ALÔÔÔ, ENFERMEIRA!!
Se vocês acompanham o twitter do blog, você sabem que dia 09 foi o meu incrível aniversário. SIM, agora tenho 16 anos. SERÁ QUE EU GANHAREI PÉS PARA VISITAR O MUNDO HUMANO?! (apesar de isso não rolar no filme, é exatamente o que acontece no conto do Hans C. Andersen. É assim que ela conhece o príncipe, aliás. Depois ela vira espuma. Yay.)
Too bad, Ariel.
Enfim. Agora, eu estou numa ligeira crise adolescente. Eu não consigo postar tanto no blog, tanto porque eu não tenho mais inspiração de antes, tanto porque eu não tenho tempo. Eu sei que ninguém está me pressionando a produzir pro blog com a mesma assiduidade do que nos últimos dois anos, mas EU sinto que é algo que eu deveria continuar fazendo. Simplesmente porque me faz bem, e eu sei que tem gente que gosta do que eu escrevo.
Não, esse não vai ser mais um dos mil pedidos de desculpa pela minha ausência nesse blog. Vai ser simplesmente um desabafo sobre o que eu estou sentindo nos últimos meses e que se tornou mais evidente agora. Um pouco depois do meu aniversário, eu tive uma daquelas epifanias. Sabe, aqueles momentos de iluminação divina que acontecem quando você está no ônibus ou no banho, e descobre um jeito de arrumar a sua vida?
Então, foi mais ou menos isso que aconteceu. Esse ano eu estou me dedicando mais do que eu me dedicava à escola. Sabe, física, matemática, essas coisas. Coisas que me deixam infeliz.

Ao mesmo tempo, no começo do ano, eu reparei que eu estava me importando muito com aparência, coisa e tal. Não que isso seja ruim, mas de repente, eu me vi largando as coisas que me faziam feliz (desenhar, escrever pro blog, ler, comer porcarias) para fazer um monte de coisas que me deixam deprimida (academia, estudar física e matemática). E isso tudo virou uma bola de neve.
Não que eu não esteja feliz com o resultado disso tudo. Depois de começar a ir pra academia eu ganhei condicionamento físico, e deixei de ser sedentária. Sem falar no tanto que eu emagreci. Me sinto idiota e superficial em falar isso, mas eu me sinto bem mais bonita agora do que antes. Comprei mais roupas, principalmente na viagem pra Inglaterra. (Sobre a qual eu não contei quase nada pra vocês! Shame on me!)
Mas aí você para e pensa: será que eu ainda sou eu mesma? Não que ir pra academia e “se cuidar” (odeio essa expressão) te transforme em outra pessoa. Mas largar, aos poucos, as coisas que você ama, te transforma. Talvez seja por isso que os adultos em geral são tão amargos. Eles começam a se importar demais com as obrigações e se esquecem do que, no fundo, faz eles sorrirem.
Eu não acho legal essa conversa de “criança interior”, mas é bem por aí. Eu acho que todo mundo deveria manter aquele cantinho especial em que todo mundo ainda tem 8 anos e age feito o Calvin, de Calvin & Haroldo.

O que te faz feliz? É desenhar? É tocar violão? É ler? É colecionar figuras de ação? Independente do que for, continue fazendo isso. Continue fazendo até não te dar mais prazer. Por exemplo, eu reparei o quanto eu estou lendo pouco esse ano. Estou com a ridícula marca de 6 livros abandonados, que eu cheguei mais ou menos na página 100 e parei. E ler é algo que eu AMO. Mesmo assim, eu decidi que não tinha tempo. Comecei a suprir minha necessidade de leitura com blogs e revistas.
Esses dias, eu estava lendo uma matéria da Glamour (sim, eu leio essa revista. Melhor: eu ASSINO essa revista) e me peguei pensando: POR QUE DIABOS EU ESTOU GASTANDO MEU TEMPO COM ISSO? Era uma matéria sobre as dasluzetes, aquelas moças ricas que trabalham para a loja de luxo Daslu. DASLUZETES, GALERA.

Eu sei. Pode rir.
Moral da história: eu estava tão exausta intelectualmente que eu não consegui simplesmente parar e ler 100, 200 páginas de um livro. Eu só consegui ler uma matéria sobre as dasluzetes. Em que essa matéria alterou a minha vida? Spoiler: em nada. Se eu não estivesse escrevendo sobre essa matéria agora, eu provavelmente teria esquecido todo o seu conteúdo e ficaria por isso mesmo.
Depois disso, eu percebi que eu estava sentindo saudade daquele sentimento bom que a gente tem quando lê um livro que mudou a nossa cabeça. Como eu fiquei depois que eu li Apanhador no Campo de Centeio. Ou Jogos Vorazes. Ou Bússula de Ouro.
Eu só fui me lembrar de como esse sentimento é maravilhoso depois que eu comecei a ler The Basic Eight, que a linda da Dayse me emprestou. Eu viro as páginas e fico: OH MEU DEUS, ISSO É TÃO LEGAL!
Que vergonha, para alguém que escreve sobre o que lê há dois anos! Esquecer como ler é prazeroso.
Não pensei que isso fosse possível.
Depois dessa gota d’água, eu decidi mudar. Não vou ser mais uma pessoa que simplesmente vai se deixando levar pelos afazeres do cotidiano. Eu não posso simplesmente viver minha vida do jeito que é mais fácil, simplesmente porque aparentemente dá menos trabalho. Eu vejo algumas pessoas que e conheço, inclusive meus parentes, que parecem sempre infelizes, porque não fazem o que gostam. Nem tudo na vida é divertido, eu sei. Mas viver apenas para as obrigações, apenas para o lado mundano e sem graça da vida não é amadurecer. É viver numa prisão.
Se te faz, tudo bem. Não cabe a mim julgar. Mas eu recomendaria fortemente sair do ciclo vicioso da rotina e começar a cultivar algo que te faz bem.
Por isso, não hesite.
Tire o violão do armário, passe na padaria e compre um pote de Nutella. Pegue aquele livro que você queria ler há muitos meses, mas ainda não teve tempo. Caramba, jogue Mass Effect 3 a tarde inteira, se você quiser! Qualquer coisa que te faça pensar: “Poxa, o dia de hoje valeu a pena”.

