Esse livro foi um oferecimento da Galera!
Ano: 1999
Língua: Português/Inglês
Editora: Record (português)/ St. Martin’s Paperbacks (inglês)
Autor: Patricia Cabot
Tradução: Eliane Fraga
Nome Original: Portrait of My Heart
“Quando menina, Margarethe “Maggie” Herbert era alvo de brincadeiras e provocações das outras crianças por ser alta, magricela e desengonçada. Em especial do futuro duque de Rawlings. Mas não há nada que o tempo não mude, e com Maggie não foi diferente. Passados cinco anos, a jovem Srta. Herbert deixou de ser alvo de provocações e se tornou alvo de atenções agora que seus vestidos, antes largos, começaram a preencher belas curvas.
Mas o mais engraçado é que ela não se dá conta disso. O que não quer dizer que todos os outros, inclusive os homens, já não tenham percebido a transformação. Principalmente o conquistador Jeremy Rawlings – também conhecido como Duque de Rawlings -, que, ao retornar da universidade, descobre que a implicante amiga de infância tornou-se uma linda mulher. E qual não é a surpresa de Maggie ao reparar que o menino para o qual não perdia nenhuma luta subitamente se tornou um homem tão atraente.” (resumo da Galera adaptado)
Antes de começar a resenha, preciso avisar que esse livro contém cenas MUITO quentes (também conhecidas como “sexo”), então quem não gosta desse tipo de livro ou quem não tem maturidade o suficiente, pode parar de ler aqui mesmo. E, aproveitando que estou falando das cenas calientes, vou esclarecer mais um ponto: não é porque um livro é chamado de “romance de banca” que ele necessariamente degrade a mulher ou a coloque em uma posição de submissão, okay? Vamos acabar com estereótipos, capisce? Esse livro da Meg Cabot (siiiiim, “Patricia” é o segundo nome da Meg Cabot e “Patricia Cabot” é o pseudônimo que ela usava antes =P) não se encaixa nesse estereótipo.
De. Forma. Alguma.
Agora que colocamos os pontos nos “i”s, vamos ao que interessa!
“Retrato do Meu Coração” é a continuação de “A Rosa do Inverno” (que saiu pela Essência no Brasil) e é o segundo livro da série Rawlings. E, para ninguém entrar em pânico, essa é uma daquelas continuações que não te obrigam a ler o livro anterior ou o livro seguinte, porque a história é independente. O negócio é que alguns personagens já são “conhecidos” e também há referências à “Rosa do Inverno”, mas nada que atrapalhe, porque as referências são explicativas.
E, bom, a verdade é que o livro é estranho, mas um estranho legal.
“Estranho” porque pensei que os acontecimentos do início do livro afetariam algo no futuro, mas não foi o que ocorreu. Minha impressão é de que a Meg escreveu aquilo só para dar um pontapé inicial sobre como era o jovem Jeremy enquanto ele vivia longe dos tios e poder finalmente dividir o livro em duas partes, tipo o “antes” e o “depois”.
Outra coisa estranhíssima é que o Jeremy tinha estamina para vocês-sabem-o-quê, quando ele ainda estava se recuperando da malária que ele pegou na Índia e, bom, ele não estava totalmente curado e- DUDE, DA ONDE ELE TIROU FORÇAS PARA AQUILO??? Não estou reclamando, mas me questionei isso durante um tempo (cinco minutos, talvez?) sobre como ele conseguiu fazer aquilo tantas e tantas vezes e, às vezes, tantas e tantas vezes SEGUIDAS….
Estranhices (essa palavra existe? Deveria existir!) à parte, o livro tem uma história bem divertida, a escrita da Meg te prende de forma que você não quer largar o livro até ele acabar e os personagens são maravilhosos e, gente, como amei os personagens (gente, eu chorava de rir com aquele mordomo, pobre coitado!!). <3
Lembra que falei lá em cima sobre romances de banca, esterótipos e personagens femininos submissos? A Maggie é tudo, menos submissa e dependente. Ela corre atrás do sonho de estudar pintura na França, vira uma pintora e consegue até mesmo fazer uma exposição de suas obras, mesmo sendo uma mulher em uma época em que a maioria dos homens (e as próprias mulheres!!) pensavam que as mulheres tinham apenas que arranjar um bom casamento e depois ficar em casa cuidando dos filhos ou dos pais (se ela fosse uma “solteirona”). E o mais interessante sobre a Maggie é que maior parte dos problemas dela para ficar com o Jeremy é ela não querer abrir mão da pintura para ser uma duquesa (tem um noivo francês também, mas ele é o de menos, convenhamos), porque na cabeça dela, as obrigações de uma duquesa são terrivelmente conflitantes com a carreira de pintora.
E o Jeremy pode bancar uma de machão, mas ele, em todo o momento, quer ser apenas um equivalente da Maggie e merecedor do amor dela. Ele não quer ser o dono dela, como se a pobre mulher fosse uma propriedade ou um objeto. Até mesmo o ponto dele ir para as Índias é para provar que ele é digno de ficar com a Maggie. O Jeremy também me ganhou por, em nenhuma hora, falar para a Maggie que ela deveria abrir mão da pintura. Na verdade, ele comenta que ela não precisaria deixar de pintar se virasse uma duquesa, uma coisa não anula a outra e é lindo, povo, LINDO.
Falando em “lindo”, O QUE É A CAPA DESSE LIVRO?
Estou sendo muito sincera ao dizer que ela é uma das capas mais bonitas que já vi. Aquele azul e aquele rosa, aquela moça bonita, aquelas flores e aquela fonte do título ficaram perfeitos! Na real, mesmo se eu tivesse odiado o livro (o que totalmente NÃO é o caso), ele continuaria na minha estante apenas por ser bonito…Vide a minha situação com “Eu sou o Número 4″, detestei o livro, mas demorei quase dois anos para me livrar dele só porque a capa era bonita.
Se você gosta desse tipo de leitura, esse é um livro que super recomendo!
Aliás, recomendo “Retrato do Meu Coração” e também “A Rosa do Inverno”!
Classificação: Quatro safiras indianas.

















Karlinha
19 de agosto de 2012
Não vejo a hora de ler esse livro. De verdade eu tenho muita vontade de lê-lo. Claro que também tenho que ser sincera a capa é bem linda e chamativa só por isso-vergonha, eu sei- eu compraria e também pq do nome da Meg Cabot= Patricia Cabot!ehehhe
Amei a resenha!
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Val disse:
agosto 21st, 2012
Hahaha, quando você quiser, é só me falar que eu te empresto! =3
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Isadora Iwahashi
20 de agosto de 2012
Cara, como eu trabalhei no estande da Record, eu mexi nesse livro umas 30 mil vezes e eu sofri por não ter (dinheiro pra comprar) esse livro… A capa é linda e vamos ser francos, o história é clichê, mas eu AMO alguns clichês, principalmente quando é a Meg que escreveu… *-*
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Val disse:
agosto 21st, 2012
Você trabalhou na estande da Record na bienal? QUE AWESOME!!!
Vixi, “Retrato…” está caro? Nem dei olhada no preço dele…
Hahaha, eu não acho clichês necessariamente ruins, principalmente quando eles são bem escritos e divertidos de serem lidos <3 ~
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Nini
22 de agosto de 2012
Nossaaaa adoroo romanceee e essa capa nos deixa morrendo de vontade de ler :p
assim que der vou ler ele….
Adoreii seuss comentarioss!!!
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Val disse:
agosto 22nd, 2012
Leia sim! <3
Ele é muito divertido, aushaus XD
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Angel Sakura
22 de agosto de 2012
Eu amo Meg Cabot e eu esperava ansiosa esse livro, na verdade toda a série portrait.
Pra mim meg é sempre boa escolha e eu amo o jeito independente da nossa querida prota!!!! <3
Por sinal é bom avisar que o primeiro livro é da Essência !! Leiam rosa do inverno pq é oootimo tb!
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Val disse:
agosto 22nd, 2012
Siiiim! Eu queria até comprar em inglês depois que li “Rosa do Inverno”, mas nem em inglês dá para achar essa p%**@ direito e quando você acha, ele custa dois rins, um fígado, três olhos e uma nádega u.ú
Hahaha, só não estou gostando dos últimos livros da Meg ultimamente… Parece que ela está se forçando ou sendo forçada a escrever… “Mordida” foi um recentes que detestei. Ela deveria ter parado em “Insaciável”, que é genial por si só e se sustenta como um livro fechado.
E eu coloquei na resenha que “Rosa do Inverno” é da Essência e que foi lançado no Brasil ;_;
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Raíssa Lins
26 de agosto de 2012
Li meu primeiro romance de época essa semana(ULHUL!) e tenho muita vontade de ler os livros da Meg escritos como Patricia Cabot, todo mundo fala super bem das histórias e tudo o mais. Adoro personagens fortes e independentes, então acho que vou gostar bastante de Retrato do meu coração.
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Val disse:
agosto 28th, 2012
Qual? Gostou? :3
Hahaha, os livros da Meg com Patrícia são bem legais! Só teve um deles que li que achei bobinho, mas ainda assim, gostei dele.
Também adoro personagens fortes e independentes! *____* Por esse motivo gostei tanto de “Retrato do Meu Coração”!! ushaus! Tem um outro da Mag como Patricia que também é muito legal e tem personagem forte e independente, se chama a “Dama da Ilha” (ou “Lady of Skye”, no original)
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