
Nós na Gutenberg! Olha a Gui ali, uma cabeça flutuante!
Em ordem, atrás: Alexandre, Pam, Babi, Iris, Eu e Gabriela.
Na nossa super viagem, visitamos três editoras: A Companhia das Letras, a Gutenberg e a Évora. São editoras diferentes, de tamanhos variados e métodos de trabalhos diferentes. Conhecê-las foi legal para saber mais sobre as pessoas por trás dos processos (que já comentamos numa série de posts no ano passado, a Como se faz um livro) e descobrir que quem trabalho com livros é tão apaixonado por eles quanto a gente. Além disso, meio que me mostrou que as editoras estão dispostas a ouvir seus leitores para poder atendê-los melhor, desde que isso seja feito com educação.
Na Companhia das Letras, conhecemos as áreas e as pessoas que trabalham nela (com direito a ataques de fangirl quando fomos no departamento de quadrinhos e vimos o poster GIGANTE dos Vingadores na parede), além de compartilhar um pouco das nossas preferências com eles.
Já na Gutenberg, como o escritório maior fica em Minas Gerais, conhecemos apenas o escritório da Gabriela, a editora. Ela nos mostrou vários livros que estão prontos para sair, conversou um pouco sobre os títulos futuros e sobre as dificuldades e desafios de expandir o catálogo da editora. Também conversamos muito sobre Crossmedia, que é quando um livro dá origem a outros produtos em outras mídias.
Já na Évora, conversamos bastante sobre distribuição e sobre como a editora surgiu e passou a abranger também livros de ficção, além dos livros técnicos com que já trabalhava. Também descobrimos um pouco mais sobre como trabalham e trocamos ideias sobre ebooks, aplicativos e crossmedia (estávamos inspirados no dia, hein?).
Vou fazer uma listinha do que conversamos e fazer algumas perguntas para vocês. Espero que vocês as respondam nos comentários! Vou enviar o feedback para as editoras
- Travessão ou aspa?
Nem todo mundo sabe, mas a política da Companhia das Letras é deixar a marcação de falas no original, seja ela aspas ou travessões (eles também deixam no original quando as aspas são <<assim>>, tipo no francês?). Só que muita gente (como o Paulo aqui do blog) tem problemas em ver textos em português sem travessão, então eles queriam saber o que achávamos.
Particularmente, prefiro travessão em português. Tenho essa visão de que cada idioma tem sua forma de mostrar a fala e a nossa é o travessão, então por que não usá-lo? Se eu pegar um livro em inglês com travessões, vou achar tão esquisito quanto um livro em português com aspas. Da mesma forma, dependendo do país, as aspas variam. Tem livro com “aspas duplas” para indicar fala, tem livro com ‘aspas simples’… É meio que um indicativo da procedência do livro e do idioma.
E vocês? O que vocês acham disso?
OBSERVAÇÃO BIZARRA: Descobri que existem uns 79* tipos diferentes de aspas utilizadas para mostrar que uma pessoa que não o narrador está falando na wikipedia. Em finlandês e em sueco é assim: »…».

*79 é um número aleatório, Caps.
- Títulos em inglês?
Outra coisa que conversamos na Companhia é sobre os títulos dos livros. Manter em inglês ou traduzir? Quando é justificável manter o título de um livro ou de uma série em inglês?
Eu particularmente acho que os títulos devem ser traduzidos sempre que possível. Somente em casos em que é extremamente difícil achar um título adequado (como Gone, por exemplo) e a palavra é fácil de se pronunciar para quem não tem domínio da língua inglesa acho justificável (mas sou chata e ainda assim não acho certo). O problema de um título em inglês é que nem todo mundo que lê em português sabe inglês e muitas vezes as pessoas ficam com vergonha de pedir um título na livraria porque não sabem pronunciar direito. Além disso, estamos no Brasil e nossa língua é o português, então acho legal valorizar isso, sabe?
