Ano: 2011
Língua: Português/Inglês
Editora: Seguinte (português)/HarperTeen(inglês) Autor: Kiera Cass
Tradução: Cristian Clemente
Nome Original: The Selection
“Para 35 garotas, a Seleção é a chance de uma vida. É a oportunidade de ser alçada a um mundo de vestidos deslumbrantes e joias valiosas. De morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha. Para America Singer, no entanto, estar entre as Selecionadas é um pesadelo. Significa deixar para trás o rapaz que ama, abandonar a família e seu lar para entrar em uma disputa ferrenha por um coroa que ela não quer e viver em um palácio sob a ameaça contante de ataques rebeldes.
Então, America Singer conhece pessoalmente o príncipe – e percebe que a vida com que sempre sonhou talvez não seja nada comparada ao futuro que nunca tinha ousado imaginar.”
Por motivos, acho que é importante avisar que o A Seleção que recebi quando eu e os amigos visitamos a Companhia das Letras (leia parte da saga aqui) é apenas uma prova, o que significa que ainda não foi lançado. Na verdade, não saiu nada oficialmente da Seguinte (selo jovem e super awesome da Companhia), a não ser o lançamento oficial do selo na Bienal de São Paulo, mas o livro deve sair hoje se tudo der certo. =D
Enquanto explicava sobre os lançamentos da Seguinte a Diana começou a explicar sobre o que era A Seleção e comentou que era meio que Jogos Vorazes (leiam sobre: aqui e aqui), mas com um castelo, um príncipe charmoso e 35 garotas concorrendo para virar rainha. As últimas coisas me animaram quanto ao livro, só que ainda assim, quase que tive um surto psicótico interno ao ouvir Jogos Vorazes (oi, não sei se vocês sabem, mas estou com trauma da Katniss e de todas as variações da palavra “distopia”). Só fiquei empolgada de verdade quando a Diana disse que era basicamente uma mistura da trilogia-que-não-deve-ser-nomeada com The Bachelor.
E, gente, como a minha mente gritou de empolgação.

THE BACHELOR É MINHA GUILTY PLEASURE E NÃO REGRETO NADA.
(Só para esclarecer aos navegantes, “A Seleção” NÃO é um livro, blergh, distópico. Tem elementos, mas ele não é, então você podem lê-lo sem essa preocupação, okay? Então, continuando…)
Fiquei com essa comparação em mente ao ler o livro, mas ao terminá-lo, devo dizer que tem certa semelhança com vocês-sabem-qual-trilogia: as meninas são “sorteadas” (elas mandam as fotos mais bonitas e preenchem um formulário com as habilidades delas. De fato, um sorteio, só que não), boa parte das coisas são televisionadas, as candidatas precisam ganhar popularidade dos cidadãos, do príncipe e da família real e tem a questão delas escolherem que “imagem” elas querem passar para o público. Ah, tem também o amado que a protagonista deixa para trás, a família dos dois é muito pobre e a America fica deslumbrada com o lugar novo que ela vai. Mas também é interessante deixar em mente que, por mais que tenha suas similaridades, as abordagens e situações são diferentes. Por exemplo, nenhuma das meninas é obrigada a se candidatar por motivos de opressão do governo que quer mostrar o que acontece com os que se revoltam, aliás, nenhuma das meninas é obrigada a se candidatar, se inscreve quem quer; não tem ninguém lutando até a morte para ficar com o príncipe Maxon e; todas as selecionadas ganham algum benefício, mesmo aquelas que saem na primeira eliminatória.
A verdade é que o livro está mais para “The Bachelor” com todas aquelas intriguinhas, os vestidos bonitos, encontros com o príncipe e as tentativas de convencer qual delas merecem ficar com o príncipe. “A Seleção” se foca bem mais nisso do que na questão política ou quem são o duas células terroristas e qual o propósito da criação delas ou o motivo do mundo deles ser divididos em castas (são 8 castas, sendo a primeira a casta dos mais ricos e oitava a casta do mais pobres) ou em como o mundo deles virou o que virou com detalhes (fiquei bastante curiosa com a ideia da China ter invadido os EUA em dado momento por conta da dívida).
Tenho a impressão de que Kiera fez isso de propósito. Talvez ela quisesse focar mais em construir o relacionamento da America com os outros personagens e dar um tom maior de mistério entorno da sociedade e dos terroristas para poder responder depois responder as principais perguntas nos próximos livros: o que os terroristas querem no castelo? Por que eles existem duas facções de terroristas? A America ficará com o Maxon ou o Aspen???? (Brincadeirinha!!)
Uma coisa que gostei bastante é que grande parte dos personagens é bem desenvolvida e bem linear em suas ações. A America é uma ótima protagonista e é uma pessoa sensata bem carismática, mas meu favorito ainda é o Maxon, que tem noção das responsabilidades dele, é inteligente e é um amorzinho.
No geral, achei que foi um bom livro para se ler, mas tive alguns problemas no meio do caminho, porque não consigo entender como a America passou anos tendo um relacionamento escondido e arriscando a própria vida por conta disso, consegue simplesmente deixar todo esse sacrifício de lado, como se não fosse nada. Isso me deu um pouco nos nervos.
E, sobre a capa, tenho que dizer que achei ela muito bonita e, tipo, quero aquele vestido para mim! Sei que muita gente tem probleminhas com capas com mulheres de vestido, mas juro que tem tudo a ver com o livro, porque a America usa vestido azul em algumas ocasiões. Não foi aleatório, tá?
Ah! E uma curiosidade: a CW está filmando uma série baseada nesse livro!
Classificação: três coroas e uma selecionada!
















