“Tudo que quero”, você diz, lágrimas nos olhos, música tocante ao fundo, “é COMEÇAR A LER QUADRINHOS DE SUPER HERÓIS DA DC. E talvez apoiar a editora que os publica aqui no Brasil, já que sou TOTALMENTE BACANA. E adoro ir à banca de revista! O que devo fazer? O… que… devo… fazer?”

Oh, olá, leitor, que coincidência! Aqui é o lugar certo. É o tempo certo também – veja, tudo está a seu favor! Quase posso imaginar pássaros e esquilos e cervos surgindo e começando a dançar ao seu redor. Porque, sim, sim, senhoras e senhores, eis que o relaunch da DC Comics chega ao nosso adorável país!

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Após a conclusão da minissérie Flashpoint, todos os títulos da DC foram cancelados e recomeçados em edições número 1. A nova continuidade apresenta novos uniformes e novos passados para heróis e vilões da DC já há muito existentes. Uma entrevista com o editor-executivo Eddie Berganza e o editor-chefe Bob Harras revela que a nova continuidade não constitui um reboot completo do universo DC, sendo em vez disso um ‘leve reboot’. Mesmo que muitos personagens tenham passado por uma reinicialização ou uma renovação, bastante da história do universo DC permanece intacta. Muitos dos principais arcos, como A Noite Mais Densa, O Dia Mais Claro, Crise de Identidade, Batman: Morte em Família e Batman: A Piada Mortal ainda fazem parte da continuidade.

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Ano passado, a decisão da DC de zerar suas revistas causou um bocado de discussões. Meses depois, continua a existir uma certa confusão sobre que eventos pré-relaunch a) ainda contam como canon b) não contam c) contam, mas com algumas alterações.

Exemplo de alternativa C: Barbara Gordon.


Em A Piada Mortal (1988), a Barbara leva um tiro do Coringa e fica paraplégica. Depois disso ela deixa de ser a Batgirl, e assume a identidade Oráculo. Na linha do tempo pós-relaunch, Piada Mortal aconteceu, MAS a Barbara acaba conseguindo voltar a andar, e retorna ao posto de Batgirl.

… O que eu acho meio estúpido. Não é como se existissem muitos heróis com alguma deficiência física, pra começo de conversa, e nisso a Oráculo já era icônica. Considerei (e, ei, acho que ainda considero – não consegui ler essa nova revista da Batgirl porque minha birra persiste) essa mudança bem insensível e desnecessária por parte da DC, masss… enfim.

De qualquer forma, o relaunch é um bom jeito de entrar no mundo da DC, de se familiarizar com personagens e aí, se estiver a fim, de de explorar mais, de ler títulos mais antigos e coisa e tal. E adivinha? ADIVINHA? Bom, não adivinha, porque já citei no começo do post, MAS BOM:  mês que vem a Panini começa a publicar essa nova leva por aqui! Um monte de revistas número 1 pra você (se estiver se sentindo sortudo, compre duas de cada, quem sabe daqui a quarenta anos você consiga vender por uma fortuna?) (QUEM SABE?). Super ou super? Você pode dar uma olhada no conteúdo de cada revista aqui e aqui! Os preços variam, confira aqui.

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“TRASH, O QUE VOCÊ PRETENDE ACOMPANHAR?” é a pergunta que faz uma criatura imaginária, a única que poderia estar interessada em minha opinião sobre algo. Ah, caro ser não-existente, quero muito a presença mensal de A Sombra do Batman em minha vida:

A SOMBRA DO BATMAN (148 páginas)

  • Batman & Robin, de Peter Tomasi (roteiro) e Patrick Gleason (desenho)
  • Batwoman, de JH Williams(roteiro e desenhos) e W. Haden Blackman (roteiro)
  • Batgirl, de Gail Simone (roteiro) e Ardian Syaf (desenho)
  • Catwoman, de Judd Winick (roteiro) e Guillem March (desenho)
  • Red Hood and the Outlaws, de Scott Lobdell (roteiro) e Kenneth Rocafort (desenho)
  • Batwing, de Judd Winick (roteiro) e Ben Oliver (desenho)
  • Asa Noturna, de Kyle Higgins (roteiro) e Eddy Barrows (desenho)

… pelo fator Batwoman, principalmente! (Mulher-Gato e Red Hood, pelo que vi tumblr afora, parecem bem ruinzinhos, mas… detalhes, er) (E quem sabe eu enfim leia Batgirl?)

Batwoman: bom roteiro, arte linda e protagonista interessante. Recomendo? YEAH.

A Universo DC terá Mulher Maravilha, escrita pelo Brian Azzarello, e que achei bem legal pelas edições que li. Só que, bem, o resto da revista… hã… me deixa um pouquinho insegura.

UNIVERSO DC (148 páginas)

  • Aquaman, de Geoff Johns (roteiro) e Ivan Reis (desenho)
  • Wonder Woman, de Brian Azzarello (roteiro) e Cliff Chiang (desenho)
  • Savage Hawkman, de Tony Daniel (roteiro) e Philip Tan (desenho)
  • Fury of the Firestorm, de Ethan Van Sciver, Gail Simone (roteiro) e Yildiray Cinar (desenho)
  • Mister Terrific, de Eric Wallace (roteiro) e Gianluca Gugliotta (desenho)
  • OMAC, de Dan Didio (roteiro) e Keith Giffen (roteiro e desenho)
  • Blackhawks, de Mike Costa (roteiro), Graham Nolan e Ken Lashey (desenho)

Digo, a UDC vai custar R$ 16,90. Se eu realmente gostar de só um dos sete títulos que vêm nela, provavelmente não vou comprar a nº 2. Mas vamos ver o que acontece~.

Também estou meio interessada em Superman… não exatamente pelo fator Superman. É que na revista também tem Supergirl, e… ok, acho que já dá pra ter notado algo: sim, super heroínas geralmente me interessam mais*. O QUE POSSO FAZER?

Então, então, munidos de conhecimento (…e dinheiro. O jornaleiro pode ficar meio irritado se esse elemento faltar), rume à sua banca de revistas favorita (ou não tão favorita. Pode ser a que fica no caminho do trabalho, da escola, ou a do lado da sua casa!) em junho, preparado(a) pra arranjar um novo vício.

Que saudável meio de iniciar um semestre.

*No entanto, nos últimos dias a autora do post tem lido Besouro Azul (2006-2009) com vigor, e pode dizer que o Jaime Reyes já tem o seu coração.