Tudo isso porque no fundo, não são as nossas notas ou o nosso salário que definem se somos medíocres ou não. Também não é o tanto que nós somos atraentes, ou qualquer coisa assim. Você conhece alguma Miss Universo que mudou a história? Alguém que é famoso por ter um boletim estrelado, ou por ter conseguido aquela promoção? Por ter um namorado?
Provavelmente não. Porque as pessoas que mudaram a história foram aquelas que estavam seguindo os seus sonhos, e que fizeram algo grande disso.
O que faz a diferença é o que deixamos para as outras pessoas, para o mundo. Pode ser uma música, um livro, um caderno de desenhos. Podem ser sorrisos, risadas. Com certeza não é uma prova de física ou de gramática. Ou um relatório para o seu chefe, seja lá o que você faz no seu trabalho. Não se deixe levar pelo que os outros esperam de você. Se os seus pais querem que você faça medicina e o seu sonho é Letras, fique com a segunda opção. Se existe uma pressão para você ter um namorado, e você não quer, fique solteira.
O que importa, no final, são os sonhos, as vontades, os bons momentos. Em suma, sua felicidade. E desde que ela não prejudique ninguém, você tem todo direito de tê-la, por mais que você acredite que não a mereça. Você merece, de verdade. Nunca deixe que te digam o contrário.

P.S: Sim, vocês podem usar os comentários para desabafos pessoais, se vocês quiserem. Eu estarei lá para falar para abraços virtuais e dar uma de Oprah Winfrey.
Obs: Esse post foi publicado como sendo da Bell mas é da Cherry B. Gostaríamos de esclarecer que fazem… sete anos que a Bell teve 16 anos.

















Miriam (Booker Queen)
18 de outubro de 2012
1. Estranhei porque a postagem está como se fosse da Bell. Ok.
2. EU AMAVA TER 16 ANOS! A MELHOR IDADE QUE JÁ TIVE! #sdds
Eu tive uma epifania também sobre o que é ser adulto e resolvi que não quero crescer. Peter Pan é que estava certo. u_u Odeio rotina e sempre tô inventando algo pra fazer.
Olha que ótimo: você está em crise! Pelo menos sabe que não está feliz com a situação e parou para analisar. Quanto mais cedo, melhor. (eu entrei em crise com o vestibular seis meses antes de prestar. ainda estou. não é legal e foi uma péssima hora para isso)
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Cherry B disse:
outubro 19th, 2012
POIS É. É porque ela esqueceu de deslogar no meu computador, e eu, com muita vontade de escrever esse post, fui escrevendo mesmo, sem nem reparar. Quando eu reparei, já tinha ido ao ar, e como o WordPress é muito misterioso, eu não consegui mudar o autor a tempo.
ENFIM. Peter Pan é meu herói. Sempre foi.
(E quanto ao vestibular: eu nunca fiz, mas RELAXA! Se você ficar nervosa, vai ser pior!)
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Miriam (Booker Queen) disse:
outubro 19th, 2012
Já fiz váris vestibulares e são tranquilos, na verdade. O problema é escolher! Imagina, ter que tomar a decisão da sua carreira, focar naquilo e ARGH, ficar na área (praticamente) pra sempre?!
[Responder]
Cherry B disse:
outubro 19th, 2012
EU SEI. É assustador. Sem falar que mudar de curso dá muito trabalho, especialmente se a área é nada a ver tipo o que aconteceu com a Bárbara, mudando de engenharia pra economia.
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Thays Ogawa
18 de outubro de 2012
Calma, ano que vem vai ser pior: você vai ter que parar realmente de fazer coisas que você gosta para estudar como se não houvesse amanha e talvez passar no vestibular. Estou com vários livros ainda no plástico por causa disso. NO PLÁSTICO!
Mas, enfim, nas férias não saio da batcaverna por nada (AAHAHA!).
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Cherry B disse:
outubro 19th, 2012
Séério? Todo mundo diz que o segundo ano é o mais fácil, ou como as pessoas do meu colégio falam: migué. Ou seja, um ano que você pode só fingir que estuda e tirar notas altas.
[Responder]
Maccky disse:
outubro 20th, 2012
Neeeem, terceiro ano eh mais tranquilo *se vc desconsiderar toda a pressão do ‘vestiba’*, mas de provas, trabalhos, conteúdo foi o mais ‘susse’ pra mim. O segundo eh muito bacana, mas eh puxado.
BUT, don’t worry. I’m sure that you’ll survive. ^^
;*
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Thays Ogawa disse:
outubro 20th, 2012
não tem como desconsiderar o vestiba uahsuhasuhuashuhash essa é a pior parte, mas realmente, na escola é mais tranquilo
[Responder]
Julia
18 de outubro de 2012
Nossa, esse post veio na hora certa, eu também estou assim, sem ter tempo para fazer o que gosta para ficar estudando. Acho que faz uns 2 meses que eu não leio um livro (que eu goste), eu acabei até abandonando Marina, não porque eu não tava gostando, mas porque eu não tenho tempo, tenho que estudar se não eu repito, e o pior é que já faz tempo que eu estou assim, e mesmo que eu estude eu não estou conseguindo ir bem, minha prova de matemática é amanhã, e se eu não for bem nem sei o que eu vou fazer.
E agora eu vou voltar a estudar, psé #chatiada.
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Cherry B disse:
outubro 19th, 2012
Leia depois da prova! Pelo menos é o que eu estou fazendo. Meio que usando os livros como “recompensa”. Tira pelo menos um dia pra esfriar a cabeça, pra descansar.
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Pedro Maia
19 de outubro de 2012
OK, Tenho 16. Não sei se eu tô bem… em crise, acho que eu não tenho tempo pra estar em crise, porque eu estou terminando o ensino médio com 16, e sei lá, parece pra mim que eu tô crescendo mais rápido do que eu gostaria, TUDO ME REMETE AO FUTURO. O que eu vou fazer? O que eu quero fazer? Será que eu quero mesmo o que eu quero? (??????), Não consigo ler, não consigo parar nem pra colocar os fones de ouvido (música é uma coisa que me ilumina, sério), sem tempo pra nada, todos os meus amigos estão morando em capitais de outros estados, enfim DESÂNIMO, preocupação demais em um momento em que eu queria estar despreocupadao, Talvez eu esteja só com medo de crescer, ou de não me encontrar, ou de não passar em nada (TENHO TRÊS PRIMOS FAZENDO MEDICINA NA FEDERAL E A PRESSÃO DA MINHA FAMÍLIA PRA SER BRILHANTE É HORRÍVEL), ou de ficar encostado no sofá o ano inteiro que vêm, ENFIM, ESTOU PRESO NAQUELA MÚSICA DO THE VACCINES, SABE, NO HOPE: “THERE IS NO HOPE, AND IS HARD TO COME OF AGE”, mas whatever. (sempre termino minhas frases com whatever.)
