“Alguns infinitos são maiores que outros.” – Chegou a hora de resenhar The Fault in Our Stars.

Diagnosticada com Câncer na Tireoide aos 12 anos, Hazel estava preparada para morrer até que, aos 14 anos, um milagre da medicina diminuiu os tumores nos seus pulmões… por enquanto. Dois anos pós-milagre, Hazel, com 16 anos, está pós-todo-o-resto, pós-colegial, pós-amigos e pós-normalidade. E mesmo que ela possa viver por muito tempo (seja lá o que isso significa), Hazel vive anexada à um tanque de oxigênio, os tumores sempre mantidos à distancia com ataques químicos.

Entra Augustus Waters.

Um encontro feito no grupo de apoio para crianças com câncer, Augustus é lindo, e surpreendentemente (para ela) interessado em Hazel. Estar com Augustus é ao mesmo tempo um destino inesperado e uma jornada há muito necessitada, forçando Hazel a reexaminar como doença e saúde, vida e morte, vão defini-la e o legado que todos deixam pra trás.

OK. OK. Esse é um daqueles livros. Sabe? Um DAQUELES. Que vão além das palavras.

Já vou avisar que essa resenha é suspeita. De verdade, eu não confiaria na minha opinião nesse caso em particular (mesmo com o sucesso que o #DayseIndica teve nos últimos tempos). Porque esse livro tem um significado tão especial pra mim e para as pessoas que acompanham a nerdfighteria. Você já começa a ler o livro meio que amando. É injusto. Mas é assim.

Então, vou tentar escrever alguma coisa. Não sei o que vai sair. Mas vai ser sincero.

PRIMEIRO: Vamos falar isso de vez, já que é a coisa mais esperada em uma resenha de um livro do John Green. É um livro cheio de frases impactantes. O John Green é mestre nisso. Em escrever livros cheio de frases que logo viram tatuagens, camisetas, posters, arte de tumblr, etc. Normalmente, isso me irrita em um escritor. Uma frase impactante aqui ou ali é sempre bem-vinda, mas o tempo todo… é meio que muita prepotência? Não sei! De um jeito ou de outro, com o John eu não me importo, porque eu sei como ele é na vida real (e por vida real, é claro que eu me refiro aos seus vídeos no youtube). Então, é. Se você é dessas pessoas que adoram esse tipo de frase, The Fault In Our Stars vai te deixar MUITO satisfeito.

Sobre a voz de Hazel… John foi acreditável, como menina. Apesar de ele ter puxado um pouco para rótulos que não me agradam muito (do tipo “filme para menina” e “filme para menino”), não foi nada escandaloso. E todos os personagens são tão… !!! Eu realmente gostei deles. INCLUSIVE um personagem que tecnicamente é o vilão da história. (Fiquem de olho num menino chamado Isaac. Ele é um dos meus favoritos). E o Augustus Waters!!! Tô nem aí se sou clichê, eu super apaixonei. (eu tenho um dvd de extras de TFIOS, e o John fala um pouco da importância que ele dá pro nomes dos personagens e o significado que eles têm. É muito legal.)

E por fim, o ponto mais importante: esse é um Cancer Book. Por causa de escritores como Nicholas Sparks, que usam câncer (e outras doenças) como forma de definição de personagens e histórias, transformando-os em dramas gratuitos, eu tenho um certo preconceito com Cancer Books. Então, por um segundo, eu fiquei preocupada com o que TFIOS poderia ser. Mas logo passou, porque o John já trabalhou em um hospital com pacientes terminais, e uma das coisas que mais o irritava era não reconhecer nos livros e filmes sobre doenças terminais aquilo que ele via todo dia no hospital. Então, eu estava bastante tranquila. Mas quando o dia do lançamento começou a se aproximar, eu tive outra preocupação.

Certo, vou usar uma fala direta de Scrubs para explicar essa minha segunda preocupação: Lembram quando A Ameaça Fantasma foi lançar no cinema, e todo mundo estava empolgado porque Star Wars é super awesome, só que no fim não foi lá essas coisas? (sim, eu sou meio que uma hater dos filmes mais novos de Star Wars. Se bem que hater é uma palavra muito forte. Eu não ODEIO. Mas só que… acho desnecessário. PRINCIPALMENTE levando em consideração o tanto que a primeira trilogia é boa.)