Enfim, essa é a minha opinião. O que vocês acham? Veem problema em títulos em inglês ou preferem eles assim? Acham que deixar o nome de uma série como o original dá um senso de reconhecimento para quem conheceu antes?
- Capas!

Essa capa é meramente ilustrativa (não deixa de ser linda)
Essa aqui é pergunta direta: como vocês preferem as capas? Gostam de capas com o rosto de pessoas? Com uma modelo posando, com um vestidão? E qual a importância que vocês dão para as capas na hora de escolher um livro?
- Futuros Lançamentos
Nós tivemos uma pequena prévia de como irá ficar o site da Editora Seguinte na Companhia das Letras e a proposta dele é divulgar com antecedência os futuros lançamentos do selo. Da mesma forma, ficamos sabendo de alguns livros em produção nas outras editoras e eu gostaria de saber se vocês gostariam que as editoras divulgassem com antecedência os livros que estão em trabalho.
Entendam que quando se trata de livros, as datas são apenas previsões e várias coisas podem dar errado, então a pergunta aqui não é saber dia, data e hora que estará na livraria. É só saber que o direito de livro X está na editora Y ou que no segundo semestre de 2013 vai lançar a série Z no Brasil.
- Distribuição
Vejo muita gente reclamando que o livro X não está na livraria mais próxima ou que o Submarino não entrega com frete grátis na região norte (acho MUITA sacanagem isso) e comentei isso com o pessoal da Évora. Eu já imaginava os motivos, mas ouvir deles foi bem gratificante (e chocante). As livrarias compram os livros conforme acham que vão vender, fazendo uma aposta. Se acham que um livro de um autor brasileiro vai dar prejuízo, eles pedem o mínimo possível e colocam em poucos lugares, poucos exemplares. Mas se a livraria ver que há muita procura pelo livro, eles aumentam os pedidos e acabam levando algumas para perto de você.
Ou seja: se algum livro que você quer não tem na livraria, pergunte ao vendedor e peça para ele. Não fique com vergonha de pedir! Só assim você pode garantir que os livros vão parar aí na sua praça.
Além disso, os livros normalmente vão para a livraria em consignação e a editora só recebe depois, em prestações de contas por vendas. Se a livraria não vender, ela não precisa pagar.
Outra coisa que pouca gente sabe é que nas grandes livrarias os destaques muitas vezes são pagos. Para estar naquela mesa de lançamentos, por exemplo, é necessário pagar uma certa quantia. Por isso as vezes você não vê um livro de uma editora menor nesses destaques, porque elas não tem capital para pagar esse tipo de publicidade.
- Crossmedia
Uma das coisas que mais conversamos na Gutenberg foi sobre isso. Como um livro tem potencial para ter conteúdo extra na internet, para se tornar quadrinhos e para a interatividade. A história não precisa se encerrar nas páginas do livro e pode ser expandida em aplicativos e outras formas que funcionam como divulgação e material extra para o leitor. Eu inclusive mostrei o aplicativo do Mundo de Richelle Mead para ela, onde dá para saber mais sobre os personagens, para comprar os ebooks e para discutir com outras pessoas do mundo sobre os livros.
Acho que é algo que tem bastante potencial. Imagina só as possibilidades a serem exploradas? Não é legal quando você fala com um autor que você gosta nas mídias sociais e recebe resposta? Eu adoro saber mais detalhes sobre como os autores construíram os mundos ou então as visões de outros personagens sobre os acontecimentos.
Além disso, quando gostamos de um livro, queremos ter tudo relacionado a eles. Quadrinhos, jogos, bonecos… Muitas vezes, é isso que motiva as pessoas a irem buscar fanfics. É algo com bastante potencial e que me agrada muito.




















