Pierce Oliveira sabe como é morrer – porque ela já fez isso antes. Apesar de tentar retornar a vida que tinha antes do Acidente, Pierce só consegue se sentir como se não fizesse parte desse mundo. Apesar disso, ela nunca está sozinha… porque há alguém a observando.
(Ok, não consegui fazer uma sinopse boa. Também não quis traduzir a sinopse oficial porque aí vocês vão achar que o livro é legal. Sério, gente, sinopses bem feitas mascaram livros ruins.)
Para mim, Meg Cabot é normalmente sinônimo de diversão. Seus livros não são primores da literatura, mas as personagens meio neuróticas da Meg sempre arrancam risadas, mesmo que as histórias sejam bobas. Em alguns casos, ela consegue misturar o seu humor com uma história realmente interessante, com embasamento histórico (como em Insaciável) e fazer algo incrível.
Com isso em mente, peguei Abandon achando que o livro seria pelo menos divertido. Imagina só, a Meg Cabot recontando o mito de Perséfone!?!? Mitologia grega e Meg tem cara de que combinam muito bem. Eu já imaginava uma Perséfone tagarela que ficava reclamando o tempo inteiro que o submundo era muito “escuro” e precisava ser redecorado. Ou um Hades meio desajeitado que acaba se apaixonando por uma garota e, sem saber como seduzi-la, a sequestra e acaba conquistando-a com o seu jeito esquisito.
A minha surpresa foi ver que Abandon não era sobre nada disso. Pior ainda: Abandon parecia um daqueles YA sobrenaturais RUINS, com um protagonista que é “alto e sombrio” e uma paixão que nasce inexplicavelmente depois dele ser meio abusivo.
POIS É.
A narrativa da história é cansativa, recheada de flashbacks esquisitos. Em vez de desenvolver a história, entremeando-a com lembranças, Meg opta por recontar o que aconteceu anteriormente de uma vez, tornando a história enfadonha e sem ritmo. Se você já sabe o que aconteceu, não há mistério nenhum no cara esquisito que persegue a Pierce, não é mesmo?
Além disso, os personagens são TERRÍVEIS. Eu os divido em “Falhou miseravelmente” e “Você já fez isso antes”. Na categoria do “Falhou miseravelmente” estão os protagonistas, que não são cativantes. Mais ainda, Pierce é IRRITANTE, egoísta e mesquinha, daquele tipo de garota que fica repetindo o tempo inteiro como é bonita e delicada e parece uma princesa exótica, daquele tipo que não se importa do pai pagar quinze mil dólares de fiança para soltá-la da cadeia, que não se importa com o que as outras pessoas sentem. Compreendo que a Meg tenha tentado fazer outro tipo de personagem, mas simplesmente não funcionou. Já o interesse romântico – e aqui peço perdão por não lembrar o nome dele, porque li o livro em Agosto de 2011 e desde então venho tentando apagar a experiência do meu cérebro – é mais um daqueles caras de YA sobrenatural. Você sabe como ele é: imortal, misterioso e grudento. E é só até aí que vai a caracterização dele, porque ele é raso assim. Já na categoria “você já fez isso antes”, é exemplar o cuidador do cemitério de cabelo branco que serve de mentor para a protagonista, que lembra MUITO o Padre de A Mediadora.
Além disso, o enredo da história é muito pobre. O Mito de Persefone é uma história rica que pode ser trabalhada de várias formas interessantes, mas a Meg não conseguiu trabalha-lo direito. Primeiro que eu só descobri o que estava acontecendo no PRESENTE nas últimas 100 páginas, que é quando a história engata. Daí o livro acaba num desfecho ESQUISITÍSSIMO e pareceu muito forçado. A impressão que eu tive ao ler Abandon é que a Meg tentou escrever um livro sobrenatural tal quais os que fazem sucesso e no processo, esqueceu o próprio estilo.
Meg, querida, deixa eu te contar um segredo: você não precisa disso. Seu nome é uma marca associada com um estilo de livro e, se você quer mudar isso, o faça com livros BONS. Se não, é melhor continuar com a sua fórmula feijão-com-arroz que dá muito certo e agrada muito mais do que o seu YA paranormal genérico
Mas o pior de toda essa história é que eu sei que se eu tiver a oportunidade, vou insistir lendo a série para ver se melhora. Vou provavelmente quebrar a cara, como aconteceu com a série Sussurro, mas vou continuar estoicamente. Isso que é persistência.
