Esse livro já teve uma resenha linda da Cherry aqui no blog, mas ele é tão lindo que vai ter uma resenha minha de novo.

Autor: John Boyne
Editora: Cia. das Letras
Preço: 33,50
Tradução: Eduardo Brandão

“Noah tem oito anos e acha que a maneira mais fácil de lidar com seus problemas é não pensar neles. Quando se vê cara a cara com uma situação muito maior do que ele próprio, o menino simplesmente foge de casa, aventurando-se sozinho pela floresta desconhecida.

Logo, Noah chega a uma loja mágica de brinquedos, com um dono bastante peculiar. Ele tem uma história para contar, uma história cheia de aventuras que termina com uma promessa quebrada, uma história que vai levar o fabricante de brinquedos a pensar sobre o seu passado e Noah a pensar sobre aquilo que deixou para trás.”

Eu já meio que conheço o trabalho do John Boyne por causa de O Menino de Pijama Listrado. Apesar de ser o único livro dele que eu li (antes de Noah), já tinha fixado na minha cabeça que eles gosta de escrever temas difíceis. A maior qualidade de Boyne é que ele não subestima o público infantil, e consegue escrever com uma verossimilhança a impressionante o ponto de vista de uma criança.

Falar o porquê de Noah fugir é falar spoilers, então não o farei, mas uma coisa é meio que óbvia: ele estava fugindo. Noah sai de casa e da sua vida não só fisicamente, mas usando a fantasia, também. Durante todo o livro você reconhece elementos de várias histórias infantis, histórias que nós sabemos que são familiares para o Noah, porque ele é um menino que lê (fala isso no começo do livro).

Então nós acompanhamos Noah nessas pequenas aventuras e mal-entendidos e flashbacks, e ficamos cada vez mais intrigados com o motivo de Noah ter saído de casa. Você vai pegando dicas ao longo do caminho, e meio que já adivinha o que pode ter acontecido, mas mesmo assim você quer que o Noah diga, que ele mesmo enfrente todas aquelas coisas que ele que evitar.

Eu sei que comparações são uma droga, mas só vou fazer essa: meio que me lembrou “Onde Vivem Os Monstros” e todo aquele simbolismo usado para explicar como crianças lidam com sentimentos difíceis. E grande parte desses sentimentos vêm da falta de comunicação fluente entre pais e filhos, algo que também é explorado em Noah.

Enfim. É um livro lindo e emocionante (eu chorei um pouco), e muito bem escrito (e traduzido!). Realmente dou todas as minhas estrelinhas do baú para ele.

E se vocês decidirem ler Noah, ou O Menino de Pijama Listrado, preparem-se para sentir uma dorzinha no coração (bem, no caso de O Menino, é um dorzona)

Beijos!