Juli
27 de agosto de 2012
Gostei desse post! Se agendar, qualquer um pode visitar a editora? Eu prefiro os livros com travessão mesmo, mas talvez devessem criar um padrão internacional…Tenho problema com capas com modelo posando, puro preconceito com a escolha da represetação na verdade… Queria poder visitar essas coisas também, mas onde eu moro nem rola… Obrigada por dividir a experiência!
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Bell disse:
agosto 27th, 2012
Oi, Juli! Para poder visitar editoras, você precisa conhecer alguém lá dentro e ter um propósito na visita. Por exemplo, na Companhia fomos para sermos apresentados à Editora Seguinte, porque somos blogueiros de jovens. Na Gutenberg, conhecemos a editora! Na Évora, conseguimos a visita porque a Babi é publicada por eles.
Eu também tenho problemas com modelos posando em capa e com o rosto delas, gente! Tipo, livro capa de revista não dá XD
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Jéssica
27 de agosto de 2012
Amei o post sim ou claro? Clarooo!
!
Adorei as curiosidades e você se expressa muito bem Bell, gosto de ler o que você escreve!
Agora vamos as perguntas, eu prefiro o travessão como você bem explicou lá estou de acordo. Depois vem os títulos, não tenho preferência mesmo não sendo fluente na língua não me importo se foi traduzido ou não. Sobre a capa bom não vou negar que se tiver que comprar um livro pela capa eu compro sim, mas eu geralmente leio resenhas, sinopse e então entra na lista. E por último os futuros lançamentos eu gostaria de saber sim apenas pra saber o que vem por ai
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Caroline.
27 de agosto de 2012
Eu prefiro o travessão, sem ele me sinto deslocada na leitura. Tem livros que não o apresentam, e tenho que voltar a ler a página, pois às vezes me perco. Mas quando for indicar fala, tem que ter. (eu gosto)Nunca tinha pensando no título, agora que se levantou a questão, é bom que seja português. Sou dessas que me influencio pela capa, gosto de capas interessantes e criativas, não curto capas com cara, só se for de perfil, que não der muito close no rosto.
Ah, fico feliz em saber o motivo de não realizarem frete grátis para a região norte, o problema é que a livraria da minha cidade, mesmo que eu pedisse cobraria caro. A única opção que me resta é comprar online. Mas tenho que pensar duas vezes para comprar livros na submarino ou americanas, sai caro demais. Podia ter opção de registro módico ou sem frete, mesmo que demore chegará no destino.
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Bervian
27 de agosto de 2012
O título do livro eu penso pelo lado da estética, procure a capa de Leviathan do Scott Westerfeld, a versão brasileira e a americana mudam apenas poucas letras, mas LEVIATHAN preenche muito melhor a capa, deixa mais imponente, já no caso da brasileira, o LEVIATÃ ficou meio pequeno, perdido no meio das engrenagens da capa, achei horrível! Fora que a pronuncia é a mesma sendo Leviathan ou Leviatã, preferia mil vezes o titulo em inglês, tanto que vou comprar em inglês (sim, levo a capa MUITO em conta quando vou comprar um livro).
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Bell disse:
agosto 27th, 2012
No caso de Leviathan, eu acho que podia ter mantido justamente pelo que você disse, ahaha. Mas tem uns que são completamente desnecessários de manter, sabe? Enfim, em geral voto por traduzir XD
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Ana Paula
27 de agosto de 2012
Bom, vamos aos tópicos.
Travessão ou aspa? Travessão, obviamente. Eu acho super estranho ler livros em português com “aspas”, não consigo me adaptar e acho que quando é em travessão a leitura flui melhor.
- Títulos em inglês? Concordo que o titulo tem sempre que ser traduzido para língua que vai ser comercializada, a menos que a tradução não consiga algo bastante fiel (e que fique bom) ao do titulo original. O que eu não gosto é casos como “Monckingjay” que ficou traduzido como “Esperança”, que eu achei um pouco fail. Mas de resto, na maioria das vezes, acho que as editoras acertam.