OK, OK, AGORA DÊ UMA DE OPRAH, POR FAVOR.
[Responder]
Cherry B disse:
outubro 19th, 2012
[Oprah mode ON]
PLATÉIA? UMA SALVA DE PALMAS PARA ESSE RAPAZ CORAJOSO! ELE ENFRENTOU MUITA COISA! CAN I GET AN AMEN HERE?
[Oprah mode off]
Enfim, algo que eu aprendi na minha vida: não tenha medo do futuro! Não fique pensando muito nele. Eu sou meio hipócrita para dizer isso, porque eu passo boa parte do meu tempo criando cenários hipotéticos de como minha vida vai ser daqui a um, cinco, dez anos. E onde eu vou morar, e qual vai ser minha profissão e tudo o mais. Isso é terrível porque cria expectativas irreais. E elas murcham feito balões de festa usados e deixam super mal. Sabe aquela cena de 500 Dias Com Ela, da Realidade X Expectativa? Então, é isso que acontece.
Eu também odeio crescer. E particularmente odeio REPARAR que eu estou crescendo, porque eu me sinto num daqueles filmes de Coming Of Age tipo Clube dos Cinco, enquanto toca uma musiquinha de fundo. É um sentimento inexplicavelmente claustrofóbico.
[Responder]
Liz Mendes {Jornalistando}
19 de outubro de 2012
Volto em breve para comentar, mas eu precisava dizer que EU TE AMO E QUE VOCÊ É FANTÁSTICA E P###M#### VOCÊ DISSE EXATAMENTE UM MONTE DE COISAS QUE EU PENSO!!! <3
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Cherry B disse:
outubro 19th, 2012
SUALINDA!! <3
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Camila Leite
19 de outubro de 2012
Rs Esssas crises são tão comuns e tão engraçadas e infelizmente tenho uma péssima notícia. Elas nunca desaparecem completamente.
Mas adorei sua postagem e super concordo com tudo o que disse. O que realmente importa na vida, é a primeira coisa que esquecemos quando estamos virando adultos e como você disse, “por isso eles são tão amargos”
Precisamos nos conscientizar de que nossos sonhos valem a pena e não podemos nos deixar levar pelo “querer” da sociedade, por que com o passar do tempo isso só te torna mais frustrada.
Para 16 anos, você tem um pensamento incrível e espero que você encontre a maneira mais fácil de não deixá-lo morrer.
Um grande beijo!
Camila Leite
@sonhospontinhos
http://sonhosentrepontinhos.com
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Raquel
19 de outubro de 2012
Amei esse “desabafo”! Eu acho que a melhor coisa que existe é simplesmente ir atrás do que você quer, e não deixar que os outros te influenciem, mudem suas ideias e seu modo de pensar. Talvez o que você quer hoje não será útil amanhã, ou daqui a uma semana você já vai pensar diferente e ter outros sonhos, mas o importante é viver o agora. Eu tenho 18 anos, mas acho que ainda estou na crise dos 16
Bjssss
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Hellen
19 de outubro de 2012
Nha Cherry B. Eu tive sua crise de 16 anos aos 17/18.
Acho q ela sempre rola em momentos intensos. 17 anos é a temida época do vestibular. No meu caso, foi a primeira vez q eu tive q pensar como adulta. Sabe, aquele lance de escolher sua carreira, um curso q vc quer fazer, já que o ensino obrigatório foi concluído.
E ae aquele desespero de ” o que eu quero fazer da minha vida????”
Agora, 18, estou na facul ~yay! SOBREVIVI AO VESTIBULAR!~ e aquele pensamento de “o q eu tô fazendo aqui???”.
E nesse turbilhão de coisas, vc questiona sua vida, acaba deixando de lado coisas q vc adora por falta de tempo, percebe q mudou…. é uma bagunça.
~LOL, acho q esse post saiu meio “cuspido”, mas o q vale é a ideia q vc ñ está sozinha nesse turbilhão (:
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Cherry B disse:
outubro 19th, 2012
Eu acho que a gente tem que escolher o curso muito cedo, por isso MUITA gente muda de curso ou fica eternamente infeliz com o que está fazendo. Mas tomara que você se encontre!
(Acho que saiu meio “cuspido” mesmo, num sentido que é muita coisa que eu estou sentindo há muito tempo, e precisava desabafar. Tipo uma cusparada mesmo, HAHAHA)
[Responder]
Jully
19 de outubro de 2012
Acredito que o tempo deve ser divida em várias coisas.Estude o tempo que for necessário.Saia com os seus melhores amigos,assista séries,desenha,leia!Faça o que tiver vontade,mas sem esquecer de fazer o que vc tem que fazer por necessidade.
[Responder]
Cherry B disse:
outubro 19th, 2012
Existe a necessidade mesmo, infelizmente. Acho que eu sou meio hedonista. Gosto de fazer o que me dá prazer, e ponto. Nesse sentido, não consigo entender as pessoas que vivem só para o “trabalho”.
[Responder]
Paulo Vaughan
19 de outubro de 2012
Oi, Bia!
Então, eu comecei a ler seu post e, cara, eu AMEI. De verdade. Eu adoro como você escreve, mas esse post em especial é fantástico, provavelmente o meu preferido do NUPE.
Embora eu não tenha exatamente largado coisas que eu gosto de fazer, eu me identifiquei bastante com esse post. Eu estou meio que passando por uma crise, mas não por me questionar sobre o que estou fazendo da minha vida, mas o que minha vida está fazendo comigo. É difícil explicar até mesmo porque nem eu mesmo entendi completamente, mas eu me sinto meio do lado de fora das coisas, como se eu não me encaixasse. Para dar um exemplo, tem momentos que eu me sinto desconfortável até com meus amigos da escola, que são pessoas que eu realmente gosto.
