Distopia: Uma origem política (e uma promoção)

Um dos meus campos do conhecimento favoritos é a ciência política. Sei lá, acho tão interessante ler os diversos pensadores e analisar a estrutura do poder e da liberdade ao longo do tempo. Além disso, a política e a economia estão relacionadas (grande parte dos pensadores políticos também são pensadores econômicos), então conhecer uma é fundamental para compreender a outra.

Talvez seja por causa disso que eu me interesse tanto por coisas distópicas. É interessante ver os limites que a imaginação humana consegue dar para as relações entre as pessoas e como em alguns casos alarmantes chegamos bem perto do que foi imaginado. Por isso, nós vamos começar a dissecar o termo distópico e o que ele quer dizer desde a sua origem, até conseguirmos compreender um pouco o que ele denomina.

Segura na minha mão e vem!

Ultimamente, o termo vem sendo utilizado cada vez mais para caracterizar filmes, livros e séries, mas ainda não é muito conhecido. Minha mãe, que leu todos os distópicos clássicos, não sabia dessa denominação. Ao mesmo tempo em que alguns não sabem o que quer dizer ou o que o denomina, outros usam a torto e a direito na tentativa de tornar alguns produtos mais vendáveis. Além dessas dois pontos, também há a tênue linha entre o pós-apocaliptico e o distópico.

O problema todo é que, ao meu ver, a palavra distopia não foi criada com o intuito de descrever um estilo específico de obras ficcionais e sim num discurso político. Dizem que um dos usos da história é entender o presente, então é fundamental sabermos o contexto em que o termo foi criado para poder entendê-lo.

Essa foto provavelmente é do século XX, mas dá para entender o espírito.

Em 1829, o Reino Unido reconheceu a Irlanda como parte de seu território, mas não lhe deu liberdade para tomar suas próprias decisões. Assim, a Irlanda possuía assentos no Parlamento onde as decisões eram tomadas, mas era praticamente como se os britânicos os governassem. Os problemas entre os dois territórios não são recentes, mas é durante esse período que a maior parte dos movimentos rebeldes (como o IRB, predecessor do IRA) surge. Em 1867, o IRB promove uma tentativa de levante contra os britânicos que dá errado e o governo toma medidas drásticas contra eles. (Curiosidade: O plano deles era que os irlandeses dos Estados Unidos invadissem o Canadá ao mesmo tempo em que acontecia uma revolta na Irlanda)

Esse é John Stuart Mill. Ah, o século XIX.

Em 1868, um pouco depois dessa tentativa falha de revolta, o Parlamento se reúne para discutir a questão da Irlanda. Dentre os membros da câmara dos comuns havia um cara chamado John Stuart Mill. Mill era um filósofo, economista e cientista político liberal, que defendia o sufrágio universal, os direitos das mulheres e a liberdade individual. Era adepto de uma filosofia chamada Utilitarismo, que diz que deve-se agir sempre de forma a produzir a maior quantidade possível de bem-estar.

É durante uma das reuniões sobre a questão da Irlanda que surge o termo distópico, usado pelo Mill. Ele diz: “Posso ter a permissão, como um que, acostumado com minhas qualidades, foi submetido ao cargo de ser Utópico, para parabenizar o Governo em ter-se juntado a essa ótima companhia. É, talvez, muito elogioso chamá-los de utópicos, pois eles podem muito bem ser dis-tópicos ou cacotópicos. O que é normalmente chamado de utópico é algo bom demais para ser praticado; mas o que eles preferem parece ser ruim demais para ser praticado.” (Você pode ler toda a transcrição dessa sessão aqui)

O contexto é claro: as ações e intenções do governo tem sido tão ruins, que ele é o oposto de uma utopia. Mas prestem bastante atenção: no caso, as coisas ruins são as coisas que são contra as ideias de Mill. Ele defende a liberdade pessoal e não a opressão do estado,

Os Irlandeses sofreram muito bullying na vida :/

defende a igualdade entre as pessoas e não a superioridade. No discurso em que essa frase aparece, ele faz toda uma análise da relação do Reino Unido e da Irlanda e mostra que eles nunca trataram o outro país com respeito e que, se depender do governo, nunca os tratarão. Ele enumera uma série de medidas – de se recusar a comprar gado irlandês a culpá-los de serem atrasados por serem católicos – e procede a dizer o que deve ser modificado para que os ânimos se acalmem no país.

