Visita às Editoras (ou “Você prefere travessão ou aspas?”)
Nós na Gutenberg! Olha a Gui ali, uma cabeça flutuante! Em ordem, atrás: Alexandre, Pam, Babi, Iris, Eu e Gabriela. Na nossa super viagem, visitamos três editoras: A Companhia das Letras, a Gutenberg e a Évora. São editoras diferentes, de tamanhos variados e métodos de trabalhos diferentes. Conhecê-las foi legal para saber mais sobre as pessoas por trás dos processos (que já comentamos numa série de posts no ano passado, a Como se faz um livro) e descobrir que quem trabalho com livros é tão apaixonado por eles quanto a gente. Além disso, meio que me mostrou que as editoras estão dispostas a ouvir seus leitores para poder atendê-los melhor, desde que isso seja feito com educação.
Na Companhia das Letras, conhecemos as áreas e as pessoas que trabalham nela (com direito a ataques de fangirl quando fomos no departamento de quadrinhos e vimos o poster GIGANTE dos Vingadores na parede), além de compartilhar um pouco das nossas preferências com eles.
Já na Gutenberg, como o escritório maior fica em Minas Gerais, conhecemos apenas o escritório da Gabriela, a editora. Ela nos mostrou vários livros que estão prontos para sair, conversou um pouco sobre os títulos futuros e sobre as dificuldades e desafios de expandir o catálogo da editora. Também conversamos muito sobre Crossmedia, que é quando um livro dá origem a outros produtos em outras mídias.
Já na Évora, conversamos bastante sobre distribuição e sobre como a editora surgiu e passou a abranger também livros de ficção, além dos livros técnicos com que já trabalhava. Também descobrimos um pouco mais sobre como trabalham e trocamos ideias sobre ebooks, aplicativos e crossmedia (estávamos inspirados no dia, hein?).
Vou fazer uma listinha do que conversamos e fazer algumas perguntas para vocês. Espero que vocês as respondam nos comentários! Vou enviar o feedback para as editoras
- Travessão ou aspa?
Nem todo mundo sabe, mas a política da Companhia das Letras é deixar a marcação de falas no original, seja ela aspas ou travessões (eles também deixam no original quando as aspas são <<assim>>, tipo no francês?). Só que muita gente (como o Paulo aqui do blog) tem problemas em ver textos em português sem travessão, então eles queriam saber o que achávamos.
Particularmente, prefiro travessão em português. Tenho essa visão de que cada idioma tem sua forma de mostrar a fala e a nossa é o travessão, então por que não usá-lo? Se eu pegar um livro em inglês com travessões, vou achar tão esquisito quanto um livro em português com aspas. Da mesma forma, dependendo do país, as aspas variam. Tem livro com “aspas duplas” para indicar fala, tem livro com ‘aspas simples’… É meio que um indicativo da procedência do livro e do idioma.
E vocês? O que vocês acham disso?
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