Você falou que podia desabafar, mas acho que acabei me empolgando, haha. Hm, acho que é só isso por enquanto. Até. o/
[Responder]
Cherry B disse:
outubro 19th, 2012
Valeu, Paulo! O post foi tipo, de coração.
E JUST YOU WAIT até o ensino médio. Eu devo estar estudando o dobro que eu estudava ano passado.
Mas como assim “o que a vida está fazendo” com você? Quer dizer, ela não tem o poder de escolher as coisas pra você. No fundo, você é quem escolhe tudo. Suas amizades, seus hobbies, seus relacionamentos. E sobre esse sentimento de não se encaixar: isso acontece.
Acontece comigo o tempo inteiro. Vejamos, sou uma pessoa bem esquisita. Do jeito que eu sou aqui no blog, na internet, eu sou na vida real. Falo esquisitices, que ninguém quer saber. Hoje, eu fiz um discurso sobre a produção de Kit Kats para a minha melhor amiga. (você sabia que os kit kats brasileiros são produzidos na Rússia?)
E isso afasta algumas pessoas, até mesmo algumas que me conhecem bem. Isso acontece com você? É normal não se sentir 100% acolhido no seu grupo de amigos, especialmente se você está passando por situações que eles não estão passando e vice-e-versa. De qualquer maneira, saiba que é você quem manda na sua vida. Se você está sentindo que está “gastando” a sua adolescência ficando trancado em casa, você pode sair e ficar PARTY HARD, só pra dar um exemplo. Pra qualquer situação, existem múltiplas saídas.
[Responder]
Maria Theresa
19 de outubro de 2012
Eu passei a minha vida inteira estudando feito uma louca, mas acho que é por medo, sabe? Eu tenho medo de não passar de ano (sim, por mais ridículo que isso seja) ou de errar ou de decepcionar as pessoas ao meu redor ou de decepcionar a minha mãe, enfim… são muitos medos que as vezes acabam me prejudicando e depois que eu li esse post, você acabou respondendo algumas de minhas perguntas, mas uma ninguém conseguiu responder: “Quando que eu sei qual o momento de fazer a minha obrigação?” , sabe quando falam para você: “Primeiro a obrigação depois o lazer” eu deveria levar a minha vida a base dessa frase? ou seguir o Carpe Diem e viver a vida loucamente? Às vezes era isso o que eu gostaria fazer, seguir o Carpe Diem e me aventurar mais, conhecer novas coisas, subir em um muro ou fazer uma coisa que deixe aquele gostinho de “Uma história a ser lembrada”, mas eu não tenho coragem e tudo é por conta desse medo que fica fixo em mim como um monstro e além disso eu não queria ser um daqueles adultos chatos que só ficam falando sobre trabalho e quando tem um tempo livre ficam assistindo TV. ps: adorei o post. Ele me ajudou a como levar a vida mais levemente
[Responder]
Cherry B disse:
outubro 19th, 2012
Eu sigo essa lógica do Carpe Diem. Não é exatamente Carpe Diem, e sim uma coisa mais “E se?” e “Por que não?”. Me assusta o pensamento de não ter feito certas coisas por medo. Desde as coisas simples, como ir numa aula experimental de Muay Thai, até as coisas complexas, como ir num intercâmbio sozinha aos 15 anos. Veja bem, eu sou daquelas que costumam ter um pressentimento sobre as coisas, e que segue essa intuição loucamente.
Mas isso nem sempre é bom. Eu consigo me lembrar de várias vezes que eu segui a minha tentar seguir essa intuição e me arrependi amargamente. O segredo, então, seria tentar equilibrar as duas coisas. Mas não tenha medo de se divertir. Assim, pelo seu relato, eu deduzi que você está no ensino médio. Algo comum é passar o ensino médio se isolando, para soltar tudo na faculdade. Se você não costuma ir a festas, e tem vontade, é uma boa opção começar a ir. Você não precisa beber (se não quiser), mas só de sair para dançar você pode ter histórias incríveis. Outra coisa: se você não está satisfeita com o seu grupo de amigos ou com as pessoas que você convive, tente sei lá, conhecer gente nova. Quem sabe, até mudar de escola.
Além disso, acho que você não deveria se preocupar tanto em ser um daqueles adultos chatos que assistem TV. Só de você não querer ser assim, já é um grande passo.
[Responder]
Gabriela
19 de outubro de 2012
Toca aí não estou na crise dos 16 e sim dos 17 escolher profissão está sendo a coisa mais difícil que já fiz na vida e ainda tem a pressão da família que além de tudo sempre quer que você tenha um namorado, eu nunca vou entender o por que disso. Tudo isso só piora minha situação meus problemas de ansiedade, baixa auto estima e complexo de inferioridade vão ficando piores. Eu também sou estranha e meus amigos me acham uma doida. E me gostei de sentir melhor com o que você escreveu sério veio na hora em que eu estava mais precisando.
[Responder]
Cherry B disse:
outubro 21st, 2012
<3
Eu também já tive problema de complexo de inferioridade e baixa auto-estimo (na verdade, eu TENHO). É TERRÍVEL, não deixe isso te abalar. Eu tenho certeza que você é muito mais do que você pensa.
[Responder]
Gabriela disse:
outubro 21st, 2012
Tomara né por causa disso tudo fui buscar conforto na bebida sério eu bebia horrores até que meu pai descobriu e ficou sem falar comigo.
As vezes sinto ate uma vergonha disso tudo, mas depois de um tempo vai passando.
[Responder]
Cherry B disse:
outubro 23rd, 2012
OOlha, não quero entrar em detalhes (não é nada tenso, mas eu não gosto de falar sobre isso), mas eu também já tive uma fase meio ruim. Sério, eu tenho vergonha das coisas que eu fazia nessa época, só porque eu me sentia mal. Acho que já faz uns dois anos, três anos. Até hoje eu me sinto muito mal por isso. Mas sabe, já passou! Então, por mais que o que você tenha feito coisas que deixaram os seus pais desapontados, você é outra pessoa agora. Tenta mostrar isso pra eles, e tudo o mais. Se você perceber que as pessoas te enxergam como uma pessoa responsável e estável, sua auto-estima com certeza vai melhorar!
