Kick-Ass, de Mark Millar e John Romita Jr.

Eu conheci Kick-Ass no ano passado, depois que vi o filme, e desde então tenho tido bastante vontade de ler a graphic novel que o originou.

O problema é que as HQs num geral são bem caras aqui no Brasil, principalmente essas que tem uma edição de qualidade, com capa dura, papel couché, etc. e eu acabo deixando para comprar depois, depois, depois e quase nunca compro. Aí, no meu aniversário as lindas da Bell (do blog) e da Taissa me deram essa de aniversário e eu finalmente pude ler. <3

Bom, a primeira coisa que você precisa saber sobre Kick-Ass é: tem sangue. Muito sangue. Eu já sabia que ia ser bem sangrento por causa do filme e do que falavam, mas quando você lê é diferente. Tipo, eu não costumo levar em conta o aviso de “desaconselhável para menores de dezoito anos” que algumas HQs tem, mas nessa faz sentido. Algumas cenas são bem violentas, (spoiler) especialmente quando o Dave é torturado (/spoiler). Mas se você não tiver problemas com sangue nem nada do tipo, apenas ignore esse parágrafo e vamos para a história.

Dave Lizewski é um daqueles adolescentes fanáticos por super-heróis e que se pergunta como seria se ele fosse um e tudo mais. Só que o Dave decide realmente saber com é, decide ser. Com uma roupa de látex e armas, ele sai na rua para ver no que dá. E, bem, não se pode dizer que as coisas deram muito certo. Na verdade, elas deram bem errado.

Não, o Dave não ficou assim.

Apesar do susto inicial, Dave não se abala e… tenta novamente. E, dessa vez, surpreendentemente, ele consegue. Alguém coloca um vídeo dele na internet e a fama é instantânea. Agora, começando a agir nesse mundo, ele conhece três super-heróis: Big-Daddy e Hit-Girl, que trabalham juntos e são bem discretos e, hm, violentos e o Red Mist, que parece querer roubar todo o seu sucesso.

A história vai se desenrolando a partir daí e dizer mais seria spoiler. Mas devo dizer que o desenvolvimento é bem bacana e é daqueles que, quando as coisas acontecem, você fica surpreso porque não fazia ideia para onde o autor levaria – pelo menos comigo foi assim.

A ideia do Kick-Ass é realmente legal e o roteiro é extremamente inteligente. Aliás, não poderia ser diferente porque é assinado pelo Mark Millar, que escreveu grandes quadrinhos, como Guerra Civil e Os Supremos (outros dois que eu quero muito ler, mas são caros *chora*).

A arte do Johm Romita Jr. também não deixa nada a desejar, na verdade, ela é realmente muito boa. Uma coisa que eu costumo não reparar muito quando leio uma HQ são as cores, mas em Kick-Ass eu dei atenção a isso e posso dizer que gostei bastante do trabalho do Dean White.

Uma coisa legal em Kick-Ass é que a história é bem curta, são apenas 8 edições de 30 páginas cada (essa edição que eu coloquei a capa, que foi a que eu li, é um volume único encadernado). Eu gostei disso porque o autor vai direto ao ponto, não tem que ficar dando voltas e mais voltas na história para encher páginas, é aquilo e ponto. Entretanto, isso também é um contra porque acaba rápido demais, tive que enrolar para aproveitar melhor a leitura. ;x

Por mais que a história de Kick-Ass seja bem fechada, a última cena é um gigantesco gancho para a continuação e eu estou bem curioso para lê-la. Entretanto, não devo ler tão cedo porque Kick-Ass 2 ainda não foi lançado por aqui e a Panini deve deixar para lançar perto do filme, que estreia em setembro do ano que vem. Até lá, basta esperar.

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