A Dayse fez uma resenha aqui assim que o livro saiu. Embora eu tenha o livro desde Janeiro, só li ele semana passada. Aliás, apesar do nome ali em cima estar em português, eu o li em inglês (porque, né, o livro em português só saiu essa semana no Brasil).
Aí embaixo está as coisas que quero falar sobre o livro, mas acho que não chega a ser uma resenha. Não consigo ser objetiva com esse livro (aliás, também não consegui com Alaska). Espero que gostem.
Querido John,
Posso começar assim? Eu sei que é o nome de um livro de certo autor que escreve cancer books e que fica esquisito, mas não consigo pensar em nenhuma outra palavra além de Querido. Amável John? Caro John? Elementar, meu caro Green?
Essas coisas não vem ao caso no momento. Sinto que depois de ler quatros livros escritos por você, conheço um pouco mais das suas preocupações. Acredito que você acha que o tempo é curto e devemos aproveitar cada momento da melhor forma, que o que interessa é marcar as pessoas pelo que você é e que a mudança que você faz no mundo começa com as pessoas ao seu redor. E que a dor é parte essencial da vida, assim como o amor, assim como a amizade e o respeito.
Mas em A Culpa é das estrelas você se superou. Vou admitir que Alaska meio que mudou a minha vida. É um livrinho com o quê? 300 páginas? Mas que me balançou e me fez acordar para a vida, me fez redefinir prioridades. Eu sei que são nossas experiências pessoais que afetam o quanto um livro importa para nós, mas naquele momento, ler Alaska foi o que alavancou todas as decisões que tomei a seguir. E aí, quando eu achei que nenhum outro dos seus livros poderia fazer algo assim, eis que surge A Culpa.
Não achei que no espaço de 336 páginas eu fosse sentir tantas coisas. Primeiro, é impossível não amar os personagens que você criou nesse livro. Normalmente sempre tenho problemas com o protagonista ou com a garota (ou com os dois) e adoro o melhor amigo, mas dessa vez, todos eles são adoráveis. Amei Augustus Waters no primeiro capítulo. Amei Hazel Grace mesmo com o problema dela com V de Vingança. Amei Isaac, por que o que é um livro dos seus sem um melhor amigo incrível? Depois, por causa disso, não dá para não se envolver na história que se segue. Ela é como a vida: com momentos felizes (e engraçados) e outros tristes que você precisa superar.
Lá pelo meio do livro, numa das vezes em que o Augustus comenta que a vida dele é uma “montanha russa que só sobe”, eu me peguei querendo conversar com ele para dizer que não, Augustus. Nem metaforicamente uma montanha russa dessas seria possível, porque quanto mais você sobe, maior é a sua queda. E você vai cair. E vai doer. Muito. Só que o que a subida é tão incrível que a dor se torna lembrança das coisas boas que aconteceram.
E a dor precisa ser sentida, não é mesmo, adorável John?
Só que existem vários tipos de dor. Uma coisa que achei incrível é que você não explorou o lado trágico do cancer. Aliás, nenhum dos seus personagens é definido pela doença que tem e é fenomenal como isso foi abordado. Uma das cenas que mais gostei envolve isso (mas é spoiler, John, e não posso contar porque tem outras pessoas lendo essa carta), mostrando como às vezes a gente esquece que a pessoa doente é uma PESSOA antes de mais nada e não uma tragédia ambulante prestes a morrer. Aliás, lá pela metade eu já tinha até esquecido que eles tinham doenças e essa foi minha montanha russa que só sobe.
E quando cheguei na parte em que entre um número e outro existem infinitos e que alguns infinitos são maiores do que outros e que, droga, essas pessoas mereciam os maiores infinitos possíveis mas não os vão ter porque, ei, a vida não é justa e não funciona assim. Não dá, John. Não dá. Por que é que a vida não é uma máquina de realizar desejos? Por que é que você tem que jogar a realidade na nossa cara?
A culpa, meu caro John, é toda sua. E citando a Hazel Grace livremente: a vida é um efeito colateral de morrer. E alguns de nós tem infinitos menores do que os outros.
E por me mostrar isso, obrigada.
Com carinho,
Bárbara.


















Iris
14 de julho de 2012
ÇHASDHASDKWEYHQUWIEQAKSHÇDAS
Eu ainda morro por causa desse livro, na boa.
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Ana Paula
14 de julho de 2012
Eu li a resenha que vocês fizeram do livro em inglês, inclusive foi graças a vocês que conheci “Quem é você, Alasca?” e agradeço bastante porque depois dele só “As vantagens de ser Invisível” que consegue me deixar com uma sensação inexplicável, however devo mencionar que foi na resenha desse livo do John em especifico que me fez querer ler os livros dele com toda certeza assim que acabar Cidade dos Ossos e Travessia, irei ler este livro.
