Por Isso a Gente Acabou: nem tanto épico assim, vai, gente

Você pode ler outras resenhas desse livro aqui e aqui.

Por Isso a Gente Acabou, por Daniel Handler, é uma história sobre o amor, e depois sobre acabar essa história de amor. Min escreve uma longa carta para Ed e, para acompanha-la, uma caixa cheia de bugigangas que ela coletou a ao longo do relacionamento. Eu adorei a premissa, e eu até gostei dos personagens, Min e Ed, que são dr dois completamente diferente mundos. Min ama cozinha gourmet, filmes antigos, e café e Ed, o co-capitão do time de basquete, é muito popular.

Eu realmente gostei de como eles se apaixonaram um pelo o outro quase por causa de suas diferenças. Cada um que se estende a outros além de seus limites usuais (de assistir a filmes clássicos, ou filmes bobinhos a folia em torno do parque em uma manhã de sábado), merece meu respeito. Porém, o amor deles estava tenso por causa de seus diferentes grupos de amigos e os tais gostos. Gostei de como eles estavam dispostos a sacrificar um monte de coisa para tentar fazer funcionar.

O que eu não gosto sobre este livro é a voz de Min. Ela divaga durante longas páginas ou parágrafos sobre filmes antigos e metade do tempo, eu tive um momento muito difícil de entender exatamente o que ela estava dizendo ou querendo passar, ou me preocupar com esse “spin-off”. Ela não soava como uma estudante de ensino médio, ela parecia uma adulta de 30 e poucos anos. Eu ficaria surpresa se muitos estudantes do ensino médio pegassem este livro para ler e de fato termina-lo (estou falando dos adolescentes em gerais, não bookaholics) , embora levante alguns pontos importantes sobre auto-estima, panelinhas, sexo e amigos. Mas eu simplesmente não conseguia passar dos longos monólogos de Mim sobre a vida e tudo o mais, e por causa disso não desceu.

Estou em uma época da minha vida onde estou descobrindo novas coisas – e coisas boas – sobre mim mesma, descobrindo sozinha e com a ajuda de outros. Mas nem por isso preciso escrever uma grande carta para meu ex relatando tudo. Só achei meio desnecessariamente longo e um pouquinho pretencioso (e sei que vai ter gente querendo me matar por isso.)

4 comments on this post.
  1. Cíntia Mara:

    Eu também não gostei tanto assim do livro, achei só “bom”, mas nada excepcional. Mas o meu problema nem foi com a Min (ok, no final foi sim, concordo que ela se estende demais), mas com a falta de identificação com os personagens.

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  2. Andresa Vidal:

    Eu tbm não gostei desse livro. Dei duas estrelas no skoob, rs. Tinha tanta gente falando que o livro era mil amores que resolvi comprar, mas quando li foi um “tapa na cara”, achei péssimo!
    Muito lento, mt chato. A Min só falava de filme antigo e aquilo me irritou demais demais demais!

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  3. Paulinha:

    Eu ainda tô lendo, e estou tendo o mesmo problema com a Min e as longas divagações dela sobre os filmes, soa meio forçado para mim essa parte. Confesso que teve algumas situações que eu super me identifiquei, mas o livro ainda não me atingiu, entendem? Enfim, eu não acabei de ler e ainda posso mudar de opinião, vamos ver.

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  4. Lívia Martins:

    PORRAAA!

    “O que eu não gosto sobre este livro é a voz de Min. Ela divaga durante longas páginas ou parágrafos sobre filmes antigos e metade do tempo, eu tive um momento muito difícil de entender exatamente o que ela estava dizendo ou querendo passar, ou me preocupar com esse “spin-off”.”

    FOI POR ISSO QUE EU PAREI DE LER! Min = chatapracaralho!

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