“Saba passou a vida inteira na Lagoa da Prata, uma imensidão de terra desértica assolada por constantes tempestades de areia. O lugar não a incomoda, contanto que o irmão gêmeo, Lugh, esteja por perto.
Quando, porém, uma gigantesca tempestade chega trazendo quatro cavaleiros de mantos negros em seu rastro, a vida que Saba conhece chega ao fim: Lugh é raptado e ela tem que embarcar em uma perigosa jornada para resgatá-lo.
Repentinamente jogada na realidade selvagem e sem lei do mundo além da Lagoa da Prata, Saba não consegue pensar no que fazer sem Lugh para guiá-la. Por isso, talvez a maior surpresa seja o que descobre sobre si mesma: é uma lutadora incansável, uma sobrevivente feroz e uma oponente perspicaz. Com a ajuda de um audacioso e atraente fugitivo e de uma gangue de garotas revolucionárias, Saba se torna a protagonista de um confronto que vai mudar o destino de sua civilização.Com ritmo arrasador, ação constante e uma história de amor épica, Caminhos de sangue é uma aventura grandiosa ambientada em um mundo futurista e violento. ”
***
Uma coisa que me irrita nos críticos literários, aqueles de revistas e jornais como a Publisher Weekly e do New York Times, é aquela mania de procurar substitutos para livros famosos. Por muito tempo, procuraram um substituto para Harry Potter. Vários livros foram interpretados mal por causa disso, inclusive o clássico Seis Signos da Luz, que, aliás, é bem mais antigo que o próprio Harry Potter. Na tentativa desesperada de tentar ganhar tanto dinheiro quanto a produtora dos filmes de HP, alguns livros foram adaptados “errado”, isso é, tiveram o roteiro completamente alterado para se tornar mais palatável para audiências maiores. Tipo o que aconteceu com A Bússula de Ouro.
Depois, veio aquela história de Crepúsculo. Vieram aquela enxurrada de livros com uma proposta similar: histórias de amor com vampiros, anjos, e até zumbis. A “febre” mais recente com certeza é Jogos Vorazes, e o livro que estão tentando meio que “empurrar” como substituto lá fora é o Caminhos de Sangue, ou Blood Red Road, em inglês.
Eu não gosto dessa história de comparação, apesar de que, querendo ou não, ajuda o livro a ser lido. E pra mim, quanto mais pessoas lerem, melhor.
Mas enfim, se você está esperando uma cópia de Jogos Vorazes… não é bem isso. A história flutua entre o distópico e o pós-apocalíptico, e o aspecto de crítica social/política não é tão marcante quanto em Jogos Vorazes. Existe um sistema de pão e circo para acalmar a população, mas esse não é o cerne do livro, como no livro da Suzanne Collins.
Caminhos de Sangue não é um livro sobre sobrevivência. Saba poderia ter sobrevivido se simplesmente deixasse o seu irmão de lado e continuasse sua vidinha na Lagoa da Prata, procurando por água e comida. Mas ela decide ir para muito longe, até o palácio do rei, para recuperar seu irmão. Soa meio brega, mas querendo ou não, é um livro sobre família e sacrifício. Nesse sentido, a relação entre Saba e Lugh é muito similar a de Katniss e Prim.
Saba, a protagonista, é… FIERCE. Eu gostaria de pensar em outro adjetivo, mas acho que “forte” e “chutadora de bundas” não é específico o suficiente. Ela é do nível que tem um CORVO de estimação, gente. Não apenas um corvo, mas um corvo chamado Nero. Como o imperador que botou fogo em Roma.
Quão incrível é isso?
Ela é maravilhosamente bem construída. Eu vi algumas pessoas reclamando no Goodreads que ela tratava a irmãzinha dela muito mal (o que é verdade) e que ela se tornou um saco depois que ela conheceu o interessa amoroso, o Jack (o que não é verdade).
Antes de tudo, eu gostaria de adicionar que eu detesto quem acha que só porque a protagonista é forte não quer dizer que ela não possa ter interesse romântico.
Sim, ela estava procurando pelo o irmão. Não, isso não quer dizer que é SÓ ISSO que ela vai fazer no livro inteiro, porque se fosse, a história seria um saco.
Parece que existe uma obsessão com heroínas sem defeitos na literatura YA. Parece que algumas pessoas querem que as protagonistas sejam apenas projeções de virtudes e qualidades, e não pessoas de verdade. Talvez seja por isso que existe muito ódio direcionado a essas personagens, simplesmente por elas não serem perfeitas.
