Nem Um Pouco Épico

A Escolha Perfeita (<3)

pitch perfect

Acabei de assistir A Escolha Perfeita (Pitch Perfect) e estou SUPER empolgada com o  filme, então estou aproveitando a minha empolgação para escrever um post! E adoro quando isso acontece! Quer dizer, eu já sabia que gostaria do filme por culpa do elenco e dos gifs que via no tumblr, mas nem imaginava que gostaria TANTO dele! <3 (e tudo bem, apesar de tudo isso, demorei três dias para escrever o post por preguiça… XD)

O filme começa com uma competição regional de a capella entre grupos musicais das universidade e entre os grupos que estão nas finais, estão os dois principais grupos da Barden University: as Bellas e os Treblemakers (curiosidade: “treble” pode significa “garoto soprano”, quando se trata de voz, ou, “tons com maior frequência ou alcance, a contrapartida do baixo”, quando se trata de som). Sendo que as Bellas eram o único grupo feminino na final, mas as apresentações delas são sempre tão monótonas e repetitivas que todos já sabiam que elas perderiam, só que as pessoas não esperavam que elas perdessem tão feio e marcassem o nome delas com a apresentação mais embaraçosa que já tinham tido notícias.

Depois dessa cena, somos apresentados à protagonista Beca (Anna Kendrick), que acaba de entrar para a universidade meio contrariada. O sonho dela é ser produtora musical e ela não acha que um diploma vai ajudá-la a realizar a entrar no cenário musical e conseguir um nome na carreira, mas o pai dela, que é professor na universidade que ela estuda, diz que ela só vai poder ir para a LA quando ela terminar um curso de graduação. No entanto, ainda no começo do filme, o pai de Beca propõe que experimente a faculdade e se, depois de um ano, ela ainda quisesse ir embora, ele pagaria os custos dela para ela poder se virar em LA, a única condição que ele impõe é que ela precisa entrar em um clube, participar de verdade, fazer amigos e ter novas experiências para que Beca tenha certeza da decisão dela.

Obviamente, Beca acaba entrando para o clube das Bellas, mas meio que sem querer (ela estava indo tomar banho e estava cantando, uma das Bellas ouviu e a obrigou a fazer um dueto numa cena hilária do filme e a convidou para participar da seleção de cantores) e, também, porque as Bellas estavam desesperadas em conseguir novos integrantes. Como a última  apresentação delas virou motivo de piadas, o estilo de garotas magrinhas e bonitas que elas procuravam não estavam interessadas em fazer parte das Bellas, então as duas veteranas do clube escolheram de mulheres de estilos, gostos e formatos mais variados para serem as novas Bellas

Com a sinopse que dei, tenho certeza que muitos pensaram, “Nossa, isso parece Glee, né??”, mas como o próprio Christopher Mintz-Passe fala no próprio filme:

Se você pensa que este é apenas mais um clube de ensino médio onde você pode cantar e dançar para superar um grande problema social ou uma confusão sexual, você veio ao lugar errado.

Gostei muito dessa frase que adverte os espectadores que A Escolha Perfeita não é uma extensão do seriado Glee, dando ao espectador a chance de continuar a ver o filme ou parar enquanto há tempo. Com certeza os produtores se aproveitaram do sucesso do seriado americano para fazer um filme que se passa em um ambiente similar, não tenho dúvidas disso, mas como eles mesmos dizem, os dois são bem diferentes entre si, principalmente se tratando dos  personagens, da abordagem e da temática.

A princípio, nos é passada a ideia que os personagens são um pouco “desajustados” (não concordo com essa classificação, por isso inseri aspas), entretanto, à medida em que o enredo se desenvolve, dá para perceber que não ligam muito para o que pensam deles e não precisam da constante aprovação dos outros para serem eles mesmos. Por exemplo, Benji (um dos coadjuvantes) não entende a razão de ser chamado de “estranho” quando ele não se vê como um estranho (ser viciado em Star Wars, magia e a capella é natural para Benji e não há nada de errado nisso). E, são essas características dos personagens que ajudam a explicar a temática do filme.

Em um dos diálogos, o pai de Beca diz que ele quer ver Beca fazendo memórias na universidade, já que foi isso o que ele fez em sua época de universitário e é isso que ele vê seus alunos fazendo todos os dias . E essa conversa esclarece em poucas palavras a temática de A Escolha Perfeita, que é um filme sobre expandir seus próprios ares, ter novas experiências (ainda que elas sejam inesperadas), conhecer novas pessoas, fazer amigos (independente de quem eles sejam) e, de quebra, descobrir coisas novas sobre si mesmo.