A QUESTÃO É: Expectativa é uma praga. (e foi super conveniente eu ter falado de Star Wars, porque o TFIOS menciona Stormtroopers em um momento.)

Então tinha aquele perigo de: NOSSA TODO MUNDO TÁ QUERENDO LER ESSE LIVRO E SE NO FIM ELE NEM FOR TÃO BOM? AI MEU DEUS E SE NO FIM ELE FOR RUIM??!!

Felizmente, não foi. An Abundance of Katherines ainda é meu favorito do John, mas TFIOS definitivamente vem em segundo (acho) (hm) (talvez mude de ideia) (mas é muito bom!) (enfim).

É engraçado e triste e fácil de se relacionar. Mesmo que nós não tenhamos uma doença fatal como a Hazel, todos temos algo que é MUITO evidente no livro. Essa mania de projetarmos nós mesmos nos livros que gostamos.

Ah, sim. A Hazel e o Augustus são meio que uns sabidões, então eu vejo muita resenha por aí dizendo que eles não soam como adolescentes normais. SÓ QUERO DIZER ISSO: ODEIO QUANDO PESSOAS FALAM ISSO EM RESENHA. Por acaso adolescente só tem uma voz? Existe uma voz CERTA para adolescente? DESDE QUANDO? Porque, pelo que eu me lembre (e olha que minha adolescência não foi há muito tempo atrás) (acho até que AINDA posso ser considerada uma adolescente?), todo mundo é diferente. Tem gente que é burra, e tem gente que é inteligente. Tem gente que gosta de filmes antigos, e tem gente que gosta de cozinhar cupcakes. E tem gente que gosta de todas as coisas! E TEM ADOLESCENTE QUE USA PALAVRAS DIFÍCEIS E ADOLESCENTES QUE NÃO FALAM NADA. DEAL WITH WITH.

(Falarei mais sobre isso semana que vem, na Semana Handler) (AH É! ESTAMOS PLANEJANDO UMA SEMANA HANDLER PRA COMEMORAR O ANIVERSÁRIO DELE!!) (VAI SER SUPER DESCOLADO, FIQUEM DE OLHO)

E é isso. Essa é minha resenha ruim de The Fault In Our Stars. Espero que vocês leiam e que vocês gostem. Não a resenha, o livro. ENFIM!

Beijos.

Onde adquirirAmazon – Kobo – Livraria Cultura

Comentários

26 ideias sobre ““Alguns infinitos são maiores que outros.” – Chegou a hora de resenhar The Fault in Our Stars.”

  1. O MEU AINDA NÃO CHEGOU ToT *bate no Book Depository*
    Eu quero logo i.i *bate de novo*
    E tomara que venha assinado para eu não ter mais dor de cabeça *vira o Book Depository de cabeça pra baixo e sacode para chegarem todos os livros atrasados*

    Sério, o John tem um amor TÃO GRANDE por esse livro que eu sinceramente acho muito difícil ele ser ruim.
    Ainda não li nada dele, mas Paper Towns está a caminho (o livro com a capa que eu gosto de An abundance of katherines estava esgotado, então eu não comprei).

    Sobre essa história de “não parecer um adolescente”: eu convivi com uma fauna adolescente das mais diversas e digo, por experiência própria, que um adolescente PODE SIM ser inteligente, usar palavras difíceis e citar clássicos. Um adolescente não tem que ser babaca e se apaixonar por qualquer um que aparecer na sua frente e sofrer com um amor platônico. Assim como ele também pode ser a pessoa mais estúpida e cumprir todos os requisitos do estereótipo de adolescente metido e idiota. PESSOAS SÃO DIFERENTES UMAS DAS OUTRAS e na adolescência é quando isso fica mais claro. Quando vão entender isso?

