Leia a resenha do primeiro livro, “Destino”.

Participe da promoção valendo sete kits de Destino + Travessia!

ATENÇÃO: Por ser a resenha do segundo livro da trilogia, pode conter spoilers de “Destino”.

“O futuro de Cassia, que um dia fora traçado com perfeição pela Sociedade, não poderia ser mais incerto agora. Ela parte para as Províncias Exteriores à procura de Ky, aprisionado e levado para o que parecia a morte certa. Mas a chegada lhe reserva uma boa surpresa: Ky conseguiu fugir para os imponentes cânions da região. O que não tornará mais fácil a missão da moça: os cânions são inóspitos, traiçoeiros e não se sabe de ninguém que tenha conseguido desbravá-los.

Nesta fronteira selvagem, Cassia conhece a promessa de uma vida diferente e testemunha os primeiros sinais de uma rebelião. Mas mesmo que ela esteja – e está – disposta a sacrificar tudo para se reencontrar com Ky, novas reviravoltas da parte de Xander podem mudar o jogo.

Narrada em pontos de vista alternados por Cassia e Ky, esta continuação de Destino levará os dois aos rincões mais distantes da Sociedade, onde a vida é muito diferente do que os dois conheciam.”

Ao contrário de muita gente, eu gostei muito de “Destino”, mesmo que a autora tenha dado mais foco ao romance do que à sociedade (não que o segundo elemento tenha sido deixado de lado, pelo contrário, ela o construiu muito bem). Aliás, o triângulo amoroso me agradou bastante. Claro, o fato de a história ser lenta me incomodou um pouco no início, mas a qualidade compensou. O final do livro me deixou morrendo de vontade de ler a continuação e agora que a editora lançou-a no Brasil, tive a oportunidade de lê-la.

Então, como já era esperado depois dos acontecimentos finais de “Destino”, vemos uma Cassia que está saindo do mundo completamente restrito e autoritário que ela vivia. Ela está bem mais determinada e se arrisca para conseguir rever Ky e descobrir mais coisas sobre a Insurreição, o movimento rebelde. Nessa busca ela tem uma companheira, a Indie, uma menina cheia de segredos que Cassia conheceu durante seu trabalho nas Províncias Exteriores.

Diferente do primeiro livro, nesse temos dois narradores alternando os capítulos: a Cassia e o Ky. Isso funcionou muito bem e deu mais dinâmica ao livro. Nos capítulos narrados por Ky conhecemos mais sobre ele (e é sob uma visão mais “real” já que não é uma Cassia toda encantada e apaixonada narrando). Junto com ele temos outros dois personagens, o Vicky, que eu amei [spoiler] mesmo tendo ficado pouco tempo na história [spoiler/] e o Eli, que, sem dizer muita coisa do enredo, tem mais importância simbólica para a história.

O Xander só aparece uma vez nesse livro, porém ele não foi esquecido no resto da história. Nós, inclusive, descobrimos um segredo dele (que só me fez ficar ainda mais ansioso pelo próximo livro XD). Uma coisa que eu senti falta foram cenas com os pais e o irmão de Cassia. É claro que eles não “cabiam” na história, mas, sei lá, parecia que tinha um vazio.

O triângulo amoroso não evoluiu muito durante “Travessia”. No começo do livro ele estava de um jeito, no meio ele “estremeceu” um pouco e no fim estava praticamente do mesmo jeito do início. A Ally foi má e deixou para desenvolver tudo no último livro, haha.

É comum em trilogias distópicas (e em todas as trilogias, talvez) que o segundo livro seja mais uma passagem para o tão esperado final. “Travessia”, é claro, não fugiu disso. Para os que esperam grandes revelações nesse livro, não se animem muito porque só temos algumas (ênfase para o “algumas”) perguntas respondidas e, além disso, várias outras surgem – para desespero dos leitores.

No fim, “Travessia” tem um saldo muito positivo e, assim como o primeiro, entrou para os favoritos. O fim do livro é bem quero-que-você-morra-imaginando-o-que-vai-acontecer e eu só tenho uma coisa para falar (ou escrever): “Quero ‘Reached’ agora!”

Classificação: 5 trutas-arco-íris

Curiosidade (?): Outro dia estava lendo o blog da autora e em um post que ela falava sobre a capa do terceiro livro, “Reached”, ela falou sobre as cores de cada uma das capas. Elas são relacionadas aos comprimidos, um verde, um azul e um vermelho, que todos os Cidadãos possuem e a cor de cada livro indica o comprimido que é explorado nele e, bem, acho que você captou o que eu estou querendo dizer.

OBS: Eu recebi o livro da Suma das Letras, muito obrigado!