Esse livro é o segundo livro na série Os Heróis do Olimpo. Para ler a resenha do primeiro, clique aqui.
A Dayse já fez uma resenha do livro aqui.

Como é o segundo livro de uma série, pode conter spoilers do primeiro livro, ok? Vocês foram avisados.

Quando Percy Jackson acorda de um longo sono, ele não se lembra de muita coisa além do seu nome. Mesmo quando a loba Lupa lhe conta que ele é um semideus e o treina para lutar contra monstros usando a sua caneta/espada, sua mente continua nebulosa. Quando Percy consegue chegar a um acampamento de semideuses, a única coisa que consegue se lembrar é outro nome: Annabeth. No acampamento, acaba fazendo amizade com Hazel e Frank e numa reviravolta, os três tem que ir para o Alasca para libertar Tânatos, o deus da morte, e impedir que um dos planos maléficos de Gaia se torne realidade.
Se falharem, a vida e a morte ganharam um significado nada agradável.

Faz tempo que li esse livro, mas só agora sento para fazer a resenha. Adoro a série Percy Jackson, mas O Filho de Netuno meio que me mostrou que vou gostar mais ainda de Heróis do Olimpo. Não só pelos personagens estarem crescidos, mas também por ter uma diversidade maior de protagonistas e uma história da mitologia mais desconhecida (falei sobre isso na resenha de O Herói Perdido). Em O Filho de Netuno, conhecemos o acampamento romano da onde Jason veio e vemos sua organização, seus membros e seu funcionamento, que é bastante diferente do acampamento grego. A forma como o Riordan aborda essas diferenças e semelhanças dos romanos e dos gregos é muito divertida e deixa os livros mais ricos.
Nesse livro, somos apresentados a dois novos personagens, que compõem a profecia dos sete. Com o Percy e os três personagens novos do primeiro livro, temos seis semideuses de sete. Quem será o sétimo? Tenho minhas teorias, mas como provavelmente são spoilers, vou deixar para comentar quando resenharmos A Marca de Atena. Sobre os personagens novos, gostei de Frank e de Hazel, mas eles não tiveram o mesmo impacto que Piper e Leo. A Hazel tem uma história bem peculiar e achei interessante seu desenvolvimento e o seu relacionamento com Frank e Percy. Frank também passa por uma jornada de auto-conhecimento e de afirmação que lembra um pouco o que aconteceu com Percy nos primeiros cinco livros. Lembram que o Percy tem dislexia e hiperatividade e sempre teve dificuldades na escola? Mas que isso era só porque ele era um semideus? Então, o Frank segue mais ou menos essa linha (só que os problemas dele são mais quanto a segurança) e foi bem divertido, porque o Riordan consegue passar uma mensagem sem ser didático.

Outra coisa que percebi é como estava com saudades do Percy! Mesmo sendo narrado em terceira pessoa, mesmo sem memória, o Percy é um cara legal. É muito engraçado como todo mundo gosta dele! Ele é tão esforçado e honesto que acaba sendo impossível não confiar nele e essa é uma característica muito importante num líder. Ele também sabe exatamente o que falar para animar as pessoas e dá atenção igual para todos, sem se importar com posições e fanfarras. Se o Percy fosse para Hogwarts, ele seria sem dúvida lufa-lufa (DISCUSSÕES, COMECEM!).

Sobre o desenvolvimento da história, ela está caminhando num ritmo louco, como é típico dos livros do Rick. Um problema que vejo é que ele continua com aquela fórmula dos primeiros livros de Percy Jackson, em que as ações só acontecem nas missões e eles começam no acampamento e terminam lá. Espero sinceramente que o próximo livro mude isso um pouco, porque já está começando a ficar meio chato. Parece que o próximo livro fugirá desse modelo.

Aliás: O QUE É O FINAL DESSE LIVRO???/ O Rick Riordan entrou na Escola de Finais Chocantes? Ele ainda disse que o final de A Marca de Atena é ainda pior, então tenho medo do que nos espera no futuro.
MENTIRA, ESTOU SUPER EMPOLGADA!!!!!!

Enfim, O Filho de Netuno é matou a minha saudade do Percy, mas no final me deixou ainda mais desesperada pelos outros livros. É uma ótima continuação para uma série que fica cada vez melhor.

Classificação final: Cinco Elefantes :P