Ceremonials, Florence + The Machine

*Atenção: esse post contém altas doses de fanatismo.*

Várias pessoas já sugeriram que nós fizéssemos resenhas de CDs (Eu devo ser a única pessoa do mundo que ainda COMPRA CDs) e eu sempre relutei, porque se eu não sou técnica de música nem nada do tipo. Eu acredito que sairia tipo assim “ESSA MÚSICA É ÓTIMA! E essa também! É muito bom!”.  Só que desde que Ceremonials, do Florence + The Machine, lançou, venho ouvindo-o a exaustão e me preparando mentalmente para esse post.

Então essa é a nossa primeira resenha de CD. E, estranhamente, ela se parece muito com uma resenha de livro.

Vocês já sabem que eu acredito que cada música da Florence é uma história fechada. Além disso, tem alguma coisa nas músicas dela que são muito apelativas para mim, com uma combinação de melodia e letra que é quase perfeita. O que acontece é que, com Ceremonials, cada música virou uma historinha (ou muitas historinhas) e é exatamente isso que eu compartilho com vocês.

O nome do cd é Ceremonials (Cerimoniais) e fica bem claro o porquê, ao decorrer das faixas. Elas se dividem entre aquelas músicas que dão a sensação de estar se afogando – na água, nos seus próprios sentimentos, na sua própria felicidade – e as que parecem prontas para rituais pagãos feitos sob a lua cheia por uma tribo celta esquisita. No encarte do CD, a Florence explica a primeira parte, dizendo que sempre se sentiu fascinada por essa sensação de se afogar, mesmo fora da água, pela água e pelo que tudo isso representa. Comparado ao Lungs, Ceremonials é um cd com temas bem mais pesados. Enquanto Lungs parecia resultado de um encontro de fadas, Ceremonials é o que aconteceria se as fadas fossem assassinas e maníaco-depressivas.

Ouça o cd na playlist do grooveshark enquanto nós conversamos sobre as faixas dele, ok?


O Cd se inicia com a ótima Only if for a night. A letra é maravilhosa e me faz pensar nessa garota que é bem medrosa, mas que tem a ajuda de alguém do passado, que já morreu, para poder enfrentar as suas dificuldades. É uma das músicas do CD que ainda conversa um pouco com Lungs, o que achei genial para abrir o novo álbum.

Logo a seguir temos Shake it out, que foi o segundo single de trabalho, logo depois de What the water gave me. Eu acho que ela é uma ótima música para cantar berrando e rodando e é a primeira das que parecem saídas de um ritual pagão esquisito. Essa não tem historinha na minha cabeça, porque ela é basicamente berrar as frustrações para fora e se entregar para a música.

What the water gave me, a faixa número 3, também é sobre se entregar – mas dessa vez, para alguma coisa muito maior e mais intensa e muito mais profunda. Ela é a primeira que é claramente sobre essa sensação de se afogar que a Florence comenta. Para mim, é quase como um lamento para que essas coisas a deixem em paz. Nas histórias que faço para as músicas, essa música é sobre um casal que, embora se amasse muito, foi separado pelo tempo. E agora, na velhice, eles se arrependem do que aconteceu e só querem que tudo passe. É como se isso tivesse se tornado um fardo e essa é a única coisa que conseguiram daquilo.
What the water gave me tem referências a Frida Kahlo (no título) e à Virginia Wolf (quando ela fala dos “bolsos cheios de pedra”, porque a Virginia se suicidou se afogando assim). As duas são figuras femininas que sofreram muito durante a vida e eu acho que é por isso que a música é tão intensa.

What the water gave me se deságua no que eu considero a sua continuação – Never let me Go. O título da música é homônimo do livro do Kazuo Ishiguo e lembra muito uma parte bem específica do livro, em que um dos personagens comenta que eles são como duas pessoas numa correnteza muito forte, que tentam se segurar uma na outra mas, no fim, não têm outra opção se não se deixarem levar. Para mim, Never Let me go é a execução da promessa que é feita em What the water gave me. Aqui, o que eram só referências a se deixar afundar se torna o ato em si. Toda a música pode ser interpretada do ponto de vista de alguém debaixo da água. No encarte, a Florence comenta que a inspiração para Never Let me go veio de uma vez em que ela estava numa piscina e, por um momento, parecia que ela estava respirando e todo o resto do mundo tinha desaparecido. Então, enquanto alguns consideram que essa uma música sobre suicídio, eu a considero como sobre desapego. Lembra o casal acima? Então. Eles deixaram tudo ir de lado e se entregaram ao “oceano”.

