Também conhecido como A Viagem Em Que Rejeitamos Assustamos A Pam.

Tudo começou meses antes, quando compramos a passagem. Inicialmente, seriam somente eu, a Dayse, a Val e a Iris. Apesar da Iris escrever toda séria no blog dela, ela é tão insana (ou mais!) quanto a gente, então antecipei várias coisas estranhas. Depois, a Pam se juntou a nós e em um dos momentos pré-viagem, ela disse “Blablablá, alguns dias para viajar com as LINDAS…”

SÉRIO MESMO, PAM???

Se ela soubesse.

Ah, se ela soubesse.

Antes de começarmos para valer, sinto-me na obrigação de apresentar os personagens que fizeram parte da nossa jornada.

Dramatis Personae:


Mary Paixão, A Furtiva – A Mary é do Muito Pouco Crítica e chegou em São Paulo bem antes de nós e saiu depois. Ficou no mesmo albergue em que ficamos, no mesmo quarto. Tem a tendência a desaparecer quando você menos espera.
Babi, A Autora – A Babi Dewet é autora de Sábado à Noite e do blog Babi Dewet. Ela é viciada em K-Pop e enrolada. De verdade.
Brício, O Popular – Brício é um dos marotos de Sábado à Noite! Ele quer ser popular, então o sigam no twitter.
Dayse, A Stalker – É a Dayse.
Casaco Vermelho, O Onipresente - Peça de vestimenta marcante da Dayse.
Trash, A  Garota Esquilo – …Preciso dizer mais alguma coisa? Não? Obrigada.
Val,
A Saidinha - Haha. Haha.
Iris, A Azarada – Devido a grande quantidade de má sorte que a Figueiredo traz para nós, ela ganhou um amuleto de boa sorte. Figueiredo é autora de Dividindo Mel e dona do Literalmente Falando.
Pam, A Rejeitada – A Pam é dona do Garota It e foi perturbada pela Dayse durante toda a viagem por estar no beliche de baixo. Além disso, ninguém quer os seus amendoins.

Participações especiais:
Carol, A Garota que Lê.

Os Relatos
(que a narradora jura serem verídicos)

No início, os problemas começaram quando a Iris teve uma jornada digna de Ulisses para chegar em São Paulo. Enquanto ela ficava presa no trânsito durante um ensaio para o apocalipse, Eu, Val, Dayse e Pam chegamos todas mais ou menos no mesmo horário e fomos para o albergue, onde a Mary já estava. Esperamos pela Iris, com atualizações constantes de seu avanço (inexistente) na direção do aeroporto por SMS, e nos organizamos nas camas e a Dayse escolheu uma… em cima da Pam.

Vista da cama da Dayse da minha cama. Acho que essa cabeça é a Dayse.

Uma escolha, leitor, é capaz de determinar o futuro de formas que ninguém imagina. Ao optar pela cama em cima da Pam, Dayse moldou o futuro de uma forma que seria inimaginável uma realidade sem que isso tivesse acontecido. Mas isso é história para um parágrafo mais a frente.

Enquanto isso, Iris ainda tentava chegar no aeroporto. Em algum momento recebemos uma SMS parecida com isso: “A Barca quebrou e estou a deriva”. Foi mais ou menos aí que começamos a suspeitar que ela não conseguiria chegar ainda naquele dia e eu tentei mandar um “Pula no mar e vira sereia” como resposta e a Tim não deixou. (Spoilers: A Tim boicotou grande parte das minhas mensagens nessa viagem)

Não vou entrar em mais detalhes (vão encher o saco da Iris pedindo essa história!), mas quando narrei a odisseia para mamãe, ela disse que a Iris não é azarada – é que a sorte dela é tanta que tem que acontecer as coisas mais absurdas antes de tudo dar certo. De qualquer forma, comprei um nazar para afastar mal e dei de presente para ela.

Na quinta-feira, Babi e Brício chegaram, mas só quando já estávamos na nossa primeira parada em São Paulo: A Livraria Cultura do Conjunto Nacional.  Olha, se você gosta de livros e nunca foi lá, não sabe o que está perdendo. A Cultura é uma das melhores livrarias do país e a da Paulista é a mais bonita que já vi, com o melhor acervo de livros em inglês! Além disso, eles abriram a loja Geek.

Essa é a Dayse abusando do Batman na Loja Geek da Cultura. Observe a presença do Casaco Onipresente.

Sobre a Loja Geek: ela é mais voltada para quadrinhos e jogos, não tendo tantos livros assim. Acho que deveriam mover a parte de ficção científica e fantasia para lá, sei lá. De qualquer forma, achei super legal eles venderem quadrinhos mensais dos Estados Unidos lá (achei um volume de Fairest, um dos spinoffs de Fables, lá. Mas era o quatro ou o cinco, então não levei). Além disso, eles estavam com uns descontos super maneiros (Val invadindo: o nome do” descontos super maneiros” era Victor e ele era parecido com o Thor, só que mais bonito) (Bell aqui: Entenderam por que ela é a saidinha? Haha.) nos quadrinhos para quem era cliente mais cultura e acabei saindo com isso:

Posso dizer que no final quase todo mundo comprou mais do que deveria na Geek, o que diz bastante sobre o nosso grupo.

