Veronica Mars, O Marshmallow
Ah, o mundo de livros a serem lidos, séries a serem descobertas, filmes completamente inéditos para sua mente! Entre um monte de coisas novas, até meio que me esqueço de como reexperimentar (!) minhas coisas favoritas é super. Outro dia veio uma lembrança de uma certa série que amo, e que – naquele momento, uma súbita percepção! – seria bem legal rever.
Veronica Mars não entrou em minha vida há muito tempo – acho que no começo do ano passado? –, mas vi em uma velocidade louca, a ansiedade de saber o que aconteceria no próximo episódio, etc e tal. Agora há um certo senso de conforto, o fato de não precisar me apressar. Já sei o que acontece na história (não em detalhes, mas o bastante), e posso genuinamente degustar mais lentamente a coisa toda.
Ontem vi o primeiro episódio – QUE É MARAVILHOSO, INCRÍVEL, ÓTIMO – e minha jornada aqui está registrada. (Não tem spoilers sobre o resto da série, prometo.)
Conheça nossa protagonista! Certamente nem deve ter passado pela mente do leitor qual é o nome dela.
As primeiras palavras da série vêm da narração em off da Veronica: “Eu nunca vou me casar”. Declaração compreensível, considerando que ela está dentro de um carro, observando a janela de um quarto de motel em que um cara está traindo a esposa. Oh, é Veronica uma voyeur…? SIM, ESSA É UMA SÉRIE SOBRE UMA CRIATURA LEVEMENTE PIRADA QUE PERSEGUE OS OUTROS, E…
Hm. Ok. Não. O pai da V. é o Keith Mars, um detetive particular, e como de costume ela resolveu se intrometer num caso.
PORQUE ELA É DEMAIS.
Provavelmente não é a primeira vez em que Veronica faz uma vigília para tirar fotos comprometedoras, a serem entregues ao cônjuge desconfiado que contratou os serviços da Mars Investigations. Não é uma atividade particularmente desafiadora – tirando fato que ela precisa estudar para a prova de Cálculo, e seria bom se os dois pombinhos abrissem a porta ou a janela e dessem a ela a oportunidade de uma boa foto.
HORA DA ABERTURA. Aprecie.
WE USED TO BE FRIENDS A LONG TIME AGO, WE USED TO BE FRIENDS!! Terrivelmente grudenta, mas também passa o espírito VM. Hora de uma sinopse ou algo assim:
Veronica levava uma vida bacaninha – filha do xerife de Neptune (“… seus pais são milionários ou trabalham para milionários. Neptune, Califórnia, uma cidade sem classe média”), namorada do aparentemente perfeito Duncan Kane, e feliz com sua melhor amiga Lilly – irmã de Duncan -, também conhecida como AMANDA SEYFRIED EM SEU MELHOR PAPEL.
… Então Duncan a dispensa sem explicações. E Lilly é assassinada. Keith acusa o pai da garota de estar envolvido no assassinato, o que deixa a cidade ENLOUQUECIDA, e ele é meio que chutado do cargo de xerife. Ah, e a mãe da Veronica vai embora. E desde que tudo isso rolou, ela é uma pária social.
(Pausa por um momento para a apreciadora de mitologia greco-romana que existe em mim: não é interessante a relação do sobrenome dos Mars com a cidade? Talvez nem seja a intenção, mas acho fascinante – Netuno sendo o deus do oceano, o que para mim passa mais classe e poder inerentes, do que Marte, deus da guerra – guerra que envolve, sabe, suor, sangue, umas cabeças perdidas, etc. Ele também é guardião da agricultura, e considerado o pai do povo romano – o que é engraçado, considerando que os gregos não curtiam muito sua contraparte, Ares -, uma conexão muito mais intensa com os trabalhadores do que Netuno: os romanos nem eram muito chegados no mar, e sua marinha nunca foi tão conhecida quanto sua legião.)
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