Predestinados, de Josephine Angelini
O livro foi cedido pela Intrínseca, obrigado! \o/
“Helen Hamilton, 16 anos, é mais uma daquelas típicas garotas que encontramos nos livros: ela mora apenas com o pai em uma cidade pequena (na verdade, uma ilha pequena) e tenta esconder dos seus amigos que ela não é, hm, normal. E, para desgraça de Helen, as coisas estão piorando. Agora, a garota tem pesadelos em que está no deserto e, ao acordar, parece que ela realmente passou por isso. Como se isso não bastasse, Helen também é atormentada pelas visões das mulheres que choram sangue, as três Moiras.
Coincidindo com esses novos ‘acontecimentos’ estranhos na vida de Helen, a família Delos chega à cidade. Helen não entende o porquê, mas Lucas, um dos membros da família, desperta nela um terrível ódio e uma vontade de mata-lo. A garota, porém, tem que superar esse estranho sentimento, afinal, essa nova família é a única que pode ajuda-la a descobrir suas origens.”
A primeira vez que eu vi um comentário sobre “Starcrossed” (o título original) foi dizendo que o livro era como um “Percy Jackson & Os Olimpianos” para o público Young Adult. Num primeiro momento, achei que o livro seria meio pretensioso e não cogitava lê-lo. Depois de um tempo, vi alguns comentários chamando o livro de uma releitura da história de Helena de Tróia e resolvi que ia arriscar.
O livro foi uma surpresa para mim porque eu o li sem saber a sinopse, só tinha em mente as comparações que tinha visto e que, se tinha mitologia grega, não poderia ser ruim. E eu acertei! Aliás, a mitologia grega é o único ponto que conecta “Percy Jackson” e “Predestinados” e até mesmo nesse ponto os livros são divergentes.
O que me leva a um ponto positivo do livro: o mundo que a autora criou. Eu não quero entregar muito (por isso a sinopse meio vaga) porque é muito mais legal descobrir sozinho. Bem, em “Predestinados”, os semideuses são chamados de Descendentes e, diferente de PJ e da mitologia grega num geral, eles não são filhos de um mortal com um deus, mas descendentes das quatro casas criadas pelos deuses há milhares de anos. Ou seja, os poderes são passados de geração em geração. Achei a ideia muito boa na forma em que foi construída e encaixada na história, além de ser original (pelo menos eu nunca vi algo parecido).
Na resenha de “Ecos da Morte” eu reclamei dos personagens vazios e comentei que “Predestinados” também estava sendo assim. E, hm, confesso que tirei conclusões precipitadas. Embora os amigos de Helen e até mesmo o pai dela não tenham sido tão bem desenvolvidos assim, no fim não fez muita diferença porque eles não são muito importantes na história. Para mim, quem precisaria de um bom desenvolvimento teve um bom desenvolvimento, como a gigante lista de membros da família Delos e a própria Helen.
Apesar das qualidades, o livro tem um grande defeito, o ritmo. É bem lento e isso prejudicou bastante na leitura porque eu estava gostando da história, mas não conseguia ficar preso nela. A reviravolta do final até compensa, mas acho que a autora poderia ter se esforçado para trazer algo mais impactante.
E outra coisa que disse na resenha de “Ecos da Morte” e é válida para “Predestinados” é o uso da terceira pessoa. Eu gosto e às vezes até prefiro um livro assim, mas esse tipo de livro “pede” a narração em primeira pessoa pela protagonista.
Tirando essas considerações que fiz, o livro é realmente muito bom e merece uma nota alta. Adorei o mundo criado e mal posso esperar pela continuação, “Dreamless”, já lançada nos EUA. Não vi nenhuma informação sobre o último livro da trilogia, mas acredito que seja lançado no ano que vem.
Classificação final: 4 celulares quebrados.
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