[Responder]
Liége
20 de outubro de 2012
Hehehe, olha, hoje eu fiz exatamente 25 anos e meus sentimentos andam parecidos… como disseram lá em cima, acho que essas crises nunca desaparecem por completo XD.
Estou com um emprego novo que está consumindo muito tempo e também terminando o mestrado. Sobra pouco tempo para fazer o que eu realmente gosto – escrever, namorar o marido (e ler, e escutar música, e mais um monte de coisas), e isso realmente me deixa chateada. Sinto que isso se deve um pouco à minha personalidade. Nunca fui uma pessoa muito carreirista e nem centrada no trabalho, mas as responsabilidades e necessidades chegam e não tem mesmo como fugir delas. Não que isso seja ruim – a gente aprende muito com isso – mas se não tomarmos cuidado algumas coisas se perdem no caminho. E nisso você tem toda a razão, nunca devemos parar de fazer e cultivar coisas que verdadeiramente nos dão prazer e que nos deixam felizes e plenos. São elas que fazem a vida valer a pena no final. Hoje em dia temos muitas exigências de todos os lados – tem que “se cuidar”, ter um corpo lindo, ter a melhor carreira, o companheiro/companheira perfeitos, a vida perfeita… e a pessoa verdadeira e normal dentro de você, como ficam as necessidades dela? XD.
[Responder]
Cherry B disse:
outubro 21st, 2012
I know the feel. Eu também não sou focada em trabalho. Existem aquelas pessoas que super se realizam no trabalho, mas eu não consigo ser assim. A vida tem outras coisas, não é? Que nem você disse, a gente tem tanta exigência! Parece que a gente vive a vida para agradar os outros.
[Responder]
Andrea
20 de outubro de 2012
Seu texto é muito amor. <3
Eu tive 16 anos há tanto tempo que nem lembo mais o que é isso.
[Responder]
Renato (@renato_rar)
20 de outubro de 2012
Eu acabei de ler isso, juro, e só por isso tô comentando. Há algum tempo passei pelo mesmo problema, mas foi mais especificamente no começo do ano, e eu não costumo contar isso pras pessoas. Eu finalmente passei no vestibular e fui fazer minha matrícula. Era em São José do Hell Preto, uma cidade tão quente quanto chata do interior do estado de Sâo Paulo, e tive que me mudar pra lá. Eu tive uma epifania dessas que você citou de banho e no ônibus e percebi que se eu tivesse que fazer uma faculdade dos sonhos (Tradução Editorial) em uma cidade hostil e esquisita e tivesse que ficar longe da minha família e dos meus conhecidos e de tudo o que eu amava por causa disso, eu não queria fazer faculdade.
Por isso (eu também estava há muito tempo sem ler e só encontrava consolo nos episódios do Tenth da quarta temporada de Doctor Who [por sinal, eu vi End of Time chorando mais por causa da minha vida do que por causa do final dele mesmo]) eu chutei o pau da barraca. Liguei pra casa, disse que iria voltar, arrumei minha mala, comprei passagem e voltei em menos de 2 dias. Cheguei em casa, chorei feito bebê porque abandonei a faculdade, entrei em uma semi-depressão, me matriculei no cursinho e comecei a ir pra lá meio obrigado. Não sabia nem se queria fazer faculdade de verdade.
E aí aconteceu isso aí, eu continuei fazendo cursinho, superei minhas crises, respirei fundo e vi que o mercado editorial é mesmo o lugar pelo qual sou apaixonado (eu tava pensando em prestar História quando decidi que ia abandonar tudo) e me inscrevi pra Letras na USP dessa vez (porque aí eu posso continuar morando na minha cidade e vendo os meus pais), esperando com todo o coração que eu passe e relaxando no estudo porque, sinceramente, não é a minha prioridade no momento. Tô pensando em trabalhar, ler, ter amigos, sair e rir um pouco da vida. Só passei pela crise que você passou tardiamente, e ver que você passou primeiro me fez feliz, porque você ainda tem as piores escolhas pra passar e, se você já tem tudo isso em mente, vai ser bem mais fácil!!
Espero que eu não tenha falado demais por aqui :S E porque eu sempre faço isso no NUPE e nunca sei quando estou incomodando u_u #truestory.
ENTÃO É ISSO. sorry pelo comentário longo de novo.
[Responder]
Cherry B disse:
outubro 21st, 2012
RENATO, EU ADORO SEUS COMENTÁRIOS LONGOS. Você não está incomodando, relaxa.
É por isso que eu acho que a gente é obrigado a escolher profissão muito cedo. E que VÁÁÁRIAS coisas tem que ser levadas em conta na hora de escolher um curso. Você percebeu que só a realização profissional não está acima dos outros aspectos da vida pra você, o que é admirável. Por mais que o período de cursinho tenha sido difícil, você finalmente se decidiu por Letras, que na minha opinião é um curso muito, muito legal. Eu não sou você, mas ao meu ver, você está indo no caminho certo. Boa sorte no vestibular!
[Responder]
Sabrina
20 de outubro de 2012
Nossa, me identifiquei tanto com o seu post!
O problema é que eu ainda não arrumei uma solução pra esse problema! hahaha
A diferença é que eu não tenho mais 16 (/cries), estou já nos meus 19. Parece pouca diferença, mas quando você chega nos 19 (pelo menos eu), você fica ‘Saudades dos meus 15, 16 anos’, porque meus 15, 16 anos também não foram fáceis, eu fiz um curso (e terminei, nem sei porque) que eu não gostava, tinha umas 20 matérias (porque fazia ensino médio e técnico juntos), mal saía com meus amigos, mal via minha família porque ficava dois períodos na escola e o outro eu tinha que estudar, mas mesmo assim, era, sei lá, uma idade boa. Uma idade esperançosa, em que você acredita que tudo vai dar certo, em que você vê o lado positivo das coisas. Acho que quanto mais velho a gente vai ficando, mais inseguro e achando obstáculos em tudo a gente vai ficando. Mas eu tento resgatar esse meu espírito positivo de antes porque embora você vá vendo que a vida é difícil, a gente não pode deixar os obstáculos nos fazerem desistir dos nossos sonhos…
Atualmente ainda estou com esse problema de falta de tempo pra fazer as coisas que eu gosto. Estou em outra cidade (ou seja, já é difícil pela saudade da família, dos amigos, da minha casa em si) e meu curso ocupa 90% do meu tempo livre (e ainda nem sei se gosto do meu curso! Às vezes eu adoro, às vezes eu odeio) e quando eu fico assim ‘Chega! Isso não é vida, quando eu vou poder fazer as coisas que eu gosto?! Eu não tenho mais tempo pra nada, eu não vejo as pessoas que eu amo’, eu fico pensando se é só uma fase difícil ou é um sinal pra eu desistir e mudar pra uma “qualidade de vida melhor”. Enfim, é muito difícil tomar essas decisões… Mas adorei seu post! Inspirador, de verdade. Desculpe o gigante comentário/desabafo, mas tinha que compartilhar as minhas experiências porque me identifiquei muito com o que você escreveu. E boa sorte, em tudo. Em suas decisões, em mudar sua rotina, enfim.
