A Linha, de Teri Hall
No futuro, depois de um acidente catastrófico, os Estados Unificados criaram o Sistema de Defesa das Fronteiras Nacionais, chamado de Linha. A Linha foi criada para separar a população dos “Outros” (como são chamados os que foram atingidos por bombas nucleares) e é intransponível – ninguém sai do país sem autorização e, principalmente, ninguém entra.
A protagonista do livro, Rachel, é uma menina solitária. Sem ninguém de sua idade com quem ficar, ela vive com a mãe e a sra. Moore na Propriedade, um dos lugares mais distantes dos Estados Unificados – o que é bom porque fica longe dos atos opressores do governo, mas ruim porque é perto demais da Linha. Todos dizem que o outro lado da Linha é perigoso e Rachel foi proibida de aproximar-se dela. A curiosidade da garota de descobrir o que há do outro lado, porém, aumenta quando ela acha um gravador de voz com uma mensagem misteriosa. Ela quer descobrir de onde a voz vem, se os boatos de que existam outras pessoas do outro lado é real, etc. e para isso vai ter que sair da redoma de proteção que a mãe criou para ela.
Eu gosto de “A Linha”, mas eu tenho uma relação estranha com ele. É que na primeira vez que o li, eu achei o livro fascinante e pensava “Oh, é uma das melhores coisas que eu já li” e tudo mais, mas eu reli o livro recentemente e não é bem assim.
Não é que o livro não seja legal, ele é. O “problema” é o fato de ele ser uma distopia um pouco mais infantil (algo como um “Destino” sem o romance e com alguns toques de “Gone” para um público mais novo), algo que não me agradou muito agora.
A narrativa em terceira pessoa é legal, mas confesso que não gostei do ritmo. A forma que a autora encontrou para contar a história do ambiente que ela criou foi através das aulas que Vivian, a mãe de Rachel, dá para filha e, pelo menos para mim, foram cenas chatas pra caramba. E a história em si também demora a se desenvolver, só no fim que realmente descobrimos várias coisas e o livro acaba justamente no clímax.
O livro é muito introdutório, mais do que normalmente temos no primeiro livro de séries. Ele vai te dando perguntas e mais perguntas e no fim ele te responde praticamente nada e ainda te dá mais perguntas. Eu, particularmente, não gosto muito disso em um livro porque ficam muitos e muitos pontos para serem ligados e, às vezes, a história pode ser prejudicada por isso.
A tradução e a revisão estão ok, só tenho um comentário a fazer: em certo momento um personagem (não lembro agora quem foi) disse “mogno” e eles não traduziram! Por que diabos deixaram “mahogany” mesmo?! o.o
O livro tem uma continuação já lançada lá fora (e sem previsão de lançamento no Brasil), “Away”, e essa semana eu conversei com a autora no Twitter (ela é uma fofa, sigam-na: @terihall) e ela disse que está escrevendo o terceiro, “The Island”.
Classificação final: 3 mudas de orquídeas
Julia:
julho 28th, 2012 at 18:57
Eu tenho uma amiga, que lembro que quando comecei a conversar com ela, ela me disse que tinha chegado a mesma conclusão que você chegou. Que o livro era bom, mas a narrativa era muito impessoal e, se não me engano, a personagem principal não era muito agradável, haha. Gosto muito de distopias, mas não me interesso por esse livro.
Beijos!
http://thebooksthief.blogspot.com/
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Paulo Vaughan disse:
agosto 5th, 2012
Hm, a protagonista é chatinha, mas não é das piores. hahaha Eu recomendaria o livro para ler sem compromisso e tal, mas é algo que você poderia continuar vivendo sem.
Obrigado pelo comentário!
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karlinha:
julho 29th, 2012 at 14:19
Eu tenho muita vontade de ler esse livro Paulo. Uma vez peguei ele na livraria por 9.90. ahahaha
Quem sabe um dia eu não leio? Adorei sua resenha! Muito bem escrita e sincera.
Vou dar uma oportunidade a ele sim. Bjokas
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Paulo Vaughan disse:
agosto 5th, 2012
Eu recomendo o livro para uma leitura sem compromisso, mas é daqueles que você pode continuar vivendo sem. haha.
Obrigado pelo comentário!
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