- Capas! Para mim uma capa precisa chamar atenção, ser diferente. Varia muito de livro para livro. Por exemplo, a capa de Divergente é uma das mais lindas que eu já vi, mas já gostei de capas mais simples como a de Jogos Vorazes. Varia muito.
Futuros Lançamentos. Eu sempre prefiro quando a editora divulga, mesmo que não saiba se é para o começo ou o fim do ano, contanto que ela de uma confirmação e a promessa de que vai lançar o livro já esta de bom tamanho.
Distribuição. Eu já sabia desse método, pois meu pai tem o habito de encomendar na livraria mesmo (exceções a parte).
- Crossmedia. Também concordo, acho ate que o segredo de grandes “fãs” de certos livros esta nisso.
Desculpa a bíblia -qqqqqqqqq.
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Dyana Colares
27 de agosto de 2012
Adorei seu post! Achei bem interessante o fato de as Editoras perguntarem a opinião de vocês sobre a formatação dos livros, mostra que elas realmente se importam com a opinião dos consumidores.
Beijos!
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Dandra
27 de agosto de 2012
Prefiro travessão. Prefiro capas com títulos em português, mas se for em inglês, que seja um título que realmente não deu pra traduzir e em português não faria sentido caso fosse traduzido, como uma gíria, uma tradição da língua…
Não consigo pensar em um estilo de capa de minha preferência, só não gosto quando colocam fotos de pessoas e essas pessoas não tem nada a ver com a história… só pq é uma pessoa bonita, mas NÃO INTERESSA, a capa tem que ter alguma coisa a ver com a história do livro
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Paulo Vaughan
27 de agosto de 2012
Então, ADOREI o post. E o comentário está gigante, tenha paciência. XD
Bom, como você sabe, sou #TeamTravessão e concordo com você sobre cada país ter a sua marca.
Também prefiro títulos em português. Essa é uma das coisas que eu ODEIO na iD. Eles são tão chatos com isso que a continuação do livro da Hilary Duff é “Devoted – Devotada”. GENTE, POR QUE NÃO TRADUZEM O TÍTULO DE UMA VEZ? E eu posso estar errado, mas eu acho que mesmo quando o título é uma palavra difícil de traduzir, deveria ser traduzido. Tipo, eles podem adaptar! Com a experiência que tradutores e editores tem, não acho que seja difícil.
Aliás, é válido até pedir ajuda pro autor do livro! Outra alternativa que eu acho legal é o que a Suma fez com a série “Destino”, eles traduziram o título (e, no caso do primeiro, adaptaram) e colocaram o título em inglês na capa.
Sobre as capas, depende muito de como é usada a foto da modelo. Por exemplo, odeio as de Vampire Academy, mas a de Paper Towns é uma das minhas preferidas. E geralmente amo capas com ilustrações, mas fotos sem ser de modelos também são legais. (Louco aos poucos, OS Radley…)
GENTE, ESSE LIVRO VAI SAIR PELA GUTENBERG? QUERO MUITO LER! E acho, sim, legal dizer. É uma forma de ter mais contato com o público. Além de um FAQ com os lançamentos previstos do semestre (como a Intrínseca e a Galera fazem), acho legal ter uma listinha de livros que a editora tem os direitos. Por que às vezes você compra um livro em inglês por falta de opção e daqui a pouco uma editora lança ele quase sem divulgação, sabe?
Hm, acho que é só isso. haha
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Fernanda
27 de agosto de 2012
Adorei o post. Adoro saber mais sobre editoras e livros e como funciona.
Ok, agora sobre as respostas. Pra livro em português, prefiro travessão. Aspas ainda vai (mas prefiro que não venham). Ah, já li livro que era traduzido do francês e mantiveram os <> (no caso, era pra citação; de qualquer jeito, queria dizer que achei esquisitíssimo).
