O mundo… é meio esquisito. Digo, as provas estão em todos os canto: no século XVI a rainha Elizabeth I criou o cargo Abridor Oficial de Garrafas (na época a Marinha britânica estava jogando no mar garrafas com mensagens sobre a localização do inimigo e coisas e tal, e abrir garrafas era meio que coisa séria – você podia encarar pena de morte se abrisse simplesmente porque estava a fim!); a Mauritânia foi o último país a abolir a escravidão (1981!) (a primeira tentativa foi em 1905, mas aparentemente não surtiu muito efeito) (e a de 81 também não parece ter afetado lá muito profundamente – vide essa notícia de 2007); existem pessoas que ainda veem Gossip Girl; o GIMP já me mandou seguinte misterioso aviso: “MENSAGEM IMAGEM GIF – atraso inserido para impedir uma terrível animação transgênica sugadora de CPU do mal” (é verdade!); e…

E há 193 criaturas no mundo que acham que o seguinte comentário merece um joinha:

Ah, senhoras e senhores, a nostalgia! Um negócio meio louco. Como saber se suas memórias estão sendo envolvidas por um ar fantasioso e brilhante e não muito realista? Pode ser meio difícil de descobrir, mas quase certeza de que o Alerta Nostalgia (provavelmente já desenvolvido por algum cientista brilhante, quem sabe o Walter Bishop?) nos diria que qualquer frase envolvendo a afirmação de que qualquer um que que cresceu vendo Dragon Ball Z é feliz e pratica o bem é… é… é provavelmente a nostalgia falando, pessoal.

te ensinou a ser feliz e praticar o bem <3

O que nos leva a dilemas ainda mais COMPLEXOS. Exemplo: ver hoje em dia algo que você adorava quando era criança é reimersão no Doce Mundo Infantil OU convite para a desilusão (“… não é tão bom quanto era em minha mente. NA VERDADE, ACHO QUE MEIO QUE É HORRÍVEL? TODA MINHA VIDA NÃO FAZ MAIS SENTIDO!”)?

… Por algum motivo, eu resolvi rever Digimon. E quando digo “algum motivo”, quero dizer “minha amiga me deixou com a abertura da terceira fase ficasse grudada na minha mente – QUERO SER O MAIOR DE TODOS, O LENDÁRIO SONHADOR!1111111~~~ -, e isso me fez pensar na primeira fase e em como era divertida e, hm, muito mais legal do que Pokémon em qualquer momento de sua história de animação. (POLÊMICA? Porque, cara, era um grande debate na segunda série, Pokémon vs. Digimon.)

E rever está sendo demais! Pode não ser genial (e pra falar a verdade, geralmente corro de coisas que pessoas alardeiam usando esse adjetivo? É O ADJETIVO MAIS PERIGOSO DA GALÁXIA), mas algumas coisinhas nos episódios realmente me chamam a atenção. O visual da Ilha Arquivo sempre me deixa meio empolgada – a atmosfera meio esquisita, a inserção de objetos do nosso mundo! E o Gomamon é a criaturinha mais adorável do mundo! E realmente gosto de como o grupo de crianças interage entre si! E para alegria extra, ainda há o imaginário jogo Encontre Significados Profundos em Tudo, que consiste em tentar enxergar novas mil camadas na história, e sempre acaba sendo ridiculamente engraçado (você pode praticar o ESPeT – siglas não dão um ar importante? – em qualquer coisa, por sinal, não só um anime que você adorava!).

Mas o fato de eu continuar achando Digimon legal tem algo a ver com Ben 10 (o desenho mais citado em comentários nostálgicos, geralmente em frases como “POBRES CRIANÇAS DE HOJE QUE CRESCEM COM BEN 10“)? Não! Eu nunca nem vi um episódio inteiro de Ben 10. Pode ser incrível, fantástico… ou não. Mas não é porque não passou nos anos 90 ou na primeira metade dos anos 2000 que significa que é uma droga.

E provavelmente está incentivando a imaginação de um monte de crianças que, sei lá, ficam imaginando novas formas para o Ben. OU ALGO ASSIM.

E apesar de eu não pode falar de Ben 10 pela minha falta de conhecimento, posso dizer que, ei, existem alguns desenhos atuais que realmente me divertem (e me incentivam a praticar o bem e ser feliz). Tipo Justiça Jovem. E Hora da Aventura. E, ok, ok, foi cancelado ano passado, mas PRECISO CITAR: Titã Simbiônico, de que sinto falta ardentemente!

Então. Talvez as pessoas devessem se preocupar menos com a falta de animação de qualidade (na opinião delas).

E mais com o fato de que, sei lá, talvez elas estejam se tornando adultos chatos e amargos.