Classificação final: 2 pedras semi-preciosas. (Veja bem, no meu esquema de notas, ganha duas estrelas qualquer livro que seja ruim, mas que eu tenha terminado. Um só vai para livros que não terminei)
Tem uma resenha muito legal da Fernanda que diz mais ou menos a mesma coisa que achei!

















Renato Augusto Ritto (@renato_rar)
3 de março de 2012
AAAAAAAAH, não acredito. De verdade? Eu sei que vocês já tinham me contado que não era assim tão bom, mas eu li a resenha de novo e desempolguei
Já li duas coisas contra Abandon e uma neutra. Digo, o ponto de partida da história parecia ser perfeito, sabe. Mitologia Grega, Meg Cabot, unicórnios vomitando arco-íris em uma campina verdejante com rosas cor de rosa. Mas infelizmente a Meg não conseguiu explorar a melhor área, pelo que parece. Não sei, ainda não li Abandon. Estou pobre e não tenho dinheiro pra comprá-lo… vida de universitário e tal.
Poxa vida, Meg, não perca seu brilho. Já me falaram que Overbite também é TERRÍVEL, o que me faz pensar que Meg está passando por uma pequena crise em sua carreira. TOMARA que ela não ferre tudo com A Mediadora 7, porque né…
Acho que é por isso que ela tá tipo back to classic, sabe… Fazendo novos livros de coleções já publicadas. Acho que ela tá tentando se encontrar novamente, pegar a criatividade pela mão e andar junto com ela por um campo de livros NOVOS E MAGNÍFICOS e tal.
Enfim, brisa louca. Juro que não fumei nada.
TOMARA QUE AS COISAS MELHOREM! =)
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Maria Raquel disse:
março 3rd, 2012
E o que vocês acham dela voltar com a Heather?? Pelo nome do livro parece que ela tá magra agora, o que eu acho meio falta de consideração com os leitores. Eu adorava aquele jeitão da Hearther de sempre reclamar do peso e ser meio loser, mas mesmo assim fazer todas aquelas coisas ótimas.. E os mistérios realmente eram bons!
e eu estava tão animada pra esse livro… Provavelmente lerei de qualquer forma, mas já vai ser com um pé atrás, infelizmente :/
Tenho medo desses revivais, medo dos autores estragarem as séries :/
Só ouvi coisas ruins de Abandon
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Bell
3 de março de 2012
Na verdade, eu acho que ela tentou acompanhar o mercado e fazer obras que podiam estourar, mas acabou falhando miseravelmente. E acho que o fato dela voltar para escrever continuações para as séries de sucesso é mais uma tentativa de tentar lucrar com o que já tá dando certo, sabe? Eu acho que ela está perdida, porque o mercado cresceu MUITO, muito rápido e ela não faz ideia do que fazer agora, ahahah.
Sobre Overbite: não li ainda, mas eu ADOREI Insaciável. Achei muito legal a mudança de estilo dela e a história que ela desenvolveu! Não sei se ela desandou com o segundo livro, mas o primeiro me agradou muito
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Cíntia Mara
3 de março de 2012
Nossa! Eu não li muita coisa sobre esse livro, mas esperava que fosse, pelo menos, legalzinho. Afinal, Meg é Meg! É uma pena que tenha sido tão ruim.
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Celle
3 de março de 2012
Poxa, que pena. Queria que esse livro fosse bom ;s eu li a sinopse ha um tempo e vi o booktrailer, parecia legal. Mas pelo que você falou, é terrivel mesmo :O
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Fernanda
3 de março de 2012
(Quase respondi que 1×1 = 2, credo hahaha)
Abandon: ideia boa desperdiçada num péssimo livro. Apesar de eu ter uma visão um pouco mais positiva que você, né? Vou ler o segundo (talvez. Provavelmente) e daí te conto se melhorou. Tem como melhorar, se a Meg fizer praticamente tudo diferente do que ela fez nesse livro.
Eu gosto do personagem que é igual ao padre de A Mediadora. Mas não consigo nem lembrar o nome dele – e li o livro em dezembro
Mas o nome do garoto é John, já que você não lembrava mais.
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Karine
3 de março de 2012
Só a descrição do “mocinho” já me fez virar a cara pro livro. E ainda é uma série? Poxa, Meg! Volte as suas origens, pode ser bobo, repetitivo e sem muita importancia na vida de quem lê, mas o entretenimento que traz…
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Renato Augusto Ritto (@renato_rar)
3 de março de 2012
Na verdade eu tenho uma outra teoria.