Definitivamente, A Escolha Perfeita está longe de ser perfeita: o desenvolvimento do filme poderia ter sido infinitamente melhor, alguns personagens foram mal aproveitados (como o Benji), algumas cenas ficaram sem muita explicação (a mais sem sentido de todas foi a que o Benji saiu correndo atrás da Beca nas eliminatórias das regionais) e certos e acontecimentos poderiam ter sido melhor explicados/aprofundados (qual é o problema da Beca com a madrasta dela? Por que o Benji foi atrás de Beca quando eles mal tinham trocado mais que duas palavras entre si? Por que a Lilly fala para dentro? Beca tinha uma queda pelo DJ inglês ou não?). Contudo, mesmo que o filme tenha essas pontas soltas, ele continua sendo um ótimo filme com seus diálogos divertidos (adorei o prefixo “a-ca” para tudo XD), com seus

“Coloquem as mãos a-ca-delas.”

personagens sensacionais  (até mesmo aqueles que não são tão bem abordados) (nunca pensei que falaria na minha vida que virei fã de uma criatura que faz um anjo de vômito, comeu a irmã gêmea no útero e quer mostrar um cadáver para os outros! HAHAHAHA!), suas referências à Star Wars (descobri um negócio não sabia sobre o nome do Darth Vader) e ao Clube dos Cinco (!!!), com sua trilha sonora LINDA DE MORRER (os remixes da Beca, os mash-ups e a seleção das músicas foram muito bem feitos! E descobri uma banda muito legal, Lulu and the Lumpshades, por conta da trilha) e com um dos interesses românticos mais fofos que já vi em filme (Jesse – Skylar Astin – é a coisa mais fofa <3).

E também tenho que falar que foi uma surpresa muito boa descobrir que a Anna Kendrick sabe cantar de verdade, eu nunca imaginaria que ela cantava bem (mas também nunca imaginaria que ela era uma boa atriz depois de tê-la assistido em Crepúsculo, então…).

Enfim, o filme passa longe de ser perfeito e maravilhoso, mas como disse antes, ele não deixa de ser divertido e empolgante, por isso recomendo para todos assistirem!

(E falando em assistir, deem uma conferida no trailer dele)

(aliás, tem um comentário nos top comments muito legal falando que esse filme não é sobre guerra dos sexos, porque os grupos não são separados ideologicamente entre homens e mulheres, mas pela sonoridade deles. Pensei que seria legal ressaltar isso também, porque  parece que muita gente pensou que seria isso… Mas confesso que isso nem passou pela minha cabeça até ler o comentário)

Ah! E curiosidade antes de me despedir de vocês: A Escolha Perfeita é baseado em um livro chamado “Pitch Perfect – The Quest For Collegiate A Capella Group”, de Mickey Rapkin (não procurei saber se foi lançado em português, então…)

*Despedida à lá Shay Van Buren*
Comentários

About Val

A Rainha do Contra e das Reclamações. Quando não está discordando ou reclamando da Vida, do Universo e Tudo o Mais, pensa em como sobreviver à uma invasão zumbi. Toma banhos iluminadores e protege o mundo das Temíveis Criaturas que Vivem em seu Quarto.

26 thoughts on “A Escolha Perfeita (<3)

  1. Adorei o post!!! Ainda mais porque eu assisti Pitch Perfect esses dias e me surpreendi tanto pela temática do filme quanto com as musicas que estavam muito bem desenvolvidas, e olha que eu sou muito critica com essas coisas. Além disso as piadas me fizeram rir muito, principalmente quando vinha da Brittany Snow (Fat Amy) que era o trunfo do filme kkkkkkkk

  2. Também adorei o post! Não sabia que tinha este filme…Agora estou louca para assistir, porque eu amo música e pessoas com vozes talentosas! E se você diz que a temática é bem mais original e ñ -glee então vou procurar mais sobre o filme! Também não pensei que a Anna Kendrick cantasse como vi no trailer! E a pegada meio black, soul, hip hop é que mais me chamou a atenção!!! Adoro quando soltam a voz e se tratando de acapella…
    o.b.s. Essa Fat Amy é alusão à Adele? Também gosto quando se mistura FormaS e CoreS!!

    Bjs!