[Responder]
Cherry B disse:
outubro 23rd, 2012
Sabrina, relaxa, você só tem 19 anos! Tá, talvez eu não seja a melhor pessoa pra falar, considerando que eu tenho 16 e estou surtando. Mas ainda assim, você ainda tem muita coisa pra viver! Por mais que você ache que os seus 15, 16 tenham sido difíceis, você superou tudo isso, não? Pelo jeito que você fala, parece que você vai sentir saudade dos seus 19 daqui a pouco. E então: vai viver naquela eterna nostalgia. Isso não é saudável! Qual curso você faz? Independente de qual for, eu acho que dá para balancear Vida Pessoal X Vida Acadêmica, e ter uma qualidade de vida melhor.
[Responder]
Maccky
20 de outubro de 2012
Oi. ^^
Ah que saudades dos meus 16 anos. *-*
Era tudo mais fácil… #fato
Bem, terminei o ensino médio ano passado e não consegui passar em Engenharia Civil por um ponto em uma federal *chora*, mas eu superei.
Este ano foi tao chato e entediante, comecei pre-vestibular e comecei a trabalhar *quase uma mês já*, e o tempo que eu tinha para o lazer (ler meus livros e assistir minhas series) acabou. E porr* como eu senti falta disso, o pre-vestibular acabou e com o trabalho consigo ler um pouco embora nada comprado com o inicio do ano. Estou super feliz no meu trabalho e mais uma vez vou tentar o temido vestibular.
Eu estou tranquila porque se eu não passar terão outros vestibulares, embora de vez em quando bata uma ‘depre’ quando olho para meus antigos colegas e os vejo na faculdade, trabalhando, namorando…
As vezes me pergunto como estará minha vida daqui 2, 3, 5 ou 10 anos e eu não sei. Ainda estou descobrindo a minha verdadeira vocação, testes vocacionais e terapia não vai te dizer isso acredite em mim, a unica coisa que eu tenho certeza eh que eu quero estar feliz, independente do trabalho ou o salario que eu tiver, eu quero estar feliz e deixar meus pais orgulhosos de mim e, se não for pedir demais, quero ter um companheiro do meu lado que me aceite assim cheia de manias e defeitos que sei que tenho.
E agora estou deprimida de novo… rs
Resumindo: crescer eh uma droga, mas inevitável.
A cada dia a gente aprende um pouquinho mais, nem sempre nossos sonhos se tornarão realidade *engenharia OI*, mas no final o que importa eh o que vc disse nesta postagem maravilhosa: ser feliz e fazer aquilo que vc gosta *mesmo que não seja engenharia, ainda*, estar com quem vc gosta… O resto a gente da um jeito. *-*
Amei o post, me identifiquei muito. <3
E desculpe o desabafo, provavelmente ficou meio sem sentido, mas senti a necessidade de escrever… :/
Beijos ;*
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Cherry B disse:
outubro 23rd, 2012
VOCÊ É LIINDA. Vontade de te abraçar e falar: SIGA SEUS SONHOS! (tecnicamente você está seguindo! YAY!)
Enfim: Eu sei como é uma MERDA quando a gente idealiza demais uma coisa, e depois se frusta. É triste, é deprimente. Um dos jeitos de evitar que isso aconteça é não criar tantas expectativas! Eu vivo, basicamente de criar expectativas (sou uma INFP, afinal) e no final, quase sempre dá errado. Então, eu acho que a melhor opção pra você seria continuar se esforçando pra passar no curso dos seus sonhos, enquanto faz algumas outras coisas que você gosta. Mas não fique fantasiando muito sobre como será quando você passar! Imagina se você passa e depois descobre que não era TUDO o que você sonhava?
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Maccky disse:
outubro 25th, 2012
Ouunt sua linda *sentindo-me abracada aqui*, obrigada pelo carinho e com certeza farei e estou fazendo isso, ate que todos os meus sonhos se realizem um dia. ^^
E que SEUS sonhos se realizem tbm sua fofa. (yn)
Beijocas ;*
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Amanda
20 de outubro de 2012
Obrigado por esse post, me fez sentir mais normal. As vezes vejo vocês aqui do NUPE como essas pessoas com sacadas super geniais, que participam de simulações da ONU e discutem filosofia e política, e fazem piadas adequadas. Meio assustador ao mesmo tempo que é um pouco fascinante, mas ainda assim, assustador. Ai pronto, agora que sei que um dia vocês podem também ir na academia e assinar revista de mulherzinha, me sinto tão melhor…
Amo vcs.
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Cherry B disse:
outubro 23rd, 2012
O NUPE TE AMA DE VOLTA, AMANDA!
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João Pedro F. Gomes
21 de outubro de 2012
São 11 e pouco da noite e eu já deveria estar na cama. Mas daí eu vi a crise dos 16 aqui e resolvi comentar. PORQUE ESTOU PASSANDO PELA MESMA COISA.
Fiz 16 anos dia 6 de agosto e percebi que estou ficando velho. Não, não vou começar a usar fraldas para idosos ano que vem. Mas eu estou virando um adulto! Em menos de dois anos provavelmente sairei de casa, vou dirigir… E isso dá medo.
