Por isso a gente acabou, Daniel Handler
Já falamos sobre Por Isso a Gente Acabou várias vezes. A Dayse fez uma vídeo-resenha e um vídeo que ainda não foi ao ar (mas irá) e planeja fazer outro post. A Kari fez uma resenha que está esperando só as fotos para ir ao ar. Agora é a minha vez, né?
Ilustrações: Maira Kalman
Tradução: Erico Assis
Número de Páginas: 368
Livro de Parceria da Cia. das Letras
Por Isso A Gente Acabou é uma carta de término. Min (Minerva) Green escreve para o seu ex-namorado, Ed Slaterton, todos os momentos que passaram juntos como ela os vê, como pequenos filmes em sua cabeça. Os dois não poderiam ser mais diferentes – Ed Slaterton é o co-capitão do time de basquetebol da escola e Min é… diferente. Ela adora filmes antigos e obscuros, tem amigos esquisitos e faz coisas impulsivas e inusitadas no seu tempo livre. Ao longo das páginas do livro, vemos todos os objetos que foram importantes no relacionamento dos dois em ilustrações belíssimas e que são tão parte da história quanto as palavras de Min.
Eu já li várias resenhas com todo o tipo de opinião sobre PIAGA (é como eu chamo) e, como sempre, as pessoas se identificam mais ou menos com o livro conforme as suas experiências pessoais. Como não consegui colocar meus pensamentos em parágrafos coerentes, vou fazer uma listinha dos motivos pelos quais a gente acabou eu gostei do livro como gostei. E, não, a Min nunca faz listas na sua carta raivosa para Ed e isso é coisa da minha cabeça.
1) Daniel Handler:
Daniel Handler tem um estilo único. Tudo bem que só li os treze livros em que ele escrevia como Lemony Snicket (até agora, porque Basic Eight está ali me encarando da mesa de cabeceira), mas é claro que ele é tem essa voz bem distinta. Em PIAGA, eu achei muito convincente a forma como ele dá voz à Min Green. Lá pela metade eu fiquei meio paranóica porque ele é um homem de 42 anos que tocou arcodeão no casamento do Neil Gaiman e consegue escrever como uma garota de 16 anos de forma… muito convincente. Alguns autores se esforçam muito para parecer jovem ou de outro sexo, mas assim como a Holly Black, Handler é muito convincente escrevendo como uma pessoa do sexo oposto.
Lá pelo meio do livro eu fiquei meio triste de não ter lido PIAGA com 16 anos porque eu tenho quase certeza de que eu amaria ainda mais. Bem, cadê a máquina do tempo???
2) “A verdade é que, porra, te amei demais”:
Uma das coisas que mais me marcaram no livro foi a sinceridade e a intensidade dele. Min Green sente as coisas de uma forma bem peculiar e como está numa situação sensível, é como um nervo aberto. Ela derrama as coisas que sente no papel, sem ser muito coerente ou racional. Logo na primeira frase temos essa citação, que acho que descreve muito sobre o livro. Aliás, isso e a frase que ela escreve na tampa da caixa em que coloca todas as coisas para devolver para Ed.
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