Mas mais importante do que isso: os títulos em inglês. Não gosto, acho errado, acho feio e (em geral) acho desnecessário. Se é possível traduzir o nome do livro sem tirar o sentido (tornando mais acessível pra todo mundo), e se aqui a gente fala português, e se o texto está em português, por que deixar o nome em inglês? Tem o título original lá dentro, pra quem quiser saber qual é, nem é difícil de achar.
Sobre capas: em geral não gosto muito dessas com modelos, acho meio… brega? Mas não ligo muito pras capas, não. Compro aqueles livros da Penguin com capa laranja/verde/azul sem problema (aliás, prefiro elas àquelas exageradas tipo, sei lá, City of Lost Souls hahaha).
E é sempre bom saber que alguma editora eventualmente vai publicar determinado título aqui, então acho interessante divulgar isso.
Acho que era isso?
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Hellen
28 de agosto de 2012
Ah gente, vocês são incríveis! Eu vou precisar fazer uma visita à uma editora, trabalho de faculdade, e do jeito q vcs parecem ter sido bem recebidos dá até um ânimo (saco de faculdade ¬¬)
Então, opiniões:
Travessão ou aspas? Olha, confesso que já me acostumei tanto com as aspas que seria estranho esbarrar em algum livro com travessões. E meio que já incorporei esse hábito também, na hora de escrever sempre uso aspas. Por mim, deixem as aspas.
Títulos em inglês: depende muito. Se a tradução for descaracterizar totalmente a ideia, deixem em inglês. Mas sempre que der, traduzam.
Capas: sim, eu julgo livros pelas capas. E geralmente não gosto daquelas com modelos lindas em vestidos esvoaçantes. Não sei, simplesmente não gosto.
Futuros lançamentos: sim, isso é muito legal. Às vezes rola a dúvida se determinado livro será finalmente lançado aqui e ter a confirmação que realmente VAI SER LANÇADO faz a diferença. Ainda que não estipulem datas nem nada, mas já é uma garantia.
Crossmedia: ah, é outra coisa muito boa. Quero dizer,se você realmente gostou de um livro, é um livro bom, você sempre vai atrás pra saber mais coisas sobre ele. Discutir com outros fãs, bolar teorias e fanfics, ter curiosidades vindas do próprio autor. Sou à favor de crossmedia
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Cíntia Mara
28 de agosto de 2012
Concordo com você. Em português, eu prefiro o travessão. Mas a cada vez tenho visto mais livros com aspas, então acho que já me acostumei.
Sobre os títulos em inglês… Não sei, alguns ficam bons no original e estranhos em português. Se eu trabalhasse com isso, teria problemas pra decidir o que manter e o que mudar.
Já comprei muito livro pela capa. Não é a parte mais importante, mas, normalmente, é a primeira coisa que a gente vê, então tem que ser bem feita. Até criei um board no Pinterest pra capas legais. Tenho visto muitas capas bonitas, mas poucas diferentes, originais. Gosto daquelas que fazem todo o sentido do mundo pra quem leu e deixa curioso quem não leu. Adorei essa de August.
Acho ótima a ideia de divulgar os lançamentos no site, mesmo que não tenha a data certa. Ruim é quando a editora diz que vai lançar e depois não toca no assunto nunca mais.
Crossmedia é legal, mas eu sou ciumenta com minhas séries preferidas, então tem que ser muito bem feito.
Ufa! Acho que respondi [quase] tudo
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Joelma Alves
28 de agosto de 2012
Adorei o post e reslvi comentar. A Cia, das Letras, pra mim, tem as melhores traduções, já que mantém citações de músicas, poesias e certas palavras na língua original e fazem traduções nas notas de rodapé. Quanto a travessões e aspas, gosto de aspas só para pensamentos, e não pra sinalizar fala…
Os títulos, acredito que devão ser em português, pq muuuuuita gente (muita gente mesmo) não entende nada de inglês.