Cíntia Mara
21 de setembro de 2012
Hmm… Qual o limite entre “ser distópico” e “ter elementos distópicos”? Não entendo muito bem essa distinção :S
O que vem à minha mente quando vejo a capa e a sinopse de A Seleção é “parece uma distopia, só que mais fofa que o normal e ONDE EU ACHO ESSE VESTIDO PRA COMPRAR?”.
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Val disse:
setembro 22nd, 2012
Okay, vou por partes e com uma explicação simples (espero…) para não fazer um post-comentário! XD
Quando falamos de utopia, estamos falando de uma civilização ideal e perfeita, no entanto, quando falamos de distopia, estamos falando de uma civilização contrária à civilização utópica, ou seja, a sociedade distópica é terrível e imperfeita. O que essas duas ideias têm em comum é que elas são tão extremas e irreais que elas nunca poderão se concretizar.
Por exemplo, em Jogos Vorazes, você sabe que o mundo retratado lá é absurdo demais para ser verdade (por mais que você encontre semelhanças com o mundo que vivemos, você sabe que nunca chegaremos aquele ponto). Isso é ser distópico. Ter traços distópicos é ter algumas das imperfeições da distopia, mas nunca chegar a ser uma.
Fez algum sentido para você? D: É difícil explicar de forma pequena… =/
Eu também queria MUITO saber onde comprar esse vestido, porque ele é MARAVILHOSO <3
(Ah! E distopias não podem ser fofas =PPPP)
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Cíntia Mara disse:
setembro 22nd, 2012
Faz sentido, sim
Nunca tinha pensado dessa forma, sempre encarei como algumas histórias sendo “mais distópicas” e outras “menos”. Acho que é mais fácil de classificar (pra colocar uma tag no blog ou recomendar de acordo com o gosto da pessoa, por exemplo).
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Julia
21 de setembro de 2012
Oi Val! Eu não vejo a hora de ler esse livro, mas ele prece ser um tanto quanto… bobo, quero dizer, eu adoro esse tipo de história que parece conto de fadas e tudo o mais, com os príncipes, castelos e vestidos lindos de morrer (vou tirar uma foto desse aí da capa e mandar para a costureira, sério), mas sei lá, quando li a sinopse pela primeira vez achei que tinha uma coisa épica (rsrs) com lutas de espadas e etc.
Só que ainda assim não paro de pensar em ler esse livro!!! Minha mente é muito confusa, até para mim às vezes, hahaha.
Beijos
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Val disse:
setembro 22nd, 2012
AHAHSUAHS! É um pouco “bobo” sim! E ele não é épico se estivermos tratando de lutas de espadas e tals… =P Mas “A Seleção” tem um pouquinho de ação! Pouquinho mesmo, porque acho que a ideia desse livro era mais nos colocar um tanto quanto no contexto do mundo da America, ma acho que nos outros livros vai ter mais ação!
Tenta dá uma lida nele, Julia \o/ Talvez você goste dele (ou não, quem sabe? hahaha) =P
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Jully Guedes
21 de setembro de 2012
Oi Val.Eu curto,na medida certa,uma distopia.Já li esse livro e achei legal.
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Val disse:
setembro 22nd, 2012
Hahah, ele é bem legal de se ler mesmo, Jully <3
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Mariana Paixão
22 de setembro de 2012
Eu ADOREI ESSE LIVRO e OMFG, preciso da continuação!
E essa capa é esplêndida!
Mas o que realmente quero comentar é sobre a parte que você disse que a America largou o relacionamento dela com o A. assim, por nada.
Eu discordo disso totalmente.
Não foi por nada. Ela se candidatou por causa da mãe, da situação familiar, dos problemas financeiros. Ela aceitou ir por causa disso. E também por causa da briga deles dias (ou dia? não lembro…) antes. Mas, na verdade, ela não laaaaargooou verdadeiramente, né. Ela super ama ele ainda.
Tive que falar isso porque as últimas palavras do Aspen lá no final do livro me deixaram super OMFG, THAT’S HOW IT’S SUPPOSED TO BE! S2
Pra mim ela largou ele pela família, no final de tudo. Waaay more important, no matter what.
Bem, é isso.
(hahahahahahahah)
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Val disse:
setembro 22nd, 2012
Okay, acho que não fui muito clara no que eu disse lá em cima. D:
Meu problema não é que ela tenha largado o relacionamento por “nada”, mas é que ela dá a entender que ele não parece ter sido tão importante assim. Sério, conta no livro, desde que ela foi para o castelo, quantas vezes ela pensou no Aspen de verdade.
Sou da opinião de que se você ama uma pessoa o suficiente para arriscar a sua vida e a da sua família, você não deixa de pensar nela de repente e com um intervalo tão pouco de tempo.
E discordo completamente que ela largou o pela família. Convenhamos, ela só se inscreveu por conta da conversa que o A. disse que a America deveria se candidatas. E como cereja do bolo, ainda rolou aquela proposta da mãe dela. Em momento algum America pensou na família ao tomar a decisão, ela pensou nela mesma o tempo todo (o que eu acho super válido, porque é a vida dela que ela vai jogar pro alto).
Mary, você é #TeamAspen, né?? :3 Se for, você será a primeira pessoa que conheço que torce por ele!! QUE LEGAL SERIA! <3
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Vanessa
24 de setembro de 2012
Ah, que bom que A Seleção não é um livro distópico. Argh, estou cheia de livros distópicos! :/
Sei lá, acho que tenho algum problema de estilo, porque não achei nada nesse vestido que a modelo está usando na capa!
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