E o pior, quando elas não tem defeitos aparentes, logo são taxadas de mary sue. O público sempre espera um padrão que é impossível de ser alcançado.
Eu digo isso porque eu AMEI a Saba, apesar dos mil defeitos. E ao mesmo tempo vi muita gente insatisfeita com o personagem. Com certeza, o pior defeito dela é colocar o irmão gêmeo num pedestal, mas sem isso, não teria livro. Ela CRESCE durante a trama, passa a tratar sua irmãzinha bem melhor, e no final se dispõe a fazer sacrifícios por ela.
O mais importante, pra mim, é que o personagem se modifique no final da trama. Que ele cresça. E isso aconteceu em Caminhos de Sangue. A Saba do começo é radicalmente diferente da Saba do final. E isso que torna a personagem interessante, e real.
Agora, vamos para a parte mais legal, na minha opinião: a escrita do livro. Quem já teve a oportunidade de folheá-lo, mesmo em inglês, percebeu que tudo é escrito como se fosse falado oralmente. Saba não é escolarizada, e portanto o livro é inteiro é cheio de erros de concordância, ortográficos e abreviações como “tava” ao invés de “estava”. Por exemplo, na história inteira, quando são usadas formas no gerúndio, é sempre escrito algo como “ele tava trazeno o cavalo” ao invés de “ele estava trazendo o cavalo”. E isso não apenas nos diálogos, e sim e TODA a narrativa. Outra questão interessante são os diálogos. Não existem marcadores como travessões e aspas. As falas vão direto na narrativa, apenas com “fulaninho falou isso” para mostrar que foi um diálogo.
Mesmo assim, a história é tão boa que você consegue prestar atenção nos diálogos mesmo assim, e os erros gramaticais são facílimos de se acostumar. Muita gente pode ter preconceito, mas eu acho que o livro não seria o mesmo sem esse fator.
É uma história honesta.
O tipo de livro que te faz lembrar porque você gosta de ler. Eu consegui até me acostumar com o fato que a narradora sempre usa artigo quando vai se referir a alguém, ficando um parágrafo cheio de “O Lugh disse aquilo” ou “Eu penso no Pai e como ele cantava pra mim”. Isso me irrita BASTANTE, como vocês puderam ver na resenha de Os Gêmeos. Sinceramente e sem querer ofender ninguém, eu acho que qualquer com a mente um pouquinho aberta consegue se acostumar com a linguagem de Caminhos de Sangue.
A distopia é muito bem encaixada, e olha que eu não sou fã do gênero. Eu gostaria de ser gostar mais, mas pra mim, parece que a maior parte das distopias, na essência, são muito parecidas, porque abordam as mesmas questões, como a perda de liberdade e de voz política. E eu não gosto disso de chamar qualquer livro já escrito de distópico, só porque ele possui um elemento ou outro dessa categoria vasta. Isso pra mim, faz parte dessa mania recente de romantizar a distopia, o que na minha opinião, é terrível. Não é legal viver num mundo sem liberdade, com um governo repressor, e querer viver num mundo assim está além da minha compreensão. O nosso país viveu uma situação similar a essa na Ditadura Militar. Se você tem pais ou avôs que vivenciaram essa época e tiveram a liberdade controlada, você deveria perguntar para eles se eles gostavam de viver naquela situação.
Agora, v0ltando a Caminhos de Sangue: Saba, a protagonista, não luta voluntariamente contra o sistema em si, mas o destrói quase sem querer. Para salvar o seu irmão, ela se junta a uma gangue de bandidas revolucionárias, as Gaviãs da Liberdade que são super importantes na luta da resistência contra o governo absolutista do livro. (não considero isso spoiler porque está na orelha do livro). Pra mim, o defeito do livro foi não ter dado enfoque no que acontece depois do final. É um livro bem curtinho, com 350 páginas, mas com uma história que daria para muito mais.
Eu fechei o livro com aquela sensação incompleta, sem saber o que acontecia depois. Sabe qual é a pior parte? A continuação só sai em outubro nos Estados Unidos.
E eu PRECISO saber o que acontece. Já estou roendo as unhas.

Um oferecimento de Editora Intrínseca.
Classificação: cinco corvos
Off-topic: Vocês viram que o Brasil, junto com o México, é o país da América Latina com mais jovens leitores? Até mais que a Argentina, que tem o hábito de leitura.

