Capas sem pessoas, pelamordedeus. Abomino capas com pessoas reais, e parece que está na moda hoje em dia… Quando é uma ilustração, tipo as de Harry Potter, até vá lá… Sou chata com isso…
Eu sou do norte, e passei a odiar o Submarino há um tempo. Como assim não tem frete grátis pra cá??!!
Falar com autores nas redes socias é o máximo, o mais legal é saber que eles sabes o quanto são importantes pra você, pq qnd eles te respondem vc sabe/imagina que eles leram suas opiniões.
=)
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Vollzin
28 de agosto de 2012
Gostei muito da oportunidade de opinar sobre os rumos das editoras. Aí vai: eu prefiro muito mais travessões (sou até um pouco psicopata quanto a isso, pra mim uma coisa é travessão “—”, outra coisa é traço “–”, este servindo mais pra enumeração que pra diálogos) gosto mais deles que aspas (também prefiro muito mais ‘disse Fulano’ que ‘Fulano disse’, porque este se popularizou por aqui a partir do momento que as traduções ficaram menos literárias, mas essa é outra paranoia fora de questão). Tradução de títulos pra mim sempre é válido, já fui repreendido em Bienal por pedir um livro com título em inglês por minha pronúncia não condizer com a que a vendedora achava correta (— Agora você não fala mais errado pra ninguém —, disse ela.) e olha que eu conheço inglês e sei traduzir, fico imaginando quem não sabe. Além do mais, as editoras portuguesas sempre arrumam soluções inteligentes e válidas pra títulos mantidos por aqui (há excessões, é claro) por que os responsáveis pelos livro aqui não podem parar para fazer o mesmo? (Até hoje não engulo Desseis Luas, mesmo tendo sentido a solução encontrada, mas o português Criaturas Maravilhosas, ficou muito mais legal…) Quanto a saber que tal editora adquiriu tal livro mesmo ela demorando para lançá-lo, acho bem válido; pelo menos dá pro leitor se preparar e não ficar mendigando a publicação de um livro que já tem dono (além de comemorar que não vai sair por uma editora ‘demorona’ e cara, tipo o que fiz quando soube que Shadow and Bone vai sair pela Gutenberg!)
Obs.: acho que a Companhia das Letras não matem os diálogos como são grafados na língua original, pelo menos eu já vi livros suecos, alemãos e fanceses no padrão americano — apesar que também não sou expert em Companhia…
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Vollzin disse:
agosto 28th, 2012
*”pelos livros” *”Dezesseis Luas”
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Raíssa Lins
28 de agosto de 2012
Ah, adorei saber o que vocês conversaram nessas visitas às editoras (sim, eu sou curiosa). Vou comentar cada tópico do post, tá? Sobre a marcação das falas, prefiro travessões. Acho que deixa mais clara a marcação, dá pra visualizar melhor quem disse o que. Também sou a favor da tradução dos títulos, afinal quem procura o livro em português não tem a menor obrigação de saber inglês. Além disso um bom título pode sugerir muita coisa ao leitor (pelo menos é assim comigo), então é importante que ele entenda direitinho, né? Sobre capas, só tenho uma restrição: capas que trazem o rosto de modelos. Acho que poda minha criatividade, prefiro criar minhas próprias versões dos personagens. Fora isso, as chances de ficar brega aumentam consideravelmente
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Andrea
1 de setembro de 2012
Como eu sempre digo, o problema dos travessões é que sempre usam errado nos livros. Ou esquecem de colocar ou colocam onde não deviam. Manter no original (com as aspas), como já está pronto, deve ser mais fácil e, consequentemente, deve dar menos erros.
Eu gosto dos títulos traduzidos, desde que não sejam nomes. Concordo com a pessoa que comentou do livro da Hilary: por que não vão traduzir o Devoted? Eu deixaria de comprar um livro com título em inglês mesmo sabendo falar – a não ser que fosse na internet, claro. Mas em livrarias eu ficaria com vergonha.