Breaking Down tem um pouco a ver com tudo isso, mas tem um ritmo mais animado. Eu imagino essa música como trilha de algum filme da Sophia Copolla, sobre uma dona de casa frustrada com a sua vida, mas que continua seguindo-a até o ponto de surtar. Por algum motivo, se eu fosse fazer o clipe dessa música, faria ele meio em sépia, com várias pessoas fazendo tarefas cotidianas e pessoas fazendo nado sincronizado. Meio como Muscle Museum, do Muse.

Aí a gente tem Lover to Lover! Essa música é muito legal e, assim como Shake it out, é ótima para cantar e dançar pela casa. Tem um ritmo muito animado e parece um pouco com um hino de igreja, embora tenha uma letra que não é religiosa.

Confesso que corri e não dei a atenção necessária para Lover to Lover pelo simples motivo de que No light, No light é uma das minhas favoritas do CD. Veja bem, eu gosto de todas as músicas, mas algumas são mais apelativas que outras. No light começa com um início que lembra MUITO I AM the Doctor (música tema da quinta temporada de Doctor Who) e ela já teria me ganho aí. Só que ela continua épica, com uma letra e uma melodia perfeitas. Na minha cabeça, já virou mil histórias, já foi trilha de vários livros que li. Ela é uma mistura perfeita da sensação de se afogar e das músicas de rituais pagãos, porque dá vontade de sair por aí gritando e chorando a letra. Acho os versos iniciais muito intensos, assim como várias outras partes da música.
A história que tenho para ela agora é tão grande que daria um livro, mas vou explicar em linhas gerais: essas duas pessoas tiveram um relacionamento, mas uma delas descobriu que não era exatamente o que ela queria. Mas a outra sente como se o mundo fosse despedaçar se perder a pessoa que ama e tenta externar isso, mas não consegue. Talvez tenha sido esse o motivo deles se separarem, para início de conversa? Ou talvez seja algo maior, algo mais poderoso. Algo que esteja fora do seu alcance. Talvez esse casal seja o mesmo de What the Water Gave me. Quem sabe?

Logo depois de No Light, nós temos a assustadora Seven Devils. Sério. Eu tento ouvi-la o mínimo possível porque ela é muito intensa e parece saída de um ritual esquisito envolvendo invocação de zumbis. A letra é bem pesada também e é meio como o lamento de guerra de seja lá qual for a tribo da Florence. Imagina só, você está lá no campo de batalha e ouve os lamentos dessa música? Eu sairia correndo na hora, achando que são as almas penadas saindo do inferno para me pegar. (Acho que seria mais bizarro ainda se essa música fosse a sete e não a oito do cd) (Ah, eles usaram essa música em um dos teasers da segunda temporada de Game of Thrones. Sabe, sete deuses, sete infernos… sete demônios. Faz muito sentido.)

Para a minha sorte, Seven Devils termina e vira Heartlines, que empata com No Light no quesito preferência. Eu elegi Heartlines como a música de MutantDudes (é o projeto em que estou trabalhando), porque eu sinto que ela é sobre buscar o seu destino, sobre correr atrás das coisas e sobre desejar o melhor para os outros. Essa é a música mais “tribal” de todo o cd e dá uma vontade LOUCA de sair por aí dançando uma versão bizarra de dança do ventre em que você mexe o corpo inteiro, como se estivesse dançando ao redor de tambores. Eu tenho várias histórias para essa música, mas a que eu mais gosto é sobre um casal que provavelmente foi separado por uma guerra e mal teve tempo para poder aproveitar um ao outro. E embora tenham ficado juntos por pouco tempo, o eu-lírico deseja o melhor para a outra parte, incentivando-a a seguir as linhas do destino das mãos. Só que depois de algum tempo, essa pessoa descobre que o seu amor vai ser executado. E, depois disso, as frases de encorajamento são para a própria pessoa, porque ela sabe que é o que o seu amor desejaria.
Não é amor demais??? ♥