Lívia Martins
4 de julho de 2012
Eu sei como você se sente, Bia!
Eu sei muito! Cadêeeee o restooo?
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Jéssina
4 de julho de 2012
Uau.
Parece realmente bom.
Acho que vou me incomodar com a escrita, mas talvez depois de um tempo me acostume.
Li e resenha da Íris no Literalmente e com vocês duas dizendo que o livro é ótimo muito provavelmente eu vá ler.
Tinha que ter pelo menos um Gif, né Cherry B.?
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Cherry_B disse:
julho 6th, 2012
Poxa, mas eu coloquei um no final!
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Jéssina disse:
julho 6th, 2012
Por isso mesmo, se não tivesse ia parecer que o post não era teu.
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Ana Death Duarte (a.k.a. Ana Catnip Kirk)
5 de julho de 2012
Bia, que resenha ótima! Sério!!!!!
Vamos por partes comentar agora:
“Uma coisa que (…) Tipo o que aconteceu com A Bússula de Ouro.” – Concordo com cada palavra e ainda acrescentaria outros exemplos, como o filme do Percy Jackson, e.g.
Pra mim, por outro lado, essa história de comparação só atrapalha e eu acabo lendo (ou não) tais livros muito tempo depois de serem lançados.
“Antes de tudo, eu gostaria de adicionar que eu detesto quem acha que só porque a protagonista é forte não quer dizer que ela não possa ter interesse romântico.” Novamente, assino embaixo!
Aliás, essa terceira wave de romances distópicos se caracteriza pelo romance, e um dos motivos é atrair o público jovem que acabaria não lendo tais livros sem isso. E, realmente, se vc está numa merda pós-apocalíptica distópica, realmente vc não tem q deixar de viver e amar por isso.
Eu adoro heróis/heroínas com defeitos (ou anti-heróis/heroínas!), COMO VC DISSE. É HUMANO!!!
É CRÍVEL! G, para eles, é “GI” #chora (e em escolas boas)
Já eu tenho agonia suprema quando leio um personagem adulto em um livro falando papai e mamãe, novamente, regional. Em São Paulo, é pai e mãe, só quMe usa papai e mamãe é criança.
“A distopia é muito bem encaixada, e olha que eu não sou fã do gênero. Eu gostaria de ser gostar mais, mas pra mim, parece que a maior parte das distopias, na essência, são muito parecidas, porque abordam as mesmas questões, como a perda de liberdade e de voz política.” – infelizmente mtA distopia bate na mesma tecla e falta originalidade mesmo. O campo é tão vasto! Tem distopia clássica, cyberpunk e até fantasia.
“(…) mania recente de romantizar a distopia, o que na minha opinião, é terrível. Não é legal viver num mundo sem liberdade, com um governo repressor, e querer viver num mundo assim está além da minha compreensão. O nosso país viveu uma situação similar a essa na Ditadura Militar. Se você tem pais ou avôs que vivenciaram essa época e tiveram a liberdade controlada, você deveria perguntar para eles se eles gostavam de viver naquela situação.” – romantizar vc diz das pessoas ou do romance em si que tem nos livros? Se for romantizar no sentido de querer viver num mundo desses, é mesmo perturbador… na vida real temos vários exemplos de distopias aplicadas e, sério, Ditadura no Brasil, e ainda hoje, as distopias reais comunistas… é um terror… =/
Sabe o que eu acho que talvez falte, Bia? Conhecimento de história… mas, poxa, a Internet está aí, o pessoal não vê pq não querer… os horrores de Cuba, condições precárias em hospitais lá, em que as pessoas dormem no vômito e no cocô, entre outros países… =/ as condições quem que crianças vão à escola na Índia… um horror!
Eu já tinha lido várias resenhas em inglês desse livro e a sua foi a melhor, sério. <3
Eu gosto de distopias variadas, off-world, cyberpunk, às vexes até as que nem têm governo totalitário, e lidam com temas menos abordados. Porque acho meio comodismo DOS AUTORES escreverem sobre a mesma coisa, pode saturar, que nem aconteceu com os vampiros, e o objetivo dos livros distópicos, ainda mais essa terceira wave, é de alertar os jovens =/
Eu não digo que vou ler NOW pq não vou mentir, minha pilha de livros pra ler parece uma pilha de Jenga e tá quase do tamanho de um prédio de 7 andares =/
Eu intercalo distópico com outros temas, justamente pra não enjoar… como enjoei de vampiros por um tempo e sobrenatural…
Parabéns pela resenha, Bia, e como vai o seu terceiro braço?
Beijos Ana Death
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Cherry_B disse:
julho 6th, 2012
Oi, Ana! Que bom que você gostou da resenha
Meu terceiro braço vai bem.
E tipo, esse negócio de romantizar é no sentido de os leitores gostarem tanto do gênero que gostariam de viver num universo assim. Sendo que todo o ponto da distopia é o contrário, não? É um tanto perturbador, mas eu já vi (bastante) gente assim. Uma vez eu conheci um garoto que, quando nós estávamos conversando sobre livros em que nós gostaríamos de viver, ele disse que queria ser um carreirista de Jogos Vorazes!
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Ana Death Duarte (a.k.a. Ana Catnip Kirk) disse:
julho 6th, 2012
Entendi o lance do romantizar agora… eu até conseguiria entender a pessoa querer ser aquela que destrói o sistema, sabe? Tipo, eu vou botar abaixo esse governo totalitário, coisas do gênero… mas CARREIRISTA DE JOGOS VORAZES? Eu fugiria correndo dessa pessoa!!! #m3d0
Ps.: Eu não gostei da resenha. Eu amei!
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Ana Death Duarte (a.k.a. Ana Catnip Kirk)
5 de julho de 2012
Consertando algo que foi comido no meu comentários: quando eu disse: “G, para eles, é “GI” #chora (e em escolas boas)” Em Salvador, mesmo nas melhores escolas, o alfabeto é ensinado “errado”, e a letra Gê pra eles é GI O___O
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Samuel
5 de julho de 2012
Antes de dar minha opinião sobre o livro, eu gostaria de parabenizá-la pela resenha. Ficou muito boa, coesa, bem escrita e você desenvolveu muito bem os argumentos! Demais, eu super indiquei no Twitter. Um dia espero ter a capacidade de escrever uma resenha como essa. Falo sério! Então, sobre o livro: quando a Intrínseca divulgou a lista dos lançamentos de junho ou julho, não sei, e lá estava o Caminhos de Sangue, eu logo revirei os olhos e pensei ‘mais um livro distópico; agora, todo mundo resolveu escrever sobre isso’. Não que eu não goste do tema, não. Eu gosto muito. Mas parece que agora todo mundo resolveu escrever sobre isso, e distopia não é um tema fácil de desenvolver. Quero dizer, nem todo mundo consegue fazê-lo com excelência. Então, antes mesmo de ler a sinopse ou procurar saber mais informações sobre o livro, eu já o julguei mal.
Quando um escritor resolve apostar em tal tema, parece que todo mundo quer fazer o mesmo. Então, eu acho normal, às vezes, ter aquelas comparações chatas. Caminhos de Sangue parece ser um livro que promete. Pretendo tê-lo em mãos o mais rápido possível.
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Cherry_B disse:
julho 6th, 2012
Obrigada por ter indicado a resenha no twitter, Samuel!
Mas um adendo: você falou que todo mundo resolveu escrever sobre distópicos, mas eu acho que está acontecendo a mesma coisa que aconteceu com os livros de vampiro há um tempo atrás, eles sempre existiram, mas só agora começaram a ser lançados no Brasil. Sinceramente, eu acho isso ótimo!
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Ana Death Duarte (a.k.a. Ana Catnip Kirk) disse:
julho 6th, 2012
Concordo com vc.. eles sempre existiram, mas começaram a lançar no Brasil recentemente e sem “chamar” exatamente de distopia pra não “assustar” as pessoas, rs =/
O que eu acho um saco é quando eu leio as sinopse e é quase tudo a mesma coisa… Esse que vc resenhou me parece ser beeem legal, como falei =]
Tem distopia cyberpunk, offworld, (msm modernos!) e lançam sempre muitos títulos que blablabla é quase a mesma coisa =/
Eu dei uma enjoada de livros de vampiros assim… sobrenatural tb… ando alterando distópicos (diferentes uns dos outros), com fantasia e até alguns romances.
Vc gosta de space opera? Ae eu tenho um distópico space opera par the indicar… =] totalmente differente do padrãozinho…
Por exemplo, não li Delirium. Nem sinto vontade de ler… Sei que o público é outro, q tem umas diferenças na história e tal… mas eu já vi Equilibrium, de 2002, e, puxa vida… até o mesmo poema do Yeats foi usado? Parece implicância, mas eu não curto mto mais do mesmo, sabe? Sei lá… blé, sorry pra quem gostou, não tô nem dizendo que é plágio (que nem fizeram com Battle Royalle e THG, se fosse assim, voltemos a 196epouco e mostro epis de Star Trek que têm mto a ver com THG, vááários e não ligo a mínima deeeeeeer hehehe) , só q eu não quero ler mais do msm e em 3 livros ainda por cima quando se tem C. Bale, rsrssrs e uma história magnífica que foi “subestimada” pq não era moda? =/ Já viu? É um dos meus filmes prediletos <3
Preciso reler 1984 e A Brave New World, que li muiiiiiito cedo heheheheh (tipo, no primeiro colegial hahah) lembra, século passado, rs, 1990, pré-internet, rs ;p Nem sabia q era distópico, só scifi – Mas acho q vou começar com BNW e BNW revisited =]
Beijocas! E, de novo parabéns pela resenha e cuida direito do braço, hein? <3
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Dyana Colares
5 de julho de 2012
Com certeza esse livro vai ser uma das minhas próximas leituras! Li ótimas resenhas sobre ele e não vejo a hora de lê-lo. A história parece ser muito bem construída fazendo com que nos prenda à leitura até o final (pelo menos é o que eu vejo as pessoas comentando em resenhas).
Adorei sua resenha. Me fez ainda mais ler Caminhos de Sangue.
Beijos!
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Paulo Vaughan
5 de julho de 2012
Cara, eu quero MUITO ler esse livro. Tipo, outro dia fui na livraria e fiquei folheando e estava quase comprando, mesmo sem ter o dinheiro (?). ;x
Enquanto eu folheava estava vendo essa coisa dos erros e a falta de marcações de eu confesso que, pelo menos em um primeiro ‘encontro’, não me agradou muito. Sei que dá para acostumar, mas, sei lá, não consigo gostar (embora ache a ideia genial). Aliás, se eu ler o livro logo, pelo menos já vou estar acostumando com a falta de marcações de fala já que “O Torreão” também é assim.
Ao contrário de você, eu AMO distopias, adoro experimentar como é estar dentro de uma sociedade assim, mesmo que ficcionalmente. E acho que “Caminhos de sangue” vai virar um dos meus favoritos, haha.
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Franciane
6 de julho de 2012
A cada resenha que leio deste livro mais empolgada eu fico. A leitura parece conter coisas que adoro, como o próprio tema distópico. A força de Saba, os problemas com a irmã mais nova, a tal droga utilizada pelo reino, a linguagem informal… Tudo me despertou o interesse e a curiosidade. Espero poder ler o livro em breve.
Essa espera pela continuação é que mata né?
Amei a resenha.
Beijos.
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Val
6 de julho de 2012
Estou louca para ler esse livro desde que saiu nos EUA. *0*
E a cada resenha que leio fico com mais e mais vontade de ler, mas como você mesma disse, Beatrice, a continuação só sai em outubro… Por esse motivo vou acalmar a piriquita.
Btw, a resenha ficou ótima e você ter falado que a protagonista é awesome (tipo a Rose de VA) já me deixou mais tranquila, porque vi muita gente no goodreads falando mal dela e eu tenho issues com protagonistas imbecis… o/
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Cherry_B disse:
julho 6th, 2012
A ROSE DE VA NÃO É AWESOME! Eu não suporto ela. Acho que ela é a protagonista que eu mais detesto no YA, tipo, na vida.
(E sobre o Goodreads: as pessoas do goodreads não gostam de nada.)
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Ana Death Duarte (a.k.a. Ana Catnip Kirk) disse:
julho 6th, 2012
(E sobre o Goodreads: as pessoas do goodreads não gostam de nada.) – e não têm coração! </3
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Val disse:
julho 6th, 2012
Só por ela ser uma vaca às vezes? That is not fair. A Rose é awesome sim, Beatrice!!! ashaushaus
Poxa, Ana e Beatrice, a maioria das avaliações que leio no goodreads são boas até demais. Por isso que quebrei a cara com “Across the Universe” =O
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gabriel santana
7 de março de 2013
quando acabou o livro confesso que uma lagrima caio dos meus olhos o livro e tão fantástico que quando eu acabei senti que uma parte de mim tinha acabado, pena que a continuação ainda não chegou, e vai demora :/
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