E se você parar para pensar nas obras distópicas – pelo menos nas mais famosas – as sociedades assim chamadas são exatamente o oposto do que Mill defende. Ele também usa cacotópico e ambas as palavras significam a mesma coisa: lugar ruim. Utopia é o lugar bom, ideal, com coisas impraticáveis e a distopia (ou a cacotopia) é a anti-utopia, o oposto dela. Essa definição é algo que considero fundamental na hora de analisar se uma obra é distópica ou não, embora às vezes torne as coisas mais complicadas.

Para outro lado, a Avenida Distopia. Favor pegar o ônibus 1984.

Eu fiz alguns testes com a Cherry_B e se você manter em mente que a distopia, pelo menos nesse contexto, é o oposto do que o Mill acredita como certo, as chances de você errar na classificação de um livro distópico são bem pequenas. Mas vamos deixar para falar das características depois!

Aliás, uma pergunta: por que usamos distopia e não cacotopia para se referir às coisas? Alguém tem alguma teoria? Eu acho que é porque CACOTOPIA parece tipo a terra de Caco, o Sapo.

ACHO QUE NÃO, VIU?

OKAAAY. Espero que tenha ajudado um pouco. Como vocês foram bonzinhos e chegaram até aqui, vão ser recompensados.

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Comentários
Bell

Codinome de Bárbara Morais, autora da Trilogia Anômalos. A quantidade de ideias que tem é inversamente proporcional ao seu tempo para fazê-las. Gosta de números tanto quanto gosta de letras - e jura solenemente não fazer nada de bom (enquanto estiver nesse blog).

  • Ana Paula

    Antes de terminar de ler o post, "Um dos meus campos do conhecimento favoritos é a ciência política" - morre eternamente de orgulho. Beeeellll, vem ser minha caloura na UnB, vem!!! :3

  • Felipe Fagundes

    Eu sempre entro em confusão com distopia e pós-apocalíptico. Não, na verdade as pessoas é que me confundem porque pra mim distopia é distopia e pós-apocalíptico é outra coisa. Pra mim, pra ser distopia tem que ter um governo autoritário. E alguma coisa que, numa primeira olhada, pareça boa mas quando vemos os detalhes é ruim para uma minoria sem voz (Ou que mal sabe que está sendo prejudicada). Cacotopia é uma palavra muito feia. Deve ser por isso que ninguém usa :P

  • Bell

    Se você parar para pensar, tem alguns livros que entrelaçam pós-apocaliptico e distópico. Tipo, existem pesquisas que mostram que a tendência das pessoas em situações extremas é se aglomerar sob o julgo de uma pessoa de pulso firme (ex: Hitler. E Stalin), então é natural que um desastre leve a uma sociedade totalitária. Só que a distopia não está associada só com o governo. Tipo, nem toda distopia é uma ditadura, sabe? Por exemplo, em Admirável Mundo Novo, o governo não é fechado e restrito como o de 1984. Eles na verdade são extremamente liberais, divididos em castas e tudo o mais. No meu ponto de vista, normalmente é para uma "minoria" que na realidade constitui a maioria :P Enfim, Jogos Vorazes poderia ser considerada uma distopia pós-apocaliptica, porque é das RUINAS DE PANEM blablablablá. (O lance é que, no final, cada um acaba achando uma coisa)

  • Felipe Fagundes

    Ah, isso com certeza, os gêneros (?) podem se misturar mas não são os mesmos e não necessariamente acontecem juntos. Aquele filme "Eu sou a lenda" (Não vi o filme, então devo falar alguma besteira) é um história pós-apocalíptica mas não é uma distopia (Quer dizer, eu acho que não). Já viu o filme "Idiocracia"? Nele não há um governo autoritário (mal há um governo decente) e... droga... acho que é uma distopia rs Todas as distopias que LI até agora tinham uma ditadura como governo. "Um futuro distante onde uma coisa ruim não acontece mais e blábláblá". Até que alguém resolve se rebelar e fim. Acho que agora estou com mais dúvidas Hahahah

  • Junior

    e quem pode nos garantir de que não vivemos em uma distopia??