Acontece que como a Meg é muito amada por alguns, apareceu algum fã louco tipo aquela mulher medonha daquele filme “Maluca Paixão”, que ela sequestra o escritor e o mantem em cativeiro e o faz escrever um livro pra ela e tal. Enfim.
Existe um desses fãs, e ele sequestrou a Meg. Na verdade, quem está escrevendo esses livros não tão legais é esse fã, porque ele ama tanto a Meg que não quer que ela tenha o trabalho de escrever livros para não cansar suas lindas e adoráveis mãos. Portanto ele só pede para ela narrar histórias para ela (enquanto vai fazendo-a sofrer), mas pelo fato de a Meg estar mau com a situação, ela não consegue ter muita criatividade. O resultado são livros não tão bem escritos (porque, claro, esse fã é escritor e ele consegue dar uma copiada no estilo Meg, mas nem tanto).
Sendo assim, precisamos investigar a fundo isso aí, porque o fã está utilizando-se do twitter, do facebook e fazendo vídeos em cativeiro com a Meg, em que ela claramente não está feliz e tenta nos passar mensagens subliminares. Não tenho tempo de postar aqui a profunda análise dos vídeos de Abandon, mas todos eles tem claramente expressões corporais que querem dizer “POR FAVOR, VENHAM ATÉ MIM E ME TIREM DESSE LUGAR COM ESSE FÃ LOUCO QUE ESTÁ ESCREVENDO MEUS LIVROS COM MINHAS IDEIAS”.
By the way, a Meg manda lembranças u_u
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Cah Lacerda disse:
março 3rd, 2012
Eu acho que foi o Renato, num evento, com o castiçal, digo, carro de fuga.
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Maria Raquel disse:
março 3rd, 2012
HAHHAHAHHAHAHAHAH Que criatividade!! Renato, você deveria parar de fazer a Meg ditar as histórias e escrever sua própria. Sério1 Voce tem futuro moleque!!
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Paulo Vaughan
4 de março de 2012
Estou surpreso. Tipo, eu nunca li nada da Meg, mas vejo TANTA gente falando bem dela que nunca imaginei ela fazendo algo ruim.
Estou morrendo de vontade de ler Insaciável e tenho uma certa curiosidade quanto a série Desaparecidos. Quando vi que tinha um livro da Meg Cabot que se baseava na mitologia grega eu pensei “Wow, deve ser divertidíssimo. Se tudo o que falam da Meg é verdade, deve ser tão bom quanto Percy Jackson (por envolver mitologia grega e ter certa dose de humor), mas essa resenha me deixou com um pé atrás.
Eu gosto de livros YA sobrenatural, mas é uma coisa que enjoa fácil, sabe? Vou tirar “Abandon” da minha lista de preferências e tentar “Insaciável” primeiro, mas quando o livro lançar aqui eu irei tentar.
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Renato Augusto Ritto (@renato_rar) disse:
março 4th, 2012
Paulo, leia Insaciável, sério =) Prometo que você não vai se arrepender hahahahahahaha
E sobre a série Desaparecidos, é uma das minhas favoritas, eu a amo. Porém, existem teorias da contradição que não gostam muito dessa série. Eu amo, de verdade, mas enfim.
É ISSO =)
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Isadora Iwahashi
4 de março de 2012
OH NOOOOO! Sério? Meg fazendo paranormal genérico? Nossa que decepção, tudo bem, vou ler pra poder formar a minha própria opinião, mas eu fiquei t]ao, mas tão triste com essa resenha, que até desanimei, vi que uma galera tinha largado esse livro e falado que tinha se decepcionado muito com a Meg, que nem parecia que ela tinha escrito (e por ai vai e as vezes rolou uns xingamentos para o livro que eu prefiro nem compartilhar.
MEG POR FAVOR VOLTE PARA NÓS LINDA E DIVA DO JEITO QUE VOCÊ ERA!
P.S.: Bell, acho que você poderia escrever uma versão do livro curti as suas “idéias” ou expectativas frustadas do livro, acho que daria uma livro muito bom.
P.S.2: Geeente que saudade do NUPE, sério, fazia um tempo que eu não comentava, estava me acostumando a essa rotina louca da faculdade. Tentarei comentar mais daqui pra frente. \o/
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