    E OBRIGADA DAYSE POR ME APRESENTAR À NERDFIGHTERIA <3

  2. Sabe qual é a pior coisa do mundo? Nunca li NADA do John Green. Sério, nunca, nem se quer “Quem é você Alasca?”, mas isso não me impede de ser super fã dele. Ele é muito engraçado e legal nos videos do Nerd Fighters.
    Sempre achei que só eu tinha esse preconceito com esses tipos de livros por causa do Nicholas Sparks (sério, eu não gosto dos livros dele, não há cristo que me faça gostar, é muito drama em cima de coisas sérias, e parece que o Nicholas não vê isso como uma doença e tals, e sim um meio de vender livros)
    Gente, amei a resenha, e eu não espero nada menos do John Green (mesmo eu não tendo lido nada dele)e eu juro (e todos vocês estão de prova) que eu irei ler pelo menos ‘Quem é você Alasca?’ esse ano! \o/

  3. John Green é luz! Além de conseguir fazer 37462829 frases impactantes, ele consegue transformar um simples ‘okay’ em uma declaração de amor.

    Mas sobre TFIOS, eu tava meio na dúvida porque depois que eu li Paper Towns eu não pensei que TFIOS iria superar, maaas eu fiquei completamente apaixonada pelo livro.
    É tão diferente de outros Cancer Books, mais original e verdadeiro que você não sabe se morre de chorar pela Hazel ou se surpreende pela forma como ela encara a coisa toda.

    Aaaah e o Isaac é a coisa mais fofa né. *–*

  4. Quando vi sobre o que era o livro fiquei com um pé atrás, mas agora to MORRENDO de vontade de ler!!
    E fiquei com medinho de ser um Phantom Menace também hahahha
    (Aliás, fui assistir ontem em 3D \o/, porque after all, é Star Wars né..)
    John Green está definitivamente na minha lista de próximos autores pra comprar 😀

  5. A DAYSE, AGORA VOCÊ ME DEIXOU COM VONTADE DE LER ESSE LIVRO TAMBEM, JUNTO COM MAIS OUTROS MILS QUE VOCÊ JÁ INDICOU. *caps lock off* Nossa o John Green realmente tem esse lance de frases impactantes que não ficam chatas, eu percebi isso em “Quem é você Alasca?” e esse livro parece ser daqueles que te faz chorar. Já entrou na minha lista. E também gostei do que você disse sobre adolescente incomuns, tipo, acho que não existe um termo de adolescente comum na vida real, nos livros até que sim, mas na vida não.

    *momento fangirl feat puxa saco da Dayse* tô lendo the basic eight, ainda to na pagina 200 porque essa semana to meio ocupada e como o inglês é mais difícil do que eu to acostumada eu to demorando um pouco mais pra ler. MAS TO ADORANDO, é muito engraçado. Quando eu terminar de ler compartilho a minha opinião com você no twitter.

    beijos
    Thaila

  6. Muito legal a sua resenha Dayse!*-* Desde An abundance of Katherines eu estou morrendo de vontade de ler um livro (qualquer um) do John Green, mas infelizmente não consigo ler muito bem em inglês. O único livro li em outra língua foi The son of Neptune, mas só porque é o Percy que narra e estava morrendo de ansiedade para continuar lendo suas aventuras \o . Eu concordo totalmente com você, só porque é adolescente não significa que seja um babaca superficial. Eu adoro clássicos *o*.. são minha vida. Eu acho que adolescente mesmo aqueles que são fúteis e seguem os esteriótipos contem em si sua profundidade, pois essa fase não é mole não.. D:

  7. “Você já começa a ler o livro meio que amando. É injusto. Mas é assim.”
    Soo true…

    Eu só li até agora do John o Looking for Alaska, mas A.M.E.I! E estou louca para ler esse livro, mas também, o John fala tanto desse livro nos videos dele que é praticamente impossivel não ficar louca para ler ele.*-*
    Todo mundo fala que TFIOS é o melhor livro do John e tudo mais… Na verdade, você foi a primeira pessoa que eu vi que prefere outro livro dele.
    Adorei a resenha que você fez, mas um livro que agora vai para o primeiro lugar da minha lista de prioridades por sua causa… rs.

    Beijos!

  8. Eu gostei da sua resenha e tenho certeza que vou gostar do livro.
    Só vou comprar em Abril (B-day!!), mas não tenho dúvidas de que o John fez um livro fantástico e que passa bem longe dos Nicholas Sparks da vida.

