Ano: 2011
Língua: Português/Inglês
Editora: Intrínseca (português)/ Harper Teen(inglês) Autor: Lauren Oliver
Tradução: Rita Sussekind
Nome Original: Delirium
“O amor era um sentimento bom antes de os cientistas descobrirem que esse era o pior de todos os males e uma doença séria: Amor Deliria Nervosa. No entanto, há sessenta e quatro anos, a cura foi encontrada e o governo consegue conter o Amor Deliria Nervosa ao exigir que, aos 18 anos, todos os jovens passem por uma operação que impedirá de vez a propagação dessa doença.
Desde pequena, o sonho de Lena Holoway é completar 18 anos para passar pelo procedimento em que o amor será retirado e ela finalmente terá uma vida tranquila, segura, feliz e completamente previsível. O que Lena não esperava era se apaixonar apenas algumas semanas antes de operar e começar a se questionar se ela realmente quer a cura e se o amor é realmente um mal.”
Antes de mais nada, tenho que avisar há uma resenha feita pela companheira Bárbara (da época em que o livro foi lançado nos Estados Unidos) e se vocês quiserem dar uma conferida nela, fiquem à vontade.
Mesmo com a capa bonita, devo confessar que, depois da sinopse, perdi a vontade de ler Delírio. Convenhamos, as chances de ser mais um livro sobre um triângulo amoroso sem pé nem cabeça no qual tapas e beijos importariam mais do que a própria trama (se que é que tivesse uma) eram grandes de mais para eu me arriscar e perder meu tempo precioso. Essa história toda de erradicar o amor provavelmente era só uma desculpa para ganhar dinheiro. Obviamente, estava completamente errada pelo o que a Bárbara me disse após ler o livro, mas acabei enrolando da mesma forma, porque é isso o que faço.
No início do ano tentei lê-lo mais uma vez, porque fui no lançamento do livro e todos estavam falando que ele era supimpa, só que ao pegar Delírio para ler, fiquei um pouco irritada por ele ser tão parecido com Destino (veja resenha aqui). Ambos tem: um rito de passagem para a vida adulta, uma sociedade que decide com quem você vai casar de acordo com seu perfil e uma protagonista que gosta de correr (na verdade, os dois livros, mesmo com as semelhanças, não poderiam ser mais diferentes).
Por fim, só semana retrasada que criei coragem para ler e, cara, que arrependimento, porque eu realmente deveria ter lido o livro quando a Bárbara recomendou de tão bom que ele é!
Uma das coisas que mais gostei foi o fato do livro não ter entrado naquele clichê de retirar apenas o amor romântico e naquela de triângulos amorosos sem pé nem cabeça. O negócio é que o amor que eles “curam” cirurgicamente das pessoas não é apenas o romântico, mas todo o tipo de amor que existe, ou seja, ninguém tem apego material, ninguém ama os irmãos ou os pais ou os primos ou os avós, ninguém ama os amigos, ninguém ama os animais, ninguém ama um deus, ninguém ama a própria vida o suficiente para se importar (há um instinto de sobrevivência, vocês vão perceber um pouco, mas não passa disso).
As pessoas no mundo de Delírio depois da cirurgia riem, fazem piadas, ficam nervosas e gostam de coisas, no entanto, é diferente. Sabe quando você ganha um presente bonito e gosta dele, mas não gosta o suficiente para procurá-lo se você perdê-lo, ou, se ele estragar você não se dá ao trabalho de comprar outro? Essa é a mesma relação que as pessoas têm com as outras após os procedimento para acabar com o amor. E, Lauren Oliver, dentro dessa proposta, conseguiu criar personagens fantásticos e complemente verossímeis.
Lena e Hana (melhor amiga de Lena) são duas das personagens mais bem trabalhadas, porque, ainda que elas estejam presas em uma sociedade que vê qualquer tipo de amor como motivo para discórdia, as duas ainda são adolescentes e, como qualquer garota de 17 anos, Lena e Hana têm segredos, medos, aflições e rebeldias com coisas pequenas (mesmo que elas não tenham noção do porque estão fazendo). Alex é outro personagem que gostei muito, quer dizer, não tem como não gostar dele, porque ele é o completo oposto do que a sociedade prega e… Melhor parar aqui para não soltar spoilers!
Fora os personagens, a narrativa e a história em si (ou seja, fora 90% do livro), achei bastante criativa a forma que somos apresentados ao mundo de Delírio: no início de cada capítulo há passagens do livro do Shhh (Suma de hábitos, higiene e harmonia), ou de cantigas de roda, ou de salmos, ou de outros livros, e, todas essas citações nos capítulos são da época pós-amor. O mais legal disso tudo é que, de alguma forma, todas as citações se relacionam com os acontecimentos do capítulo, por isso recomendo que vocês leiam essas passagens, não passem reto (please?).
Aliás, tudo o que Lauren escreve em Delírio tem alguma referência ou jogo de palavras e é genial e, definitivamente, é a parte que mais gostei do livro inteiro, porque amo de todo o coração referências legais e jogos de palavras (aposto que todos pensaram em silêncio ao lerem o nome do Shhh, não?).
Sério, esse foi um dos livros mais legais que li e recomendo muito a leitura (já disse isso umas 300 vezes, provavelmente?). E estou louca para ler as continuações da trilogia (siiiim! É uma trilogia!): Pandemonium e Requiem.
A edição que peguei para ler foi fornecida pela editora Intrínseca e a tradução e a revisão estão fantásticas, minha única ressalva é que alguém no caminho entre a produção, a Intrínseca e a casa da Bárbara resolveu pegar o livro para matar um pernilongo, então há um cadáver nele e, bom, não sou exatamente fã de cadáveres. E juro que até agora estou com vontade de dar uma de CSI e descobrir como ele foi parar lá… (Nota da Bell: Para o seu próprio bem, não faça isso)
Classificação final: Quatro Inválidos

















Angel Sakura
7 de julho de 2012
Valuska me dê esse livro?!
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Val disse:
julho 7th, 2012
Hahaha, não é meu, mas se quiser de aniversário, posso dar… MAHUAHAUSUHAUHUHUAHSUHAUHSUAHHUSAU!
(só em dezembro >D)
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Ana Paula
8 de julho de 2012
Eu fiquei muito fula da vida porque quando eu estava lendo o livro na escola TODOS pediam para ver, só porque a capa é brilhosa –’. No final do dia o meu livro estava amassado e eu mais nervosa ainda. O livro em si eu achei bastante parecido com Destino, só muda que Delírio teve personagens que eu me apeguei enquanto em Destino não. Achei que a nota melhor para Delírio poderia ter sido 3 inválidos. A historia em si é muito bem construída, sem contar que também me gusto muito o jogo de palavras que a autora utilizou, recomendo para quem gosta de romance, mas não leria o livro de novo.
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Raíssa Lins
8 de julho de 2012
Poxa, quando fui comprar Destino na livraria fiquei numa dúvida cruel entre ele e Delírio, porque os dois pareciam bem parecidos, né? Não gostei tanto de Destino e a cada resenha diferente que eu leio de Delírio me bate o arrependimento. Mas, enfim, o livro parece excelente, deve ser uma das próximas leituras.
Beijos
http://trouxesteachave.wordpress.com/
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Helo Miranda
17 de julho de 2012
Eu também não tinha vontade de ler Delirio porque pela sinopse parece muito com o Destino, e eu não gosto de livros que tenham a história tão parecida, mas depois de ler sua resenha me deu uma grande vontade de comprar esse livro e de le-lo agora mesmo.
Parabéns
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