Antes de começar a resenha, tenho que situar vocês um pouco. O Nick Hornby é autor de seis livros e deles, dois viraram filmes: Um Grande Garoto (com o Hugh Grant) e Alta Fidelidade (com o John Cusack). No blog, temos resenha de Juliet, Nua e Crua, seu último livro.
Lançado no Brasil como Como ser legal, pela Editora Rocco
Lido em Inglês.
Kate sempre se considerou boa: ela se tornou médica para ajudar as pessoas, ela se importa com o débito dos países de terceiro mundo, a falta de moradia e se esforça em criar suas crianças com consciência dos seus atos. Também tem que lidar com o seu marido, David, o autor da coluna de jornal “O Homem mais irritado de Holloway”. Mas um dia, num estacionamento em Leeds, ela se vê pedindo um divórcio para o seu marido.
Na tentativa de se tornar um homem melhor, David encontra auxílio em um guru espiritual chamado Dj GoodNews e sua batalha para se tornar bom só mostra para Kate como ela estava errada.
E enquanto sua vida sai completamente dos trilhos e entra num redemoinho de loucura, refletimos junto com Kate: o que nos faz ser bom? E por que diabos Dj GoodNews tem pingentes de tartarugas nas suas sobrancelhas?
Ok. A Sinopse que eu fiz é louca, porque o livro é louco. Esse é o quatro livro que leio do Nick Hornby e o terceiro romance (o outro foi um livro de crônicas, 31 songs) e posso dizer com certeza que ele escreve muito bem. Quando peguei o livro, não fazia ideia do que ele tratava e levei um susto quando logo no primeiro capítulo, Kate pede o divórcio por telefone.
Que tipo de pessoa horrível faz uma coisa dessas!? Anos de relação, terminadas com uma ligação de cinco minutos feita de um estacionamento, em outra cidade? O lado de Kate fica cada vez pior enquanto avançamos nos primeiros capítulos e descobrimos que além disso, ela faz outras coisas terríveis. Por exemplo, ela não suporta alguns pacientes que sempre a visitam e está fazendo algo que nunca pensou que fosse capaz. Mas em contraposição a David, seu marido que detesta tudo e qualquer coisa, ela é uma pessoa muito boa. Só que quando isso muda, ela não sabe mais o que fazer.
A contraposição entre as ações de David e Kate é basicamente o que guia o livro. Primeiro, ela é boa e ele é insuportável. Depois, as coisas se invertem. Só que o David nunca realmente deixa de ser insuportável (pobrezinho) e com o seu surto repentino de bondade, Kate começa a perceber como as coisas funcionam. Tem uma cena no livro em que eles saem com uns amigos e a conversa é simplesmente impossível, porque David é politicamente correto e se furta de julgar as pessoas sem conhecê-las. Aliás, toda essa coisa do David virar politicamente correto do dia para a noite cria situações inusitadas e hilárias, que deixam a Kate morta de vergonha e me fizeram rir muito.
Gostei muito da forma como Honby guiou a história e da forma como ele faz Kate refletir e lidar com os seus problemas, mas não consegui me prender muito aos personagens. A história é narrada em primeira pessoa, pela Kate, e as situações que ela passa são tão alienígenas para mim que só simpatizei com ela quando a situação começou a ficar absurda. Eu não sei se posso julgá-la (olha aí, eu sendo o David!), mas achei a indefinição dela sobre o que fazer quanto ao casamento meio irritante. Ela vai se tornando cada vez mais amarga e infantil conforme a situação não se define e quanto mais amarga, mais eu gostava dela. E assim como aconteceu com Juliet, nua e crua, detestei David, por melhores que fossem as intenções dele. Parece que tem um tipo de livro do Hornby que é “Mulheres indecisas com maridos horríveis” e não tenho muita certeza se é meu tipo de livro.
Apesar disso tudo, a escrita do Hornby é uma delícia, com várias sacadas geniais. A propósito, tem uns autores que dominam muito bem a habilidade de fazer frases sagazes e o Hornby é um deles. Parabéns, cara.
“I don’t believe in Heaven or anything. But I want to be the kind of person that qualifies for entry anyway.”
“Eu não acredito no Céu ou nada assim. Mas quero ser o tipo de pessoa que se qualifica para entrar de qualquer forma”
Pelas resenhas que vi por aí, How to be good é só “na média”. Se você quer começar a ler Hornby, talvez seja melhor ler outro livro (como Slam ou Juliet, nua e crua ou Alta Fidelidade ou Um Grande Garoto…), mas se você já é um iniciado, o livro é uma ótima adição por aqueles motivos que já conhecemos. É Hornby. Até as listas de compra dele devem ser engraçadas.
Classificação final: Três brinquedos doados para crianças carentes
















Mareska
5 de agosto de 2012
Sempre quis ler alguma coisa dele! Vou pegar a indicação de Alta Fidelidade xD
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Polie
5 de agosto de 2012
Eu acho que assisti Um Grande Garoto, mas não lembro de nada. T-T De qualquer forma eu acho legal livros absurdos, pelo menos aqueles que não fazem sentido e depois começam a fazer. (?) Não porque o autor é ruim, mas por que é assim a história.
Espero poder ler algum livro dele. ^^ Os elogios ajudaram. 
:*
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Cíntia Mara
6 de agosto de 2012
A Lisa, do Inútil Nostalgia, adora o autor, que eu fiquei conhecendo no blog dela. Até tenho vontade de ler, mas não é nenhuma leitura urgente, não. Ainda não encontrei um que me fizesse pensar “é esse!”.
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Natália
8 de agosto de 2012
Amo Nick! Esse é um dos livros que mais gostei dele. Li faz tempo, não lembro direito da historia, mas lembro que ri muito.
Pra mim o mais fraquinho é Juliet. O último que li foi Slam, que achei que não ia gostar, mas é bem incrível! O Nick é demais.
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Nanda
18 de agosto de 2012
Adoro o Nick!
E apesar dos livros legais que ele publicou, o trabalho dele que mais gosto é o roteiro de An Education: me julguem! hahahaha
bjo, Bell (vc ta viva?)
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Bell disse:
agosto 18th, 2012
Eu tô!!! Inacreditavelmente, estou viva, ahahaha.
Eu não li o roteiro de An Education, mas vi o filme, será que conta??? Eu o amo s2 Ah, o Nick é lindinho demais
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