  9. Isso tem cara de spambot. Já recebi um assim: “Adorei a listinha, amiga. Já tenho alguns, já encomendei outros e o resto vou ver se a filhota traz pra mim.”
    clever spambot is clever

  10. E aí? Chegou? Até o da minha amiga (que sempre demora ANOS! para chegar, chegou)
    e de nada! se bem que eu não fiz muita coisa =P

  11. não se preocupe, eu fui fã por anos do John antes de ler um livro dele. o mesmo com a Maureen Johnson. essas coisas acontecem, e sabe o que mais? o livro fica é melhor quando vc já é fã do cara 😀 (mas aí a sua opinião perde credibilidade. MAS QUEM QUER CREDIBILIDADE, NÃO É MESMO?)

  12. no livro tem até uma comparação de tipo de livros bons: aqueles que vc quer que todo mundo leia, e aqueles que são tão bons que vc quer ter só pra vc.

  13. eu só acho válido entender que adolescente pode ter QUALQUER tipo de voz. contanto que faça sentido com o contexto e com a história, contanto que seja acreditável o como ou porque do adolescente ter TAL voz, QUALQUER COISA CONTA.

  14. é que Katherines está em um lugar muito especial no meu coração. Vai ser difícil tirar ele do primeiro lugar, MAS TUDO É POSSÍVEL, NÉ?

  15. Eu ri muito nessa resenha -Q KSAPOSKAOPSA E a lista de livros que quero ler do John Green só tá aumentando.. Acho que vou parar de ler as resenhas dele u-u E ainda bem que você falou desse negócio de expectativa. Ou não, né, já que falou também que ele foi o que você esperava, então aumentou meu medo de não gostar, porque parece tão bom e é bom gostar de coisas boas e-QQQQ tá, enfim~~

  16. GENTE! GENTÊ! EU NÃO ACREDITO QUE O MEU TFIOS CHEGOU ASSINADO! PRECISO FALAR QUE EU SIMPLESMENTE SURTEI QUANDO VI? E eu nem tava com tantas expectativas, porque né, depois se não viesse assinado, eu iria quebrar a cara. BOM, MAS ENFIM. Ainda não comecei a ler, mas estou extremamente ansiosa, até mesmo por causa das resenhas que eu tenho lido por aí ._. VOCÊS ME DEIXEM ANSIOSA, SIM OU CLARO?

  17. Uma das minhas metas de vida é ler algum livro do John Green. Já li várias citações dele (sim, nessas artes de Tumblr XD) que só provam o quanto ele deve ser um cara legal.

    O que anda me faltando é a oportunidade mesmo (aka grana).

  18. Ruim? Sua resenha? Eu ADOREI ela! Expressou exatamente o que você sentiu e achou do livro, e esse é o ponto de uma resenha!
    Eu tenho muita, muita, muita vontade de ler algo do John Green, no mesmo nível que tenha vontade de ler algo da Maureen Johnson. No entanto, por mais que eu adore os vídeos dele e uns posts com ele que vire e mexe aparece no Tumblr e que eu já meio que seja uma fã dele, … eu ainda não li NADA. NADA. Não me conformo com isso, porque todos os livros dele parecem ser awesome, e TFIOS é um dos que achei que devem ser mais legais.
    Enfim. Eu até curto Nicholas Sparks e pá, apesar de todo o drama que às vezes ele põe no papel, tem vezes que ele acerta e eu curto (e outras que eu só acabo passando raiva. Mas anyway). Mesmo assim, eu acho que pôr uma doença tão fatal num livro É uma decisão arriscada, porque você pode acabar caindo no drama Sparks. E eu fico MUITO feliz de ver que, pelo menos esse problema não terei com o John.
    E adolescentes sabidões? Eu acho tão mais legal adolescentes que são assim do que aqueles que se preocupam mais com a popularidade no colégio e tal. Na minha opinião, eles são beeeeem mais divertidos!
    De qualquer forma, eu PRECISO ler esse livro. Bem que podiam lançar logo no Brasil, já que tá difícil eu comprar livro no BD ultimamente e tá bem caro nas livrarias por aqui.
    Ah, mas eu adorei a sua resenha. De verdade.
    Beijos!
    Isa ~ Portal dos Livros

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