As Nove Vidas de Chloe King – Banidos, de Liz Braswell
“Chloe King é uma adolescente normal: não é popular, mas tem dois amigos inseparáveis; é uma boa aluna, só que mata aula vez ou outra. Como no dia do seu aniversário de 16 anos, quando convence Paul e Amy a ir à Coit Tower, o ponto mais alto de São Francisco, durante o horário da aula e… cai lá de cima.
OK, talvez Chloe não seja tão normal assim. A começar pelo fato de ela ter saído andando depois da queda, como se nada tivesse acontecido. E em seguida… Bem, podemos dizer que essa foi apenas a primeira das coisas estranhas que começaram a acontecer na vida dela. Além de dar sinais de estar com os hormônios à flor da pele mais do que o comum – para quem nunca teve sequer um namorado, três parece um tanto demais -, Chloe descobre ter um condicionamento físico do qual nunca se deu conta , além de… hum, garras.
Isso mesmo, garras. E, como se não bastasse, um bilhete de ameaça no mínimo estranho surge no seu bolso. Será que isso tem a ver com o fato de ela ter se defendido (bem demais, até) de dois ataques na rua durante a última semana e de ter desenvolvido o hábito nada normal de voltar para casa pulando pelos telhados? É, parece que os problemas de Chloe estão muito além das questões de uma adolescente normal.”
Antes de começar a resenha, vou contar a história do que me levou a ficar desesperado para ler o livro (é uma história chata, pode pular se quiser. Haha):
Eu conheci “As Nove Vidas de Chloe King” ano passado. Enquanto eu sofria esperando episódios novos de “Pretty Little Liars” (pois é……..), descobri que a ABC Family estava com uma nova série. Resolvi, então, experimentar e acabei gostando bastante. Afinal, Chloe King tem tudo o que eu gosto em uma série para passar o tempo: história clichê, romance bobo e um roteiro não tão bem elaborado. Daí, quando chega o episódio 10, a ABC não encomenda episódios novos e eu começo a surtar porque a série termina com um episódio MUITO tenso.
Um tempinho depois, a linda da Galera Record disse que tinha os direitos dos livros que inspiraram a série e eu pensei “Oh, meu Deus, preciso ler para saber o que acontece!!!!!!!” e agora estou resenhando o primeiro livro para vocês. Fim.
“Banidos” é bem legal. Ele é um daqueles livros simples, rápidos e que te prendem. E de vez em quando é bem legal ler um livro do estilo, principalmente quando ele cumpre uma das únicas coisas que promete, não deixar você larga-lo até o termina-lo.
O livro, porém, tem dois defeitos principais (não considero a fórmula pronta para uma história que a autora usa um defeito, no caso de “Banidos”). O primeiro é o desenvolvimento dos personagens, ou melhor, a falta de desenvolvimento dos personagens. Por causa da história rápida e rasa, a autora acabou não se aprofundou nem um nos personagens e ao fim do livro você não conhece nenhum deles direito, entretanto, tenho fé que no próximo volume conheçamos mais deles.
O segundo problema é que, por mais que o livro seja pequeno (por volta de 200 páginas), ele é grande para a quantidade de informações que tem. É tudo muito repetitivo e lento no início, tanto que demorei um pouquinho a realmente me interessar pela história, e o livro termina bem no clímax, fazendo você querer desesperadamente a continuação.
A escrita da autora também não é das melhores, mas, para o tom do livro, não é algo que faça muita diferença. Aliás, temos até alguns momentos de diversão por causa da escrita, com frases como:
“Sangue
(…)
O primeiro pensamento que lhe ocorreu foi que, ao esticar as pernas ao máximo para dar um dos gigantescos saltos sobre cercas, teria rompido o hímen.”
Essa é uma citação real. E não, ela não rompeu o hímen, foi “apenas” a primeira menstruação. xD
A tradução está legal, o único problema foi que num certo momento a Chloe fala “filho da puta” e colocaram como “FDP”. Achei horrível porque não há problema nenhum de ter um palavrão no livro (ainda mais porque já tinham aparecido outras palavras como “vadia”, “piranha”, “puta”, etc.) e o pior é que alguns capítulos depois, um outro personagem fala a mesma coisa e eles não colocaram a sigla.
Eu não costumo falar mal de capas que eu não gosto nas resenhas, mas, gente, a capa de “Banidos” é HORROROSA. Eu já não gosto muito de capas de livros com modelos e na desse livro eles tentaram fazer algo no estilo de “Diários do Vampiro”, mas a combinação da foto, o rosa e a fonte que usaram para o título não deu nada certo.
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