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Fernanda
14 de julho de 2012
UGHHHHH, quase chorei. Maldito livro, maldito John Green. E personagens incríveis aos quais eu me apeguei tanto (o problema com V de Vingança também deixei passar. Mas por que um problema com V de Vingança mas não com 300?). Ainda não superei a coisa toda, esse livro é maravilhoso e acho que vou levar comigo pra sempre.
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Iris disse:
julho 14th, 2012
Cara, tem como não amar a Hazel mesmo com a coisa com V de vingança?
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Samuel
14 de julho de 2012
Emocionante, Bell. O que falar? Eu não sei, porque ainda não li o livro, mas já me certifiquei de comprá-lo. Li o primeiro capítulo e gostei. Eu espero que o livro valha mesmo a pena, como todo mundo diz que vale. Muito boa a resenha/carta.
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Julia
14 de julho de 2012
AAAAAAAAAHHHH, meu Deus. Eu li Quem é você, Alasca? e assim que terminei eu precisava fazer outro passeio na livraria para conseguir os outros, mesmo sabendo que logo lançariam outros do John aqui no Brasil por causa de todo impacto que Quem é você, Alasca? teve. Só que infelizmente não pude nem colocar a cabeça para fora da porta, haha.
Preciso muito ler A Culpa é das Estrelas. John é muito mais do que um escritor. Ele joga muitas coisas na nossa cara, como você falou e começa a nos fazer pensar no que realmente importa.
Beijos!
http://thebooksthief.blogspot.com/
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danendy
14 de julho de 2012
Estou com um pé atrás sobre esse livro só por causa do que falou sobre doença. Sei lá, acho tão apelativo esses dramas em que alguém vai morrer, tipo os livros do Cancer Autor que você citou no começo da resenha. Mas mesmo assim, mês que vem tomo coragem e compro Quem é você Alasca? e A culpa é das estrelas.
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Bell disse:
julho 14th, 2012
Eu também acho apelativo, sabe? Mas ACEDE não explora esse lado, então achei tranquilo demais
Acho que talvez você vá gostar!!
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Karine
14 de julho de 2012
Pra mim esse é 2° melhor livro do mundo! (The Perks of Being A Wallflower sempre em 1° <333). É inexplicável esse livro. É um daqueles que a magia tá além da escolha das palavras, parece que tem algo escondido ali no meio que te faz sentir algo especial. Uma das coisas que mais me agradaram é essa coisa dos personagens serem mais do uma pessoa com cancer, há algo além da doença. Uma pena que a tradução deixe certas coisas sem o mesmo encanto :/ me aborrece pensar que as ultimas palavras do livro não terão o sentido que o John quis passar por causa da lingua portuguesa. Enfim… esse é um daqueles livros que te fazem viver uma vida inteira, lindo, lindo, lindo. Parabéns pelo texto, Bell! Ficou awesome!
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Mareska
14 de julho de 2012
VIERAM ME PERGUNTAR AQUI EM CASA POR QUE EU TÔ COM OS ZÓIO CHEIO D’ÁGUA, E AGORA, EU EXPLICO COMO?
Gente, não posso com isso. Simplesmente não posso.
<3
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Raíssa Lins
14 de julho de 2012
Nossa, adorei a sua… carta? Infelizmente ainda não li nada do John Green (eu sei, eu sei) e mal posso esperar para ler. Todos os comentários que eu já li são positivos, então, estou louca para conhecer suas histórias e personagens que parecem ser tão únicos e delicados.
Beijos
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Lais
15 de julho de 2012
acho que vou chorar com todas as resenhas.
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Beli
15 de julho de 2012
Essa foi a primeira coisa que me chamou a atenção… Problema com “V de Vingança”?! Como alguém pode ter problema com ele? O.o Enfim… É uma das primeiras resenhas que leio sobre esse livro do Jonh Green, e agora estou aqui morrendo para ler o livro. Vou ter de comprar, mas em inglês, pois tradução… Li Alasca, e adorei!
Esse parece que tem uma abordagem bem interessante (Green é demais!), apesar do tema triste…
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Jéssica Malta
16 de julho de 2012
Ai, Bell…
Geralmente quando eu venho aqui no NUPE, encontro posts engraçados, que me fazem rir. Hoje foi diferente. E tenho que admitir que me emocionei com a sua carta.
Eu tenho convivido com pessoas doentes e eu sei que tudo que elas querem é alguém que os trate apenas como pessoa.
Linda sua carta!
Ps: Quero este livro logo! hahahhaha
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Cíntia Mara
16 de julho de 2012
Que linda carta, Bell. Quero ler o livro, mas só vou comprar depois que sair da minha ressaca literária, porque do jeito que eu ando, sou capaz de detestar e nunca mais querer ler nada do autor =/
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