  • Jei Oliveira

    Adoro distopia, mesmo tendo ficado em dúvida de como definí-la, a princípio. Mas agora, vou catando as semelhanças entre os livros que leio (que foram váaarios distópicos ultimamente). E cacotopia é realmente uma palavra estranha, me lembra cacofonia =/

  • Rafael Fernandes

    Todo mundo adora uma boa distopia, e claro que eu adoraria viver uma, mas coragem que é bom, neca! De tanto ler distopia parece que só vivo sonhando nisso, então meu caso fica em exceção, porque eu sonho acordado, não vivo, só sonho, tipo estou ao lado de todos os personagens, tal qual de Jogos Vorazes... Esquece, estou pirando...

  • Bell

    Ahahah, tá vendo? Eu acho que é mais fácil só pensar "hunm, idealmente isso seria ótimo, né? Mas é uma merda!". Tipo em Gone. Imagina você criança e todos os adultos desaparecem! LIBERDADE! QUE INCRÍVEL! POSSO COMER DOCES ATÉ MORRER! E aí você vê que... opa. Pera aí. Não é assim que funciona. Acho que é o ue funciona melhor. Eu sou da corrente que acha que Eu sou a lenda NÃO é distopia, é só pós-apocalíptico, mas com certeza alguém consegue ver distopia ali. O próximo post desses é com as características e espero que ajude XD

  • Lua

    Amei a primeira foto!

  • Bell

    Porque todo o conceito de distopia é algo que é ruim demais para ser colocado em prática. Que nem uma utopia. Da mesma forma como a utopia não pode existir na realidade, a distopia também não.

  • Bell

    Eu não adoraria viver numa distopia e achei seu comentário peculiar, ahaha. Se você quer ter uma experiência próxima de distopia, tente passar um mês na Coréia do Norte. Tenho certeza de que vai mudar de ideia. :P

  • Paulo Vaughan

    Toda essa coisa de "o que é distopia" é meio complicada e confesso que esse post me ajudou e também me atrapalhou. ;x Ontem eu estava pensando sobre "Aprisionada" da Lauren DeStefano e percebi que o livro é muito mais pós-apocalíptico do que distópico. Eu tentei usar aquele post da Julie Kagawa sobre distopia X pós-apocalipse, mas não me ajudou muito. Não vou falar muito mais sobre o porquê de eu achar isso porque vai ter resenha minha aqui e tal.

  • gabriela

    Apesar de Distopia ser um gênero bem complicado e difícil de ser classificado não ha duvida de que todo o lance politico que elas geralmente abordam é fascinante pelo simples fato de que alguns deles podem facilmente acontecer, nossa historia é cheio desses casos se pensar bem

  • O que eu estou fazendo aqui? Ainda nem terminei o meu primeiro distópico (Delírio) e já estou tentando definir tudo. SHAME ON ME, mas enfim. Amei o post, principalmente pelo fato de ser bem explicativo e mostrar direitinho como "guiar" seu pensamento quando alguém perguntar "Mas esse livro é distópico?". Digo, eu nunca me aprofundei muito nas distopias e sempre me pego lendo orelhas e sinopses desses livros, embora eles me pareçam profundamente tristes. A sociedade de Delírio só me traz revolta ARGH HAHAHAHHAHAHA Mas sério, tô gostando bastante de descobrir um pouco mais dessa distopia toda. E sobre pós-apocalíptico e distopia, pra mim sempre foi uma coisa bem separada, mas não sei :S

  • E não, acho que eu não conseguiria viver numa distopia Oo Me revolta demais a sociedade, mas eu ia ser um super cagão e não iria conseguir mudar nada. ARGH, que horror, não conseguiria MESMO hahahahaha

  • Carol Almeida

    Nossa, acho que na minha mente eu viveria, mas na vida real... acho que não. Não teria nervos muito menos aceitaria viver numa distopia. Minha mente é muito rebelde, não conseguiria obedecer ordens, fossem elas quais fossem. Tudo eu contesto e por esse motivo acredito que eu seria anti-distópica na sociedade reprimida.

