, ele se explica depois e, convenhamos, pelo o que aquele imbecil fez depois, ele mereceu aquele safanão na primeira cena. u.ú
    Faz uns três ou quatro meses que assisti “North&South” no Netflix (americano, people, americano) e eu sempre tinha que parar, porque não conseguia definir a beleza do Richard Armitage. Ele tem o nariz torto e fino demais, o rosto pontudo demais, os olhos fundos demais e mesmo assim, ele é um dos homens mais bonitos que já vi. COMO ISSO É POSSÍVEL, SENHOR? Nunca vi a frase “A beleza está nas imperfeições” de forma tão literal.

  11. E valeu mesmo! Gente, que coisa linda essa série. Margaret foi uma heroína muito agradável. Adorei a maneira como ela agia, sendo caridosa, idealista, independente e amorosa com seus familiares.
    E Mr. Thornton é um caso a parte, sou dele até a morte! Valeu ver sua expressão austera e toda aquela teimosia para no final ser recompensada com aquele sorriso. Os homens ingleses da literatura do século XIX sempre destruindo minhas expectativas românticas desta vida. Ai ai…
    By the way, obrigada pela dica. 😉

  12. Eu também AMEI esta série!!!! O cenário muio bem construído, falas de tirar o fôlego, personagens originais/obstinados (é nisso que me lembra Lizzie Benett de Austen) e um ótimo romance (pra mim)!!!
    O que é melhor: TEM NO YOUTUBE!!! COMPLETINHO!!!!kkk q pobreza…kkk

  13. Poxa!
    Eu me familiarizei demais com as suas descrições, tirando o fato do direito rsrsrsr! sou como vc, adoro um romance ingles,chocolate, series filmes romanticos etc… Meu marido nao é nada romantico e eu obrigo ele a assistir pra aprender. kk ele nao curte muito! Jane Austen é a minha preferida mas gosto de gaskell,charlott bronte,etc.
    Vi a Série esses dias.. quase morri! sua descrição de Mr.Thornton foi exatamente o que eu pensei dele…aquela frase: “mamãe, ela não me quer. Ninguém me ama, só a senhora.” ai eu e minha irma gritamos: Agente te amaaaa kkkkk!
    Só não superou Mr. Darcy na minha afeição,como Elisabeth costuma dizer..Ele ainda é o meu cara! kkk
    Adorei seu post!!!

  14. eu assisti no youtube tbm kkkk ms tem na livraria Saraiva aqui em Recife por $49,90 . o problema é que nunca sobra R$ kkk!

  15. Eu amoooooooo a BBC, amo essa história e amo, claro Mr. Thornton!
    Assisti essa minissérie porque estudo História e estava curiosa com a maneira que a Revolução Industrial seria tratada, e quanto a isso adorei. Elizabeth Gaskell fala da revolução industrial com a mesma maestria que Jane descreve a sociedade rural inglesa. Mas a escrita da Elizabeth tem esse quê de dureza, realidade e quebra de fantasias que Jane não tem (até porque viveram realidades diferentes).

    Adorei a resenha e com certeza eu levaria a pedrada! ahahahahahaha

  16. Com certeza você tem razão: essa série vale ser vista!! Amo histórias sem apelação, sem adultério banalizado, sem a vitória do mal. E mais ainda: quando a heroína é alguém de caráter, que vai abrir o coração somente quando tiver certeza da honra do pretendente. E ainda tem o plus: uma visão realista dos dois lados da moeda – patrão e empregados. Amei e recomendo!

  17. Quando assisti North&South fiquei desconcertada com a atuação e a beleza do Richard Armitage. Amei a série, as questões sociais abordadas e claro, o romance. Eu já tinha conhecimento de como a BBC poderia ser perfeita, com as adaptações de Orgulho e Preconceito e Emma. Tanto que acabei assistindo outra série da BBC, Robin Hood, em que Richard é o antagonista e sempre rouba a cena interpretando o maravilhoso Guy of Gisborne. Vestido em roupas de couro,usando luvas de couro,com cabelo longo, portando uma espada e cavalgando num belo cavalo negro, e sendo cruel. Meu coração não aguenta esse homem, senhor!

  18. Boa noite, mina cara.
    Eu estava meio borocochô, e então li sua “resenha”…
    Que maravilha!!
    Passei desde ontem assistindo uma outra série: Jane Eyre, e acabei me dando com Norte e Sul…
    Tudinho como Tu o disseste!!!
    Conseguiste me tirar boas risadas com seu bom humor.
    Muito agradecida.
    Lídia.