De tarde, fomos para a Companhia das Letras, onde conversamos bastante com o pessoal de lá. Eles perguntaram várias coisas sobre as nossas preferências. Vou fazer um post perguntando a opinião de vocês sobre o que eles nos perguntaram depois, ok? Fiquem prontos!

Acho que só temos essa foto, ahaha. Além de nós, tem a Diana da Companhia, o Gui Cepeda do Burn Book e a Namorada Dele.

Durante essa visita, a Dayse ficou procurando loucamente pelo manuscrito do novo livro do Lemony Snicket, Quem poderia ser a uma hora dessas?. O livro vai ser lançado simultaneamente ao lançamento no exterior em outubro, pelo novo selo juvenil da Companhia, a Seguinte. Como vocês sabem, Dayse e Daniel Handler são um caso peculiar. Tão peculiar que quando foram anunciar esse título no lançamento da Seguinte na Bienal, no dia 11 de Agosto, a Dayse foi convidada a falar e explicar a história do título lá na frente.

Além disso, como a fã louca de Richelle Mead e Bloodlines que eu sou, fiquei enchendo o saco e conversamos bastante sobre o lançamento futuro da série. Conversamos sobre o título e a Val sugeriu Herança de Sangue (ou Heranças, não lembro), que foi a solução menos pior. Tenho receio de manter títulos em inglês e disse isso para eles, mas enfim! Eles estão abertos a sugestões. Se tiverem, é só comentar aqui no post que eu passo para eles. Além disso, é meio que uma unanimidade que as capas são meio… esquisitas. Vamos ver o que acontece, né?

Na sexta-feira, passeamos por São Paulo e fomos no Museu da Língua Portuguesa. Eu gosto de ir para lá, mas das últimas vezes que fui não tinha nenhuma exibição além do acervo que normalmente tem. Ou seja: foi meio chato. De qualquer forma, sou nerd e estranha e adoro os vídeos sobre as origens das palavras que ficam passando na parede interativa. Ah, dessa vez finalmente assisti a apresentação do planetário e ela foi bem abaixo do que eu esperava. O ponto alto foi Gregório de Matos em Rap! Sério, muito legal.

(Aliás, essas coisas sempre me fazem pensar em como algumas coisas no nosso país são basicamente iguais há cinco séculos e não são coisas boas. Fico deprimida com isso.)

A foto aqui é a Dayse, o Casaco e a Trash porque elas não colocaram nenhuma foto no post delas.

Depois, nós fomos na Galeria do Rock, que eu sempre vou e nunca tem muita novidade. A Dayse e a Trash foram para o maior sebo do país. Na Galeria, comprei uma blusa muito bonitinha por R$29,90 e a Babi comprou um casaco awesome por R$49,90. Esqueci de procurar alguma coisa para o meu pai lá, porque da última vez achei uns cds do Lou Reed meio raros num preço bem bacana para ele. Também perdi a Flame, a minha loja de camisetas favorita de lá. Não sei o que aconteceu (talvez ela seja fruto da minha imaginação).

De tarde, fomos na Liberdade e comemos no Banri, o do lado do Hotel. O restaurante da decoração maluca, com pratos gigantes e gostosos. A Pam não se aventurou na comida chinesa nem na japonesa, mas nós comemos horrores e sobrou bastante, para variar um pouco. Depois, fomos na So-ho Plaza e comprei umas bolsinhas de carregar remédio (spoilers: uma delas salvará a vida do Alexandre no futuro), um cofre em formato de Yakult e briguei com a minha 3G que não queria me deixar ver o vídeo do Green recebendo os presentes!

De noite, fomos no karaokê. Acho que um vídeo diz mais do que mil palavras, então:

Nessas duas primeiras noites, quando voltamos para o Albergue sempre estávamos super animados. Então meio que aconteceram incidentes. Como o Pam Rejeitada. Lembra quando eu disse que a escolha da Cama da Dayse influenciou o futuro? Então. Começou com uma música tema e evoluiu ao ponto de até os atendentes fazendo bullying com a pobre Pam devido a sua altura peculiar. E aí, enquanto a Iris arrumava a mala dela (coisa que durou umas quatro horas), ficamos conversando até tarde e por algum motivo envolvendo amendoins, a Dayse começou a chamar a Pam de #PamRejeitada.

Hobby da Iris em São Paulo: Arrumar a Mala. Bonus: Pamela EmPamcotada.

Em geral, quando me perguntam se a bienal foi boa, não me foco muito no evento e sim nesses dias que a antecederam, principalmente. A segunda e a terça-feira foram legais, mas como estávamos um pouco exaustos, não foram tão divertidos/loucos assim. Por isso, os próximos posts falarão dos livros que compramos e de uma coisa que descobri visitando as editoras em que fomos. Se quiserem mais algum relato, só comentar aí em baixo que tentamos providenciar.