  • liriel

    Eu não conseguiria viver numa distopia, ou melhor, não sem tentar acabar com todo o sistema de maneira totalmente imprudente que resultaria na minha morte no final. Agora, como uma pessoa "normal" sem toda a liberdade, eu não conseguiria não.

  • Maria Clara

    Eu não conseguiria viver em uma distopia. Eu gosto muito de dar a minha opinião mesmo quando ninguém a pede. Não sei se teria coragem para mudar algo, mas seria muito difícil.

  • Dandra

    O ser humano se adapta a qualquer ambiente, então realmente acho que conseguiria viver numa distopia, o problema é saber se viveria bem (como vc disse no twitter, das pessoas que vivem no poder, sentem realmente que estão em um mundo distópico?) ou não rsrs Acabei de ler a resenha de Never Let Me Go (gostei muito, parabéns) e lembrei de um filme, acho que é A Ilha, com a Scarlett Johansson e Ewan McGregor. Eles eram clones no filme, não eram? Pós-apocalíptico é A Passagem do Justin Cronin e The Walking Dead - A Ascensão do Governador (esse meio que é as duas coisas, né? rsrs) Nunca tinha lido nada sobre distopias, na verdade filmes eram mais fáceis de encontrar, mas agora tudo quanto é livro é sobre um regime totalitário ou um mundo em caos (na verdade sempre teve, como os clássicos, o problema é que não era tão divulgado, legal que esses lançamentos desperta nas pessoas a curiosidade em ler esses clássicos). E o primeiro que li foi Jogos Vorazes, acredito eu. Mas depois dele, veio Delírio e dai tem mais um monte agora... Bell, quanto trabalho vc teve pra esse post. Até ler sobre transcrições do parlamento inglês no século XIX? PARABÉNS! Sou sua fã!!! :D

  • Maria Raquel

    Acho que não tem erro no uso do termo justamente se pensar no oposto de uma utopia. Ou então um Estado/sociedade que era pra ser utópico mas no final se revela o contrário (como em Equilibrium, ou mesmo Matched). Acho bem fácil misturar distópico com pós-apocalíptico, talvez porque algumas distopias aconteçam justamente numa era pós revolução ou mudança governamental. Se essa mudança era pra ser boa, mas acaba se revelando totalmente terrível (como 1984, onde todos são controlados o tempo todo, algo teoricamente feito para a segurança da população) = DISTOPIA Se essa mudança leva ao caos do mundo, onde apenas poucos sobrevivem, não tendo muito a ver com a vida em sociedade em si, mas mais uma revolução climática/econômica (como em Waterworld, onde o mundo é tomado por água e os homens vivem em grandes barcos flutuantes) = PÓS-APOCALÍPTICA Sem contar a ficção científica, que pode ter elementos distópicos ou não (Star Wars, Firefly = com elementos distópicos, Battlestar Galactica, Guerra dos Mundos = elementos pós-apocalípticos) Viver numa distopia? Bom, quem sabe já não vivamos em uma???? kkkk Agora sério, todo mundo se adapta, e a maioria de nós nem se dará conta que estaríamos vivendo em uma distopia, porque aquele seria o nosso mundo. Talvez um pouco mais difícil de "sobrevivermos", mas comum para nós. (A grande sacada do herói distópico é sair dessa mesmice em que ele se encontra na sociedade, abrir os olhos para ver que há algo errado. Se fazemos isso hoje em dia, somos taxados loucos e comunistas...)

  • Karine

    Eu vi uma outra pessoa explicando o que era distopia e ela resumiu tudo a "o oposto de utopia" eu fiquei confusa pra caramba e concluí que não sabia mais o que era distopia. Agora entendi o que ela quis dizer. Cacotopia parece cacofonia e ainda por cima é uma palavra cacofônica. Distopia é mais bonitinho. Mas acho que eu preciso de um tempo pra separar perfeitamente pós-apocalíptico de distopia na literatura. Normalmente erram na classificação e eu fico me perguntando se tá errado mesmo.