Daí eu comecei a pensar: minha vida “legal” vai dar pause quando eu começar a fazer essas coisas. Faculdade + emprego + estudar + trabalhos pra entregar + etc = sem tempo de ser feliz. E tipo, depois que eu tirei uma nota ruim na prova esses dias e entrei em uma mini-depressão, eu pensei: o que eu estou fazendo pra ser feliz enquanto dá tempo? Me matando pra tirar sempre a maior nota na escola, perdendo meu tempo com pessoas que nem gosto de verdade, deixando pra lá de fazer as coisas que gosto pra entrar na chata rotina do dia-a-dia? Isso não é ser feliz.
Daí eu tive a ideia (ontem!) de fazer uma lista de coisas legais que preciso fazer no dia seguinte. Coisas que me fazem feliz, como terminar de ler tal livro, arrumar minha escrivaninha (isso me faz feliz!), fazer a montagem de imagens do Naruto pra colar na minha parede que estou planejando há dias, anotar ideias de como começar o livro que pretendo escrever… e fico feliz em dizer que só faltou um pra completar a lista! Me senti tão… completo. Não sei. Você se sente outra pessoa.
Estou pensando em adotar essa lista de coisas felizes como um hábito. Primeiro aos finais de semana, depois para todos os dias… afinal, preciso fazer algo para me sentir vivo outra vez, e para superar os idiotas problemas pelos quais todos nós passamos. A vida é uma só, né? E a juventude passa voando… vamos aproveitar enquanto é tempo!
Enfim, agora preciso ir dormir mesmo AUHAU.
Parabéns pelo post! Abraços! E muita felicidade (:
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Cherry B disse:
outubro 23rd, 2012
É uma ideia ótima, na verdade. Essas pequenas coisas que você citou, sabe… fazem a diferença. Acho que eu vou fazer alguma coisa similar, tipo uma lista de coisas que deixam feliz. Tipo aquela música da Noviça Rebelde, My Favourite Things, hahaha!
De qualquer maneira, a adolescência passa depressa. Eu tenho muito medo de gastar esses anos fazendo alguma coisa chata ou não-tão legal e depois me arrepender quando eu for mais velha.
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Pri
22 de outubro de 2012
*papo de tia*
sinto muito em te dizer, cherry, mas TODO MUNDO PASSA POR ISSO. seja aos 16, aos 25, aos 30 (como eu), aos 50 (como meu cunhado). é da vida. sempre tem aquele momento que a gente pára. e olha. e pensa sobre o que viu.
mas, mais importante que parar e olhar, é reconhecer: quais são seus sonhos, o que é triste, o que importante, o que é necessário e o que te dá prazer. AGORA. e dar um jeito de viver tendo de brincar de malabares com tudo isso. AGORA.
o que passou, passou. todo mundo muda enquanto cresce. mas sempre com alguma coisa em comum. e acho que isso é muito difícil de admitir.
eu gosto de trabalhar, realmente amo onde trabalho hoje. logo: trabalhar me dá prazer. por mais esquisito que isso seja.
eu odeio correr, mas gosto de comer e não quero voltar a ser gordinha. logo: correr é necessário.
mas quando eu corro e ganho medalhas e vejo que eu consigo me superar fisicamente e psicologicamente… é que nem mastercard: não tem preço.
eu me cuido, amo maquiagem e creminhos mil, quero evitar o botox a todo custo. isso não me faz menos nerd. BEM PELO CONTRÁRIO. MAIS ASSUNTOS PARA PESQUISAR E SABER MAIS QUE TODO MUNDO. rá.
acho que o papo de tia tem essa conclusão: saiba quem você É. sabendo disso, o mundo não te desvia. apenas te dá mais opções.
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Cherry B disse:
outubro 23rd, 2012
SUA LINDA.
Eu concordo com o que você falou. Infelizmente, eu gostaria de evitar essas crises, assim, pra sempre, mas elas são essenciais para guiar a nossa vida.
Sobre se cuidar: eu sou MUITO vaidosa. Tá, talvez não muito, mas eu sou bastante. E na boa, eu fico muito mal se as pessoas pensam que eu sou fútil ou idiota por causa disso. É lógico que existe um limite para tudo, mas um comportamento típico das pessoas ditas “nerds” é julgar mulheres que se importam com a aparência como se elas fosse bimbos estúpidas. No fundo, sempre vai ter um babaca pra julgar. Como você disse, a gente acaba perdida quando não sabe quem é.
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Yasmin
22 de outubro de 2012
Nossa, li esse post só hoje e devo dizer: estava precisando! To em semana de prova e eu ando tão obcecada em estudar que está desgastante (e amanhã é apenas o segundo dia de provas…), eu tive que dar uma pausa agora e foi aí que eu li o post. Sério, ta desesperador, eu até que gosto de estudar, mas esse bimestre, talvez por ser o ultimo, fez com que eu estudasse muito (até demais), e eu ando muito agitada, ta um horror! Pra vc ter uma ideia, a semana de provas começou apenas hoje, mas desde semana que vem eu venho me preocupando feito uma louca! Sério, to pra pirar loucamente, minha mão ta doendo de tanto fazer resumo… é isso, acho que isso foi um tipo de desabafo! Nem sei se alguém vai ler, ja que o post é do dia 18, mas ok hehe
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Cherry B disse:
outubro 23rd, 2012
Yasmin, uma notícia pra você: a gente SEMPRE lê os comentários. E quase sempre, comenta um a um. Resumindo: CHERRY IS WATCHING YOU! Hahahaha!
Enfim: é bom fazer uma pausa nos resumos! Vai ler um livro, ver um filme, jogar videogame, olhar a janela. Existem mais coisas na vida do que simplesmente enfiar a cara no livro de física!
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Yasmin disse:
outubro 24th, 2012
Que linda vc (e o resto da equipe)! E como vc descobriiiuuu?? A prova que eu estava estudando era realmente pra de física #psychic
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Bervian
23 de outubro de 2012
Só fui ver esse post hoje, e já tinha digitado um giga texto, quando vi ja tinha virado um texto daqueles de tumblr, 200% depressivo e com nuances de psicose. Excluí tudo. Só queria dizer que você escreve muito bem. ok :~
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Cherry B disse:
outubro 23rd, 2012
NÃO TENHA VERGONHA DOS SEUS SENTIMENTOS! Não exclua os seus textos! *abraça*
Assim, se você estiver se sentindo triste, escrever algo sobre isso é perfeitamente normal e um dos melhores jeitos de lidar com a situação. Eu tenho o blog, que é o meu veículo para publicar o que eu penso, mas eu já escrevi vááários textos de teenage angst que eu não deixo ninguém ler. É normal!
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Laura Campo
23 de outubro de 2012
Antes de tudo: adoooro ler o seu blog….e vc me faz fazer xixi na calça com os gifts que vc escolhe.Sério.
Essa epifania que vc teve….eu desejo que vc consiga ter ela todas as vezes que vc começar se afogar nas obrigações….Passei pela sua situação várias vezes: no colegial do capeta que eu fiz, no cursinho, e agora na faculdade (pq eu sou S&M e faço medicina).NUNCA NUNCA NUNCA sacrifique o seu momento diário.Porque a gente se esforça pra ser Miss-Linda-Inteligente-Competente e esquece de que no final do dia, quando vc encosta a cabeça no travesseiro, o que realemente importa são os SEUS sentimentos.O que vc fez de bom pra vc mesma hj?
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Karla
23 de outubro de 2012
Então.
Eu tinha escrito um texto sobre tudo o que eu senti enquanto lia seu texto(dizendo coisas como também tenho 16 anos e que eu chorei lendo e que entendia perfeitamente o que estava acontecendo com você), mas a internet caiu e eu não consegui enviar.
Mas o que importa mesmo é que… você escreve muito bem. Conseguiu dizer tudo o que acontece na minha cabeça agora (ou em, pelo menos, parte dela) mesmo sem nunca ter me visto num dia da vida. É.
Enfins.
Lição do dia: eu não sou a única adolescente do mundo. E todo mundo aprende a viver um dia. Ou assim eu espero.
É.
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Emelly
26 de outubro de 2012
Juro que quase chorei lendo esse post (é, eu sou super sentimental). A cada dia q passa eu amo mais esse blog! Eu tenho 15, mas to me sentindo assim tbm ultimamente. Na verdade, eu meio que sempre me senti assim e agr esses sentimentos tao so ficando mais intensos. Eu vejo meus professores, meus pais e alguns amigos mais velhos dizendo pra eu me organizar por agr, pra aproveitar as coisas enquanto elas estao faceis, q que ter 15 e maravilhos ,e que a epoca do vestiba é pauleira, mas ao inves de me acalmar so consigo me procupar ainda mais com o futuro. Fazia seculos que eu, assim como voce, nao tirava um tempo para fazer coisas que eu gosto, como ler, (e eu ate parei minha maratona de DW! nem animo para isso eu tava tendo, como pode?) pq tava me matando de estudar e, sei lá, as vezes penso que isso n vai adiantar nd, q eu vou acabar me ferrando, que minha vida vai dar td errada e eu vou ter que morar com meus pais ate uns quarenta anos (desabafo total aqui, hein kkkk). Enfim, o que eu queria dizer msm era que ler isso me ajudou MUITO, entao primeiro obrigada e eu quero dizer que EU SUPER TE ENTENDO. Ah é, e desculpa pelo texto gigante.
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Dany
27 de outubro de 2012
Puxa, foi um texto bem empolgante. Até me fez voltar a comentar no blog.
Estou passando por essa fase, mas no meu caso é porque sinto que estou me tornando adulta e não é bem como esperei. Emprego, falta de tempo pras coisas que eu gosto, falta de vontade quando tenho tempo, por causa do cansaço mental que as outras atividades me causam. Amigos distantes, sonhos ficando amargos. Eu tenho que me lembrar todo dia que só tenho 17 anos, porque ninguém mais me trata assim. Até andei fazendo umas coisas irresponsáveis que só me deram dor de cabeça, para tentar resgatar aquele sentimento juvenil de que eu vou ser eterna (álcool demais não traz isso, só pra constar). Eu sinto falta dos meus quinze/dezesseis anos. Sem crises existenciais, sem depressão. Agora tenho medo de cair nas garras do comodismo.
P.S.
“Se os seus pais querem que você faça medicina e o seu sonho é Letras, fique com a segunda opção. Se existe uma pressão para você ter um namorado, e você não quer, fique solteira.” – Como advinhou minha vida? Meus amigos esperavam que eu fizesse Engenharia ou Sistemas por amar exatas (é, pois é, física, quimica, matemática e biologia me seduzem), meus pais medicina ou direito, por achar que eu tinha potencial (e porque são cursos superestimados com um percentual alto de profissionais infelizes). Lá fui eu jogar todas essas expectativas pro alto e fazer o que eu queria: Letras – Língua Inglesa. Ainda sou caloura, então é esperar o que o tempo vai trazer. Mas não me arrependo.
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Nath
31 de outubro de 2012
Puts, se vc está se sentindo velha, imagina eu que tenho 24 anos e me sinto mais jovem do que nunca!
Eu só percebi que virei adulta depois que terminei de assistir Harry Potter 7 pt 2 na es
Apesar de muita gente achar que sou mais nova (adoro quando as pessoas que falam que tenho 18 anos ou menos, hehe)
Tive essa crise dos 16, também passei pela crise dos 18 e dos 20 anos. Ano que vem, após completar 1/4 de século(25 anos), provavelmente, passarei por mais uma.
Querida, só posso dizer uma coisa, isso passa, você amadurece e toca a vida pra frente, mas enquanto passamos pela tempestade, sei que essa dica não conta, parece que foi há muito tempo que deixei de ser adolescente, mas para mim, parece que foi ontem.
Atualmente, estou na faculdade, faço Sistemas de Informação e tem uma matéria que eu ODEIO com todas as minhas forças, tanto que fui reprovada duas vezes nela. Mas preciso faze-la junto com as outras materias do semestre atual se quiser concluir o curso no final do ano que vem sem dever nada.
Se eu tivesse me esforçado mais nesta matéria só para conseguir a média, estaria mais tranquila. A dica neste caso, é atingir a média nas matérias da escola que você detesta, assim, elas não vao te dar dor de cabeça no futuro.
Hoje, estou procurando reconciliar minha carreira profissional (fonte de renda) com o que eu gosto de fazer. que é escrever, ler e desenhar. É dificil, mas me sinto melhor assim.
E no mais, aproveita esses anos de adolescencia, seja lendo em casa ou indo a festas com a galera.
abração
Nath
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