Temos então Spectrum, que tem um nome muito inteligente. A música toda se relaciona a cores, desde a ausência dela até a abundância dela e Spectrum se refere justamente ao espectro de cores. Essa é mais uma da coleção de músicas de rituais e é incrivelmente animada e alegre. Na minha cabeça, é sobre essas pessoas que se entregam totalmente a uma coisa e deixam “todas as cores se iluminarem”. E, com isso, todo o medo e as inseguranças vão embora! A próxima, All this is heaven too (que não tem no grooveshark :/), tem um tema bem parecido também, mas é mais sobre não conseguir expressar essa sensação.

A última do CD (mas não da resenha, MUAHAUHAU) é Leave my Body, que é um ótimo encerramento. Você já se empolgou demais e só resta você “deixar o seu corpo”. Assim como Shake it out, Leave my body é sobre deixar tudo para traz e encontrar a paz. Essa também parece muito com um hino de igreja e a mensagem de desapego dela seria bem apropriada para uma cerimônia religiosa.

Faixas Bonus: (Não vou falar de todas porque já está muito extenso)

Strangeness and Charm – Essa música já tinha sido divulgada antes, numa versão demo e live. Agora, na versão finalizada, ela perdeu um pouco dos tambores e ganhou mais ‘palmas’, mas ficou igualmente boa. A letra é muito bonita e profunda, brincando com vários conceitos químicos e a química entre as pessoas. Para mim, ela é sobre essa garota que é muito inteligente, mas não consegue se expressar muito bem com as palavras, então espera que a química a ajude.

Bedroom Hymns – Bedroom Hymns tem uma batida MUITO contagiante, gente! Sério mesmo. Dá vontade de sair por aí fingindo que está baixando uma pomba gira ou algo assim. A letra é bem sugestiva (“Make me your Mary, I’m already on my knees”) e ela apela bem para o lado de Cerimônias do álbum! Não sei porque ela não virou faixa em todas as edições do CD :/

Landscapes – Landscapes conversa um pouco com as músicas mais depressivas do CD, mas com uma batida mais alegre. Tem menções à água e é, na minha cabeça, sobre essa garota que é bem jovem, mas já viu coisas terríveis o bastante para não ter mais muita esperança. E ela quer tudo ao mesmo tempo em que não quer nada. E ela tenta ver o que acontece se ela devolver o seu corpo para o céu e para o mar.

Comentários
Bell

Codinome de Bárbara Morais, autora da Trilogia Anômalos. A quantidade de ideias que tem é inversamente proporcional ao seu tempo para fazê-las. Gosta de números tanto quanto gosta de letras - e jura solenemente não fazer nada de bom (enquanto estiver nesse blog).

  • Vanessa

    Não se sinta só, eu também compro CDs, mas não tantos quanto eu gostaria. E olha só que coincidência: o meu Ceremonials chegou nesta semana! :D Adorei a resenha, sério, ficou ótima! Da próxima vez que eu for ouvir o meu CD vou pensar no que você escreveu!

  • Pedro Maia

    Nem tenho como falar de Ceremonials, eu passei tanto tempo contando os dias pro lançamento desse cd, que só o fato de ele ter saído, foi uma conquista pra mim. E realmente, não têm como não imaginar as histórias na sua cabeça, acho que esse é o forte da Florence, histórias, histórias que te prendem, e não te soltam mais, como é o caso de uma das minhas músicas preferidas dela, que é Bird Song, eu não entendo como a história de uma garota assassinando um passarinho pode ser tão agradável e dançante pra mim. O cd é ótimo, mas como a bell mesmo falou, a florence se esforça DEMAIS pra deixar ele fodástico, não que empenho seja ruim, mas eu acho que ela se empenhou demais, eu senti falta de coisas descontraídas, como Kiss With a Fist, que têm uma letra violenta, mas incrívelmente leve, é isso que eu gosto na florence, passar uma história macabra na maior felicidade. Mas enfim, pra não me prolongar mais, o CD É MARAVILHOSO, eu gosto de todas as faixas, e Landscape mais do que qualquer outra (eu tenho uma queda por bonus tracks, é) PS:. Eu acho, que o cd não tá emplacando tanto quando deveria, e isso é muito triste, até mesmo porque a florence se esforçou pra caramba, e Shake It Out, que foi uma das melhores músicas do albúm, não teve o reconhecimento que deveria, espero que isso mude, se os rumores de que Never Let Me Go, faça parte da trilha sonora do remake de Titanic, até mesmo porque têm tudo a ver, e eu não poderia pensar em associar as coisas melhor. PS:. Bell, pra quem não ia conseguir fazer resenhas de cd, ficou ótimo :D