  3. eu assisti mes passado principalmente por causa de uma entrevista da Anna, ela é muito piradinha serio, amei o filme, totalemnte inovador se comparado a tantos outros musicais, e tem comedia!! PERFECT

  4. Baixei o filme a um tempo e tava deixando ele pra lá por achar que seria ruim, e isso estava me dando preguiça mental crônica. (?) Mas você me animou muito, obrigada. HUSXSHXUSXHUSXHU

    O filme parece ser muito divertido, e eu ri muito no trailler! Gostei da personagem principal também. A cena do banheiro, tipo? HUXSHUSXHUSUH To indo ver agora. Ótimo blog, aliás. Vou seguir. <3

  5. Ele é viciado em magia mesmo, não nos cards. 🙂 Do tipo tirar coelho da cartola, cortar as pessoas ao meio, sumir em uma caixa… =P

  6. Acredita que ainda não vi 50/50? E tem o Joseph Gordon-Levitt!!! D: Ele está na minha lista há um tempinho, vou ver se assisto essa semana…
    E a Fat Amy rules mesmo <33

  7. Ahahaha, isso meio que aconteceu comigo quanto ao seriado “Homeland” (apesar de muita gente comentar que era sensacional, eu tinha minhas dúvidas) XD
    A cena do banheiro é uma das mais engraçadas XD
    Fico contente que você tenha gostado do blog <3

  8. Também adoro filmes bocós!(confesso que gosto muito dos filmes da Hilary Duff XD)
    Que bom que você gostou do post, Babi <3

  9. Também gosto muito de filmes de música e musicais, foi um dos motivos para me fazer assistir esse filme também. 🙂

  10. Fat amy é sensacional <3
    Eles deveriam ter feito uma cena com ela cantando e fazendo a corrida lateral dela XD

  11. Sabe que eu não tinha pensando nela como a alusão da Adele…? Mas agora que você comentou, meio que lembra um pouco até porque a Fat Amy é da Tasmânia, então ela tem um sotaque meio britânico =O
    Se bem que a Fat Amy é canta músicas animadas, então não sei se é tanto…? Enfim… XD

  12. Esse filme é perfeito, as referências, as piadas, FAT AMY <3
    Não curto muito a Anna Kendrick, mas nesse filme dá pra passar haha
    Ótima resenha.
    E nem tinha reparado nas pontas soltas até vocês falar haha

  13. Hora de confessar: não gostei tanto desse filme. Podem me apedrejar, gente, sério. Eu nem conhecia ele até ver aqui, e acho que ao ler o texto e ver o trailer criei expectativas demais. Tipo, esse trailer é tão incrível! Tem todas as partes que mais gostei no filme (cena do banheiro, por exemplo). Mas a história é muito superficial, acho que faltou um aprofundamento em tudo: na relação da Beca com o pai, com o namorado (achei a relação deles um pouco superficial…), com as amigas (quando ela falou que realmente gostava das garotas e que queria voltar pro clube, eu fiquei meio que “what?!”. Parecia que ela nem ligava muito pra elas antes). Os outros personagens também nem foram aproveitados, e aquela apresentação final das Bellas deixou muito a desejar (pra mim).
    Desculpem, não queria parecer chato nem nada, mas eu esperava bem mais do filme. Mesmo assim, consegui me divertir em várias partes principalmente com a Fat Amy e em cenas como o Riff-Off, que foram muito boas. Só acho que se tivessem gastado mais tempo desenvolvendo mais os personagens e a história do que mostrando apenas as Bellas querendo seguir as músicas tradicionais (sério! Fiquei esperando muito pra Beca explodir e fazer as coisas do jeito dela, e demorou muito pra isso acontecer – e nem foi tão legal assim), o filme seria melhor.
    Espero que entenda meus motivos e não me queime na fogueira. Entendo porque muitos adoraram o filme, mas não funcionou pra mim.

  14. Olha, eu adorei o seu post seu site é incrível e tem tudo o que eu pensei que nunca teria em outros sites. Eu sou literalmente viciada nesse filme e até bloguei sobre isso. Eu espero que hajam mais posts como esses!!
    Eu gostaria que você postasse (por favor!!) sobre o estilo da Beca (que cá entre nós é incrível KKK). Essa foi minha sugestão, espero que considere!
    Obrigada.

  15. Então… Eu sou simplesmente LOUCA pelos filmes da Anna Kendrick e da Brittany Snow… Eu sei DE COR o filme INTEIRO! Sei todas as musicas tb sq n posso cantar as… “SONGS ABOUT SEX” pq se não minha mãe ia me estranhar… Mas obrigada.

  16. Bem… Eu canto desde pequena e aprendi a fazer as duas vozes que elas fazem cantando “TITANIUM”. Toda vez que eu encontro minha irmã nós cantamos esta música com as duas vozes. A Cloe faz soprano – Eu tb.
    A Anna Kendrick (Becca) faz Soprano e Contralto – Minha irmã tb…
    É assim que entro em sintonia com a… PESSOA DA MINHA IRMÃ.. Cantando! Mas fica muito legal

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