Battle Royale, por Koushun Takami
Você pode ler outra resenha de Battle Royale aqui.

Uma ditadura onde ninguém vê, ninguém sabe.
Antes de tudo: esqueça a relação entre Battle Royale e Jogos Vorazes. Quem faz essa relação e diz que são iguais, obviamente não leu os dois. A única semelhança ente os dois é: jovens tem que se matar e (SPOILER! SPOILER! SPOILER!) há dois sobreviventes, diferentemente do programa do jogo. (SPOILER! SPOILER! SPOILER!)
E nesse quesito de jovens que precisam se matar para não serem mortos: nos dois livros são conceitos completamente diferentes. Em Jogos Vorazes eles vivem com esse medo, com chances maiores de ir a cada ano que passa – alguns até treinam para tal. Os competidores não se conhecem (vamos ignorar o caso Peeta e Katniss) em JV mas, em BR, eles são colegas de turma. Alguns são melhores amigos. Eles conviveram todo dia entre si durante anos. Isso, para mim, fez um grande diferença – fez tudo ficar muito mais difícil.
Há muitas mortes. Não se iluda, não se apegue. A narrativa é fria, quase um gelo. O autor descreve as mortes como se fossem previsão do tempo. Falando nisso, o autor é um gênio: ele entra na cabeça dos personagens e quebra os mistérios e seus traumas. Por isso o livro tem 600 páginas e tanto. No começo isso me deixou irritada – afinal, acompanhar de perto 40 e poucas pessoas com nomes japoneses pode ser uma chatice…
Mas, após ver o filme (tosco, divertido pra caralho mas tosco tosco tosco hahaha), que tem pouquíssimo de explicação e exploração de personagens, vi que esse aspecto do livro era essencial.
A distopia aqui é diferente: ninguém acompanha o jogo, ninguém é ameaçado com ele. Estamos apenas em um país sob um regime ditatorial, semelhante a muitos outros atualmente. Eu fico me perguntando quanto deles não fazem esses tipos de experimento secretamente…
BONUS – PROMOÇÃO!: Bell invadindo a resenha da Kari, hehehe. Lembra que eu disse no vídeo de ontem que hoje sortearíamos V de Vingança? Então. Basta usar a tag #DdeDistópico nos seus tweets entre hoje e amanhã para poder concorrer. Não precisa seguir o twitter do blog (embora seja recomendado). O sorteio será realizado amanhã, meio dia. São exatamente vinte e quatro horas para poder participar!
Lembrem-se de NUNCA colocar a tag mais de uma vez no tweet e tentar sempre colocá-la em tweets relacionados. Por exemplo: “Adoro o filme de V de Vingança! Quero ler a HQ agora! #DdeDistópico”. Vamos evitar floodar a timeline alheia, ok???
Dandra:
julho 30th, 2012 at 13:04
Primeiro foi criado esse livro, depois vieram os mangás, né?
Bem que podiam lançar o livro aqui no Brasil também…
Realmente não tem muita coisa a ver com JV, o povo gosta de colocar lenha na fogueira, nunca vi…
ADOREI A FOTO!!!!
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Felipe Fagundes:
julho 30th, 2012 at 14:24
Eu não sabia que os mangás eram ligeiramente diferentes do livro (só li os mangás). Gostei muito da história, dos personagens, da interação entre eles e etc, só não vi muito sentido na existência do programa. Nos mangás, o programa é um reality show, faz sucesso no país e etc. Se no livro ninguém vê nada, parece mais sem sentido ainda :S
Acho que no livro eu me irritaria demais com os personados sendo analisados minuciosamente para morrerem friamente depois. Muito doloroso!
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