Quanto à capas, já comprei livros porque a arte me conquistou. A única coisa que eu odeio mesmo é imagem sem qualidade, que você vê que foi aumentada. Também não gosto quando tem elogios e recomendações. Pra mim, uma capa perfeita é: uma imagem com boa qualidade e condizente com a história, o título TRADUZIDO, o nome da série e o volume (caso seja, claro) e o nome do autor e da editora. Pronto.
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Maria Raquel
2 de setembro de 2012
Travessão ou aspa?
-Travessão sempre. Aspas são confusas e se o livro não é em primeira pessoa fica parecendo como se fosse o pensamento do personagem, não a fala.
Títulos em inglês?
-Sou da sua opinião Bell. Acho desnecessário manter o título em inglês, a não ser que seja algo intraduzível ou que soe estranho, sem musicalidade. E muita gente não sabe inglês por aqui.
Capas!
-Bom, sobre capas tenho uma opinião bem diversa. Normalmente não gosto de capas com pessoas/modelos. Acho as de Academia de Vampiros bem feias. Mas gostei muito das da Galera Record para os livros da Meg como Patricia Cabot e A Mediadora, e minhas capas favoritas all time são de Ladrões de Elite (Heist Society), que tem uma garota olhando diretamente pra gente xD (http://www.goodreads.com/series/49284-heist-society?auto_login_attempted=true) Então fica difícil. Acho que se for algo diferente até que vai ter um/a modelo, mas se for repeteco, daquelas capas com o povo de perfil mostrando o pescoço, estilo foto de Orkut, penso que seria melhor procurar outra coisa. Uma ilustração ou só o título mesmo. (Aliás, tenho como uma das favoritas as antigas edições de DP. Cara, aquelas capas eram LINDAS! Por que será que a Record mudou?)
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Manuela
4 de setembro de 2012
Adorei poder opinar =) hahahah
Prefiro travessão, sempre.
Tenho a mesma opinião sobre títulos em inglês. Só se não tiver tradução e/ou ficar muito estranho.
Capas com rosto de pessoas dificilmente eu gosto. Prefiro ilustrações ou desenhos. Minha capa favorita é a da primeira edição de “A Garota Americana” da Meg Cabot.
A ideia de anunciar os títulos também gosto, mas acho que poderiam “adicionar” nessa lista os títulos que pretendem relançar. Estou louca atrás de “As Vantagens de Ser Invisível” e “As Virgens Suicidas” e nada :/
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Marcela
9 de outubro de 2012
Prefiro livros com travessão, que já sou mais acostumada, mas ler um livro com aspas é só questão de acostumar com o estilo de cada editora, o que é ruim é quando você fica lendo por muito tempo uma série e depois pega um livro de outra editora, aí, eu fico meio desnorteada…
Achei muito legal Crossmedia, eu não sabia que existia…Fiquei um tanto fascinada, porque estou pensando em fazer designer talvez para o campo digital, e fazer esse tipo de aplicativo deve ser muuuuuuuito legal!!! Juntando meu amor por desenhos e livros, acho que essa postagem abriu um caminho…
Minhas capas preferidas são aquelas que tem que ler o livro para entender, tipo, as capas da Série Crepusculo(capas originais), ou do livro A menina que roubava livros. Mas os livros com as melhores capas para mim são Anna e o beijo francês; Ladroes de elite e O ultimo olimpiano…(Não gosto quando saí o filme e eles poem o poster como capa do livro)
Quanto a nomes de livros, acho que quando são nomes muito grandes como Wuthering Heights tem que haver tradução, alias grande parte não conseguiria pronunciar (eu me incluo nessa), mas nomes como Fallen, é fácil pronunciar e é charmoso esse nome, Caído não teria graça…
Obrigada por deixar eu compartilhar minha humilde opinião!!
Adorei a postagem!!!
Beijocas
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