  • Karine

    E ah eu tava lendo alguns dos comentários agora e eu considero 99% das coisas possíveis então ao meu ver nada é distopia? Nossa, tô me enrolando. Como a Dandra disse, o ser humano se adapta a qualquer ambiente, então acho que qualquer distopia é aplicável e qualquer um pode viver em uma. Mas claro teríamos problemas como sempre.

  • Ana Paula

    Acho que, (na verdade tenho certeza), que o cenário atual que mais se aproxima de uma distopia, é a Coréia do Norte. E eu não moraria lá por nenhum dinheiro desse mundo. Gostei muito da "sua" definição, ajuda muito - especialmente por citar o maravilho J. S. Mill, gosto muito das obras dele. Acho também que as pessoas, hoje em dia, subestimam um pouco o poder de um Estado para tornar a vida em sociedade completamente infernal (mesmo com toda a repercussão da Primavera Àrabe, etc.) :P Mas admito que obras distópicas e pós-apocalipticas são minhas favoritas XD São quase estudos sobre comportamento humano (MINHA OPINIÃO). Off Topic: vc viu aquele livro escrito por um jornalista sobre um ex-prisioneiro norte-coreano que conseguiu escapar depois de décadas vivendo em uma especie de campo de concentração??? Tenso demais, horrivel demais.

  • Cah Lacerda

    Campos de conhecimento e eu penso em Fields of Expertise do John, com aqueles campos, no sentido literal e... Mas eu já começo o post divagando? There's something wrong with me. E, apesar de saber que Distopia era o oposto de Utopia, EU NÃO SABIA DESSA HISTÓRIA AI!! EVERYTHING SEEMS SO MUCH CLEAR NOW. hahaha Beijos Cah

  • Juliana Lima Oliveira

    Não, não conseguiria viver numa distopia, ao menos que este fosse o único modo de vida que eu conhecesse. Geralmente as distopias nos são apresentadas envolvendo personagens que já nasceram nesta forma de governo. Nós somos muito livres e experimentamos hoje em dia uma liberdade quase que exagerada portanto a distopia seria, pelo menos para mim, algo impensável. Beijo!

  • Mônica

    Eu nunca parei pra pensar "Esse livro é distópico ou pós-apocalíptico?" e na minha cabeça não confundo, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa, mas entendo que dá pra confundir (e vai ver eu erraria tudo se tivesse que fazer um teste). Achei o post super informativo e claro, adorei! =) (não sou fã de comentários do tipo 'adorei', mas eu adorei mesmo saber disso tudo, então fica assim)

  • Ully Lima

    Achei esse post muito esclarecedor, embora nunca tenha confundido destopia com pós-apocaliptico. Acho destopia mais fácil de associar com utopia. (:

  • Laura A.

    Acho que um dos motivos pelos quais as pessoas confundem tanto distopias e pós apocalípticos é porque eles costumam andar juntos, então você fala de um enquanto está pensando no outro. Não sei se eu me expressei bem, mas é o que acontece comigo e o que costuma acontecer com algumas amigas minhas, então imagino que não sejamos as únicas :B

  • MARCIA SONOITA

    Falta a coragem ainda , mas seria uma bela aventura !

  • Amanda A

    Adoro literatura distópica e tô doida pra ler esse :)

  • Larrorex

    Eu não, não sou a Katniss!

  • Rafael Fernandes

    Agora fui ver sua resposta. Eu nunca vive, só senti em livro, se eu fosse viver literalmente eu não aguentaria nem um segundo. kkkkk

  • Rafael Fernandes

    Oops ... é vivi ~~

  • Elis Miranda

    Não conseguiria de jeito nenhum, nem de acampar eu gosto! rs

  • Gabriel Machado

    Mas se for por essa linha de pensamento, Jogos Vorazes não é distopia, pois ninguém nos Distritos acha que a situação era utópica, apenas na Capital. Nem todas as distopias são falsas utopias

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