  • Bruno

    Estou apaixonado por esse CD, ele consegue me levar pra outro mundo e me fazer esquecer todos meus problemas. E incomparavel em relação a Lungs, mais AMO de paixão cada musica dele.

  • Vollzin

    Eu posso dizer que eu surto pela Florence! Foi uma espera longa pelo lançamento do CD; quando as músicas promocionais começaram a sair tudo foi se intensificando. Também acho que as músicas da Florence são transcendentais, mas em vez de imaginar histórias para elas eu imagino ambientes, luzes, sentimentos. Dá sempre essa vontade de sair pulando, de dançar pelo puro fato de sentir o que a música diz. Florence me ajudou em todos os momentos difíceis desde que conheci Lungs, com Cosmic Love. As minhas músicas favoritas de Ceremonials são: Only if for a Night, No Light, No Light e Heartlines, como as suas; mas também gosto muito de Seven Devils, ela é bem assustadora sim, mas os sentimentos que ela me transmite e o ambiente aonde ela me leva são muito intensos -- ah, passei a tentar entendê-la mais depois daquela conversar atrapalhada do twitter que tive com você -- e isso vale muito a pena. Outra que gosto muito é Never Let me Go. Foi muito triste não ter podido ir a algum dos shows que a Florence + the Machine fez aqui no Brasil, já que talvez essa oportunidade não volta a acontecer tão em breve. Principalmente, em não poder curtir o show da banda junto com as pessoas que entender e gostam da energia das músicas dela, já que eu conheço tão poucos fãs dele -- pessoalmente esse número cai para algumas pessoas que gostam de Dog Days Are Over, tem caso de uma amiga que odeia ela e acha ela horrível, quase fui parti pra pancadaria, mas tem gente que não nasceu para gostar de coisas boa rsrs Fiquei curioso com MutantDudes, ter uma obra 'inspirada' em uma música tão sugestiva da Florence me deixa com comichão de saber mais... Abraços, Maicon Z. Vollzin -- The Vollzin Post

  • Mateus Bandeira - Our Vices

    Oi, Bell! Tudo bem com você? Tudo o que eu tenho escutado ultimamente é Cerimonials. O tom dele é completamente e explicitamente macabro, diferente de Lungs, que tem aquela imagem mais aterrorizante, por dar um tom belo e simples ao macabro, de uma maneira mais sutil. Ainda não consigo decidir de qual álbum gosto mais, mas nas últimas semanas eu ando escutando DEMAIS Cerimonials. Talvez por essas úlitmas semanas (especialmente esse final de semana) terem sido muito... pesadas, em todos os sentidos. Me prendi especialmente a "No light, No light", "Heartlines", "Seven Devils", e nesse final de semana estou com "Shake It Out" como trilha sonora. E achei incrível como você conseguiu descrever todas as músicas perfeitamente e como eu me sinto com relação a elas. Resenha excelente! Espero poder ver mais resenhas de discos por aqui. Beijão, Bell! Mateus Bandeira Our Vices

  • Daniel de Matos

    Faz tempos que tenho visitado aqui e acho muito divertido, sério mesmo! Então, se aparecer alguma foto minha do lado do comentário provavelmente vai ser uma mais sinistra que Seven Devils. Aliás, acho 7 Devils bem bizarra, acabei excluindo do pc (???) hahahaha Lembro que quando o Ceremonials vazou ano passado eu surtei muito. Ouvi tantas vez, mas tantas. Fora que WTWGM já havia sido lançado, junto com Shake it Out e eu já sabia cantar Strangeness and Charm (detestei a versão do álbum, achei que não é nem um milésimo do que a versão ao vivo do Between two Lungs é). De qualquer forma esse é provavelmente o disco que eu mais espere em toda minha vida... Mas confesso que não tive saco pra ler o encarte em "ingreis", deu uma preguiça... Pensei que eu fosse o único que sentia essa sensação de afogamento com algumas músicas do cd. E bom, desde o Lungs já sinto essa pegada terreiro de macumba celta da vida, o que deixa com aquele super charme. Tomara que Only if For a Night seja o próximo single, né? Abração