  19. Simplesmente o melhor post sobre North & South!
    É uma bela história, mesmo com o um cenário nada romântico (opinião de quem é acostumada com Austen, rs!)! Frederick Wentworth e Mr. Darcy são meus homens favoritos de Austen (Fred mais que Darcy), porém, Thornton me ganhou, mesmo sem aquele jeito polido e cortês dos homens de Austen, na verdade acho que foi até por isso. Sua história de vida e visão de mundo são muito diferentes. Ele é um buldogue por fora, mas na verdade ele é um homem afetuoso, e muito generoso interiormente. Enfim, suspiros à parte, Armitage caiu como uma luva para o papel. Mais lindo, impossível!
    Amei o blog, visitarei sempre que possível!

  20. Com certeza eu levaria uma pedrada por Thornton! Adorei seu post! Eu já assisti a minissérie umas 856251632 de vezes, quero muito comprar o livro – apesar de ter baixado em pdf e ter lido a metade. Enfim, achei Norte & Sul um romance belíssimo, como fã de Jane Austen levei um baque, realmente, como você descreveu. A atmosfera suja e enfumaçada, como Fanny Thornton bem disse sobre Milton, é meio chocante mesmo, por causa da Revolução Industrial, que é um período histórico conturbado e cheio de diferenças por toda parte.

    John Thornton ganhou meu coração, Darcy é perfeito e tudo mais, mas Thornton é homem sabe? Não é um príncipe encantado, ele é mais real, ele batalha por aquilo que quer, construiu sua vida com o suor do seu trabalho. Eu acho isso admirável. Thornton é meu modelo de homem. Foi a primeira vez que vi Richard Armitage atuando e nem tenho palavras para descrever, ele tem um charme, tem uma “coisa”, é muito bom. Infelizmente, não assisti O Hobbit, vi somente algumas cenas dele como Guy of Gisborne e como Lucas North, queria ter mais acesso aos trabalhos dele.

    Gostei muito do romance também, por causa dos fatos históricos, a Revolução Industrial era um período que eu particularmente tinha um pouco de preconceito, não gostava muito da maneira como a Revolução Industrial se deu. Fiquei feliz de ver o lado dos “Patrões”. Gosto muito quando os livros me deixam com pulga atrás da orelha e me fazem refletir.

    Parabéns pelo seu post! Muito bom mesmo!

  21. “Olhe pra trás… Olhe pra mim.” É instantâneo levar a mão ao coração nessa hora. Meu Deus, como pode? Essa série é a perfeição em si mesma. Já não bastava a gente se apaixonar pelo Mr. Thornton descrito no livro, a BBC tinha que colocar Richard Armitage com esse olhar assassino de lindo pra matar a gente. Isso é demais. É impossível não suspirar durante quase metade da série. “Se você já se apaixonou nessa vida por Mr. Darcy, em Orgulho e Preconceito, se prepare para sofrer um abalo sísmico com este homem!” É isso. Isso simplesmente define tudo! Parabéns pelo post!!!

    Mr. Thornton é casado com metade do mundo. <3

  22. Li todos os livros de Jane Austen e pesquisando na internet, cheguei à Elizabeth Gaskell. Darcy e Wentworth (principalmente este último) eram meus favoritos até conhecer… Mr. Thornton!!!!!! Que homem é esse?! Amei a série e estou louca para ler o livro 🙂

  23. AAAHAHHHHH!! Que texto maravilhoso!! Gostei dms, com certeza foi um dos melhores post q li nos últimos tempos!
    Essa série é maravilhosa, e o Richard É UMA COISA DE OUTRO PLANETA Q NÃO TEM EXPLICAÇÃO, ADJETIVO Q HONRE! A cena dele desacreditado, carente, conversando com a ma mãe é tão AAHH! VEMK Q EU CUIDO DE VC, FAÇO TUDO Q VC QUISER! ME ABRAÇA!

  24. Eu gostei tanto deste filme em todos os sentidos que eles deviam continuar a seria para se ter uma posicao qto a mae em relacao a Margareth e a continuidade do moinho e das pessoas envolvidas ou seja nao deixar so na imaginacao mas adorei e vi mais de 3 vezes muito bom.
    Look back…..Look at me fantastico/

  25. Realmente John Thornton é apaixonante! Interpretado por Richard Armitage então é de tirar o fôlego! Li o livro, porém a série de 2004 da BBC saiu melhor que ele…Há algumas diferenças mas nada que tire o brilho e o bom gosto da série…

  26. Querida Lady Bee, acabei de ler o “Norte e Sul” hoje. Ainda estou atordoada com a história, que adorei mas achei muito sofrida, até o casal finalmente ficar junto! Meu coraçãozinho não aguenta, viu ? Sua descrição é perfeita, que sensibilidade ! Às vezes tinha raiva da Margaret, às vezes do Thornton, e às vezes sentia compaixão por eles. Êta mundo complicado ! E o Richard Armitage em figurino de época, sofrendo por uma paixão mal correspondida, não tem preço, né amiga ? bjos !

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *