“…hm” – meu complexo, elaborado pensamento enquanto os créditos de Safety Not Guaranteed começaram a rolar. Minha escolha de filme fora num momento vagamente melancólico, e pelo que sabia, parecia haver uma certa chance de me animar! Primeira vez em que a Aubrey Plaza (A APRIL DE PARKS AND RECREATION!!) é uma protagonista, e a história… ok, o que eu sabia da história é que tinha algo sobre viagem no tempo. Não parecia trágico. Ou que, sei lá, aconteceriam mortes de animais (ugh. Aquela não é totalmente a coisa mais terrível de Efeito Borboleta? TOTALMENTE É) (Isso e o fato de que, por um certo período da adolescência, genuinamente achava Efeito Borboleta o filme mais genial, inovador, maravilhoso e emocionante em toda a história da humanidade)
E, ei. Realmente não me arrancou lágrimas! E cachorrinhos e gatinhos continuaram muito bem, obrigada. Mas decididamente não esmoreceu meu estado vagamente lânguido naquela hora – só, bem, me fez focar essa energia deprimente em algo fictício. O que… foi uma melhora, certo? Então. Enfim.
Enfim.
A HISTÓRIA: Darius é uma moça desanimada estagiando na redação de uma revista. Quando o Jeff, um dos repórteres (e com conhecimento baseado na minha dashboard no tumblr: é o Nick de New Girl!), seleciona ela e outro estagiário para ajudá-lo numa investigação, sua vida muda… mesmo que, bem, naquele instante ela não saiba disso. O que desperta a matéria é o seguinte anúncio nos classificados:
Procura-se: alguém que queira voltar no tempo comigo. Isso não é uma piada. Caixa postal 91, Ocean View – WA, 99393. Você será pago quando voltarmos. Você deve trazer suas próprias armas. Segurança não garantida. Eu só fiz isso uma vez antes.
(Talvez você reconheça mais ou menos essas palavras – foram publicadas como uma piada numa edição de 1997 da Backwood Homes Magazine, e depois virou meme.)
E assim os três partem em uma jornada, já logo no começo descobrindo a identidade da misteriosa pessoa por trás do anúncio: Kenneth, um funcionário de supermercado paranóico e, hm… bem… peculiar. Para saber mais, a Darius se finge de candidata à vaga de acompanhante de viagem – e ele a faz passar por um EXTENSO TREINAMENTO que inclui… atirar em garrafas! E estranhamente, algum tipo de conexão genuína surge entre os dois, e o que era pra ser puramente jornalístico – desmascarar um charlatão excêntrico! – se transforma numa aventura em que Darius parece querer realmente acreditar. E é ali, amigos e amigas, que meu coração ficou meio desnorteado: essa coisa de quase desesperadamente desejar ter fé em algo aparentemente absurdo – porque, sei lá, a realidade não te satisfaz – me é tão familiar que… argh. Sentimentos abundantes.

Acho que talvez possam considerar o Kenneth poderia ser um (raro) exemplo de Manic Pixie Dream Boy, raio de mudança e vivacidade na vida da protagonista indiferente, mas pra mim a interação entre os dois vai bem além de um formato O Surpreendente e A Surpreendida.
E por evitar um clichê – mesmo um que geralmente acontece com os sexos invertidos -, é que fiquei meio espantada que o filme se renda ao estereótipo Cara Indiano Nerd Sem Jeito Com As Mulheres – Arnau, o outro estagiário. Ou a história do Jeff, que aproveita estar na mesma cidade de um amor de tempos passados para ir atrás dela e… descobrir que, UAU!!!!!!!, ela envelheceu. Chocante, eu sei! Mais coisas acontecem com os dois, e no fim já não os achava uma adição COMPLETAMENTE chata ao enredo, mas mesmo assim foi um tantinho decepcionante.
Falando no fim… ah, o fim. Sem spoilers! Absolutamente sem spoilers, o que me impede de mencionar um livro que super me veio à mente na hora – não de um jeito “WOW, PLÁGIO!”, longe disso, mas em… hm… OK, NÃO. Sem spoilers. Mas foi publicado pela Intrínseca e é bem legal!
É o tipo de final que, se você olhar no IMDB, vai ver pessoas discutindo sobre o que “realmente” aconteceu – e esse desespero em tentar achar uma resposta que faça sentido é meio hilário (sem intenção). Citando o Grande Gênio Kanye West: feelings are the only facts! Aconteceu o que você acha que aconteceu. Ter o poder de fazer ser essa escolha pode ser considerado frustrante e inconclusivo, mas ali se encaixou perfeitamente.
***
“…hm” – meu complexo, elaborado pensamento enquanto os créditos de Safety Not Guaranteed começaram a rolar.
No final das contas passei a noite pensando sobre a Darius, e como tudo que ela faz é basicamente o que eu faria naquelas situações. Talvez você não se identifique assim fortemente, talvez você não esteja passando por uma bizarra crise emocional quando assistir ao filme. E aí talvez seja só (SÓ! SÓ!! SÓ!!! HAH.) (E aqui uma pausa para dizer que pretendo postar meu TOP 3 FILMES ROMÂNTICOS… um dia) um romance, mas, ei: é um romance que envolve alguém rolando no chão e dando golpes marciais como preparação para uma viagem no tempo.

















tamis
15 de outubro de 2012
acabei de ver o filme, e ainda não sei o que pensar sobre ele. Eu adorei, de verdade. Eu criei várias teorias na minha cabeça sobre o final, sobre ela “atravessar” aquela ponte. Enfim, adorei. Fiquei até curiosa sobre o livro que você “citou”. Valeu muito a pena o filme.
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Trash disse:
outubro 16th, 2012
SIIM, até agora o filme tá na minha cabeça… não sei, me deixou uma sensação estranha. Num bom sentido. ENFIM, não falei o nome do livro porque sei que tem gente que odeiadetestamorreriaporcausade spoiler, MAS, HM, é esse: http://i.imgur.com/aQsOV.jpg
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Renato Souza Diniz
4 de novembro de 2012
O filme é genial, porque discute um tema que é muito recorrente nos dias de hoje. O sentimento de que a melhor época, a melhor música, os melhores lugares, todos ficaram pra trás… E não é possível voltar …
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