  • Maria Raquel

    Todo mundo comentando milhões de coisas e eu só vim aqui pra dizer: Que resenha maravilhosa foi essa Bell?? Superou váááárias resenhas que já li de CDs, até mesmo de livros!! Antes nem curtia muito Florence, mas um amigo me deu a dica pra ouvir e agora estou ouvindo direto... É praticamente a trilha sonora de um livro que estou escrevendo! kk E essa resenha só aumentou minha vontade de seguir ouvindo Florence!

  • Igor

    Só podia ser Florence + the machine para ser a primeira resenha de cd s2 Aiai, acho que achei Cerimonials por causa de vocês também KSAOKSASK E nossa, um dos melhores que já ouvi, me apaixonei *OO*. Gostei das suas histórias com as músicas, mas quando eu vou fazer as minhas, quase nunca tem casais, estranho Q E eu curto Seven Devils, mesmo a letra sendo pesada e pareça que veio dos quintos dos infernos e-QQ KSAOPKSAAKSOKS Acho legal... Heartlines é umas das minhas favoritas não só do cd, mas também da Florence, a versão acústica é tão perfeita e e e e-QQ aiai..

  • Patrícia

    Eu amo Florence. Desde que ouvi Blinding eu não consigo mais parar de ouvir, a atmosfera das músicas são ótimas. Te levam pra outro lugar, ouço muitas enquanto leio e faço outras coisas. Sinceramente eu prefiro o primeiro cd, Lungs. Acho que porque eu estava muito vicia na banda e quando saiu Ceremonials eu baixei logo e parece que mal aproveitei as músicas. Com Lungs eu ouvi e apaixonei aos poucos... Amo Howl, Blinding. Mas Ceremonials não deixa de ser ótimo, eu sou louca por Shake It Out, acho a letra e toda a música incrível. What the water gave me e Never let me go são muito amor <3

  • David

    Ola pessoa, gostaria de dizer q para primeira resenha de cd, foi simplesmente espectral ,mas tem um porem ,acho q vc bate mto na tecla de q florence participa de rituais e etc. Por causa desse novo disco, ela ser tao ousada foi oq mas me abriu os olhos para a profundidade de sua inteligencia eficaz, uma das musicas mais polemicas do album como vc disse,(bem nao disse mas esta nas entrelinhas) "Seven Devils" amei de paixão,bem essa foi a unica resenha que vc fez que nao concordei, por que ela nao esta sendo obscura mas sim totalmente sentimentalista e vingativa com os sete demônios ao seu redor, possuída pelos sentimentos mais cruéis e vis, muitos inconfessáveis. Nesses momentos tudo o que ela quis foi destruir o mundo do causador de tanta dor, sem dó nem piedade, através do fogo que o inferno causado por ela mesmo provocará na vida do seu desafeto. Como se o sofrimento alheio pudesse, de alguma maneira, purificar o seu. Ahhhh essa matemática do capeta que faz tanto sentido nessas horas de desespero… Quem nunca meus amigos. Quem nunca? Os hipócritas dirão que não, que são imunes a sentimentos tão baixos. Como se fossem criaturas divinas-cristãs, moldadas no barro apenas com o aspecto positivo, filantrópico e altruísta em seus corações. Gosto das musicas da florence porque suas musicas sao misteriosas ,e todo mundo interpreta de alguma forma. Então como ela disse "Sorte a minha poder sempre espantar meus males através do canto, esse purificador instantâneo de almas"!! Ela libera suas angustias e feridas atraves da musica ,Traições e injustiças, sociais ou pessoais, eventualmente despertarão em você aquela sede de dar o troco e o ódio te consumirá rápido como o fogo. E apesar da maioria das pessoas passar a existência terrena fingindo que esse lado vader não lhes pertence, são emoções tão humanas como o amor e a compreensão, nosso lado brilhante da força...

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