Fiz um post sobre Revolution assim que saiu o calendário da fall season falando que todos iríamos nos viciar e com as minhas expectativas para a série.

Agora chegou a hora de ver se tudo vai dar certo, né? A série estreiou no dia 17 de Setembro, mas assisti quando o piloto foi ao ar numa “pré-estreia” (ele foi ao ar mesmo ou esse é o que foi exibido para os jornalistas? Nunca entendo esse lance de pre-air!) e é claro que com uma mãozinha do meu amigo google, já o assisti (nota: esse post foi escrito dia sete ou oito de setembro, apesar de só ter entrado no ar agora).

Antes de ir exatamente ao que achei do episódio e o que espero da série, quero avisar que vamos experimentar algo diferente com Revolution, ok? Normalmente indicamos séries pela temporada inteira e como um todo, mas como essa começou agora, vamos tentar acompanhá-la semanalmente para ver o que vai acontecer. O que acham disso?

Sobre o Pilot de Revolution, vamos começar dizendo que nunca assisti nenhuma série que tenha o JJ Abrams associado e que sou fã girl do Eric Kripke, então entrei nessa esperando que as habilidades dele como roteirista e idealizador sejam bem exploradas. Acho que é uma união que pode render bons frutos se souberem aproveitar o que tem de melhor. Caso contrário, acho que é uma receita para Flash Foward 2.

O episódio flui bem e é um bom pilot, na minha opinião. Consegue introduzir várias perguntas e a motivação dos protagonistas, além de boas cenas de ação. Só que eu tive alguns problemas durante o episódio, principalmente com a atuação. Sério, tem uma cena de drama em que uma das atrizes não convence nem um pouco e tive vontade de rir. A atriz que faz a Charlie, a protagonista, também não é tão boa assim, mas nunca vi nada dela para saber se ela é daquele jeito normalmente ou se é o que o personagem exige. Apesar disso, gostei de praticamente todos os personagens que foram introduzidos.

E é claro que temos toda aquela carga que quem vê/via Supernatural conhece muito bem: Família. A família é o mais importante, é o que move o plot. Em Supernatural, tudo girava em torno das relações entre os Winchesters e aqui, pelo menos no primeiro episódio, gira em torno dos Matheson e agregados. Esse foi um dos pontos que mais gostei e quero que explorem mais esse lado. Tem várias frases que me lembraram de SPN, principalmente relacionado a Charlie e seu irmão mais novo, Danny! Não vou dar mais detalhes, mas fiquem procurando para coisas como “É o negócio da Família” ou “Você tem que cuidar do seu irmão” quando assistirem ao Pilot.

Voltando aos problemas: um deles é que as coisas andaram um pouco rápido demais. Eu imagino que vamos ter vários flashbacks ao longo da série, mas esperava que demorassem um pouco mais para poder encontrar o Tio Miles (que é interpretado pelo Billy Burke, que faz o pai da Bella em Crepúsculo. Não sei se vocês se lembram, mas ele é o melhor personagem). Nesse aspecto, achei que poderiam ter explorado mais os perigos desse novo mundo e exibido um pouco mais do cenário em que a história se insere. Sabe quando seu pai diz “É perigoso!” mas você sai e não tem nenhum perigo para valer? O único que teve foi uma ferramenta meio ridícula para introduzir o personagem que mais me irritou.

Além dessas duas coisas, estou com medo de que a série acabe ficando complexa demais, ao mesmo tempo em que fique vazia. A cena do final do episódio deixa muitas perguntas e tenho medo que elas não tenham resposta. Uma das coisas que acho essenciais em ficção científica é o famoso “deixe simples”. Não quer dizer que a trama não deve ser elaborada, mas a resposta deve ser objetiva e conhecida pelo autor no momento em que o problema seja formulado. Serve para livros e séries.
Por exemplo, em Revolution, todas a eletricidade parou de funcionar, inclusive em pilhas e baterias. É essencial que antes de fazer qualquer coisa, os roteiristas já saibam o porquê para poder desenvolver as implicações disso a partir daí. Sair do pressuposto sem conhecer o final é uma receita para bagunça, assim como também é querer estar sempre um passo na frente do seu telespectador. Se você deu várias dicas para o que vai acontecer no final e as pessoas começam a suspeitar, NUNCA JAMAIS NUNCA NUNCA MESMO invente de fazer um “ahá! Eu te enganei” só pelo prazer de ser imprevisível. Nesse aspecto, confio no Kripke, mas não no Abrams. (NEM NO MOFFAT!!!!!!!!!!!)

Uma imagem de um episódio futuro.

Enfim, medos a parte, Revolution foi um bom pilot. Não foi excelente, mas deu vontade de continuar vendo para descobrir o que vai acontecer. Não vá esperando a oitava maravilha do mundo, porque não é. Mas acho bom que o pilot não tenha sido fenomenal, porque as minhas últimas experiências com séries de ficção científica mostram que um primeiro episódio incrível é acompanhado por decepções em série. Começar medianamente é bom porque dá margem para melhorar rítmo, atuações e desenvolvimento de história (que é o que espero que aconteça).